Malandragem de Picasso
Uma carta ao editor de Manchester Guardian Weekly comentou o seguinte sobre a crítica do jornal a respeito duma recente exposição de cubismo (arte abstrata) numa galeria de Londres: “Falando dos que desejam apenas o peculiar, o sensacional, o excêntrico ou o escandaloso na arte moderna, [o falecido artista cubista] Picasso disse: ‘E eu mesmo . . . tenho suprido essa gente do que eles querem e satisfeito esses críticos, provendo-lhes todas as idéias ridículas que me passavam pela cabeça. Quanto menos as entendem, tanto mais me admiram.’” Picasso ficou rico e famoso por meio de suas distorções artísticas, mas admitiu: “Quando a sós, de modo algum atrevo-me a me considerar um artista — não no grandioso e velho sentido da palavra. Sou apenas um palhaço público — um charlatão.” (Mais detalhes na Despertai! de 22/6/81, página 31).