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  • Até onde deve ir a benignidade
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w77 1/7 pp. 385-389

Até onde deve ir a benignidade

A BENIGNIDADE é uma qualidade que apreciamos nos outros. Isto se dá em especial quando nós somos beneficiados por ela. E mesmo quando fazemos algo de errado, esperamos que se tenha benignidade conosco.

Jeová Deus conta a qualidade da benignidade como muitíssimo importante. “A sua benevolência é por tempo indefinido”, diz a Bíblia repetidas vezes. (Sal. 136) O Filho de Deus, Jesus Cristo, conhecia-o melhor do que qualquer outro. Jesus aconselhou seus discípulos a imitarem a Deus, que ‘é benigno até mesmo para com os ingratos e os iníquos’. — Luc. 6:35.

Por isso, é inteiramente apropriado que Deus fixe a benignidade como requisito fundamental para aqueles que querem ter o Seu favor. Ele diz àquele que professa servi-lo: “Ele te informou, ó homem terreno, sobre o que é bom. E o que é que Jeová pede de volta de ti senso que exerças a justiça, e ames a benignidade, e andes modestamente com o teu Deus?” — Miq. 6:8.

Quando se lida com pessoas, podem surgir situações irritantes, que podem de certo modo inibir a benignidade. Isto se dá especialmente quando nos confrontamos com nossos inimigos. Mas, sobre este ponto, Jesus disse: “Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; para que mostreis ser filhos de vosso Pai, que está nos céus.” — Mat. 5:44, 45.

Amar os inimigos e tratá-los com benignidade é provavelmente o mais difícil de todos os deveres do cristão. E, além de ser dever, deve ser feito de coração. “Se o teu inimigo tiver fome, alimenta-o”, e “quando teu inimigo cai, não te alegres; e quando se faz que tropece, não jubile teu coração” — estes são princípios que, no cristão, precisam vir do coração. — Rom. 12:20; Pro. 24:17.

Isto não significa que um cristão não pode repreender outro, raciocinando com ele sobre o erro dele ou a maldade de suas ações. Pode até mesmo ‘repreendê-lo com severidade’, para convencê-lo e para salvá-lo das conseqüências de ele continuar no mau caminho. — Tito 1:13.

Temos o exemplo de Jesus Cristo. Ele foi franco com os seus inimigos. Mas, nunca os tratou de modo grosseiro, nem os ameaçou com represálias pessoais pelos ataques que faziam contra ele. Quando estava na terra, não julgava as pessoas, nem expressava sua condenação pessoal delas. Falava só nos julgamentos de seu Pai. — João 5:30.

Por exemplo, quando falava aos seus inimigos mais ferrenhos, os escritas e os fariseus, ele expunha o que realmente eram, porque Deus lhe revelava a atitude do coração deles. Advertia-os contra o julgamento de Deus, conforme expresso nas Escrituras. Em vez de dizer: ‘Eu sou o Filho de Deus e vou cuidar de que acabeis na Geena’, ele, em vez disso, lhes fez uma pergunta de advertência: “Como haveis de fugir do julgamento da Geena?” (Mat. 23:33) Podiam fazer isso individualmente apenas por abandonarem seu rumo desastroso.

Quando Jesus sofreu a maior crueldade às mãos dos judeus e dos soldados romanos — ele foi tratado pior do que um escravo — “não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava”. (1 Ped. 2:23; Mat. 27:27-31) O discípulo Estêvão, primeiro mártir cristão, seguiu este modelo, quando estava sendo apedrejado pelos judeus, até morrer, orando: “Jeová, não lhes imputes este pecado.” — Atos 7:60.

Aqueles que professam ser cristãos devem cuidar-se de que sua benignidade não seja inferior à benignidade e generosidade às vezes demonstradas por aqueles que não professam ser servos de Deus. No mundo há pessoas que agem segundo a benignidade que faz parte da constituição humana criada por Deus. Mas, por causa da imperfeição humana, esta qualidade se está desvanecendo. Por isso, o cristão precisa esforçar-se a ter certeza de não ser faltoso nesta qualidade vital.

Veja como nos dias dos apóstolos as pessoas na ilha de Malta envergonharam muitos daqueles que professavam servir a Deus. Aquela gente de Malta. inclusive o homem principal da ilha, acolheu Paulo e seus companheiros náufragos, ao todo cerca de 276 pessoas, e mostrou-lhes “extraordinário humanitarismo”. Cuidaram dos náufragos por três meses. E Lucas, que era um do grupo de náufragos, conta que, quando outro barco se tornou disponível, estes ilhéus bondosos “honraram-nos também com muitas dádivas, e, quando nos fizemos à vela, carregaram-nos de coisas para as nossas necessidades”. — Atos 28:1, 2, 10, 11; 27:37.

Que condenação a benignidade destas pessoas era daqueles, nas cidades de Israel, que ouviram o próprio Filho de Deus e viram seus milagres, e ainda assim mostraram-se extremamente cruéis e afrontosos para com ele!

Do mesmo modo hoje, lemos sobre atos de extraordinário humanitarismo, os quais, pelo contraste, podem revelar menos benignidade da parte de alguns que professam ser servos dedicados de Deus. Sem dúvida, Deus observa tal benignidade, se for realmente expressa de coração, e oferecerá a tais pessoas a oportunidade de aprenderem mais sobre ele e sobre as sublimes qualidades dele. As Testemunhas de Jeová ajudarão bondosamente a todas essas pessoas, cujo coração Deus abre ao desejo de conhecê-lo.

Será que há algum tempo em que é apropriado não ser benigno? Obtém-se algum bem com isso? Não. Alguém poderá perguntar: ‘Mas que dizer dos tratos com aqueles que se desviam dos princípios justos de Deus ou que até mesmo mostram um espírito obstinado, rebelde e impenitente? Devemos ser benignos com tais pessoas?

Aqueles que cometem um erro serão muito mais ajudados pela benignidade do que por não se ser benigno, o que na realidade é uma forma de crueldade. Por que deveríamos nós, os que sempre queremos e até mesmo necessitamos da benignidade dos outros, julgar nosso próximo como não merecedor de um tratamento bondoso e cortês? Ele já tem muitos fardos sobre os ombros, sem lhes acrescentarmos a nossa falta de benignidade.

E mesmo quando alguém é violador obstinado e impenitente da lei de Deus, pode algum de nós dizer que ele nunca se arrependerá? Só Deus pode julgar se ele cometeu um pecado imperdoável. (Mat. 12:32) Além disso, a falta de benignidade tende a afastar os transgressores ainda mais do desejo de se arrependerem. — Rom. 2:4.

Mesmo quando uma congregação foi atribulada por divisões, causadas por pessoas rebeldes, o apóstolo Paulo não recorreu à rudeza, mas escreveu: “Ora, eu mesmo, Paulo, suplico-vos pela brandura e benignidade do Cristo.” (2 Cor. 10:1) A palavra grega traduzida aqui por “benignidade” indica justeza, moderação, delicadeza e razoabilidade. Conjuga-se com a brandura. É agradável estar na presença de alguém de quem sabemos que nos dará consideração justa e razoável. Estamos mais aptos a acatar seu conselho.

Portanto, a fim de imitarem a Deus, que todos aqueles que se esforçam a ser testemunhas fiéis de Jeová se empenhem em desenvolver este fruto do espírito de Deus, que resulta na nossa felicidade e endireita a vereda para outros que querem servir a Deus. — Gál. 5:22.

[Capa na página 385]

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