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  • Violência estudantil em Tóquio
  • Despertai! — 1970
Despertai! — 1970
g70 22/1 pp. 28-29

Violência estudantil em Tóquio

Do correspondente de “Despertai!” no Japão

“TÓQUIO SE TRANSFORMA NUM CAMPO DE BATALHA”. Foi assim que certa manchete de jornal a descreveu na manhã seguinte.

Montões de destroços, vitrinas despedaçadas de lojas, plataformas policiais de trânsito destroçadas e carros virados para o ar sugeriam o resultado de um dos confrontos principais. Um manto de gás lacrimogêneo pairava sobre a elegante Ginza de Tóquio, e bem no decorrer do dia seguinte, os balconistas e os fregueses esfregavam os olhos, à medida que ainda flutuavam pela redondeza resíduos de gás lacrimogêneo. Certa loja apenas sofreu a perda de vinte grandes vitrinas de vidro.

Horas antes de as dificuldades começarem, os trabalhadores se empenhavam em colocar arame farpado ao longo dos trilhos ferroviários da Estação Shinbashi. Em outra parte da cidade, arame farpado cercava vários edifícios governamentais, quartéis de polícia e a Embaixada Norte-Americana. Esperava-se violência, mas a polícia contra motins não sabia onde empregar suas forças.

Estudantes radicais prometeram grande “demo” para o “Dia de Okinawa”, 28 de abril. Alguns deles, contudo, jamais saíram das universidades. Foram interceptados às portas pela polícia contra motins. Mas, por volta das 16 horas, 100 estudantes ultra-esquerdistas se lançaram num ataque relâmpago contra a residência do Primeiro-Ministro, pouco depois de o Sr. Sato voltar para casa. Lançaram pedras e granadas de gás lacrimogêneo, mas a polícia contra motins rapidamente dispersou os estudantes.

O conflito mais sério começou por volta da mesma hora na Estação Central de Tóquio, onde os estudantes levaram a luta até os trilhos, em direção à Estação Shinbashi. A polícia levou quatro horas para expulsar os estudantes dos trilhos, e muitos escriturários tiveram de esperar até às 22 horas para começar sua jornada para casa. Pedras e detritos enchiam as plataformas como se tivesse ocorrido um bombardeio aéreo.

Por volta das 19 horas, apesar das crescentes baixas de ambas as partes, o conflito se moveu inesperadamente para o distrito comercial de Ginza, onde o esquadrão contra motins teve de enfrentar uma situação inteiramente inesperada. Cerca de 3.000 estudantes lançaram projéteis contra 2.000 policiais com capacetes que avançavam protegidos por sólida barragem de escudos metálicos. À medida que os estudantes lançavam pedaços grandes de cimento e coquetéis Molotov, a polícia contra-atacava com gás lacrimogêneo e jatos d’água.

Por volta da meia-noite tudo estava calmo, mas a polícia de Tóquio efetuara um número recorde de prisões para um só dia — 967 pessoas, das quais 113 eram mulheres. Pelo menos setenta e seis policiais, estudantes e observadores precisaram de cuidados médicos devido a ferimentos. Apenas 8.850 estudantes, amotinando-se em cerca de quarenta lugares em Tóquio, paralisaram o centro da maior cidade do mundo por cerca de seis horas.

O que esperavam realizar tais estudantes por se amotinarem? O propósito aparente era fazer barulhenta propaganda a favor da devolução da ilha-fortaleza de Okinawa à regência japonesa. E, provavelmente, era uma “amostra” dos motins mais amplos esperados em 1970, quando chegar a época da revisão do Tratado de Segurança entre o Japão e os Estados Unidos.

A torrente de dificuldades estudantis corre de forma avassaladora no Japão. Em realidade, duas poderosas organizações estudantis lutam para controlar as universidades. Cada uma visa suplantar a outra ao cavalgarem agressivamente em busca do poder. Ambas as facções se chamam Zengakuren (Federação Nacional das Associações Estudantis Autogovernáveis). Diz-se que odeiam uma à outra muito mais que à polícia.

Um grupo Zengakuren se denomina “Partido Comunista Pró-Japão” e o outro “Partido Comunista Anti-Japão.” A polícia calcula que o primeiro pode conseguir 35.000 pessoas para uma “demo”, e seu rival mais radical 30.000. Ambos os grupos se declaram a favor de se usar armas e força física em “defesa própria”. E ambos parecem adotar a máxima de que o ataque é a melhor defesa.

Estes grupos estudantis se acham bem equipados para destruir as coisas. Mas, oferecem algo para edificação? Num artigo no Yomiuri Shimbun, de 30 de abril de 1969, o novelista Masaaki Tachihara descreve tais estudantes radicais como delinqüentes juvenis que não têm nenhum alvo na vida.

E o anterior presidente da Universidade de Tóquio, o Professor Seiji Kaya, foi citado no mesmo artigo: “Tais estudantes que recorrem à violência dizem abertamente que travam uma ‘revolução sem qualquer objetivo’. Não nos dizem o que deve ser edificado depois da destruição, e estão apenas escalando a violência e entregando-se ao desespero.”

Uma após outra, as universidades do Japão fecham as portas. Não obstante, há um raio de luz para iluminar as trevas do desespero. Muitos estudantes encontram tempo para estudar a Bíblia com as testemunhas de Jeová, e aplicam os princípios bíblicos ao trabalharem de forma construtiva a favor do futuro não-violento da humanidade, prometido na Palavra de Deus.

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