Gasolina e autodomínio
● Os preços da gasolina aumentaram cada vez mais — na cidade de Nova Iorque, 40 centavos, 50 e 60 centavos de dólar por galeão. Na Alemanha Ocidental, no Japão, na França e na Itália, os motoristas pagaram o equivalente de bem mais de Cr$ 1,70 por litro de gasolina nos meses recentes.
E, segundo todos os indícios, os motoristas pagariam ainda mais, se houvesse gasolina. Têm esperado por horas em filas, às vezes de bem mais de um quilômetro, e assim mesmo alguns deixaram de obtê-la. Em Stamford, Connecticut, EUA, um empregado ficou chocado quando uma senhora se ofereceu a ter relações sexuais com ele pelo equivalente de Cr$ 13,00 de gasolina. Em vez disso, ele lhe deu uns quinze litros e uma palestra paternal.
Enquanto os motoristas procuram colocar-se nas filas, perdem a calma e amiúde trocam palavras iradas e socos. “Ameaças são uma situação diária”, diz o concessionário dum posto de gasolina no Sul de Chicago. Quando se perguntou a uma senhora de Oregon, EUA, por que carregava um revólver de calibre 38, ela disse: “É para o próximo empregado de posto de gasolina que não encher meu tanque.”
A situação é assim como a Bíblia predisse: “Nos últimos dias . . . os homens serão amantes de si mesmos, . . . sem autodomínio, ferozes.” — 2 Tim. 3:1-5.
O que aumenta a frustração é a ampla crença de que a falta de gasolina foi criada propositadamente só para forçar a alta dos preços. “As pessoas perderam a confiança, observou William Simon, diretor do Departamento Federal de Energia dos EUA. “O público não está mais disposto a dar aos funcionários públicos o benéfico da dúvida.”
Resistirá a quaisquer inclinações de imitar esta tendência violenta? Se fizer isso, será mais feliz.