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  • Tenta evitar as “dores do crescimento”?

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  • Tenta evitar as “dores do crescimento”?
  • Despertai! — 1970
Despertai! — 1970
g70 8/5 pp. 3-5

Tenta evitar as “dores do crescimento”?

DIZ-SE que o crescimento é a mais básica de todas as funções físicas. Também se trata de um assunto interessante. Sabia, por exemplo, que o crescimento não resulta do aumento do tamanho das células individuais? Ao invés, é causado pelo aumento do número de células. As células dum elefante e as dum camundongo têm cerca do mesmo tamanho, só que o elefante tem muito mais delas!

Outro ponto interessante: Diz-se-nos que o crescimento físico dos animais terrestres é governado pela lei da estatura uniforme. Não importa quão favorável seja o ambiente, ou quanto alimento se ache disponível, a estatura da criatura permanece sendo a mesma.

A taxa de crescimento dos humanos nem sempre é a mesma. Os meninos e as meninas, ao atingirem a adolescência, experimentam súbito surto de crescimento, usualmente de duas ou três vezes maior do que a sua taxa anterior de crescimento.

Nos tempos passados, as mães tendiam a encarar as aflições e as dores associadas com a adolescência como “dores do crescimento”. As dores que são realmente “dores do crescimento”, são usualmente sentidas nas pernas. Não podem ser evitadas e pouco se pode fazer quanto a elas.

Há também outras espécies de crescimento que não são de natureza física. Há o crescimento intelectual, emocional, e espiritual à madureza. A lei da estatura uniforme não se aplica nestes casos. Dependendo do ambiente da pessoa, e, ainda mais, de seus próprios esforços, a pessoa pode, pelo menos em certa medida, continuar crescendo a maior parte de sua vida em todas as três dimensões — intelectual, emocional e espiritualmente. Diz-se que esta espécie de crescimento também poderá apresentar “dores de crescimento”. A pessoa não deve tentar evitar tais dores, pois somente poderá fazê-lo às custas do próprio crescimento.

Para ilustrar: a pessoa talvez seja envergonhada, tímida, retraída, introvertida e sofra complexos de inferioridade. Todas estas coisas são sinais de imaturidade emocional, muito embora talvez tenham uma base genética ou glandular. A fim de que tal pessoa cresça emocionalmente à madureza, tem de desenvolver esforços dolorosos e dispor-se a sofrer não poucas “dores do crescimento”. Tem de dispor-se a fazer erros ao passo que aprende a sofrer reprimendas ao passo que se acostuma a tomar iniciativa em conhecer pessoas. Disposta a sofrer tais “dores do crescimento”, gradualmente se tornará emocionalmente madura, e poderá causar e derivar prazer de sua associação com outros.

O mesmo se aplica ao crescimento intelectual ou mental. Não é fácil, como até mesmo W. H. Armstrong mostra em seu livro Study Is Hard Work (Estudar É Tarefa Árdua). Essa é uma das razões pelas quais os rapazes gostam de fazer gazeta. A fim de crescer mentalmente, a pessoa tem de dispor-se a disciplinar-se, a concentrar-se, a prestar atenção, a aplicar-se a assimilar conhecimento e aprender a raciocinar. Caso a pessoa tente evitar tais “dores do crescimento”, simplesmente não cresceria muito de forma intelectual.

Em especial, o crescimento espiritual é acompanhado de “dores do crescimento”. Jesus “aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”. (Heb. 5:8, 9) E, ao ensinar seus discípulos, repetidas vezes achou necessário repreendê-los, tudo o que envolvia certa dose de desprazer ou sofrimento para eles, mas que era necessário enfrentarem se haviam de crescer à madureza, como discípulos de Jesus. — Mat. 16:23; 20:20-28; Luc. 9:54, 55; 24:25-27.

E o mesmo se dá atualmente: A pessoa que começa a estudar a Bíblia com uma das testemunhas cristãs de Jeová amiúde se submete a certa medida de zombaria e oposição da parte de seus parentes e conhecidos. Não pode evitar esta “dor de crescimento” se deseja continuar a crescer espiritualmente. Por continuar a fazer aquilo que sabe ser certo e sábio, não importa o que outras pessoas talvez pensem, digam ou façam, continuará a crescer à madureza espiritual. — Sal. 118:6.

Aqueles que continuam a estudar a Bíblia com as Testemunhas, talvez verifiquem que têm de fazer mudanças notáveis em suas vidas, a fim de harmonizá-las com as normas morais de Deus. Aplicar os princípios bíblicos talvez exija que sejam feitos ajustes dolorosos. Mas, tais “dores do crescimento” não podem ser evitadas, semelhantemente, se a pessoa há de continuar a crescer espiritualmente. — 1 Cor. 6:9-11.

Daí, então, há o treinamento para o ministério cristão que inclui proferir discursos de estudante e receber conselhos em público. Embora o conselho seja dado de modo bondoso, isto talvez não seja fácil para a pessoa sensível aceitar, mas, é essencial, se ela há de crescer espiritualmente. O mesmo se aplica a aprender a participar no ministério público por oferecer publicações bíblicas às pessoas nas ruas ou de casa em casa. Tudo isso envolve “dores do crescimento”, de acostumar-se a receber zombarias ou ver portas batidas no rosto da pessoa. Mas, tais dores não podem ser evitadas se tal pessoa há de crescer à madureza espiritual.

Assim como se deu com os discípulos de Jesus, assim também o leitor talvez às vezes precise de repreensões. Tais não são agradáveis, mas dolorosas. Mas, se há de avançar, de crescer espiritualmente, tem de dispor-se a aceitá-las, e não menosprezá-las, nem se desviar delas. (Heb. 12:4-11) Ou talvez aconteça que tenha errado, e precise fazer uma confissão ou desculpar-se. Neste caso, também, isso não é fácil de se fazer. Mas, não poderá evitar tal dor se há de continuar a crescer à madureza espiritual.

O que o ajudará a suportar as “dores do crescimento”? A aderência aos princípios bíblicos. De grande valor é a humildade, pois não raro o que nos faz evitar as “dores do crescimento” é o orgulho ou a vaidade. O amor a Jeová Deus e o desejo de agradar a ele também o ajudarão. O amor o ajudará a levar-se menos a sério, o que mui amiúde igualmente jaz à base de a pessoa tentar evitar as “dores do crescimento”. Quando sabemos o que é certo e sábio a ser feito em qualquer dada situação, o amor altruísta, baseado em princípios, nos ajudará a fazer isso, não importa que “dores do crescimento” talvez estejam envolvidas. Pois como o apóstolo Paulo nos diz: “O amor . . . suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas.” Sim, tal amor nos ajudará a suportar até mesmo as “dores do crescimento” do progresso à madureza, seja ela madureza intelectual, emocional ou espiritual. — 1 Cor. 13:4-7.

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