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  • Poderia mostrar melhor seu amor?

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  • Poderia mostrar melhor seu amor?
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1980
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1980
w80 1/12 pp. 3-4

Poderia mostrar melhor seu amor?

DE TODOS os atributos que poderíamos cultivar, “o maior destes é o amor”. (1 Cor. 13:13) A espécie de amor a que o apóstolo Paulo se referia aqui não é o éros, o amor baseado na atração sexual e do qual se derivou a palavra “erótico”; nem se referia ao amor storgé que se baseia no relacionamento familiar; nem tampouco fazia referência ao amor philía que tem base na afinidade de gostos e aversões pessoais. Antes, a palavra grega que o apóstolo usa aqui é agápe, o amor verdadeiro que se baseia em princípios e que ultrapassa a tudo.

Entre as maneiras em que podemos demonstrar amor está a de dar coisas de natureza material ou de valor. Isto em si mesmo é bom, mas, haveria maneira melhor? Conta-se que, há alguns anos, um estudante da Bíblia, muito querido, fez o comentário: ‘Se pudermos escolher entre dar mais dinheiro para a obra do Senhor ou mais de nosso tempo e de nossas energias, o proceder mais sábio será escolhermos fazer o último — dar mais de nosso tempo e de nossas energias.’ Por quê? Porque isto pode bem resultar em mais honra e louvor a Jeová, e em mais felicidade para a própria pessoa.

As testemunhas cristãs de Jeová, de maneira geral, reconhecem este princípio. Há alguns anos, o cabeçalho de um jornal de Pittsburgo dizia: “Testemunhas de Jeová Contribuem com Mão-de-Obra Para a Construção do Salão de Assembléias Próximo ao Aeroporto.” O artigo incluía uma grande fotografia do trabalho sendo efetuado e dizia que literalmente milhares ofereceram voluntariamente a sua ajuda, e que, às vezes, chegavam mais pessoas para ajudar do que realmente poderiam ser usadas. Ao ler esta reportagem, o diácono de uma igreja protestante foi impelido a apresentar queixa pela resposta fraca que estava recebendo para o pedido de ajuda a um certo projeto que ele dirigia: “Pensem no grande número de igrejas protestantes e em todos os grupos aliados que estão envolvidos no projeto . . . [ainda assim] e difícil para mim conseguir, uma única vez sequer, seis homens que ofereçam gratuitamente um dia de trabalho para o desenvolvimento do projeto.” Esses freqüentadores de igreja evidentemente achavam mais fácil contribuir com dinheiro do que dar de si mesmos, do seu tempo e de suas energias.

No entanto, a candura, tal como é manifestada pelos escreventes de Deus, os escritores inspirados da Bíblia, requeria que se registrasse que aqueles que professam ser servos plenamente dedicados de Jeová Deus podem também, às vezes, ser um pouco faltosos neste respeito. Por exemplo, relacionado com a recente construção de um Salão de Assembléias das Testemunhas de Jeová, o encarregado da construção disse que a maneira em que os irmãos reagiram no que se refere a contribuições monetárias foi simplesmente espantosa, embora o custo do salão chegasse perto de um milhão de dólares, estaria praticamente pago por volta do término da construção. Contudo, parece que faltou o mesmo apreço no que se refere a dar apoio a este projeto de construção em termos de tempo e esforço pessoal.

Qual era o problema? Muitos, evidentemente, acharam que suas generosas contribuições financeiras foram o suficiente. Fazerem generosas contribuições foi deveras uma boa coisa. Mas, a oferta monetária em si mesma não os eximia de ajudarem com o tempo e a energia, caso tivessem condições de assim fazerem. Pode-se dizer que Jesus Cristo destacou este ponto quando disse a certo jovem governante rico que não somente vendesse seus pertences e desse a renda apurada aos pobres, mas que também o seguisse. — Luc. 18:18-23.

Este mesmo princípio se aplica em todos os aspectos do serviço cristão. De fato, se a pessoa pode, não seria melhor para ela devotar todo o seu tempo e todas as suas energias ao serviço de Deus? Talvez fosse mais cômodo colocar dinheiro na caixa de contribuição no Salão do Reino do que comparecer para limpá-lo e cuidar do jardim em volta dele, quando alguém é encarregado de fazer isso. Mas, não mostra a última alternativa mais amor? Talvez seja mais fácil contribuir com dinheiro para a impressão de Bíblias e literatura bíblica do que devotar tempo para levar este material impresso às casas das pessoas, pregando as boas novas do reino de Deus e empenhando-se em fazer discípulos. Novamente, porém, não é a última opção uma maneira melhor de demonstrar amor, e não foi isso o que Jesus profetizou e ordenou que os seus seguidores fizessem? Sim, foi, como podemos notar em Mateus 24:14 e Mateus 28:19, 20.

Este princípio também se aplica dentro do círculo familiar. É elogiável que o marido gaste dinheiro com a esposa. Mas, não demonstraria mais amor se desse a ela seu tempo, sua atenção e seu interesse? Ele, de fato, pode ser muito generoso em se tratando de dinheiro, e, contudo, nem mesmo amar verdadeiramente sua esposa. Neste respeito, houve, numa ocasião, um advogado politicamente proeminente que provia, em termos materiais, de forma muito generosa para a sua esposa. Mas, um dia ela ficou chocada por saber que além dela ele sustentava outra mulher. Portanto, prover as coisas materiais pode nem mesmo ser uma expressão de amor genuíno. Dependendo das circunstâncias, o marido pode prover mais ou menos em sentido material; mas, em se tratando do “caminho que ultrapassa” a tudo, tanto o rico como o pobre têm quase as mesmas oportunidades. — 1 Cor. 12:31 a 13:13.

A situação é a mesma no que diz respeito aos pais demonstrarem amor aos filhos. Alguns pais, por terem tido muito pouco das boas coisas deste mundo quando crianças, resolveram que seus filhos teriam uma abundância de coisas boas, roupa excelente, brinquedos, recursos para divertimentos, etc. No entanto, se o deixarem por isso mesmo, não estarão sendo muito sábios. É muito mais importante que dêem de si mesmos, do seu tempo, de sua atenção e de suas energias aos seus filhos. Realmente isto talvez custe mais em termos de abnegação, mas, tal proceder é também muito mais gratificante. Em outras palavras, não permitam que a TV ou uma babá os substituam, exceto em casos de emergência ou esporadicamente, e não para que os pais possam freqüentar alguma boate!

Portanto, tenhamos sempre em mente que a melhor maneira de demonstrarmos amor é por dar de nós mesmos, de nosso tempo, de nossas energias, de nosso interesse, de nossa atenção, de nossa afeição. É bom contribuir coisas de valor material para a obra de Deus ou para aqueles a quem amamos, pois, são necessárias; mas, nunca nos devemos contentar com tais doações, caso possamos também dar coisas mais valiosas. E, se tivermos a oportunidade de escolher entre as duas maneiras, mostremos melhor o nosso amor, bem como maior sabedoria, por darmos de nós mesmos, conferindo até mesmo “as nossas próprias almas”. Foi isto que o apóstolo Paulo fez, e quão ricamente Deus o abençoou! — 1 Tes. 1:6-10; 2:8.

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