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  • NOS TEMPOS ANTIGOS
  • NAS CIDADES
  • AOS SERVOS DE DEUS
  • CONDENADA A INOSPITALIDADE
  • NO PRIMEIRO SÉCULO E.C.
  • PARA COM OS DISCÍPULOS DE JESUS
  • SINAL DO VERDADEIRO CRISTIANISMO
  • REQUISITO PARA SUPERINTENDENTES E PARA OS QUE RECEBEM AJUDA ESPECIAL
  • BÊNÇÃOS
  • QUANDO NÃO DEVE SER DEMONSTRADA
  • O CONVIDADO (HÓSPEDE)
  • EVITE A HOSPITALIDADE HIPÓCRITA
  • Hospitalidade
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
  • Demonstremos hospitalidade aos outros
    Nosso Ministério do Reino — 1983
  • Por que ser hospitaleiro?
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1975
  • O proceder de hospitalidade
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1957
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HOSPITALIDADE

[Gr., philoxenía, amor aos estranhos]. A recepção e a atenção cordiais e generosas para com os convidados e os estranhos.

NOS TEMPOS ANTIGOS

Nos tempos patriarcais, embora os egípcios, bem como outros, praticassem a hospitalidade, os semitas eram os mais notáveis em demonstrar esta qualidade. Cuidar dum viajante era encarado como parte integral da vida, e era grande a cortesia estendida ao visitante, quer fosse estranho, amigo, parente, quer um convidado. Através dos relatos bíblicos, ficamos sabendo que a hospitalidade era costumeiramente demonstrada a um viajante. Ele era saudado com um beijo, especialmente se fosse parente. (Gên. 29:13, 14) Seus pés eram lavados por um membro da casa, geralmente por um servo (Gên. 18:5), e seus animais eram alimentados e recebiam cuidados. (Gên. 24:15-25, 29-33) Com freqüência se solicitava que pernoitasse e, às vezes, que ficasse até vários dias. (Gên. 24:54; 19:2, 3) O visitante era considerado como estando sob a proteção do dono da casa durante sua permanência. (Gên. 19:6-8; Juí. 19:22-24) Ao partir, talvez fosse acompanhado por parte do caminho que percorreria. — Gên. 18:16.

NAS CIDADES

Pelos relatos bíblicos torna-se evidente que, especialmente nas cidades, os não-israelitas talvez não fossem sempre hospitaleiros para com os israelitas. (Juí. 19:11, 12) Também, nas cidades, a hospitalidade provavelmente não era demonstrada com tanta prontidão quanto o era nas áreas mais isoladas. No entanto, um senhor levita, junto com seu assistente e sua concubina, sentaram-se após o pôr-do-sol na praça pública de Gibeá, aparentemente aguardando que alguém lhes oferecesse uma pousada. Isto indica que a hospitalidade, mesmo nas cidades, era bem comum. (Juí. 19:15) Neste caso, o levita observou que ele dispunha de provisões para seu grupo, bem como para seus animais. (Juí. 19:19) Ele só precisava de abrigo. Contudo, a má atitude dos benjamitas que habitavam esta cidade a tornou inóspita, conforme comprovado pelo que ocorreu mais tarde. — Juí. 19:26-28.

AOS SERVOS DE DEUS

Ao passo que geralmente se demonstrava hospitalidade, a excelente hospitalidade exibida nos relatos bíblicos se devia, sem dúvida, a que, na maioria dos casos, aqueles que demonstravam hospitalidade eram servos de Jeová. Especialmente marcante era a hospitalidade e o respeito demonstrados àqueles que eram profetas ou servos especiais de Deus. Abraão ficou junto dos três anjos, para os quais forneceu uma refeição, enquanto eles comiam. Isto parece ter sido um sinal de respeito pelos homens a quem Abraão reconheceu como sendo representantes angélicos de Jeová. (Gên. 18:3, 8) E, assim como Abraão ‘correu’ para preparar-se para seus convivas, Manoá mostrou prontidão em preparar alimentos para o homem que ele julgou ser um homem de Deus, mas que, em realidade, era um anjo. (Juí. 13:15-18, 21) Certa mulher de destaque de Suném mostrou hospitalidade para com Eliseu porque, como ela mesma disse: “Ora, eis que bem sei que é um homem santo de Deus que está constantemente passando por nós.” — 2 Reis 4:8-11.

CONDENADA A INOSPITALIDADE

Em virtude de os amonitas e os moabitas se recusarem a demonstrar hospitalidade para com a nação de Israel, quando esta viajava rumo à Terra da Promissão, mas, ao invés, contratarem Balaão para invocar o mal sobre ela, Jeová decretou que nenhum varão amonita nem moabita podia ser admitido na congregação de Israel. (Deut. 23:3, 4) Neste caso, não se tratava de simples falha em demonstrar a hospitalidade humanitária, mas de um ódio para com Deus e seu povo, que moveu os amonitas e os moabitas a demonstrar inospitalidade e hostilidade.

Jeová, mediante o profeta Isaías, condenou o povo de Israel por sua falta de hospitalidade, dizendo-lhes que seu jejum e sua cabeça encurvada perante Ele não tinham valor algum enquanto, ao mesmo tempo, permitiam que seus irmãos sofressem carência de alimentos, de roupas e de abrigo. — Isa. 58:3-7.

NO PRIMEIRO SÉCULO E.C.

A prática da hospitalidade no primeiro século E.C. continuou de forma bem semelhante à que tinha sido exercida nos tempos antigos, embora as condições houvessem alterado um tanto as dimensões com que era praticada. Os samaritanos e os judeus não mantinham boas relações, razão pela qual a hospitalidade entre eles amiúde inexistia. (João 4:7-9; 8:48) Também, o domínio por parte de nações estrangeiras tinha aumentado as inimizades, e as estradas do interior estavam repletas de ladrões. Até mesmo algumas hospedarias eram dirigidas por homens desonestos, inóspitos.

Sem embargo, entre os judeus, observavam-se em geral para com o hóspede as mesmas amenidades praticadas nos tempos antigos. Ele era acolhido com um beijo, sua cabeça era ungida ou untada de azeite, e seus pés eram lavados. Nos banquetes, geralmente se situavam os convivas em seus lugares conforme sua categoria e sua honra. — Luc. 7:44-46; 14:7-11.

PARA COM OS DISCÍPULOS DE JESUS

O Senhor Jesus Cristo disse, quando enviava os doze, e, mais tarde, os setenta, que eles seriam acolhidos de forma hospitaleira nas casas dos que apreciavam as boas novas por eles pregadas. (Mat. 10:5, 11-13; Luc. 10:1, 5-9) Embora o próprio Jesus não tivesse “onde deitar a cabeça”, foi acolhido em lares de pessoas que o reconheciam como enviado por Deus. — Mat. 8:20; Luc. 10:38.

Paulo considerava como certo que seu irmão cristão, Filêmon, lhe demonstraria hospitalidade quando o visitasse, após ser solto da prisão. Isto não era pressupor algo sobre Filêmon, pois Paulo já sabia, mediante sua associação anterior com Filêmon, que este estaria mais do que ansioso de prover o que pudesse. (Filêm. 21, 22) O apóstolo João, em sua carta escrita por volta de 98 E.C., indicou que os membros da congregação cristã tinham a obrigação de ajudar os representantes viajantes que lhes eram enviados, “para que nos tornemos colaboradores na verdade”. João também elogiou Gaio por sua hospitalidade, afirmando que ele demonstrara este espírito para com aqueles que eram “ainda por cima estranhos”. Ou seja, Gaio não conhecia antes pessoalmente a tais pessoas, mas elas foram, mesmo assim, tratadas calorosamente, por causa do serviço que prestavam à congregação. — 3 João 5-8.

SINAL DO VERDADEIRO CRISTIANISMO

A hospitalidade genuína, de coração, é um sinal do verdadeiro cristianismo. É uma expressão de fé ativa. (Tia. 2:14-17) Depois do derramamento do espírito santo no dia de Pentecostes de 33 E.C., muitos cristãos recém-convertidos permaneceram em Jerusalém a fim de aprenderem mais sobre as boas novas do Reino, antes de partirem para seus lares em várias partes da terra. Os cristãos que moravam em Jerusalém demonstraram-lhes hospitalidade, acolhendo-os em seus lares, e até mesmo vendendo seus bens e considerando todas as coisas que possuíam como um bem comum. (Atos 2:42-46) Um arranjo organizado foi mais tarde estabelecido pelos apóstolos, para a distribuição de alimentos às viúvas necessitadas entre eles. — Atos 6:1-6.

A hospitalidade é um requisito para os cristãos. Paulo ordenou: “Não vos esqueçais da hospitalidade”; e Pedro mostrou que ela devia ser demonstrada voluntariamente, afirmando: “Sede hospitaleiros uns com os outros, sem resmungar.“ (Heb. 13:2; 1 Ped. 4:9; compare com 2 Coríntios 9:7.) Evidentemente, as condições motivaram que a demonstração de hospitalidade para com não-crentes fosse necessariamente limitada. Entretanto, disse-se aos cristãos que ‘fizessem o que é bom para com todos, mas especialmente para com os aparentados conosco na fé’. — Gál. 6:10.

REQUISITO PARA SUPERINTENDENTES E PARA OS QUE RECEBEM AJUDA ESPECIAL

A hospitalidade era uma das qualidades importantes exigidas dos que seriam designados superintendentes nas congregações cristãs. (1 Tim. 3:2; Tito 1:7, 8) Também, Paulo instruiu Timóteo, superintendente em Éfeso, que as viúvas cristãs colocadas na lista para receberem ajuda material da parte da congregação deviam ser as que ‘tinham hospedado estranhos’. (1 Tim. 5:9, 10) Como é evidente, tais senhoras tinham aberto seus lares e os tornado disponíveis para os ministros ou missionários cristãos que visitavam ou serviam a congregação. Muitos deles, naturalmente, tinham sido anteriormente “estranhos” para estas senhoras hospitaleiras. Lídia era uma senhora deste tipo. Ela era incomumente hospitaleira, Lucas relatando: “Ela simplesmente nos fez ir.” — Atos 16:14, 15.

BÊNÇÃOS

As Escrituras, ao recomendarem a hospitalidade, indicam que grandes são as bênçãos espirituais colhidas pela pessoa hospitaleira. Paulo afirma: “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por meio dela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.” (Heb. 13:2; Gên. 19:1-3, 6, 7; Juí. 6:11-14, 22; 13:2, 3, 8, 11, 15-18, 20-22) O próprio Jesus declarou o princípio: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” — Atos 20:35.

Numa profecia relativa ao tempo de sua volta na glória do reino, Jesus disse que as pessoas seriam separadas, assim como um pastor separa as ovelhas dos cabritos. Isto seria feito à base do tratamento que dispensassem aos “irmãos” dele, ainda que não vissem a Jesus com seus olhos naturais. Os que mostrassem hospitalidade e bondade aos “irmãos” de Cristo estariam fazendo isto por reconhecerem-nos como sendo irmãos de Cristo, e filhos de Deus. (Mat. 25:31-46) Em outra declaração, ele mostrou que, não a simples hospitalidade humanitária é o que traria a recompensa duradoura de Deus, e sim a hospitalidade motivada pelo reconhecimento dos representantes de Deus como sendo Seus profetas, discípulos que pertenciam a Cristo. — Mat. 10:40-42; Mar. 9:41, 42.

QUANDO NÃO DEVE SER DEMONSTRADA

Há alguns para os quais a Bíblia manda que os cristãos não demonstrem hospitalidade. O apóstolo João admoesta: “Todo aquele que se adianta e não permanece no ensino do Cristo não tem Deus. . . . Se alguém se chegar a vós e não trouxer este ensino, nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis. Pois, quem o cumprimenta é partícipe das suas obras iníquas.” (2 João 9-11) Manter tal pessoa em casa, ou confraternizar com ela, seria perigoso para a própria espiritualidade do cristão, e este, com efeito, estaria tolerando o proceder dela. Isto seria desencaminhante para outros e um vitupério para a congregação. Tal princípio é expresso também em Romanos 16:17, 18; 2 Tessalonicenses 3:6; Mateus 7:15; 1 Coríntios 5:11-13.

O CONVIDADO (HÓSPEDE)

Nos tempos antigos, esperava-se que o convidado, ao passo que era tratado com a máxima cortesia e honra, observasse certas disposições e regras. À guisa de exemplo: Considerava-se como um dos atos mais vis compartilhar o alimento dum homem e então traí-lo ou causar-lhe dano. (Sal. 41:9; João 13:18) O convidado ou hóspede não devia pressupor algo da parte de seu hospedeiro ou, estando no grupo reunido, assumir o lugar de honra ou o ponto destacado, mas devia deixar que seu anfitrião determinasse tal coisa. (Luc. 14:7-11) Nem devia ‘tornar-se inoportuno’ por demorar-se demais ou ir demasiadas vezes à casa de seu anfitrião. (Pro. 25:17) Deve-se observar que Jesus sempre concedia bênçãos espirituais ao usufruir a hospitalidade de seu anfitrião. (Luc. 5:27-39; 19:1-8) Por motivo similar, ele disse a seus discípulos, aos quais enviou, que, quando chegassem numa cidade, deviam permanecer na casa onde foram recebidos hospitaleiramente, e não ficarem “transferindo[-se] de casa em casa”. Não deviam, assim, ficar procurando um local em que o morador lhes pudesse prover mais conforto, diversão ou coisas materiais. — Luc. 10:1-7; Mar. 6:7-11.

O apóstolo Paulo, que viajou muito e que foi alvo da hospitalidade de muitos de seus irmãos cristãos, não se tornou, contudo, uma carga financeira para nenhum deles. Por boa parte do tempo, trabalhou num serviço secular, e delineou a lei: “Se alguém não quiser trabalhar, tampouco coma.” (2 Tes. 3:7-12; 1 Tes. 2:6) Por este motivo, Paulo tinha uma resposta para as acusações dos chamados ‘apóstolos superfinos’ em Corinto, os quais acusaram Paulo de aproveitar-se dos cristãos da congregação ali. (2 Cor. 11:5, 7-10) Ele podia jactar-se de ter fornecido as boas novas a eles absolutamente grátis, nem sequer recebendo as coisas a que tinha direito como apóstolo e ministro de Deus. — 1 Cor. 9:11-18.

EVITE A HOSPITALIDADE HIPÓCRITA

Em Provérbios 23:6-8 se dá um aviso quanto a aceitar a demonstração hipócrita de hospitalidade: “Não te alimentes do alimento de alguém de olho não generoso [literalmente, “mau quanto ao olho”], nem te mostres almejante dos seus pratos gostosos. Pois ele é como alguém que estava calculando na sua alma. ‘Come e bebe’, ele te diz, mas o seu coração mesmo não está contigo. Vomitarás o teu bocado que comeste e terás desperdiçado as tuas palavras agradáveis.” (Nota da ed. 1957 da NM, em inglês.) Não sendo da espécie que dá algo de coração, mas esperando algo em troca, tal indivíduo maquina contra a pessoa, convidando-a de maneira calorosa, mas com segundas intenções. Por partilhar de seu alimento, e especialmente se a pessoa almeja seus pratos gostosos, de modo a desejar saboreá-los de novo, tal pessoa se coloca, até certo ponto, sob o poder dele. Talvez ache difícil recusar alguma solicitação que ele faça, e, possivelmente, se meta em dificuldades. Daí, sentirá náuseas de ter chegado a comer junto com tal indivíduo, e as palavras agradáveis que pronunciou, esperando que promovessem a espiritualidade e uma amizade edificante, certamente terão sido desperdiçadas. — Compare com Salmo 141:4.

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