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  • ‘Um homem desprezível’
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1961
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1961
w61 15/3 p. 187

‘Um homem desprezível’

SUETÔNIO, o historiador romano, escreveu uma história sobre doze césares. Filho dum nobre romano, Suetônio obteve grande parte de sua informação, sobre os piores césares, de testemunhas oculares. Ele mesmo viveu quase trinta anos debaixo de césares e teve acesso aos arquivos imperiais e senatoriais. É interessante notar a descrição que ele faz de Tibério César, que na Bíblia é chamado profeticamente de “homem desprezível”, por causa das suas más qualidades. (Dan. 11:21) Suetônio escreve a respeito desta pessoa desprezível na sua obra Os Doze Césares (traduzida para o inglês por Robert Graves):

● “Alguns indícios do caráter selvagem e sombrio de Tibério podiam ser discernidos já na sua juventude. Teodoro, o gadareno, que lhe ensinou retórica, parece ter sido o primeiro a discernir isso, pois, quando repreendia Tibério, chamava-o de ‘lama, amassada com sangue’! Depois de se tornar imperador, enquanto ainda ganhava o apoio popular por dar-se a aparência de moderado, não podia mais haver dúvida de que Teodoro tinha razão. . . .

● “Um pretor perguntou a Tibério se, na sua opinião, devia-se convocar o tribunal para tratar dos casos de lesa-majestade. Tibério replicou que a lei tinha de ser cumprida; e ele a fez cumprir, de modo mais selvagem. Um homem foi acusado de decapitar uma imagem de Augusto para substituir-lhe outra cabeça; seu caso foi julgado perante o Senado, e, quando a evidência se mostrou contraditória, Tibério mandou as testemunhas serem examinadas sob tortura. O ofensor foi sentenciado à morte, o que estabeleceu um precedente para as acusações mais esquisitas: as pessoas podiam então ser executadas por . . . trocarem de roupa perto da imagem de Augusto, ou por levarem um anel ou uma moeda com a efígia de Augusto à privada ou ao bordel; ou por criticarem qualquer coisa que Augusto dissera ou fizera. O clímax velo quando um homem morreu por apenas permitir que sua cidade natal o homenageasse no mesmo dia em que antigamente se tinha homenageado Augusto.

● “Tibério fez tantas outras coisas vis, sob pretexto de reformar a moral pública — mas em realidade para satisfazer seu desejo de ver pessoas sofrer — que se escreveram muitas sátiras contra os males daqueles tempos . . .

● “Poucos dias depois de ir a Capri, um pescador invadiu repentinamente a sua solidão presenteando-o com uma enorme tainha, que carregara para cima pelas escarpas no fundo da ilha. Tibério ficou tão assustado, que mandou que seus guardas esfregassem o rosto do pescador com a tainha. As escamas pelaram-lhe o rosto, e o coitado gritou na sua agonia: ‘Graças ao Céu que eu não trouxe ao César também o grande caranguejo que apanhei!’ Tibério mandou buscar ‘o caranguejo e o fez usar do mesmo modo . . . .

● “Pouco depois, Tibério começou a recorrer a toda espécie de crueldade e nunca teve falta de vítimas: estas foram, primeiro, os amigos de sua mãe e outros conhecidos; . . . por fim, os de Sejano [comandante da Guarda Pretoriana, também executado]. Com a eliminação de Sejano, aumentou a sua selvajaria; o que prova que não foi Sejano, como alguns pensavam, quem o instigou a praticá-la, mas lhe criou apenas as oportunidades que ele exigiu. . . .

● “Tomaria demasiado tempo compilar uma lista detalhada das barbaridades de Tibério; contentar-me-ei com alguns exemplos. Não passou nenhum dia, não importa quão santo, sem uma execução. . . . Muitos dos homens acusados por ele foram punidos junto com seus filhos — alguns realmente pelos seus filhos — e se proibiu aos parentes de observar luto. Recompensas especiais foram dadas aos informantes que os denunciaram, e, em certos casos, até às testemunhas. A palavra dum informante foi sempre crida. . . .

● “Os cadáveres de todos os executados foram lançados nas Escadas do Lamento e arrastados com ganchos até o Tibre — às vezes tantos quantos vinte por dia, inclusive mulheres e crianças. A tradição proibia o estrangulamento das virgens; portanto, quando meninas eram condenadas a morrer deste modo, o executor começava por violentá-las. . . . Em Capri ainda mostram o lugar no penhasco donde Tibério costumava observar as suas vitimas serem lançadas no mar . . .

● “Há muita evidência existente não só do ódio que Tibério granjeou para si, mas do estado de terror em que ele mesmo vivia, e dos insultos que se lançaram sobre ele. . . . As primeiras noticias da sua morte causaram tal alegria em Roma, que o povo percorreu as ruas gritando: ‘Para o Tibre com Tibério!’ e outros fizeram orações à Mãe Terra e aos Deuses Infernais para que não o acolhessem, exceto entre os malditos.”

● Deveras, Tibério César foi homem desprezado.

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