Ajuda ao Entendimento da Bíblia
[Matéria selecionada, condensada, de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]
ALFA E ÔMEGA. Estes são os nomes da primeira e da última letras do alfabeto grego e são usadas três vezes como um título no livro de Revelação. A ocorrência desta frase na Versão Trinitariana (rev. e corr.), em Revelação 1:11, contudo, não tem apoio de alguns dos mais antigos manuscritos gregos, inclusive o Alexandrino, o Sinaítico e o Códice Ephraemi Rescriptus. Por conseguinte, é omitido em muitas traduções modernas.
Ao passo que muitos comentaristas aplicam este título tanto a Deus como a Cristo, um exame mais cuidadoso de seu uso restringe sua aplicação ao Deus supremo. O primeiro versículo de Revelação 1:1 mostra que a Revelação foi dada originalmente por Deus, e mediante Jesus Cristo, por isso, aquele que fala (mediante um representante angélico), às vezes é o próprio Deus, e, outras vezes, é Cristo Jesus. (Rev. 22:8) Assim, Revelação 1:8, Almeida (atual.) diz: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus [Centro Bíblico Católico; “Jeová Deus”, Tradução do Novo Mundo], aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-poderoso.” Embora o versículo anterior fale de Cristo Jesus, é claro que, no Rev. 1 versículo 8, a aplicação do título é ao Deus “Todo-poderoso”. Neste particular, Albert Barnes em Barne’s Notes on the New Testament (Notas Sobre o Novo Testamento, de Barnes) observa: “Não se pode ter certeza absoluta de que o escritor queria referir-se especificamente aqui ao Senhor Jesus . . . Não existe nenhuma real incongruência em se supor, também, que o escritor aqui queria referir-se a Deus como tal.”
O título ocorre de novo em Revelação 21:6 e o versículo seguinte (Rev. 21:7) identifica o orador por dizer: “Todo aquele que vencer herdará estas coisas, e eu serei o seu Deus e ele será o meu filho.” Visto que Jesus se referiu aos que serão seus co-herdeiros do reino como “irmãos”, e não como “filhos”, quem fala tem de ser Jeová Deus, o Pai celeste de Jesus. — Mat. 25:40; compare com Hebreus 2:10-12.
A última ocorrência do título se dá em Revelação 22:13, que declara: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim.” É evidente que várias pessoas são representadas como falando, neste capítulo de Revelação; os Rev. 22 versículos 8 e 9 mostram que o anjo falou a João, o Rev. 22 versículo 16 se aplica obviamente a Jesus, a primeira parte do Rev. 22 versículo 17 é creditada ao “espírito e a noiva” e a pessoa que fala na última parte do Rev. 22 versículo 20 é manifestamente o próprio João. O “Alfa e o Ômega” dos Rev. 22 versículos 12-15, por conseguinte, podem ser apropriadamente identificados como a mesma pessoa que porta o título nas duas outras ocorrências: Jeová Deus. A expressão: “Eis que venho depressa”, no Rev. 22 versículo 12, não exige que os versículos adrede mencionados se apliquem a Jesus, uma vez que Deus também fala sobre ele próprio como “vindo” para executar o julgamento. (Confronte com Isaías 26:21.) Malaquias 3:1-6 fala de uma vinda conjunta para julgamento, por parte de Jeová e de seu “mensageiro do pacto”.
O título “o Alfa e o Ômega” transmite a mesma idéia que “o primeiro e o último”, e aplica se apropriadamente a Jeová Deus, em sentido ilimitado, como sendo o primeiro de todas as coisas, seu Iniciador, e também como o Todo-poderoso, cujo poder é capaz de conduzir todas as coisas a seu término ou realização bem sucedida. — Coteje com Isaías 44:6.
AMALEQUE, AMALEQUITAS [marcial, habitante do vale]. Filho de Elifaz, primogênito de Esaú, e de sua concubina, Timna. (Gên. 36:12, 16) Amaleque, neto de Esaú, era um dos quatorze xeques de Edom. (Gên. 36:15, 16) O nome de Amaleque também designava seus descendentes tribais. — Deut. 25:17; Juí. 7:12; 1 Sam. 15:2.
A crença de alguns de que os amalequitas tinham origem muito anterior e não eram descendentes de Amaleque, neto de Esaú, não se alicerce em sólida base fatual. A identificação dos amalequitas com os que viviam em Meluca ruiu por terra quando as descobertas arqueológicas revelaram que tal terra se achava na Índia, ao invés de na península do Sinai, conforme se supunha. Quase que o único apoio que resta para a noção de que os amalequitas antecederam a Amaleque é o dito proverbial de Balaão: “Amaleque foi a primeira das nações, mas o seu fim posterior será mesmo seu perecimento.” (Núm. 24:20) Este, contudo, é um argumento fraco, pois Balaão não falava da História em geral, nem da origem das nações, sete e meio séculos antes. Falava da História apenas em relação aos israelitas, contratado como foi para amaldiçoá-los, e que estavam prestes a entrar na Terra Prometida. Por isso, depois de alistar Moabe, Edom e Seir como oponentes de Israel, Balaão declara que os amalequitas foram realmente “a primeira das nações” a suscitar oposição aos israelitas em sua marcha para fora do Egito, em direção à Palestina, e, por este motivo, o fim de Amaleque “será mesmo seu perecimento”.
Moisés, por conseguinte, ao relatar os eventos dos dias de Abraão, antes de Amaleque nascer, falou de “todo o campo dos amalequitas”, evidentemente o fazendo em sentido proléptico, isto é, descrevia a região conforme entendida pelo povo do tempo de Moisés, ao invés de dar a entender que os amalequitas precederam a Amaleque. (Gên. 14:7) O centro deste território amalequita achava-se ao norte de Cades Barnéia, no deserto do Negebe, na parte sul da Palestina, seus acampamentos tributários irradiando-se pela península do Sinai e pelo norte da Arábia. (1 Sam. 15:7) Houve época em que sua influência se estendia até as colinas de Efraim. — Juí. 12:15.
Os amalequitas eram “a primeira das nações” a lançar um ataque não provocado contra os israelitas após o êxodo, em Refidim, próximo do monte Sinai. Como conseqüência disso, Jeová decretou a total extinção dos amalequitas. (Núm. 24:20; Êxo. 17:8-16; Deut. 25:17-19) Um ano depois, quando os israelitas tentaram entrar na Terra Prometida, contrário à palavra de Jeová, foram repelidos pelos amalequitas. (Núm. 14:41-45) Por duas vezes, nos dias dos juízes, tais adversários de Israel compartilharam no ataque contra Israel. Fizeram-no nos dias de Eglom, Rei de Moabe. (Juí. 3:12, 13) De novo, junto com os midianitas e os orientais, saquearam a terra de Israel por sete anos, antes que Gideão e seus 300 lhes impusessem esmagadora derrota. — Juí. 6:1-3, 33; 7:12; 10:12.
Por causa deste ódio persistente, no período dos reis, Jeová ‘acertou as contas’ com os amalequitas, mandando que o Rei Saul os abatesse, o que ele fez, “desde Havilá até Sur, que está defronte do Egito”. No entanto, Saul, infringindo a ordem de Jeová, poupou Agague, Rei deles. Mas de Deus não se zomba, pois “Samuel foi retalhar Agague perante Jeová em Gilgal”. (1 Sam. 15:2-33) Algumas das incursões de Davi incluíam povoados amalequitas, e, quando estes, por sua vez, atacaram Ziclague e levaram as esposas e os bens de Davi, este e 400 homens os sobrepujaram, recuperando tudo que fora roubado. (1 Sam. 27:8; 30:1-20) No reinado de Ezequias, alguns da tribo de Simeão aniquilaram o restante dos amalequitas. — 1 Crô. 4:42, 43.
Não se faz mais menção direta dos amalequitas na história bíblica ou secular. No entanto, “Hamã, filho [dum] . . . agagita” provavelmente descendia deles, pois “Agague” era o título ou o nome de certos reis amalequitas. (Est. 3:1; Núm. 24:7; 1 Sam. 15:8, 9) Assim os amalequitas, junto com outros mencionados nominalmente, foram exterminados, a fim de que “as pessoas saibam que tu, cujo nome é Jeová, somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra”. — Sal. 83:6-18.
AMASA [carga, portador de carga].
Filho de Abigail, irmã de Davi, e de Jeter (Itra), e primo de Absalão e de Joabe. (2 Sam. 17:25; 1 Crô. 2:16, 17) Jeter é chamado de israelita em Samuel, e de ismaelita em Crônicas, talvez porque morasse em território ismaelita. Alguns contendem que Amasa seja uma forma abreviada de Amasai, um daqueles que se juntaram ao exército de Davi em Ziclague, mas tal identificação é incerta. — 1 Crô. 12:18.
Anos mais tarde, quando Amasa lançou sua sorte com a rebelião de Absalão contra Davi, foi colocado à testa do exército de Absalão, em lugar de Joabe. (2 Sam. 17:25) A rebelião foi sufocada, Absalão, filho de Davi, sendo morto por Joabe, e ofereceu-se a Amasa o lugar de Joabe como chefe do exército de Davi, pois, como Davi disse, ele é “meu osso e minha carne”. — 2 Sam. 18:9-15; 19:13.
De novo irrompeu a rebelião, desta vez Seba não queria ter nada que ver com Davi. (2 Sam. 20:1, 2) Amasa recebeu três dias para juntar um exército. Quando não apareceu no tempo fixado, disse se a Abisai que levasse os servos de Davi e perseguisse os rebeldes. Joabe, irmão de Abisai, e seus homens, foram com eles na perseguição a Seba. Por fim, quando o atrasado Amasa se encontrou com eles, Joabe, fingindo dar-lhe afetuoso beijo, agarrou Amasa pela barba com uma das mãos e, com sua espada na outra, rasgou o abdômen dele. (2 Sam. 20:4-12) Esta talvez tenha sido uma recompensa justa para Amasa por ter tomado o lado de Absalão, mas certamente não das mãos de quem ela proveio. Por conseguinte, Davi mandou que Salomão vingasse a Amasa por meio da morte de Joabe. — 1 Reis 2:5, 32.
AMAZIAS [Ia(u) é poderoso].
O Rei de Judá que, em 858 A.E.C., ascendeu ao trono com 25 anos e regeu por 29 anos, desde o assassínio de seu pai, Jeoás, até sua própria morte, em 829. Sua mãe era Jeoadim (Jeoadã), e sua esposa era Jecolia. (2 Reis 14:1, 2; 15:2; 2 Crô. 25:1; 26:3) Tendo o reino firme nas mãos, executou os que tinham assassinado seu pai, mas acatou a lei de Moisés de não punir os filhos deles. (2 Reis 14:5, 6; Deut. 24:16) Seu reinado foi assinalado por certo entusiasmo pela adoração verdadeira, mas não de “pleno coração” e não sem graves falhas que trouxeram o desastre tanto para si mesmo como para a nação de Judá. O registro de sua regência trata primariamente de duas campanhas militares. — 2 Crô. 25:2.
Amazias primeiramente teve êxito contra Edom ou Seir, usando uma força de 300.000 homens de Judá e de Benjamim. Também contratou 100.000 mercenários de Israel, mas, ao receber o conselho dum homem de Deus, pagou” os e os mandou embora. Jeová concedeu a Amazias esmagadora vitória no Vale do Sal, permitindo que matasse 20.000 inimigos, e capturasse Sela (Petra), que passou a chamar de Jocteel. No entanto, Amazias trouxe os deuses de Seir e começou a adorá-los, fazendo com que se acendesse a ira de Jeová contra ele: “Por que buscasse os deuses do povo, que não livraram o seu próprio povo da tua mão?” Amazias somente agravou o mal por silenciar o profeta de Jeová. — 2 Reis 14:7; 2 Crô. 25:5-16.
A segunda campanha de Amazias foi trágica desde o começo até o fim. Os 100.000 homens de Israel, foram dispensados, fizeram incursões contra os povoados de Judá ao voltarem para o norte. Talvez tenha sido isto que provocasse tolamente Amazias a desafiar Jeoás, do forte reino setentrional: “Vem deveras. Olhemo-nos um ao outro na face.” A resposta de Jeoás foi: Quão tolo seria uma planta espinhosa confrontar um cedro maciço apenas para ser pisada por um animal selvático! Amazias recusou-se a ouvir; pelo que parece, porque ficara cheio de si graças à sua recente vitória, mas, em realidade, porque Jeová condenara Amazias à derrota, devido à sua idolatria. A batalha foi travada em Bete-Semes; Judá fugiu; Amazias foi capturado; uma brecha de uns 178 m foi aberta na muralha de Jerusalém; e muitos dos tesouros do templo e muitos reféns foram levados de novo para Samaria. — 2 Reis 14:8-14; 2 Crô. 25:13, 17-24.
Desde o tempo em que Amazias se desviou da adoração de Jeová, formou-se uma conspiração contra ele, que finalmente obrigou Amazias a fugir para Laquis. Ali os conspiradores o mataram. Amazias teve como sucessor o seu filho Azarias (Uzias), de 16 anos. — 2 Reis 14:17-21; 2 Crô. 25:25-28.
RESIDENTE FORASTEIRO [Heb., ger]. Em seu significado geral, o substantivo hebraico ger se refere a qualquer pessoa que residia, como forasteiro, fora de sua terra natal, e que tinha seus direitos civis restringidos. Poderia ter ou não conexões religiosas com os naturais do país em que residia. Abraão, Isaque, Jacó e seus descendentes foram mencionados como tais, antes de receberem o título legal de propriedade da Terra Prometida. — Gên. 15:13; 17:8; Deut. 23:7.
Quando se refere a uma pessoa de origem não-israelita, em relação à comunidade israelita, a designação “residente forasteiro”, na Bíblia, às vezes se aplica a um deles que se tornou prosélito ou adorador pleno de Jeová. Às vezes se refere a um colonizador da terra da Palestina que se sentia contente de viver entre os israelitas, obedecendo às leis fundamentais do país, mas que não aceitava plenamente a adoração de Jeová. O contexto determina a que classe se aplica o termo.
A Septuaginta traduz ger como prosélito (Gr., prosélytos) mais de setenta vezes. Alguns sugerem que amiúde o residente forasteiro se ligava, em busca de proteção, a uma família hebréia, e era como que um dependente, mas ainda assim se diferençava dum escravo. Isto é inferido pela expressão “teu residente forasteiro”. (Deut. 5:14; coteje com Deuteronômio 1:16; também, Levítico 22:10, onde se usa o termo toksháv, “colono”.)
Quando o pacto da Lei foi transmitido no monte Sinai, incorporou-se nele uma legislação especial, num espírito mui amoroso, que governava a relação entre o residente forasteiro e o israelita natural. Estando em desvantagem por não ser israelita de nascença, o pacto da Lei dava ao residente forasteiro consideração e proteção especiais, pois continha muitas provisões a favor dos fracos e vulneráveis. Com regularidade, Jeová trazia à atenção de Israel que eles próprios conheciam as aflições dum residente forasteiro numa terra que não era sua, e, por isso, deveriam demonstrar para com todos os residentes forasteiros entre eles o espírito generoso e protetor que não haviam recebido. (Êxo. 22:21; 23:9; Deut. 10:18) Basicamente, o residente forasteiro, especialmente o prosélito, devia ser tratado como irmão. — Lev. 19:33, 34.
O residente forasteiro que se tornara adorador circuncidado era regido por uma só lei, junto com os israelitas, isto é, tinha de obedecer a todos os termos do pacto da Lei. (Lev. 24:22) Alguns exemplos são: Exigia-se que celebrasse a Páscoa (Núm. 9:14; Êxo. 12:48, 49), a Festa dos Pães não Fermentados (Êxo. 12:19), a Festividade das Semanas (Deut. 16:10, 11), a Festividade das Barracas (Deut. 16:13, 14) e o dia da Expiação (Lev. 16:29, 30), e que guardasse o sábado. (Êxo. 20:10; 23:12) Podia oferecer sacrifícios (Núm. 15:14) e tinha de fazê-lo do mesmo modo que o prescrito para o israelita natural. (Núm. 15:15, 16) Suas ofertas deviam ser sem defeito (Lev. 22:18-20) e levadas à entrada da tenda de reunião, assim como era feito pelo israelita natural. (Lev. 17:8, 9) Não poderia participar em qualquer adoração falsa. (Lev. 20:2; Eze. 14:7; Lev. 24:16) Exigia se dele que drenasse o sangue da caça morta, e ele seria “decepado” na morte se a comesse sem drená-la. (Lev. 17:10-14) Poderia obter o perdão, junto com o Israel natural, quanto à responsabilidade comunal pelos pecados. (Núm. 15:26, 29) Tinha de observar os processos de purificação, por exemplo, caso ficasse impuro por tocar num cadáver humano. (Núm. 19:10, 11) O residente forasteiro, a quem se podia dar o corpo de um animal que morrera por si mesmo, era, evidentemente, aquele que não se tornara ainda um adorador pleno de Jeová. — Deut. 14:21.
Judicialmente, garantia-se justiça imparcial ao residente forasteiro nos julgamentos que envolviam um israelita natural. (Deut. 1:16, 17) Não devia ser defraudado nem sujeito a um julgamento pervertido, nem ter suas roupas tomadas em penhor. (Deut. 24:14, 17) Lançaram-se maldições contra aqueles que praticavam injustiça contra os residentes forasteiros. (Deut. 27:19) As cidades de refúgio para o homicida desintencional estavam disponíveis para o residente forasteiro e para o colono, bem como para o israelita natural. — Núm. 35:15; Jos. 20:9.
Os residentes forasteiros, não possuindo nenhuma herança de terra, poderiam ser comerciantes ou trabalhadores contratados. Alguns eram escravos. (Lev. 25:44-46) Havia a possibilidade de se tornarem abastados (Lev. 25:47; Deut. 28:43) Em geral, contudo, a Lei os classificava entre os pobres e delineava arranjos para protegê-los e sustentá-los. O residente forasteiro podia partilhar dos dízimos providos a cada terceiro ano. (Deut. 14:28, 29; 26:12) As respigas do campo e do vinhedo deviam ser deixadas para ele. (Lev. 19:9, 10; 23:22; Deut. 24:19-21) Podia receber os benefícios do que crescia nos anos sabáticos. (Lev. 25:6) Obtinha proteção igual à dum israelita natural como trabalhador contratado. Um israelita pobre podia vender-se a um abastado residente forasteiro, caso em que o israelita devia ser tratado com bondade, como um trabalhador contratado, e podia ser recomprado a qualquer tempo por ele próprio ou por um parente, ou, no máximo, era liberto no sétimo ano de seu serviço, ou no Jubileu. — Lev. 25:39-54; Êxo. 21:2; Deut. 15:12.
No período dos reis, os residentes forasteiros continuaram a usufruir de relações favoráveis. Na época da construção do templo em Jerusalém, foram convocados para ser trabalhadores da construção. (1 Crô. 22:2; 2 Crô. 2:17, 18) Quando o Rei Asa agiu na restauração da verdadeira adoração em Judá, os residentes forasteiros de toda a Terra Prometida se reuniram em Jerusalém, junto com os israelitas naturais, para fazer conjuntamente um pacto especial de buscarem a Jeová de todo o coração e de toda a alma. (2 Crô. 15:8-14) Depois de purificar o templo, o Rei Ezequias declarou uma celebração da Páscoa em Jerusalém, no segundo mês, enviando o convite por todo o Israel, convite este que muitos residentes forasteiros aceitaram. — 2 Crô. 30:25.
Após a restauração do restante dos israelitas do exílio babilônico, encontramos de novo os residentes forasteiros junto com eles, associados na adoração verdadeira no templo, sendo constituídos de grupos tais como os netineus (“os dados”), escravos, cantores e cantoras profissionais, e os filhos dos servos de Salomão. Os netineus incluíam os gibeonitas, que tinham sido designados por Josué para servir permanentemente no templo. (Esd. 7:7, 24; 8:17-20; Jos. 9:22-27) Até a última menção deles, tais residentes forasteiros eram adeptos inseparáveis da adoração verdadeira de Jeová, junto com o restante dos fiéis israelitas naturais que voltaram de Babilônia. (Nee. 11:3, 21) No período pós-exílio, os profetas de Jeová reiteraram os princípios do pacto da Lei que salvaguarda vem os direitos do residente forasteiro — Zac. 7:10; Mal. 3:5.
[Continua.]