Nossos sentidos — notáveis dádivas
AO VER o sorvete, os olhos de Lucas brilham. Ao esticar o braço para pegar a casquinha que lhe foi oferecida verbalmente, sua boca se enche d’água. Ele leva tal guloseima à boca, cheirando seu doce odor, ao assim fazer. Daí, ele prova o delicioso sabor com a primeira lambida do sorvete cremoso e geladinho.
Nesta experiência deleitosa, Lucas utiliza os cinco notáveis sentidos de seu corpo — a visão, a audição, o tato, o olfato e o paladar. Todavia, temos muitos outros sentidos; quantos deles, depende de como a pessoa deseja classificá-los. Por exemplo, a pele possui sensibilidade, não só ao toque, mas também à temperatura (calor e frio), bem como à dor. O ouvido interno, além de ser sensível ao som, regula nosso senso de equilíbrio por meio dum fluido existente em seus canais semicirculares. Ademais, existem receptores no corpo que são responsáveis pela nossa sensação de fome e de sede, bem como por outros sentidos.
Assim, por meio de um intrincado sistema de comunicação, nosso corpo responde a vários estímulos para medir as características físicas e químicas de nosso meio ambiente. Considere alguns aspectos específicos.
O olho recebe contínuo fluxo de impressões visuais. A luz é focalizada sobre os milhões de células receptoras da retina, que respondem aos raios de luz por produzirem sinais elétricos. O nervo ótico transmite os sinais para o cérebro, onde são interpretados como imagens visuais.
O ouvido possui diminutos cílios em sua parte interna que oscilam ao ritmo das ondas sonoras que eles captam. Daí eles passam as informações elétricas que nosso cérebro interpreta como som.
O tato é um sentido que depende de pequenos receptores situados na pele. Pelo visto, diferentes células receptoras são responsáveis pelas várias sensações de toque, dor, frio e calor.
O paladar é um sentido que se tornou possível graças a microscópicas terminações nervosas chamadas de papilas gustativas. Por meio destas papilas, situadas principalmente na língua, e, em grau menor, em outras superfícies bucais, podemos saborear os alimentos e as bebidas.
O olfato está intimamente relacionado com o paladar. A extraordinária sensibilidade das células receptoras alojadas no topo da cavidade nasal as habilita a detectar mesmo uma simples molécula de algumas substâncias odoríferas em 1.000.000.000.000 de partes de ar! Mas os cientistas ainda estão atônitos, tentando descobrir como é, exatamente, que tais células detectam os odores e dão origem aos sinais nervosos no cérebro.
Na verdade, nossos sentidos constituem notáveis dádivas. O que acontece, porém, quando eles apresentam alguma deficiência? Como enfrentamos esse problema? O que podemos fazer?