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  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1981
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1981
w81 15/3 pp. 30-31

Perguntas dos Leitores

● Segundo Hebreus 12:22, 23 (A Bíblia na Linguagem de Hoje; Authorized Version), o apóstolo Paulo falou sobre os “espíritos dos homens justos e que se tornaram perfeitos”. Seriam estes “homens” aqueles fiéis sobre os quais Paulo escreveu no capítulo 11 de Hebreus?

Não é nova a sugestão de que essas palavras possam aplicar-se aos homens de fé e fidelidade nos tempos pré-cristãos, até João, o Batizador. Já a Sentinela de 15 de agosto de 1913, páginas 248 e 249 (em inglês), fez cautelosamente esta sugestão, e tal conceito prevaleceu por muitos anos. Neste versículo, a palavra “homens” não ocorre no texto grego original. Por isso, a Tradução do Novo Mundo reza: “E às vidas espirituais dos justos que foram aperfeiçoados.” — Veja A Bíblia de Jerusalém; Almeida; Centro Bíblico Católico, Mateus Hoepers.

Hebreus 11:8-10 menciona Abraão, Isaque e Jacó, e mostra que Abraão partiu da cidade de Ur da Caldéia, e que ele, Isaque e Jacó viveram quais nômades, até que Jacó se mudou para a terra do Egito, nos dias de seu filho José. De modo que, durante este período, eles não viveram num lugar fixo, estabelecido, tal como uma cidade. Nada nas Escrituras Hebraicas diz que Deus prometesse a estes três homens uma “cidade que tem verdadeiros alicerces, cujo construtor e fazedor é Deus”. Este é o comentário de Paulo sobre o assunto. Sem dúvida, esta expressão refere-se ao governo estabelecido de Deus pelo ‘descendente de Abraão’, governo sob o qual estes três patriarcas viverão na terra e atingirão a perfeição humana no fim dos mil anos. — Gál. 3:16.

Quando Deus levou os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó para fora da terra do Egito e para a terra que prometera a Abraão, eles se fixaram nas cidades dos cananeus, sendo Jericó a única que foi destruída pelo poder de Deus. Depois disso, todos os profetas fiéis e mulheres fiéis da antiguidade tiveram residência fixa nas cidades. Por conseguinte, não se podia dizer a respeito deles, assim como de Abraão, Isaque e Jacó, que eles procuravam uma cidade futura na terra. Jerusalém foi destruída no ano 70 E.C., 39 anos após a decapitação de João, o Batizador. De modo que até mesmo os cristãos judaicos viveram naquela cidade visível e terrena até depois da retirada do General Galo de Jerusalém, quando os cristãos passaram a obedecer à ordem profética de Jesus, de sair dela. — Mat. 24:15-22.

Hebreus 13:12-14 menciona Jesus ser pendurado numa estaca, fora das muralhas da Jerusalém terrestre, ou “fora do portão”. Em vista desta situação, Paulo prossegue, dizendo: “Saiamos, pois, a ele, fora do acampamento [assim como o bode expiatório, “o bode . . . para Azazel”, que foi mandado ao ermo, no dia da expiação (Lev. 16:10)], levando o vitupério que ele levou, porque não temos aqui uma cidade que permanece, mas buscamos seriamente aquela que vem.” Esta “cidade” refere-se ao reino celestial, a Nova Jerusalém, que Paulo menciona em Hebreus 12:22.

Os homens fiéis da antiguidade, especialmente desde Abraão até João, o Batizador, não estavam procurando ir para o céu e entrar nessa Jerusalém celestial. Não tinham nenhuma idéia sobre tal coisa. (Mat. 11:11) Não podiam ter tal esperança, porque não foram gerados pelo espírito santo de Deus. João 7:39 prova isso, dizendo: “No entanto, ele disse isso com respeito ao espírito que os que depositavam sua fé nele estavam para receber; pois, por enquanto ainda não havia espírito, porque Jesus ainda não havia sido glorificado.” A geração pelo espírito, de homens e mulheres cristãos, só começou em Pentecostes de 33 E.C. Os gerados pelo espírito santo, a partir de então, aguardavam a vida na cidade celestial prefigurada pela Jerusalém terrena.

Foi por isso que Paulo, escrevendo aos cristãos hebraicos, podia dizer-lhes corretamente, em Hebreus 12:22: “Mas, vós vos chegastes a um Monte Sião [não ao monte Sinai na Arábia] e a uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial, e a miríades de anjos.” No tempo de Paulo, a “congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus” ainda não tinha nem 30 anos de existência, de modo que estava perto do seu início, e seu número era bem inferior a 144.000. A complementação do número de 144.000 dos “primogênitos que foram alistados nos céus” ocorre no fim da chamada Era Cristã, que termina com a “grande tribulação” de Revelação 7:14 e Mateus 24:21, 22. De modo que Paulo e os cristãos hebraicos aos quais ele escreveu apenas estavam chegando a esta “congregação” com respeito ao seu pleno número de membros, 144.000.

A seguir, Hebreus 12:23, 24, diz: “e a Deus, o Juiz de todos, e às vidas espirituais [nota ao pé da página, em inglês: espíritos] dos justos que foram aperfeiçoados, e a Jesus, o mediador dum novo pacto, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o sangue de Abel”. De modo que Deus é o juiz de todos, inclusive dos 144.000 alistados. Os prospectivos membros da “congregação” glorificada, portanto, têm de passar por um período de julgamento, antes de serem aprovados por Jeová, o Juiz Supremo. É por este motivo que o versículo, logo depois de mencioná-lo, passa a dizer, “e às vidas espirituais dos justos que foram aperfeiçoados”. São os membros da “congregação” cristã, gerados pelo espírito, que foram justificados pela fé. (Rom. 5:1; 8:1-4) Por isso, são chamados de “justos que foram aperfeiçoados”.

Por conseguinte, são exortados a apresentarem os seus “corpos como sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus, um serviço sagrado com a [sua] faculdade de raciocínio”. (Rom. 12:1) Saem assim “fora do acampamento, levando o vitupério que ele levou”. (Heb. 13:13) Estes cristãos gerados pelo espírito realmente têm “vidas espirituais” agora na terra e são exortados a andarem segundo o espírito pelo qual foram gerados.

O apóstolo Paulo refere-se às “vidas espirituais” destes cristãos justificados no mesmo capítulo, em Hebreus 12:9: “Não nos sujeitaremos muito mais ao Pai de nossa vida espiritual para vivermos?” O texto grego reza literalmente: “ao Pai dos espíritos”. Ele é o pai da congregação gerada pelo espírito, à qual Paulo estava escrevendo, de modo que a Tradução do Novo Mundo parafraseia aqui a expressão com um toque pessoal, dizendo: “ao Pai de nossa vida espiritual”. Esta expressão vem 14 versículos antes de Hebreus 12:23, de modo que se encontra no contexto imediato.

Em Hebreus 12:1, o apóstolo Paulo desvia a atenção da consideração dos homens e das mulheres fiéis dos tempos pré-cristãos para a congregação cristã, gerada pelo espírito, e para o serviço divino que aguardava estes cristãos gerados pelo espírito. Portanto, em Hebreus 12:23, ele não voltou ao que havia considerado no Heb. capítulo 11. Em vista destes fatos, a expressão “vidas espirituais dos justos que foram aperfeiçoados” apresenta a “congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus” dum ângulo diferente, e, assim, não há nenhuma repetição desnecessária do que foi dito no Heb. 12 versículo 22. Concordemente, não há nenhuma necessidade de tentar aplicá-la a outra classe de pessoas tementes a Deus, tais como os homens e mulheres fiéis dos tempos antigos, desde Abel a João, o Batizador.

Limitando ainda mais todo o texto de Hebreus 12:22, 23, à aplicação à congregação cristã, gerada pelo espírito, Paulo prossegue, dizendo, “e a Jesus, o mediador dum novo pacto, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o sangue de Abel”. (Heb. 12:24) A congregação gerada pelo espírito está neste novo pacto, e, por isso, Jesus é seu mediador. Seus membros são os sobre quem se aspergiu de maneira espiritual o “sangue” de Jesus Cristo, de modo que produz melhores efeitos neles do que faria o sangue do martirizado Abel. (Heb. 11:4) Isso quer dizer que eles já estão realmente justificados ou são declarados justos pela sua fé neste sangue. — Rom. 5:9.

Em harmonia com tudo isso, Paulo prossegue, dirigindo-se aos da congregação gerada pelo espírito, em Hebreus 12:25-28, exortando-os a se mostrarem dignos de seu reino celestial, que é a “cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”, à qual se chegaram. O restante da congregação gerada pelo espírito, de 144.000 membros, está agora muito mais perto das coisas enumeradas por Paulo nos Heb. 12 versículos 22 e 23, do que estavam aqueles cristãos hebraicos do primeiro século. E uma grande multidão de “outras ovelhas” alegra-se junto com eles que é assim. Hoje, realmente, esta “grande multidão” está andando pela fé, do mesmo modo que os homens e as mulheres fiéis dos tempos pré-cristãos.

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