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  • Mantendo a integridade cristã em Malaui
  • Despertai! — 1970
Despertai! — 1970
g70 22/2 pp. 29-30

Mantendo a integridade cristã em Malaui

Do “Anuário” de 1969

O ANO de serviço [de setembro de 1967 a agosto de 1968] começou com muitas bênçãos e felicidades para os nossos irmãos. Haviam acabado de assistir às assembléias de distrito, e durante o mês de setembro de 1967 atingiu-se novo auge de 18.549 publicadores. Daí, uma tempestade de perseguição se desencadeou. O governo proscreveu as testemunhas de Jeová e permitiu que desordeiros, que também eram membros do Partido do Congresso de Malaui, causassem tremenda perseguição física, e, em muitos casos, bestial contra os irmãos, além de grande dano à propriedade particular. Relatórios indicam que desde outubro de 1967, pelo menos 1.095 casas e 115 Salões do Reino foram incendiados ou derrubados. Entre outras coisas, os desordeiros roubaram ou mataram 110 cabritos, 83 porcos, 2.771 galinhas e 767 pombos que pertenciam aos irmãos. Os irmãos também perderam 412 cadeiras, 108 mesas e 82 bicicletas, além de muitas outras coisas. Milhares de irmãos foram espancados e alguns assassinados. Alguns tiveram braços ou pernas partidos. Muitas irmãs foram estupradas e outras atrocidades foram cometidas. Apesar de tudo isto, a maioria manteve sua integridade. Recusaram transigir, mas continuaram fielmente a servir a Jeová. Apenas cerca de 4 por cento violaram sua neutralidade, pois durante alguns meses foi difícil muitos superintendentes obterem relatórios de serviço de campo dos irmãos, em virtude de estarem espalhados.

Quando o governo viu o que estava acontecendo, informou aos membros do partido que sustassem a perseguição violenta. Assim, perto do fim do ano de serviço já prevalecia certa paz e tranqüilidade na maior parte do país. Quietamente, os irmãos reorganizaram seu serviço, de modo que em agosto foram recebidos relatórios de 17.662 pessoas. Apesar da proscrição contra a obra, os irmãos continuaram fielmente, de forma quieta, a se reunir e a falar a outros a “boa-nova”. Sabem que muito embora tenham sofrido, é Deus quem os tornará fortes. — 1 Ped. 5:9, 10.

A reação dos irmãos em todo o mundo a esta perseguição foi muitíssimo apreciada. Centenas de milhares de cartas foram escritas a vários membros do Governo de Malaui, protestando contra a proscrição e as atrocidades. Por meio dos muitos donativos bondosos, já se tornou possível prover mais de 112.000 quilos de farinha de milho, 1.361 cobertores, quase 1.000 pares de bermudas, mais de 500 vestidos e outras roupas novas, bem como mais de 680 quilos de roupa usada. Esta obra de socorro continua e dentro em breve estará terminada.

A proscrição resultou em muitas pessoas abrirem seus olhos para ver a verdade. Por exemplo, em certa área, o presidente da seção local do Partido do Congresso de Malaui estuda a Bíblia com um dos irmãos. Em outro povoado, pouco antes da proscrição, certo irmão testemunhava a alguns de seus colegas de trabalho. Um deles mostrou interesse e compareceu à última reunião no Salão do Reino local. Tal senhor não se deteve pela decisão do governo e prontamente concordou em receber um estudo bíblico. Seu interesse aumentou tanto que, por volta do fim do ano de serviço, viajou para a Rodésia, via Moçambique, para assistir a uma das assembléias de distrito. Deseja agora ser batizado na próxima oportunidade.

Amiúde algo inesperado ajuda os cônjuges opositores a mudar de atitude. Certa irmã já estava na verdade por muitos anos, mas o marido dela não demonstrava interesse. Daí, bem cedo na manhã de 1° de novembro, um grupo de amotinados veio até sua casa e bateu a porta. Sabiam que ele não era testemunha de Jeová, e gritaram que vinham em busca da esposa dele. De início, não quis abrir a porta. Mas, disseram-lhe que, se não abrisse a porta, incendiariam a casa dele, com ele e sua família lá dentro. De maneira que, relutantemente, abriu a porta. Seguraram-no imediatamente e o acorrentaram. Pediram que comprasse um cartão de membro, dum partido político. Agora ele tinha de fazer uma decisão. Muitas idéias passaram-lhe na mente. Não obstante, decidiu que sua esposa tinha deveras de possuir a verdadeira religião. Ambos foram severamente espancados, e arrancaram-lhe um dente, mas daquele tempo em diante ele passou a receber um estudo bíblico domiciliar. Isto resultou em simbolizar sua dedicação pela imersão em água em 30 de junho de 1968.

Até mesmo durante o calor da perseguição, era grandioso ouvir a respeito da fidelidade de nossos irmãos, ao disseminarem a mensagem do Reino. Pouco depois de ser anunciada a proscrição, um irmão viajou para um pequeno povoado e fez arranjos de hospedar-se num hotel. Ao entrar em seu quarto, notou que quatro garçons estavam sentados juntos no fim do corredor. Foi suscitado o interesse do irmão, de modo que, depois de alguns minutos, ele abriu de forma rápida e quieta a porta do seu quarto e olhou em direção dos quatro garçons. Antes que o primeiro garçom pudesse esconder o que tinha na mão, o irmão viu que era um livro. Imagine sua alegria e emoção quando compreendeu que tal livro era “Seja Deus Verdadeiro” em cinianja. Visitou o garçom no quarto deste e logo conseguiu provar que era um irmão. Como os dois irmãos então se saudaram um ao outro e se regozijaram em particular! O irmão visitante soube então que este garçom e um outro que também era um irmão dedicado, usavam seu tempo livre entre o servir as refeições para realizar um estudo bíblico com os outros dois garçons.

A posição firme e intransigente dos irmãos tem sido muito fortalecedora, como o mostra o seguinte: Os membros do movimento juvenil político estavam a procura das casas dos irmãos. Tentavam encontrar publicações, de modo a incriminar os irmãos. Em certo povoado, apanharam um irmão lendo o folheto “Boas Novas”, e encontraram algumas revistas A Sentinela na casa dum outro irmão. Agarraram estes dois irmãos e os conduziram à delegacia de polícia local. No dia seguinte, foram levados para interrogatório a uma delegacia de polícia maior, querendo-se descobrir de onde obtiveram estas publicações proscritas. Foi-lhes perguntado: “Por que compraram estas coisas ilegais?” Um dos irmãos respondeu: “Desculpe-me, mas o senhor realmente não sabe o que estas publicações contêm. No que se refere a nós, sabemos que se trata de publicações excelentes.” Com ira, os policiais responderam: “Ouçam bem, nós lhes estamos dizendo que são coisas ruins e ilegais.” Calmamente, o irmão disse: “Sim, ouvimos o que os senhores disseram, mas temos lido estes livros já por muito tempo, e sabemos que são livros de grande valor.” Quando os policiais telefonaram a seus superiores para receber instruções quanto ao que fazer com os irmãos, foi-lhes dito: “Esta gente não faz nada errado. Mandem-nos de volta para suas casas.” De modo que os irmãos foram libertos, grandemente fortalecidos por esta sua experiência.

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