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  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
  • Despertai! — 1978
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  • VALOR COMPARATIVO DA ARQUEOLOGIA
  • Incerteza subjacente às descobertas arqueológicas
  • Diferença de datação
  • Valor relativo das inscrições
  • Problemas de decifração e tradição
  • CONSTRUÇÃO PRIMITIVA PÓS-DILUVIANA
  • ARQUITETURA ISRAELITA
Despertai! — 1978
g78 8/9 pp. 12-15

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Matéria extraída de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

ARQUEOLOGIA. [Continuação]

VALOR COMPARATIVO DA ARQUEOLOGIA

A arqueologia tem apresentado informações proveitosas que ajudaram na identificação (não raro experimental) de sítios bíblicos, tem escavado documentos escritos que contribuíram para melhor entendimento das línguas originais em que as Escrituras foram escritas, e tem lançado alguma luz sobre as condições de vida e as atividades dos povos e regentes antigos mencionados na Bíblia. Todavia, no que tange à autenticidade e à confiabilidade da Bíblia e à fé na Bíblia, nos seus ensinos e nas suas revelações dos propósitos e das promessas de Deus, deve-se dizer que a arqueologia é um suplemento não essencial e uma confirmação não exigida da verdade da Palavra de Deus. Como o expressou o apóstolo Paulo: “A fé é a expectativa certa de coisas esperadas, a demonstração evidente de realidades, embora não observadas. Pela fé percebemos que os sistemas de coisas foram postos em ordem pela palavra de Deus, de modo que aquilo que se observa veio a existir das coisas que não aparecem.” (Heb. 11:1, 3) “Estamos andando pela fé, não pela vista.” — 2 Cor. 5:7.

Isto não significa que a fé cristã não tenha qualquer base no que pode ser visto ou que ela trate apenas de intangíveis. Mas, é verdade que, em todo período e época, sempre houve ampla evidência contemporânea ao redor das pessoas, bem como em elas mesmas e em suas próprias experiências, que as podia convencer de que a Bíblia é a verdadeira fonte de Revelação divina e que ela não contém nada que não se harmonize com os fatos prováveis. (Rom. 1:18-23) O conhecimento do passado a luz da descoberta arqueológica é interessante e apreciado, mas não é vital. O conhecimento do passado à luz da Bíblia é, por si só, essencial e solidamente fidedigno. A Bíblia, com ou sem a arqueologia, provê verdadeiro significado ao presente, e ilumina o futuro. (Sal. 119:105; 2 Ped. 1:19-21) É, na realidade, uma fé fraca que precisa depender de tijolos que se desintegram, de vasos quebrados e de muralhas desmoronantes, para sustentar-se e servir-lhe de muleta.

Incerteza subjacente às descobertas arqueológicas

Ao passo que as descobertas arqueológicas, às vezes, forneceram resposta conveniente aos que fizeram reparos aos relatos bíblicos, ou que criticaram a historicidade de certos eventos, e têm ajudado a desanuviar a mente das pessoas sinceras que ficaram impressionadas de mais com os argumentos de tais críticos, todavia, a arqueologia não silenciou os críticos da Bíblia, nem é um alicerce verdadeiramente sólido para se basear a crença no registro da Bíblia. As conclusões tiradas da maioria das escavações feitas dependem, mormente, do raciocínio indutivo e dedutivo dos investigadores que, de uma forma um tanto parecida aos detetives, reúnem as provas dum caso a favor do qual argúem. Até mesmo em tempos modernos, embora os detetives possam desvendar e juntar impressionante gama de evidência circunstancial e material, qualquer caso alicerçado simplesmente em tal evidência, ao passo que não dispusesse do depoimento de testemunhas de credibilidade, diretamente relacionadas ao assunto em pauta, seria considerado fraquíssimo, se levado a um tribunal. Decisões baseadas unicamente em tal evidência têm resultado em crassos erros e injustiça. Isso se daria ainda muito mais quando intervêm dois ou três mil anos entre os investigadores e a ocasião da ocorrência.

O arqueólogo R. J. C. Atkinson tece similar paralelo, dizendo: “Basta apenas pensar em quão difícil seria a tarefa dos futuros arqueólogos se tivessem de reconstruir os rituais, os dogmas e a doutrina das Igrejas Cristãs a partir somente das ruínas dos prédios de igrejas, sem a ajuda de qualquer registro escrito ou inscrição. Temos, assim, a situação paradoxal de que a arqueologia, o único método de investigação do passado do homem na ausência de registros escritos, torna-se cada vez menos eficaz como meio de inquirição quanto mais ela se aproxima daqueles aspectos da vida humana que são os mais especificamente humanos.” — Stonehenge, p. 167 [citado no livro Fair Gods and Stone Faces (Deuses Belos e Faces de Pedra), de Constance Irwin, 1963, págs. 161, 162].

Ilustrando a ampla diferença de opinião ou de interpretação que as autoridades possam dar à evidência escavada, há as ruínas de certos prédios grandes, com colunas, que têm um pátio pavimentado, encontradas tanto em Megido como em Hazor. A maioria das obras de referência identificam-nas com os remanescentes de batas, provavelmente dos cavalos para os carros de Salomão. Todavia, D. J. Wiseman professor de astrologia da Universidade de Londres, num artigo em O Novo Dicionário da Bíblia (J. D. Douglas, Editor Organizador; p. 137) sugere que estes “bem podem ter sido chancelarias públicas e outros escritórios, e não estabelecimentos militares”.

Complicando ainda mais o assunto, há o fato de que, em adição à sua óbvia inabilidade de colocar em foco o passado remoto, senão com exatidão aproximada, e apesar de seus esforços de manter um ponto de vista puramente objetivo, ao considerar a evidência que escavam, os arqueólogos, como os demais cientistas, acham-se sujeitos, todavia, às falhas humanas e às inclinações e ambições pessoais, que podem estimular raciocínios falíveis. Indicando o problema, o Professor W. F. Albright Comenta: “Por outro lado, há perigo em se procurar novas descobertas e novos pontos de vista às custas de trabalho mais sólido feito anteriormente. Isto se da, em especial, em campos como a arqueologia e a geografia bíblicas, onde o domínio dos instrumentos e dos métodos de investigação é tão árduo que existe sempre uma tentação de se negligenciar o método sólido, substituindo o trabalho lento e mais sistemático por combinações espertas e palpites brilhantes.” — The Westminster Historical Atlas to the Bible (Atlas Histórico da Bíblia, de Westminster), Edição Revista, p 9.

Diferença de datação

É mister compreender isto ao se considerar as datas propostas pelos arqueólogos com respeito às suas descobertas. H. H. Rowley, autoridade neste campo, declara: “Não se deve atribuir um valor indevido aos cálculos, feitos pelos arqueólogos, de datas, visto que dependem, em parte, de qualquer modo, de fatores subjetivos, como o provam suficientemente as grandes diferenças entre eles.” [Archaeology and the Old Testament (Arqueologia e o Velho Testamento), de Unger, p. 152] Ilustrando isto, afirma Merrill F. Unger (p. 164, nota marginal 15): “Por exemplo, Garstang data a queda de Jericó em c. 1400 A. C. . . ., Albright apóia a data c. 1290 A. C. . . .; Hugues Vincent, famoso arqueólogo palestino, sustenta a data de 1250 A. C. . .; ao passo que H. H. Rowley reputa Ramsés II como sendo o Faraó da Opressão, e o [Êxodo como tendo ocorrido sob seu sucessor Marnipta [Menepta] por volta de 1225 A. C.” Ao passo que argumentava a favor da fidedignidade do processo e da análise arqueológicos modernos, o Professor Albright reconhece que “ainda é dificílimo para o não-especialista achar seu caminho por entre as datas e conclusões conflitantes dos arqueólogos”. — The Archaeology of Palestine (Arqueologia da Palestina), p. 253.

É verdade que o “relógio de radiocarbono” tem sido empregado, junto com outros métodos modernos para se datar os artefatos encontrados. Sem embargo, a seguinte declaração, feita por G. Ernest Wright, em The Biblical Archaeologist (O Arqueólogo Bíblico; Vol. XVIII, 1955, p. 46), evidencia que tal método não é inteiramente exato: “Pode-se notar que o novo método do carbono-14, de datar remanescentes antigos, não resultou ser isento de erros, como se esperava. . . . Certas medições produziram resultados obviamente errados, provavelmente por vários motivos. No momento, só se pode confiar nos resultados, sem dúvida, quando se fizeram várias medições que fornecem resultados virtualmente idênticos, e quando a data parece ser correta à base de outros métodos de computação [o grifo é nosso].” A multiplicidade contínua de opiniões entre os arqueólogos quanto às conclusões obtidas mostra que tal método não equacionou o problema da datação. — Veja CRONO.

Valor relativo das inscrições

Estão sendo descobertas e interpretadas milhares e milhares de inscrições antigas. Declara Albright “Os documentos escritos constituem sem Comparação, o mais importante conjunto de per si, de materiais descobertos pelos arqueólogos. Por isso, é extremamente importante obter-se uma idéia clara de seu caráter e de nossa capacidade de interpreta-los. (The Westminster Historical Atlas to the Bible, Edição Revista, p. 11) Podem ter sido escritos em vasos quebrados, em tábuas de argila, papiro, ou esculpidos em granito. Seja qual for o material, as informações que transmitem ainda devem ser pesadas e testadas quanto à sua fidedignidade e valor. Erros e patentes falsidades podem ser e foram com freqüência, assentados por escrito em pedra, bem como no papel. — Veja CRONOLOGIA; SARGÃO.

À guisa de ilustração, o registro bíblico declara que o rei Senaqueribe, da Assíria, foi morto por seus dois filhos, Adrameleque e Sarezer, sendo sucedido no trono por outro filho, Esar-Hadom. (2 Reis 19:36, 37) Todavia, a Crônica Babilônica, encontrada por arqueólogos, declarava que, no vigésimo dia de tebete, Senaqueribe foi morto por seu filho numa revolta. Tanto Beroso, sacerdote babilônio do terceiro século A. E. C., como Nabonido, rei babilônio do sexto século A. E. C., em seus escritos, forneceram o mesmo relato, no sentido de que Senaqueribe foi assassinado por apenas um de seus filhos. No entanto, num fragmento mais recentemente descoberto do prisma de Esar-Hadom, o filho que sucedeu Senaqueribe, ele declara de forma meridiana que seus irmãos (plural) se revoltaram e mataram seu pai e então fugiram. Comentando isto, Philip Biberfeld, em Universal Jewish History (História Universal Judaica 1948, p. 27), afirma: “A Crônica Babilônica, Nabonido e Beroso estavam equivocados; apenas o relato da Bíblia resultou correto. Foi confirmando em todos os mínimos pormenores pela inscrição de Esar-Hadom e resultou ser mais exato no tocante a este evento da história babilônico assíria do que as próprias fontes babilônicas. Trata-se dum fato de suma importância para a avaliação até mesmo de fontes contemporâneas que não concordem com a tradição bíblica.”

Problemas de decifração e tradição

Há também necessidade de devida cautela por parte do cristão quanto a aceitar, sem duvidar, a interpretação dada a muitas inscrições encontradas em diversas línguas antigas. Em alguns casos, como o da Pedra de Roseta e da inscrição de Beistun, os decifradores de línguas propiciaram considerável visão de uma língua antes desconhecida através de apresentações paralelas de tal língua junto com outra língua conhecida. Todavia, não se devia esperar que tais coisas ajudassem a equacionar todos os problemas ou permitissem pleno entendimento da língua, com todos os matizes de significados e expressões idiomáticas. Até mesmo a compreensão das línguas bíblicas básicas, o hebraico o aramaico e o grego, progrediu consideravelmente nos tempos recentes, e tais línguas ainda se acham sob estudo. Quanto a inspirada Palavra de Deus, podemos corretamente esperar que o Autor da Bíblia nos habilitasse a obter o entendimento correto de sua mensagem mediante as traduções disponíveis em línguas modernas. Isto não acontece, porém, com os escritos não inspirados das nações pagãs.

Ilustrando a necessidade de cautela e também manifestando de novo que um enfoque objetivo dos problemas existentes em decifrar inscrições antigas não é, amiúde, tão destacado como se poderia pensar, o livro O Segredo dos Hititas, de C. W. Ceram (tradução de M. Amado), contém a seguinte informação a respeito de destacado assírio lojista que trabalhou na decifração da língua “hitita” (págs. 106-109): “Sua obra é absolutamente fenomenal: uma brilhante miscelânea de equívocos extravagantes e notáveis percepções. . . . Alguns dos seus erros eram sustentados por argumentos tão convincentes que décadas de estudos foram necessárias para suplantá-los. Seus engenhosos raciocínios baseavam-se em tal riqueza de erudição filológica que não se tornava coisa fácil separar o joio do trigo.” O escritor então descreve a forte pertinácia deste perito quanto a qualquer modificação de suas descobertas; após muitos anos, ele, por fim, concordou em fazer algumas alterações — apenas para mudar as próprias leituras que, mais tarde provaram se ser as corretas! Ao relatar a disputa violenta, cheia de recriminações pessoais, que surgiu entre este perito e outro decifrador do cuneiforme “hitita”, o autor declara: “Contudo, o próprio fanatismo que produz tais disputas é uma necessária força motivadora para que os sábios façam descobertas.” (P. 112) Por isso, embora o tempo e o estudo tenham eliminado muitos erros no entendimento das inscrições antigas, faremos bem em compreender que ulterior investigação provavelmente resulte em correções adicionais.

A preeminência da Bíblia como a fonte de conhecimento fidedigno, de informações verídicas e de orientação segura, é destacada por tais fatos. Como conjunto de documentos escritos fornece-nos o quadro mais claro do passado do homem e chegou até nós, não pela escavação mas por meio de sua preservação por parte de seu Autor, Jeová Deus. É “viva e exerce poder” (Heb. 4:12) e é a “palavra do Deus vivente e permanecente”. “Toda a carne é como a erva, e toda a sua glória é como flor da erva; a erva se resseca e a flor cai, mas a declaração de Jeová permanece para sempre”. — 1 Ped. 1:23-25.

ARQUITETURA. A arte ou ciência da edificação. A Bíblia mostra uma diversidade de habitações e de hábitos de vida já bem cedo na história humana, durante os 1.656 anos antes do dilúvio dos dias de Noé. Caim, após assassinar Abel, é mencionado como ‘morando’ em certa área e ali, ‘empenhou-se em construir uma cidade’. (Gên. 4:16, 17) Todavia, um de seus descendentes, Jabal, tornou-se o “fundador dos que moram em tendas e tem gado”. Outro se tornou “forjador de toda sorte de ferramenta de cobre e de ferro”. (Gên. 4:20, 22) Os descendentes de Caím pereceram, pelo menos, na ocasião do Dilúvio; entrementes, a capacidade de edificar e o uso de ferramentas não pereceu junto com eles.

A notável obra de edificação daquele período pré diluviano foi feita pelos descendentes de Sete: a arca construída por Noé e seus filhos. Ao passo que os planos e as dimensões básicas foram fornecidos por Deus, todavia, pode-se atribuir a Noé, como empreiteiro humano de obras, certa capacidade arquitetônica. Ela media 13,40 metros de altura, tendo 133,S0 metros de comprimento, e 22,30 metros de largura. Poderia ter abrangido cerca de 0,9 hectares de espaço útil. Os três pavimentos, além do amplo vão do teto, provavelmente exigiam o uso de algumas colunas e suportes de madeira, além das divisões dos “compartimentos”, para suportar o peso, bem como para fornecer a estabilidade necessária à estrutura. Embora a arca fosse calafetada com alcatrão, também haveria necessidade de cuidadoso encaixe das madeiras para garantir razoável construção à prova d’água. — Gên. 6:13-16; veja ARCA, Despertai! de 8 de maio de 1978, p. 24.

CONSTRUÇÃO PRIMITIVA PÓS-DILUVIANA

Na era pós-diluviana, Ninrode é descrito como destacado construtor de várias cidades. (Gên. 10:8-12) Outro grande projeto de construção foi então iniciado, a Torre de Babel, desaprovada por Deus. Aqui, mencionam-se novos materiais tijolos cozidos no forno, o betume servindo de argamassa. Tencionava-se que a torre fosse a estrutura mais alta até aquele tempo. — Gên. 11:3, 4.

Abraão, antepassado dos israelitas, sem dúvida presenciou estilos bem avançados de arquitetura em Ur dos Caldeus. (Gen. 11:31) Escavações ali feitas revelam evidências de ruas da cidade, de casas de escadas de tijolos, e complexos de templos e palácios, considerados como remontando ao terceiro milênio A. E. C. Também aqui se encontraram algumas das evidências mais antigas do uso da abóbada com modilhão ou arco cantílever (formado por se ir construindo os dois lados dum muro cada vez mais e mais próximos, até que a lacuna entre eles possa ser preenchida por uma fileira de pedras ou tijolos), bem como do verdadeiro arco curvo, com fecho.

Mais tarde, durante sua permanência no Egito (Gên. 12:10), Abraão talvez tivesse testemunhado alguns dos esplendores arquitetônicos daquele país. A pirâmide escalonada do rei Zozer, em Sacqara, supostamente data do terceiro milênio A. E. C., e é um dos exemplos mais vetustos que ainda restam de grandes construções que usavam pedra cortada. A Grande Pirâmide de Quéops, construída um pouco mais tarde em Gizé, possui enorme base de 5 3 hectares, e foi feita de cerca de 2.300.000 biocos de pedra calcária, cada um pesando duas e meia toneladas (2.268 quilos), em média. Media, originalmente, 146,60 metros de altura. Não era apenas seu tamanho, mas também a precisão obtida que a tornava um projeto surpreendente mesmo para os engenheiros modernos. Vários séculos depois, em Carnaque, mais acima no Nilo, os egípcios construíram o maior templo já conhecido pelo homem. O teto de seu grande salão ou hipostilo era apoiado por 134 enormes colunas, cada uma tendo 3 metros de diâmetro decoradas com relevos ricamente coloridos.

ARQUITETURA ISRAELITA

Durante a opressão dos israelitas no Egito, fizeram consideráveis obras de construção como escravos, sob feitores egípcios. (Êxo. 1:11-14) Mais tarde, no deserto, Jeová lhes forneceu instruções precisas para a construção do tabernáculo, com armações de painel, pedestais de encaixe, trancas e colunas, que também exigiram considerável habilidade arquitetônica da parte deles. (Êxo. 25:9, 40; 26:15-37; Heb. 8:5) Ao passo que a maioria dos que faziam tal trabalho, e que trabalharam em construção no Egito, sem dúvida morreram antes de alcançarem a Terra Prometida, os sobreviventes sem dúvida levaram um conceito dos métodos de construção e do uso de ferramentas. (Compare com Deuteronômio 27:5.) A lei mosaica prescrevia, pelo menos, um requisito para construção. (Deu. 22:8) Os israelitas, ao conquistarem a terra, naturalmente, tomaram cidades e aldeias inteiras, com seus prédios completos, mas também eles realizaram edificações (Num. 32:16; Deu. 6:10, 11; 8:12) Na ocasião em que ali entraram (1473 A.E.C.), a Palestina era uma terra que possuía numerosas cidades muradas e poderosas fortificações. — Núm. 13:28.

Ao passo que é verdade que nenhuma construção notável ainda existe para indicar originalidade ou engenhosidade arquitetônica israelita isso não significa, logicamente, que lhes faltas. se tal habilidade. Diferentes das nações pagãs, não ergueram enormes monumentos em honra dos regentes políticos ou dos heróis militares. O único templo construído achava-se em Jerusalém, embora a apostasia promovesse outros locais religiosos. Nada resta do templo original, nem de seu sucessor. Entre as mais impressivas ruínas escavadas acham-se as de idênticos portões da cidade da antiga Megido e Gezer, que se pensa terem sido edificadas no tempo de Salomão. (1 Reis 9:15) Em cada caso, as muralhas externas de 20 metros foram construídas de pedras cuidadosamente lavradas. Dentro da passagem do portão havia três pares sucessivos de umbrais ou contrafortes ampliados, resultando, assim, em seis câmaras recuadas que ladeavam a passagem em qualquer dos lados, nas quais se podiam fazer transações comerciais ou das quais os soldados podiam fustigar qualquer pessoa que tentasse forcar sua entrada pelos portões. (Veja PORTÃO.) Em Megido e em Samaria, encontraram-se exemplos de alvenaria perita, as pedras sendo cuidadosamente talhadas, e assentadas e unidas com excelente precisão, em alguns casos, de forma tão exata que até mesmo fina lâmina de faca não pode ser inserida entre as pedras unidas. Sem dúvida, o trabalho no templo construído por Salomão era dessa mesma alta qualidade. — 1 Reis 5:17; 6:7.

À base da investigação arqueológica, parece que as casas israelitas, em geral, eram de construção muito modesta, algumas autoridades sustentando que eram bem rudimentares. Todavia, a evidência em que tais opiniões se baseiam é muito tênue. Conforme comenta The Interpreter’s Dictionary of the Bible (Dicionário Bíblico do Intérprete; Vol. 1, p. 209): “O conhecimento moderno do assunto é restrito, tanto pela desatenção dos escritores antigos para com assuntos de interesse arquitetônico como pela escassa sobrevivência dos próprios prédios, a maioria dos quais o tempo e gerações sucessivas de construtores destruíram por completo.” Assim, é raro encontrar mais de uma ou duas séries de alvenaria sobre os alicerces de qualquer construção destruída na Palestina. É também lógico que as melhores casas sofreriam mais às mãos dos destruidores e, subseqüentemente, dos que procuravam materiais de construção

[Continua]

[Foto na página 14]

Arco caldeu com fecho.

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