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  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
  • Despertai! — 1981
Despertai! — 1981
g81 8/1 pp. 27-30

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[A matéria que segue é condensada de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971]

BENJAMIM. [Continuação]

2. O nome Benjamim também designa a tribo que descendeu do filho de Jacó. Por ocasião do êxodo do Egito, era a segunda menor (depois de Manassés) quanto à população masculina, dentre todas as tribos. (Núm. 1:36, 37) No censo realizado mais tarde, nas planícies de Moabe, a tribo de Benjamim tinha subido para o sétimo lugar. (Núm. 26:41) Quando acampada no deserto, a tribo ocupava o lugar a O do tabernáculo, junto com as tribos que descendiam de Manassés e Efraim, filhos de José, e esta divisão de três tribos ocupava o terceiro lugar na ordem de marcha. — Núm. 2:18-24.

Em Canaã, o território designado à tribo de Benjamim situava-se entre o das tribos de Efraim e de Judá, ao passo que o território de Dã fazia fronteira com ele a O. Sua divisa ao N ia do rio Jordão, perto de Jericó, cruzava a área montanhosa junto a Betel e continuava em direção ao oeste, até um ponto próximo da Bete-Horom Baixa; partindo dali, a fronteira oeste descia para Quiriate-Jearim, então, ao S, virava-se em direção leste e passava por Jerusalém, através do vale de Hinom, serpenteava pelas encostas escarpadas orientais até o Jordão, novamente no extremo N do mar Morto, o rio Jordão formando assim sua fronteira leste. (Jos. 18:11-20; confronte com a fronteira N de Judá, em Josué 15:5-9 e com a fronteira S dos “filhos de José”, em Josué 16:1-3.) Do N ao S, a área media cerca de 19 km, e de E a O, cerca de 45 km. Com exceção da parte do vale do Jordão ao redor do oásis de Jericó, o território era montanhoso e irregular, embora tivesse algumas áreas férteis nas encostas ocidentais. Os vales fluviais que iam em direção oeste, para a planície filistéia, e em direção leste, para o Jordão, tornavam esta área uma das principais vias de acesso à região dos altiplanos, tanto para fins comerciais como militares. As forças bélicas dos filisteus avolumaram-se nesta área, durante a parte inicial do reinado de Saul, saqueando à vontade os israelitas tendo por base seu acampamento em Micmás, e uma curta distância ao N do lar de Saul, em Gibeá (1 Sam. 13:16-18), até que a proeza de Jonatã, em Micmás, deu início ao seu desarraigamento e fuga para as planícies costeiras. — 1 Sam. 14:11-16, 23, 31, 46.

Entre as cidades destacadas, alistadas como designadas originalmente a Benjamim, acham-se Jericó, Betel, Gibeão, Gibeá e Jerusalém. A conquista de Betel, contudo, foi efetuada pela casa de José, e, numa época posterior, Betel tornou-se uma cidade destacada do vizinho Efraim e um centro da idólatra adoração dos bezerros. (Juí. 1:22; 1 Reis 12:28, 29) Ao passo que Jerusalém também era parte do território de Benjamim, situava-se na fronteira com Judá, e foi esta tribo que, inicialmente, capturou e incendiou a cidade. (Juí. 1:8) Nem Judá nem Benjamim, contudo, tiveram êxito em expulsar os jebuseus da cidadela de Jerusalém (Jos. 15:63; Juí. 1:21), e foi somente durante o reinado do Rei Davi que assumiu-se completo controle dela, e se fez dessa cidade a capital de Israel. — 2 Sam. 5:6-9.

Durante o período dos juízes, a tribo de Benjamim demonstrou um espírito de obstinação ao recusar-se a soltar os responsáveis por um ato vil feito na cidade de Gibeá. Isto levou à guerra civil com as outras tribos, que estavam determinadas a não permitir que tal erro passasse sem punição, e resultou quase que no extermínio da tribo de Benjamim. (Juí., caps. 19-21) Todavia, pelo método engendrado pelas demais tribos para a preservação dessa tribo, Benjamim recuperou-se e cresceu de seiscentos homens para quase sessenta mil guerreiros, no tempo da realeza de Davi. — 1 Crô. 7:6-12.

A capacidade de luta dos descendentes de Benjamim foi representada na profecia do leito de morte de Jacó, em que ele disse sobre este filho querido: “Benjamim continuará a dilacerar como lobo. De manhã comerá o animal apanhado e à noitinha repartirá o despojo.” (Gên. 49:27) Os combatentes benjamitas eram famosos por sua habilidade com a funda, lançando pedras quer com a direita quer com a esquerda, e atingindo o alvo “num cabelo”. (Juí. 20:16; 1 Crô. 12:2) O Juiz Eúde, canhoto, matador do opressivo Rei Eglom, era de Benjamim. (Juí. 3:15-21) Pode-se também notar que foi ‘na manhã’ do reino de Israel que a tribo de Benjamim, embora uma ‘das menores tribos de Israel’ forneceu o primeiro rei de Israel, Saul, filho de Quis, que se provou feroz lutador contra os filisteus. (1 Sam. 9:15-17, 21) Semelhantemente, na “noitinha”, no que respeitava à nação de Israel, a tribo de Benjamim forneceu a Rainha Ester e o Primeiro Ministro Mordecai, que serviram para salvar os israelitas do aniquilamento sob o Império Persa. — Est. 2:5-7.

Embora certos homens dentre os benjamitas apoiassem o proscrito Davi, quando ele estava sendo perseguido pelo Rei Saul (1 Crô. 12:1-7, 16-18), quando Saul morreu, a maioria da tribo deu seu apoio inicial a Is-Bosete, filho de Saul. (2 Sam. 2:8-10, 12-16) Depois disso, contudo, reconheceram a realeza de Davi e, dali em diante, permaneceram leais ao reino de Judá, com raras exceções. Entre alguns continuou a haver um espírito sectário, tais como Simei e Seba, resultando em alienação temporária (2 Sam. 16:5; 20:1-22); mas, por ocasião da divisão daquela nação, em que a tribo vizinha de Efraim (que descendia do sobrinho de Benjamim) se tornou a tribo destacada do reino setentrional, a tribo de Benjamim aderiu fielmente a Judá, em reconhecimento do decreto de Jeová. — 1 Reis 11:31, 32; 12:21; 2 Crô. 11:1; Gên. 49:8-10.

Depois do cativeiro em Babilônia, as tribos de Benjamim e Judá eram as mais destacadas entre os israelitas restaurados na Palestina. (Esd. 4:1; 10:9) A associação leal de Benjamim com Judá e Jerusalém sem dúvida contribuiu para sua posição na visão de Ezequiel sobre a divisão da terra sob o reino prometido, visão em que a tribo de Benjamim é representada como se localizando bem na fronteira sul da “contribuição sagrada”, ao passo que a tribo de Judá é colocada na fronteira norte. — Eze. 48:8, 21-23.

Visto que cartas antigas, encontradas em Mari, no rio Eufrates, e reputadas como sendo do século dezoito A.E.C., mencionam uma tribo feroz de nômades chamados Binu-jamina, há peritos que tentam relacioná-los com a tribo israelita de Benjamim. No entanto, conforme comenta O Novo Dicionário da Bíblia, de Douglas (p. 203): “. . . a diferença quanto ao tempo e à origem torna muito incerta tal identificação”. Aponta-se que tal nome, que, neste caso, evidentemente significa “Filhos da Direita”, ou “Filhos do Sul”, tem por paralelo o uso do nome “Filhos da Esquerda” ou, “Filhos do Norte”, em outras inscrições antigas, e, por isso, sem dúvida é uma designação geográfica ao invés de genealógica.

BERSEBA [poço do juramento ou de sete]. O local dum poço e, mais tarde, de uma cidade ao sul de Judá. É usualmente identificada com a moderna Bir es-Saba‘, do lado N do Uádi es-Saba‘, ou com Tel es-Saba‘, a uns 3 km ao E. Situa-se, assim, a meio caminho entre a costa do Mediterrâneo e o extremo sul do mar Morto, a cerca de 45 km a SO de Hébron e a cerca da mesma distância ao SE de Gaza. Berseba veio a representar o ponto mais meridional ao se descrever a extensão da Palestina, conforme expresso na frase proverbial, “desde Dã para baixo até Berseba” (Juí. 20:1), ou, em direção oposta, “desde Berseba até Dã”. (1 Crô. 21:2; 2 Crô. 30:5) Depois da divisão daquela nação em dois reinos, Berseba continuou a ser usada para indicar a extremidade sul do reino de Judá, na expressão “desde Geba até Berseba” (2 Reis 23:8) e “desde Berseba até a região montanhosa de Efraim” (onde começava o reino setentrional de Israel). (2 Crô. 19:4) Nos tempos pós-exílicos, a expressão era usada ainda em forma mais limitada, para referir-se à área ocupada pelos repatriados de Judá, que se estendia desde Berseba “até o vale de Hinom”. — Nee. 11:27, 30.

Em realidade, havia outras cidades da Terra Prometida que se situavam ao S de Berseba assim como havia cidades israelitas ao N de Dã. No entanto, tanto Dã como Berseba situavam-se em fronteiras naturais da terra. No caso de Berseba, sua posição era abaixo das montanhas de Judá, na beirada do deserto. Adicionalmente, era uma das principais cidades de Judá (junto com Jerusalém e Hébron), e isto se dava, não só porque dispunha de excelentes reservas de água, em comparação com a região circunvizinha, assim possibilitando tanto a lavoura como as pastagens de rebanhos bovinos e caprinos, mas também graças a importantes estradas que convergiam para ela, vindas de várias direções. Do Egito, uma antiga rota levava até junto do “Caminho dos Poços”, atravessando Cades-Barnéia até Berseba, unindo-se a outra estrada pela qual viajavam as caravanas de camelos dos “Reinos das Especiarias” da península da Arábia, em direção à Filístia ou a Judá. De Eziom-Geber, na ponta do golfo de Acaba, outra rota atravessava o Arabá e então se virava para o O, ascendendo a Subida de Acrabim até Berseba. Em Gaza, na Planície Filistina, uma estrada que partia da estrada principal levava ao SE, até Berseba. E, ligando-a com o restante de Judá, uma estrada ia de Berseba para o NE, subindo o platô até as montanhas de Judá, para Jerusalém, e a outros pontos mais para o N.

Esse local é primeiramente mencionado em relação com Agar, que vagueou com seu filho, Ismael, “pelo ermo de Berseba”, quando despedida por Abraão. (Gên. 21:14) Esperando que seu filho morresse de sede, ela se afastou de Ismael, mas Deus ouviu o menino e orientou Agar para um poço. (Gên. 21:19) Este pode ter sido um poço cavado anteriormente por Abraão, mas que, naquele tempo, não tinha ainda recebido nome, em vista do relato que segue. Alguns dos filisteus se haviam apoderado dum poço nesta área, por meio de violência, aparentemente sem que o soubesse Abimeleque, rei de Gerar, o qual se aproximou de Abraão junto com Ficol, chefe de seu exército, a fim de propor-lhe um pacto de paz. Quando Abraão criticou severamente Abimeleque pelo ato de violência dos servos deste, Abimeleque jurou ignorar o fato, concluindo um pacto com Abraão e aceitando sete cordeiras dele, em evidência do direito de propriedade de Abraão sobre o poço. Para comemorar esse evento, Abraão chamou o lugar de “Berseba”, porque “ambos fizeram ali um juramento”. (Gên. 21:31) Abraão então plantou uma tamargueira e invocou “o nome de Jeová, o Deus que perdura indefinidamente”. (Gên. 21:33) Foi dali que Abraão se dirigiu a Moriá, para oferecer Isaque como sacrifício, e voltou para morar ali. — Gên. 22:19.

Quando Abraão morreu, os filisteus taparam os poços que ele cavara, mas, quando Isaque, mais tarde, passou a morar ali, ele começou a reabri-los e chamá-los pelos nomes que seu pai lhes havia dado. (Gên. 26:18) Sofrendo a oposição dos filisteus, recuou de lugar em lugar até que encontrou amplo espaço em Reobote, e, mais tarde, retornou a Berseba. (Gên. 26:22, 23) Quando os servos de Isaque escavavam um poço em Berseba, Abimeleque, possivelmente outro rei de Gerar (com o mesmo nome ou título que aquele que havia pactuado com Abraão, ou talvez o mesmo), veio junto com Ficol, o chefe de seu exército, até Isaque, a fim de propor-lhe um pacto de paz. Depois de festejarem e beberem, acordaram bem cedo na manhã seguinte e fizeram declarações juramentadas um ao outro. Nesse mesmo dia, o poço produziu água, e Isaque chamou-o de Siba, significando “sete”, e referindo-se a um juramento ou declaração feita por sete coisas. (Gên. 26:33) Pareceria que Isaque assim preservava o nome Berseba, que Abraão dera a esse lugar, e a possibilidade de este ser o mesmo poço previamente cavado por Abraão e reescavado pelos homens de Isaque é indicada em Gênesis 26:18, supracitado. Durante os anos em que Isaque viveu ali, ele abençoou Jacó em lugar de Esaú, e enviou-o a Harã, para tomar uma esposa dentre as filhas de Labão, irmão de sua mãe. (Gên. 28:1, 2, 10) Cinqüenta e três anos mais tarde, Jacó, agora conhecido como Israel, ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaque em Berseba, em caminho para juntar-se a José, seu filho, no Egito. — Gên. 46:1-5.

Nos 261 anos que se passaram até que Canaã foi dividida entre as doze tribos de Israel, havia crescido uma cidade em Berseba (Jos. 15:21, 28), que foi designada à tribo de Simeão, como cidade-enclave no território de Judá. (Jos. 19:1, 2) Ali, os filhos de Samuel oficiavam como juízes. (1 Sam. 8:1, 2) Elias, fugindo da ira da Rainha Jezabel, deixou seu assistente em Berseba e se dirigiu para o sul, atravessando o Negebe na direção do Horebe. (1 Reis 19:3) Zibia, a mãe do Rei Jeoás de Judá, provinha deste lugar. (2 Reis 12:1) Berseba foi denominada de ponto terminal do registro do povo, feito por Davi, em todo o Israel (2 Sam. 24:2, 7), e de ponto inicial das reformas na adoração feitas por Jeosafá. (2 Crô. 19:4) As referências de Amós a Berseba, em seus dias, sugerem fortemente que era então um lugar de impuras atividades religiosas (Amós 5:5; 8:14), talvez associadas, de algum modo, com o reino setentrional idólatra. Estatuetas da deusa Astarté foram escavadas ali, bem como em muitas outras partes da Palestina. Deste tempo em diante, exceto pela breve menção da reocupação da cidade e de suas cidades satélites após o exílio babilônico (Nee. 11:27), seu nome desaparece do registro bíblico.

BANCO, BANQUEIRO. Nas parábolas dos talentos e das minas, de Jesus, ele se referiu aos banqueiros e a um banco como pagando juros para o dinheiro depositado neles. (Mat. 25:27; Luc. 19:23) Bem parecida à palavra portuguesa “banco” (que se deriva da palavra italiana [banca] para mesa, aparador), a palavra grega traduzida banco (trápeza) significava literalmente uma mesa (Mat. 15:27), ou, quando associada a operações financeiras, como no caso dos cambistas, referia-se a um balcão para dinheiro. — Mat. 21:12; Mar. 11:15; João 2:15.

A referência de Jesus aos “banqueiros” (Gr., trapezítes [singular]) como aceitando depósitos e pagando juros, indica tratar-se de uma operação maior do que a geralmente realizada pelos corretores de dinheiro (Gr., kermatistés [singular], de kermatízo, trocar em moedas miúdas), ou cambistas (kollybistés [singular], de kóllybos, pequena moeda ou taxa de câmbio), cujas operações principais eram trocar moedas estrangeiras em moeda local, e fornecer moedas de menor valor em troca das de maior valor, recebendo certa taxa para cada um de tais serviços. (Veja CAMBISTA.) Alguns desses homens talvez também atuassem como banqueiros, aceitando depósitos e fazendo empréstimos, ao passo que, em outros casos, essas transações financeiras eram realizadas por homens ricos, tais como mercadores e donos de grandes propriedades. A evidência de tais atividades bancárias remonta, pelo que parece, à época de Abraão, pois os antigos sumérios das planícies de Sinear, segundo se afirma, mantinham “um sistema surpreendentemente complexo de empréstimos concedidos, empréstimos tomados, depósitos de dinheiro, e o fornecimento de cartas de crédito . . .”. — The Encyclopedia Americana, ed. 1956, Vol. 3, p. 152.

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