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EsaúEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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Assim que Isaque terminara de abençoar Jacó, veio Esaú da caça e passou a preparar um prato gostoso para o pai. Quando entrou até seu pai, para receber desonestamente a bênção, e soube que Isaque abençoara Jacó, “Esaú começou a clamar de maneira extremamente alta e amargurada”. Fervorosamente, mas com motivação egoísta, procurou obter do pai uma bênção, mas, mesmo irrompendo ele em lágrimas, isso não fez Isaque mudar de ideia e retrair a bênção que proferira sobre Jacó. É provável que Isaque reconheceu a mão de Jeová no assunto. Passou então a dizer a Esaú: “Eis que a tua morada achar-se-á longe dos solos férteis da terra e longe do orvalho dos céus acima. E viverás pela tua espada e servirás a teu irmão. Mas, há de dar-se que, quando tiveres ficado desassossegado, deveras romperás o seu jugo de cima do teu pescoço.” — Gên 25:33; 27:30-40; He 12:17.
Esaú sabia que Jacó tinha direito à bênção, porque este obtivera legalmente o direito da primogenitura. (O testemunho arqueológico confirma que, entre povos antigos do Oriente Médio, existia o costume de trocar a primogenitura por alguma coisa material. Por exemplo, um texto procedente de Nuzi fala de um irmão receber três ovelhas em troca da sua participação na herança.) Mas Esaú, igual a Caim, abrigava animosidade contra seu irmão Jacó e aguardava uma oportunidade para matá-lo. Rebeca, pois, ao saber disso, aconselhou Jacó a fugir para Labão, irmão dela, em Harã. Ao procurar obter o consentimento de Isaque neste assunto, ela bondosamente preferiu não revelar a Isaque as intenções assassinas de Esaú, mas expressou seus sentimentos, de como se sentiria se Jacó tomasse uma esposa igual às filhas de Hete. Isaque chamou então Jacó, abençoou-o e mandou-o ir a Padã-Arã, aos parentes de Rebeca, para obter uma esposa. Ao ver isso, Esaú sentiu-se induzido a tomar uma terceira esposa, Maalate (Basemate?), filha de Ismael, filho de Abraão. — Gên 27:41-28:9; 36:3; veja BASEMATE N.º 2.
Eventos Posteriores. Em algum momento durante os 20 anos em que Jacó estava ausente, Esaú começou a desenvolver interesses em Seir, o campo de Edom. (Gên 32:3; Jos 24:4) Parece que só foi anos mais tarde que ele se mudou definitivamente para lá, levando para Seir sua família e todos os seus bens. (Gên 36:6-8) Quando Jacó retornou a Canaã, ficou bastante alarmado ao saber, pelos mensageiros que enviara, que Esaú, junto com 400 homens, estava vindo ao seu encontro. O motivo de Esaú vir com um grupo de 400 homens talvez fosse para impressionar seu irmão com a sua força superior, ou possivelmente para mostrar que ele era um poderoso maioral. Jacó, depois de orar a Jeová, mandou adiante de si um generoso presente de mais de 550 cabeças de gado. Jacó, ao ver Esaú, humildemente “foi curvar-se por terra, sete vezes, até chegar perto de seu irmão”. Esaú foi então correndo ao seu encontro, abraçou Jacó, lançou-se ao pescoço dele e beijou-o. Ambos romperam em pranto. Esaú, no começo, recusou o presente de gado, de Jacó, dizendo: “Eu tenho muitíssimos, meu irmão. Continue teu o que é teu.” Todavia, às instâncias de Jacó, Esaú finalmente aceitou o presente. Ele se ofereceu então a acompanhar Jacó, mas o seu irmão, com tato, rejeitou isso, bem como a proposta posterior de Esaú, de colocar à disposição de Jacó alguns dos seus homens, provavelmente para proteção. Esaú e seus homens partiram então e retornaram a Seir. O registro bíblico menciona que, uns 23 anos mais tarde, quando Isaque morreu, Esaú e Jacó sepultaram seu pai. — Gên 32:6, 7, 10-15; 33:1-3, 8, 9, 11-16; 35:29.
Ilustrados Princípios Divinos. A personalidade de Esaú mostra claramente que a escolha de Jacó como antepassado do Descendente (ou Semente) prometido não era arbitrária, nem era um favoritismo desarrazoado por parte de Jeová Deus. A falta de apreço de Esaú por coisas espirituais, junto com a sua forte tendência de satisfazer desejos carnais, tornaram Esaú inapto para estar na linhagem direta da Semente prometida. Daí, as palavras de Jeová, por meio do seu profeta Malaquias: “Mas a Jacó eu amei e a Esaú eu odiei.” Esaú não consta entre os da nuvem de testemunhas fiéis alistadas em Hebreus, capítulo 11, quando Paulo diz: “Pela fé Abraão . . . morava em tendas, com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesmíssima promessa.” — Mal 1:2, 3; He 11:8, 9; 12:1.
Escolher Jeová a Jacó, em vez de a Esaú, mostra que a escolha Dele não depende dos ditames do homem. O apóstolo Paulo usa este incidente como ilustração de que os verdadeiros filhos de Abraão não necessariamente são os descendentes carnais, nem os que dependem das suas próprias obras, mas sim aqueles que têm fé igual a Abraão. — Ro 9:6-12.
Esaú é apresentado aos cristãos como exemplo de aviso, para que não se tornem culpados, assim como o materialista Esaú, de falta de apreço por coisas sagradas ou espirituais. — He 12:16; veja EDOM, EDOMITAS.
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EsbãEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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ESBÃ
Segundo filho mencionado do xeque Disom; descendente de Seir, o horeu. Os horeus eram os habitantes da terra de Seir antes de os filhos de Esaú os desapossarem e aniquilarem. — Gên 36:20, 26; 1Cr 1:38, 41; De 2:12.
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EsbaiEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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ESBAI
Pai de Naarai, um dos poderosos das forças militares do Rei Davi. — 1Cr 11:26, 37.
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EsbirroEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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ESBIRRO
Ajudante oficial designado para escoltar um magistrado romano em público e para executar suas instruções. O termo grego rha·bdoú·khos significa literalmente “portador de vara”. (At 16:35, 38; veja Int.) O termo romano era lictor, e, como sinal do cargo e símbolo da autoridade do magistrado, o lictor, numa colônia romana, carregava os fasces. Estes consistiam num feixe de varas de olmo ou de bétula amarradas em volta do cabo do machado, com o ferro do machado sobressaindo do lado do feixe.
Alguns dos deveres dos esbirros romanos eram de natureza policial, mas eles diferiam dos policiais atuais por estarem os esbirros estritamente ligados ao magistrado, com a responsabilidade de prestar-lhe constante assistência. Não estavam diretamente sujeitos às ordens do povo, mas apenas às ordens do seu magistrado.
Quando o magistrado aparecia em público, seus esbirros anunciavam sua aproximação, abriam para ele passagem através da multidão e cuidavam de que ele recebesse o respeito devido à sua posição. Guardavam a casa dele. Entregavam mensagens do magistrado, convocavam ofensores para se apresentarem perante o magistrado e prendiam violadores da lei, às vezes açoitando-os.
Os esbirros, tecnicamente, eram nomeados para um só ano, mas na realidade costumavam servir por mais tempo. A maioria deles eram homens forros. Os esbirros romanos estavam eximidos do serviço militar e recebiam salário pelo seu serviço.
Visto que Filipos era colônia romana, era governada por magistrados civis, imperiais, e foram estes que deram a ordem de Paulo e Silas serem espancados com varas. No dia seguinte, os magistrados civis enviaram esbirros com ordens de soltar Paulo e Silas. Todavia, Paulo negou-se a aceitar o livramento da parte dos esbirros, mas exigiu que superiores deles, os magistrados civis, admitissem o erro cometido. — At 16:19-40; veja MAGISTRADO, I.
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EsbomEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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ESBOM
1. Filho de Gade e neto de Jacó. (Gên 46:16) O relato paralelo em Números 26:16 alista Ozni, antepassado dos oznitas, em vez de Esbom, o que sugere que ambos os nomes se aplicam à mesma pessoa.
2. Filho de Bela e descendente de Benjamim. Esbom é chamado de um dos “cabeças da casa dos seus antepassados, homens poderosos, valentes”. — 1Cr 7:6, 7.
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EscabeloEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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ESCABELO
Banquinho baixo destinado a servir de descanso ou apoio para os pés, quando a pessoa está sentada. A palavra hebraica ké·vesh só aparece uma vez nas Escrituras e é usada com referência ao escabelo de ouro do trono do Rei Salomão. (2Cr 9:18) A expressão hebraica hadhóm ragh·lá·yim (literalmente: “banquinho para os pés”) ocorre seis vezes e é usada figurativamente com relação ao templo (1Cr 28:2; Sal 99:5; 132:7; La 2:1), à Terra (Is 66:1) e aos inimigos a serem esmagados pelo governo do Messias (Sal 110:1). Tiago repreende aqueles que fazem distinções de classes na congregação, usando por ilustração um pobre a quem se diz: “Toma aquele assento ali, abaixo do meu escabelo.” (Tg 2:3) Todas as outras ocorrências da palavra “escabelo” nas Escrituras Gregas Cristãs são citações das Escrituras Hebraicas ou referências a elas. — Mt 5:35; At 7:49; “escabelo para os teus [ou: seus] pés”, em Lu 20:43; At 2:35; He 1:13; 10:13.
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EscadaEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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ESCADA
A única referência bíblica a uma escada encontra-se em Gênesis 28:12, onde o termo hebraico sul·lám se aplica à escada que Jacó viu em sonho. O patriarca viu uma escada (ou o que talvez parecesse um lanço ascendente de escada de pedras) posta na terra, com o topo dela tocando nos céus. Anjos de Deus subiam e desciam pela escada, e acima dela havia uma representação de Jeová Deus. (Gên 28:13) Esta escada, com anjos nela, indica a existência de comunicação entre a terra e o céu, e que anjos ministram de maneira importante entre Deus e aqueles que têm a Sua aprovação.
Quando Jesus disse aos seus discípulos: “Eu vos digo em toda a verdade: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus ascendendo e descendo para o Filho do homem”, ele talvez pensasse na visão de Jacó. — Jo 1:51.
Escadas de sítio faziam parte do equipamento de sítio usado durante a guerra, e elas são frequentemente retratadas em monumentos egípcios e assírios. Um relevo de Nínive mostra os assírios usando escadas de sítio no ataque a Laquis.
Escadas também serviam para outros fins nos tempos antigos, tais como na construção. Por exemplo, são mostradas na estela de Ur-Nammu, que retrata a construção de um zigurate. Também, num relevo assírio de Tell Halaf, considerado do nono século AEC, mostra-se um homem subindo numa tamareira por meio duma escada.
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EscamasEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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ESCAMAS
Várias palavras hebraicas e gregas são apropriadamente traduzidas “escamas”, mas essa expressão tem vários significados.
Escamas de animais. Escamas de animais são lâminas achatadas, rígidas, que constituem parte da cobertura do corpo de muitos peixes e répteis. A Lei decretava cerimonialmente puro como alimento “tudo o que tem barbatanas e escamas, nas águas”. Os animais aquáticos que não as tivessem não podiam ser consumidos; eram “algo repugnante”. (Le 11:9, 10, 12; De 14:9, 10) De modo
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