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  • A transubstanciação, fato ou ficção?

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  • A transubstanciação, fato ou ficção?
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1958
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w58 1/3 pp. 132-135

A Transubstanciação, Fato ou Ficção?

HOUVE tempo em que não era seguro fazer a pergunta se a transubstanciação era fato ou ficção. Isto se dava em épocas tais como em 1410. Naquele ano, John Badby, alfaiate inglês, foi queimado na estaca na Praça Smithfield em Londres, porque ele não podia entender como Cristo, assentado à ceia, podia oferecer seu próprio corpo aos apóstolos, para comerem dêle!

E não se fala apenas de leigos, mas também de sacerdotes católicos como tendo sido queimados vivos por duvidarem da transubstanciação. De fato, somos informados de que a negação dêste ensino fez correr rios de sangue e que é provável que mais pessoas tenham sido mortas por duvidarem dêle do que por duvidarem de quaisquer outros ensinos católicos romanos.

A respeito da transubstanciação, The Encyclopedia Britmnica (9.ª ed.) declara: “A Igreja de Roma ensina que toda a substância do pão e do vinho, na Eucaristia, é convertida por consagração no Corpo e no Sangue de Cristo, de modo tal, que Cristo, na Sua inteireza, inclusive sua alma humana e Sua natureza divina, é contido nos elementos; e isso, por uma transmutação tão cabal, que todo o Cristo não está somente contido no vinho, bem como no pão, mas, com a mesma inteireza, em cada partícula de pão, e em cada gota de vinho.” O Concílio de Latrão, de 1215, declarou amaldiçoado a todo aquêle que de algum modo duvidasse da transubstanciação.

Afirma-se que o milagre da transubstanciação é um mistério da mesma magnitude e igualmente incompreensível como a trindade, constituindo ela, junto com o ensino da encarnação — o de que Jesus Cristo, enquanto na terra, era tanto humano como divino — os três grandes “mistérios que ultrapassam em muito as capacidades da razão”. A respeito dêste aspecto da transubstanciação declarou Hildebert, do século treze: “A força da razão humana parece falhar mais no Sacramento do corpo e do sangue do Senhor, que em qualquer outra obra do poder divino.” Êle pergunta adicionalmente: “Que entendimento pode compreender de que modo a carne de Cristo chega a nós diariamente do céu para o altar, e do altar para nós, sem contudo deixar o céu do qual vem?”

Não é de admirar-se que êste ensino resultasse em muita discussão na Idade Média, e que teólogos ou instrutores católicos, tais como Duns Scot, observaram que “as palavras das Escrituras poderiam ser explicadas’ mais livre e fàcilmente sem a Transubstanciação”. Mas, evidentemente para evitar dificuldades, êle foi da opinião de que “a coisa principal é aceitar a respeito do Sacramento aquilo que a Santa Igreja Romana aceita”.

SEM APOIO BÍBLICO

Se a transubstanciação é fato ou ficção depende do significado das palavras de Jesus em Mateus 26:26, 28 (Versão Soares, católica), onde é citado como dizendo, entre outras coisas, “isto é o meu corpo”, “isto é o meu sangue do novo testamento”. É razoável e coerente com o resto da Bíblia afirmar-se que estas palavras indicam que se realizou um milagre misterioso e incompreensível da maior magnitude? Não, não é.

Em primeiro lugar, notemos que em parte alguma das Escrituras se apresentam como verdades divinas mistérios incompreensíveis que se choquem com a razão. Ao contrário, faz-se constante apelo à sensatez e à razão, segundo as evidências. Por isso se usaram milagres óbvios para fixar a comissão divina tanto de Moisés como de Jesus Cristo. Os Servos de Deus, desde o princípio até o fim, apelaram para a razão: Eliú arrazoou com Jó e seus amigos falsos. Malaquias arrazoou com o sacerdócio infiel. Paulo arrazoou com os judeus nos seus mercados e nas suas sinagogas, e com os filósofos gregos na Colina de Marte. Êle arrazoou também eficazmente do efeito para a causa, para estabelecer a fé na existência de Deus. E acima de todos os outros, foi Jesus quem apelou para a razão.

É uma flagrante violação da razão alegar-se que, quando Jesus disse “isto é o meu corpo”, o pão tornou-se literalmente seu corpo, contrário à evidência da sensatez dos apóstolos. Não foi o milagre de Moisés, de mudar seu bastão numa serpente, aparente para todos! Foi. Nem houve qualquer dúvida a respeito do milagre quando Jesus mudou água em vinho. E, quando êle alimentou os cinco mil e os quatro mil, não se exigia fé para crer-se que êle fêz isso, pois havia tôdas aquelas sobras, enchendo muitos cêstos, em adição ao fato de a multidão estar saciada. Todos êstes milagres tinham uma finalidade prática e, em vez de exigirem fé para serem aceitos, serviram para firmar a fé.

Quanto a que Jesus se referia, não lemos vez após vez que certa coisa é isso ou aquilo, querendo dizer que representa ou significa isso ou aquilo! Certamente. As próprias versões católicas provam isso. Assim é que a Versão Soares verte Gênesis 41:26: “As sete vacas formosas, e as sete espigas cheias, são sete anos de abundância”; enquanto que o Padre Antônio Pereira de Figueiredo o verteu: “As sete vacas formosas, e as sete espigas gradas, denotam sete anos de abundância; e compreendem a mesma virtude do sonho.” Novamente, Daniel 7:17, Soares, reza: “Êstes quatro grandes animais são quatro reinos, que se levantarão da terra”, enquanto o Monsenhor Knox o verte em inglês: “São apenas reinos terrestres que êstes representam, êstes quatro animais que viste.”

Além disso, note-se que, segundo Soares, Gálatas 4:24 reza: “Porque estas são os dois testamentos”, enquanto que o Padre A. Negromonte traduz o versículo: “Estas duas mulheres simbolizam as duas alianças.” Encontramos especialmente que Jesus usava linguagem figurada; de fato, somos informados de que não falava nem ensinava sem ilustrações. Usava continuamente metáforas e comparações na pregação das boas novas do reino de seu Pai? “Eu sou a videira; vós sois as varas.” “Eu sou a porta das ovelhas.” “Eu sou o bom pastor, conheço as minhas ovelhas.” (João 15:5; 10:7, 14) É claro, pois, que versões tais como a de Moffatt e a Tradução do Novo Mundo estão plenamente justificadas em verter as palavras em questão, em Mateus 26:26, 28: “Isto significa meu corpo” e “isto significa meu “sangue“.

Se o vinho se tivesse tornado realmente sangue de Jesus, então Jesus não feria falado do seu derramamento como ainda no futuro: “o qual será derramado por muitos”. Nem se teria referido ao conteúdo do cálice como sendo o fruto da videira: “E digo-vos: desta hora em diante não beberei mais deste fruto da videira até àquele dia, em que o beberei novo convosco no reino de meu Pai.” — Mat. 26:28, 29, Soares.

OPOSTA AO RESGATE

A ficção da transubstanciação é oposta a um dos ensinos mais básicos da Bíblia, o sacrifício resgatador de Jesus Cristo, conforme se vê de Mateus 20:28 e 1 Timóteo 2:5, 6. Segundo o apóstolo Paulo mostra em Hebreus 9:22: “Sem derramamento de sangue não há remissão.” (Ne) A transubstanciação envolve admitidamente um “sacrifício exangue”, e por isso não pode remir os pecados, conforme se alega.

Depois, também, Paulo insistiu repetidamente, em Hebreus capítulos 9 e 10, que Jesus Cristo morreu apenas uma vez, que se precisava apenas de um único sacrifício. É por isso uma negação das palavras de Paulo alegar-se que se necessitam de outros sacrifícios, e é blasfêmia afirmar-se que homens imperfeitos podem criar o divino Cristo cada dia de novo e sacrificá-lo.

E isso não é tudo. Paulo mostra nitidamente que, assim como o sumo sacerdote em Israel entrou no santíssimo com o sangue de animais sacrificados para fazer expiação, assim também Jesus Cristo entrou no próprio céu, com o valor ou mérito de seu sacrifício, para fazer expiação pelos seus seguidores. Nenhum sacerdote humano pode entrar no céu para aparecer a favor de outros, a fim de obter-lhes perdão, visto que “a carne e o sangue não podem possuir o reino de Deus”. — 1 Cor. 15:50, So.

E se Jesus, ao dizer “isto é meu corpo, meu sangue’, tivesse mudado miraculosamente o pão e o vinho em sua própria carne e sangue, realizando o milagre mais notável de seu ministério, de certo não só teria isso sido explicitamente declarado, mas teria sido feito o ponto mais destacado em tôdas as Escrituras Gregas Cristãs. A transubstanciação, porém, não é nem mesmo mencionada, muito menos considerada, visto que não é um fato, mas apenas ficção. Ela não é ensinada na Bíblia.

A ORIGEM DO ENSINO

Então como podemos explicar que êste ensino seja a própria chave da maior religião da cristandade? Por causa duma apostasia, assim como Jesus e seus apóstolos avisaram. Admite-se que muitos ensinos e práticas pagãos foram introduzidos na igreja. Os gregos tinham um pão divino e também um néctar divino, ou ambrosia, que seus deuses mitológicos bebiam e que supostamente transmitia a imortalidade. Os hindus tinham uma crença similar.

Que alguma coisa possa ser transubstanciada, mudada de uma substância para outra, sem mudar de aparência, baseia-se no êrro de Aristóteles, de que toda matéria tem uma substância básica e invisível da qual é realmente constituída, bem como suas características externas, visíveis, tais como cor, forma, contextura, cheiro, paladar, etc., conhecidos como “acasos”. Informa-se-nos que os primitivos teólogos alexandrinos “tomaram obviamente emprestadas expressões da terminologia dos mistérios gregos”.

Como no caso da trindade, o ensino cresceu gradualmente, conforme mostrado tão claramente na Encyclopcedia Britannica (1942), Vol. 8, págs. 795-797. O têrmo “transubstanciação” só apareceu no século onze. Sua constituição em dogma oficial da Igreja Católica Romana, em 1215, deu início ao flagelo de torturas e do homicídio de milhares e milhares de judeus à base do boato de que tinham “dessagrado a hóstia” furando-a com agulhas ou esmagando-a sob o pé, como se os judeus acreditassem na ficção da transubstanciação! Wiclef expressou-se inequivocamente contra este ensino, como também o fez Zwingli. Lutero, porém, parecia relutante em abandoná-la.

A ficção da transubstanciação tem causado muito dano. Ela fomenta a idolatria, visto que tanto os sacerdotes como o povo adoram a “hóstia” como sendo o corpo de Cristo, quando o sacerdote diz: “Hoc est autem corpus meum”, tocando então uma campainha. Em vista da afirmação que somente um sacerdote ordenado pode celebrar o ofício da missa e proferir as palavras de consagração, o povo é inteiramente dependente dos seus sacerdotes quanto a obter o perdão dos pecados.

Deveras, a razão, os fatos e as Escrituras unem-se para provar que a Bíblia não ensina a transubstanciação e que ela é ficção e não fato.

REFERÊNCIAS: England in the Age of Wycliffe, Trevelyan, págs. 173, 174, 334, 335; History of the Doctrine of the Holy Eucharist, Stone, Vol. 1, págs. 30, 276, 374, 376; Commentary de Clarke, Mateus 26:26; The Catholic Encyclopedia, Vol. 5, pág. 573; Transubstantiation, F. R. Montgomery Hitchcock, D. D., págs. 81, 89; The Encyclopedia Americana (1956), Vol. 27, pág. 13; Studies in the Scriptures, Vol. 2, págs. 99-101; The Two Babylons Hislop, pág. 161.

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