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  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
  • Despertai! — 1978
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  • ARQUEOLOGIA. [Continuação]
  • Palestina e Síria
  • Evidência arqueológica relacionada às Escrituras Gregas Cristãs
Despertai! — 1978
g78 22/8 pp. 24-27

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[A matéria abaixo foi selecionada do compêndio bíblico, Aid to Bible Understanding, Edição de 1971]

ARQUEOLOGIA. [Continuação]

Palestina e Síria

Cerca de seiscentos sítios datáveis têm sido escavados em tais áreas. Muitos dos dados obtidos são de natureza geral, apoiando o registro bíblico numa base ampla, ao invés de se relacionarem especificamente a certos pormenores ou eventos. Como exemplo, fizeram-se esforços, no passado, de desacreditar o relato da Bíblia sobre a desolação completa de Judá durante o cativeiro babilônico. As escavações, contudo, consubstanciam coletivamente a Bíblia. Como declara W. F. Albright: “Não existe um único caso conhecido de uma cidade de Judá mesmo ter sido continuamente ocupada durante todo o período do exílio. Justamente para indicar o contraste, Betel, que jazia logo adiante das fronteiras setentrionais de Judá, nos tempos pré-exílio, não foi destruída naquele tempo mas foi continuamente ocupada até a parte final do sexto século.” — The Archaeology of Palestine (Arqueologia da Palestina), p. 142.

Bete-Sã (Bete-Seã), antiga cidade-fortaleza que guardava a via de acesso ao Vale de Esdrelom, do lado E, foi um sítio de escavações principais que revelaram dezoito níveis diferentes de ocupação, exigindo a escavação de mais de 21,30 metros. O relato bíblico mostra que Bete-Sã não se achava entre as aldeias originalmente ocupadas pelos invasores israelitas, e que, no tempo de Saul, era ocupada pelos filisteus. (Jos. 17:11; Juí. 1:27; 1 Sam. 31:8-12) As escavações em geral apóiam este registro e indicam uma destruição de Bete-Sã algum tempo depois da derrota dos israelitas próximo de Silo. (Jer. 7:12) De interesse especial foi a descoberta de certos templos cananeus em Bete-Sã. Primeiro Samuel 31:10 declara que os filisteus colocaram a armadura do rei Saul “na casa das imagens de Astorete e prenderam seu corpo morto à muralha de Bete-Sã”, ao passo que 1 Crônicas 10:10 afirma que “puseram a armadura dele na casa do seu deus, e o crânio dele prenderam à casa de Dagom”. Dois dos templos escavados eram do mesmo período e um deles fornece evidência de ser o templo de Astorete, ao passo que o outro, segundo se pensa, é o de Dagom, assim se harmonizando com os textos acima quanto à existência de dois templos em Bete-Sã.

Em Debir (Tel Beit Mirsim), em Judá meridional, os arqueólogos escavaram dez camadas dentro de uma área de 2,8 hectares. O sítio mostrava sinais de grande destruição, seguido pelo que se considera evidência da ocupação israelita. Camadas posteriores indicavam uma destruição parcial no tempo de Senaqueribe; sinais de duas invasões por Nabucodonosor foram encontrados, o segundo indicando completa destruição, após o que o sítio continuou desabitado. (2 Reis, caps. 24, 25) Debir, segundo se descobriu, também era um centro principal da indústria de tecelagem e tingimento, possuindo cerca de vinte ou mais fábricas de tintura. Em um pilar escavado, que continha uma inscrição, representava-se uma deusa-serpente cananéia.

Eziom-Géber, cidade portuária de Salomão no golfo de Acaba, escavada em 1937-1940, apresentou evidência de uma fundição de cobre, encontrando-se escória de cobre e pedaços de minério de cobre numa colina artificial em tal região. No entanto, as conclusões originais do arqueólogo Nelson Glueck, a respeito do sítio, foram radicalmente revistas por ele num artigo em The Biblical Archaeologist (O Arqueólogo Bíblico; Vol. XXVIII, setembro de 1965). Seu conceito de que havia um sistema de “alto-forno” de fundição ali empregado baseava-se na descoberta do que se imaginava serem “buracos de chaminé” no prédio principal escavado. Ele chegou agora à conclusão de que tais orifícios nas paredes do prédio são o resultado da “decomposição e/ou da queima de vigas de madeira colocadas na largura das paredes, com finalidade de juntura ou escoramento”. O prédio, que anteriormente se imaginava ser uma fundição, é, segundo se crê agora, um depósito de cereais. Ao passo que ainda se crê que foram realizadas operações metalúrgicas ali, não se considera agora como tendo as dimensões anteriormente supostas. Isto sublinha que os dados arqueológicos dependem primariamente da interpretação individual do arqueólogo, interpretação esta que de forma alguma é infalível. A própria Bíblia não menciona nenhuma fundição de cobre em Eziom-Géber, descrevendo somente a fundição de itens de cobre num local no vale do Jordão. — 1 Reis 7:45, 46.

Hazor, na Galiléia, foi descrita como sendo “a cabeça de todos estes reinos” nos tempos de Josué. (Jos. 11:10) Escavações feitas ali mostravam que a cidade certa vez ocupava 61 hectares, tendo grande população, tornando-a uma das principais cidades daquela região. Salomão fortificou a cidade, e a evidência daquele período indica que era uma cidade de carros, com estábulos e abrigos de carros, similares aos encontrados em Megido. — 1 Reis 9:15, 19.

Jericó esteve submetida a escavações durante três expedições diferentes (1907-1909; 1930-1936; 1952-1958), e as interpretações sucessivas das descobertas demonstram novamente que a arqueologia, como outros campos da ciência humana, não é uma fonte de informações positivamente estável. Cada uma das três expedições apresentou dados, mas cada uma chegou a conclusões diferentes quanto à história da cidade, e, especialmente, quanto à data de sua queda diante dos conquistadores israelitas. De qualquer modo, os resultados combinados, pode-se dizer, apresentam o quadro geral delineado no livro Biblical Archaeology (Arqueologia Bíblica; 1957), de G. Ernest Wright (p. 78), que declara: “A cidade sofreu terrível destruição, ou uma série de destruições entre os séculos 16 e 13 A. C., e permaneceu virtualmente desocupada durante séculos.” A destruição foi acompanhada de intenso fogo, conforme demonstrado pela evidência escavada. — Compare com Josué 6:20-26.

Em Jerusalém, em 1867, descobriu-se antigo túnel de água, que ia da fonte de Giom até a colina por trás dela, com um veio vertical ali dando para o que certa vez fora a cidade velha de Jebus. Isto talvez ilustre o relato da captura da cidade por Davi, em 2 Samuel 5:6-10. Em 1909-1911, foi limpo o inteiro sistema de túneis ligados com a fonte de Giom. Certo túnel conhecido como o de Siloé, tinha em média 1,80 metros de altura e foi aberto em rocha maciça a uma distância de uns 533 metros de Giom até o tanque de Siloé, no Vale Tiropeom (dentro da cidade). Parecia assim ser o projeto do Rei Ezequias, descrito em 2 Reis 20:20, e 2 Crônicas 32:30. De grande interesse era a antiga inscrição encontrada na parede do túnel, em primitiva escrita hebraica monumental, descrevendo o corte do túnel e sua extensão. Tal inscrição é usada como comparação em datar outras inscrições hebraicas encontradas.a

Laquis, a cerca de 48 quilômetros a SO de Jerusalém, era uma das principais fortalezas que protegiam a região de colinas judaica. Em Jeremias 34:7, o profeta conta sobre as forças de Nabucodonosor lutarem contra “Jerusalém e contra todas as cidades de Judá que sobravam, contra Laquis e contra Azeca; porque elas, as cidades fortificadas, eram as que restavam dentre as cidades de Judá”. Escavações em Laquis apresentaram evidência de destruição por fogo duas vezes, no período de alguns anos, o que se crê representar dois ataques por parte dos babilônios (618-617 e 609-607 A. E. C.), após o que jazia desabitada por longo período.

Nas cinzas da segunda queima foram encontradas dezoito ostracas (pedaços de cerâmica contendo escrita), que se crê representar correspondência mantida pouco antes da destruição da cidade pelo ataque final de Nabucodonosor. Conhecidas como as Cartas de Laquis, tais escritos refletem um período de crise e de ansiedade, e parecem ter sido escritas dos restantes postos avançados das tropas judaicas a Iaoxe, comandante militar em Laquis. A carta número IV contém a declaração: “Que IHVH [Tetragrama, Jeová] permita que meu senhor ouça até mesmo agora boas notícias. . . . estamos vigiando as estações de transmissão de sinais de Laquis, segundo todos os sinais que meu senhor der, porque não vemos Azeca.” Este trecho expressa, de forma notável, a situação descrita em Jeremias 34:7, acima citado, e, pelo que parece, indica que Azeca já tinha caído ou, pelo menos, estava deixando de enviar os sinais de fogo ou de fumaça esperados.

A carta número III, escrita por “Osaías”, inclui o seguinte: “Que o Senhor [IHVH] faça que meu senhor ouça notícias de paz! . . . E foi noticiado a teu servo dizendo: ‘O comandante do exército, Conias, filho de Elnatã, desceu para ir para o Egito e para Hodavias, filho de Aijá e mandou seus homens obterem suprimentos dele.’” Este trecho bem que poderia representar Judá voltar-se para o Egito em busca de ajuda, segundo condenado pelos profetas. (Isa. 31:1; Jer. 46:25, 26) Os nomes Elnatã e Osaías, que ocorrem no texto completo da carta, também são encontrados em Jeremias 36:12 e Jeremias 42:1. Outros nomes que aparecem nas cartas também ocorrem no livro de Jeremias: Gemarias (36:10), Nerias (32:12) e Jaazanias (35:3). Se, em qualquer caso, representam ou não a mesma pessoa, não se pode afirmar, mas a coincidência em si é notável, em vista de Jeremias ser contemporâneo de tal período.

De interesse especial é o uso freqüente, nestas cartas, do nome Jeová, conforme representado pelo Tetragrama, manifestando assim que, naquela época, os judeus não tinham nenhuma aversão ao uso do nome divino. Também é de interesse uma impressão dum selo de argila que se refere a “Gedalias, que está sobre a casa”. Gedalias é o nome do governador nomeado por Nabucodonosor sobre Judá, depois da queda de Jerusalém, e muitos consideram provável que a impressão do selo se refira a ele. — 2 Reis 25:22; compare com Isaías 22:15; 36:3.

Megido era uma cidade-fortaleza estratégica que dominava importante passagem para o Vale de Esdrelom. Foi reconstruída por Salomão, sendo mencionada junto com as cidades de armazenagem e de carros de seu reinado. (1 Reis 9:15-19) Escavações feitas no sítio (Tel El Muteselim), uma colina artificial de 5,3 hectares, revelou o que parece ser um grupo de cavalariças com postes de pedra de amarrar cavalos e mangedouras capazes de alojar cerca de 450 cavalos e abrigar cerca de 150 carros. A camada em que algumas delas foram situadas é atribuída ao período geral da regência de Salomão.

A Pedra Moabita foi uma das mais primitivas descobertas de importância na Transjordânia. Achada em 1868, em Díbon, ao N do vale do Árnon, apresenta a versão do rei moabita, Mesa, sobre sua revolta contra Israel. (Compare com 2 Reis 1:1; 3:4, 5.) Em parte, a inscrição reza: “Eu sou Mesa, filho de Quemós . . ., rei de Moabe, o dibonita. . . . Onri, rei de Israel . . . oprimia Moabe por muitos dias, porque Quemós [o deus de Moabe] estava irado com a sua terra. E seu filho o sucedeu, e ele também disse: Oprimirei a Moabe. Nos meus dias, ele falou. Mas eu cumpri meu desejo sobre ele e sobre a sua casa, e Israel pereceu para sempre.” “E Quemós me disse: Vai, toma a Nebo contra Israel. E eu fui de noite e lutei contra ele desde o romper do dia até ao meio-dia. Tomei-o e fiz a matança total. . . . Tomei então os vasos de Iavé e os arrastei perante Quemós.” Assim, a pedra não só menciona o nome do rei Onri, de Israel, mas também, na linha dezoito, contém o Tetragrama do nome Jeová, e é o documento extra-bíblico mais antigo, preservado, que contém o nome divino na antiga escrita usada.

A Pedra Moabita menciona também numerosos lugares citados na Bíblia: Atarote e Nebo (Núm. 32:34, 38), o Árnon, Aroer, Medeba e Díbon (Jos. 13:9), Bamote-Baal, Bete-Baal-Meom, Jaaz e Quiriataim (Jos. 13:17-19), Bezer (Jos. 20:8), Horonaim (Isa. 15:5), Bete-Diblataim e Queriote (Jer. 48:22, 24). Assim apóia a historicidade de todos esses lugares.

Ras Samra (antiga Ugarite), ao N da costa síria, em frente à ilha de Chipre, forneceu informações sobre adoração bem similar à de Canaã, incluindo seus deuses e deusas, templos, prostitutas “sagradas”, ritos, sacrifícios e orações. Encontrou-se um aposento entre um templo de Baal e outro templo devotado a Dagom, que continha uma biblioteca de centenas de textos religiosos considerados como datando do século quinze e início do século quatorze A. E. C. Os textos poéticos mitológicos revelam muita coisa sobre as divindades cananéias El, Baal e Aserá, e a forma degradante de idolatria que acompanhava sua adoração. Merrill F. Unger em seu livro Archaeology and the Old Testament (Arqueologia e o Velho Testamento; 1954, p. 175) comenta: “A literatura épica ugarítica ajudou a revelar a profundeza da depravação que caraterizava a religião cananéia. Sendo um politeísmo de tipo extremamente degradado, a prática de culto cananeu era bárbara e inteiramente licenciosa.” Também foram encontradas imagens de Baal e de outros deuses. (Veja DEUSES E DEUSAS, Divindades Cananéias.) Um tipo anteriormente desconhecido de escrita cuneiforme alfabética (diferente da cuneiforme acadiana) distinguia tais textos. Segue a mesma ordem que o hebraico, mas adiciona outras letras, atingindo um total de trinta. Como em Ur, também foi escavado um machado de guerra ou acha de aço.

Samaria, a capital grandemente fortificada do reino setentrional de Israel, foi construída sobre uma colina que ascendia a cerca de 91 metros acima do leito do vale. Prova de sua força de resistir longos sítios, tais como os descritos em 2 Reis 6:24-30, no caso da Síria, e 2 Reis 17:5, no caso da poderosa hoste assíria, é indicada pelos restos de firmes muralhas duplas, em alguns pontos formando um baluarte de 9,80 metros de espessura. As obras de pedra encontradas no sítio, reputadas como sendo da época dos reis Onri, Acabe e Jeú, são esplêndidos trabalhos. O que parece ser o piso do palácio mede cerca de 96 metros de N ao S. Grandes quantidades de peças de marfim, placas e painéis foram encontrados na área do palácio e talvez se relacionem à casa de marfim de Acabe, mencionada em 1 Reis 22:39. (Compare com Amós 6:4.) No canto NO do cume, encontrou-se grande reservatório cimentado, medindo cerca de 10 metros de comprimento e 5,20 metros de largura. Poderia ser o “reservatório de Samaria” em que se lavou o carro de Acabe, removendo-se o seu sangue. — 1 Reis 22:38.

Suscitaram interesse cerca de sessenta, mais ou menos, cacos de louça com inscrições de tinta (ostracas), considerados como datando do oitavo século A. E. C. Recibos de remessas de vinho e de óleo de outras cidades para Samaria mostram um sistema israelita de escrever números pelo uso de traços verticais, horizontais e inclinados. Um recibo típico reza como segue:

No décimo ano.

Para Gadiau [provavelmente o mordomo do tesouro.]

De Aza [talvez a aldeia ou distrito que remetia o vinho ou óleo].

Abiba‘al 2

Aaz 2

Sabá 1

Meriba‘al 1

Tais recibos também revelam o uso freqüente do nome “Baal” como parte dos nomes, cerca de sete nomes incluindo este nome, para cada onze que continham alguma forma do nome Jeová, provavelmente indicando a infiltração da adoração de Baal, conforme descrita no relato bíblico.

A destruição ardente de Sodoma e Gomorra e a existência de poços de betume (asfalto) naquela região, são descritas na Bíblia. (Gên. 14:3, 10; 19:12-28) Pensa-se que as águas do mar Morto podem ter subido no passado e se estendido pela ponta sul do mar, a considerável distância, assim cobrindo o que podem ter sido os locais destas duas cidades. No entanto, explorações dirigidas mostram que tal área era uma região de óleo e asfalto, queimada pelo fogo. A respeito desse assunto, o livro Light from the Ancient Past (Luz do Passado Remoto; 1946, p. 126), de Jack Finegan, declara: “Uma cuidadosa pesquisa da evidência literária, geológica e arqueológica aponta para a conclusão que as abjetas ‘cidades da planície’ (Gênesis 19:29) estavam na área que agora está submersa . . . e que sua destruição foi realizada por grande terremoto, provavelmente acompanhado por explosões, relâmpagos, ignição de gás natural e conflagração geral.”

Evidência arqueológica relacionada às Escrituras Gregas Cristãs

O relato de Lucas (2:1-3) a respeito do registro que moveu José e Maria a irem a Belém era, outrora, reputado por muitos como inexato no que tangia ao próprio recenseamento, a posição de Quirino como governador da Síria na época indicada, e a exigência de que todos os que se registravam fossem a seus lares ancestrais. No entanto, documentos em papiro que têm sido descobertos revelam que tal recenseamento era feito periodicamente e que Quirino foi governador da Síria, não apenas uma vez, mas duas vezes, e, também, um edito do ano 104 E. C., do governador romano do Egito, ilustram a exigência de que os que se registravam o fizessem em seus lares ancestrais.

O uso, por parte de Jesus, de uma moeda de um denário, portando a efígie de Tibério César (Mar. 12:15-17), é confirmado pela descoberta de um denário de prata que continha a efígie de Tibério, e posta em circulação por volta do ano 15 E. C. (Compare com Lucas 3:1, 2.) O fato de que Pôncio Pilatos era então o governador romano da Judéia foi confirmado por uma laje de pedra encontrada em Cesaréia, com os nomes latinos, Pontius Pilatus e Tiberius.

Os Atos dos Apóstolos, que fornecem clara evidência de terem sido escritos por Lucas, contêm numerosas referências a cidades e suas províncias, e a autoridades de diferentes tipos e com variados títulos, que detinham cargos em determinada época, uma apresentação repleta de possibilidades de erro por parte do escritor. (Observe também Lucas 3:1, 2.) Todavia, a evidência arqueológica apresentada demonstra notável grau de exatidão da parte de Lucas. Assim, em Atos 14:1-6 Lucas coloca Listra e Derbe no território da Licaônia, mas subentende que Icônio se achava em outro território. Os escritores romanos, inclusive Cícero, citaram Icônio como estando na Licaônia. No entanto, certo monumento descoberto em 1910 mostra que Icônio era considerada como sendo deveras uma cidade da Frígia, ao invés de da Licaônia.

Similarmente, em Soli, na costa N da ilha de Chipre, encontrou-se uma inscrição que se referia a “Paulus o proconsul” (Atos 13:7); uma inscrição descoberta em Delfos confirma que Gálio era procônsul de Acaia em 52 E. C. (Atos 18:12) Cerca de dezenove inscrições, que datam do segundo século A. E. C. até o terceiro século E. C., confirmam a correção do uso, por parte de Lucas do título “governantes da cidade” (singular politárkhes), como se aplicando às autoridades de Tessalônica (Atos 17:6, 8), cinco destas inscrições se referindo, especificamente, àquela cidade; semelhantemente, a referência a Públio como o “homem de destaque” (prótos) de Malta (Atos 28:7) é o título exato a ser usado, conforme indicado pelo aparecimento de duas inscrições maltesas, uma em latim e a outra em grego. Textos mágicos foram encontrados em Éfeso, bem como o templo de Ártemis (Atos 19:19, 27); escavações feitas ali também revelaram um teatro capaz de conter cerca de vinte e cinco mil pessoas, e inscrições que se referiam aos “promotores de festividades e jogos”, semelhantes àqueles que intervieram em favor de Paulo, e também de um “escrivão”, semelhante ao que aquietou a turba naquela ocasião. — Atos 19:29-31, 35, 41.

Algumas de tais descobertas moveram Charles Gore a escrever sobre a exatidão de Lucas, no New Commentary on Holy Scripture (Novo Comentário Sobre a Escritura Sagrada): “Deve-se, naturalmente, reconhecer que a arqueologia moderna quase que obrigou os críticos de São Lucas a lhe dar um veredicto de notável exatidão em todas as suas alusões a fatos e eventos seculares.”

[Continua]

[Nota(s) de rodapé]

a Veja A Sentinela de 1.º de janeiro de 1977, p. 28, artigo “Através dum Túnel Escuro Para o Passado!”

[Foto na página 25]

Extraído da inscrição de Siloé, pelo que parece dos dias do rei Ezequias.

[Foto na página 25]

Impressão dum selo de argila de Laquis se refere a “Gedalias, que está sobre a casa”.

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