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  • A perspectiva depois de sessenta anos de aflição mundial
    Está Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
    • do homem, apenas vêem o próprio homem como recurso. Voltar-se-ão tais homens para as religiões tradicionais, antigamente populares, por muito tempo praticadas em templos, mesquitas, catedrais e edifícios religiosos? Por exemplo: Será que o comunismo russo voltará à religião ortodoxa russa, que derrubou em 1917, e renunciará ao ditame de que “a religião é o ópio do povo”? Desde a separação da Igreja Ortodoxa Russa do Estado, a União Soviética russa tem usado o que sobrou daquele sistema religioso como mero serviçal do Estado, e este fraco instrumento religioso não tem provido nenhuma solução para os problemas da Rússia comunista.

      16. Que perguntas surgem com respeito a um futuro recurso à religião nos países em que a religião ainda goza de algum respeito?

      16 Em outras partes da cristandade, fora dos países comunistas, será que os políticos e os cientistas se voltarão para os clérigos religiosos, católicos, protestantes ou ortodoxos orientais, em busca de salvação? O Estado tem usado tais clérigos como capelães nas suas forças armadas e como “homens de Deus” para invocar a bênção divina sobre seus corpos legislativos. Esses clérigos religiosos, embora se tenham voltado dum Evangelho puramente religioso para um Evangelho social, materialista, não apresentaram nenhuma solução para os problemas do mundo. Será que a China Vermelha, comunista, agora empenhada numa guerra contra o confucionismo, finalmente ver-se-á obrigada a voltar ao falecido Confúcio em busca de ajuda? Também em outros países que ainda têm grandes organizações religiosas, não-cristãs, será que os políticos e governantes do estado continuarão a recorrer aos seus sacerdotes, cujas religiões até agora não apresentaram nenhuma explicação para a atual aflição mundial e assim não podem mostrar a saída?

      17. Que pergunta surge aqui sobre qualquer aplicação futura dum antigo provérbio?

      17 Muitos são os líderes políticos e orientadores econômicos que acharam desapontadoras as suas religiões de longa data. Perderam até mesmo a fé em tais. Será que recorrerão agora a um reavivamento religioso como último recurso, agindo assim segundo o antigo provérbio: “O cão voltou ao seu próprio vômito”?c

      18. O que argumenta contra tal aplicação do provérbio?

      18 Isso dificilmente é de se esperar! O bom senso e a razão não argumentam a favor de tal coisa. A fé que aqueles homens mundanos tinham no sobre-humano, no espiritual, ficou enfraquecida, ou pior, ficou destruída. Em tais circunstâncias, acham que só lhes restam recursos humanos. No fim, quando lhes falharem todos os recursos humanos, não saberão mais o que fazer!

      19. A fim de evitarmos ser induzidos a acompanhar tais homens, sobre que devemos docilmente informar-nos?

      19 Certamente, chegou a hora de nos perguntarmos: Queremos estar entre esses homens perplexos, quando não lhes restar mais nada senão o desespero? Eles não desistirão de seu proceder contrário aos seus próprios interesses, o que infelizmente põe em perigo os interesses eternos de todos os demais! Deixaremos induzir-nos a acompanhá-los? Não precisamos fazer isso. Pode-se anunciar confiantemente, segundo a melhor fonte: ‘Está próxima a salvação do homem da aflição mundial!’ Temos para onde nos voltar, sem nos sujeitarmos a ficar desapontados, frustrados e destruídos. A crescente tensão dos tempos torna urgente que sejamos dóceis e nos informemos sobre onde podemos obter esperança de completa satisfação.

  • O comentarista fidedigno da atual aflição mundial
    Está Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
    • Capítulo 2

      O comentarista fidedigno da atual aflição mundial

      1. Que perguntas surgem sobre a aflição mundial desde 1914, e com respeito às respostas, o que preferem fazer os mais antigos desta geração?

      A AFLIÇÃO mundial que o homem sofre sem interrupção desde 1914 E. C. deve ter significado. Caberá ao próprio homem descobrir seu significado? Qual é o motivo dela e por que persiste por tanto tempo? Visto que teve começo, também deverá ter fim, mas como findará? Quem tem o direito e a autoridade de dizer que o homem será salvo dela? E que esta salvação está próxima? Quem pode comentar a atual aflição mundial do homem, fornecendo respostas a estas perguntas vitais, teria de ser alguém extraordinário. Nenhum de nós mais antigos, que passamos por toda esta aflição mundial desde o seu começo em 1914, afirmaremos ser tal pessoa, apesar de tudo o que cada um de nós tem observado e da experiência que obtivemos. Antes, preferimos indicar a todos os homens tal pessoa habilitada.

      2, 3. Em vista das predições feitas por espíritas, a quem preferimos consultar, como prenunciador do futuro, e por quê?

      2 Muitas predições foram feitas a respeito dos tempos futuros por homens e mulheres, por exemplo, por espíritas ou adivinhos, mas de que proveito nos são tais predições, quando a aflição mundial ameaça atingir um clímax em que nem queremos pensar?

      3 O prognosticador de eventos, que gostaríamos de consultar hoje, agora mesmo, seria aquele que se mostrou correto em predizer acontecimentos e condições que nos afetam agora neste estágio da aflição mundial. Visto que ele se mostrou veraz com respeito ao que tem acontecido até agora, pode-se confiar nele em ser veraz no que prediz a respeito do que nos aguarda no futuro imediato. Sua predição da salvação do homem da aflição deste mundo é algo em que podemos confiantemente basear nossa esperança e nossos planos para o futuro.

      4. Em que parte da terra interessava-se especialmente esse prenunciador fidedigno de acontecimentos, e por que nos interessa hoje o que ele disse?

      4 Desejamos aqui recorrer a tal personagem fidedigno. Ele não tinha por objetivo enganar as pessoas. Nasceu em nossa raça, como homem. Por isso, passou a sentir vivamente, de primeira mão, os problemas do homem. Atualmente, toda a humanidade se preocupa com o que está acontecendo no Oriente Médio. A humanidade sabe que as duas superpotências nucleares estão envolvidas no que acontece naquele setor da terra. Do mesmo modo, o já mencionado homem de fidedigna capacidade profética estava vivamente interessado no rumo dos acontecimentos no Oriente Médio, durante o primeiro século de nossa Era Comum. O que iria acontecer ali havia de ser um modelo para o rumo dos acontecimentos mundiais desde o ano crítico de 1914 E. C. Por isso, interessa-nos hoje o que ele tinha a predizer.

      5. Onde se encontrava esse profeta quando deu a sua profecia de importância mundial, e o que predisse a respeito daquilo que via mais embaixo?

      5 Era o décimo primeiro dia do mês primaveril (do hemisfério setentrional), então localmente chamado nisã, no ano 33 E. C. Na ocasião em que se ia proferir uma profecia que merece a atenção mundial, o profeta estava sentado no que ainda é chamado de Monte das Oliveiras, que se ergue ao leste da controvertida cidade de Jerusalém. Olhando para a parte oriental da cidade, ele não via na parte sagrada dela a atual mesquita muçulmana chamada de Zimbório da Rocha. Via um edifício religioso construído por alguém que não era judeu, o rei edomita chamado Herodes, o Grande. Era um templo suntuoso para o Deus de cuja adoração Herodes e sua família se haviam tornado prosélitos. Do lado de fora da parte noroeste da área do templo estava a Torre de Antônia, onde estavam aquarteladas as tropas de ocupação que representavam o Império Romano. Anteriormente, naquele dia 11 de nisã, e enquanto o profeta estava lá embaixo, na cidade e no templo, ele predissera a destruição daquele templo espantoso, dentro daquela geração. Isto causou consternação aos doze homens de sua intimidade, que o acompanhavam então.

      6. Como indicou o profeta, por meio daquilo que disse a Jerusalém, que ele iria embora e retornaria?

      6 Deu também a entender que ele mesmo se ia ausentar e voltaria, ao dizer: “Jerusalém, Jerusalém, matadora dos profetas e apedrejadora dos que lhe são enviados — quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas! Mas vós não o quisestes. Eis que a vossa casa vos fica abandonada. Pois eu vos digo: De modo algum me vereis doravante, até que digais: ‘Bendito aquele que vem em nome de Jeová!’”a

      7. Por que não predisse o profeta a reconstrução do templo de Jerusalém e, por isso, em que espécie de templo não seria acolhido de volta?

      7 Pouco depois, naquele mesmo dia, quando este homem fez predições adicionais sobre a destruição daquela “casa” ou templo, não predisse também a reconstrução daquele templo. Não deu nenhuma profecia que indicasse que tal coisa aconteceria alguma vez. Não é de se estranhar, pois, que hoje, dezenove séculos depois da destruição do templo de Herodes, se erga o “Zimbório da Rocha” muçulmano no lagar do anterior santuário judaico. Depois da destruição do templo judaico no primeiro século E. C., nunca mais seria necessário ali no monte Moriá, de Jerusalém, um templo de pedra e madeira para a adoração de Jeová. O templo de Jerusalém, daqueles dias, achava-se então no seu “tempo do fim”. Portanto, não seria em nenhuma tal “casa” ou templo material que o profeta, que então se despedia, seria acolhido de volta por pessoas com o clamor jubilante: “Bendito aquele que vem em nome de Jeová!” Obviamente, era iminente o fim duma era, o fim dum sistema nacional de coisas! E assim veio a ser!

      UMA PREDIÇÃO A SER ENCARADA À LUZ DOS ACONTECIMENTOS MODERNOS

      8. Que pergunta tripla fizeram ao profeta os companheiros íntimos dele, e por que nos deve interessar hoje?

      8 O homem sentado ali no Monte das Oliveiras, naquela terça-feira, 11 de nisã de 33 E.C., olhava para a então cidade santa de Jerusalém e seu templo com mais do que apenas um sentimento de pura admiração diante da beleza do espetáculo. Seus doze companheiros íntimos ficaram muito perturbados com o que o ouviram dizer. Um destes homens, chamado Mateus Levi, registrou a pergunta tripla que se fez a esse homem, com confiança na sua capacidade profética de fornecer respostas fidedignas. Apercebemo-nos hoje, assim como aqueles homens lá naquele tempo, que também estamos perto do fim duma era, do que promete ser o fim desastroso dum sistema de coisas? Neste caso, devíamos estar interessados no que perguntaram ao homem qualificado como profeta. Perguntaram: “Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” — Mateus 24:3.

      9. Embora aqueles interrogadores perguntassem sobre a destruição de Jerusalém, por que não podemos desconsiderar aquela destruição como de nenhuma conseqüência para nós hoje?

      9 Por meio desta indagação, os interrogadores pediam informação profética sobre a destruição de Jerusalém, a qual, por causa de seu templo, era considerada “lugar santo”, “cidade santa”. (Mateus 24:15; 4:5) Preocupados como estamos hoje com os problemas prementes dum mundo em desmoronamento, alguns talvez exclamem: “Ora, era apenas uma cidade, num pequeno país do mundo, que seria destruída! De que importância é isso para mim?” Assim talvez pareceria a alguns, mas — que diria se, em breve, a Cidade do Vaticano, que ocupa 44.000 metros quadrados da Itália moderna, fosse destruída violentamente? Seria isso de pouca importância, de pouca conseqüência para centenas de milhões de pessoas religiosas hoje em toda a terra? Suscitaria tal desolação da Cidade do Vaticano em milhões de outros alguns pressentimentos temidos quanto a outras organizações político-religiosas, com as quais estão ligados e a respeito das quais têm conceitos reverentes? Também, se algo que constitui o equivalente hodierno daquela Jerusalém do primeiro século E. C. acabasse de modo violento, afetaria diretamente pelo menos um quarto da atual população do mundo! Pressagiaria também algo igualmente iminente para outras centenas de milhões de pessoas!

      10. Pensando nos nossos próprios tempos, ao lermos a profecia devemos atentar para que cena moderna?

      10 Lá naquele tempo, enquanto os homens indagadores escutavam o “homem das respostas”, pensavam nos tempos deles. E nós, hoje, ao escutarmos a resposta dada à indagação deles, podemos pensar em nossos tempos. A fim de obtermos o apreço correto da resposta profética, devemos pensar nos paralelos e equivalentes modernos, visto que tais coisas realmente existem. Ao lermos agora apenas vinte versículos da resposta extensa fornecida, vejamos se podemos por nós mesmos ver alguns dos paralelos e equivalentes modernos. Leremos os registros feitos por Mateus Levi e o médico Lucas:

      RESPOSTA PROFÉTICA

      11. Por quem não se deviam deixar desencaminhar os companheiros daquele profeta, e o que não os devia apavorar?

      11 “Olhai para que ninguém vos desencaminhe; pois muitos virão à base do meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo’, e desencaminharão a muitos. Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim. [Por que não?]

      12. Não se devia entender que “o fim” já havia chegado só por causa de que acontecimento?

      12 “Por que nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro [e, num lugar após outro, pestilências e escassez de víveres (Lucas 21:11)]. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.

      13. Que outras coisas de significância real haviam de ocorrer antes de vir o “fim”?

      13 “Então vos entregarão a tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome. Então, também, muitos tropeçarão e trairão uns aos outros, e se odiarão uns aos outros. E surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos; e, por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará. Mas, quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo. E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.

      14. Quando os que estivessem na Judéia vissem a coisa repugnante “estar em pé num lugar santo”, o que deveriam fazer, e por quê?

      14 “Portanto, quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação, conforme falado por intermédio de Daniel, o profeta, estar em pé num lugar santo, (que o leitor use de discernimento,) então, os que estiverem na Judéia comecem a fugir para os montes. O homem que estiver no alto da casa não desça para tirar de sua casa os bens; e o homem que estiver no campo não volte para casa para apanhar a sua roupa exterior. Ai das mulheres grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Persisti em orar que a vossa fuga não ocorra no tempo do inverno, nem no dia de sábado; pois então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo. De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” — Mateus 24:4-22.

      15. Por quanto tempo seria pisada Jerusalém pelas nações não-judaicas?

      15 “Cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.” — Lucas 21:24, versão revista e corrigida da tradução de João Ferreira de Almeida.

      ATUAL SIGNIFICADO PARALELO!

      16. As coisas preditas atingiram o auge com que acontecimento, e isso assinalou o fim de que sistema de coisas?

      16 De acordo com esta declaração profética, de que “Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem”, quem predisse a aflição mundial levou a sua profecia muito mais adiante, até mesmo com referência específica ao nosso próprio século vinte. Visto que parte da pergunta feita lá naquele tempo era: “Qual será o sinal . . . da terminação do sistema de coisas”, as coisas preditas que atingiram um clímax na desolação de Jerusalém e da província da Judéia, no ano 70 E. C., assinalaram o fim calamitoso do então existente sistema de coisas, sistema que girava em torno do “lugar santo”, da “cidade santa”, Jerusalém.

      17. De modo paralelo, os mais antigos desta geração perguntam se seria assinalado por meio de que eventos modernos?

      17 De modo paralelo, de que ponto decisivo na história podemos dizer razoavelmente que é assinalado por essas coisas, que nós, mais antigos, desta geração vimos ocorrer em escala global, desde 1914 E. C., ano que aqueles Estudantes Internacionais da Bíblia haviam declarado desde 1876 E. C. como selando o fim dos “tempos dos gentios”?

      18. O que significam tais eventos para este sistema de coisas, e por que coisas pode ser denunciado?

      18 Estaríamos cegando a nós mesmos para com o “sinal” ominoso, se não discerníssemos que o fim do sistema global de coisas é assinalado por tais acontecimentos que ocorrem desde 1914 E. C. A partir daquele ano inesquecível, o atual sistema mundial de coisas pode ser denunciado perante toda a humanidade pelas guerras mais sangrentas de toda a história humana, pela escassez de víveres, em grande parte causada pelos homens, pelas pestilências atribuíveis à má conduta humana, pelo aumento do que é contra a lei, pelo esfriamento da qualidade divina do amor, pela traição da humanidade, pelo flagrante ódio e perseguição em todas as nações, movidos aos cristãos que se contrapõem aos falsos profetas, por pregarem em toda a terra habitada “estas boas novas do reino”, “em testemunho a todas as nações”!

      19. Segundo tais pontos de acusação, qual é a situação deste sistema de coisas perante o Tribunal do Universo, e que decisão coerente terá de ser proferida para com este sistema?

      19 O presente sistema de coisas é culpado de todos estes pontos de acusação. Todos estes pontos de acusação podem ser provados com os registros históricos mantidos desde 1914 E. C. O Supremo Tribunal do Universo apercebe-se de tudo isso, e o presente sistema global de coisas terá de responder perante esta Corte Suprema. Por conseguinte, este tribunal só tem uma decisão a fazer. Sua decisão tem de ser coerente com a sentença proferida no ano 70 E. C. contra o sistema de coisas que possuía sinagogas tanto dentro como fora do Império Romano. A decisão coerente do Tribunal para hoje precisa ser a do fim deste sistema global de coisas, na “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. — Mateus 24:21.

      20, 21. (a) Por que significa a “grande tribulação” o fim da aflição mundial? (b) Segundo que palavras adicionais do profeta não precisamos ter a perspectiva lamentável do mundo?

      20 Esta é a tribulação que acabará com a aflição mundial, porque ocorre segundo a decisão judicial do Supremo Tribunal do Universo contra este sistema global de coisas, que tem causado tanta aflição a toda a humanidade. Desde o ano de 1914, este sistema de coisas tem sofrido “dores de aflição”, as quais cessarão apenas com a morte dolorosa do sistema. A perspectiva é deveras lamentável para este sistema de coisas e para os que egoistamente se enfronham nele. Mas, nós não precisamos ter a perspectiva deles; não precisamos lamentar-nos. Sabemos que é apenas em um sentido que o “sinal”, que aparece desde 1914, significa a “terminação do sistema de coisas”, mas observamos outro significado deste “sinal”, um significado acompanhante. Qual seria o importante efeito colateral deste “sinal” foi indicado pelo profeta do primeiro século, ao dizer aos seus ouvintes:

      21 “Reparai na figueira e em todas as outras árvores: Quando já estão em flor, sabeis por vós mesmos, observando isso, que já está próximo o verão. Deste modo também vós, quando virdes estas coisas ocorrer, sabei que está próximo o reino de Deus. Deveras, eu vos digo: Esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram. Céu e terra passarão, mas as minhas palavras de modo algum passarão.” — Lucas 21:29-33.

      22. (a) O profeta disse aos seus ouvintes que deviam assumir que postura, ao verem essas coisas começar a ocorrer? (b) Por que temos nós, os deste século, os motivos mais fortes para assumir tal postura?

      22 É isso! Não só significaria o “sinal” a “terminação do sistema de coisas” em “dores de aflição”, mas as coisas calamitosas que juntas perfazem este “sinal” indicariam indiretamente que o “reino de Deus”, bem-vindo como o verão no Oriente Médio, estava próximo. Não é de se admirar, pois, que o comentarista da aflição mundial dissesse pouco antes disso, na sua profecia: “Mas, quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando”! (Lucas 21:28) Há mais de sessenta anos atrás, vimos o início destas coisas, a partir de 1914, e nós, os deste século vinte, em vez de aqueles homens do primeiro século, somos os que têm os motivos mais fortes para nos erguermos duma posição abatida e levantarmos a cabeça com rosto radiante. Nosso livramento tem-se aproximado, está agora mais perto do que nunca antes. Sim, “está próximo o reino de Deus”!

      23. Por que podemos ter certeza do significado destas “dores de aflição” sobre o sistema mundial, e por que é fidedigna a predição do profeta quanto ao que havia de vir?

      23 Há uma base sólida para se anunciar que ‘está próxima a salvação do homem da aflição mundial’! Ao dizermos isso, não atribuímos nenhum significado errado às “dores de aflição” que têm atingido todo o sistema de coisas desde 1914 E. C. Essas coisas foram preditas há dezenove séculos atrás, em resposta a uma pergunta específica sobre o que se devia aguardar como indício de certa coisa ou série de coisas. Portanto, ao se cumprirem as coisas preditas, assumem este determinado significado. Desta maneira, o homem que as predisse mostrou ser comentarista fidedigno da aflição mundial. Por isso, pode ser considerado de máxima confiança ao predizer também a salvação de alguns da humanidade com vida durante a piora desta aflição mundial, a fim de poderem usufruir na terra as bênçãos do reino de Deus. Este é o governo que introduzirá um novo sistema justo de coisas, cheio de alegria.

      24. (a) Por que não se identificou até agora a fonte desta profecia? (b) Portanto, por que se precisa dizer que Jesus Cristo era verdadeiro profeta de Deus e comentarista fidedigno?

      24 O homem de cuja profecia tratamos aqui disse que seus discípulos se tornariam “pessoas odiadas por todas as nações”, por causa do seu nome. (Mateus 24:9) Isto significa que ele mesmo seria odiado e que tudo aquilo a que se ligasse seu nome também seria odiado ou desacreditado. Até agora deixamos sua profecia passar sem nome, para que a profecia falasse por si mesma. Por enquanto, evitamos causar qualquer reflexo favorável ou desfavorável sobre a profecia pela menção da fonte da profecia. O ponto é, encarado objetivamente: mostrou-se a profecia veraz ou não? Mostrou-se o profeta veraz ou falso, sem importar o seu nome? O preconceito contra o nome ou a identidade de alguém não deve influir em nosso julgamento quanto à verdade ou falsidade. À luz dos fatos, tanto do primeiro século como do nosso século vinte, a profecia mostrou ser veraz. Assim, em toda a justeza, deve-se dizer que Jesus Cristo foi profeta veraz de Deus e comentarista fidedigno da aflição mundial. Prejudicamos a nós mesmos se não acatarmos o que ele disse.

      25. Por que não é este homem mencionado agora um profeta já morto, do passado?

      25 Neste tempo de perplexidade mundial, quando os políticos não sabem para onde se virar, e os clérigos da cristandade não têm nenhuma mensagem relevante para o povo, é bom que nos lembremos de que o já mencionado profeta não é uma pessoa morta do passado. Ele é pessoa viva da atualidade! Sim, e está altamente interessado no cumprimento de sua própria profecia inspirada. Sua vida na terra, há dezenove séculos atrás, foi uma vida marcada. Havia sido predita nos seus aspectos vitalmente importantes, nas Escrituras Hebraicas inspiradas, a fim de identificar quem seria o Messias da parte de Deus. Visto que as profecias messiânicas daquelas Escrituras Hebraicas se cumpriram neste Jesus, descendente do patriarca Abraão e do Rei Davi, de Jerusalém, provou-se além de qualquer dúvida que ele era o Messias ou o Cristo. Em harmonia com as Escrituras Hebraicas inspiradas, Jesus Cristo predisse sua própria morte violenta e sua ressurreição dentre os mortos, no terceiro dia depois de sua morte. Tanto ele como as Escrituras Hebraicas provaram ser absolutamente verazes neste sentido. É por isso que ele está hoje vivo, dezenove séculos mais tarde! O Salmo 110:1-4 predisse a sua glorificação à mão direita de Deus!

      26. Em vista de que testemunho não adiantaria nada se alguém de nós hoje, tergiversasse sobre se Jesus Cristo foi ressuscitado ou não?

      26 Nada adianta tergiversarmos hoje, quase dois mil anos depois, sobre se Jesus Cristo foi ressuscitado dentre os mortos no terceiro dia. Temos testemunhas judaicas deste fato, não apenas as duas ou três testemunhas exigidas pela Lei mosaica, mas “mais de quinhentos” judeus que o viram ao mesmo tempo, em certa ocasião, antes de ele ascender à mão direita de Deus, quarenta dias depois de sua ressurreição. (1 Coríntios 15:3-6) Possuímos hoje, em milhares de manuscritos, o testemunho escrito de sete destas testemunhas oculares de sua ressurreição, a saber, Mateus Levi, João Marcos, João, filho de Zebedeu, Pedro, filho de Jonas (João), Tiago e Judas, ambos meios-irmãos de Jesus Cristo, e Saulo de Tarso, que foi chamado de Paulo. Seu testemunho consta nas inspiradas Escrituras Gregas Cristãs.

      27. (a) Que Escrituras não teriam sido escritas e que Escrituras teriam falhado completamente se Jesus Cristo não tivesse sido ressuscitado? (b) Quem estava disposto a arriscar sua vida pela realidade da ressurreição do Messias?

      27 O fato é que os vinte e sete livros dessas Escrituras Gregas inspiradas nunca teriam sido escritos se Jesus Cristo não tivesse sido ressuscitado dentre os mortos e depois glorificado junto a Jeová Deus, nos céus. Além disso, as Escrituras Hebraicas inspiradas, desde os escritos de Moisés até à profecia de Malaquias, teriam falhado completamente até o dia de hoje, se Jesus Cristo não tivesse sido ressuscitado dentre os mortos pelo poder onipotente de Jeová Deus. (Lucas 24:44-48; Revelação [Apocalipse] 19:10) As testemunhas oculares do ressuscitado Jesus Cristo estavam dispostas a empenhar sua vida pela realidade da ressurreição dele. Estêvão, de Jerusalém, sofreu o apedrejamento até à morte por testificar a ressurreição do Messias. Tiago, irmão do apóstolo João, foi morto à espada pelo Rei Herodes Agripa I, de Jerusalém. O apóstolo João foi sentenciado ao exílio na ilha penal de Patmos, por decreto de Roma, por testificar da ressurreição do Messias.

      28, 29. (a) Diante de quem foi que Saulo de Tarso (chamado Paulo) testemunhou vigorosamente a respeito da ressurreição dos mortos, baseado na ressurreição de Cristo? (b) Quais foram as reações do Governador Festo e do Rei Agripa?

      28 E o que dizer daquele anterior fariseu, Saulo de Tarso, chamado Paulo? Em sinagoga após sinagoga, na Palestina, na Ásia Menor e na Grécia, testemunhou aos seus patrícios judeus a respeito da ressurreição do Messias, Jesus. Era bastante destemido para dar testemunho similar perante os juízes gregos, pagãos, do Tribunal do Areópago, em Atenas, na Grécia. Do alto da escadaria da Torre de Antônia, deu fielmente testemunho a uma turba judaica, que havia tentado dilacerá-lo no pátio do templo de Jerusalém. Ele disse ao doutrinalmente dividido Tribunal do Sinédrio, daquela cidade santa: “Eu sou fariseu, filho de fariseus. É por causa da esperança da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado.” (Atos 23:6) Aos sucessivos governadores romanos da Judéia, Félix e Festo, ele enfatizou a esperança da ressurreição baseada na ressurreição do próprio Messias. Mais tarde, o testemunho vívido de Paulo, a respeito de seu encontro milagroso com o ressuscitado Jesus, fez com que o Governador Festo, sem fé, exclamasse: “Estás ficando louco, Paulo! A grande erudição está-te levando à loucura!” Daí, quando Paulo interrogou o convidado de Festo a respeito de sua fé, o prosélito judaico, o Rei Herodes Agripa II, disse:

      29 “Em pouco tempo me persuadirias a tornar-me cristão.” — Atos 26:24, 28.

      30. Quem seriam “os mais lastimáveis”, segundo Paulo, se não houvesse ressurreição dos mortos?

      30 O fato é que, se o Messias Jesus não tivesse sido ressuscitado dentre os mortos para a vida celestial, então não haveria nenhuma futura “ressurreição tanto de justos como de injustos”. (Atos 24:15) Tanto dependia da ressurreição do Messias, e o apóstolo Paulo sofreu tanta perseguição por pregá-la, que, se Paulo fosse mentiroso, então, conforme escreveu: “De fato, também pereceram os que adormeceram na morte em união com Cristo. Se somente nesta vida temos esperado em Cristo, somos os mais lastimáveis de todos os homens.” (1 Coríntios 15:18, 19) O mesmo se dá também com a nossa geração, neste século vinte. Depois de tudo o que sofremos desde 1914, nossa geração, dentre todas, seria ‘a mais lastimável’.

      31. (a) De que modo têm os merecedores desta geração uma esperança válida de não precisarem duma ressurreição? (b) Por que coisas, que merecem consideração, terão de passar ainda tais poupados dentro em breve?

      31 No entanto, imagine só! Os merecedores desta geração da humanidade serão salvos com vida do restante da aflição deste mundo, a fim de sobreviverem à pior parte dela e entrarem no novo sistema messiânico de coisas, de Deus, sem precisarem duma ressurreição dentre os mortos para a vida aqui na terra! Esta é uma esperança válida, bem fundada no que foi dito por Jesus Cristo na sua profecia sobre o “sinal da [sua] presença e da terminação do sistema de coisas”. (Mateus 24:3) Mas, sermos assim poupados com vida através do restante da aflição do mundo, sob a proteção de Deus, significa que ainda teremos de passar por acontecimentos emocionantes e situações provadoras. Faremos bem em considerar a estas agora, segundo a profecia bíblica, para que saibamos melhor como reagir ao nos confrontarmos com essas coisas preditas.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Registrado na Bíblia Sagrada em Mateus 23:37-39.

      [Foto na página 18]

      O Zimbório da Rocha, na atual Jerusalém.

      [Foto na página 22]

      “O homem que estiver no alto da casa não desça para tirar de sua casa os bens.”

  • Um Messias transformado que os políticos terão de enfrentar
    Está Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
    • Capítulo 3

      Um Messias transformado que os políticos terão de enfrentar

      1. Iguais aos governantes políticos de 33 E. C., os governantes políticos da atualidade terão de decidir definitivamente o que farão com quem?

      NO FUTURO próximo, os governantes políticos de todas as nações e povos terão de decidir definitivamente o que fazer quanto ao Messias. Perto dos meados do primeiro século de nossa Era Comum, este Messias, Jesus, o Descendente do Rei Davi, teve encontros diretos com um par de governantes políticos, mundanos. O Rei Herodes Ântipas, da Galiléia, depreciou Jesus como sendo o Messias e zombou dele no tribunal, mandando-o de volta ao governador romano da Judéia, Pôncio Pilatos, para um julgamento final. O Governador Pilatos, representando o Imperador Tibério de Roma, cedeu à pressão duma turba antimessiânica e sentenciou Jesus à morte, por ser pregado numa estaca, como escravo criminoso. (Lucas 23:1-25) Mas, hoje em dia, os governantes políticos terão de enfrentar um Messias muito diferente do Messias abnegado do ano 33 E. C.

      2. Por que ficarão espantados os governantes políticos diante de seu confronto com o Messias dentro em breve?

      2 OS governantes políticos, especialmente os da cristandade, estão mais ou menos familiarizados com as narrativas evangélicas da vida terrestre de Jesus Cristo. É provável que o quadro mental mais familiar que têm dele seja o apresentado por muitos artistas religiosos, o de Jesus com rosto abatido, sob uma coroa de espinhos, e com mãos e pés pregados numa cruz. Pouco, ou antes, de modo algum, esperam os atuais governantes políticos ter um confronto com Jesus Cristo qual poderoso Rei celestial, todo preparado para lutar contra seus inimigos terrestres. Para seu completo espanto, será um Messias transformado com quem terão de confrontar-se em breve.

      3. Por que é agora oportuno e importante examinar a profecia de Isaías 52:13 a 53:12?

      3 Esta assombrosa transformação na posição do Messias e também no que foi oficialmente comissionado a fazer foi predita na profecia de Isaías 52:13 a 53:12. É agora oportuno examinarmos esta profecia específica e também os fatos que mostram como se cumpriu a profecia. Isto é de importância para nós hoje.

      4, 5. A quem passa a considerar abruptamente Isaías 52:13-15?

      4 Depois de Isaías, capítulo 52, falar do livramento dos judeus de décadas de exílio no país estrangeiro da Babilônia, no vale da Mesopotâmia, o versículo treze muda abruptamente no que considera. Note como rezam os versículos finais deste capítulo:

      5 “Eis que meu servo agirá com perspicácia. Ele estará num alto posto, e certamente será elevado e muitíssimo exaltado. Ao ponto que muitos olharam para ele assombrados — tanta foi a desfiguração quanto à sua aparência, mais do que a de qualquer outro homem, e quanto à sua figura imponente, mais do que a dos filhos da humanidade — a tal ponto surpreenderá muitas nações. Por causa dele, reis fecharão a sua boca, pois verão realmente aquilo que não se lhes narrou e terão de dar sua consideração aquilo que não ouviram.” — Isaías 52:13-15.

      6. Qual é o conceito ortodoxo judaico sobre aquele a quem Jeová chama de “meu servo”, conforme revela uma nota marginal judaica sobre isso?

      6 De quem é que Jeová Deus fala aqui profeticamente como “meu servo”? A opinião judaica, ortodoxa, acredita que não seja uma pessoa. Uma nota sobre isso, no livro de Isaías, do Dr. I. W. Slotki, M. A., LITT. D., publicado por The Soncino Press, em 1949, reza: “O servo é o Israel ideal ou o restante fiel. Que não se trata dum indivíduo é a opinião de todos os comentaristas judaicos e da maioria dos não-judaicos, modernos. ‘Não importa quais as causas que possam ter induzido a estimular a defesa desta forma de interpretação (a saber, a cristológica), é importante que os exegetas cristãos reconheçam que este caminho da exposição judaica está principalmente certo e que o caminho dos interpretadores cristãos, até o tempo de Rosenmüller (i. e. 1820) tem sido principalmente errado.’ (Whitehouse).” Mas, está certo tal “caminho da exposição judaica”?

      7. Tanto tempo depois da profecia de Isaías, que prova podem oferecer os judeus ortodoxos e os da Reforma quanto à existência de tal “Israel Ideal” entre os judeus hoje em dia?

      7 Ao considerarmos a acima expressa opinião judaica sobre a identidade de “meu servo”, somos obrigados a perguntar: Quem, hoje, ou onde, hoje, existe o que o Dr. Slotki chama de “Israel ideal”? Será que é encontrado nesta geração de judeus naturais, que sobreviveram ao regime do ditador nazista Hitler, na Europa, e às opressões comunistas, e que ainda ascendem a cerca de 14.443.925? Encontramos o “Israel ideal” ou esse “servo” do Deus Altíssimo na atual república de Israel, especialmente na sua população judaica, que controla o governo político? Qual o judeu, quer da parte religiosa, ortodoxa, quer da parte religiosa da Reforma, que vê em todo o povo judeu ou em qualquer parte do atual povo judeu o “Israel ideal”, mais de 2.700 anos depois de se proferir a profecia de Isaías? Por isso, não possuem prova alguma de que o “servo” da profecia de Isaías seja o “Israel ideal”, composto de judeus naturais.

      8. Onde podemos achar a descrição inspirada do verdadeiro “Israel ideal”, e como é descrito ali?

      8 Se quisermos identificar o verdadeiro “Israel ideal”, poderemos encontrar a descrição inspirada dele em Revelação (Apocalipse), recebida pelo ex-pescador judeu do Mar da Galiléia, chamado João, filho de Zebedeu, quando ele estava em exílio e encarceramento na ilha penal, romana, de Patmos, no Mar Egeu. A evidência indica que esta Revelação foi dada a João depois da destruição de Jerusalém e seu templo pelos romanos, no ano 70 E. C. Isto aconteceu depois do incêndio de Roma pelo Imperador Nero, que levou à perseguição dos falsamente acusados cristãos. Numa das visões reveladoras, João viu e ouviu um anjo dizer a quatro anjos, que refreavam os ventos tempestuosos da terra: “Não façais dano nem à terra, nem ao mar, nem às árvores, até depois de termos selado os escravos de nosso Deus nas suas testas.” (Revelação 7:1-3) Daí, João prosseguiu escrevendo:

      E ouvi o número dos selados: cento e quarenta e quatro mil, selados de toda tribo dos filhos de Israel;

      Da tribo de Judá, doze mil selados;

      da tribo de Rubem, doze mil;

      da tribo de Gade, doze mil;

      da tribo de Aser, doze mil;

      da tribo de Naftali, doze mil;

      da tribo de Manasses, doze mil;

      da tribo de Simeão, doze mil;

      da tribo de Levi, doze mil;

      da tribo de Issacar, doze mil;

      da tribo de Zebulão, doze mil;

      da tribo de José, doze mil;

      da tribo de Benjamim, doze mil selados. — Revelação 7:4-8.

      9, 10. O que é que torna ideais esses israelitas selados?

      9 O número desses israelitas selados certamente é ideal, quer dizer, doze vezes doze mil, ou seja, cento e quarenta e quatro mil, número perfeitamente equilibrado. Mas, o que os torna um “Israel ideal” não é inteiramente seu número, porém, antes, suas qualidades morais e religiosas. João escreveu, num comentário inspirado sobre estas qualidades:

      10 “E eu vi, e eis o Cordeiro em pé no Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que têm o nome dele e o nome de seu Pai escrito nas suas testas. E ouvi um som vindo do céu, como o som de muitas águas e como o som de forte trovão; e o som que eu ouvi era como de cantores ao acompanhamento de harpas, tocando as suas harpas E estão cantando como que um novo cântico diante do trono e diante das quatro criaturas viventes e das pessoas mais maduras; e ninguém podia aprender esse cântico, exceto os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. Estes são os que não se poluíram com mulheres; de fato, são virgens. Estes são os que estão seguindo o Cordeiro para onde quer que ele vá. Estes foram comprados dentre a humanidade como primícias para Deus e para o Cordeiro, e não se achou falsidade na sua boca; não têm mácula.” — Revelação 14:1-5.

      11. (a) Que espécie de israelitas são e que espécie de circuncisão receberam? (b) Quando se tornou o próprio Jesus Cristo um israelita espiritual?

      11 Esses são israelitas espirituais, que fizeram o que o profeta Moisés disse que a antiga nação de Israel devia fazer: “Tendes de circuncidar o prepúcio dos vossos corações e não deveis mais endurecer a vossa cerviz.” Também: “Jeová, teu Deus, terá de circuncidar teu coração e o coração da tua descendência, para que ames a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, no interesse da tua vida.” (Deuteronômio 10:16; 30:6) Mesmo que alguns destes israelitas espirituais fossem judeus naturais, teriam de ter a circuncisão do coração e ser judeus no íntimo, iguais aos demais do Israel espiritual. (Romanos 2:28, 29) Até mesmo aquele a quem seguem, “o Cordeiro”, Jesus Cristo, tornou-se israelita espiritual, quando foi ungido pelo espírito de Deus logo depois de ser batizado por João Batista no rio Jordão. — Mateus 3:13-17.

      12, 13. (a) Como identifica Revelação 21:2, 9-14, o “Israel ideal” com “a esposa do Cordeiro”? (b) De que modo são as “pedras de alicerce” desta cidade celestial significativas na identificação do “Israel ideal”?

      12 Que o “Israel ideal”, na realidade, é o Israel espiritual é ilustrado adicionalmente em Revelação 21:2, 9-14. Ali, as doze tribos de Israel, compostas dos 144.000 selados “escravos de nosso Deus”, são comparadas à Nova Jerusalém, “a noiva, a esposa do Cordeiro”. A respeito desta Nova Jerusalém celestial, espiritual, está escrito: “Mostrou-me a cidade santa de Jerusalém descendo do céu, da parte de Deus, e tendo a glória de Deus Seu resplendor era semelhante a uma pedra mui preciosa’ como pedra de jaspe, brilhando como cristal. Tinha uma grande e alta muralha, e tinha doze portões, e, junto aos portões, doze anjos, e havia nomes inscritos, os quais são os das doze tribos dos filhos de Israel. Ao leste havia três portões, e ao norte havia três portões, e ao sul havia três portões, e ao oeste havia três portões. A muralha da cidade tinha também doze pedras de alicerce, e sobre elas os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.”

      13 o Israel carnal, natural, foi fundado nos doze filhos do patriarca Jacó mas é o Israel espiritual, o Israel cristão, que é fundado nos doze apóstolos do Cordeiro Jesus Cristo. (Efésios 2:20) Assim, sem qualquer dúvida, é este Israel espiritual que é o “Israel ideal”. Mas, isso de modo algum prova que seja o “servo” descrito no Isa. capítulo 53 da profecia de Isaías.

      IDENTIFICAÇÃO INSPIRADA DE “MEU SERVO”

      14. A que fonte recorremos para a identificação certa daquele a quem Deus chama de “meu servo”?

      14 Assim, pois, exatamente quem é aquele a quem Deus chama de “meu servo”, não só em Isaías 52:13, mas também em Isaías 53:11? Em vez de aceitarmos as opiniões de homens tais como o Dr. I. W. Slotki, de 1949 E. C., e o orientalista alemão Ernst F. K. Rosenmüller, de 1820 E. C., não ficamos na incerteza ao aceitarmos a identificação de “meu servo” conforme fornecida nas Escrituras Sagradas, inspiradas. Esta interpretação das palavras de Deus, “meu servo”, foi dada a um prosélito judaico, um etíope, que havia subido à Jerusalém do primeiro século E. C. para adorar ali no templo. O relato inspirado sobre o incidente reza:

      15, 16. Com respeito à profecia de Isaías, que palestra ocorreu entre Filipe e um eunuco etíope?

      15 “O anjo de Jeová falou a Filipe, dizendo: ‘Levanta-te e vai para o sul, à estrada que desce de Jerusalém para Gaza.’ (Esta é a estrada do deserto.) Em vista disso, levantou-se e foi, e eis um eunuco etíope, homem de poder sob Candace, rainha dos etíopes, que estava sobre todo o tesouro dela. Tinha ido a Jerusalém para adorar, mas regressava e estava sentado no seu carro, e lia em voz alta o profeta Isaías. De modo que o espírito disse a Filipe: ‘Aproxima-te e junta-te a este carro.’ Filipe correu ao lado dele e ouviu-o lendo em voz alta Isaías, o profeta, e disse: ‘Sabes realmente o que estás lendo?’ Ele disse: ‘Realmente, como é que eu posso, a menos que alguém me guie?’ E suplicou que Filipe subisse e se assentasse com ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo em voz alta era: ‘Como ovelha ele foi levado à matança e como cordeiro que está sem voz diante do seu tosquiador, assim não abre a sua boca. Durante a sua humilhação foi-lhe tirado o julgamento. Quem contará os pormenores de sua geração? Porque a sua vida lhe é tirada da terra.’

      16 “Em resposta, o eunuco disse a Filipe: ‘Rogo-te: A respeito de quem diz isso o profeta? A respeito de si mesmo ou a respeito de outro homem?’ Filipe abriu a sua boca e, principiando com esta escritura, declarou-lhe as boas novas a respeito de Jesus. Então, ao avançarem pela estrada, chegaram a certo corpo de água, e o eunuco disse: ‘Eis um corpo de água! O que me impede ser batizado?’ Com isso mandou o carro parar, e ambos desceram à água, tanto Filipe como o eunuco; e ele o batizou. Tendo eles saído da água, o espírito de Jeová conduziu Filipe rapidamente dali, e o eunuco não o viu mais, pois seguiu caminho, alegrando-se. Mas Filipe achou-se em Asdode, e, passando pelo território, declarava as boas novas a todas as cidades, até chegar a Cesaréia.” — Atos 8:26-40.

      17. (a) Que parte da profecia de Isaías lia o eunuco etíope? (b) Como chegou a saber a identificação do “servo” mencionado naquela profecia?

      17 A passagem das Escrituras, que o eunuco etíope lia em voz alta, é hoje numerada como sendo o capítulo cinqüenta e três de Isaías, versículos sete e oito. Tem referência àquele a quem Deus chama de “meu servo”, em Isaías 52:13 e 53:11. Os judeus no templo em Jerusalém não haviam indicado a este etíope convertido ao judaísmo exatamente quem era tal “servo”. Então, quem estava biblicamente habilitado para identificar esse “servo” ao eunuco etíope, lá por volta de 34 E. C., e para nós hoje? Certamente, era Filipe, o “evangelizador”, a quem o anjo de Jeová havia dirigido ao carro deste estudante etíope da Bíblia. E quem, disse este Filipe, que era o “servo”? Deve ter sido Jesus Cristo, pois, Atos 8:35 diz: “Principiando com esta escritura, [Filipe] declarou-lhe as boas novas a respeito de Jesus.” É verdade que este Jesus é Cabeça celestial do Israel espiritual, mas Filipe não aplicava a profecia de Isaías, a respeito do “servo” de Jeová, à congregação dos israelitas espirituais, mas aplicou-a apenas à Cabeça, Jesus Cristo. — Atos 21:8; Colossenses 1:18.

      18. Como somos ajudados pela identificação correta do “servo” mencionado nesta profecia?

      18 Filipe não foi o único a fazer esta aplicação da profecia. Outros escritores inspirados fizeram a mesma aplicação, conforme veremos. Com tal identificação correta deste “servo” específico de Jeová, podemos passar a examinar a profecia em pormenores. Isto nos ajudará a apreciar ainda mais o Messias com quem os políticos mundanos terão de lidar no futuro próximo

      19, 20. (a) Como indica a fraseologia de Isaías 52:13-15 que seu cumprimento afetaria os políticos do século vinte? (b) No primeiro século, como agiu Jesus “com perspicácia”, e desde quando passou a ter um “alto posto”?

      19 Se omitirmos a última parte do versículo quatorze, que está entre travessões, por se tratar dum pensamento e comentário parentético, a profecia começa por dizer: “Eis que meu servo agirá com perspicácia. Ele estará num alto posto, e certamente será elevado e muitíssimo exaltado. Ao ponto que muitos olharam para ele assombrados . . . a tal ponto surpreenderá muitas nações. Por causa dele, reis fecharão a sua boca, pois verão realmente aquilo que não se lhes narrou e terão de dar sua consideração àquilo que não ouviram.” — Isaías 52:13-15.

      20 Não parece isso como se o cumprimento desta profecia afetasse todos os políticos deste século vinte? Não pode haver dúvida sobre isso! É com um Messias transformado que as nações e seus governantes políticos terão de lidar no futuro próximo, um Messias diferente na sua posição e comissão daquele Messias com quem lidaram o Sinédrio judaico, as nações gentias, o Rei Herodes Ântipas e o Governador romano Pôncio Pilatos, no ano 33 E. C. Lá naquele tempo, Jesus, o Messias, agiu “com perspicácia” quanto às profecias bíblicas que se aplicavam a ele, para orientá-lo em fazer a vontade de Jeová Deus. Desde a sua ressurreição dentre os mortos e posterior ascensão ao céu, ele tem ocupado um “alto posto”. Tem sido “elevado e muitíssimo exaltado”? Em resposta, podemos tomar o que o apóstolo cristão Pedro disse a milhares de judeus, que celebravam o dia festivo de Pentecostes, dez dias depois de Pedro ter visto Jesus Cristo subir em direção ao céu:

      21, 22. Como mostram as Escrituras que Jesus, o Messias, foi “elevado e muitíssimo exaltado”?

      21 “Realmente, Davi não ascendeu aos céus, mas ele mesmo diz: ‘Jeová disse a meu Senhor: “Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés.”’ Portanto, que toda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pendurastes numa estaca.” — Atos 2:34-36.

      22 Anos depois, Pedro escreveu numa carta inspirada: “Ele está a direita de Deus, pois foi para o céu; e foram-lhe sujeitos anjos, e autoridades, e poderes.” (1 Pedro 3:22) Sobre quanto foi elevado e exaltado Jesus, o Messias, o apóstolo Paulo escreveu: “Humilhou-se e tornou-se obediente até à morte, sim, morte numa estaca de tortura. Por esta mesma razão, também, Deus o enalteceu a uma posição superior e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome, a fim de que, no nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai.” — Filipenses 2:8-11.

      23. Que atitude dos governantes políticos para com a exaltação de Jesus no céu seria um erro sério da parte deles?

      23 Que efeito deve tudo isso ter sobre a atitude dos políticos deste mundo? Ninguém deve pensar, nem por um instante, que a elevação e exaltação do “Servo” de Jeová, Jesus Cristo, a uma posição muito elevada, em cumprimento de Isaías 52:13, passaria sem efeito nas nações terrenas e seus governantes políticos! Os políticos não devem dar de. ombros e dizer: ‘Jesus Cristo foi exaltado ao céu, foi? E daí?’ Não devem adotar a atitude de: ‘Agora que está no céu, ele está fora de nosso caminho. E que ele cuide lá das coisas no céu, enquanto nós cuidaremos das coisas aqui na terra; esta é nossa responsabilidade. Não vamos mais escutá-lo sobre como governamos a terra!’

      24. Como indica o direito governamental, que Jesus tinha por ocasião de sua ascensão novamente ao céu, que sua exaltação terá conseqüências sérias para os governantes políticos?

      24 Tal atitude política baseia-se em premissas absolutamente erradas. A grande elevação e exaltação do “Servo” de Jeová terá as conseqüências mais sérias para eles e sua continuação em cargos terrenos. Devem lembrar-se de que, quando Jesus Cristo subiu de volta para Jeová Deus, no céu, fez isso ainda de posse do direito e da prerrogativa do governo régio do Rei Davi sobre toda a terra da Palestina, prometida aos seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó. — Lucas 1:31-33; 2 Samuel 7:11-16; 1 Crônicas 17:10-14; Lucas 22:29, 30; Salmo 89:27-37.

      25. Como indica o efeito do sacrifício de resgate de Jesus que os políticos terão de prestar contas a Jesus Cristo pelo modo que governam?

      25 Além disso, ascendeu na posse firme do valor de seu sacrifício humano, por meio do qual podia comprar toda a família humana descendente de Adão e Eva. (1 Timóteo 2:5, 6) Ao apresentar o mérito de seu sacrifício resgatador a Deus, no céu, comprou de volta a família humana, que havia sido vendida sob o pecado, a condenação e sua penalidade, a morte. (Hebreus 9:24-28; Mateus 20:28) Por conseguinte, o povo comum, governado por todos os políticos, pertence ao “Servo” de Jeová, Jesus Cristo, por direito de compra, e os políticos terão de prestar contas a ele quanto a como governam.

      26. Durante que período fixado por Deus tiveram os governantes políticos das nações gentias permissão de exercer o domínio sobre a terra, mas desde quando estão os governos humanos no seu “tempo do fim”?

      26 Especialmente hoje, neste período crítico da história humana, não nos esqueçamos, nem façamos pouco caso de que Jesus Cristo, Descendente régio de Davi, tem certos direitos legais inalienáveis com respeito a esta terra. Estes não seriam deixados de lado para sempre, sem serem assumidos. Os governos nacionais e seus governantes políticos receberiam a concessão de apenas um período fixo e limitado, durante o qual poderiam exercer o controle político sobre a terra. Jeová Deus fixou um “tempo do fim” para os governos dos homens e seus reis, imperadores, presidentes, xás, xeques e outros governantes. Os 2.520 anos que passaram a contar desde a primeira desolação de Jerusalém, em 607 A. E. C., e que são chamados de “tempos dos gentios”, esgotaram-se no outono setentrional de 1914 E. C. Desde aquela data, os governos do homem, na terra, estão no seu “tempo do fim”. Seu fim já está agora à vista. — Lucas 21:24; Daniel 12:4.

      27. (a) O que chegou no outono de 1914 E. C. para o “Servo” de Deus, Jesus Cristo? (b) Que ação predita no Salmo 2:8, 9, devia então acontecer?

      27 Em contraste com isso, o tempo de espera à mão direita de Deus, no céu, terminou para o “Servo” Jesus Cristo naquele outono de 1914 E. C. (Salmo 110:1, 2; Hebreus 10:12, 13) Para ele, o ano de 1914 marcou o início dum ‘tempo de começo’ no exercício ativo de seus direitos régios. Daí, exatamente em tempo, nasceu nos céus o reino messiânico de Deus, alto demais para ser pisado pelos pés dos gentios, em desafio a Deus. (Revelação 12:1-5; Lucas 21:24; Ezequiel 21:25-27) Chegou então o tempo para o recém-entronizado Rei, Jesus, o Messias, agir em harmonia com o convite profético contido no Salmo 2:8, 9: “Pede-me, para que eu te dê nações por tua herança e os confins da terra por tua propriedade. Tu as quebrantarás com um cetro de ferro, espatifá-las-ás como se fossem um vaso de oleiro.” — Revelação 2:27; 12:5; Daniel 2:44.

      ASSOMBRO DOS POLÍTICOS

      28. Quando ocorrer o confronto final entre Jesus Cristo e todos os políticos da terra, por que ‘olharão para ele assombrados’?

      28 À luz destas declarações proféticas de Jeová a respeito de seu “Servo”, será deveras um Messias transformado com quem todos os políticos da terra terão de lidar no futuro próximo. A transformação será tão grande, que os deixará assombrados. Dentro em breve, quando vier o confronto final deles com ele, ‘olharão para ele assombrados’. Não que o vejam literalmente, com olho nu, mas verão a evidência visível de seu poder como Combatente a favor de Jeová Deus e saberão que estas evidências procedem deste Messias elevado e exaltado. Isto será bem diferente do modo em que os clérigos da cristandade apresentaram Jesus Cristo.

      29, 30. (a) Como apresentaram os clérigos da cristandade Jesus Cristo aos elementos políticos do mundo? (b) Conforme predito em Isaías 52:14, como houve uma “desfiguração” do Messias pelo que aconteceu até mesmo no primeiro século?

      29 Com os seus crucifixos e suas Missas, os clérigos da cristandade fizeram com que o elemento político do mundo encarasse Jesus Cristo como figura lastimável. Afirmam que, quando subiu ao céu, tomou consigo até mesmo seu corpo humano com que foi pregado na estaca, levando ainda os arranhões da coroa de espinhos na testa e os sangrentos furos dos pregos nas mãos e nos pés, bem como a ferida da lança no lado. É verdade que Jesus Cristo sofreu uma morte extremamente dolorosa e vergonhosa, por certos motivos. Mas antes disso, foi desacreditado, muito difamado, acusado de ser violador da lei, violador do sábado, louco, possesso de demônio, blasfemador, falso Cristo, enganador, ameaça para a nação judaica e sedicioso contra a Roma pagã. Certamente, sua reputação foi desvirtuada e a imagem que os falsos acusadores pintaram dele era inteiramente desfigurada; e é neste sentido especial que se deve entender Isaías 52:14:

      30 “Tanta foi a desfiguração quanto à sua aparência, mais do que a de qualquer outro homem, e quanto a sua figura imponente, mais do que a dos filhos da humanidade.”

      31, 32. (a) De que modo é Jesus Cristo hoje diferente de quando era homem na terra? (b) Como se cumprirá Isaías 52:15 em breve nos políticos?

      31 O descrédito, a difamação e deturpação de Jesus Cristo in absentia tem continuado até o dia de hoje. Mas, atualmente, dezenove séculos mais tarde, ele não é mais o “menino Jesus” (bambino Gesú); não é mais ‘Servo sofredor’ na terra, sem resistir aos seus inimigos maliciosos. Ele é agora o “Servo” elevado e exaltado, o Messias acreditado de Deus. Não importa o que os políticos, sob a má orientação de seus clérigos religiosos, tenham dito contra o “Servo” de Jeová e em desafio a ele, deixarão de ser tão ruidosos em dizer palavras de desprezo, quando se confrontarem com o antigamente humilhado “servo”, no vindouro confronto de poder por causa da questão: Quem governará a terra? Pois, os políticos verão, então, realmente a exibição daquilo que seus clérigos religiosos não lhes contaram; ver-se-ão obrigados a dar consideração ao que não ouviram falar em advertência, de seus altamente respeitados líderes religiosos. Conforme diz Isaías 52:15:

      32 “A tal ponto surpreenderá muitas nações. Por causa dele, reis fecharão a sua boca, pois verão realmente aquilo que não se lhes narrou e terão de dar sua consideração àquilo que não ouviram.”

      33. Visto que as testemunhas cristãs de Jeová têm narrado publicamente a verdade a respeito de Jesus, o Messias, por que é que os políticos não ouviram e por isso olham para ele espantados?

      33 Não é que as fiéis testemunhas cristãs de Jeová não tenham narrado tais coisas às nações e seus reis, tentando fazer com que as nações e seus governantes políticos dessem consideração a tais coisas. Mas estes, na maior parte, fizeram-se surdos e cegos para com aquilo que tais seguidores fiéis do “Servo” de Jeová têm proclamado em todo o mundo e têm esboçado em linguagem descritiva. Ao contrário, é dos clérigos assalariados que as nações e seus governantes políticos não ouviram narrar os fatos reais sobre como o “Servo” de Jeová na realidade guerreará contra eles, na execução dos julgamentos de Jeová. São os líderes religiosos assalariados que mantiveram as nações e os reis cegos para com o que os aguarda quando Jeová, por meio de seu “Servo”, agir contra eles para decidir a questão: Quem governará a terra e o povo sobre ela? Por isso, forçosamente ‘olharão para ele assombrados’ e “fecharão a sua boca”, ao se confrontarem com algo inteiramente diferente daquilo que esperavam.

      34. Que aviso dá o segundo Salmo aos governantes políticos, mas por que deixaram de agir em harmonia com ele?

      34 Neste “tempo do fim”, desde 1914 E. C., não foram os clérigos da cristandade que Jeová Deus usou para transmitir o seguinte aviso: “E agora, ó reis, usai de perspicácia; deixai-vos corrigir, ó juízes da terra. Servi a Jeová com temor e jubilai com tremor. Beijai ao filho, para que Ele não se ire e não pereçais no caminho, pois a sua ira se acende facilmente. Felizes todos os que se refugiam nele.” (Salmo 2:7, 10-12) Por dependerem de seus clérigos assalariados, os governantes políticos do povo judeu e os governantes políticos da cristandade não ‘beijaram o Filho’. Quer dizer, não expressaram nenhuma afeição pelo ‘Servo’ de Jeová, seu Filho celestial, Jesus, o Messias, a quem Ele assentou no Monte Sião celestial e a quem deu ‘nações por herança e os confins da terra por propriedade’.

      35. (a) Por meio de quem transmitiu Jeová este aviso inspirado aos governantes e juízes? (b) Visto que essas próprias testemunhas ‘beijam o filho’, como são consideradas pelos homens, e qual é sua situação perante Deus?

      35 Foram as Suas testemunhas cristãs por meio de quem Jeová transmitiu este aviso aos governantes políticos e aos juízes dos tribunais. Estas próprias testemunhas ‘beijam o filho’, e por causa disso tornaram-se pessoas odiadas por todas as nações, e houve desfiguração de sua aparência aos olhos de pessoas mal informadas. (Mateus 24:9) Jeová não ficará irado com suas testemunhas fiéis e obedientes, nem se acenderá a sua ira contra elas, de modo que pereçam no meio de seu proceder. Ele não se voltará contra os que se refugiam Nele, e, por isso, Suas testemunhas são hoje as pessoas mais felizes na terra, apesar do ódio do mundo e da desfiguração maliciosa de sua reputação. Observam agora com crescente interesse para ver como os “reis” ou governantes políticos das nações olharão assombrados e fecharão a boca diante da manifestação espantosa do transformado Messias, o “Servo” exaltado de Jeová.

      [Foto na página 36]

      Filipe explica a um eunuco etíope a profecia de Isaías.

      [Gravura de página inteira na página 40]

  • A transformação do “servo” messiânico
    Está Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
    • Capítulo 4

      A transformação do “servo” messiânico

      1. Como reagirão os reis da atual geração diante da demonstração de poder do “Servo” messiânico de Jeová?

      OS REIS da atual geração da humanidade ‘olharão assombrados’ para a vindoura demonstração apresentada pelo “Servo” messiânico, de sua posição mudada na organização de Deus. Fecharão a boca em silêncio, ao darem consideração à demonstração atemorizante, que confirmará a transformação do “Servo”, de Jeová, o Messias. — Isaías 52:13-15.

      2. Por que é que a transformação do “Servo” messiânico não constitui boas novas nem para os “reis” das nações, nem para a maioria dos outros habitantes da terra?

      2 A transformação do “Servo” messiânico é da mais alta importância; do contrário, Jeová não teria chamado atenção especial para ela, por meio de seu profeta Isaías, no oitavo século antes de nossa Era Comum. Estas deviam ser realmente boas novas para todos na terra. Mas não as são para os “reis” das nações. Para estes governantes políticos, o caso é de se apegarem ao seu poder político, ou de serem desalojados pelo reino celestial do “Servo” exaltado de Jeová, Jesus, o Messias. Não gostam da idéia de serem desalojados por um governo melhor para todo o povo. Não é de estranhar, pois, que a transformação do antes auto-sacrificado “Servo” de Jeová no Seu servidor mais elevado no universo, não sejam boas novas para eles! Quanto a isso, para quem, dentre os quatro bilhões de habitantes da terra, atualmente, é isso algo a ser crido como boas novas? Quem dentre todos esses bilhões tem fé nestas notícias espantosas, que hoje são proclamadas em todo o mundo pelas testemunhas cristãs de Jeová?

      3. De fato, lá quando foi registrada a profecia de Isaías, que pergunta foi suscitada?

      3 A questão quanto a se ter fé nesta notícia surpreendente foi suscitada já no oitavo século A. E. C., quando Jeová inspirou Isaías a predizer a mudança maravilhosa na condição do “Servo”. Por isso, logo depois de falar sobre a transformação milagrosa na condição do “Servo”, o profeta Isaías passa a levantar a questão: “Quem depositou fé na coisa ouvida por nós? E quanto ao braço de Jeová, a quem foi revelado?” — Isaías 53:1.

      4, 5. No primeiro século E. C., que pergunta surgiu sobre a profecia de Isaías, e por quê?

      4 Lá no oitavo século antes de nossa Era Comum, a questão era: É verídica a informação dada a Isaías e relatada por ele à nação de Israel? Ocorreria mesmo a enorme transformação com respeito ao “Servo” de Jeová? Revelar-se-ia o “braço de Jeová”, seu enorme poder para realizar coisas, tornando veraz a informação divulgada? Mais de setecentos e sessenta anos depois, suscitou-se a questão: Mostrou-se veraz a informação transmitida por Isaías? Podia-se divulgar seu cumprimento a todos como fato realizado pelo invencível “braço de Jeová”? Revelou-se Seu “braço” a todos os que têm olhos para ver?

      5 Suscitou-se assim no primeiro século E. C. a questão sobre tudo isso, por causa da controvérsia sobre Jesus Cristo, Descendente de Abraão e de Davi. Foi por isso que o apóstolo Paulo escreveu sobre o assunto e mostrou que a informação ouvida por Isaías se cumprira em Jesus Cristo, como o “Servo” mencionado em Isaías 52:13 e 53:11. A glorificação de Jesus Cristo, no céu, depois de seus sofrimentos extraordinários como homem na terra, eram boas novas, Boa-Nova, Evangelho. “Não obstante”, escreveu o apóstolo Paulo com referência especial ao seu próprio povo, “nem todos obedeceram às boas novas. Pois Isaías diz: ‘Jeová, quem depositou fé na coisa ouvida [de] nós?’ De modo que a fé segue à coisa ouvida. Por sua vez, a coisa ouvida vem por intermédio da palavra acerca de Cristo.” — Romanos 10:16, 17.

      6. Apesar de que fatos é verdade mesmo hoje que “nem todos obedeceram às boas novas”?

      6 Algo similar pode-se dizer hoje. “Nem todos obedeceram às boas novas.” Isto se dá mesmo depois de as testemunhas cristãs de Jeová terem gasto mais de sessenta anos na proclamação de que os “tempos dos gentios” terminaram no outono (setentrional) de 1914 E. C., em plena primeira guerra mundial, e que o “Servo” de Jeová recebeu então um novo enaltecimento, por ser exaltado ao trono do reino messiânico. (Hebreus 10:12, 13; Salmo 110:1, 2; Lucas 21:24; Revelação 12:5-10) A evidência sobrepujante que se acumulou desde 1914 E. C., em prova deste glorioso fato, foi indicada por essas Testemunhas de Jeová. As boas novas sobre o reino messiânico do “Servo” de Jeová são melhores notícias hoje do que eram há dezenove séculos atrás, nos tempos apostólicos. Em vista da relativamente pequena proporção da população do mundo, que depositou fé na “coisa ouvida [de] nós” ou proclamada por nós, pode-se dizer verazmente: “Nem todos obedeceram às boas novas.” Isto explica o estado lamentável do mundo da humanidade hoje em dia.

      COMEÇO SEM PERSPECTIVAS PROMISSORAS

      7, 8. (a) Para cumprir a profecia inspirada de Isaías, aonde enviou Jeová seu Filho? (b) Como descreve Isaías 53:2 a espécie de começo que teria o Filho de Deus como homem?

      7 O que o profeta Isaías passa a contar-nos então, no capítulo cinqüenta e três, depois de fazer as perguntas iniciais, exigia que o “Servo” de Jeová estivesse por um tempo aqui, na terra. Jeová sabia disso, e, no seu tempo devido, enviou seu Filho mais fidedigno desde o céu, para nascer na nossa raça e tornar-se criatura humana, homem, filho duma mulher. Mais do que isso, Jeová deu a este Filho transferido um começo de aparência tão humilde e pobre, que não parecia provável que chegasse a ser alguma coisa, e que a luminosa profecia sobre o “Servo” de Jeová se cumprisse nele. De modo que Isaías explica o motivo de suas perguntas iniciais, por dizer a seguir:

      8 “E ele subirá qual rebento perante alguém [um observador] e como raiz dentre uma terra árida. Não tem nenhuma figura imponente, nem qualquer esplendor; e vendo-o nós, não há aparência, de modo que o desejássemos.” — Isaías 53:2.

      9. Como se deu que o começo que Jesus recebeu como homem foi humilde?

      9 Surge como “rebento”, muda ou renovo, sim, como “raiz” dependente de água em solo seco, árido e crestado. Imagine só! Não seria uma grande humilhação para o “Servo” de Jeová receber tal começo fraco na terra, como homem? Contudo, foi assim que se deu com o começo terrestre de Jesus Cristo. Sem considerar se havia famílias de destaque, muito estimadas, lá no ano 2 A. E. C., com ligações régias com o Rei Davi, Jesus foi dado à luz por uma virgem judia que passou a estar casada com um humilde carpinteiro, na cidade obscura de Nazaré, na Galiléia. Quando Maria deu à luz seu filho primogênito, Jesus, ela estava num estábulo em Belém e deitou o filho recém-nascido numa manjedoura. Sendo visitantes em Belém, encontraram a cidade tão apinhada de gente, que se registravam ali segundo o decreto de César, que não havia para eles nem mesmo lugar num albergue.

      10. Como aconteceu que Jesus cresceu em Nazaré, e que efeito teve isso sobre a atitude das pessoas para com ele?

      10 Depois de Maria e seu marido carpinteiro, José, se terem fixado numa casa em Belém, tiveram de fugir para preservar a vida de Jesus contra as ordens do Rei Herodes, o Grande, de que os soldados matassem todos os meninos de dois anos ou menos de idade, em Belém. Depois de voltarem da terra de refúgio, o Egito, não voltaram à sua cidade natal de Belém, mas fixaram-se na pouco estimada cidade Galiléia de Nazaré. Jesus cresceu ali e tornou-se carpinteiro igual ao seu Pai adotivo, José. Portanto, era natural que, quando mais tarde se relatou que Jesus era daquela cidade, certo buscador do Messias perguntasse: “Pode sair algo bom de Nazaré?” Numa disputa também se fez a pergunta: “Será que o Cristo vem realmente da Galiléia?” e lançou-se o desafio: “Pesquisa e vê que nenhum profeta há de ser levantado da Galiléia.” — João 1:46; 7:41, 52.

      11. Como se mostrou veraz que o “Servo” de Jeová, Jesus Cristo, não tinha “figura imponente”, nem “esplendor”?

      11 De modo que Jesus não parecia ter suas raízes terrenas no solo certo, no que se referia à localidade. Embora nascesse como varão perfeito, pela operação milagrosa do espírito de Deus, a humildade de sua relação com a família real de Davi não lhe dava nenhuma “figura imponente” aos olhos daqueles que procuravam um Messias majestoso, com formação muito impressionante, segundo as normas do mundo. Tampouco tinha Jesus qualquer “esplendor” externo, quanto a apresentar-se em grande estilo, a fim de magnificar suas relações régias e sua reivindicação legítima do trono de Davi, em Jerusalém. Jesus sabia que era o “Servo” de Jeová, enviado desde o céu, e que fora feito temporariamente “um pouco menor que os semelhantes a Deus”, “um pouco menor que os anjos”, e que, depois de sua volta ao céu, seria o tempo para Deus cumprir o Salmo 8:5 e coroá-lo de “glória e honra” e sujeitar-lhe “a vindoura terra habitada”. — Hebreus 2:5-9.

      12. (a) O que indica que não foi a aparência física de Jesus que o tornou incomum? (b) Então, o que havia na sua “aparência” que fez com que os líderes religiosos, judaicos, não o desejassem?

      12 As Escrituras Sagradas não nos fornecem nenhuma descrição inspirada a respeito da aparência física, perfeita, de Jesus, mas, evidentemente, por si mesmo, podia passar por um homem comum. Assim podia subir a Jerusalém de modo incógnito, sem ser identificado na multidão. (João 7:9-13) Embora Jesus Cristo tivesse boa aparência, contudo, foi o que ele representava e o que pregava e ensinava que lhe deu uma aparência diferente aos olhos do povo. A opinião pública a respeito dele estava dividida: “Havia muitos cochichos sobre ele entre as multidões. Alguns diziam: ‘Ele é um homem bom.’ Outros diziam: ‘Não é, mas desencaminha a multidão.’ Ninguém, naturalmente, falava dele publicamente, por causa do temor dos judeus.” E por que havia tal “temor dos judeus”? Porque a multidão sabia que Jesus era homem procurado: “Os judeus buscavam matá-lo.” (João 7:1, 12, 13) Sim, para os líderes religiosos, judaicos, na antiga Jerusalém, não havia “aparência, de modo que o desejássemos”, quer dizer, que desejassem a Jesus, o Messias.

      13. (a) Como foi que os líderes religiosos, judaicos, do primeiro século, tornaram Jesus muito repelente tanto para judeus como para gentios? (b) Qual era seu objetivo?

      13 No primeiro século E. C., os líderes religiosos, judaicos, que praticavam o judaísmo daqueles dias, eram os que controlavam o pensamento religioso das massas. Faziam as pessoas encarar as coisas do modo em que eles mesmos as encaravam. Eram estes líderes religiosos que chamavam Jesus de beberrão, amigo de cobradores de impostos e pecadores. (Mateus 11:19; Lucas 7:34; 19:1-7) Foram estes líderes religiosos que acusaram Jesus perante o Governador Pôncio Pilatos de ser blasfemador, falso Cristo e sedicioso contra o Império Romano, e também, mais tarde, como “impostor”. (Mateus 27:11-26, 62-64) Assim, Jesus foi feito o menos atraente possível aos olhos do público em geral, judeu e gentio. Os que dominavam a opinião pública não lhe concediam nenhum atrativo. O objetivo disso era apagar todo o desejo público por ele, como o verdadeiro Messias, o Descendente de Abraão e do Rei Davi. Apenas um pequeno restante judaico via o atrativo do verdadeiro Messias em Jesus.

      DEU-SE-LHE UMA APARÊNCIA REPELENTE

      14. Que descrição adicional deu Isaías 53:3 quanto a como seria tratado o “Servo” de Jeová?

      14 Até que ponto Jesus Cristo foi difamado entre seu próprio povo, segundo a carne, é descrito adicionalmente na profecia de Isaías, a respeito do “Servo” de Jeová: “Ele foi desprezado e evitado pelos homens, homem de dores e conhecedor de doença. E era como se se ocultasse de nós a face. Foi desprezado e não o tivemos em conta.” — Isaías 53:3.

      15, 16. Quem ‘desprezava’ e ‘evitava’ a Jesus, e por quê?

      15 Em harmonia com esta profecia a respeito do “Servo” de Jeová, por quem foi Jesus desprezado e evitado? O registro diz que, mesmo até a última semana de sua vida terrestre, o povo comum ouvia Jesus de bom grado: “E a grande multidão escutava-o com prazer.” (Marcos 12:37) Mas, numa reunião de fariseus e de principais sacerdotes, disse-se: “Será que um só dos governantes ou dos fariseus depositou fé nele? Mas esta multidão, que não sabe a Lei, são pessoas amaldiçoadas.” (João 7:48, 49) Os líderes religiosos, justos aos seus próprios olhos, e os aderentes deles, eram os que desprezavam Jesus e o evitavam, exceto para virem e o atacarem verbalmente, ou tentarem apanhá-lo nas suas palavras, tendo assim com que acusá-lo, para promover seus próprios interesses. — Mateus 12:22-30; Marcos 12:13; Lucas 11:53, 54; 20:20-26.

      16 Sob tal influência religiosa, não era de se admirar que a maioria do próprio povo de Jesus ficasse induzido a desprezá-lo e a evitá-lo, bem como seus seguidores, como se ele fosse falso profeta, falso Messias, pseudocristo. Em resultado disso, veio a dar-se o declarado em João 1:10, 11: “Ele estava no mundo, e o mundo veio à existência por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio ao seu próprio lar, mas os seus não o acolheram.” Deu-se exatamente o que Jesus disse aos seus próprios concidadãos ali na sinagoga de Nazaré, na Galiléia: “Deveras, eu vos digo que nenhum profeta é aceito no seu próprio território.” (Lucas 4:24) Também: “Um profeta não passa sem honra a não ser no seu próprio território e em sua própria casa.” (Mateus 13:57; Marcos 6:4; João 4:43, 44) Mas, pense em quanto as pessoas perderam por desprezarem e evitarem o “Servo” de Deus!

      17. Visto que o próprio Jesus nunca ficou doente, de que modo mostrou ser “homem de dores e conhecedor de doença”?

      17 Como criatura humana, perfeita, nascido sem pecado e doença inerentes, Jesus nunca esteve nenhum dia doente, na sua vida terrestre. Contudo, Isaías 53:3 disse: “Foi . . . homem de dores e conhecedor de doença.” Mas, essas dores não eram suas próprias, tampouco a doença. Ele veio dum céu sadio, mas a um mundo doentio, cheio de dores e conhecedor de todas as espécies de doenças, até a morte. Veio como médico amoroso. Curou a muitos de suas doenças físicas e aliviou-lhes os sofrimentos do corpo. Mas, veio especialmente para aliviar as pessoas pecaminosas de seus males espirituais e aliviá-las de suas dores duma consciência que as condenava. Tampouco evitava os fisicamente doentes ou os espiritualmente enfermos. Quando se hospedou com o cobrador de impostos Zaqueu, de Jericó, e ajudou-o a recuperar a saúde espiritual, Jesus disse: “O Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” (Lucas 19:1-10) Quando foi criticado pelos escribas judaicos e fariseus por comer com cobradores de impostos e pecadores, que procuravam a cura espiritual, Jesus disse: “Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os que estão adoentados. Eu não vim chamar os que são justos, mas sim pecadores ao arrependimento.” (Lucas 5:27-32) No entanto, os principais sacerdotes e escribas judaicos, bem como os fariseus, encaravam Jesus como doente e enfermo, que precisava das ministrações religiosas deles.

      18. (a) Conforme mencionado em Isaías 53:3, a face de quem é ‘oculta’? (b) Uma comparação de traduções bíblicas indica, evidentemente, que quem é que ‘oculta’ a face?

      18 A profecia de Isaías 53:3 diz sobre o “Servo” de Jeová neste respeito: “Era como se se ocultasse de nós a face.” O que se ocultava era a face do “Servo”. Mas a pergunta é: Quem a ocultava? Era o “Servo” que ocultava a sua própria face, igual ao leproso, a quem a lei mosaica ordenava que ocultasse o rosto e clamasse: “Impuro!”? É assim que a tradução da Liga de Estudos Bíblicos verte esta passagem, dizendo: “Como alguém que esconde seu rosto.” Mas a versão do Pontifício Instituto Bíblico de Roma reza: “Como pessoa da qual se desvia o rosto.” Assim, o rosto de quem é ocultado? Será que o de aspecto feio escondia o seu próprio rosto? Ou somos nós os que escondemos o rosto dele? Então, este, de aspecto feio, saberia que nos recusamos a olhar para ele, em horror ou desprezo e desdém. Conforme o fraseia a versão do Centro Bíblico Católico de São Paulo (5.ª edição): “Como aqueles, diante dos quais cobrimos o rosto.” Ou, segundo a versão atualizada da tradução de João Ferreira de Almeida: “Como um de quem os homens escondem o rosto.” Naturalmente, nós mesmos podemos ocultar de nós a face daquele de aspecto feio por simplesmente virarmos a cabeça ou cobrirmos os olhos.

      19, 20. (a) Tinha Jesus algum motivo para ocultar seu rosto em embaraçamento? (b) Quem é que o ‘desprezou e não o teve em conta’, e como mostraram isso?

      19 Jesus Cristo, porém, não tinha nada de que se envergonhar ou pelo qual devia, embaraçado, ocultar o rosto de nós. Olhava as pessoas nos olhos. (Marcos 3:5; 10:21) Eram seus opositores e inimigos que se recusavam a olhar para ele com favor e reconhecê-lo como o predito “Servo”, o Messias de Deus. Conforme Isaías 53:3 prossegue dizendo: “Foi desprezado e não o tivemos em conta.” Não foi estimado como o Messias; não foi considerado como tendo o valor precioso do Messias. Foi classificado como não valendo mais do que um escravo negociável. (Êxodo 21:32) Trinta moedas de prata, o preço dum escravo em Israel, foi o pagamento que os principais sacerdotes de Jerusalém estipularam a Judas Iscariotes, por lhes trair seu Amo, Jesus Cristo. (Mateus 26:14-16; 27:3-10) Na profecia de Zacarias 11:12, 13, trinta moedas de prata são chamadas sarcasticamente de “valor majestoso”, com que se avaliava um pastor espiritual assim como Jesus Cristo era.

      20 Além disso, quando foi para fazer uma escolha perante o juiz provincial Pôncio Pilatos, os líderes religiosos deram a Jesus Cristo menos valor do que ao assaltante criminoso Barrabás. Clamaram ao Governador Pôncio Pilatos que lhes livrasse este assassino, no Dia da Páscoa, em vez de o “Servo” de Jeová, Jesus Cristo. (Mateus 27:15-26) A que extremo maior poderia ir-se para mostrar quanto Jesus Cristo era desprezado pelos que desejavam tirá-lo do caminho? Assim, na pessoa de Jesus Cristo, o “Servo” de Jeová ‘não foi tido em conta’.

      OS QUE CONFESSAM SUA RESPONSABILIDADE

      21, 22. (a) As pessoas de que nação são indicadas por Isaías como tendo a atitude errada para com o “Servo” de Jeová? (b) O que disse o apóstolo Pedro que “homens de Israel” tinham feito ao “Servo” de Jeová?

      21 Notamos a quem o inspirado profeta Isaías envolve em tudo isso? Ele não disse: ‘Foi desprezado e os gentios não o tiveram em conta.’ Não disse que houve ocultamento da face diante dos gentios, das nações não-judaicas. Isaías disse, sob inspiração, que se ocultava a face “de nós”, e que nós “não o tivemos em conta”. (Isaías 53:3) É ao seu próprio povo que Isaías envolve nesta atitude e proceder errados para com o “Servo” de Jeová. Isaías como que faz ali uma confissão pelo seu próprio povo, a nação de Israel. É por isso que o apóstolo Pedro, alguns dias depois da festividade de Pentecostes de 33 E. C., disse a uma multidão de adoradores no pórtico de Salomão, do templo em Jerusalém:

      22 “Homens de Israel, por que vos admirais disso [da cura milagrosa que Pedro e João acabavam de realizar], ou porque estais fitando os olhos em nós como se nós o tivéssemos feito andar [o homem curado] por intermédio de poder pessoal ou de devoção piedosa? O Deus de Abraão, e de Isaque, e de Jacó, o Deus de nossos antepassados, glorificou o seu Servo, Jesus, a quem vós, da vossa parte, entregastes e repudiastes na face de Pilatos, quando ele tinha decidido livrá-lo. Sim, vós repudiastes aquele santo e justo, e pedistes que um homem, um assassino, vos fosse concedido liberalmente, ao passo que matastes o Agente Principal da vida. Mas, Deus levantou-o dentre os mortos, fato de que somos testemunhas. Conseqüentemente, o seu nome, pela nossa fé no seu nome, tornou forte este homem que observais e conheceis, e a fé que é por intermédio dele tem dado ao homem esta saúde completa à vista de todos vós. E agora, irmãos, sei que agistes em ignorância, assim como também fizeram vossos governantes. Mas, deste modo Deus tem cumprido as coisas que ele anunciou de antemão por intermédio da boca de todos os profetas, que o seu Cristo havia de sofrer. Deus, depois de suscitar o seu Servo, enviou-o primeiro a vós, para vos abençoar, por desviar a cada um de vós das vossas ações iníquas.” — Atos 3:12-18, 26; Lucas 23:18-25.

      23. Como se juntaram os gentios aos judeus em mostrar que tinham Jesus em pouca conta?

      23 Naturalmente, é verdade que os gentios se juntaram aos judeus em mostrar em quão pouca conta tinham a Jesus. Lemos em Mateus 27:27-31: “Os soldados do governador levaram então Jesus para o palácio do governador e ajuntaram em volta dele todo o corpo de tropa. E, tendo-o despido, puseram sobre ele um manto escarlate, e trançaram uma coroa de espinhos e a puseram na cabeça dele, e puseram uma cana na sua direita. E, ajoelhando-se diante dele, divertiam-se às custas dele, dizendo: ‘Bom dia, ó Rei dos judeus!’ E, cuspindo nele, tomaram a cana e começaram a bater-lhe na cabeça. Por fim, tendo-se divertido às custas dele, tiraram o manto e puseram nele sua roupagem exterior, e o levaram para ser pendurado numa estaca.”

      24, 25. (a) Mas, a liderança de quem seguiam os gentios neste respeito? (b) Como já fora Jesus tratado perante o Sinédrio judaico?

      24 No entanto, aqueles gentios apenas seguiam a liderança que lhes fora provida pelos líderes religiosos, judaicos. Segundo Mateus 26:63-68, depois de Jesus se negar a responder às acusações levantadas contra ele por muitas testemunhas, perante o Sinédrio judaico de Jerusalém, presidido pelo sumo sacerdote, aconteceu o seguinte:

      25 “O sumo sacerdote disse-lhe, por isso: ‘Pelo Deus vivente, eu te ponho sob juramento para nos dizeres se tu és o Cristo, o Filho de Deus!’ Jesus disse-lhe: ‘Tu mesmo o disseste. Contudo, eu vos digo: Doravante vereis o Filho do homem sentado à destra de poder e vindo nas nuvens do céu.’ O sumo sacerdote rasgou então a sua roupagem exterior, dizendo: ‘Ele blasfemou! Que necessidade temos ainda de testemunhas? Vede! Agora ouvistes a blasfêmia. Qual é a vossa opinião?’ Eles deram a resposta: ‘Está sujeito à morte.’ Cuspiram-lhe então no rosto e o esmurraram. Outros o esbofetearam, dizendo: ‘Profetiza-nos, ó Cristo. Quem te golpeou?’”

      26. Quem iniciou a ação que levou Jesus a julgamento perante o governador romano?

      26 Depois daquela sessão noturna do Sinédrio de Jerusalém, houve de madrugada uma reunião dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo, para se consultarem sobre a maneira de eliminar Jesus, a quem o Sinédrio havia condenado à morte como blasfemador. Não foi por qualquer exigência da autoridade gentia, do governador romano Pôncio Pilatos, mas de sua própria iniciativa que decidiram entregar Jesus a Pilatos e a levantar acusações políticas contra ele. — Mateus 27:1, 2.

      27. Portanto, segundo os fatos, às mãos de quem sofreu o Messias todos estes maus tratos?

      27 Ninguém pode corretamente negar que Isaías era judeu natural, circunciso. Na sua profecia inspirada, ele não desculpa seu próprio povo, nem prediz que seu próprio povo estaria livre da culpa relacionada com os maus tratos infligidos ao “Servo” sofredor de Jeová. Como um dos do seu próprio povo, Isaías usa o pronome “nós” e a primeira pessoa do plural em predizer as indignidades lançadas sobre este “Servo”. Era ao povo de Isaías que este notável “Servo” de Jeová havia de ser enviado, e os fatos da história provam que este “Servo”, o Messias, veio ao povo de Isaías no tempo devido de Jeová. O profeta Isaías predisse como iriam tratar tal “Servo” messiânico. E os fatos históricos mostram que os gentios também ficaram envolvidos. Havia um motivo vital para isso, conforme revela a própria profecia de Isaías.

      28. Por que era necessário que Jesus Cristo passasse por todo este sofrimento e desgraça?

      28 Aqui parece impor-se a nós a pergunta: Por que sujeitaria Jeová este notável “Servo” seu a todo esse sofrimento e desgraça? Sem dúvida, era para demonstrar uma coisa. Era preciso resolver uma questão, que exigia que o Deus Todo-poderoso permitisse todo esse sofrimento. Em primeiro lugar, Jesus Cristo, enviado na qualidade do predito “Servo”, provou que podia suportar todo este sofrimento e indignidade, mesmo até uma morte dolorosa e ignominiosa numa estaca de execução. Provou que podia ser completamente submisso a Jeová Deus, em todo este sofrimento, sem lamuriar em queixa. Em tudo isso, manteve a sua perfeita inocência, em lealdade e fidelidade imaculadas ao Soberano Senhor Jeová Deus. Ora, este era o ponto a ser salientado. Era a questão predominante a ser resolvida por meio deste “Servo” de Jeová.

      29. (a) Quando se suscitara anteriormente a questão a respeito da submissão, lealdade e fidelidade dos servos de Jeová? (b) Por que se suscitou esta questão em conexão com Jó?

      29 Declarada em termos claros, a questão da submissão, devoção leal e fidelidade dos servos e adoradores de Jeová fora suscitada com relação ao homem Jó, não muito antes do nascimento do profeta Moisés no século dezesseis A. E. C. O que tornava esta questão tão séria, com aplicação universal, era que uma pessoa espiritual, celestial, o principal adversário de Jeová, Satanás, o Diabo, a havia suscitado. Jó não era hebreu, israelita ou judeu, mas era adorador devoto de Jeová, como único Deus vivente e verdadeiro. Satanás, o Diabo, tinha seus próprios seguidores no céu, os anjos demoníacos, e ele não gostava de ver Jeová apontar para este Jó, da terra de Uz, como caso exemplar de devoção sincera, reverente e de coração puro a Jeová. Satanás não tinha confiança na honestidade e no altruísmo da adoração de Jó a Jeová, nem nos de qualquer outra criatura inteligente em existência, quer no céu, quer na terra. Satanás queria demonstrar um caso notável. Por meio disso, queria provar que tinha razão em não ter confiança em que alguma criatura se apegasse a Jeová qual Deus e Soberano Universal, sem interesse egoísta.

      30. O que tentou Satanás provar com respeito a todos os servos de Jeová, no céu e na terra?

      30 Portanto, Satanás pôs-se a provar o erro da confiança de Jeová em Jó, e, por meio deste caso de prova, também o erro da confiança de Jeová em todos os outros servos e adoradores dele, no céu e na terra. Não se havia o próprio Satanás, o Diabo, rebelado contra a soberania universal de Jeová? Não tinha também consigo outros rebeldes, os anjos demoníacos? Ora, pensava ele, por que devia qualquer outra criatura ser diferente dele e de seus anjos demoníacos? Satanás pensava e argumentava, por isso, que todos os que ainda se mantinham sujeitos à soberania universal de Jeová haviam sido subornados por Ele. Se apenas tivesse permissão e oportunidade, provaria isto no caso deste homem Jó, classificado como inculpe na devoção a Jeová.

      31. (a) Onde foi que Satanás suscitou o desafio a respeito de Jó? (b) Como mostrou Jeová sua confiança no homem Jó?

      31 Na presença dos reunidos filhos celestiais de Deus, Satanás disse na face de Deus, a respeito do então próspero Jó: “Mas, ao invés disso, estende tua mão, por favor, e toca em tudo o que ele tem, e vê se não te amaldiçoará na tua própria face.” Tão forte era a confiança de Jeová no homem Jó, que Ele não tinha medo de deixar Jó ser provado assim, a fim de refutar o desafio de Satanás. O próprio Jeová não tocou nos vastos bens de Jó. Deixou que o maldoso Satanás fizesse isso e assim transformasse Jó de “maior de todos os orientais” no mais pobre de todos, privando-o até mesmo de seus sete filhos e três filhas. Rebelou-se Jó contra a soberania universal de Jeová sob a pressão desta extrema adversidade?

      32. O que mostram os fatos sobre se Jó se mostrou rebelde sob tal pressão?

      32 Não havia nem o mínimo indício de rebelião nas palavras de Jó: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá [para o solo]. O próprio Jeová deu e o próprio Jeová tirou. Continue a ser abençoado o nome de Jeová.” E o historiador acrescenta o comentário: “Em tudo isso Jó não pecou, nem atribuiu a Deus algo impróprio.” — Jó 1:1-22.

      33. Como foi Jó afligido adicionalmente quanto à sua saúde e no seu lar, e qual foi a sua reação?

      33 Sem se convencer a respeito de Jó, Satanás desafiou Jeová para submetê-lo a outra prova. Novamente, na presença dos reunidos filhos celestiais de Deus, Satanás, disse a Deus: “Pele por pele, e tudo o que o homem tem dará pela sua alma. Ao invés disso, estende agora tua mão, por favor, e toca-lhe até o osso e a carne, e vê se não te amaldiçoará na tua própria face.” Jeová não recuou diante deste desafio, mas deixou que Satanás atingisse Jó com uma doença terrível e repugnante, da cabeça aos pés. A carne dele se decompôs. Perdendo toda esperança de que seu marido se restabelecesse, a esposa de Jó disse-lhe: “Ainda te aferras à tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre!” Será que Jó violou então sua integridade exemplar e amaldiçoou o Soberano Universal às instigações de sua esposa, que havia perdido seus dez filhos de um só golpe? Não, porque o historiador registra: “Mas ele lhe disse: ‘Como fala uma das mulheres insensatas, também tu falas. [Devemos] aceitar apenas o que é bom da parte do verdadeiro Deus e não aceitar também o que é mau?’ Em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios.” — Jó 2:1-10.

      34. Que efeito tiveram sobre Jó os argumentos dos três pretensos consoladores?

      34 Com o decorrer do tempo, três pretensos consoladores vieram como amigos para visitar o mortalmente enfermo Jó. Vieram a ser consoladores lastimáveis. Um após outro, todos os três discutiram com Jó para convencê-lo de que era hipócrita religioso, assim como Satanás havia argumentado perante Deus. Insistiram no argumento de que Jó sempre havia sido pecador, e, por isso, Deus o punia. Jó negou isso corretamente. Recusou desistir da afirmação de sua integridade no passado e disse a estes acusadores: “É inconcebível da minha parte declarar-vos justos! Até eu expirar não removerei de mim a minha integridade!” (Jó 27:5) Apesar da afirmação de Jó, de sempre ter sido homem íntegro até o tempo de sua doença, Jó não achava que Jeová exercia a Sua soberania universal de modo errado e opressivo. Jó não se rebelou contra Deus por deixá-lo sofrer assim perda, doença e acusações falsas, apesar de ter servido e adorado fielmente o Soberano Universal, Jeová.

      35. Qual foi o resultado do caso de prova envolvendo Jó, e como resultou em vindicação?

      35 Por conseguinte, Satanás não viu nem ouviu Jó amaldiçoar Deus na face. Perdeu este caso decisivo de prova. Mesmo no caso deste homem imperfeito, o desafio de Satanás a Deus mostrou não ter base. Satanás foi obrigado a retirar a mão de tocar nos ossos e na pele de Jó, e o Deus Todo-poderoso curou a Jó. A carne dele tornou-se mais nova do que a dum jovem. (Jó 33:25) Ficou tão rejuvenescido, que se tornou pai de mais dez filhos, sendo sete filhos e três filhas. Ficou também duas vezes mais rico do que antes. Acrescentaram-se-lhe cento e quarenta anos à sua vida e ele viu seus bisnetos. (Jó 42:10-17) Naturalmente, isto foi uma vindicação de Jó como homem de integridade inquebrantável para com o Soberano Universal, Jeová Deus. Sim, mas foi especialmente uma vindicação do próprio Jeová, como Soberano Universal. Ele ocupa legitimamente tal posição. Exerce sua soberania de modo tal, que até mesmo criaturas humanas na terra podem ver a justeza dela e apegar-se a ela inseparavelmente, apesar de sofrimentos.

      36. (a) Quando e como foi suscitada pela primeira vez a questão da soberania universal? (b) Que alcance tinha a questão envolvendo a integridade das criaturas de Deus?

      36 No entanto, a questão não se resolveu com Jó. Nem era uma questão nova, que surgiu pela primeira vez nos dias de Jó. Naquele tempo, já tinha mais de 2.400 anos. Como? Porque a questão foi suscitada no Jardim do Éden, pouco depois da criação do perfeito Adão e Eva. Naquele tempo, o filho espiritual de Deus, que agora é Satanás, o Diabo, viu o que achava ser uma oportunidade de estabelecer uma soberania para si mesmo, pelo menos sobre a humanidade, se não também sobre anjos. Rebelou-se contra o seu Pai celestial, Jeová, e separou-se da soberania deste. Daí, usando Eva como tentadora, Satanás exerceu pressão sobre o homem perfeito, Adão, para se juntar a ele na rebelião contra o Soberano Universal, Jeová. Assim se suscitou pela primeira vez a questão da soberania universal. O caso não era então apenas: Quem dentre a humanidade aderirá à soberania universal de Jeová, mas, era mais crítico: Quem no céu manterá a integridade para com o Deus Altíssimo e permanecerá leal e fiel à Sua soberania universal como legítima para toda a criação?

      37. Por que era especialmente apropriado que o principal Filho celestial de Jeová fosse provado — também como homem na terra — quanto à questão da devoção altruísta à soberania universal de Jeová?

      37 Por este motivo, a questão suprema estendia-se tão alto quanto o principal filho celestial de Deus, o principal servidor de Jeová, “o primogênito de toda a criação”. (Colossenses 1:15; Revelação 3:14) Sua posição oficial no céu era a de Logos ou Palavra, Porta-voz. (João 1:1-3) Mais do que todas as outras criações de Jeová Deus, era este servidor mais elevado de Deus que precisava ser testado e provado nesta questão da devoção altruísta à soberania universal de Jeová. Até o tempo de Jó, e por mais de quinze séculos depois, ele havia mantido sua integridade para com seu Pai celestial, Jeová. Havia-se comportado de modo imaculado como servidor principal de seu Pai, como A Palavra. No entanto, isto se dera sem ele sofrer dores físicas, sem passar pela maior humilhação e desonra imerecida. Não foi aqui nesta terra, como homem igual ao perfeito Adão no Jardim do Éden. Mas, agora, que este altamente honrado e respeitado servidor de Deus sofra tais coisas adversas aqui na terra — às mãos de Satanás, o Diabo — e veja-se então se ele manterá sua integridade para com Deus e permanecerá submisso à soberania universal Dele! Este era, logicamente, o raciocínio de Satanás.

      38, 39. Logo depois da rebelião no Éden, como indicou Jeová que era do seu propósito que houvesse tal prova?

      38 Enfrentar o desafio de Satanás nesta questão, exigiria que o Deus Todo-poderoso trouxesse seu Filho unigênito, o Logos, para baixo à terra, por fazê-lo nascer como criatura humana. Com completa confiança neste Filho amado e na sua devoção inquebrantável ao seu Pai celestial, Jeová propôs-se fazer isso. Tomou este propósito logo depois de Satanás, o Diabo, ter conseguido quebrantar a integridade do homem perfeito Adão. Este propósito está contido nas palavras de Deus, dirigidas à simbólica serpente, no Jardim do Éden:

      39 “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” — Gênesis 3:15.

      40. O sofrimento intenso que isso significaria para o Filho de Deus, ao passar por esta prova, é retratado em que profecia?

      40 A machucadura do calcanhar do ‘‘descendente’’ da mulher significava intenso sofrimento para o principal servidor celestial de Jeová na terra, das mãos do mesmo que havia causado todo o sofrimento injusto ao fiel Jó. Mas, Satanás, o Diabo, não se satisfazia com menos do que isso. Nunca acharia que se fez uma prova satisfatória, permitindo-lhe provar seu argumento. Seu desafio à soberania universal de Jeová nunca seria enfrentado plenamente sem que se concedesse tal coisa. Jeová apercebia-se disso. Estava decidido a resolver a questão por meio do seu tesouro celestial mais prezado, seu Filho unigênito, seu principal servidor executivo. Sua determinação de fazer isso foi expressa nesta profecia notável a respeito de “meu servo”, apresentada em Isaías 52:13 a 53:12.

  • Recompensada a integridade provada do “servo”
    Está Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
    • Capítulo 5

      Recompensada a integridade provada do “servo”

      1. (a) O que é um bode expiatório? (b) Torna-se o sofrimento mais leve quando alguém morre por toda a humanidade?

      NÃO é fácil sofrer como bode expiatório e ao mesmo tempo manter a integridade para com o Deus da Justiça. Quem serve de bode expiatório é inocente e ainda assim leva a culpa pelos outros ou sofre em lugar deles. A prova de integridade, em tal situação, não fica mais fácil quando se tem de levar a culpa e sofrer mesmo até a morte por todo o mundo da humanidade. Conforme certo escritor inspirado apresentou o caso: “Pois, dificilmente morrerá alguém por um justo; deveras, por um homem bom, talvez, alguém ainda se atreva a morrer.” — Romanos 5:7.

      2. O que diz a Bíblia sobre um bode expiatório nas suas instruções a respeito do antigo Dia da Expiação Judaico?

      2 Contudo, tão cedo quanto no século dezesseis antes de nossa Era Comum, revelou-se pela primeira vez que alguém serviria de bode expiatório por toda a raça da humanidade. No código de leis dado à nação de Israel, por meio de Moisés, no monte Sinai, em 1513 A. E. C., Jeová Deus fez a provisão para os israelitas celebrarem o solene Dia da Expiação no décimo dia do sétimo mês lunar (tisri) de cada ano. Havia um cabrito feito bode expiatório relacionado com a expiação de pecados feita por meio do sangue dum novilho e dum bode, levado ao Santíssimo do tabernáculo e aspergido diante da arca dourada do pacto de Deus. Como se escolhia este bode e o que se fazia com ele está descrito para nós no capítulo dezesseis do terceiro livro de Moisés, do seguinte modo:

      E [Arão] tomará da congregação dos filhos de Israel dois cabritinhos para uma oferta pelo pecado e um carneiro para um holocausto. E Arão ofertará seu novilho da oferta pelo pecado que é para ele mesmo, e fará expiação por si e pela sua casa. E tomará os dois bodes e os apresentará perante o SENHOR à porta do tabernáculo da congregação. E Arão lançará sortes sobre os dois bodes; uma sorte para o SENHOR e a outra sorte para o bode expiatório. E Arão trará o bode sobre o qual caiu a sorte do SENHOR e o oferecerá por oferta pelo pecado. Mas o bode sobre o qual caiu a sorte para ser bode expiatório será apresentado vivo perante o SENHOR, para fazer expiação com ele e deixá-lo ir como bode expiatório para o ermo.

      E quando tiver acabado de reconciliar o lugar santo, e o tabernáculo da congregação, e o altar, ele trará o bode vivo: E Arão porá ambas as mãos na cabeça do bode vivo e confessará sobre ele todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões em todos os seus pecados, pondo-as sobre a cabeça do bode, e o enviará ao ermo pela mão dum homem apto: E o bode levará sobre si todas as iniqüidades deles para a terra não habitada: e ele soltará o bode no ermo. — Levítico 16:5-10, 20-22 Versão Autorizada, em inglês; veja a nota marginal na versão da Liga de Estudos Bíblicos.

      3, 4. Como sabemos que o bode expiatório do Dia da Expiação tem significado típico?

      3 Traduções modernas vertem “bode expiatório” por ‘bode para Azazel’. A antiga Versão dos Setenta (ou Septuaginta) feita por judeus de Alexandria, no Egito, segundo a tradução inglesa de Charles Thompson, chama a sorte para este bode como sendo “uma sorte: ‘Para escape’”. Também: “para fazer expiação sobre ele, a fim de deixá-lo escapar”. (Levítico 16:8-10) A antiga Vulgata latina verte-o por “bode emissário” (caper emissarius), que corresponde a “bode expiatório”. Ora, este bode, que era uma particularidade do Dia da Expiação anual do antigo Israel, tinha significado típico. Tipificava algo de bom a vir para a humanidade. Em Hebreus 10:1 está escrito: “A Lei tem uma sombra das boas coisas vindouras.” E, falando sobre as vítimas sacrificiais do Dia da Expiação, Hebreus 13:11-14 diz:

      4 “Os corpos daqueles animais, cujo sangue é levado para dentro do lugar santo pelo sumo sacerdote, pelo pecado, são queimados fora do acampamento. Por isso, Jesus também, para santificar o povo com o seu próprio sangue, sofreu fora do portão. Saiamos, pois, a ele, fora do acampamento, levando o vitupério que ele levou, porque não temos aqui uma cidade que permaneça.”

      5. Como indica a linguagem de Isaías 53:4, 5, que o “Servo” de Jeová havia de servir qual “bode expiatório” antitípico?

      5 Segundo a profecia de Isaías, capítulo cinqüenta e três, o “Servo” de Jeová é o portador de pecados tipificado pelo bode expiatório do Dia da Expiação, que continuou a ser observado no templo de Jeová até a destruição da cidade de Jerusalém pelos romanos, em 70 E. C. O profeta Isaías passa a mostrar que o “Servo” messiânico havia de servir de “bode expiatório” antitípico, dizendo: “Verdadeiramente, foram as nossas doenças que ele mesmo carregou; e quanto às nossas dores, ele as levou. Mas nós mesmos o considerávamos afligido, golpeado por Deus e atribulado. Mas ele estava sendo traspassado pela nossa transgressão; estava sendo esmigalhado pelos nossos erros. O castigo intencionado para a nossa paz estava sobre ele, e por causa das suas feridas tem havido cura para nós.” — Isaías 53:4, 5.

      6. Com que atividade da parte de Jesus relacionou o apóstolo Mateus o cumprimento de Isaías 53:4?

      6 Há outro escritor bíblico inspirado que aplica a profecia de Isaías a respeito do “Servo” de Jeová a Jesus Cristo, e este é Mateus Levi, o ex-cobrador de impostos Contando os milagres de Jesus, de curar a doença humana, Mateus 8:14-17 diz: “Jesus, entrando na casa de Pedro, viu a sogra deste acamada e atacada de febre. De modo que tocou na mão dela e a febre a abandonou, e ela se levantou e começou a ministrar-lhe. Mas, depois do anoitecer, trouxeram-lhe muitas pessoas possessas de demônios; e ele expulsou os espíritos com uma palavra e curou a todos os que passavam mal; para que se cumprisse o que fora falado por intermédio de Isaías, o profeta, dizendo: ‘Ele mesmo tomou as nossas doenças e levou as nossas moléstias.’” — Isaías 53:4.

      7. Como indicam as Escrituras que havia uma saída de vitalidade do corpo de Jesus quando realizava curas?

      7 Não sabemos quanto esta realização de curas milagrosas exigiu da vitalidade de Jesus. Mas, está escrito em Lucas 6:18, 19: “Até mesmo os aflitos com espíritos impuros foram curados. E toda a multidão procurava tocá-lo, porque saía dele poder e sarava a todos eles.” Que Jesus era sensível a esta vazão de vitalidade de seu corpo, mesmo no caso de uma só pessoa curada, e evidente do seguinte incidente registrado em Lucas 8:42-48: “Enquanto ia, as multidões o comprimiam. E uma mulher, por doze anos padecendo dum fluxo de sangue, que não conseguira cura da parte de ninguém, aproximou-se por detrás e tocou na orla de sua roupa exterior, e o seu fluxo de sangue parou instantaneamente. De modo que Jesus disse: ‘Quem foi que me tocou?’ Quando todos o negavam, Pedro disse: ‘Preceptor, as multidões te rodeiam e apertam.’ Contudo, Jesus disse: ‘Alguém me tocou, pois percebi que poder saiu de mim.’ Vendo que não passara despercebida, a mulher veio trêmula e prostrou-se diante dele, e revelou perante todo o povo a causa pela qual o tocara e como fora curada instantaneamente. Mas ele lhe disse: ‘Filha, a tua fé te fez ficar boa; vai em paz.’” — Veja Marcos 5:25-34.

      8. Que incidente indica que as curas realizadas por Jesus tinham algo que ver com seu papel de portador de pecados?

      8 No caso do “Servo” de Jeová, as curas que Jesus realizou assim milagrosamente eram evidência de que ele era o Portador de pecados. Por exemplo, quando críticos religiosos acusaram Jesus de blasfemar por dizer a um paralítico: “Coragem, filho! Teus pecados estão perdoados”, aconteceu o seguinte: “E Jesus, sabendo os seus pensamentos, disse: ‘Por que imaginais coisas iníquas nos vossos corações? Por exemplo, o que é mais fácil, dizer: Teus pecados estão perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda? No entanto, a fim de que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados —’, ele disse então ao paralítico: ‘Levanta-te, apanha a tua cama e vai para casa.’ E ele se levantou e foi para casa. As multidões, ao verem isso, ficaram com medo e glorificaram a Deus, que concedera tal autoridade a homens.” — Mateus 9:2-8.

      9. (a) Por que é a purificação de pecados mais vital para a humanidade do que a cura física? (b) Que provisão era necessária como base para tal purificação?

      9 Embora os muitos milagres maravilhosos atestassem que Jesus era o Messias, o Ungido (Atos 10:38), estava mais preocupado em curar toda a humanidade da causa básica de toda esta doença. A cura principal necessitada era a de ser liberto do pecado, cujo salário é a morte, com todas as suas enfermidades e moléstias físicas acompanhantes. (Romanos 6:23) A cura espiritual era mais vital do que a cura física, porque a realização duma cura física em alguém por Jesus ou por seus discípulos autorizados não significava a salvação eterna para o curado. A purificação de pecados exigia o derramamento do sangue de Jesus Cristo em morte sacrificial, no antitípico Dia da Expiação. — Hebreus 9:22.

      10. (a) O que deu a Jesus a aparência como se fosse “afligido” por Deus? (b) De que modo era o castigo dele “intencionado para a nossa paz”?

      10 Por causa da perseguição religiosa movida contra ele pelos que legitimamente serviam no templo em Jerusalém e por outros líderes religiosos, muito estimados, parecia como se Jesus fosse “afligido” pelo próprio Deus. Parecia ter vergões causados por Deus mediante os que aparentemente se empenhavam no verdadeiro serviço de Deus. Mas, suportar ele isso sem queixa foi uma disciplina excelente para Jesus, da parte de seu Pai celestial. Em vista de sua severidade, era para ele como castigo. (Hebreus 12:2-8) Mas, tal castigo estava “intencionado para a nossa paz”, quer dizer, suportar Jesus tal castigo destinava-se a produzir para nós uma relação pacífica com Deus.

      11. Como reagiu Jesus ao sofrimento acumulado sobre ele, e com que benefício para nós?

      11 Se Jesus se tivesse rebelado contra esta disciplina na terra, teríamos perdido tudo. Mas, um de seus apóstolos mais íntimos, Simão Pedro, escreveu-nos, dizendo: “Cristo sofreu por vós, deixando-vos uma norma para seguirdes de perto os seus passos. Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca. Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente. Ele mesmo levou os nossos pecados no seu próprio corpo, no madeiro, a fim de que acabássemos com os pecados e vivêssemos para a justiça. E ‘pelos seus vergões fostes sarados’.” (1 Ped. 2:21-24) O apóstolo Pedro cita ali Isaías 53:5, e assim se torna mais outro judeu que, sob inspiração divina, identifica a Jesus Cristo como o “Servo” predito na profecia de Isaías.

      COMO OVELHA QUE NÃO RESISTE

      12. Como foi predita em Isaías 53:6, 7, a submissão de Jesus ao que Jeová permitiu?

      12 Jesus Cristo teria de ser muito submisso à soberania universal de Jeová, se houvesse de cumprir o que Isaías disse adicionalmente sobre o “Servo”, ao fazer comparações com ovelhas. Mostrando a diferença entre nós e o “Servo”, Isaías 53:6, 7, diz: “Todos nós temos andado errantes quais ovelhas; viramo-nos cada um para o seu próprio caminho; e o próprio Jeová fez que o erro de todos nós atingisse aquele. Viu-se apertado e deixou-se atribular; contudo, não abria a sua boca. Foi trazido qual ovídeo ao abate; e como a ovelha fica muda diante dos seus tosquiadores, tampouco ele abria a sua boca.”

      13. (a) A quem aplicou Filipe, o evangelizador, este texto? (b) Em sentido espiritual, como éramos quais ovelhas errantes e o que era necessário para nos trazer alívio?

      13 Quando um eunuco etíope perguntou a respeito de sobre quem o profeta Isaías falava ali, quer sobre si mesmo, quer sobre outro homem, Filipe, o evangelizador, aplicou o texto a Jesus Cristo. (Atos 8:26-35) Sem dúvida, Pedro também pensava neste texto ao escrever a concristãos: “E ‘pelos seus vergões fostes sarados’. Porque vós éreis como ovelhas, perdendo-vos; mas agora voltastes para o pastor e superintendente das vossas almas.” (1 Pedro 2:24, 25) Sim, porque éramos espiritualmente como ovelhas errantes, perdendo-nos em ignorância, erro e pecado, precisávamos ser recuperados. Isto exigia que uma “ovelha” substituta, sem mácula, fosse abatida por nós, por causa de nosso proceder errado. Em bela harmonia com a profecia de Isaías, João Batista apontou para o batizado e ungido Jesus, e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” — João 1:29, 36.

      14. Como indica Revelação 5:8-10 quem veio A ser aquele ‘ovídeo trazido ao abate’?

      14 No livro alistado por último nas Escrituras Sagradas, Revelação ou Apocalipse, Jesus Cristo é repetidas vezes chamado de “o Cordeiro”, e a ele se diz: “Foste morto e com o teu sangue compraste pessoas para Deus, dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação, e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e reinarão sobre a terra.” — Revelação 5:8-10; 22:1; veja 1 Pedro 1:18, 19.

      15. (a) Quando Jesus foi levado a julgamento, como se cumpriu que ele estava ‘mudo’ qual ovelha diante de seus tosquiadores? (b) Por que escolheu ele tal proceder?

      15 Quando finalmente sua vida terrestre estava em julgamento, este “Cordeiro” recusou-se a responder às acusações falsas dos que testemunhavam contra ele. Ficou ‘mudo’, pois não desejava dizer nada que interferisse no cumprimento da vontade de seu Pai celestial, conforme expressa, por exemplo, em Isaías 53:5. Preferiu que os antecedentes públicos que havia estabelecido perante a nação de Israel falassem por si mesmos. Se os seus juízes terrestres não quisessem apegar-se a este testemunho verídico e válido, então a responsabilidade recaía sobre eles, perante o Juiz Supremo, Jeová Deus. Eles mostraram, porém, que não se iriam orientar pelos fatos verdadeiros, mesmo que Jesus tivesse rompido seu silêncio propositado. Ele não lutou contra a morte qual cordeiro abatido, para a redenção de toda a humanidade do pecado, da doença e da morte. Confiou no poder do Deus Todo-poderoso, de ressuscitá-lo dentre os mortos para a vida imortal. — Mateus 26:65; Lucas 23:8-11; João 19:8-11.

      MORTE E ENTERRO DO “SERVO”

      16. Por que não restringiu Deus os inimigos que se apoderaram de seu “Servo”?

      16 Deus Todo-poderoso não impusera nenhuma restrição aos inimigos, quando chegou o tempo devido para o “Servo” de Jeová lhes ser entregue. Deixou-os ir até o limite e assim mostrar o grau de sua perversidade e maldade. Conforme Jesus disse aos que vieram ao Jardim de Getsêmane, na noite da Páscoa, para prendê-lo: “Viestes com espadas e com cacetes, como contra um salteador? Enquanto eu estava convosco no templo, dia após dia, não estendestes as vossas mãos contra mim. Mas esta é a vossa hora e a autoridade da escuridão.” — Lucas 22:52, 53.

      17, 18. Por quem foi imposta a “restrição”, conforme predito em Isaías 53:8, e de que modo?

      17 Então, quem aplica a restrição, e a quem ou a que é aplicada, segundo aquilo que o profeta Isaías passa então a dizer sobre o “Servo” de Jeová? “Por causa da restrição e do julgamento, ele foi levado embora; e quem é que se ocupará com os pormenores de sua geração? Pois foi cortado da terra dos viventes. Por causa da transgressão do meu povo, sofreu o golpe. E ele fará a sua sepultura mesmo com os iníquos e com a classe rica, na sua morte, apesar do fato de que não praticara nenhuma violência e não havia engano na sua boca.” — Isaías 53:8, 9, NM; Young, em inglês.

      18 Isto mostra que a restrição foi imposta pelos adversários do “Servo” de Jeová. Também, era uma restrição imposta à justiça, à justeza, para que não fosse respeitada e executada. (Veja Salmo 40:11; Isaías 63:15.) Isto está de acordo com o modo em que este versículo (Isaías 53:8) é citado em Atos 8:33, onde se cita a Versão dos Setenta (LXX) grega. Reza: “Durante a sua humilhação foi-lhe tirado o julgamento. Quem contará os pormenores de sua geração? Porque a sua vida lhe é tirada da terra.” De modo que se usa a palavra “humilhação” em vez de “restrição”. Mas, notamos que o versículo não diz: ‘Durante a sua humildade’, referindo-se à humildade e submissão do “Servo”; mas diz: “Durante a sua humilhação.” De modo que os inimigos de Jesus o humilharam por restringirem a justiça. Enquanto retiveram assim a justiça e a eqüidade, o “julgamento” eqüitativo e a sentença correta, sem preconceito, ‘foi-lhe tirada’.

      19. Como é a idéia expressa ali transmitida por outras traduções da Bíblia?

      19 Assim, como predisse Isaías 53:8, “por causa da restrição e do julgamento, ele foi levado embora”. A essência do que realmente aconteceu é provida em forma simples na tradução inglesa da Bíblia de S. T. Byington, que reza: “Ele foi tirado fora da lei e da ordem.” Naturalmente, tudo parecia legal, não se deixando de lado os tribunais; mas, do modo como se tratou do caso do “Servo” de Jeová era um ultraje para a justiça; Conforme reza a versão da Imprensa Bíblica Brasileira: “Pela opressão e pelo juízo foi arrebatado.” A Nova Bíblia Inglesa reza de modo correspondente: “Sem proteção, sem justiça [ou, na versão marginal: Depois de prisão e sentença], foi levado embora.”

      20. Relacionado com isso, que pergunta passa a fazer o profeta Isaías?

      20 Daí, Isaías 53:8 passa a fazer a pergunta: “E quem é que se ocupará com [os pormenores de] sua geração?” A Versão dos Setenta grega reza assim: “Quem contará os pormenores de [ou: relatará plenamente] sua geração?” — Atos 8:33.

      21, 22. (a) A quem não se aplica aqui a palavra “geração”? (b) Como é isso demonstrado por diversas traduções da Bíblia?

      21 A palavra “geração” não se aplica aqui à “geração pervertida” de pessoas, segundo Atos 2:40, no meio da qual Jesus Cristo vivia. O profeta Isaías não desvia nossa atenção do “Servo” sofredor para os contemporâneos do “Servo”, que lhe causaram os sofrimentos; conforme é sugerido na versão inglesa produzida pela Sociedade Publicadora Judaica: “E quem raciocinou com sua geração?” a que se acrescenta o comentário numa nota ao pé da página: “Ninguém. O martírio foi-lhe infligido sem interferência ou protesto por parte de alguém.” — Veja o livro Isaiah, da The Soncino Press, página 263, publicado em 1949.

      22 Em vez disso, o profeta Isaías mantém nossa atenção fixa no “Servo”, mesmo quando usa a palavra hebraica para “geração”. Isto é enfatizado em várias traduções modernas: “Quem se preocupa pela sua sorte?” (PIB) “Quem se importa pela sua causa?” (LEB) “Quem pensaria ainda mais no seu destino?” (The New American Bible) “Quem . . . se incomodou com isso?” (Jacob Penteado) “E quem se incomodou como caiu?” (Moffatt, em inglês) E a tradução inglesa feita da antiga versão aramaica Pesito reza: “E quem pode descrever sua angústia?” (Lamsa) Assim, nossa atenção não é desviada do “Servo”.

      23. Em que sentido, pois, devemos entender a pergunta feita em Isaías 53:8?

      23 O “Servo” de Jeová não havia de ter filhos terrestres, de modo natural. Por isso, a palavra “geração” não pergunta a respeito de nenhum descendente do “Servo”, o Messias. A palavra “geração” talvez contenha a idéia de “direito de primogenitura” ou “descendência”, os antecedentes naturais da pessoa. E neste sentido, portanto, que se deve entender a pergunta feita por Isaías: “E quem é que se ocupará com [os pormenores de] sua geração?” “Quem contará os pormenores de sua geração?” (Isaías 53:8; Atos 8:33) Por conseguinte, não se poderia ter feito esta pergunta no tempo dos julgamentos de Jesus, o Messias? Quem, daquele Supremo Tribunal judaico, o Sinédrio de Jerusalém, tomou em conta quem era este homem em julgamento perante eles? Preocuparam-se honestamente em saber os verdadeiros fatos a respeito dos antecedentes deste homem — que ele cumpria todos os requisitos que provavam que era deveras o prometido Messias? Quando o sumo sacerdote, como presidente do Sinédrio, pôs Jesus sob juramento, de fazer uma admissão veraz de sua identidade, o tribunal inteiro uniu-se em acusá-lo de blasfêmia, e, por isso, de merecer a morte segundo a Lei mosaica. — Mateus 26:59-68.

      24. (a) Quando Jesus estava diante de Pôncio Pilatos, como foi que também Pilatos deixou de dar a devida importância aos “pormenores de sua geração”? (b) Portanto, conforme predito em Isaías 53:8, qual foi o resultado?

      24 O governador romano, Pôncio Pilatos, ao saber que Jesus era tido por muitos como sendo o Messias, o Cristo, ficou preocupado e tomou medidas para saber algo sobre sua origem. Mas, apesar de seu receio, cedeu à pressão da turba fanática que reclamava que Jesus, o Messias, fosse pendurado numa estaca, e ele o sentenciou à morte numa estaca de execução. (Mateus 27:24-26; Lucas 23:6-25; João 18:33 a 19:16) Assim, “os pormenores de sua geração” não foram bem examinados e ponderados, e os que tratavam do caso do Messias não sentiam a devida preocupação. Visto que a resposta à pergunta de Isaías era: Ninguém com autoridade secular, não é de se admirar que o restante de Isaías 53:8 prossiga com esta observação: “Pois foi cortado da terra dos viventes. Por causa da transgressão do meu povo, sofreu o golpe.”

      25. Quando foi Jesus Cristo “cortado da terra dos viventes”, sofrendo assim o “golpe” merecido por outros?

      25 Isto significava que a vida terrestre do Messias havia de ser abreviada. E assim foi, porque Jesus Cristo foi morto à idade de trinta e três anos e meio. Recebeu o golpe que outros mereciam por causa da transgressão deles. No entanto, isto não aconteceu antes do tempo determinado de Deus para seu “Servo” messiânico ser decepado do meio dos viventes na terra. Jeová disse, na profecia de Daniel 9:24-27, a respeito da setuagésima e última semana das setenta semanas de anos que envolviam o Messias: “E depois de sessenta e duas semanas [que seguem às anteriores sete semanas] o Messias será decepado, sem ter nada para si mesmo. . . . E ele terá de manter em vigor o pacto para com muitos por uma semana [do outono setentrional de 29 E. C. ao outono de 36 E.C.]; e na metade da semana [na primavera setentrional de 33 E. C.] fará cessar o sacrifício e a oferenda [em virtude de seu próprio sacrifício humano, perfeito].”

      26. A “transgressão” de quem se refere Isaías no Is capítulo 53, versículo 8?

      26 O profeta Isaías, no Is capítulo 53, versículo 8, envolve novamente seu próprio povo, ao dizer “meu povo”, o qual era então também o povo escolhido de Deus. Isaías admite assim, também, a “transgressão” de sua própria nação e indica a inocência do “Servo” messiânico, Jesus Cristo. No entanto, este Messias estava disposto a sofrer em inocência pela causa da nação judaica, “meu povo”, conforme o chama Isaías. Esta nação, em especial, era culpada de transgressão contra Jeová, seu Deus. Eles haviam sido introduzidos no pacto da Lei por intermédio do mediador Moisés, no monte Sinai, na Arábia, em 1513 A. E. C. Por não guardarem perfeitamente este pacto da Lei, tornaram-se nação amaldiçoada, sujeita a todas as maldições sobre as quais Moisés os advertira em Deuteronômio 28:15-68. Não era uma maldição que recaísse sobre os remanescentes da família humana, visto que nenhum destes gentios estava incluído no pacto da Lei mosaica.

      O MESSIAS É TORNADO MALDIÇÃO PARA UMA NAÇÃO

      27, 28. (a) Como podia ser tirada da nação judaica a maldição pela violação do pacto da Lei? (b) O que dizia a Lei sobre como Deus encarava alguém pendurado numa estaca?

      27 Como podia esta maldição ser tirada da nação judaica? Pela morte de alguém de sua própria nação, numa estaca ou madeiro de execução. Em Deuteronômio 21:22, 23, está escrito:

      28 “E caso venha a haver num homem um pecado que mereça a sentença de morte, e ele tenha sido morto e tu o tenhas pendurado num madeiro, seu cadáver não deve ficar toda a noite no madeiro; mas deves terminantemente enterrá-lo naquele dia, pois o pendurado é algo amaldiçoado por Deus; e não deves aviltar teu solo que Jeová, teu Deus, te dá por herança.”

      29. Assim, conforme explica o apóstolo Paulo, como proveu Jesus o meio de livramento para a nação judaica, da maldição pela violação da Lei?

      29 Era necessário que Jesus não só morresse como sacrifício resgatador, mas também que morresse numa estaca de execução. “Pois”, diz o apóstolo Paulo, “todos os que dependem de obras da lei estão sob maldição; porque está escrito: ‘Maldito é todo aquele que não continuar em todas as coisas escritas no rolo da Lei, a fim de as fazer.’ Além disso, é evidente que pela lei ninguém é declarado justo diante de Deus, porque ‘o justo viverá em razão da fé’. Ora, a Lei não adere a fé, mas ‘quem os cumprir, viverá por meio deles’. Cristo nos livrou da maldição da Lei por meio duma compra, por se tornar maldição em nosso lugar, porque está escrito: ‘Maldito é todo aquele pendurado num madeiro.’ O propósito foi que a bênção de Abraão, por meio de Jesus Cristo, fosse para as nações, a fim de que recebêssemos o espírito prometido, por intermédio da nossa fé.” — Gálatas 3:10-14; Deuteronômio 27:26; Levítico 18:5.

      30. O que predisse Isaías 53:9 sobre a sepultura do Messias?

      30 Jesus, o Messias, tornou-se maldição em lugar da nação judaica, quando morreu na estaca de execução, no Calvário, fora de Jerusalém, no Dia da Páscoa de 33 E. C. O falecido Jesus não tinha controle sobre onde seria enterrado. Seu cadáver poderia ter sido levado igual ao dum criminoso amaldiçoado, que não merecia a ressurreição, e ser lançado na Geena, o Vale de Hinom, ao sul e sudoeste de Jerusalém, onde se mantinham acesos fogos de incineração para o lixo da cidade santa, misturando-o até mesmo com enxofre. Mas, a profecia de Isaías 53:9 tinha de se cumprir nele: “E ele fará a sua sepultura mesmo com os iníquos e com a classe rica, na sua morte, apesar do fato de que não praticara nenhuma violência e não havia engano na sua boca.”

      31. Como se cumpriu que Jesus foi sepultado “com os iníquos” e “com a classe rica”?

      31 Morrer Jesus entre dois criminosos conhecidos, pendurados em estacas, classificava o enterro de Jesus como sendo “com os iníquos”, embora não fosse sepultado ao lado deles. Segundo a lei de Deus por meio de Moisés, Jesus tinha de ser tirado da estaca e sepultado no mesmo dia, antes do por do sol. O tempo se esgotava, e os judeus pediram a Pilatos que mandasse que seus soldados tirassem os cadáveres de todos os três homens, antes de findar o Dia da Páscoa. (João 19:31-37) Prevendo isso, um discípulo secreto de Jesus Cristo, um homem rico chamado José de Arimatéia, foi e obteve permissão do Governador Pilatos para tirar o cadáver de Jesus e sepultá-lo. De modo que Jesus foi sepultado num túmulo recém-escavado, no qual ainda não jazera nenhum cadáver. Ao mandar fazer isso, este rico José não se dava conta de que tinha parte no cumprimento de Isaías 53:9, de que o “Servo” de Jeová faria sua sepultura “com a classe rica, na sua morte”. — João 19:38-42; Mateus 27:57-60; Marcos 15:42-46; Lucas 23:50-53.

      32. Mesmo depois da morte de Jesus, como mostraram os judeus inimigos que classificavam a Jesus como impostor iníquo?

      32 Tal sepultamento de Jesus, o Messias, “com a classe rica” não eliminava o estigma de ele morrer com os iníquos e ser sepultado como iníquo. Os judeus inimigos descobriram onde o cadáver de Jesus foi sepultado e fizeram com que o Governador Pilatos selasse a pedra tumular, permitindo que se postasse uma guarda de soldados junto ao sepulcro, porque classificavam a Jesus como impostor iníquo. Temiam que os discípulos, de outro modo, furtassem o cadáver dele e depois dissessem que havia sido ressuscitado, fazendo com que “esta última impostura seja pior do que a primeira”. Embora a guarda de soldados relatasse no terceiro dia que fora um anjo glorioso do céu que rompera o selo do governador e rolara a pedra tumular para um lado, os principais sacerdotes e os anciãos subornaram os soldados da guarda para dizerem ao povo que os discípulos de Jesus haviam feito esta “última impostura” e eram piores impostores do que o próprio Jesus. — Mateus 27:62-66; 28:11-15.

      33, 34. (a) Por que permitiu Jeová toda esta humilhação de seu “Servo”? (b) Como indicou a profecia de Isaías 53:10 que o Messias não manteria em vão a sua integridade?

      33 Toda esta humilhação de Jesus, o Messias, ocorreu às mãos de seus inimigos, embora, conforme predito em Isaías 53:9, ele “não praticara nenhuma violência e não havia engano na sua boca”. Por que foi isso permitido pelo Deus Todo-poderoso? Deu-se porque era preciso refutar de uma vez para sempre o desafio lançado por Satanás, o Diabo, envolvendo até mesmo o “Servo” de Jeová. Seu “Servo” tinha de ser provado aqui mesmo, na terra, e mostrado como inabalavelmente leal à soberania universal de Jeová, apesar de todo o sofrimento e humilhação que se permitiu a Satanás, o Diabo, causar ao “Servo”. Guardar a integridade piedosa sob tal prova sem paralelo, do “Servo” de Jeová, não seria em vão, nem ficaria sem recompensa satisfatória. Por isso Isaías, 53:10 diz:

      34 “Mas o próprio Jeová se agradou em esmigalhá-lo; fez que adoecesse. Se puseres a sua alma como oferta pela culpa, ele verá a sua descendência, prolongará os seus dias, e na sua mão o agrado de Jeová será bem sucedido.”

      A RECOMPENSA PELA INTEGRIDADE PROVADA

      35. (a) Em que sentido ‘esmigalhou’ Jeová seu “Servo” e o ‘fez adoecer’? (b) Na realidade, em que ‘se agradou o próprio Jeová’?

      35 Jeová Deus não ‘esmigalhou’ pessoal e diretamente seu “Servo” messiânico. Não foi ele quem o fez ‘adoecer’, falando-se figurativamente e segundo todas as aparências. Mais de quatro milênios antes, no Jardim do Éden, Jeová dissera à serpente, aos ouvidos daquele invisível que manipulara essa serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” (Gênesis 3:15) Em cumprimento desta profecia, Jeová teve de permitir que a Grande Serpente, Satanás, o Diabo, machucasse o calcanhar do “Servo” messiânico, mesmo até a morte. Agradou-se perfeitamente em deixar que a Grande Serpente fizesse isso. No sentido de Ele permitir isso, segundo seu propósito, Jeová “fez que adoecesse” mesmo até a morte. O que agradava a Jeová Deus era aquilo que se provava neste esmigalhamento e na doença mortal, a saber, a integridade de Jesus.

      36. Segundo diz o texto, por que deve ser Jeová quem põe a alma de seu “Servo” “como oferta pela culpa”?

      36 À luz do que Isaías, capítulo cinqüenta e três, diz a respeito do “Servo” de Jeová, esse proveu uma “oferta pela culpa” para os outros. A versão da Imprensa Bíblica Brasileira diz: “Quando ele se puser [Trinitariana, ed. 1948: “Quando fizeres da sua alma”] como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos.” (Isaías 53:10b) Ao dizer: “Se puseres a sua alma como oferta pela culpa”, conforme reza o hebraico, aquele de quem se fala assim deve ser Jeová Deus, visto que as ofertas típicas pela culpa eram oferecidas a Ele pelo antigo Israel e é também a ele que Jesus Cristo oferece a oferta antitípica pela culpa a favor de toda a humanidade. (Hebreus 9:24 a 10:14) É Jeová quem decide o valor dum sacrifício, quanto a se satisfaz os requisitos para livrar os pecadores de sua culpa e das conseqüências dela.

      37. Em cumprimento do que se prefigurava no Dia da Expiação judaico de que modo apresentou Jesus a Deus uma oferta aceitável pela culpa?

      37 A fim de que se lhe apresentasse no céu a oferta aceitável pela culpa, Jeová ressuscitou seu “Servo” dentre os mortos, no terceiro dia. Visto que o “Servo” messiânico deu a sua alma humana como oferta pela culpa, estava impedido de ser ressuscitado à vida novamente como alma humana, com corpo de carne, sangue e ossos. Por isso, o Deus Todo-poderoso o ressuscitou como pessoa espiritual, mas ainda de posse do mérito ou valor de seu perfeito sacrifício humano. Assim, quando Jesus, o Messias, subiu finalmente ao céu e entrou na presença de seu Pai celestial, não entrou ali de mãos vazias. Tinha na mão o que correspondia ao sangue das vítimas animais do Dia da Expiação judaico, a saber, o mérito de sua vida humana sacrificada como oferta pela culpa. Foi este que ele apresentou no grande e antitípico Dia da Expiação, e Jeová aceitou-o a favor de toda a humanidade.

      DESCENDÊNCIA

      38. De que maneira é que Jesus, o Messias, passa a ter “descendência”, conforme mencionado em Isaías 53:10?

      38 Conforme mostra Isaías, capítulo cinqüenta e três, O “Servo” messiânico morreria sem descendência. Foi assim que Jesus Cristo morreu, solteiro e sem filhos. Em contraste com o primeiro Adão, que pecou e perdeu a vida para sua descendência, escreveu-se a respeito de Jesus, o Messias: “O último Adão tornou-se espírito vivificante.” (1 Coríntios 15:45) Por meio de sua oferta pela culpa, podia comprar de volta, do pecado e da morte, toda a descendência de Adão e Eva, e podia devolver-lhes a vida, vida perfeita livre da condenação divina. Será que o “espírito vivificante”, Jesus, o Messias, fará tal maravilha? Sim, e este é o significado das palavras de Isaías 53:10: “Se puseres a sua alma como oferta pela culpa, ele verá a sua descendência, prolongará os seus dias, e na sua mão o agrado de Jeová será bem sucedido.” Isto prometia uma “descendência” ou “posteridade” ao “Servo”.

      39. Que outros textos indicam que o Rei messiânico teria descendência?

      39 Paralela a esta promessa de descendência há aquela feita ao Rei messiânico nas seguintes palavras do salmo profético: “Em lugar de teus antepassados virá a haver teus filhos, os quais designarás para príncipes em toda a terra.” (Salmo 45:16) E, quanto à promessa relacionada de Isaías 53:10, “prolongará os seus dias”, significaria que o “Servo” ressuscitado de Jeová seria por muito tempo pai da descendência. Por quanto tempo? Eternamente, segundo a profecia de Isaías 9:6, relativa ao descendente messiânico do Rei Davi. Lemos ali: “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o domínio principesco virá a estar sobre o seu ombro. E será chamado pelo nome de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” De modo que este Rei messiânico teria filhos, mas não para se tornarem sucessores dele no cargo, porque ele seria Pai Eterno, alguém que daria vida eterna aos filhos.

      40. Por que é que “o agrado de Jeová será bem sucedido” na mão do “Servo” messiânico?

      40 Este “Servo” ressuscitado de Jeová não só seria bem sucedido em restabelecer na vida eterna a descendência comprada e adotada do primeiro Adão, mas também seria bem sucedido em todas as outras coisas, cujo controle Jeová confiaria à sua mão. O “Servo” messiânico terá cuidado em cumprir conscienciosamente “o agrado de Jeová”. Assim, sob a bênção assegurada de Deus, aquilo em que o “Servo” empenha sua mão terá bom êxito, para a glória de Jeová e em benefício de todos os outros envolvidos.

      “SATISFEITO” DEPOIS DA DESGRAÇA DE SUA ALMA

      41. Depois de todas as dificuldades que passou como alma humana, como se sentiria o “Servo” de Jeová, conforme predito em Isaías 53:11?

      41 Apresentou-se uma perspectiva alegre ao “Servo” messiânico. Depois de toda a desgraça que sofreria como alma humana, havia de ficar satisfeito com o que veria realizado. Não teria motivos para ressentimentos por causa de tudo o que se permitiu que sofresse na terra. A perspectiva apresentada em Isaías 53:11 foi: “Por causa da desgraça da sua alma, ele verá, ficará satisfeito. Por meio do seu conhecimento, o justo, meu servo, trará uma posição justa a muita gente; e ele mesmo levará os erros deles.”

      42. O que daria satisfação especial a este “Servo”?

      42 O mais satisfatório que este “Servo” íntegro veria seria a vindicação da soberania universal de Jeová Deus, seu Pai celestial. Manter ele sua integridade para com o Soberano Universal, sob a prova mais severa, aqui na terra, forneceu ao seu Pai celestial uma resposta válida a dar a Satanás, o Diabo, que escarnecia de Jeová Deus. Nunca mais poderia este Adversário abrir a sua boca suja num ataque contra o servo mais elevado na organização universal de Jeová. — Provérbios 27:11.

      43. Por meio de que “conhecimento” traria o Messias uma posição justa a muita gente, que havia herdado o pecado de Adão, e como faria isso?

      43 Associado com a vindicação do Soberano Senhor Jeová dar-se-ia uma posição justa a muitos aqui na terra, que herdaram a injustiça e a condenação do pecador Adão. (Romanos 5:12) O “conhecimento” por meio do qual ele produz isso evidentemente é conhecimento adquirido. É o conhecimento que adquiriu por tornar-se homem na terra e sofrer injustamente, em contato com a humanidade doentia e pecaminosa. Tornou-se “homem de dores e conhecedor de doença”. (Isaías 53:3) Seu “conhecimento”, aqui, denota ou dá a entender sofrimento sob uma prova de integridade até à morte amarga. O que ele não conhecera na sua vida pré-humana, lá no céu, a saber, o sofrimento doloroso pela sua fidelidade ao Soberano Senhor Jeová, passou a sentir e realmente conhecer aqui na terra, durante o tempo em que Satanás, o Diabo, é o “deus deste sistema de coisas”, “o governante deste mundo” (2 Coríntios 4:4; João 12:31) Por chegar a conhecer o sofrimento até a morte, de primeira mão, pôde prover o sacrifício expiatório para tornar justos a muitos.

      44. Para quem vem tal “posição justa”, e quando?

      44 Tal justiça ou posição justa perante Deus vem aos 144.000 co-herdeiros de Jesus Cristo primeiro de modo imputado. O apóstolo Paulo escreveu a tais, em 2 Coríntios 5:21, dizendo: “Aquele que não conheceu pecado, ele fez pecado por nós, para que, por meio dele, nos tornássemos a justiça de Deus.” Também, em Romanos 5:19: “Pois, assim como pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores, do mesmo modo também pela obediência de um só muitos serão constituídos justos.” No tempo devido, os filhos do Pai Eterno, Jesus Cristo, receberão uma posição justa. Durante o reinado dele exercido sobre a terra por mil anos, soerguerá sua “descendência” terrestre a uma posição justa em perfeição, para que ela possa mostrar ser leal e fiel à soberania universal de Jeová em sentido perfeito, a fim de obter o dom da vida eterna. — Revelação 20:4-6, 11-15.

      45. Por que temos motivos de ser muito gratos a Jeová por ele prover tal “Servo” que mantém a integridade?

      45 Cumprir-se-á para com os muitos que assim são levados a uma posição justa a profecia de Isaías 53:11: “E ele mesmo levará os erros deles.” Quer dizer, ele mesmo, como “Servo” messiânico de Jeová, levaria a penalidade pelo erro deles e assim os aliviaria da condenação à morte. O apóstolo Pedro descreve como se fez isso, dizendo com referência ao “Servo” de Jeová: “Ele mesmo levou os nossos pecados no seu próprio corpo, no madeiro, a fim de que acabássemos com os pecados e vivêssemos para a justiça. E ‘pelos seus vergões fostes sarados’. Porque vós éreis como ovelhas, perdendo-vos; mas agora voltastes para o pastor e superintendente das vossas almas.” (1 Pedro 2:24, 25) Quão gratos devemos ser pelo que este “Servo” messiânico fez por nós! Quão gratos devemos ser a Jeová por prover tal “Servo” íntegro! — Romanos 3:24-26.

      “UM QUINHÃO ENTRE OS MUITOS” PARA O “SERVO”

      46, 47. Explique a promessa profética: “[Eu] lhe repartirei um quinhão entre os muitos.”

      46 Antes da vinda do “Servo” messiânico de Jeová, houve “muitos” servos fiéis de Jeová que haviam permanecido fiéis ao Soberano! Senhor Jeová e aos quais Jeová concedeu um quinhão apropriado até mesmo durante esta vida. Tome, por exemplo, os casos de Noé, Abraão, Isaque, Jacó (Israel), José e Jó. Reserva-se um quinhão aos muitos de integridade piedosa, no vindouro novo sistema de coisas de Jeová, sob o reino do “Servo” messiânico, exercido sobre toda a terra. Tais adoradores fiéis de Jeová estiveram entre “os muitos” pelos quais Seu “Servo” levou o fardo do pecado. Do mesmo modo como Jeová mostrou assim apreço pela integridade mantida por esses “muitos” leais dos tempos anteriores, assim concederia coerentemente um quinhão ao seu “Servo” messiânico entre esses “muitos” fiéis da antiguidade. Por isso, Isaías 53:12 diz:

      47 “Por isso lhe repartirei um quinhão entre os muitos e será com os potentes que ele repartirá o despojo, devido ao fato de que esvaziou a sua alma até a própria morte e foi contado com os transgressores; e ele mesmo carregou o próprio pecado de muita gente e passou a interceder pelos transgressores.” — NM; IBB; CBC.

      48. Quem são os “potentes” com os quais o “Servo” de Jeová reparte os despojos, e isso em resultado duma guerra travada onde?

      48 O “Servo” não só recebe de Jeová um “quinhão entre os muitos”, mas também obtém despojos de guerra pela vitória sobre seus inimigos e os inimigos do Deus, de quem é o servo principal. Repartir ele o despojo com os “potentes” indica que ele mesmo também é “potente”. Ora, quem são estes “potentes”? Os potentes com quem reparte os despojos são os que participam com ele na guerra. (Isaías 60:22) Os “potentes” não parecem ser os anjos celestiais, junto com os quais o “Servo” messiânico lutará na vindoura guerra no Har-Magedon contra os inimigos de Jeová Deus. (Revelação 16:14, 16; 19:11-14) Antes, os “potentes” são os que compartilham da mesma espécie de guerra que o “Servo” travou aqui na terra. Isaías 53:12 introduz sua repartição dos despojos com outros por causa do que ele fez na terra até o tempo em que foi cortado de cima da terra, “da terra dos viventes”. — Isaías 53:8.

      49. O que dizem as Escrituras sobre as vitórias de Jesus e de seus seguidores aqui na terra?

      49 Na noite da Páscoa do ano 33 E. C., pouco antes de Jesus ser preso, levado a julgamento e sentenciado à morte, ele disse aos seus apóstolos fiéis: “No mundo tereis tribulação, mas, coragem! eu venci o mundo.” (João 16:33) Também, com evidente referência a uma procissão de vitória, o apóstolo Paulo escreveu, em 2 Coríntios 2:14: “Graças . . . a Deus, que sempre nos conduz numa procissão triunfal, em companhia do Cristo, e que faz que o cheiro do conhecimento dele seja perceptível em toda a parte por nosso intermédio!” Além disso, falando sobre o que Deus fez por meio de Jesus Cristo, o apóstolo Paulo escreveu: “Ele o tirou [o documento manuscrito contra nós] do caminho por pregá-lo na estaca de tortura. Desnudando os governos e as autoridades, exibiu-os abertamente em público como vencidos, conduzindo-os por meio dela numa procissão triunfal.” — Colossenses 2:14, 15.

      50, 51. Visto que a guerra é espiritual, qual é o “despojo” que Jesus reparte com a sua congregação?

      50 Portanto, visto que a referência de Isaías 53:12 obviamente é a uma guerra espiritual que o “Servo” messiânico teve de travar, qual é o “despojo” que reparte com os 144.000 “potentes” de sua congregação? Biblicamente, seriam as “dádivas em homens”, “dádivas em forma de homens”, que ele deu à sua congregação a partir de Pentecostes de 33 E.C. Com referência ao guerreiro Salmo sessenta e oito e citando o versículo dezoito, o apóstolo Paulo escreveu a respeito de Jesus Cristo:

      51 “Por isso ele diz: ‘Quando ele ascendeu ao alto, levou consigo cativos; deu dádivas em homens.’ Ora, a expressão, ‘ele ascendeu’, o que significa senão que ele também desceu às regiões mais baixas, isto é, à terra? O mesmo que desceu é também aquele que ascendeu muito acima de todos os céus, para que desse plenitude a todas as coisas. E ele deu alguns como apóstolos, alguns como profetas, alguns como evangelizadores, alguns como pastores e instrutores, visando o treinamento [reajustamento; ed. ingl. 1971] dos santos para a obra ministerial, para a edificação do corpo do Cristo.” — Efésios 4:8-12.

      52, 53. (a) De que modo mostram ser “potentes” os co-herdeiros de Cristo? (b) Conforme mencionado em Isaías 53:12, qual é o “despojo” que arrebatam do inimigo, e por quê?

      52 Estas “dádivas em homens” estavam entre os cativos que ele levou consigo, em resultado de ele dar sua alma humana como resgate pelo mundo condenado da humanidade. (Mateus 20:28; 1 Timóteo 2:5, 6) Tais “dádivas em homens” foram concedidas pelo ressuscitado Jesus Cristo, que ascendeu, à sua congregação de 144.000 co-herdeiros ungidos, a fim de fortalecê-los todos para travarem uma guerra triunfante contra este mundo e seu deus, e assim participarem com Jesus na vindicação da soberania universal de Jeová Deus. Ele lhes diz, em Revelação 3:21: “Aquele que vencer, concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com o meu Pai no seu trono.” Por motivo de sua conquista sobre o mundo iníquo e o deus deste, mostram ser “potentes”, e o “Servo” messiânico de Jeová lhes repartirá também participação nos privilégios do Reino. O que eles arrebatam do inimigo vencido é a base que o inimigo tinha para zombar de Jeová quanto ao altruísmo da devoção dos adoradores de Jeová à sua soberania universal. — Provérbios 27:11.

      53 Esta participação na vindicação do Soberano Senhor Jeová junto com Jesus Cristo, o “Servo”, é o “despojo” precioso de que os 144.000 vencedores recebem um quinhão. Naturalmente, isto não significa que não participem dos gloriosos despojos da vitória que o “Servo” de Jeová ganhará na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Revelação 19:11-21; 2:26, 27) No entanto, não é disto que Isaías 53:12 trata em especial, referindo-se claramente a uma obra propiciatória ou intercessora da parte do “Servo” messiânico de Jeová.

      54. Segundo a explicação registrada por Isaías, por que é o “Servo” recompensado assim?

      54 Por que é o “Servo” recompensado desta maneira enaltecida? O versículo responde: “Devido ao fato de que esvaziou a sua alma até à própria morte e foi contado com os transgressores; e ele mesmo carregou o próprio pecado de muita gente e passou a interceder pelos transgressores.”

      55. Com que objetivo ‘esvaziou Jesus a sua alma até à própria morte’?

      55 No Jardim de Getsêmane, Jesus disse aos seus apóstolos fiéis, antes de ser preso ali: “Minha alma está profundamente contristada, até à morte.” (Mateus 26:38) Não obstante, expôs a sua alma humana à morte e apegou-se ao propósito de ele se ter tornado alma humana: “O Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” Deu a sua alma humana em troca, por morrer como homem. (Mateus 20:28) Esvaziou-se, derramando a sua alma até a própria morte. Isto habilitou a Jeová Deus a por “a sua alma como oferta pela culpa”, para que se pudesse dar uma posição justa aos que aceitassem o sacrifício resgatador de Jesus Cristo. — Isaías 53:10, 11.

      56, 57. (a) Apercebia-se Jesus que estava cumprindo o que fora predito em Isaías, capítulo 53, a respeito do “Servo” de Jeová? (b) Por quem “foi contado com os transgressores” e por que suportou tal humilhação?

      56 Jesus Cristo reconheceu que era o “Servo” predito em Isaías, capítulo cinqüenta e três. Admitiu que era o “Servo”, quando disse aos seus apóstolos fiéis, na noite da Páscoa em que foi traído e preso: “Mas agora, quem tiver bolsa, apanhe-a, e assim também um alforje; e quem não tiver espada, venda a sua roupa exterior e compre uma. Pois eu vos digo que se tem de efetuar em mim o que foi escrito, a saber: ‘E ele foi contado com os que são contra a lei.’ Porque aquilo que se refere a mim está sendo efetuado.” (Lucas 22:36, 37) De modo que aconteceu, mais tarde naquela noite, quando a turba veio ao jardim para prendê-lo, que veio armada de cacetes e espadas, como para prender um homem que era contra a lei, transgressor e assaltante. (Marcos 14:48, 49) Esta foi uma ação secreta da turba, sob a cobertura da noite. Mais tarde, porém, durante as horas do dia, Jesus foi publicamente exposto como sendo contado entre os transgressores, por ser pendurado numa estaca como violador da lei, e, para intensificar ser ele contado entre os transgressores, “junto com ele, penduraram também em estacas dois salteadores, um à sua direita e outro à sua esquerda”. (Marcos 15:27) Mas Jesus suportou esta humilhação, a fim de que se vindicasse a Palavra de Jeová como veraz e infalível, e para que ele levasse o golpe da penalidade pela transgressão de seu próprio povo. — Isaías 58:8.

      57 Ter Jeová Deus recompensado e muito enaltecido seu “Servo” messiânico prova que, Ele mesmo não contou este “Servo” com os transgressores. Apenas predisse que o mundo classificaria assim o “Servo” messiânico. No entanto, Jesus Cristo suportou tal humilhação, difícil de agüentar para um servo fiel de Deus, aparentemente para o vitupério de seu Deus e para o mérito daquele que escarnecia de Deus. Mas, Jesus bebeu tal copo de humilhação pública, a fim de se mostrar misericordioso para com a humanidade condenada e moribunda. É a isto que Isaías 53:12 traz a nossa atenção ao dizer: “E ele mesmo carregou o próprio pecado de muita gente e passou a interceder pelos transgressores.” — Veja Hebreus 2:14-18; 4:15.

      58. (a) A misericórdia de quem foi assim notavelmente demonstrada para com os transgressores humanos, e até que ponto? (b) Por que foi seu Filho unigênito a quem ele escolheu para desempenhar o papel de seu “Servo”?

      58 Ele mesmo intercedeu e levou o próprio pecado dos muitos transgressores, a fim de que a misericórdia de Jeová Deus se estendesse a toda a humanidade. Por enviar seu “Servo” messiânico e deixá-lo suportar todo este sofrimento e humilhação, até à própria morte, Jeová demonstrou sua própria misericórdia ilimitada para com nós transgressores. Toda a idéia da misericórdia para com a humanidade condenada originou-se de Jeová Deus. Sua misericórdia foi tão grande, que não poupou nem mesmo seu mais amado Filho celestial neste respeito. (Romanos 8:31, 32) Não quis que seu propósito, de conceder misericórdia, fracassasse por ele depender dum agente de quem não pudesse ter absoluta certeza. Tinha a mais elevada confiança no seu Filho unigênito, de que este Filho não Lhe falharia em nenhuma, nem em todas as circunstâncias, e por isso escolheu este Filho para desempenhar o papel de “Meu Servo”. (Isaías 52:13; 53:11) Ao fazer este Filho passar por tal severa disciplina prescrita para este “Servo”, Deus mostrou que ele o amava muitíssimo. — Hebreus 12:3-6.

      59. A quem atribuem as Escrituras esta expressão maravilhosa de “amor ao homem”?

      59 Todos os agradecimentos cabem a Jeová Deus por suscitar tal “Servo” fidedigno, por meio de quem Seu próprio amor e misericórdia são enaltecidos. Esta ação foi deveras uma demonstração de Sua própria filantropia; assim como está escrito: “Quando se manifestou a benignidade e o amor ao homem da parte de nosso Salvador, Deus, não devido a obras de justiça que tivéssemos realizado, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou por intermédio do banho que nos trouxe à vida, e por nos fazer novos por espírito santo. Este espírito ele derramou ricamente sobre nós por intermédio de Jesus Cristo, nosso Salvador.” — Tito 3:4-6.

      60. (a) Embora Jó fosse ricamente recompensado por manter a sua integridade, por que recebeu Jesus Cristo uma recompensa muito maior? (b) O que garante, quanto ao futuro, a fidelidade de Jesus sob prova, quando na terra?

      60 Alegramo-nos de que a integridade provada do “Servo” fiel, Jesus Cristo, foi tão dignamente recompensada, com categoria mais elevada e maior responsabilidade na organização universal de Jeová. Como ilustração antecipada disso, o paciente Jó, da antiguidade, foi recompensado com o dobro do que tinha antes de sua prova severa, por ter mantido inquebrantável a sua integridade. (Jó 42:10) Havia muitíssimo mais envolvido na prova de Jesus Cristo na terra e em ele manter sua integridade, e, apropriadamente, sua recompensa foi muito maior. Tão certamente como ele foi fiel sob uma prova tão severa de sua integridade quando na terra, será plenamente fiel em desincumbir-se de suas responsabilidades mais grandiosas agora, neste tempo crítico, e em todo o futuro. — Lucas 16:10.

  • A promessa dum paraíso espiritual
    Está Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
    • Capítulo 6

      A promessa dum paraíso espiritual

      1. (a) O que mostra que Jesus, mesmo quando confrontado com a morte, pensava no Paraíso para a humanidade? (b) Anos depois, o que disse Jesus à congregação efésia a respeito do Paraíso? (c) Referiam-se ambas estas menções ao mesmo paraíso?

      O SERVO messiânico de Jeová Deus desempenha um papel muito importante em obtermos um paraíso. Mesmo naquele dia triste, há dezenove séculos atrás, quando Jesus foi contado com os transgressores, em cumprimento de Isaías 53:12, ele pensava num Paraíso para a humanidade. Quando um dos dois assaltantes, pendurados em estacas em cada lado dele, lhe disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”, ele respondeu: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.” (Lucas 23:39-43; Marcos 15:25-27) Sessenta e três anos mais tarde, ao falar à congregação cristã em Éfeso, na Ásia Menor, o ressuscitado Jesus disse: “Aquele que vencer concederei comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.” (Revelação [Apocalipse] 2:7) Visto que essas promessas foram feitas a espécies diferentes de pessoas, a primeira a um que não era cristão e a segunda a um cristão vitorioso, deve tratar-se de dois paraísos diferentes, o primeiro terrestre e o segundo celeste. O “Servo” de Jeová tem que ver com ambos.

      2. Que espécie de paraíso, predito por Isaías, pode ser usufruído hoje, sem que se passe pela morte e ressurreição física?

      2 Cada um desses paraísos era futuro, quando Jesus os mencionou. Também, seriam usufruídos apenas após a morte da pessoa e sua ressurreição dentre os mortos, no tempo devido de Deus. Mas há um paraíso usufruído pelos que agora vivem na terra. Visto que todo o meio ambiente terrestre da humanidade está sendo cada vez mais poluído e a superfície da terra hoje não é paraíso, o paraíso que atualmente está sendo usufruído na terra pelos verdadeiros adoradores cristãos de Jeová deve ser um paraíso figurativo, espiritual. A profecia de Isaías, com referência ao Servo messiânico de Jeová, predisse o estabelecimento deste paraíso espiritual para os adoradores fiéis de Jeová.

      3. (a) Quem desempenharia um papel importante na produção do paraíso espiritual na terra, conforme predito por Isaías? (b) Como ‘filho de Deus’, qual era sua relação com a organização celestial como um todo?

      3 Segundo a profecia de Isaías, o Servo messiânico tem algo que ver com o estabelecimento do paraíso espiritual na terra. Antes de desempenhar seu papel na terra, conforme profetizado no capítulo cinqüenta e três de Isaías, era membro da organização celestial de Jeová, de fiéis “filhos de Deus”. (Jó 1:6; 2:1; 38:7; Daniel 3:25) Esta organização celestial, espiritual, desempenha o papel de “esposa”, casada com Jeová, o Criador, assim como foi a antiga nação de Israel, quando foi aceita no pacto da Lei com Ele, por meio do mediador Moisés, estava como que casada com Jeová e representada como esposa terrestre Dele. Assim, Ele desempenha o papel de Marido nesta união celestial. (Isaías 54:5; 50:1; Jeremias 31:31-34) Visto que os celestiais “filhos de Deus” eram considerados como sendo filhos da organização celestial de Deus, por serem membros dela, a organização celestial era considerada como sendo sua mãe, esposa de seu Pai celestial. Portanto, o Servo mencionado em Isaías 53:11 é um dos filhos dela.

      4. (a) Como foi que a organização-mãe, de Jeová, no céu, produziu o prometido Messias? (b) Qual deve ter sido a reação no céu,. quando Jesus foi ungido, e, mais tarde, quando foi ressuscitado dentre os mortos?

      4 Jeová escolheu seu principal filho celestial para servir qual Servo messiânico na terra. (Isaías 52:13; 53:11) De modo que a organização-mãe, de Jeová, no céu, proveu este como principal vindicador da soberania universal de seu Marido. Depois de aquele, na terra, ter sido batizado no rio Jordão, pelas mãos de João Batista, o Marido dela, Jeová, derramou Seu espírito santo sobre o batizado Jesus, tornando-o o ungido, o Cristo. Assim se produziu o prometido Messias ou Cristo. Quão indizível deve ter sido a alegria para a Mãe celestial, bem como para seu Marido! Se os filhos angélicos de Deus se alegraram com o nascimento do menino Jesus, em Belém de Judá, devem ter tido ainda maior alegria quando ele se tornou assim o prometido Cristo, o Servo messiânico do Deus deles, Jeová. (Lucas 2:10, 13, 14; Mateus 3:13-17; João 16:21) Quando sua vida lhe foi tirada da terra e ele foi ressuscitado dentre os mortos, a organização materna, no céu, acolheu-o de volta como “primogênito dentre os mortos”, e alegrou-se de tê-lo novamente entre seus filhos celestiais. (Colossenses 1:18; Revelação 1:5, 17, 18) Sua alegria fora predita!

      5, 6. (a) Em Isaías 54:1, que motivo foi apresentado para a alegria da parte desta “mulher” celestial? (b) De quantos “filhos” se tornaria ela mãe espiritual?

      5 “‘Grita de júbilo”‘, diz Isaías 54:1, “‘ó mulher estéril que não deste à luz! Fica animada com clamor jubilante e grita estridentemente, tu que não tiveste dores de parto, porque os filhos da desolada são mais numerosos do que os filhos da mulher que tem um dono marital’, disse Jeová”.

      6 Este texto inspirado foi aplicado pelo apóstolo cristão Paulo, não à nação judaica, depois de seu exílio em Babilônia, mas à organização-esposa de Jeová, no céu. Segundo a profecia de Isaías, a organização celestial de Deus havia de ter mais filhos do que apenas o Messias Jesus, por quem esperara muito tempo, como se estivesse estéril. Portanto, devia tornar-se mãe espiritual de 144.000 companheiros do Messias Jesus. Ele seria o Primogênito dentre estes adicionais filhos espirituais dela. A alegria dela começaria quando desse à luz ou produzisse o primogênito, o Messias Jesus, mas ela continuaria a dar a luz todos os co-herdeiros do Reino do Messias Jesus. O apóstolo Paulo era um destes prospectivos co-herdeiros de Cristo, e foi ele quem fez a aplicação de Isaías 54:1, sob inspiração.

      7-9. Contrastando a nação judaica com a organização celestial de Deus, que aplicação fez o apóstolo Paulo de Isaías 54:1?

      7 Contrastando a nação judaica, que havia estado casada com Jeová Deus por meio do pacto da Lei mosaica (mas que havia rejeitado Jesus Cristo), com a organização-esposa celestial de Deus, o apóstolo Paulo escreveu: “Por exemplo, está escrito que Abraão adquiriu dois filhos, um por meio da serva [Agar, a egípcia] e outro por meio da livre [Sara, sua esposa]; mas aquele [chamado Ismael] por meio da serva nasceu realmente na maneira da carne [antes de Abraão se ter tornado impotente], o outro [chamado Isaque], por meio da livre, por intermédio duma promessa [de Deus]. Estas coisas são como que um drama simbólico; pois estas mulheres [Agar e Sara] significam dois pactos, um do monte Sinai [mediante Moisés], que dá à luz filhos para a escravidão, e que é Agar [a escrava]. Ora, Agar significa Sinai, um monte na Arábia, e ela corresponde à Jerusalém atual, pois está em escravidão com os seus filhos. Mas a Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe.

      8 “Porque está escrito [em Isaías 54:1]: ‘Regozija-te, ó mulher estéril [a Jerusalém de cima], que não dás à luz; irrompe e grita alto, ó mulher que não tens dores de parto; pois os filhos da desolada são mais numerosos do que os daquela que tem marido.’ Ora, nós, irmãos, somos filhos pertencentes à promessa, assim como Isaque foi. Mas, assim como então aquele [Ismael] nascido na maneira da carne começou a perseguir o [Isaque] nascido na maneira do espírito, assim também é agora. Não obstante, o que diz a Escritura? ‘Expulsa a serva e o filho dela, pois de modo algum será o filho da serva herdeiro junto com o filho da livre.’ Por conseguinte, irmãos, somos filhos, não duma serva, mas da livre.

      9 “Para tal liberdade é que Cristo nos libertou.” — Gálatas 4:22 a 5:1.

      10, 11. (a) Como mostra Isaías 54:13 que a “Jerusalém de cima” teria mais filhos espirituais do que apenas Jesus? (b) A quem aplicou Jesus Cristo este texto?

      10 Que a “Jerusalém de cima”, da qual o Grandioso que a fez, Jeová, é “dono marital”, havia de ter mais filhos espirituais além do Messias Jesus, seu primogênito, é o motivo de se lhe dizer em Isaías 54:13: “E todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Jeová e a paz de teus filhos será abundante.”

      11 Jesus Cristo aplicou este texto aos seus próprios discípulos, ao dizer aos judeus: “Está escrito nos Profetas: ‘E todos eles serão ensinados por Jeová.’ Todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.” (João 6:45) Era do propósito do Pai que Jesus se tornasse “primogênito entre muitos irmãos”. (Romanos 8:29) A “Jerusalém de cima” é também a mãe celestial de todos estes irmãos espirituais de Jesus Cristo. É, portanto, com bom motivo que seu “dono marital”, Jeová, clama para ela, em vez de para a Jerusalém terrestre que rejeitou o Messias, que ela ‘grite de júbilo’ e ‘fique animada com clamor jubilante’, por finalmente tornar-se mãe de tantos filhos espirituais, junto com o Messias Jesus. — Isaías 54:1.

      12. Com que forte encorajamento para estes filhos espirituais conclui o capítulo 54 de Isaías?

      12 Estes filhos espirituais têm a garantia da proteção e preservação divinas, conforme expresso nas seguintes palavras dirigidas à “Jerusalém de cima”: “‘Nenhuma arma que se forjar contra ti será bem sucedida, e condenarás toda e qualquer língua que se levantar contra ti em julgamento é a propriedade hereditária dos servos de Jeová, e sua justiça procede de mim’, é a pronunciação de Jeová.” o capítulo cinqüenta e quatro de Isaías encerra com tal forte encorajamento dado à “Jerusalém de cima”. — Isaías 54:17.

      CONVITE PARA BEBER E COMER O QUE VALE A PENA

      13. Com que convite atraente começa o próximo capítulo de Isaías?

      13 À luz de todas as boas coisas que hão de resultar do cumprimento desta bela profecia, faz-se um convite apropriado aos ouvidos de todos: “Eh! todos vós sedentos! Vinde à água. E vós os que não tendes dinheiro! Vinde, comprai e comei. Sim, [vinde,] comprai vinho e leite mesmo sem dinheiro e sem preço. Por que continuais a pagar dinheiro por aquilo que não é pão e por que é a vossa labuta por aquilo que não resulta em saciedade? Escutai-me atentamente e comei o que é bom, e deleite-se a vossa alma com a gordura. Inclinai o vosso ouvido e vinde a mim. Escutai, e a vossa alma ficará viva, e eu concluirei convosco prontamente um pacto de duração indefinida referente às benevolência. para com Davi, que são fiéis. Eis que o dei como testemunha para os grupos nacionais, como líder e comandante para os grupos nacionais.” — Isaías 55:1-4.

      14. (a) Quem faz este convite? (b) A quem é feito, e por que?

      14 Quem senão Jeová Deus, Fonte de toda a vida, podia fazer tal convite e promessa maravilhosos? Envolve seu Servo messiânico, que ele dá como “líder e comandante para os grupos nacionais”. Estes grupos nacionais deviam estar interessados no convite divino. Mas, em primeiro lugar, o convite é dirigido ao povo de Jeová, que está num pacto com ele, mas que se encontra numa situação dessatisfatória. Por quê? Porque estão labutando, comprando, comendo e bebendo, mas continuam a morrer sem esperança. Obtemos a chave para a situação, ao nos lembrarmos de que o profeta Isaías predisse a destruição de Jerusalém, a desolação da terra de Judá e o exílio dos judeus na terra pagã de Babilônia. A desolação do país, enquanto seus habitantes nativos estavam no exílio, devia durar setenta anos, de 607 a 537 antes de nossa Era Comum.

      15. Jeová predissera que proveria livramento para o povo judaico por meio de quem, e por que é seu papel de interesse especial para nós?

      15 Babilônia, com seus deuses falsos e adoração falsa, seu imperialismo e comercialismo, não oferecia nada aos judeus exilados. Não oferecia nenhuma esperança de livramento, com a oportunidade de retomar a adoração do Deus verdadeiro e vivente na sua pátria: “Este o homem [o rei de Babilônia] que . . . nem aos seus prisioneiros abriu o caminho para casa?” (Isaías 14:16, 17) Quem podia abrir as garras desta potência mundial, Babilônia, e deixar seus prisioneiros judaicos ir livres, para voltarem à sua pátria e renovarem a adoração de Jeová, no templo reconstruído na Jerusalém restaurada? Este próprio Deus podia fazer isso, e ele tinha um servo a quem podia usar para este fim. Este servo terreno era Ciro, o Persa, cujo próprio nome Jeová predisse muito antes do nascimento dele. (Isaías 44:28 a 45:6) Este antigo conquistador persa de Babilônia não era apenas uma figura histórica, mas também tipo profético do Servo messiânico de Jeová, a quem Este usaria para derrubar e destruir a hodierna Babilônia, a Grande, a saber, o império mundial da religião falsa.

      16. Antigamente, quais eram as coisas que, em sentido espiritual, eram como alimento e bebida para os judeus exilados?

      16 Água, pão, vinho e leite estão à disposição para se alimentar e revigorar, mesmo aos que não tem dinheiro com que pagar pelo que comem e bebem! Quem diz isso é Jeová Deus. Naturalmente, não fala de tais coisas em sentido literal. Fala do que corresponde a essas coisas, para manter a pessoa espiritualmente viva com aquilo que resulta em verdadeira vida, vida eterna com verdadeiro prazer de viver e objetivo na vida. Antigamente, o vital era ter as provisões feitas por Jeová Deus para a libertação de seu povo exilado em Babilônia e para o restabelecimento deles na sua pátria dada por Deus. Em primeiro lugar, havia a mensagem de libertação que nutria a esperança dos exilados. Depois havia o decreto de Jeová Deus, por meio de seu servo terrestre, cujo decreto de libertação tinha de ser posto em ação. Daí, quando se tomasse ação, haveria o retorno à pátria e o cumprimento das gloriosas profecias divinas na sua amada terra, novamente ocupada. A alegria que isto daria seria como que beber o melhor dos vinhos. — Salmo 104:15.

      17. Na realidade, quem são os babilônios hodiernos, e com que alimentam?

      17 Atualmente, bilhões de habitantes da terra encontram-se sob as opressões religiosas, morais, intelectuais e sociais de Babilônia, a Grande, não só no chamado paganismo, mas de modo igual na cristandade. Pagam dinheiro por sua religião, segundo a comercialização da religião pelas suas muitas seitas e cultos. Suas religiões não se separaram deste mundo, mas estimularam e aprovaram que fizessem parte ativa deste mundo. Suas religiões não os desviaram da confiança em homens e em instituições criadas pelo homem. Até mesmo as pessoas da cristandade não têm outra perspectiva senão a de depender ainda mais dos homens, para resolveram os problemas do mundo e trazerem alívio. Na realidade, são os babilônios hodiernos, e aquilo com que se alimentam religiosamente deveras não satisfaz, nem traz verdadeiro alívio.

      18. (a) Por meio de que pacto tem Jeová hoje um povo em relação consigo mesmo? (b) Quem é o povo que se apega fielmente a este novo pacto?

      18 Lá no sexto século A. E. C., os que não deviam ter sido “prisioneiros” da antiga Babilônia eram os que estavam no pacto da Lei mosaica com Jeová Deus. Se tivessem amorosamente cumprido suas obrigações pactuadas para com Ele, não teriam sido exilados na Babilônia pagã, longe de sua pátria desolada. Atualmente, Jeová ainda tem um povo em relação com Ele por meio dum pacto nacional. Deste pacto, o Mediador é o Servo messiânico de Jeová, maior do que o profeta Moisés. O pacto deles é o que substituiu o pacto da Lei mosaica no ano 33 E. C. É o novo pacto conforme predito em Jeremias 31:31-34. Ao estabelecer a Ceia do Senhor, em comemoração de sua morte sacrificial, Jesus Cristo falou sobre seu sangue como provendo o meio de selar e validar este novo pacto. (Mateus 26:26-30; Lucas 22:19, 20; 1 Coríntios 11:20-26) Obedientemente, as testemunhas cristãs de Jeová celebram esta Ceia do Senhor cada ano na sua data aniversária. Apegam-se fielmente ao novo pacto de Jeová.

      19. Por meio de que conseguiu Babilônia, a Grande, ter no seu poder as testemunhas cristãs de Jeová, no decorrer da Primeira Guerra Mundial e quais pareciam ser as perspectivas delas?

      19 Toda a Babilônia, a Grande, como império mundial da religião falsa, tem-se oposto incessantemente às testemunhas cristãs de Jeová. No decorrer da Primeira Guerra Mundial, em 1914-1918 E. C., realmente chegou a tê-los no seu poder, mediante seus amantes mundanos, seculares. Por meio das autoridades políticas, militares e judiciais, Babilônia, a Grande, causou toda espécie de perseguição a estes adoradores de Jeová, inclusive proscrições de sua literatura religiosa, por meio da qual estudam a Bíblia Sagrada. Sua organização para a divulgação ampla das boas novas da Bíblia ficou seriamente incapacitada, em especial quando os membros do corpo governante da organização visível de Jeová foram encarcerados, sob acusações que, depois da guerra, foram revogadas e rejeitadas pelo tribunal como improcedentes. As perspectivas duma mudança na situação eram muito poucas, e aguardava-se o pior, com o sentimento de resignação e submissão a vontade de Jeová. Providencialmente, sua revista oficial então chamada A Torre de Vigia e Arauto da Presença de Cristo (atualmente A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová) continuou a ser publicada quinzenalmente, para a edificação espiritual daqueles a quem estava disponível, apesar das condições do tempo de guerra.

      20, 21. Como foi que a situação dos adoradores de Jeová na terra tornou o tempo apropriado, após a Primeira Guerra Mundial, para a aplicação moderna de Isaías 55:1, 2?

      20 Todavia, de repente acabou a Primeira Guerra Mundial Não levou a uma revolução e anarquia mundiais, nem à batalha do Armagedom, conforme os estudantes da Bíblia esperavam. E os adoradores sinceros de Jeová, que estavam no novo pacto com ele, mediante seu Mediador Jesus Cristo, ainda se encontravam em carne na terra. Mas ainda estavam no cativeiro de Babilônia, a Grande, e os amantes políticos, militares e judiciais dela! Abriu-se diante deles um inesperado período de após guerra, com possibilidades de renovar e prosseguir com a proclamação das boas novas da Palavra de Deus Surgiu ali, pois, um tempo muito propício para que o Deus, a quem adoravam apesar de toda a oposição e opressão por parte de Babilônia, a Grande, fizesse algo a seu favor e pela causa de Seu próprio nome. Era o tempo devido para se enviar o equivalente hodierno da mensagem revitalizadora de Isaías:

      21 “Eh! todos vós sedentos! Vinde à água. E vós os que não tendes dinheiro! Vinde, comprai [cereais] e comei Sim, [vinde,] comprai vinho e leite mesmo sem dinheiro e sem preço. Por que continuais a pagar dinheiro por aquilo que não é pão e por que é a vossa labuta por aquilo que não resulta em saciedade? Escutai-me atentamente e comei o que é bom, e deleite-se a vossa alma com a gordura.” — Isaías 55:1, 2.

      22. O que mostrou ser então igual a água, pão, vinho e leite para o povo hodierno de Jeová?

      22 Tal mensagem veio deveras de Jeová Deus, mediante seu Servo messiânico Jesus Cristo. Destinava-se a soerguer Seu povo dum estado mental deprimido e negativo e infundir nele vida e esperança. Então, o que seria igual à água, para saciar sua enorme sede de verdade e justiça? O que seria igual ao pão, para nutrir e fortalecer sua devoção de coração a Deus? O que seria igual ao vinho, para alegrar-lhes o coração com regozijo salutar? O que seria semelhante ao leite, para engordar e reforçar seu estado de bem-estar na relação com o único Deus vivente e verdadeiro? (Salmo 104:15) Era a mensagem bíblica da libertação das garras de Babilônia, a Grande, por meio do reino messiânico estabelecido de Deus! Era a mensagem de serem libertos da escravidão a este mundo, que é “amigo” de Babilônia, a Grande, a fim de que lutassem pela liberdade de adoração e proclamassem mundialmente as boas novas do reino de Deus, para a bênção de toda a humanidade aflita

      23. Como se mostrou veraz que provisão foi tornada disponível “sem dinheiro e sem preço”?

      29 Os adoradores oprimidos de Jeová Deus não tiveram de pagar por mensagem de libertação! Não tiveram de comprar a saída do cativeiro e da servidão à Babilônia, a Grande! A mensagem foi-lhes oferecida gratuitamente, e eles tinham de agir em harmonia com ela, com coragem e convicção! Então ela seria como água refrescante, pão revigorante, vinho animador e leite gorduroso. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” — João 8:32.

      24. Na primavera de 1919, que evidência de libertação havia?

      24 Um símbolo concreto desta libertação veio na primavera setentrional de 1919, primeiro ano do após-guerra, com a libertação dos membros do corpo governante dos adoradores cristãos de Jeová do encarceramento na penitenciária federal de Atlanta, Geórgia, E. U. A. Pouco depois, foram revogadas as acusações federais contra estes cristãos acusados, e posteriormente elas foram rejeitadas pelo tribunal como improcedentes. Assim, os membros do corpo governante dos adoradores cristãos de Jeová ficaram livres das acusações falsas, de serem cidadãos contrários à lei, perigosos para a segurança do país. Então, em apreço da liberdade cristã que procede de Jeová, mediante Jesus Cristo, seu Servo, fez-se um estudo mais adiantado das Suas Escrituras Sagradas, para determinar qual era a vontade divina para com Seu povo, neste inesperado período do após-guerra.

      25. (a) O que foi feito em 1919, para dar coragem aos servos de Deus? (b) De que era sinal o anúncio do lançamento da revista A Idade de Ouro?

      25 O estudo bíblico não deixou incerteza quanto à vontade divina. Apontava infalivelmente para a obra do Reino que estava diante dos adoradores de Jeová, os quais haviam sobrevivido às perseguições e dificuldades da Primeira Guerra Mundial. Portanto, a fim de dar coragem ao coração deles, publicou-se nos números de 1.º e 15 de agosto de 1919 da Torre de Vigia o artigo principal, em duas partes, intitulado “Benditos os Destemidos”. Este tema foi a diretriz do Congresso Geral destes adoradores, durante oito dias, de 1.º a 8 de setembro, em Cedar Point, Ohio, E. U. A. Como sinal de que havia mais alimento espiritual que os aguardava e também mais e maior trabalho à frente, o presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos E. U. A.) fez em 5 de setembro de 1919 um anúncio emocionante aos 6.000 congressistas. A respeito de quê? De que a Sociedade ia publicar outra revista, além da Torre de Vigia (ou: Sentinela). Esta nova revista quinzenal seria chamada “A Idade de Ouro” e complementaria a revista oficial dos adoradores cristãos de Jeová. Também se destinava a anunciar o reino de Deus.

      26. Conforme declarado no primeiro número, qual era o motivo da publicação da Idade de Ouro?

      26 Mostrando o então existente fundo contra o qual nova revista fez a sua estréia em 1.º de outubro de 1919, a saudação do primeiro número dizia, em parte:

      Seu objetivo é explicar, à luz da sabedoria divina, o verdadeiro significado dos grandes fenômenos dos dias atuais e provar às mentes refletivas, por evidência irrefutável e convincente, que é agora iminente o tempo de maiores bênçãos para a humanidade. Igual a uma voz no deserto de confusão, sua missão é anunciar a vinda da Idade de Ouro.

      Há mais corações tristes no mundo atual do que em qualquer tempo de sua história. Uma guerra devastadora assolou as nações até que ficaram dilaceradas e sangraram até a morte. A guerra veio acompanhada da grande influenza pestilenta, ceifando o dobro do número das vítimas que caíram em resultado da guerra. Nos últimos poucos anos milhões caíram na morte e outros milhões lamentam a perda de seus entes queridos.

      Em toda a parte, o custo de vida aumenta cada vez mais e condições de verdadeira necessidade e fome encaram muitas pessoas. Em praticamente todos os ofícios do mundo, os trabalhadores estão fazendo greve ou ameaçam fazê-la paralisando assim as rodas do comércio. Em toda a parte há um desassossego geral.

      Os financistas não estão menos perplexos. . . .

      A IDADE DE OURO levará aos lares das pessoas a mensagem desejada, que tenderá a restabelecer o sossego das mentes perturbadas e dar consolo aos corações entristecidos. Não esperamos conseguir isso pela sabedoria humana, porque isso já foi tentado e falhou, e tal sabedoria é tolice à vista de Jeová. Mas, indicaremos às pessoas a evidência clara e indisputável, à luz dos acontecimentos atuais, revelando a solução divinamente expressa para a reconstrução dos assuntos humanos, que satisfará o desejo de todas as nações, assegurando às pessoas vida, liberdade e felicidade. Convidamos todas as pessoas amantes da ordem, acatadoras da lei e tementes de Deus a ajudar em transmitir mensagem de consolo aos que desejam ser consolados.

      27, 28. Que grandiosa esperança indicava esta revista, mas o que tem de vir primeiro?

      27 Ali havia, pois, uma revista totalmente nova que apontava destemidamente para o restabelecimento do paraíso nesta terra e sua extensão em todo o globo, para o usufruto de todas as pessoas de qualquer raça, cor ou origem nacional. No entanto, antes de a humanidade receber este paraíso terrestre, literal, pelo reino messiânico de Deus, precisa ser estabelecido um paraíso espiritual entre os adoradores cristãos de Jeová, agora restabelecidos no seu favor. É por isso que o capítulo cinqüenta e cinco de Isaías diz, depois de fazer o convite de tomar as provisões vitalizadoras de Deus:

      28 “Inclinai o vosso ouvido e vinde a mim. Escutai, e a vossa alma ficará viva, e eu concluirei convosco prontamente um pacto de duração indefinida referente às benevolências para com Davi, que são fiéis. Eis que o dei como testemunha para os grupos nacionais, como líder e comandante para os grupos nacionais.” — Isaías 55:3, 4.

      O PACTO ETERNO DO REINO

      29. (a) Qual seria o efeito sobre os que inclinassem seu ouvido e chegassem a Jeová em resposta ao convite encontrado em Isaías 55:3, 4? (b) Que relação há entre essas bênçãos e as “benevolências para com Davi, que são fiéis”?

      29 Os que inclinassem seu ouvido e se chegassem a Jeová no ano do após-guerra de 1919 E.C. teriam sua vida espiritual renovada e sustentada pelas provisões espirituais a cuja participação e usufruto Jeová convidou então seu povo. Sua alma ficaria viva com saúde espiritual. O instrumento para todas estas bênçãos de restabelecimento para seus fiéis adoradores cristãos seria o reino messiânico, nascido nos céus no ano de 1914, no fim dos “tempos dos gentios”. (Lucas 21:24, ALA; Daniel 4:16, 23, 25, 32; Revelação 12:1-10) Isto é o que queria dizer a promessa de Jeová, de celebrar com os proclamadores do Reino o pacto de duração indefinida “referente às benevolências para com Davi, que são fiéis”. Estas benevolências divinas significavam que o direito ao reino continuaria na linhagem do Rei Davi, de Jerusalém, até o seu Descendente mais ilustre, o prometido Messias, e que o reino messiânico pertenceria então a Este para sempre.

      30, 31. (a) Como se mostraram “fiéis” essas benevolências prometidas a Davi? (b) Que aplicação da promessa de Isaías 55:3 fez o apóstolo Paulo ao falar em Antioquia da Pisídia?

      30 Sendo “fiéis”, estas benevolências para com Davi são duradouras, firmemente estabelecidas. (2 Samuel 7:11-16) Em confirmação disso foi dito no Salmo 89:28, 29: “Reservarei minha benevolência para com ele por tempo indefinido e meu pacto lhe será fiel. E hei de estabelecer sua descendência para todo o sempre e seu trono como os dias do céu.” (Também Jeremias 33:19-21) Essas benevolências divinas, prometidas ao Rei Davi, mostraram-se fiéis, porque tiveram sua culminação naquele que havia de ser Rei eterno, o Messias. Não há margem para dúvidas sobre quem este é, porque o apóstolo Paulo aplica a promessa de Isaías 55:3 a Jesus Cristo.

      31 Falando na sinagoga judaica de Antioquia da Pisídia, na Ásia Menor, o apóstolo Paulo disse aos seus ouvintes: ‘Nós vos declaramos as boas novas concernentes à promessa feita aos antepassados, que Deus a cumpriu inteiramente a nós, seus filhos, por ter ressuscitado a Jesus; assim como está escrito no segundo salmo: ‘Tu és meu filho, hoje eu me tornei teu Pai.’ E este fato, de que o ressuscitou dentre os mortos, destinado a nunca mais voltar à corrução, foi declarado por ele do seguinte modo: ‘Eu vos darei as benevolências para com Davi, que são fiéis.’ Por isso ele diz também em outro salmo: ‘Não permitirás que aquele que te é leal veja a corrução.’ Pois Davi, por um lado, serviu a vontade expressa de Deus na sua própria geração e adormeceu na morte, e foi deitado com os seus antepassados e viu a corrução. Por outro lado, aquele a quem Deus levantou não viu a corrução.” — Atos 13:32-37.

      32. Em quem encontra Isaías 55:4 seu cumprimento?

      32 De modo que o reino messiânico, estabelecido nos céus em 1914, nas mãos do ressuscitado e incorrutível Jesus Cristo, tem continuado funcionando até agora e prosseguirá durante mil anos à frente, para a bênção da humanidade num paraíso terrestre. Por conseguinte, Jeová Deus não se referia ao ainda morto Davi, quando passou a dizer em Isaías 55:4: “Eis que o dei como testemunha para os grupos nacionais, como líder e comandante para os grupos nacionais.” Não, mas Jeová referiu-se ali ao prometido Descendente de Davi, Jesus Cristo, em quem veio a repousar o pacto feito com Davi, para um reino eterno.

      33. A favor de quem é ele “testemunha para os grupos nacionais”?

      33 Este é dado como “testemunha para os grupos nacionais” com respeito a quem? Com respeito ao próprio Dador, Jeová. Jesus Cristo era Sua testemunha na terra, testemunha de Jeová. Em Isaías 43:9, Jeová desafiou todos os deuses das nações, para provarem que realmente são deuses vivos, que podem corretamente predizer as coisas adiante de nós. Que esses falsos deuses produzam suas testemunhas, para que as pessoas possam ouvir destas testemunhas algo a respeito do que os deuses delas disseram ao profetizarem e depois dizer: “É verdade!” Esses deuses falsos não podem fazer isso. Mas Jeová, como o Deus vivente e verdadeiro, pode produzir testemunhas para o seu lado, e Sua maior testemunha que já houve na terra foi seu Filho unigênito, Jesus Cristo. Este era membro carnal da nação a quem se dirigia Isaías 43:10, dizendo: “‘Vós sois as minhas testemunhas’, é a pronunciação de Jeová, ‘sim, meu servo a quem escolhi’.”

      34. (a) Para quem foi Jesus testemunha em primeiro lugar, quando estava como homem na terra? (b) Conforme predito, quem mais ouviria seu testemunho, e como se realizou isso?

      34 Como homem perfeito na terra, Jesus Cristo disse repetidas vezes que dava testemunho de seu Pai celestial, Jeová Deus. Naquele tempo, este testemunho destinava-se em especial à nação judaica. Em Revelação 1:5, o apóstolo João fala dele como sendo “Jesus Cristo, ‘a Testemunha Fiel’, ‘o primogênito dentre os mortos’ ‘o Governante dos reis da terra’”. Também em Revelação 3:14, o ressuscitado e glorificado Jesus Cristo apresenta-se à congregação de Laodicéia, na Ásia Menor, dizendo: “Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.” Mas Jeová havia de dar o Messias Jesus como testemunha não só para a nação judaica, mas também “para os grupos nacionais”. Seu testemunho a respeito do Deus de quem é Servo messiânico destina-se a toda a humanidade, sem consideração de nacionalidade, cor ou raça. Ele dá hoje este testemunho vital por meio de suas fiéis co-testemunhas na terra. Atualmente, as testemunhas cristãs de Jeová têm muito prazer em dar o mesmo testemunho que Jesus Cristo deu, em mais de duzentas terras e grupos ilhéus, “para os grupos nacionais”.

      35, 36. (a) A fidelidade demonstrada por Jesus qual testemunha fornece garantia de quê? (b) Quanto a Jesus ser “líder e comandante”, que paralelos observamos no caso de Davi?

      35 Primeiro é preciso dar testemunho veraz e fidedigno antes de se tomar ação para com aqueles a quem se deu o testemunho. (Mateus 24:14) Jesus Cristo foi fiel na terra, como testemunha da verdade divina, (João 18:37) Morreu pela causa de tal verdade.

      36 Podemos ter a certeza de que será igualmente fiel na qualidade executiva que lhe foi concedida nos céus. Seu Deus o dá como mais do que apenas “testemunha para os grupos nacionais”. Ele o dá depois como “líder e comandante para os grupos nacionais”. Jeová suscitou Davi, de mero menino pastor, em Belém de Judá, para ser “líder” do povo de Deus. (2 Samuel 7:8) Visto que era membro da tribo de Judá, então, quando Davi se tornou rei sobre todo o Israel, o “bastão de comandante” veio a ser posto entre os pés dum descendente de Judá, quando este se assentou no seu trono régio. (Gênesis 49:10) Nunca havia de ser afastado da posse da tribo de Judá até que viesse o Messias, o Siló, ou, “aquele de quem é”.

      37. Que espécie de “líder e comandante” mostra ser Jesus Cristo?

      37 Embora fosse descendente do Rei Davi, o prometido Messias ou Siló havia de ser maior do que o Rei Davi. Havia de ser Senhor até mesmo do Rei Davi. (Salmo 110:1, 2) Isto exigiria do Messias nada menos do que ser “líder e comandante”, assim como Davi havia sido para sua nação, e isso não só para com Israel, mas também “para os grupos nacionais”. d: disso que precisam as pessoas de todas as nações, dum “líder e comandante”, dado por Jeová Deus para ser verdadeiro Representante Dele. As pessoas podem assim ter a certeza de que este “líder e comandante” messiânico as guiará e orientará no caminho em harmonia com a vontade de Deus, para o seu bem eterno. Isto é o que terão no ressuscitado e glorificado Jesus Cristo, que se assentou à mão direita de Deus, nos céus. Por isso é que ele é agora chamado no céu de Governante leonino, porque se diz lá em cima: “O Leão que é da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu.” — Revelação 5:5.

      38. Como podemos receber os benefícios eternos que foram pactuados para os súditos do Messias?

      38 Os que aceitam o testemunho dado pelo Messias Jesus e seguem sua liderança, obedecendo às suas ordens, são benditos. Por este motivo, o “pacto de duração indefinida”, feito por Jeová com o Rei Davi, para um reino eterno, entra em vigor para com os que voluntariamente se tornam súditos do Messias Jesus. Esse governo messiânico é estabelecido sobre eles. De modo que tiram proveito duradouro do fato de que Jeová se apegou fielmente às suas prometidas “benevolência para com Davi” até a vinda do prometido Messias, sim, até o fim dos Tempos dos Gentios, no outono setentrional do ano de 1914 E. C. Desta maneira, essas benevolência foram pactuadas para os súditos do Messias. Tais súditos obedientes obtêm as grandiosas bênçãos do reino messiânico produzidas pelas benevolência de Deus, especialmente no caso dos israelitas espirituais, que se tornarão co-herdeiros de Cristo, no reino celestial.

      39. (a) Quem recebeu primeiro os benefícios e de que modo? (b) Quem mais se junta agora ao banquete espiritual?

      39 OS primeiros a obter os benefícios deste reino, dado à luz nos céus em 1914 E. C., são os que em 1919 E. C. aceitaram o convite divino de vir e tomar da água, do pão, do leite e do vinho que Jeová proveu para eles em sentido espiritual. (Revelação 12:1-6, 14) Sujeitarem-se ao recém-nascido reino do Messias significou para eles libertação de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. O restante dos israelitas espirituais na terra, que se haviam tornado cativos de Babilônia, a Grande, durante a Primeira Guerra Mundial, foram os primeiros a aceitar o convite cordial de Jeová ao banquete espiritual de bênção do Reino em liberdade. Desde a primavera setentrional do ano de 1935, uma “grande multidão” de pessoas de todas as nacionalidades, que procuram livrar-se de Babilônia, a Grande, e adorar o verdadeiro Deus, juntaram-se ao restante dos israelitas espirituais no usufruto do grandioso banquete espiritual. (Revelação 7:9-17) Deste fato podemos discernir como se relaciona o banquete que satisfaz a alma com o estabelecido reino messiânico.

      A BUSCA DE JEOVÁ COMO DEUS

      40. Como predizem as Escrituras um aumento de adoradores de Jeová, que não pertencem ao Israel espiritual?

      40 Predisse-se um aumento de adoradores de Jeová, como o Deus da Bíblia, aumento que incluiria uma “grande multidão” de pessoas não pertencentes ao Israel espiritual. (Revelação 7:1-8) “Eis”, prossegue dizendo Isaías 55:5, “que chamarás uma nação que não conheces e correrão a ti os de uma nação que não te conheceram, por causa de Jeová, teu Deus, e pelo Santo de Israel, porque ele te terá embelezado”.

      41. (a) Durante o tempo de seu cativeiro babilônico, sabiam os israelitas espirituais a respeito do ajuntamento desses outros adoradores? (b) A quem viriam esses adoradores de fora do Israel espiritual?

      41 Quão deleitosas são as surpresas indicadas por estas promessas! Durante o cativeiro babilônico dos do restante do Israel espiritual, estes não tiveram nenhuma idéia de que chamariam uma “nação” além de si mesmos. Não conheciam tal nação, segundo seu entendimento das Escrituras naquele tempo. Durante seu cativeiro, isso parecia fora de questão e não estar dentro do propósito de Deus. Contudo, no tempo devido Dele, ‘chamariam’ ou convidariam uma “nação”, qualquer nação fora do Israel espiritual. Fazerem tal chamada exigiria que eles mesmos fossem primeiro libertos da servidão à Babilônia, a Grande! Mas, haveria resposta a tal chamada a nações indiscriminadas? Especialmente no caso das pessoas duma “nação que não te conheceram”, pessoas que até então não deram nenhum reconhecimento devido ao restante do Israel espiritual? Sim, Isaías 55:5 diz ao Israel espiritual que elas “correrão a ti”. Sim, apressar-se-ão a vir ao restante do Israel espiritual, que sobreviveu à Primeira Guerra Mundial.

      42. Quem seria realmente o atrativo, porém, conforme declarado na profecia?

      42 No entanto, como se poderia realizar isso? Ainda mais, em vista do fato de que os do restante do Israel espiritual seriam “pessoas odiadas por todas as nações”? (Mateus 24:9) Aconteceria “por causa de Jeová, teu Deus”. O atrativo não seria o restante odiado do Israel espiritual, em si mesmo, mas “Jeová, teu Deus”. Ele estava para fazer algo por eles, porque não haviam adotado os deuses falsos de Babilônia, a Grande, mas se haviam apegado a Ele como verdadeira Divindade a ser adorada. Então, o que faria por eles? Isto é especificado nas palavras adicionais: “E pelo Santo de Israel, porque ele te terá embelezado.”

      43. (a) Como ‘embelezou’ Jeová seus israelitas espirituais, tornando-os assim atraentes aos de coração sincero? (b)Em que condição introduziu Deus assim seus adoradores terrestres, e por quê?

      43 Em vez de continuarem a ter a aparência de cativos abatidos, mal alimentados e mal vestidos, de Babilônia, a Grande, teriam então beleza atraente como israelitas espirituais. Isto não significava que deixariam de ser “pessoas odiadas por todas as nações”. Significava que se tornariam um povo espiritualmente livre em Cristo. O Santo de Israel os revestiria de beleza espiritual por ficarem bem alimentados no banquete espiritual que fazia então para eles. Revesti-los-ia de beleza espiritual por torná-los Seus representantes do recém-nascido reino de seu Messias. Seriam reconhecidos pelos sinceros como povo que tinha o verdadeiro Deus para adorar, e que este Deus estava entre eles. Teriam a verdade Dele e seriam portadores das boas novas do Reino para todas as nações, em testemunho. Por não estarem mais sob o desfavor divino, por causa de seu fracasso recente, então, tendo mostrado seu arrependimento para com Deus, seriam introduzidos num paraíso espiritual, que se destacaria em nítido contraste com a condição religiosa de Babilônia, a Grande. Assim, estes internacionalmente odiados seriam agraciados com atrativo espiritual, para o louvor de Jeová.

      44. (a) De que modo ‘chamou’ o restante do Israel espiritual a “nação” que no princípio não conhecia? (b) Fazendo isso, como deu o devido destaque ao nome de seu Deus? (c) O que induziu outros a afluir ao restante do Israel espiritual e tornar-se testemunhas cristãs de Jeová?

      44 Assim, a partir de 1919 E. C., os do restante do Israel espiritual começaram a chamar a “nação” que no começo não conheciam, por pregarem “estas boas novas do reino” a cada vez mais nações. (Mateus 24:14) Não temeram de ser repelidos por serem chamados pelo nome de Deus, mas, depois de anos de dar testemunho mundial Dele, adotaram o nome apropriado para eles, Testemunhas de Jeová, suas testemunhas cristãs. Isto começou no domingo de 26 de julho de 1931, no congresso internacional realizado em Columbus, Ohio, E. U. A. Apesar do preconceito contra o nome divino, até mesmo na cristandade, muitos dos que buscavam a Deus começavam a correr ao restante do Israel espiritual. Viam no restante dos israelitas espirituais uma beleza espiritual que a cristandade e o paganismo não discerniam ou reconheciam. Vinham correndo às centenas, a partir da primavera setentrional de 1935. Desejavam usufruir o paraíso espiritual que os membros do restante usufruíam desde seu restabelecimento no favor de Jeová. Sem temerem o vitupério, aceitaram também a designação de testemunhas cristãs de Jeová.

      45, 46. (a) Apesar de conflitos mundiais até que ponto houve aumento no número dos adoradores de Jeová? (b) Que bênção presente e perspectiva futura possuem eles?

      45 A corrida de todas as nacionalidades ao restante tem continuado nos anos desde então. Nem mesmo o conflito mundial, maior, da Segunda Guerra Mundial parou a corrida dos que buscam o Deus certo a adorar e servir. Com a ajuda que tais têm dado aos do restante, a ‘chamada’ se tem estendido a cada vez mais terras e territórios, e cada vez mais outros milhares tiveram sua atenção trazida ao banquete espiritual no paraíso espiritual, pela chamada dominante: “Eh! todos vós sedentos! Vinde.”

      46 Os que vieram correndo aumentaram a uma “grande multidão”, cujo número final ainda não é conhecido. (Revelação 7:9, 10) Passaram a viver espiritualmente, assim como exorta Isaías 55:3: “Escutai, e a vossa alma ficará viva.” Isto poderá incluir serem preservados vivos na carne durante a vindoura “grande tribulação”, na qual deixarão de existir Babilônia, a Grande, e todo o sistema mundano de coisas. O paraíso espiritual e seus habitantes felizes sobreviverão, para o louvor de Jeová e para a honra de seu reino messiânico. — Mateus 24:21, 22; Revelação 7:14.

  • Requisitos para a entrada no paraíso espiritual
    Está Próxima a Salvação do Homem da Aflição Mundial!
    • Capítulo 7

      Requisitos para a entrada no paraíso espiritual

      1, 2. Para se entrar no paraíso espiritual, que requisitos, especificados em Isaías 55:6, 7, precisam ser satisfeitos?

      A ENTRADA ao paraíso espiritual ainda está aberta! O convite para entrar e usufruí-lo ainda é proclamado em todo o mundo! O que se requer, se o ouvinte do convite quiser entrar? Os requisitos são belamente apresentados nas palavras adicionais da profecia inspirada de Isaías, capítulo cinqüenta e cinco:

      2 “Buscai a Jeová enquanto pode ser achado. Chamai-o enquanto mostra estar perto. Deixe o iníquo o seu caminho e o homem prejudicial os seus pensamentos; e retorne ele a Jeová, que terá misericórdia com ele, e ao nosso Deus, porque perdoará amplamente.” — Isaías 55:6, 7.

      3. (a) Por que é agora o tempo para se ‘buscar a Jeová’? (b) Em que sentido ele esta “perto”?

      3 Visto que vivemos no “tempo do fim” deste sistema mundano de coisas desde o ano de 1914 E. C., o tempo restante durante o qual Jeová pode ser achado de modo favorável já é agora muito curto. Portanto, agora é o tempo favorável para buscá-lo. Não é preciso ir longe nesta busca, para achá-lo. Ele ainda está perto, ao alcance dos que sinceramente o buscam. Portanto, agora é também o tempo de chamá-lo. Ele não está fora do alcance para ouvir. Agora, antes do “grande e atemorizante dia de Jeová”, é que se aplicam as palavras tranqüilizadoras: “Terá de acontecer que todo aquele que invocar o nome de Jeová salvar-se-á.” — Joel 2:31, 32; Romanos 10:13.

      4. (a) Explique o requisito: “Deixe o iníquo o seu caminho.” (b) O que esta envolvido em se deixarem ‘pensamentos prejudiciais’, e por que é importante fazer isso?

      4 Somos informados sobre o que devemos fazer nesta busca por Jeová e para invocar seu nome. É preciso dar atenção ao modo de vida e também a como se pensa, o que tem muito que ver com a condição do coração. Isto é indicado na seguinte exortação: “Deixe o iníquo o seu caminho e o homem prejudicial os seus pensamentos; e retorne ele a Jeová.” (Isaías 55:7) Certamente, se um homem que foi iníquo desejar buscar a Jeová e achá-lo, chamando-o com aceitação, terá de abandonar seu caminho iníquo. Jeová odeia a iniqüidade. O iníquo também seria prejudicial, e, por isso, pensaria em prejudicar os outros. Portanto, a fim de buscar a Jeová, que é Deus de benevolência, teria de mudar de pensamentos, passando das intenções prejudiciais para o modo de pensar útil e proveitoso. Terá de tomar a sério o que Deus diz em Provérbios 21:27: “O sacrifício dos iníquos é algo detestável. Quanto mais quando é trazido junto com conduta desenfreada.” Os modos e pensamentos aprovados pelo Deus da justiça são requisito para se obter entrada ao paraíso espiritual de Seus adoradores e servos.

      5. (a) Como se aplicou aos antigos exilados judaicos o requisito “e retorne ele a Jeová”? (b) Que perspectiva se apresentava aos que acatavam esse requisito?

      5 Diz-se a respeito do homem iníquo e prejudicial: “E retorne ele a Jeová.” Isto significa que o homem iníquo e prejudicial afastou-se de Jeová e tornou-se mau. Havia antes tido uma relação boa, pacífica e íntima com Jeová. Foi assim com o antigo Israel até o tempo de seu exílio em Babilônia, que o profeta Isaías predissera anteriormente na sua profecia. Portanto, na sua aplicação primária e direta, a exortação: “Retorne ele a Jeová”, foi dirigida aos exilados judaicos em Babilônia. Tiveram de se arrepender de sua má conduta e suas más ações, que haviam resultado na desolação de sua pátria e no seu exílio na Babilônia pagã. Sua pátria havia de ficar desolada por um tempo limitado, setenta anos, e depois devia ser novamente ocupada por um restante fiel, temente a Deus, de judeus libertos de Babilônia. Ao passo que se aproximasse o tempo fixado para a libertação de Babilônia, tornar-se-ia cada vez mais aconselhável, sim, urgente, que os judeus exilados se preparassem para estar entre os privilegiados a retornar à sua pátria e a transformá-la num paraíso.

      6, 7. (a) Que ação tomou o profeta Daniel em harmonia com Isaías 55:7, e por que foi apropriada tal ação? (b) Em que ano retornaram o restante judaico e seus servos à sua pátria?

      6 O idoso profeta Daniel, que já era exilado em Babilônia onze anos antes da desolação de Jerusalém e de Judá, tomou a peito a exortação de Isaías 55:7. A antiga Babilônia, sobre o rio Eufrates, acabara de cair diante do conquistador persa, Ciro, o Grande, o que aconteceu em 539 A. E. C. O associado de Ciro, Dario, o Medo, governava então como rei temporário sobre Babilônia. “No primeiro ano do seu reinado”, diz Daniel, “eu, Daniel, compreendi pelos livros o número de anos a respeito dos quais viera a haver a palavra de Jeová para Jeremias, o profeta, para se cumprirem as devastações de Jerusalém, a saber, setenta anos. E passei a por a minha face para Jeová, o verdadeiro Deus, para o procurar com oração e com rogos, com jejum e com serapilheira e cinzas. E comecei a orar a Jeová, meu Deus, e a fazer confissão.” (Daniel 9:1-4) Na sua oração, Daniel confessou ser membro da nação rebelde e de levar parte da culpa de sua iniqüidade e desobediência a Deus.

      7 Daniel não havia sido pessoalmente iníquo no seu caminho e prejudicial nos seus pensamentos, e por isso sua oração a favor dos judeus exilados achou favor aos olhos de Deus. O idoso Daniel, que fora retido no serviço do Rei Dario e, depois, do Rei Ciro, não retornou à terra de Judá, mas teve a alegria indizível de ver um restante judaico arrependido e reformado, junto com milhares de seus servos não-judaicos, retornar à pátria para reconstruir Jerusalém e seu templo. Isto ocorreu no fim dos setenta anos de desolação, em 537 A. E. C.

      8. De que modo era similar a situação que confrontou o restante do Israel espiritual no fim da Primeira Guerra Mundial àquela dos judeus naturais perto do fim de seu período de exílio em Babilônia?

      8 De modo similar, o restante hodierno do Israel espiritual teve de fazer algumas reformas quanto ao seu caminho e seus pensamentos, quando a Primeira Guerra Mundial terminou em 11 de novembro de 1918 e eles entraram ainda vivos no período de após-guerra, na terra. Ficarem exilados do pleno favor de Deus, no domínio de Babilônia, a Grande, estava prestes a terminar, e era o tempo correto de pensarem nas suas falhas e faltas com respeito à adoração e ao serviço de Deus. Haviam caído sob uma responsabilidade comunal por causa do derramamento de sangue e da violência da Primeira Guerra Mundial. Precisavam buscar a Jeová e invocar seu nome em oração. Em harmonia com este movimento seu em direção a Deus, aplica-se a eles a exortação profética: “Deixe o iníquo o seu caminho e o homem prejudicial os seus pensamentos; e retorne ele a Jeová.” — Isaías 55:7.

      9. (a) Na sua busca de Jeová, que ação tomaram os do restante do Israel espiritual? (b) Por quanto tempo eram obrigados a servir a Deus e que obra precisava ser feita?

      9 Na sua busca, acompanhada pela invocação do nome divino em oração, os do restante da Israel espiritual fizeram um reexame das Escrituras Sagradas, já que as coisas resultaram ser diferentes do modo em que haviam entendido as profecias bíblicas. Precisavam reajustar seu modo de pensar e seu caminho, segundo a situação nova e inesperada que se abria então diante deles. Haviam sido “consagrados” ao seu Deus, não a certa data, tal como 1914 ou 1918 E. C., mas pela eternidade. Isto os obrigava a continuar a servir o verdadeiro Deus enquanto ele os preservasse vivos na terra. Ele revelou aos do restante, por meio de Sua Palavra escrita e Sua organização, que havia uma obra muitíssimo importante para eles na terra, relacionada com Seu recém-nascido reino messiânico. Portanto, havia todos os motivos para ‘retornarem a Jeová’. Mas, seria em vão tal empenho da parte deles, em vista de suas falhas passadas?

      10. Em vista de suas falhas no passado, tiveram bons motivos para crer que Deus os aceitaria?

      10 Iguais aos judeus exilados na antiga Babilônia, os do restante do Israel espiritual tiveram todos os motivos para se animarem e tomarem coragem no seu movimento em direção a Deus. Por quê? Por causa das seguintes palavras tranqüilizadoras de Isaías 55:7: “E retorne ele a Jeová, que terá misericórdia com ele, e ao nosso Deus, porque perdoará amplamente.”

      A AMPLITUDE DO PERDÃO DE DEUS

      11. Como se cumpriu que Deus perdoou “amplamente” aos exilados do Israel natural?

      11 Não há mesquinhez no perdão de Deus. Sua abundante misericórdia o faz perdoar “amplamente”. Expressou seu perdão para com os judeus exilados em Babilônia por realizar um milagre de misericórdia para com eles. Abriu a prisão em que a Babilônia imperial os mantivera cativos e proveu o modo de retornarem à sua pátria, que havia jazido desolada sem homem ou animal doméstico, durante sete décadas! Isto espantou as nações antigas em volta, que observavam isso, e elas podiam atribuir este milagre apenas ao Deus de Israel. “Naquele tempo passaram a dizer entre as nações: ‘Jeová tem feito uma grande coisa naquilo que fez com eles.’ Jeová tem feito uma grande coisa naquilo que fez conosco. Ficamos alegres. Ajunta deveras de volta nossa companhia de cativos, ó Jeová, como regos no Negebe [na terra árida].” (Salmo 126:2-4) Em face de seus antigos pecados e transgressões, os judeus exilados não mereciam isso, mas Deus lhes perdoou “amplamente” por causa de seu sincero arrependimento.

      12. O que evidenciou que Jeová igualmente restabeleceu o restante do Israel espiritual no seu favor?

      12 O mesmo se deu no caso do restante hodierno do Israel espiritual. Por se arrependerem de coração, Deus os libertou do poder de Babilônia, a Grande, por meio de seu Ciro Maior, Jesus Cristo, o Rei, e os retornou ao seu legítimo domínio espiritual na terra, o domínio do favor divino e de relações pacíficas. Começou a usá-los novamente na proclamação da mensagem do momento, “estas boas novas do reino”, em todo o mundo. Assim os reconduziu ao palco de destemida atividade pública, e as nações hostis passaram a aperceber-se de que Jeová Deus havia feito algo grande por eles, algo que provava que os havia restaurado no seu favor e serviço.

      13. Por meio de seu profeta Isaías, como explicou Jeová seu motivo de demonstrar tal misericórdia notável?

      13 Estes atos de libertação, aquele da antiga Babilônia e o outro de seu equivalente moderno, eram coisas inimagináveis para a mente humana. Tudo isso era inteiramente contrário ao imperfeito modo de pensar humano. Era inteiramente contrário aos modos humanos de lidar com pessoas neste atual sistema iníquo de coisas. Por que será que o Deus contra quem se cometera tal ofensa mostrou essa misericórdia e perdoou tão amplamente? Ele explica isso, ao prosseguir sua profecia por meio de Isaías: “‘Pois os vossos pensamentos não são os meus pensamentos, nem os meus caminhos, os vossos caminhos’, é a pronunciação de Jeová. ‘Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, do que os vossos pensamentos. Pois assim como desce dos céus a chuvada e a neve, e não volta àquele lugar, a menos que realmente sature a terra e a faça produzir e brotar, e se dê de fato semente ao semeador e pão ao comedor, assim mostrará ser a minha palavra que sai da minha boca. Não voltará a mim sem resultados, mas certamente fará aquilo em que me agradei e terá êxito certo naquilo para que a enviei.’” — Isaías 55:8-11.

      14. Por que não e seguro abusar da misericórdia de Deus?

      14 Nossos pensamentos e caminhos nunca podem ser tão elevados como os de Deus, o Criador, e especialmente não durante a nossa imperfeição pecaminosa. E, por isso, não há nenhuma comparação entre nossos pensamentos e caminhos e os Dele. Todavia, não podemos por este motivo abusar de sua misericórdia. Não podemos com imunidade tornar-nos iguais aos homens hipócritas descritos em Judas 4, “homens ímpios, que transformam a benignidade imerecida de nosso Deus numa desculpa para conduta desenfreada e que se mostram falsos para com o nosso único Dono e Senhor, Jesus Cristo.” Não podemos com segurança abusar da magnanimidade de Deus. Nada merecemos dele, e não temos o direito de exigir algo dele. Não podemos ir além do que a sua palavra dada permite.

      15. (a) Com que registro concorda plenamente a demonstração de misericórdia por Deus? (b) Como é a palavra declarada de Deus igual à chuva e à neve caídas do céu?

      15 O que quer que seja que Jeová Deus tenha feito para nós em tal misericórdia, ele antes deu para isso sua palavra por escrito, nas suas profecias da Bíblia Sagrada. Ele intenciona fazer o que diz e diz o que se propõe fazer. De modo que a sua palavra dada é fidedigna, tão fidedigna como a chuva e a neve do céu ao realizarem o propósito divino pelo qual caem sobre a terra. Por este motivo, sua palavra declarada não voltará a ele por não ter conseguido resultados. Quando ele dá a sua palavra, cuida de que seja cumprida por meio de seu espírito todo-poderoso e por meio de seus servos escolhidos. Sem falta se fará segundo a sua palavra aquilo em que se agrada ou deleita. Ele enviou sua palavra numa missão e ela mostrará não ser apenas conversa vã. Terá êxito certo na missão declarada para a qual a enviou

      16. Como mostrou Jeová nos seus tratos com o Israel natural e com O Israel espiritual que ele é “o Deus da verdade”?

      16 De modo que a própria honra de Deus está em jogo, em conexão com a sua palavra. Não pode deixá-la falhar no seu objetivo, porque isto significaria que ele não é todo-poderoso. Significaria que não é veraz e que ele não é “o Deus da verdade.” (Salmo 31:5) Sua palavra não falhou quando se tratou de libertar os israelitas exilados da Babilônia imperial e restabelecer o restante deles na sua pátria desolada, bem na hora certa. Nem voltou sua palavra a ele sem resultados nos tempos modernos, quando se tratou de libertar o restante do Israel espiritual do poder de Babilônia, a Grande, e de restabelecê-los no seu favor e serviço, na terra, a partir de 1919 E. C. Poderiam citar-se muitos outros exemplos históricos, antigos e modernos, para provar a veracidade de sua palavra, conforme expressa em Isaías 55:10, 11

      PROFECIA DUM PARAÍSO

      17. Depois de enfatizar a absoluta certeza do cumprimento de sua palavra, o que prometeu Jeová, conforme registrado em Isaías 55:12, 13?

      17 O que Jeová Deus disse sobre a absoluta certeza com que sua palavra se cumprirá nos fortalece em aceitarmos com confiança a luminosa profecia que se segue. Ele a dirigiu aos que o buscam e que chamam seu nome, retornando a ele em arrependimento e justiça. (Isaías 55:6, 7) Revelando quão elevados são seus pensamentos e caminhos acima dos de homens imperfeitos e mortais, ele prossegue: “Pois saireis com alegria e sereis trazidos para dentro com paz. Os próprios montes e morros ficarão animados diante de vós com clamor jubilante, e as próprias árvores do campo, todas, baterão palmas. Em lugar da moita de silvas subirá o junípero. Em lugar da urtiga subirá a murta. E terá de tornar-se para Jeová algo famoso, um sinal por tempo indefinido, que não será decepado.” — Isaías 55:12, 13, NM; MC; Leeser, em inglês.

      18, 19. (a) Que grandiosa libertação se descreve ali? (b) Quem havia de ‘alegrar-se’ e como descreve belamente o Salmo 126:1, 2, seus sentimentos?

      18 Não descrevem estas palavras proféticas belamente a libertação emocionante dum povo exilado e um retorno com acolhida alegre? “Pois”, isto é, em corroboração do que Jeová acabava de dizer sobre seus pensamentos e caminhos enaltecidos para com seu povo, “saireis com alegria”. Seriam tirados da terra de Babilônia como povo liberto. Esta libertação havia de ser com alegria, não por parte das nações gentias, em qualquer demonstração de simpatia para com o povo exilado de Jeová, mas por parte do Seu povo, a quem Ele livrava de tal modo notável, muito contrário ao que as nações gentias esperavam ou desejavam. A emoção alegre do restante israelita e de seus companheiros devotos diante de tal soltura maravilhosa, das garras da Babilônia pagã, é captada e reproduzida nas palavras iniciais do Salmo 126:

      19 “Quando Jeová ajuntou de volta os cativos de Sião, tornamo-nos como os que estão sonhando. Naquele tempo, nossa boca veio a encher-se de riso e nossa língua de clamor jubilante. Naquele tempo passaram a dizer entre as nações: ‘Jeová tem feito uma grande coisa naquilo que fez com eles.’” — Salmo 126:1, 2; 2 Crônicas 36:20-23.

      20, 21. Na libertação que tiveram em 537 A. E. C., como puderam os judeus ver forte evidência de que Jeová havia vindicado a veracidade de sua palavra?

      20 Quando houve a libertação, no ano 537 A.E.C., os do fiel restante judaico podiam ver a profecia inspirada de Isaías 44:28 até 45:3, escrita dois séculos antes, e podiam ver como seu Deus havia vindicado a Palavra dele, por usar seu servo ungido, Ciro, o Persa, para libertá-los. O registro histórico de Esdras 1:1-5 harmoniza-se com a profecia de Isaías, ao relatar:

      21 “No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se consumasse a palavra de Jeová da boca de Jeremias, Jeová despertou o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que fez passar uma proclamação através de todo o seu domínio real, e também por escrito, dizendo: ‘Assim disse Ciro, rei da Pérsia: “Jeová, o Deus dos céus, deu-me todos os reinos da terra, e ele mesmo me comissionou para lhe construir uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Quem dentre vós for de todo o seu povo, mostre seu Deus estar com ele. Portanto, suba ele a Jerusalém, que está em Judá, e reconstrua a casa de Jeová, o Deus de Israel — ele é o verdadeiro Deus — que havia em Jerusalém. Quanto a todo aquele que restou de todos os lugares onde reside como forasteiro, auxiliem-no os homens do seu lugar com prata, e com ouro, e com bens, e com animais domésticos, junto com a oferta voluntária para a casa do verdadeiro Deus, que havia em Jerusalém.” “Então se levantaram os cabeças dos pais de Judá e Benjamim, bem como os sacerdotes e os levitas, sim, todo aquele cujo espírito o verdadeiro Deus tinha despertado, para subir e reconstruir a casa de Jeová, que havia em Jerusalém.”

      22. Por que não abandonaram os judeus Babilônia em fuga desordenada?

      22 Por conseguinte, não foi com pânico ou em fuga desordenada que os do restante judaico e seus companheiros partiram de Babilônia, no ano 537 A. E. C. Não podia ser assim, se haviam de sair “com alegria”, assim como se profetizara. Saíram de modo ordeiro, sem gritos de terror diante da vista de perseguidores. Saíram em plena confiança de que o Deus que havia providenciado seu livramento iria adiante deles para guiá-los pelo caminho e que os protegeria na retaguarda. Neste sentido, ele lhes prometera: “Desviai-vos, desviai-vos, saí de lá, não toqueis em nada impuro; saí do meio dela, mantende-vos puros, vós os que carregais os utensílios de Jeová. Pois não saireis em pânico e não ireis em fuga. Porque Jeová irá na vossa frente e o Deus de Israel será a vossa retaguarda.” — Isaías 52:11, 12.

      23. (a) Que motivo tinham para confiar em que chegariam a salvo ao seu destino? (b) Quando chegaram de volta a sua pátria e como evidencia isso que a palavra de Jeová não volta a ele sem resultado?

      23 Partiram da antiga Babilônia pacificamente, com boa organização entre si, e chegariam pacificamente ao seu destino, sob proteção e direção divina. Isto era o que lhes assegurava a infalível palavra divina: “Pois saireis com alegria e sereis trazidos para dentro com paz.” (Isaías 55:12) Seriam “trazidos para dentro” de sua pátria, que havia jazido desolada por setenta anos. Conforme reza a tradução inglesa do texto hebraico, feita pelo Rabino Leeser: “Pois saireis com alegria e sereis trazidos para casa em paz.” Ou, conforme o verte a versão dos Missionários Capuchinhos: “Sim, partireis com júbilo, e sereis reconduzidos em paz.” Veio a ser assim, e, no sétimo mês (tisri) do ano 537 A. E. C., o restante judaico retornado e seus companheiros leais haviam passado a residir nos lugares de suas cidades, e passaram a restabelecer a adoração de seu Deus na sua pátria. (Esdras 2:68 a 3:2) Assim como a chuva e a neve descem do céu e cumprem o propósito de Deus, assim a palavra profética de Jeová não voltou para ele sem resultados para seu crédito. — Isaías 55:10, 11.

      24, 25. (a) Chegando ao seu destino, encontraram os anteriores exilados sua pátria em estado de paraíso? (b) O que prometeu Deus que aconteceria no tempo devido, depois de se porem a trabalhar?

      24 O caminho tomado pelo restante judaico e seus companheiros tementes a Deus para sair de Babilônia não atravessava um paraíso, nem se transformou a paisagem ao longo do caminho milagrosamente num paraíso diante deles, para animá-los durante a viagem de vários meses. Tampouco sua pátria por muito tempo desolada, cheia de mato, assumiu de repente aspecto paradísico diante dos seus olhos. Mas, quais eram suas perspectivas segundo a promessa de Deus, depois de terem sido restabelecidos na sua amada terra nativa e de terem passado a trabalhar diligentemente, sem esperarem quaisquer milagres diretos de transformação? Ora, sobre isso, seu sumo sacerdote Jesua, filho de Jeozadaque, ou seu governador designado, Zorobabel, filho de Sealtiel, podiam ler para eles as palavras estimulantes e animadoras de Isaías 55:12, 13:

      25 “Os próprios montes e morros ficarão animados diante de vós com clamor jubilante, e as próprias árvores do campo, todas, baterão palmas. Em lugar da moita de silvas subirá o junípero. Em lugar da urtiga subirá a murta. E terá de tornar-se para Jeová algo famoso, um sinal por tempo indefinido, que não será decepado.” — Veja Ageu 1:1.

      26. Conforme indicado na profecia, a quem caberia o crédito pela transformação daquela terra, e por que é isso apropriado?

      26 Haveria deveras uma transformação linda da terra, por muito tempo não cuidada e não cultivada! Isto, porém, não ocorreria sem primeiro haver trabalho zeloso

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