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  • Era Jesus Deus-homem?
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1956
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1956
w56 1/9 pp. 165-166

Era Jesus Deus-homem?

A ENCARNAÇÃO é o ensino, na cristandade, de que “Deus é Homem e o Homem é Deus na Pessoa de Jesus Cristo”. Esta crença é chamada “a doutrina central do cristianismo”. As igrejas católicas e a maioria das protestantes ensinam assim que Jesus era Deus-Homem. Mas, semelhante a outras doutrinas ensinadas pelo clero, esta, também, desafia a lógica e a razão. Em realidade, os teólogos admitem que nenhuma filosofia humana pode explicá-la plenamente. É contraditória e é confusa. Mas, visto que a Bíblia diz que “Deus não é autor de confusão”, nosso interêsse se aviva com as perguntas: Como se originou o ensino da encarnação? Ensina realmente a maior autoridade de tôdas, a Palavra de Deus, que Jesus era o Deus Altíssimo mascarado de homem? - 1 Cor. 14:33, RJ.

A doutrina de que Jesus era Deus-Homem não surgiu senão muito depois da morte de Jesus. O ensino se desenvolveu então gradualmente. Cristalizou-se em 325 E. C., no Concílio de Nicéia. Neste concílio, quem dirigia os assuntos era o imperador pagão, Constantino. Essays in Early Christian History; de Merrill, diz: “Não é provável que Constantino se importasse muito com que doutrina devia sair vitoriosa nas discussões e nos votos. Êle não aspirava, semelhante a Henrique VIII da Inglaterra, ser teólogo. Mas, queria harmonia na Igreja, por razões políticas. . . . Sem dúvida, esperava de antemão que se chegasse a decisões que seriam aceitáveis para ambos os lados.”

Um dos famosos teólogos norte-americanos, Henry P. Van Dusen, esclarece-nos mais o que aconteceu em Nicéia, no seu livro World Christianity (página 72): “O Oriente fervia com discussões das mais violentas sôbre a interpretação teológica correta da pessoa de Cristo. Constantino convocou, portanto, todos os bispos da Igreja a uma reunião em Nicéia, em 325. Os 318 bispos que vieram representavam apenas cêrca de um sexto dos bispos do Império. Como em todos os concílios ecumênicos, vieram predominantemente do Oriente. O principal conselheiro eclesiástico de Constantino, o Bispo Hosius da Espanha, presidiu, com o imperador à sua destra. O pêso da influência imperial dominou as decisões. O resultado foi a forma primitiva do Credo de Nicéia.” Assim, o pagão Constantino, preocupado mais com a política do que com a religião, “dominou as decisões” e determinou aquilo que a cristandade crê em geral até o dia de hoje. Portanto, a aceitação, por parte da cristandade, da teoria de Jesus ser Deus-Homem, baseia-se num imperador pagão.

Não foi senão no Concílio de Calcedônia, em 451, que se definiu a doutrina da encarnação. O que é bastante revelador quanto àquele concílio, bem como quanto ao de Nicéia, é que eles “resolviam as questões por assimilação. Alguns disseram que Jesus era homem. Alguns disseram que Jesus era Deus. O concilio, composto de cristãos desviados, decidiu que Jesus era Deus-Homem. De modo que cada um dos disputantes, preparado para a luta, podia aceitar a fórmula com satisfação razoável por simplesmente sublinhar aquela parte que se enquadrava nos seus próprios interesses. O Dr. Van Dusen diz, no seu World Christianity: “O resultado de três séculos de controvérsia acesa, em duas fases sucessivas, foi a recusa resoluta da Igreja Católica de escolher sua resposta dum firme, embora algo confuso, ‘tanto . . . como’ ao insistente ‘ou [um] . . . ou [outro]’ dos disputantes. Nicéia, Constantinopla, Calcedônia são os marcos sucessivos na rota tortuosa. . . . Em Calcedônia, século e meio depois de Nicéia, o mesmo método de solução foi empregado ainda mais abertamente não ’ou [um] . . . ou [outro]’, mas ’tanto. . . como’, uma solução por inclusão, ao invés de por rejeição, com qualquer sacrifício da coerência e da razão.“

Ficou seu entendimento de Cristo Jesus influenciado pelo Concílio de Calcedônia? A maioria dos cristãos professos nem mesmo sabe que aquêle concílio foi responsável pela definição da doutrina; não obstante, “a fórmula de Calcedônia”, escreve o Dr. Van Dusen, na página 75, “resolveu o dilema por afirmar, lado a lado, as contenções contraditórias dos dois partidos em disputa, sem tentar seriamente uma reconciliação”. Que modo de resolver um dilema! E assim, a definição calcedônia da natureza de Cristo (“duas naturezas, sem confusão, sem divisão, sem separação, . . . nem divididas, nem separadas em duas pessoas, mas uma só”)tem sido chamada com razão, conforme diz o Dr. Van Dusen, “para a mente lógica, tolice destilada”.

“O PRINCÍPIO DA CRIAÇÃO POR DEUS”

Não importa o que qualquer concílio ou qualquer homem diga sôbre a natureza de Jesus, a única autoridade fidedigna é a própria Palavra de Deus, da qual Jesus disse: “A tua palavra é a verdade.” (João 17:17) Esta Palavra de Deus revela que Jesus é o Filho de Deus, não o próprio Jeová Deus. Acêrca da sua relação com seu Pai, Jesus explicou: “O Pai é maior do que eu.” (João 14:28) Jesus condenou a hipocrisia; no entanto, de que crassa hipocrisia seria êle mesmo culpado se tivesse sido o Deus Altíssimo revestido de carne! Jesus não era o próprio Deus, pois mesmo na sua existência pré-humana era espírito criado, chamado “A Palavra”. A Palavra era uma poderosa criatura espiritual e como tal pode corretamente ser chamada “um deus”, mas não “o Deus”. Por isso reza uma tradução acurada de João 1:1 (NM): “Originalmente existia a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era um deus.”

Êste texto não diz que a Palavra existia sempre. Somente Jeová Deus é “de eternidade até a eternidade”. (Sal. 90:2) Houve tempo em que a Palavra foi criada. Jesus apresentou os fatos verídicos acerca de si mesmo em Apocalipse 3:14 (NM), onde disse: “Estas são as coisas que diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação por Deus.”

De modo que Jesus, na sua existência pré-humana, era o próprio começo da criação de Jeová. Depois disso, Jeová usou a Palavra para produzir tôdas as outras criações: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de tôda a criação, porque mediante ele foram criadas todas as outras coisas.” (Col. 1:15, 16) Quando o “primogênito” de Deus veio à terra, a fôrça vital da Palavra foi transferida do céu para o óvulo no ventre de Maria. Isso significava que a Palavra tinha de pôr de lado sua glória celestial, sua vida espiritual. Isto ele fêz: “Cristo Jesus, que, embora subsistisse em forma de Deus, não deu consideração à usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus. Não, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de escravo e chegando a ser na semelhança dos homens.” - Fil. 2:5-7, NM.

“UM POUCO MENOR QUE OS ANJOS”

Visto que Jesus, como a Palavra, “esvaziou-se a si mesmo” de sua glória celestial, ele não era um poderoso espírito no revestimento carnal dum bebê, apenas pretendendo ser ignorante como um bebê recem-nascido. Jesus foi realmente feito carne. Seu apóstolo João escreve: “De modo que a Palavra se tornou carne e residiu entre nós.” (João 1:14, NM) Quando a Palavra “se tornou carne”, ele não era mais criatura espiritual. De fato, tinha de ser homem no verdadeiro sentido para cumprir este texto: “Aquele Jesus, que foi feito um pouco menor que os anjos, nós vemos, . . . coroado de glória e de honra.” Se Jesus tivesse sido Deus-Homem, não poderia ter sido realmente “menor que os anjos”. Nem é razoável pensar-se que o grande Soberano do universo, de quem está escrito que “ninguém jamais viu a Deus”, assumiria forma humana e ficaria “menor que os anjos”. - Heb. 2:9; 1 João 4:12.

Houve ocasiões em que os anjos apareceram aos homens, como no caso em que dois anjos apareceram a Lot. (Gên. 19:1) Este era um caso de verdadeira encarnação. É digno de nota que os anjos que visitaram Lot se materializaram como homens adultos, não como bebês. Se Jesus tivesse sido apenas uma encarnação, então não teria sido necessário que Deus transferisse sua vida ao embrião no ventre da virgem e fizesse que Jesus nascesse como criança desamparada, sujeita a pais humanos; ele ainda podia ter continuado como pessoa espiritual e ter materializado um corpo carnal plenamente desenvolvido, assim como fizeram os filhos de Deus nos dias de Noé, e como fez o anjo Gabriel perante Maria.

A ENCARNAÇÃO ANULA O RESGATE

Um dos ensinos principais da Bíblia é o resgate. O pecado e a morte sobrevieram a humanidade quando o homem perfeito, Adão, transgrediu a lei de Jeová. Para que a humanidade obediente possa ser liberta da condenação do pecado e da morte, tem de se pagar um resgate. Este tem de ser o equivalente exato do homem perfeito, Adão, pois a lei de Deus exige a exatidão: “Tens de dar alma por alma, olho por ôlho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.” De modo que, para Jesus prover o resgate, ele tinha de ser homem perfeito, nem mais, nem menos. Além disso, se Jesus tivesse sido espírito revestido de carne, não podia ter realmente morrido às mãos do homem; e, se ele não tivesse morrido realmente, vemos novamente que o resgate não podia ter sido provido. Mas, a Bíblia está clara sôbre o ponto de que Jesus provou o resgate e que ele era homem, não Deus revestido de carne: “Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, que se deu a si mesmo em resgate correspondente por todos.” - Êxo. 21:23, 24; 1 Tim. 2:5, 6, NM.

Mas, que se pode dizer então de 1 Timóteo 3:16, que na Versão Figueiredo diz que “Deus se manifestou em carne”? Êste não é um texto acurado. De fato, quase todos os manuscritos antigos e quase todas as versões, inclusive a Vulgata latina, tem no seu texto “Aquele que” em vez de “Deus”. A maioria das traduções modernas escolhe “Ele”. Assim, a Tradução do Nono Mundo (em inglês) verte-o corretamente: “Ele foi manifestado em carne”, referindo-se à Palavra, que se tornou o homem Cristo Jesus.

Então, o que foi que aprendemos? Isto se tornou dominadoramente claro: (1) O Concílio de Calcedônia, em vez de rejeitar o mau, misturou o erro de que Jesus era Deus com a verdade de que era homem, tendo no fim “tolice destilada“; (2) Jesus, na sua existência pré-humana, não era Deus, mas sim o Filho de Deus, “o princípio da criação por Deus; (3) Jesus tinha de ser homem verdadeiro, não Deus-Homem, para ser “menor que os anjos“: (4) se Jesus tivesse sido um espírito mascarado de carne humana, não teria havido necessidade de que ele nascesse como bebê, e, (5) a fim de prover o sacrifício de resgate, Jesus tinha de morrer como homem perfeito, nem mais, nem menos.

A conclusão inevitável é que a Palavra de Deus não ensina que Jesus era Deus-Homem. Ela ensina que, na terra, ele era homem perfeito, um perfeito organismo humano. Os que ensinam que era Deus-Homem, ensinam uma religião falsa. Violam a regra estabelecida pelo apóstolo de Cristo: “Não ultrapasseis o que está escrito.” - 1 Cor. 4:6, ARA.

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