Grande testemunho dado pela fé inabalável
TODO dia o verdadeiro cristão enfrenta provas de sua integridade à Lei Suprema do Criador. Para alguns que não estão cônscios dos regulamentos divinos, porém, não se trata de provas de forma alguma, mas apenas de atitudes teimosas de pessoas fanáticas que vivem segundo princípios de dias que há muito já se foram. De vez em quando, certo caso obtém muita publicidade, e uma profunda sondagem dos corações ocorre, as pessoas tendo de decidir se aceitam ou não o que é correto aos olhos de Deus.
Este foi recentemente o caso com Rosemberg Cabral do Nascimento, de 4 anos de idade, filho de dedicadas testemunhas cristãs de Jeová. Afligido com púrpura hemorrágica, uma condição de origem desconhecida que se caracteriza pela sangria da pele, foi hospitalizado, no Hospital de Pronto-Socorro da Criança em Fortaleza, Ceará, precisando de cuidados imediatos. A contagem real das plaquetas de seu sangue havia baixado para 20.000, quando a media normal é de 250.000 por milímetro cúbico. O médico de plantão ordenou uma transfusão de sangue imediata. Quando os pais da criança rejeitaram este tipo de tratamento, o médico os chamou de ignorantes e fanáticos, e ameaçou usar de sensacionalismo no caso, telefonando ao principal jornal da cidade, O Povo. Dentro em pouco, as notícias partiam para toda a parte de que ‘uma criança estava morrendo no hospital devido à obediência cega e fervorosa do pai da criança a seu Deus e sua Bíblia. Ele é uma das testemunhas de Jeová’. Este se tornou o assunto do dia na cidade, manchetes em vários jornais através do país e um tópico para os anunciadores de rádio e TV que buscavam o sensacionalismo. Um dilúvio de informações erradas se seguiu, afirmando que as Testemunhas nem sequer comiam carne e que não permitiam transfusões de modo que não houvesse duas almas em um só corpo! Isto, por certo, era completamente desencaminhante, sendo completamente contrário ao que as Testemunhas crêem, com base na Bíblia. — 1 Cor. 10:25, 26; Col. 2:16; Eze. 18:4, 20
No hospital, a inteira equipe médica tentou pressionar as Testemunhas a permitirem a transfusão para a ‘salvar’ a criança. O pai explicou sua posição bíblica contra a administração de sangue e pediu que tudo o mais fosse tentado para salvar a criança. Os pais apresentaram um documento livrando o hospital de qualquer responsabilidade caso a criança morresse. O pai montou guarda ao seu filho, até mesmo dormindo no hospital. As Testemunhas não abandonaram seus irmãos, mas os encorajaram em todas as ocasiões. Um grupo de superintendentes se dirigiu ao jornal acima mencionado, O Povo, para esclarecer os assuntos. Em resultado, excelente reportagem de primeira página foi publicada em O Povo, com data de 22 de agosto de 1969. Mas, a pressão continuou aumentando. Foram também anunciadas pelo rádio e publicadas no jornal as notícias de que o Juiz de Menores da cidade, cuja função é proteger as crianças, iria assinar um mandado judicial permitindo a transfusão. As Testemunhas estavam preparadas para lutar legalmente pelos seus direitos constitucionais.
Mas, então, as coisas começaram a mudar. O jornal Tribuna do Ceará também publicou uma entrevista esclarecedora, e citou as palavras do Dr Arthur Kelly, da Associação Médica Canadense: “Médico algum pode ter certeza de que certa pessoa morrerá se não receber uma transfusão ou viverá se a receber.” Pertinentes ao caso eram também suas palavras não publicadas então: “Os pacientes têm o direito de aceitar ou rejeitar o conselho do médico, de acordo com seus próprios desejos. Deploro os métodos de tentar forçar a transfusão ou qualquer sorte de tratamento. A pessoa se põe na posição de Deus.” No ínterim, o pequeno Rosemberg gradualmente melhorou. Por fim, depois de 18 dias no hospital, já pôde retornar para sua casa. Foi um triunfo da fé e da determinação de seus pais em seguir os princípios bíblicos na questão do sangue.
Representantes do jornal O Povo levaram a criança de volta para casa em sua caminhonete. Todo o mundo no hospital e nos lugares próximos parou o trabalho para vê-lo partir, e ele foi recebido calorosamente pela vizinhança. A condição correta de coração de muitos se tornou manifesta. Uma das enfermeiras pediu às Testemunhas que estudassem a Bíblia com ela, dizendo: “Faz tempo que eu procuro uma religião de gente de coragem, que não tenha medo de morrer pela sua fé.” Desde então, já assistiu a algumas reuniões e a uma assembléia de circuito. Outra pessoa disse: “Esta é a única religião em que as pessoas levam a sério sua crença.” Outros estudantes manifestaram seu desejo de tomar sua posição ao lado de Jeová em breve. Atos 15:28, 29 era freqüentemente citado pelos locutores de rádio, e a integridade das Testemunhas ao seu Deus amoroso e preservador da vida, Jeová, tornou-se amplamente conhecida. — Sal. 68:19, 20.