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  • Um exame dos antigos samaritanos

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  • Um exame dos antigos samaritanos
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1975
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1975
w75 15/8 pp. 487-489

Um exame dos antigos samaritanos

O MAIOR instrutor que já andou na terra, Jesus Cristo, narrou certa vez uma ilustração comovente sobre ser prestativo ao próximo. Falou sobre um homem bondoso e compassivo, que estava disposto a gastar-se a favor dum completo estranho. Tanto um sacerdote como um levita não fizeram caso dos apuros deste estranho, que havia sido espancado por assaltantes e deixado como morto na estrada de Jerusalém para Jericó. Mas o homem compassivo cuidou das necessidades imediatas do estranho e pagou o equivalente do salário de dois dias para os cuidados dele. Até mesmo comprometeu-se a pagar quaisquer despesas adicionais que houvesse. (Luc. 10:30-35) O homem compassivo da ilustração de Jesus era samaritano. O que significava isso! Quem eram os samaritanos?

Outras declarações feitas por Jesus Cristo a respeito dos samaritanos revelam que eles tinham ascendência parcialmente estrangeira, não-judaica. Ele os excluiu especificamente quando mandou que seus apóstolos concentrassem seus esforços nas “ovelhas perdidas da casa de Israel”. (Mat. 10:5, 6) Em outra ocasião, falou dum samaritano como sendo “homem de outra nação” ou “raça”. — Luc. 17:16-18, Kingdom Interlinear Translation.

Mas, como aconteceu que um povo que não era da “casa de Israel” ocupava uma grande parte do território israelita? Isto se deu depois de o reino de dez tribos de Israel cair diante dos assírios, no oitavo século A. E. C. Os assírios levaram muitos israelitas ao exílio, substituindo-os depois com povos estrangeiros. — 2 Reis 17:22-24; Esd. 4:1, 2.

Estes povos estrangeiros, com o tempo, passaram a compartilhar certas crenças religiosas com os israelitas. Como aconteceu isso? Visto que a conquista assíria devastou grande parte do território israelita, os leões aumentaram no país e começaram a aproximar-se das cidades e aldeias. (Veja Êxodo 23:29.) Parece que era por este motivo que muitos estrangeiros caíam vítimas dos leões. Os novos colonos chegaram à conclusão de que isso acontecia porque não adoravam o Deus daquela terra, e avisaram assim o rei da Assíria. Em resposta, o monarca assírio mandou de volta do exílio um sacerdote israelita da adoração de bezerros. Este sacerdote instruiu a população transplantada a respeito de Jeová. Mas fez isso da mesma maneira do primeiro rei do reino derrubado das dez tribos, Jeroboão, que introduziu a adoração de bezerros. Assim, embora soubessem algo sobre Jeová, esta gente estrangeira continuava a adorar deuses falsos. — 2 Reis 17:24-31.

Com o tempo, as crenças destes estrangeiros parecem ter-se modificado. Sem dúvida contribuíram para isso os casamentos mistos, visto que ainda restava uma população israelita (embora grandemente reduzida) no território conquistado pelos assírios. (2 Crô. 34:6-9) Racialmente, pois, os samaritanos parecem ter sido descendentes dos israelitas remanescentes e dos povos estrangeiros trazidos ao país. Parece que, nos séculos seguintes, os samaritanos não tiveram contato com a adoração de Jeová em Jerusalém e por isso continuaram a diferir dos judeus em sentido religioso.

Os samaritanos construíram até mesmo seu próprio templo no monte Gerizim, em competição com aquele de Jerusalém. Embora esse templo não mais existisse no tempo do ministério de Jesus, os samaritanos ainda adoravam no monte Gerizim. (João 4:20-23) Aceitavam apenas os cinco livros de Moisés, o Pentateuco, e rejeitavam todo o restante das Escrituras Hebraicas, com a possível exceção do livro de Josué. Por isso tinham apenas entendimento incompleto a respeito de Jeová Deus e seu propósito. Por este motivo, Jesus Cristo disse a uma mulher samaritana: “Adorais o que não conheceis.” (João 4:22) Não obstante, por causa de sua aceitação básica do Pentateuco, os samaritanos praticavam a circuncisão e aguardavam a vinda do Messias, o profeta maior do que Moisés. — Deu. 18:18, 19; João 4:25.

As diferenças raciais e religiosas existentes entre os judeus e os samaritanos criaram fortes preconceitos. Os judeus, em geral, menosprezavam os samaritanos e negavam-se a ter quaisquer tratos com eles. (João 4:9) O termo “samaritano” era usado como expressão de vitupério. Um caso pertinente é o de quando os judeus descrentes disseram a Jesus: “Não dizemos corretamente: Tu és samaritano e tens demônio?” — João 8:48.

Jesus Cristo, porém, não adotava tal conceito preconcebido para com os samaritanos. Entre os dez leprosos que ele curou certa vez da repugnante lepra, um era samaritano. Este samaritano foi o único que voltou a Jesus, agradecendo-lhe e glorificando a Deus com voz alta. (Luc. 17:16-19) Em mais outra ocasião, junto à fonte de Jacó, Jesus falou extensivamente com uma mulher samaritana e depois passou dois dias na cidade samaritana de Sicar para proclamar a verdade de Deus. Em resultado, muitos tornaram-se crentes. (João 4:5-42) Além disso, a ilustração de Jesus a respeito do samaritano prestativo tornava claro que era errado o conceito empedernido sobre os samaritanos. — Luc. 10:30-37.

Sem dúvida, foi porque os samaritanos estavam relacionados muito mais intimamente com os judeus, em sentido racial e religioso, que se lhes ofereceu a oportunidade de se tornarem discípulos de Jesus Cristo mesmo antes de esta se apresentar aos gentios incircuncisos. Muitos samaritanos tornaram-se crentes, e, como discípulos de Jesus Cristo, usufruíram igualdade com os crentes judeus. (Atos 8:1-17, 25; 9:31) Foi só depois disso que Pedro proclamou as “boas novas” ao gentio Cornélio e aos de sua casa. — Atos 10:25-48.

O verdadeiro cristianismo trouxe deveras união aos povos que por muito tempo estavam alheados e divididos. Deu-se exatamente como o apóstolo Pedro disse a Cornélio e aos de sua casa: “Certamente percebo que Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável.” (Atos 10:34, 35) Portanto, na primitiva congregação cristã, judeus, samaritanos e gentios, tendo rejeitado idéias falsas e preconceito sem fundamento, usufruíam companheirismo quais irmãos e irmãs. Barreiras existentes por séculos foram eliminadas de seu meio.

A verdadeira adoração une também hoje pessoas de todas as raças e nacionalidades. A evidência disso pode ser vista entre as testemunhas cristãs de Jeová.

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