Provoca a outrem?
SEM dúvida já observou pessoas que, ao serem provocadas, fizeram e disseram coisas que não deviam. Talvez até se sentissem tristes com isso e pedissem desculpas depois. É provável que você mesmo já tenha sentido tal ira e visto o mal que pode ser causado por se agir precipitadamente quando emocionalmente agitado.
Ao passo que talvez reconheça que a pessoa que fica indevidamente provocada deixa de exercer amor cristão, deve reconhecer também o grave erro da pessoa que faz com que a outra fique irada. É verdade que, na vida cotidiana, o amor cristão “não fica encolerizado”. (1 Coríntios 13:5) Mas, é também verdade que o amor cristão não provoca a outrem. Na realidade, provocar a outrem desnecessariamente é manifestação de ódio: “O ódio é o que incita contendas.” (Provérbios 10:12) Naturalmente, há ocasiões em que os que ocupam posição de responsabilidade têm de dar conselhos e correções a outras pessoas, os quais, mesmo que dados de modo amoroso, talvez provoquem essas pessoas. Mas, não é essa a provocação desnecessária na vida cotidiana que estamos considerando aqui.
A pessoa se torna provocativa por falar desprimorosamente com outrem, por ser crítica em vez de perdoadora, por não levar em conta a imperfeição humana de outrem, por continuamente fazer coisas que irritam as pessoas. Nesse caso, dificilmente poderá esperar que lhe advenha o bem, pois procede contrário à própria natureza do homem, que não gosta quando outros o provocam desnecessariamente. Por isso, com o que se parece a pessoa quando fala irrefletidamente? A Bíblia responde: “Existe aquele que fala irrefletidamente como que com as estocadas duma espada.” (Provérbios 12:18) Em que pode isso resultar? “A palavra que causa dor faz subir a ira.” (Provérbios 15:1) Portanto, se provocar a outrem, não fique surpreso de vê-lo ficar encolerizado.
Por conseguinte, é realmente anticristão provocar desnecessariamente a outrem pelo que diz ou faz. Viola o grande princípio, o grande mandamento que Jesus indicou, ao dizer: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22:39) Poderia causar com que o próximo errasse, como se deu no caso de Moisés, em Meribá. (Números 20:1-12) E como Deus se sente a respeito dos que fazem com que outrem erre? A sua Palavra nos diz: “Quem faz que os retos se percam no caminho mau cairá ele mesmo na sua própria cova.” — Provérbios 28:10.
Ao invés de provocar a outrem, a pessoa sábia cura com suas palavras e ações. “A língua dos sábios é uma cura.” (Provérbios 12:18) A pessoa sábia entende que palavras e ações provocativas suscitam a ira dos outros, de modo que evita dizer ou fazer coisas que provoquem a outrem. Esforça-se diligentemente a se controlar, de modo a beneficiar o próximo, em vez de causar-lhe aflição. Antes de adotar um proceder que talvez provoque a outrem, o sábio pergunta a si mesmo: Gostaria eu de que outra pessoa me fizesse ou dissesse isso?
Seja como a pessoa sábia. Esforce-se diligentemente a evitar provocar a outrem. Aplique o princípio delineado por Jesus a respeito das relações humanas, quando disse: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” — Mateus 7:12.