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w70 15/1 pp. 62-64

Perguntas dos Leitores

● Disse Jesus ao apóstolo Pedro que perdoasse setenta e sete (77) vezes ou setenta vezes sete (490)? — A. L., E. U. A.

Esta pergunta se baseia em Mateus 18:21, 22. Na Tradução do Novo Mundo, estes versículos rezam: “Pedro aproximou-se então e disse-lhe [a Jesus]: ‘Senhor, quantas vezes há de pecar contra mim o meu irmão e eu lhe hei de perdoar? Até sete vezes?’ Jesus disse-lhe: ‘Eu não te digo: Até sete vezes, mas: Até setenta e sete vezes.’”

Conforme se pode ver, nesta tradução moderna e cuidadosa, Jesus disse a Pedro que perdoasse setenta e sete (77) vezes. E há boas razões para tal tradução. No entanto, não é necessário ser dogmático quanto à resposta de Jesus. Um famoso professor de grego, A. T. Robertson, observa: “Não é claro se esta expressão idiomática significa setenta e sete ou, conforme o verte a Versão Revisada (490 vezes).”

Por observarmos a resposta de Jesus conforme encontrada nos manuscritos gregos, podemos avaliar a razão do problema. A resposta de Cristo foi hebdomekontakis hepta, que é traduzido literalmente como “setenta vezes sete”. A dificuldade surge com o sufixo kis acrescentado à palavra para setenta, hebdomekonta. Em grego, este sufixo é usado de duas maneiras. Pode ser usado como multiplicativo, significando ‘vezes’. Assim, ‘sete vezes sete’ (7 x 7) seria heptakis hepta. Mas kis pode também ser acrescentado como sufixo para indicar ‘vezes’ no sentido de ocorrências ou instantes. Por exemplo: ‘Quantas vezes caiu o menino?’ ‘Ele caiu sete vezes (heptakis).’ Portanto, o problema é saber se a resposta de Jesus, “setenta vezes sete”, deve ser entendida como ‘setenta vezes (multiplicado por) sete’ ou ‘setenta e sete vezes (ocorrências)’.

Uma razão de se preferir o último e vertê-lo como se faz na Tradução do Novo Mundo é a forma da pergunta de Pedro. Ele não usou posas, significando ‘quanto?’. Antes, perguntou posakis: ‘quantas vezes?’. Depois continuou: ‘Até heptakis?’, quer dizer: Até sete vezes? É lógico que Jesus responderia de acordo com a fraseologia de Pedro. Responderia: Até setenta e sete vezes.’

Dando peso adicional à tradução “setenta e sete vezes”, há a narrativa em Gênesis 4:24. Jeová havia declarado que se vingaria sete vezes em quem fizesse mal a Caim. (Gên. 4:15) Mais tarde, o descendente de Caim, Lameque, disse jactanciosamente: “Se Caim há de ser vingado sete vezes, então Lameque setenta vezes e sete.” (Gên. 4:24) O texto hebraico mostra isso de modo exato como 70 vezes e 7, ou 77 vezes. Mas, qual é o equivalente grego? A Versão dos Setenta grega usa hebdomekontakis hepta. Visto que esta é exatamente a expressão encontrada em Mateus 18:22, sugere que se deve verter a resposta de Jesus a Pedro como “setenta e sete vezes”.

Pode-se acrescentar que é bem possível que Cristo tivesse em mente a ameaça de Lameque. Que belo contraste constituiriam as palavras de Jesus! O cristão, em vez de ser fanfarrão, ameaçando vingar-se setenta e sete vezes, deve ser o oposto, perdoando setenta e sete vezes. Jesus enfatizou que não devemos hesitar em perdoar, mas que devemos perdoar liberal e prontamente. Dissera antes: “Felizes os misericordiosos, porque serão tratados com misericórdia.” — Mat. 5:7.

● A Bíblia diz que Moisés atingiu a idade de cento e vinte anos. Então, como pôde escrever, no Salmo 90:10, que os anos do homem são apenas setenta ou oitenta? — J. W., Inglaterra.

O cabeçalho do Salmo 90 reza: “Uma oração de Moisés homem do verdadeiro Deus.” Os escritores talmúdicos judeus e muitos eruditos concordam em atribuir este salmo a Moisés. Por exemplo, Franz Delitzsch, famoso professor na Universidade de Leipzig, escreveu: “Dificilmente há outro monumento literário da antiguidade, que possa tão brilhantemente justificar o testemunho tradicional da sua origem, como este Salmo. Não somente com respeito ao seu conteúdo, mas também com respeito à sua forma literária, é inteiramente apropriado para Moisés.”

Moisés escreveu no Salmo 90: “Os dias dos nossos anos são em si mesmos setenta anos; e se por motivo de potência especial são oitenta anos, mesmo assim a sua insistência é em desgraça e em coisas prejudiciais; pois tem de passar depressa, e lá saímos voando.” (Sal. 90:10) Muitos se admiraram como Moisés pôde escrever isso, visto que ele mesmo foi além desta idade. Segundo Deuteronômio 34:7: “Moisés tinha cento e vinte anos de idade por ocasião da sua morte. Seu olho não se havia turvado e seu vigor vital não lhe havia fugido.”

Isto, realmente, não constitui problema sério. Embora não saibamos em que idade Moisés compôs este salmo, ele sabia, evidentemente à base do que observava, que setenta anos representavam uma vida cheia e que oitenta anos era além do normal. Torna-se claro que a maioria dos adultos da geração que saiu da escravidão do Egito não era especialmente longeva. Os de mais de vinte anos de idade por ocasião do êxodo já haviam perecido até o fim dos quarenta anos de peregrinação.

É verdade que houve exceções, tais como Moisés (120), Arão (123), Josué (110) e Calebe (mais de 85). Tais exceções, porém, não alteram a idade geral dada no Salmo 90:10. E deve lembrar-se de que Deus decretou diretamente que Josué e Calebe vivessem mais do que os de sua geração e assim entrassem na Terra da Promessa. Quando Calebe tinha oitenta e cinco anos de idade, chamou atenção para a sua idade e força como bastante incomuns. — Núm. 14:30; 33:39; Jos. 14:10, 11; 24:29.

Ocasionalmente, lemos nos jornais sobre alguém ter cem anos de idade, ou um pouco mais. Há até mesmo certos grupos, tais como os que vivem nas montanhas do Cáucaso, na União Soviética, que são conhecidos pela sua longevidade, evidentemente em resultado de fatores hereditários e de seu modo de vida. A publicidade que se dá a tais exemplos enfatiza que são exceções. Resta o fato de que a duração média da vida, em muitas terras, atualmente, está no fim dos sessenta e no início dos setenta anos perto dos algarismos dados no Salmo 90:10.

Muitos, ao pensarem na longevidade, acham que a ciência moderna estendeu muito a duração da vida do homem. Em certo sentido é assim. Por diminuir a mortalidade infantil e as mortes na infância, aumentou a duração média da vida. Na Inglaterra, por volta do ano de 1850, ela era de menos de quarenta anos para os homens, e por volta de 1947 havia aumentado para sessenta anos. Mas, a probabilidade de vida dos adultos, em certa idade, tem permanecido aproximadamente a mesma. Por exemplo, em 1850, um homem de quarenta anos, nos Estados Unidos, podia esperar atingir os sessenta e sete anos de idade. Em 1962, com todo o progresso da medicina, a expectativa para um homem de quarenta anos era de 71,7 anos, ou um aumento de apenas 4,7 anos desde 1850.

Por conseguinte, embora possa haver algumas exceções, tais como a do próprio Moisés, a declaração inspirada, “os dias dos nossos anos são em si mesmos setenta anos”, é tão veraz hoje como foi nos dias de Moisés.

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