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  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
  • Despertai! — 1978
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  • PRESERVAÇÃO DAS DESCOBERTAS
  • INTERPRETAÇÃO
  • DATAÇÃO
  • ALGUNS DOS PRINCIPAIS SÍTIOS E DESCOBERTAS
  • Babilônia
  • Assíria
  • Pérsia
  • Mari e Nuzi
  • Egito
Despertai! — 1978
g78 22/7 pp. 8-12

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[De Aid to Bible Understanding, Edição de 1971, extraímos a matéria que segue.]

ARQUEOLOGIA. [Continuação]

PRESERVAÇÃO DAS DESCOBERTAS

Com freqüência, é preciso grande engenhosidade para preservar o que o arqueólogo descobre. Vestígios de longo fosso estreito talvez mostram onde certa vez existia uma parede, mas ela foi cuidadosamente escavada por alguém que queria obter pedras como material para estruturas posteriores. Certa mancha padronizada em solo cuidadosamente escavado poderá assinalar os restos de madeira há muito decomposta. Woolley encontrou um “simples buraco no solo”, num túmulo em Ur, daí, descobriu outro. Sentindo haver algo incomum, derramou gesso, e assim encheu um vazio deixado por madeira que se decompusera. O resultado foi “completo molde de gesso de uma harpa, cuja substância há muito já havia desaparecido”, exceto pelos enfeites que mais tarde foram descobertos, grudados no gesso. [Digging Up the Past (Escavando o Passado), p. 93] Materiais soltos são seguros com cera quente e musselina, habilitando os restauradores, mais tarde, a reproduzir fielmente originais que se decompuseram durante milhares de anos.

Esqueletos quase achatados são cobertos por cera quente e linho, daí transportados quase por mela volta do mundo, onde são limpados, endurecidos e exibidos em museus, exatamente conforme foram encontrados. Tábuas de argila que se tornaram mais moles do que queijo durante milênios em solo úmido, são ressecadas cozidas até endurecerem e ficarem firmes, e então são facilmente limpadas, para revelar mensagens antigas.

INTERPRETAÇÃO

Muito depende da observação do arqueólogo. Pela espessura duma coluna, talvez tente calcular a altura original dum aposento. Pelo formato dum prédio, seu uso pode tornar-se razoavelmente evidente. Cerâmica quebrada que ele encontra poderá identificar o ramo de cultura a que tal povo pertencia. O aparecimento súbito de instrumentos de cobre bem fabricados, de um tipo encontrado em outro país, é considerado forte evidência de contato comercial. Rápida mudança no estilo dos vasos (visto que a fabricação de vasos era uma atividade mor mente local) assinala, possivelmente, uma conquista estrangeira. Se o novo estilo de vasos for conhecido, talvez identifique os antigos conquistadores. Cinzas espalhadas sobre um sítio, com marcas de fogo nas paredes, poderá contar algo sobre a destruição do povoado. Uma camada de areia soprada pelo vento indica, provavelmente, que o sítio foi abandonado por algum tempo. Na Palestina, tais mudanças são encontradas na época calculada das conquistas egípcias, bem como na da conquista israelita.

Adornos feitos de pedras preciosas, encontra dos muito distante de seu local de origem, talvez mostram a amplitude do comércio antigo. Ossos espalhados em ruínas indicam que animais domésticos eram conservados, bem como que animais selvagens eram caçados e comidos. Conteúdos secos de jarros antigos mostram que cereais e frutos comiam as pessoas. No que respeita a todos esses métodos de interpretação contudo, é preciso declarar que as conclusões variam entre os arqueólogos, e os conceitos antes entretidos talvez, mais tarde, sejam rejeitados.

DATAÇÃO

Os prédios são datados pelo que se encontra em suas paredes, ou logo abaixo de seu piso. A partir do quinto século A. E. C., e especialmente do terceiro século, abundam as moedas, que ajudam enormemente a datar os prédios em que foram encontradas. Os templos mesopotâmicos podem ser datados pelos tijolos que amiúde contêm, não só o nome do templo e do deus a quem estava dedicado, mas também o nome do rei a quem honrava. As pedras angulares e os depósitos de alicerce egípcios talvez forneçam o nome do Faraó sob o qual foi construído o prédio.

Um método mais engenhoso de se determinarem as datas relativas foi descoberto em 1890 pelo famoso arqueólogo, Flinders Petrie. Na antiga cidade bíblica de Laquis, ele estudou cuidadosamente os cálices e canecas, as jarras e cântaros, nos quais gerações de pessoas comeram e beberam — coisas usadas na vida cotidiana, que eram prontamente jogados fora quando quebrados. Descobriu que os estilos desta cerâmica mudavam em níveis sucessivos, e esboçou uma tabela em que cada tipo de vaso recebia seu lugar na seqüência histórica. Humildes cacos de vasos (pedaços de cerâmica quebrada) são encontrados em quantidade em qualquer escavação, às vezes até de cinqüenta a cem cestas num único dia. Quando um tipo que se encontra na tabela de Petrie também é encontrado numa cidade vizinha, presume se que date aproximadamente da mesma época.

ALGUNS DOS PRINCIPAIS SÍTIOS E DESCOBERTAS

A arqueologia tem servido para confirmar muitas caraterísticas históricas do relato bíblico com respeito a estas terras, e para consubstanciar pontos que, certa vez, eram questionados por críticos modernos. O ceticismo com respeito à Torre de Babel, as negações da existência de um rei babilônio chamado Belsazar, e de um rei assírio chamado Sargão (cujos nomes, até o século dezenove E. C., não eram encontrados em fontes independentes do registro bíblico), e outras críticas adversas quanto aos dados bíblicos relacionados a tais terras, todos eles resultaram ser infundados. Inversamente, uma abundância de evidência escavada harmoniza-se plenamente com o relato bíblico.

Babilônia

As escavações feitas na antiga cidade de Babilônia, e em torno dela, revelaram os sítios de diversos zigurates, ou torres templos piramidais, escalonados, inclusive o templo arruinado de Etemenanqui, dentro dos muros de Babilônia. Registros e inscrições encontrados, a respeito de tais templos, amiúde contêm as palavras: “Seu topo atingirá os céus”, e o Rei Nabucodonosor é registrado como afirmando: “Ergui o topo da Torre escalonada em Etemenanqui, de modo que seu topo se rivalizasse com os céus.” Certo fragmento encontrado ao norte do templo de Marduque, em Babilônia, relatou a queda de tal zigurate, nas seguintes palavras: “A construção deste templo ofendeu os deuses. Numa noite, derrubaram o que havia sido construído. Espalharam nos por toda parte, e tornaram estranha a sua linguagem. Impediram seu progresso.” O zigurate situado em Uruque (Ereque bíblica), segundo verificado, foi feito de argila, tijolos e asfalto. — Compare com Gênesis 11:1-9.

Próximo da Porta de Istar, em Babilônia encontraram-se cerca de trezentas tábuas cuneiformes, relacionadas ao período do reinado do rei Nabucodonosor. Entre as listas dos nomes de trabalhadores e dos cativos que então viviam em Babilônia, aos quais eram fornecidas provisões, aparece o de “Yaukin, rei da terra de Yahud”, isto é, “Joaquim, rei de Judá”, levado para Babilônia no tempo da conquista de Jerusalém por Nabucodonosor, em 618-617 A. E. C., mas que foi solto da casa de detenção por Evil Merodaque, sucessor de Nabucodonosor, e lhe foi concedida uma concessão diária de alimento pelo resto da vida. (2 Reis 25:27-30) Cinco de seus filhos são também mencionados nestas tábuas. — 1 Crô. 3:17, 18.

Encontrou-se evidência abundante do panteão de deuses de Babilônia, inclusive do deus principal, Marduque, comumente citado mais tarde como Bel, e do deus Nebo, ambos mencionados em Isaías 46:1, 2. Grande parte das informações sobre as próprias inscrições de Nabucodonosor refere-se ao seu próprio vasto programa de edificações, que tornaram Babilônia uma cidade tão magnifica. (Compare com Daniel 4:30.) O nome de seu sucessor, Amel-Marduque (chamado Evil-Merodaque em 2 Reis 25:27) aparece num vaso descoberto em Susa (Elão).

Próximo da moderna Bagdá, as escavações na última metade do século 19 resultaram em serem achadas numerosas tábuas de argila e cilindros, inclusive a agora famosa Crônica de Nabonido. Todas as objeções ao registro do capítulo 5 de Daniel, quanto a Belsazar reger em Babilônia na ocasião de sua queda, foram rechaçadas por tal documento, que provava que Belsazar, filho mais velho de Nabonido, era co-regente de seu pai, e que, na parte final de seu reinado, Nabonido confiou o governo de Babilônia a seu filho, Belsazar.

Ur, a antiga cidade de Abraão (Gên. 11:28-31) provou-se similarmente ter sido destacada metrópole, com civilização altamente desenvolvida. Como cidade suméria! localizava-se à margem do rio Eufrates, próxima do golfo Pérsico. Escavações feitas ali por Sir Leonard Woolley indicam que estava no ápice de seu poder e prestígio no tempo da partida de Abraão para Canaã. (Antes de 1943 A. E. C.) Seu templo zigurate é o melhor preservado de todos os já encontrados. Os túmulos reais de Ur forneceram abundantes objetos de ouro e jóias de altíssimo calibre artístico; também instrumentos musicais, tais como a harpa. (Compare com Gênesis 4:21.) Pequeno machado de aço (e não simplesmente de ferro) também foi encontrado. (Compare com Gênesis 4:22.) Aqui, também milhares de tábuas de argila revelaram muitos pormenores sobre a vida há cerca de quatro mil anos passados. Como resultado de tais descobertas, Woolley expressou-se da seguinte forma: “Temos de alterar radicalmente nosso conceito do patriarca hebreu [Abraão], quando vemos que seus anos anteriores foram passados em tal ambiente sofisticado.” — Veja UR.

No sítio da antiga Sippar, no Eufrates, a cerca de 32 quilômetros de Bagdá, encontrou se um cilindro de argila do rei Ciro, conquistador de Babilônia. Ciro, cuja conquista também é descrita na Crônica de Nabonido, reconta sua captura fácil da cidade e também delineia sua diretriz de restaurar às suas terras nativas os povos cativos que moravam em Babilônia, assim harmonizando-se com o relato bíblico a respeito de Ciro, como o conquistador predito de Babilônia, e sobre a restauração dos judeus à Palestina, durante o reinado de Ciro. — Isa. 44:28; 45:1; 2 Crô. 36:23.

Assíria

Em Corsabade, junto a um tributário setentrional do rio Tigre, descobriu-se, em 1843, o palácio do rei assírio, Sargão II, abrangendo cerca de 10 hectares, e a subseqüente prospeção arqueológica trouxe este rei, mencionado em Isaías 20:1, da obscuridade secular para uma posição de proeminência histórica. Em um de seus anais, ele descreve a captura de Samaria (740 A. E. C.) como ponto notável de seu reinado. Também registra a captura de Asdode, descrita em Isaías 20:1. Considerado inexistente outrora, por muitos peritos de destaque, Sargão II é agora um dos mais conhecidos reis da Assíria.

Nínive, capital da Assíria, era um sítio de prospeção que desvendou o imenso palácio de Senaqueribe, contendo cerca de setenta e um aposentos, com lajes esculturais que revestiam 3.011 metros de paredes, uma delas representando os prisioneiros judeus sendo levados ao cativeiro após a queda de Laquis, em 732 A. E. C. (2 Reis 18:13-17; 2 Crô. 32:9) De ainda maior interesse, aqui em Nínive (a moderna Cuiunjique), eram os anais de Senaqueribe, registrados em prismas (cilindros de argila). Em um dos prismas, Senaqueribe descreve a campanha assíria contra a Palestina, no reinado de Ezequias (732 A. E. C.), porém, notavelmente, o jactancioso monarca não faz nenhuma pretensão de ter tomado a cidade, confirmando destarte o relato da Bíblia. (Veja SENAQUERIBE.) O relato do assassínio de Senaqueribe, às mãos de seus filhos, é também registrado em uma inscrição de Esar-Hadom, sucessor de Senaqueribe e é mencionado numa inscrição do rei seguinte, Assurbanipal. (2 Reis 19:37) Em adição à menção do Rei Ezequias, por Senaqueribe, os nomes dos reis judeus, Acaz e Manassés, e os nomes dos reis israelitas Onri, Jeú, Menaém e Oséias, e também Hazael, de Damasco, todos aparecem em registros cuneiformes de vários imperadores assírios.

Pérsia

Próximo de Beistun, Irã (antiga Pérsia), o rei Dario I (521-485 A. E. C.; Esd. 6:1-15) mandou esculpir imensa inscrição, num penhasco de rocha calcária, descrevendo sua unificação do Império Persa e atribuindo seu êxito a seu deus, Auramazda. De valor primário é o fato de a inscrição ter sido registrada em três línguas, a babilônia (acadiana), a “elamita” e o antigo persa, assim servindo como chave para decifrar a escrita cuneiforme assírio-babilônia, até então não decifrada. Milhares de tábuas e inscrições de argila, na língua babilônia, podem agora ser lidas, como resultado desse trabalho

Susã, cenário dos eventos descritos no livro de Ester, foi escavada por arqueólogos franceses entre 1880 e 1890. O palácio real de Xerxes, abrangendo cerca de um hectare, foi descoberto, revelando o esplendor e a magnificência dos reis persas. Os achados confirmaram a exatidão de pormenores registrados pelo escritor de Ester, conforme relacionados à administração do reino persa e à construção do palácio. O livro The Monuments and the Old Testament (Os Monumentos e o Velho Testamento; 1925), de Ira Price (p. 408) comenta: “Não existe nenhum evento descrito no Velho Testamento cujo ambiente estrutural possa ser tão vívida e exatamente restaurado por meio de tais escavações quanto ‘Susã, o Palácio’.”

Mari e Nuzi

A antiga cidade real de Mari (Tel Hariri) sobre o rio Eufrates, a cerca de 240 quilômetros acima do povoado de Hit, era o sítio de prospeções a partir de 1933. Descobriu se enorme palácio, abrangendo cerca de 6,1 hectares, e contendo trezentos aposentos, e seus arquivos apresentaram mais de vinte mil tábuas de argila. O complexo palaciano incluía, não só os apartamentos reais, mas também escritórios administrativos e uma escola para escribas. Grandes murais ou afrescos decoravam muitas das paredes, os banheiros eram dotados de banheiras, e formas de bolo foram encontradas nas cozinhas. A cidade parece ter sido uma das mais notáveis e brilhantes do período do início do segundo milênio A. E. C. Os textos nas tábuas de argila incluíam decretos reais, avisos públicos, contas, pedidos para a construção de canais, eclusas, represas e outros projetos de irrigação bem como correspondência sobre importação e exportação e assuntos estrangeiros. Freqüentes recenseamentos eram feitos, envolvendo impostos e alistamento militar. A religião era destacada, especialmente a adoração de Istar, a deusa da fertilidade, cujo templo também foi encontrado. Praticava-se a adivinhação, como em Babilônia, pela observação de fígados, astronomia, e métodos similares. A cidade foi grandemente destruída pelo rei babilônio, Hamurábi. De especial interesse foi o aparecimento dos nomes de Pelegue, Serugue, Naor, Tera e Harã, todas alistadas como cidades da Mesopotâmia setentrional, e refletindo os nomes dos parentes de Abraão. — Gên. 11:17-32.

Nuzi, antiga cidade a E do Tigre e a SE de Nínive, escavada durante 1925-31, apresentou um mapa inscrito de argila, o mais antigo que já foi descoberto, bem como evidência de compra e venda a prestação, já no início do século quinze A. E. C. Cerca de vinte mil tábuas de argila foram desenterradas, consideradas como tendo sido escritas pelos escribas hurrians, na língua babilônia. Estas contêm uma riqueza de pormenores a respeito da jurisprudência legal daqueles tempos, envolvendo coisas tais como adoção, contratos matrimoniais, direitos de herança, e testamentos. Certos aspectos mostram um paralelo relativamente próximo dos costumes descritos no relato de Gênesis a respeito dos patriarcas. O costume de um casal sem filhos adotar um filho, quer livre quer escravo, para cuidar deles, sepultá-los, e ser seu herdeiro, mostra semelhança com a declaração feita por Abraão, a respeito de seu escravo fidedigno, Eliézer, em Gênesis 15:2. A venda da primogenitura é descrita, relembrando o caso de Jacó e Esaú. (Gên. 25:29-34) Os textos também mostram que a posse dos deuses da família, amiúde pequenas estatuetas de argila, era considerada como a posse duma escritura, de modo que quem possuísse os deuses era tido como tendo o direito às propriedades ou à herança das mesmas. Isto poderá ilustrar a situação que envolvia o tomar Raquel os terafins de seu pai, e a grave preocupação deste em recuperados. — Gên. 31:14-16, 19, 25-35.

Egito

A visão mais de perto fornecida pela Bíblia sobre o Egito se centraliza na entrada de José ali, e na chegada subseqüente e peregrinação da inteira família de Jacó naquele país. Os achados arqueológicos mostram que tal quadro é extremamente preciso, e não seria razoável que alguém que tivesse vivido muito mais tarde o apresentasse (como alguns críticos tentam afirmar que se deu com tal parte do relato de Gênesis). Conforme declara o livro New Light on Hebrew Origins (Nova Luz Sobre as Origens Hebraicas), de Garroy Duncan (p. 174) a respeito do escritor do relato sobre José: “Ele utiliza o título correto usado, e exatamente conforme era usado no período mencionado, e quando não existe nenhum equivalente hebraico, simplesmente adota a palavra egípcia e a translitera para o hebraico.” Os nomes egípcios, a posição de José como encarregado da casa de Potifar, as casas da prisão, os títulos de “o chefe dos copeiros” e “o chefe dos padeiros”, a importância que os egípcios atribuíam aos sonhos, o costume de os padeiros egípcios carregarem cestos de pão na cabeça (Gên. 40:1, 2, 16, 17), as posições de primeiro ministro e administrador de alimentos concedida por Faraó a José, o modo de empossá-lo no cargo, como os egípcios detestavam os pastores de ovelhas, a forte influência dos magos na corte egípcia, a fixação dos israelitas peregrinantes na terra de Gósen, os costumes egípcios de sepultamento — todos esses, e muitos outros pontos descritos no registro bíblico, são claramente consubstanciados pela evidência arqueológica obtida no Egito. — Gên. 39:1 a 47:27; 50:1-3.

Em Carnaque (antiga Tebas), centenas de quilômetros rio Nilo acima, amplo templo egípcio contém uma inscrição em seu muro S, confirmando a campanha do rei egípcio, Sisaque (Sesonque I) na Palestina, descrita em 1 Reis 14:25, 26 e; 2 Crônicas 12:1-9. O gigantesco relevo que representa suas vitórias mostra 156 prisioneiros palestinos manietados, cada um representando uma cidade ou aldeia, cujo nome é fornecido em hieróglifos. Entre os nomes identificáveis acham-se os de Rabite (Jos. 19:20), Taanaque, Bete-Seã e Megido, (onde parte de uma estela, ou colina inscrita de Sisaque, foi escavada) (Jos. 17:11), Suném (Jos. 19:18), Reobe (Jos. 19:28), Hafaraim (Jos. 19:19), Gibeão (Jos. 18:25), Bete-Horom (Jos. 21:22) Aijalom (Jos. 21:24), Socó (Jos. 15:35) e Arade (Jos. 12:14). Ele até mesmo alista o “Campo de Abrão” como uma de suas capturas, sendo a mais antiga referência a Abraão nos registros egípcios. Encontrou se também nesta área um monumento a Mernepta, filho de Ramsés II contendo um hino em que se pode encontrar a única referência ao nome “Israel” nos textos egípcios.

Em Tel El Amarna, a cerca de 483 quilômetros ao N, junto ao Nilo, a partir de Carnaque uma camponesa descobriu acidentalmente tábuas de argila que levaram à descoberta de cerca de 377 documentos em acadiano, procedentes dos arquivos reais de Amenotep III, e seu filho, Aquenatão (Icnatão). As tábuas abrangem correspondência dirigida ao Faraó da parte de príncipes vassalos de numerosas cidades reinos da Síria e da Palestina, inclusive algumas do governador de Urusalim (Jerusalém), e revelam um quadro de feudos e intrigas bélicas que se enquadram completamente na descrição bíblica daqueles tempos. Os “habirus”, a respeito dos quais são feitas numerosas queixas nessas cartas, têm sido relacionados por alguns aos hebreus, mas a evidência tende a indicar que eram, ao invés disso, simplesmente outros povos nômades que ocupavam baixa escala social na sociedade daquele período.

Elefantina, uma ilha do Nilo, perto do extremo S do Egito (próxima a Assuã), que tem esse nome grego, era o local duma colônia judaica depois da queda de Jerusalém, em 607 A. E. C. Grande número de documentos, mormente em papiro, foram descobertos aqui em 1903, datando do quinto século A. E. C., e do reinado do Império Medo Persa. Escritos em aramaico, os documentos mencionam Sambalá, governador de Samaria. (Nee. 4:1) No entanto, são interessantes principalmente por serem quase que contemporâneos da escrita das cartas apresentadas no capítulo quatro de Esdras, como sendo trocadas entre o rei persa e os oponentes dos judeus, por volta do ano 522 A. E. C. Eminentes peritos haviam criticado anteriormente o registro bíblico sobre tais cartas como não sendo autêntico e como não sendo representativo daquela época. Os Papiros Elefantinos, contudo, consubstanciam o registro da Bíblia, ao mostrar que o aramaico usado no livro de Esdras é característico daquele período, e que as cartas registradas acham se escritas num estilo e numa linguagem similares aos de tais papiros.

Sem dúvida, os achados mais valiosos, feitos no Egito, têm sido os fragmentos e partes de papiros dos livros da Bíblia, tanto das Escrituras Hebraicas como das Gregas, remontando lá ao segundo e terceiro séculos E. C. O clima seco e o solo arenoso do Egito o tornaram excelente depósito para a preservação de tais documentos em papiro. — Veja MANUSCRITOS DA BÍBLIA.

[Continua]

[Foto na página 8]

A Crônica de Nabonido.

[Foto na página 10]

O Prisma de Senaqueribe.

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