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  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1955
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1955
w55 1/10 pp. 178-179

Perguntas dos leitores

● O que quer dizer Gênesis 6:6 (Al), que reza: “Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra”? — Y. J., Nigéria.

“Arrependeu-se” é a tradução da raiz hebraica “nahham”, que tem uma variedade de significados. Conforme dados por diversos dicionários, alguns dos significados são: respirar rapidamente, suspirar, sentir pesar, arrepender-se, entristecer-se a respeito de ou ter pena ou compaixão, consolar ou confortar, livrar-se ou aliviar-se (de inimigos). A palavra é usada em diferentes textos com estes diferentes significados e o contexto indica o pensamento que se deseja transmitir. A ocasião sob consideração aqui foi quando Jeová havia notado a iniqüidade do homem e determinado destruir os malfeitores por meio de um dilúvio global. Uma tradução moderna acurada dá o texto, com seu contexto, como segue: “Conseqüentemente, Jeová viu que a maldade do homem se havia tornado grande na terra e tôda inclinação dos pensamentos do seu coração era só má, todo o tempo. E Jeová sentiu pesares de haver feito os homens sôbre a terra e sentiu-se magoado no coração. Assim, Jeová disse: ‘Eu vou exterminar da superfície do solo os homens aos quais tenho criado, desde o homem até ao animal doméstico, ao animal rastejante e à criatura alada dos céus, porque sinto os haver feito.’ Mas Noé achou favor aos olhos de Jeová.” — Gên. 6:5-8, NM.

Jeová nunca tem ocasião de se arrepender, no sentido em que os homens o fazem, para mostrar tristeza por erros feitos e para indicar que mudarão de proceder. Os caminhos de Jeová são corretos e sua perfeição elimina qualquer possibilidade de ele errar. Dessemelhante aos homens, ele não falha em manter sua palavra ou cumprir, seu propósito ou aderir a seus princípios. Nestes respeitos ele não muda. (Núm. 23:19; 1 Sam. 15:29; Isa. 14:24; 46:11; Eze. 24:14; Mal. 3:6; Tia. 1:17) Êle pode alterar ou mudar seu proceder para com os homens ou nações se êstes mudarem, e, desta forma fazer com que Seu proceder não mais seja necessário ou apropriado, ou, pode mudar Seu proceder por exercer misericórdia. (1 Sam. 15:11; Sal. 106:44, 45; Jer. 18:7-10; Jon. 3:10) Ele, pode “arrepender-se” no sentido do significado hebraico original de ter pena ou compaixão; mas nunca no sentido humano de arrepender-se por causa de qualquer engano ou erro.

Em Gênesis 6:6, a tradução acurada indica que êle “sentiu pesares de haver feito os homens sôbre a terra”. Freqüentemente, Jeová Deus representa a si próprio como sentindo emoções humanas para tornar suas reações fàcilmente entendidas pelos homens. Ele pode sentir pesares, assim como pode também sentir aflição, ira, provocação, indignação, gôzo, riso, cansar-se dos malfeitores e ter outras reações humanas, conforme o mostram muitos textos. No caso de Gênesis 6:6, Jeová sentiu pesar de que os homens haviam adotado um proceder errado e que tôda inclinação dos seus pensamentos era só má. Feriu-lhe o coração ver os homens que tinham vindo à existência como resultado de sua obra, criativa, virarem-se, continuamente para o mal, e êle sentiu pesares de que tais homens haviam vindo a existência na terra, e, para livrar-se ou aliviar-se de tal ferida sincera, Jeová determinou varrer tais malfeitores da face da terra. Assim como os homens fiéis podem trazer gôzo ao coração de Jeová, estes iníquos podiam trazer e trouxeram mágoa ao mesmo. (Pro. 27:11; Luc. 15:7) Assim como os homens iníquos antes do Dilúvio podiam fazer com que Jeová sentisse pesar, assim os feitos abomináveis agora realizados, antes do Armagedon, fazem com que os homens de boa vontade suspirem e gemam, porque tem simpatia pela causa de Deus e respeito pelo seu nome. — Gên. 6:6; Eze. 9:4.

Jeová não tem prazer na morte dos iníquos, de modo que sentiu pesar quando viu a necessidade de executá-los e trouxe-lhe pena ter que causar o Dilúvio. Mas Jeová não sentiu pesares, de ter feito a terra e determinar que ela fôsse habitada. Não sentiu pesares de ter criado o homem para se multiplicar e enchê-la. Que seu pesar esteve limitado àqueles, feitos mediante sua criação, que se haviam tornado incorrigivelmente iníqüos, é demonstrado pelo fato de que Noé achou favor à vista de Jeová. Noé andou com Deus. Jeová não sentiu pesares por tê-lo feito, e o fato de que Jeová preservou Noé e sua família fiel e emitiu de novo a eles o mandato de encher a terra mostra que Jeová não sentiu pesares de ter feito a terra e o homem sôbre ela, mas estava aderindo ao seu propósito de ter a terra cheia com pessoas justas. Se Jeová tivesse sentido pesares de fazer o homem, em primeiro lugar, e estava usando o Dilúvio para aliviar-se destes pesares, então ele teria destruído todos os homens da terra. Mas, o próprio fato de que ele preservou alguns mostra que seus pesares estavam limitados àqueles que se haviam tornado maus nos seus pensamentos e ações, pois eles é que foram os únicos eliminados pelo Dilúvio.

● Na página 175 de “A Sentinela” de 1º de novembro de 1954 pareceu a alguns que a resposta indica que ter relações sexuais, sem ter filhos, é errado. É essa a impressão desejada por aquela resposta? — H. M., Nova Jersey.

Não, esse não é o ponto em questão, conforme mostrado pelas circunstâncias. A pergunta envolveu a prática na Escandinávia, de casais em noivado terem relações antes do matrimônio, e com isso em mente, a resposta declarou: “O propósito de tais relações sexuais não seria o mesmo do verdadeiro matrimônio, a saber, gerar filhos, pois, se assim fôsse, deveríamos constatar o nascimento de filhos a tais casais durante o seu noivado, especialmente no caso de noivados longos e antes que se realize o ato legal. Tais pessoas não podem estar pensando em ter filhos ao terem relações, como o seria no caso de casados. O casal de nubentes temeria a concepção, porque traria vergonha sôbre eles e o rótulo de ilegitimidade sôbre sua descendência. Seu temor surge de um sentimento de culpa, indicando que eles sabem que realmente não têm o direito a tais relações sexuais, visto não estarem casados. O nascimento de uma criança tornaria publicamente conhecida a sua transgressão.

Pessoas casadas corretamente não temeriam ter filhos, por tais razões, embora talvez se refreiem em tê-los por outras razões, e fazem isso com uma consciência limpa. Talvez se refreiem devido á fraqueza da espôsa, cuja vida estaria em perigo caso desse a luz um filho. Razões, econômicas podiam dissuadi-los. Alguns casais talvez se refreiem de ter filhos de modo a poderem permanecer numa posição ou privilégio de serviço que requeira muito do seu tempo. Quanto à validez dessas e outras razões no caso de indivíduos casados, não procuramos decidir; cabe a cada casal conhecer as suas razões, saber se são válidas de modo a terem uma consciência limpa, bem como arcar, com a responsabilidade pela sua decisão perante Jeová Deus. Em resumo, a posição da Sociedade Tôrre de Vigia permanece a mesma que foi expressa anteriormente. Para o benefício daqueles que não estão informados sôbre aquela resposta, citamos o primeiro parágrafo dela:

“Não estamos autorizados, nem pela lei do país, nem pela Palavra de Deus, a dar conselhos sôbre o uso de preventivos. A responsabilidade pelo seu uso deve recair sôbre aqueles que decidem que, segundo sua consciência, podem usá-los, e o juízo correto destes cabe ao Deus a quem servem, não a nós. Se cônjuges que estão na verdade querem ou não ter filhos, cabe a eles decidir, não a nós. Cada casal deve considerar as suas próprias circunstâncias, seus próprios propósitos em vista, decidir o assunto e adotar um proceder, arcando então com a responsabilidade perante Deus por tal proceder e suas conseqüências. Nós, porém, sustentamos que, sem dúvida, o propósito do casamento no arranjo de Deus é o de gerar filhos, e por isso, se algum casal quiser filhos agora, antes do Armagedon, isto é perfeitamente correto e ninguém deveria criticá-los por assim fazerem, destarte intrometendo-se nos negócios alheios. Nem se deveria criticar a ninguém por não ter filhos, nem deveríamos procurar saber as suas razões para isso. Assuntos maritais particulares não pertencem aos demais.” — “A Sentinela” de 1º de julho de 1954, página 111.

● O retrato tradicional de Jesus mostra-o com cabelo comprido e barba, mas as publicações da Tôrre de Vigia o ilustram como sem barba e com cabelo curto. Qual está certo? — M. H., Estados Unidos.

As últimas publicações da Tôrre de Vigia mostram Jesus como sem barba e com cabelo curto porque ele é assim mostrado nas representações dele que são mais antigas do que o tradicional retrato de aparencia efeminada. Numa taça ou cálice antigo, encontrado em Antioquia, Síria, que pretende representar Jesus e seus discípulos na ceia do Memorial, Jesus está ali gravado como um homem jovem e sem barba, enquanto que alguns de seus discípulos estão representados com barba. Para uma fotografia disso vede o “Dicionário Bíblico” de Harper, em inglês, página 22, no meio do artigo: “Antioquia, o Cálice de.” (M. S. e J. L. Miller, 1952) O livro erudito de Jack Finegan, “Light from the Ancient Past”, fala das pinturas cristãs do segundo século, achadas na Catacumba de Priscila, na sala Capella Greca, e declara:

“A pintura da Ressurreição de Lázaro já está quase apagada, mas ainda é possível reconhecer que a um lado se representa um pequeno edifício que contem uma múmia e no outro, a irmã de Lázaro em pé com os braços levantados. No meio se mostra Cristo, encarando o túmulo e com a mão direita levantada num gesto de oratória. Êle esta representado no tipo romano, e esta vestido de túnica e pálio, a mão esquerda segurando a vestimenta. Êle é jovem e sem barba, com cabelo curto e grandes olhos. . . . O quadro é de grande interesse desde que é a mais antiga representação de Jesus preservada em qualquer lugar.” — Página 371.

Mais adiante, êste livro fala da pintura da Cura do Paralítico (Mar. 2:1-12), achada na igreja numa casa da povoação antiga escavada de Dura, no deserto da Síria, e declara: “A pintura quase destruída de Cristo na Catacumba de Priscila, em Roma, provavelmente pertence, como temos visto, aos meados do segundo século. A pintura em Dura é datada ainda mais definidamente da primeira parte do terceiro século. Em ambos os quadros, Cristo é mostrado como um homem jovem e sem barba, com cabelo curto e trajando o costume comum da época. Êstes e outros retratos são o tipo de Cristo mais primitivo, pelo que até agora se conhece, na primitiva arte cristã. Mais tarde, no terceiro século, Cristo ainda aparece como jovem, mas com cabelos longos e cheios de cachos, e do quarto século em diante aparece o tipo mais familiar, barbado.” Página 408, 409.

Tão recentemente quanto 7 de outubro de 1949, a nova janela oriental da igreja de Stepney Parish, a igreja-mãe de Londres Oriental, Inglaterra, foi inaurada pelo Conde de Athlone. A fotografia da janela desta igreja, conforme publicada em “The Illustrated London News”, de 1º de outubro de 1949, mostra uma cruz com um homem jovem cravado a ela, sem barba e com cabelo curto, para representar “Cristo crucificado, mas triunfante”.

Desde que a Bíblia não descreve a aparência facial de Jesus, nem indica que ele teve uma barba comprida, seguimos a mais antiga evidência arqueológica, ao invés da idéia tradicional posterior, que faz Jesus aparecer efeminado, pálido e santimonioso. Alguns usam Isaías 50:6 como prova de que Jesus usava barba: “Dei as minhas costas aos que me feriam, e as minhas faces aos que me arrancavam os cabelos da barba; o meu rosto, não o escondi de oprobrios e de escarros.” Isto pode ter sido cumprido literalmente por Isaías, de modo típico, prefigurando os insultos e vitupérios vergonhosos que seriam lançados sôbre a classe do servo, o principal da qual é Cristo Jesus. Cada um da classe do servo sofre vitupérios, mas não necessariamente todos aqueles especificados aqui. O relato mostra que Jesus foi açoitado, esbofeteado e que se cuspiu nele, mas, não há menção de que se lhe arrancaram os cabelos da barba. Se tivesse acontecido, por que não teria sido mencionado junto com os outros abusos e insultos? (Mat. 27:26; Mar. 14:65) De fato, a “Versão dos Setenta”, ao traduzir Isaías 50:6, não menciona que se lhe arrancaram os cabelos da barba, mas, em vez disso, que as faces foram esbofeteadas: “Eu dei minhas costas aos açoites, e minhas bochechas a tapas; não virei minha face da vergonha do escarro.” O registro nos Evangelhos declara que tudo isso aconteceu literalmente a Jesus.

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