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  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1980
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1980
w80 1/4 p. 31

Perguntas dos Leitores

● Não era errado que Ló oferecesse suas filhas aos sodomitas?

Embora alguns tenham acusado Ló de agir de maneira imprópria, realmente não estamos em condições de condená-lo. A Bíblia mostra que Deus, que vê o que está no coração, não julgou adversamente a Ló.

Quando Deus enviou dois anjos materializados a Sodoma e Gomorra, Ló insistiu de modo hospitaleiro em que ficassem na sua casa. Naquela noitinha, uma turba de sodomitas cercou a casa, gritando: “Onde estão os homens que foram ter contigo hoje à noite? Traze-os para fora a nós, para que tenhamos relações com eles.” — Gên. 18:20, 21; 19:1-5.

Indo para fora, Ló tentou dissuadir os homens. Depois rogou: “Por favor, eis que tenho duas filhas que nunca tiveram relações com um homem. Por favor, deixai-me trazê-las para fora a vós. Fazei então com elas o que parecer bem aos vossos olhos. Somente não façais nada a esses homens, porque foi por isso que vieram, sob a sombra do meu teto.” A turba irada avançou contra Ló quase derrubando a porta. Os anjos intervieram então e feriram a turba de cegueira. — Gên. 19:6-11.

Esta narrativa tem intrigado e perturbado a muitos, especialmente mulheres. Alguns até mesmo têm acusado Ló de agir de modo covarde, que ele não devia ter oferecido pagar pela segurança de seus hóspedes com a virtude de suas filhas, ou que ele mesmo se devia ter entregue à turba.

Mas, deve-se notar que, segundo a ética oriental, o hospedeiro tinha a responsabilidade de proteger os hóspedes na sua casa, defendendo-os até a morte, se necessário. As palavras de Ló (“porque foi por isso que [os dois homens] vieram sob a sombra do meu teto”) mostram que ele sentia a obrigação de proteger os hóspedes na sua casa. Também, como é que alguém poderia acusar Ló de covardia? Ele destemidamente foi lá fora à turba, fechando até mesmo a porta atrás de si e enfrentando-a sozinho.

Mas, que dizer da oferta de Ló à turba? Embora alguns tenham dito que Ló devia ter oferecido a si mesmo, é pouco provável que a turba de perversos se tivesse satisfeito com um homem velho e casado. Mas, a oferta de duas virgens talvez tivesse um pouco confundido a turba: Ali havia duas virgens jovens, e a oportunidade de aviltar a pureza delas talvez tivesse tido algum atrativo para a turba. Mas, por outro lado, elas eram moças, noivas de dois homens da cidade. De modo que a oferta pode ter tido o efeito de distrair ou de dividir a turba de pervertidos.

Além disso, embora Ló no começo, talvez tivesse acolhido anjos sem o saber, é bem possível que até então já se tivesse dado conta de que eram mensageiros de Deus. (Heb. 13:2) Portanto, Ló talvez achasse que, embora tivesse profunda afeição às suas filhas, estava disposto a sacrificá-las, se fosse necessário. (Veja Gênesis 22:1-14; 2 Samuel 12:3.) Oferecendo suas filhas à turba, Ló talvez confiasse em que, se fosse da vontade de Jeová, este protegeria suas filhas, assim como Deus já protegera Sara, no Egito. (Gên. 12:17-19) E Jeová deveras dirigiu o assunto de tal modo, que Ló e suas filhas ficaram a salvo, não só da turba homossexual, mas também da destruição ardente que sobreveio às cidades. — Gên. 19:15-29.

Os anjos não disseram que Ló, por fazer aquela oferta, maculou sua justiça. Antes, ajudaram Ló e sua família a escapar quando Deus causou a ruína daquelas cidades, que não continham nem 10 pessoas justas. (Gên. 18:2-32) O que é ainda mais significativo é que Deus não criticou Ló que se sentia atormentado já por meramente observar atos contrários à lei. Ao contrário, Jeová, que pode ver o que há no coração, declarou que Ló era “justo”. — Pro. 15:11; 2 Ped. 2:8, 9.

Esta narrativa é uma parte valiosa da Bíblia. Serve para acentuar a maldade de Sodoma e Gomorra, causa indignação aos justos que a lêem e mostra que Deus desaprova o homossexualismo. Também, esta narrativa nos ajuda a avaliar a garantia bíblica de que Deus é justo e reto — que ele não admite a iniqüidade. (Deu. 32:4) E podemos confiar em que Deus é igualmente perfeito e justo no seu julgamento de que Ló era “justo”.

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