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  • Perguntas dos Leitores
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1958
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1958
w58 15/9 pp. 574-575

Perguntas dos Leitores

●O que pode a pessoa fazer para deter a crescente maré de imoralidade e iniquidade?

Algumas pessoas acham que o meio de fazer isso é por associar-se a uma igreja, por praticar obras sociais ou empenhar-se na política. Mas, o número impressionante de membros das igrejas — a assim chamada reanimação religiosa — não tem detido a marcha crescente da iniquidade, nem o tem a prática de obras sociais. Depois de se empenharem na política, homens honrados cedo descobrem que devem abandonar a política, ou serem êles mesmos corrompidos até certo grau. Relembrando que Satanás é a causa do aumento da iniquidade, vemos a futilidade do esfôrço social e político para remediar a situação. A Palavra de Deus indica o curso correto para as pessoas seguirem.

“Treina-te com a devoção piedosa por teu alvo.” Êste é o conselho da Bíblia. Assim, a pessoa sincera faz alguma coisa para impedir a marcha da iniquidade por começar consigo mesmo. Ela se treina na devoção piedosa, revestindo-se daquilo que a Bíblia chama da “nova personalidade”. “Despojai-vos da velha personalidade com as suas práticas, e revesti-vos da nova personalidade que, por meio de conhecimento acurado, se renova segundo a imagem daquele que a criou.“ — 1 Tim. 4:7; Col. 3:9, 10, NM.

Para revestir-se da “nova personalidade“, adquira conhecimento acurado por estudar a Palavra de Deus. Absorva mentalmente seus princípios justos e aplique esses princípios à sua vida. Sim, transforme sua mente: “Deixai de vos amoldar a êste sistema de coisas, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que proveis a vós mesmos a boa, aceitável e completa vontade de Deus.” — Rom. 12:2, NM.

Por renovar a sua mente e revestir-se da “nova personalidade“, salvaguardará a si mesmo contra a crescente maré de iniquidade. Faça mais. A Escritura diz: “Más associações corrompem hábitos úteis.” Portanto, associe-se com aquêles que não estragarão seus bons hábitos, mas que o encorajarão nêles. Associe-se com a sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová; permita que estas testemunhas cristãs o encorajem na devoção piedosa. — 1 Cor. 15:33, NM.

Tendo-se protegido contra a crescente maré da iniquidade, ofereça a proteção a outros. Como? Por pregar a eles tanto por palavra como por exemplo.

●Segundo a lei mosaica sobre o ciúme, se um marido suspeitasse infidelidade da parte de sua espôsa, ela tinha de beber água amarga e, se fôsse culpada de adultério, sua coxa se definharia e seu ventre ficaria inchado. Era tal resultado miraculoso, ou pode-se explicá-lo de modo natural? Ademais, será que se poderia chamar a isto um julgamento por ordálio? – G. B., Líbano.

Esta lei acêrca do ciúme está registrada em Números 5:12-31. Se um homem suspeitasse que sua espôsa lhe fôsse infiel, tinha de levá-la ao sacerdote. O sacerdote fazia que ela se postasse diante de Jeová, tomava um pouco de água santa, ou água pura e fresca, jogava dentro da água um pouco de poeira que tirava do chão do tabernáculo, e lavava ou limpava dentro dela as maldições que escrevera. Nos versículos 19-22 (NM) revela-se em que consistiam estas maldições: “Então o sacerdote tem de fazê-la jurar e tem de dizer a mulher: ‘Se nenhum homem coabitou contigo, e se, enquanto estavas debaixo de teu marido, não te desviaste para nenhuma impureza, sê tu livre do efeito desta água amargosa que traz maldição. Mas tu, caso te tiveres desviado enquanto estavas debaixo de teu marido e caso te tiveres profanado, e algum homem tiver pôsto em ti sua emissão seminal, além de teu marido, — O sacerdote tem de fazer então que a mulher jure com juramento que envolva maldição, e o sacerdote tem de dizer a mulher: ’Que Jeová te faça por maldição e por juramento no meio do teu povo, deixando Jeová que a tua coxa se definhe e o teu ventre se inche. E esta água que traz maldição tem de entrar nas tuas entranhas para fazer que teu ventre inche e tua coxa se definhe.’ A isto, a mulher tem de dizer: ‘Assim seja! Assim seja!’ “ A mulher bebia a água, e, se era culpada, sua coxa se definhava e se lhe inchava o ventre, mas se era inocente, não ficava afetada pela água: “Tem de ficar livre de tal punição e tem de ser feita grávida com sêmem.” – Vs. 28,NM.

Não se sabe por certo o que significa precisamente a inchação do ventre e a definhação da coxa. É bem evidente, porém, que o têrmo coxa usado aqui é eufemismo ou um modo delicado para se referir aos órgãos sexuais, como no caso de Gênesis 46:26. É lógico que, se alguma parte do corpo havia de sofrer, seria a que tivesse cometido o êrro, como no caso em que Jesus falou figuradamente de a pessoa desfazer-se do membro do corpo que lhe impedisse a entrada no Reino. (Mar. 9:43-47) Entende-se que a expressão “definhar” significa “consumar” (VB), “descair“ (Al) ou “apodrecer” (So), e portanto, daria a entender que os órgãos sexuais ficariam atrofiados e haveria perda de fertilidade e capacidade de conceber. Êste parecer harmoniza-se com a declaração de que, se uma mulher fôsse inocente, havia de se fazer com que ela ficasse grávida, implicando assim que, se fôsse culpada, se lhe negaria para sempre a gravidez no futuro. Seu ventre incharia por causa da maldição, e não em virtude da bênção da gravidez.

Não havia na realidade nada na água que era bebida, que causasse tal dano, e nenhuma mulher inocente ficaria lesada por ela, mas era água santa e continha pó ou poeira santa e a escrita das maldições lavada nela, por conseguinte, continha potentes simbolismos, e era tomada diante de Jeová com juramento solene a êle. Êle estava envolvido e agia como juiz, e êle sabia se a mulher era inocente ou culpada, e, caso fôsse culpada, êle faria com que a bebida tivesse potência miraculosa para produzir o resultado merecido. De modo que não havia tal força na própria bebida, e êste fator elimina isso como sendo julgamento por ordálio, tal como era praticado na primeira parte da Idade Média. Aquêles ordálios atormentadores não foram prescritos pela Bíblia, e tinham poder em si mesmos para ferir seriamente ou matar a pessoa. Ao passo que a lei acerca do ciúme exigia um milagre para se impor o castigo, os julgamentos por ordálio da Idade Média exigiam um milagre para livrar do castigo. Na realidade, a pessoa era culpada até que se provasse inocente.

●Por que emprega a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas a expressão mais comprida “túmulos memoriais” ao invés de uma só palavra “túmulo”, conforme a Versão Brasileira o faz em Mateus 8:28; 23:29; 27:52, 53, 60; 28:8; João 5:28 e em outros versículos?

Nos versículos bíblicos citados, a Tradução do Novo Mundo reza “túmulo memorial“ ou “túmulos memoriais“ porque a palavra original grega é mnēmeiʹon, sendo que, originalmente, as Escrituras Cristãs foram escritas no idioma grego comum de há dezenove séculos atrás. Esta palavra grega mnēmeiʹon deriva-se do verbo que significa “lembrar-se“ ou “memorizar“, Outras traduções da Bíblia talvez traduzam esta palavra grega por uma só palavra “túmulo“, mas a palavra “túmulo“ não exprime inteiramente o sentido da palavra original grega. Por que não? Porque “túmulo“ em grego, deriva-se dum verbo que significa “cortar, fender ou escavar”. Mas a palavra grega mnēmeiʹon inclui a ideia de ser relembrado ou de lembrança.

As pessoas que perdem um parente põe-no num túmulo porque desejam lembrar-se do falecido, e gostam de pensar que tal pessoa viverá novamente e que terão a alegria de vê-la novamente em outra vida. Mas a coisa principal é ser lembrado, não pelos humanos, mas pelo Deus Todo-poderoso, estar na sua memória como digno de outra vida mediante a ressurreição dentre os mortos.

Evidentemente, quando o Senhor Jesus disse: “Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticarem coisas vis, para uma ressurreição de juízo“, ele se referia à memória de Deus, que os mortos estavam na memória de Deus. Estarmos na memória dele é coisa muito importante, pois ele é o único que tem o poder de ressuscitar os mortos, por meio de Jesus Cristo, durante seu reinado de mil anos sobre a humanidade. Visto que a palavra grega empregada aqui por Jesus, mnēmeiʹon, inclui a ideia de memória, podemos ter a esperança de que aqueles que estão mortos nos túmulos memoriais, serão lembrados por Deus mediante uma ressurreição.

Âqueles que, depois de mortos, eram lançados pelos Judeus no vale de Hinon, fora de Jerusalém, ou na Geena (conforme os gregos o chamavam), eram destruídos ali e assim não se lhes dava um enterro num mnēmeiʹon ou túmulo memorial. Era assim, porque não eram considerados dignos de serem lembrados pelo povo de Deus, por conseguinte, eram considerados indignos de serem ressuscitados dentre os mortos no tempo marcado por Deus. De modo que a Geena, o vale que se achava fora dos muros de Jerusalém, onde o lixo e o refugo da cidade eram destruídos por fogo misturado com enxofre, veio a ser símbolo da segunda morte ou destruição eterna às mãos de Deus, isto é, o extermínio.

Portanto, Judas Iscariotes, que traiu o Senhor Jesus Cristo a seus inimigos, foi chamado por Ele de “filho da perdição” ou “filho da destruição“ querendo dizer que Judas Iscariotes merecia a destruição eterna e não será favorecido com uma ressurreição. Judas traiu Jesus aos escribas e fariseus; e Jesus disse a estes líderes religiosos: “Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação da Gehenna?“ (João 17:12; 6:70, 71; Mat. 23:33; 10:28) Portanto, quando homens ímpios, vis, tais como aqueles chefes religiosos, morreram, tanto o corpo como a alma deles foram destruídos, porque não terão ressurreição e nunca mais viverão como almas em parte alguma do universo de Deus.

De modo que Jesus, ao falar da ressurreição dos mortos, referiu-se ao lugar onde eles estavam dormindo na morte como túmulos memoriais, indicando assim que os que jazem ali são lembrados por Jeová Deus, que, no seu devido tempo, os favorecerá com uma ressurreição para a vida, com todas as oportunidades que isto oferece, no novo mundo de Deus.

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