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  • Diocleciano tentou destruir o cristianismo

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  • Diocleciano tentou destruir o cristianismo
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1958
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1958
w58 15/4 pp. 237-239

Diocleciano Tentou Destruir O Cristianismo

Jesus disse a seus seguidores: “Se me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós.” Desde os tempos primitivos, o Diabo tem usado diversos meios para desviar os homens de sua adoração a Jeová Deus. Êle tem empregado sutilmente o materialismo, apelando ao desejo de se possuírem as coisas do mundo ou a aprovação dos homens, intercalando isso com oposição violenta, destinada a lançar o terror nos corações dos que ainda se mantinham firmes; e, caso isso falhasse em desviá-los, então tem procurado destruí-los pela violência, assim como no caso de Cristo Jesus. — João 15:20; Pro. 29:25.

Depois de Cristo ter sido pendurado na estaca, tanto a população como o governo acumulou perseguição sobre a congregação cristã. Em diversos lugares irrompeu severa perseguição e, depois, desapareceu outra vez. Mas no quarto século, sob o imperador romano Diocleciano, iniciou-se um ataque inspirado pelos demônios, abrangendo todo o império e destinado a eliminar todos os sinais do cristianismo. Um medalhão de Diocleciano, que testifica este expurgo, leva a inscrição: “O nome dos cristãos sendo extinto.”1

Os efeitos do cristianismo não podiam passar despercebidos no mundo romano. A adoração verdadeira é mais do que apenas uma forma de devoção; afeta todo o modo de vida dos que a praticam. E os que aderem a ela creem nela e falam dela a outros com persuasão. “Os sacerdotes pagãos, portanto, temendo com boa razão que o cristianismo estendesse grandemente os seus triunfos, para o grande e duradouro prejuízo deles, esforçavam-se em incitar Diocleciano, que sabiam ser tímido e crédulo, por meio de oráculos fictícios e outras imposições, a empreender a perseguição dos cristãos.”2 Quando seus esforços falharam em mover o imperador, êles trabalharam por intermédio de seu genro, Galério, que controlava a parte setentrional do império, sob Diocleciano.

Galério passava o inverno no palácio de Nicomédia, junto com o imperador. Em 23 de fevereiro do ano 303 E. C., o dia da festa dedicada ao deus romano Termo, os esforços de Galério começaram a produzir seus frutos podres quando seus homens invadiram o principal lugar de reunião dos cristãos em Nicomédia, e, não achando outra coisa, queimaram exemplares das Escrituras. No dia seguinte emitiu-se um édito geral: Todas as igrejas cristãs tinham de ser demolidas. Livros e Bíblias tinham de ser queimados. Havia perda dos direitos civis. Os da classe humilde, caso se mantivessem firmes, seriam escravizados. Os escravos nunca podiam ser libertos. Embora, no princípio, “os magistrados fossem impedidos de verter sangue; . . . permitia-se e até recomendava-se ao seu zelo o uso de toda outra severidade”, e não demorou que a recusa dos cristãos, de entregarem seus livros, fosse considerada ampla razão para a punição com a morte.3 Tratava-se dum esforço vigoroso de destruir a Bíblia e toda a memória dela, se possível.

Quando alguém afetado pelo édito arrancou vingativamente a proclamação, êle foi prêso, horrivelmente torturado e finalmente assado vivo, em punição. Quer por acaso, quer de propósito, nas próximas duas semanas irrompeu duas vezes fogo no dormitório de Diocleciano. Se estes incêndios foram causados por professos cristãos ou pelo malévolo Galério, nunca tem sido provado. Mas estes incidentes, junto com outras perturbações, foram rapidamente aproveitados e usados espertamente para suscitar o ódio de Diocleciano contra os cristãos. O imperador, que no início deixara que Galério promovesse a perseguição, assumiu então o papel mais ativo. Parece que vários cristãos serviam no próprio palácio, alguns sendo de confiança, com bastante responsabilidade, mas, nem mesmo estes foram poupados.

Quando viu que as suas leis não faziam os cristãos abandonar sua adoração, ele ficou furioso. “O ressentimento, ou os temores de Diocleciano, levaram-no, por fim, além dos limites da moderação que até então observara, e ele declarou, numa série de éditos cruéis, sua intenção de abolir o nome cristão. . . . mandou-se aos governadores das províncias que apreendessem todas as pessoas da ordem eclesiástica; e em pouco tempo se encheram as prisões destinadas aos criminosos mais baixos” com os que ocuparam posições de superintendentes nas congregações.3 Pouco depois seguiu-se outro édito que “mandava que todos estes prisioneiros fossem compelidos, por torturas e punições, a oferecer sacrifícios aos deuses”.2 Era sua esperança que, se conseguisse fazê-los quebrar a sua integridade, os outros seguiriam o exemplo dêles.

Eusébio relata como certos irmãos foram martirizados, como exemplos para aterrorizar as congregações. Êle diz que “se dera a ordem que se permitisse aos que estavam em prisões sair livres se oferecessem sacrifícios, mas que, se recusassem isso, fossem mutilados por inúmeras torturas”. Num caso, o homem foi “mandado oferecer sacrifícios; e, ao recusar fazer isso, deu-se a ordem que fosse alçado nu e que seu corpo fosse rasgado por chicotes, até que cedesse e fizesse mesmo contra a sua vontade aquilo que se lhe mandava. Mas, quando se manteve imutável, mesmo debaixo destes sofrimentos”, êle foi submetido a outras torturas, diabólicas demais para serem relatadas.4

Não tendo êxito nos seus esforços de extirpar a fé cristã dêste modo, o estado dirigiu sua fúria selvagem não somente contra os superintendentes, mas contra todos os que tinham esta fé. “No segundo ano de perseguição, em 304 E. C., Diocleciano publicou o quarto édito, às instigações de seu genro e dos outros inimigos dos cristãos. Por meio dêste édito mandou-se aos magistrados que compelissem todos os cristãos a oferecerem sacrifício aos deuses, e a recorrer a torturas para êste fim.”2 Tanto os éditos imperiais, gravados em metal, como os decretos locais, foram afixados em cada cidade para serem vistos por todos.1 Nunca antes fizera Roma um esforço tão coordenado para abolir a fé cristã. Maximino, na parte ocidental do império, teve especial prazer no expurgo.3 Até mesmo na Espanha encontrou-se uma coluna que tem inscrita as palavras “Diocleciano . . . por ter extinguido o nome dos cristãos”.1

Apenas dois anos depois de lançar o primeiro édito, isto é, em 305 E. C., Diocleciano abdicou. Mas, a perseguição não cessou. Agora que Galério tinha a autoridade suprema, êle satisfez ao máximo seu ódio dos cristãos e sua inclinação à crueldade. A opressão continuou, com diversos graus de severidade, segundo a disposição dos governadores locais, sem interrupção, até pouco antes da morte de Galério, quando êle emitiu um édito de relativa tolerância, ao qual se seguiu no ano 313 uma proclamação de Constantino, de Milão, concedendo liberdade de adoração.

Os fiéis cristãos do quarto século consideraram sua situação assim como o fizeram os três hebreus perante o enfurecido Rei Nabucodonosor: “Se assim for, o nosso Deus a quem nós servimos, pode livrar-nos da fornalha de fogo ardente; e ele há de nos livrar das tuas mãos, ó rei. Mas se não, fica tu sabendo, ó rei, que não havemos de servir aos teus deuses, nem adorar a imagem de ouro que levantaste.” Jeová assevera ao seu povo vitória contínua, em face de toda a oposição, até a sua libertação no novo mundo, quando ele diz: “Eles pelejarão contra ti, mas contra ti não prevalecerão; porque eu sou contigo, diz Jehovah, para te livrar.” — Dan. 3:17, 18; Jer. 1:19.

REFERÊNCIAS

1 The History of the Church of Christ, de Joseph Milner, páginas 258, 270.

2 An Eccesiastical History de Mosheim, segundo a tradução inglêsa de J. S. Reid, páginas 114, 115.

3 History of Christianity, de Edward Gibbon, páginas 270-275, 277.

4 The Ecclesiastical History de Eusébio, Tomo 2, segundo a tradução inglêsa de J. E. L. Oulton, páginas 265, 269.

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