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Ajuda ao Entendimento da Bíblia
ad pp. 932-933

JONAS, LIVRO DE

O único livro das Escrituras Hebraicas que trata exclusivamente da comissão dum profeta de Jeová de proclamar uma mensagem de destruição numa cidade não-israelita, e para ela, e que resultou no arrependimento dessa cidade. As experiências relatadas neste livro eram exclusivas do seu escritor, Jonas, filho de Amitai. Evidentemente, sendo a mesma pessoa que o Jonas de  2 Reis 14:25, deve ter profetizado durante o reinado do Rei Jeroboão II, de Israel (c. 844-803 AEC). Por conseguinte, é razoável situar os eventos registrados no livro de Jonas no nono século AEC.

AUTENTICIDADE

Devido ao caráter sobrenatural de muitos eventos nele mencionados, o livro de Jonas tem sido amiúde atacado pelos críticos da Bíblia. O aparecimento dum vento tempestuoso e sua rápida cessação, o peixe que tragou Jonas e três dias depois vomitou o profeta, incólume, e o crescimento e a morte súbitos dum cabaceiro-amargoso (ou abóbora-de-carneiro) foram todos rotulados de não-históricos, porque tais coisas não ocorrem hoje em dia. Tal questionamento poderia ter base caso o livro de Jonas afirmasse que se tratava de ocorrências comuns lá naquele tempo. Mas não o faz. Relata eventos ocorridos na vida duma pessoa que recebera uma comissão especial de Deus. Por conseguinte, os que sustentam que tais coisas simplesmente não podiam ter acontecido têm de negar, quer a existência de Deus, quer sua habilidade de influir sobre as forças naturais e a vida vegetal, animal e humana, de modo especial, a bem de seu propósito. — Mateus 19:26; veja PEIXES.

Alguns acham que a autenticidade do livro de Jonas é duvidosa, porque não existe nenhuma confirmação das atividades desse profeta nos registros assírios. Realmente, porém, a ausência de tais informações não deve constituir surpresa. Era costumeiro que as nações da antiguidade exaltassem seus êxitos, e não seus fracassos e suas humilhações, e também que eliminassem tudo o que lhes era desfavorável. Ademais, visto que nem todos os registros antigos têm sido preservados ou encontrados, ninguém poderá dizer com certeza que jamais existiu um relato do que aconteceu no tempo de Jonas.

A falta de certos pormenores (tais como o nome do rei assírio, e o local exato em que Jonas foi vomitado em terra seca) tem sido citada como sendo ainda outra prova de que o livro de Jonas não é história verídica. Tal objeção, contudo, ignora que todas as narrativas históricas são relatos condensados, o historiador registrando apenas as informações que considera importantes ou necessárias para seu objetivo. Como o comentarista C. F. Keil [Biblical Commentary on the Old Testament, The Twélve Minor Prophets (Comentário Bíblico Sobre o Velho Testamento, Os Doze Profetas Menores), Vol. I, p. 381] observa apropriadamente: “Não existe sequer um dos historiadores antigos cujas obras possam ser consideradas tão completas assim: e os historiadores bíblicos visam ainda menos comunicar coisas que não tenham íntima relação com o principal objeto de sua narrativa, ou com o significado religioso dos próprios fatos.”

Visto que a evidência arqueológica tem sido interpretada como indicando que os muros que cercavam a antiga Nínive tinham apenas cerca de 13 km, afirma-se que o livro de Jonas exagera o tamanho da cidade, ao descrevê-la como se precisando de três dias para atravessá-la a pé. (Jonas 3:3) Esta, contudo, não é uma razão válida para se questionar a referência bíblica. Tanto no uso bíblico como no moderno, o nome duma cidade pode incluir seus subúrbios. Com efeito, Gênesis 10:11, 12 mostra que Nínive, Reobote-Ir, Calá e Resem constituíam a “grande cidade”.

Não ter Jonas escrito na primeira pessoa tem sido usado para desacreditar o livro. Mas tal argumento não leva em conta que era comum que os escritores bíblicos se referissem a si mesmos na terceira pessoa. (Êxo. 24:1-18; Isa. 7:3; 20:2; 37:2, 5, 6, 21; Jer. 20:1, 2; 26: 7, 8, 12; 37:2-6, 12-21; Dan. 1:6-13; Amós 7:12-14; Ageu 1:1, 3, 12, 13; 2:1, 10-14, 20; João 21:20) Até mesmo antigos historiadores seculares, inclusive Xenofonte e Tucídides, fizeram isso. Todavia, é digno de nota que jamais foi questionada por tal motivo a genuinidade de seus relatos.

Por sua declaração inicial, “começou a vir a haver a palavra de Jeová”, o livro de Jonas afirma proceder de Deus. (Jonas 1:1) Desde os primeiros tempos, os judeus aceitaram como genuínos a este e a outros livros proféticos similarmente iniciados. (Jer. 1:1, 2; Osé. 1:1; Miq. 1:1; Sof. 1:1; Ageu 1:1; Zac. 1:1; Mal. 1:1) Isto, em si, fornece bom argumento em favor de sua autenticidade. Como tem sido observado: “É, com efeito, inconcebível . . . que as autoridades judaicas tivessem recebido tal livro no cânon da Escritura sem a evidência mais conclusiva de sua genuinidade e autenticidade.” — The Imperial Bible-Dictionary (Dicionário-Bíblico Imperial), Vol. 1, p. 945.

Ademais, tal livro acha-se em completa harmonia com o restante das Escrituras. Atribui salvação a Jeová (Jonas 2:9; compare com Salmo 3:8; Isaías 12:2; Revelação 7:10), e a narrativa ilustra a misericórdia, a longanimidade, a paciência e a benignidade imerecida de Jeová ao lidar com humanos pecaminosos. — Jonas 3:10; 4:2, 11; compare com Deuteronômio 4:29-31; Jeremias 18:6-10; Romanos 9:21-23; Efésios 2:4-7;  2 Pedro 3:9.

Outra evidência que testifica a autenticidade deste livro da Bíblia é sua candura. Não se encobre a atitude imprópria de Jonas para com sua comissão, e a respeito da medida tomada por Deus de poupar os ninivitas.

A evidência mais conclusiva, porém, é suprida pelo próprio Filho de Deus. Disse ele: “Nenhum sinal . . . será dado [a esta geração], exceto o sinal de Jonas, o profeta. Porque, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do enorme peixe, assim estará também o Filho do homem três dias e três noites no coração da terra. Homens de Nínive se levantarão no julgamento com esta geração e a condenarão; porque eles se arrependeram com o que Jonas pregou, mas, eis que algo maior do que Jonas está aqui.” (Mat. 12:39-41; 16:4) A ressurreição de Cristo Jesus seria tão real quanto a libertação de Jonas do ventre do peixe. E a geração que ouvira a pregação de Jonas tinha de ser igualmente tão literal quanto a geração que ouviu o que Cristo Jesus disse. Homens míticos de Nínive jamais poderíam ressurgir no julgamento e condenar uma geração não-acatadora de judeus.

ESBOÇO DO CONTEÚDO

I. Jeová comissiona Jonas a ir a Nínive e proclamar mensagem contra cidade (1:1, 2)

II. Jonas foge da designação; em Jope, toma navio para Társis (1:3)

A. Durante viagem, Jeová traz grande tempestade, pondo em perigo o navio (1:4)

1. Marujos invocam a ajuda de seus deuses e lançam ao mar objetos, para aliviar navio; Jonas dorme (1:5)

2. Capitão do navio acorda Jonas (1:6)

3. Marujos lançam sortes para determinar por culpa de quem ocorreu calamidade; sorte recai sobre Jonas (1:7)

4. Interrogado, Jonas relata o que fez e pede para ser lançado ao mar (1:8-12)

5. Impossibilitados de alcançar terra firme por causa da tempestade, marujos cedem ao pedido de Jonas de ser lançado ao mar; tempestade se abranda abates (1:13-15)

B. Marujos sacrificam a Jeová e fazem votos (1:16)

III. Jeová designa grande peixe para tragar Jonas, que permanece no interior dele por três dias e três noites (1:17)

A. Dentro do peixe, Jonas, em oração, solicita a ajuda de Jeová, descreve experiência e promete cumprir o que votou (2:1-9)

B. Peixe vomita Jonas em terra seca (2:10)

IV. Jeová novamente manda que Jonas vá a Nínive (3:1, 2)

A. Jonas obedece; proclama a derrubada de Nínive, a ocorrer dentro de quarenta dias (3:3, 4)

B. Ninivitas se arrependem; rei se veste de serapilheira (ou saco) e insta que jejuem homens e animais domésticos (3:5-9)

V. Porque Jeová não destrói Nínive, Jonas fica aborrecido e pede para morrer (3:10 a 4:3)

A. Jeová pergunta a Jonas se tal ira é justificada (4:4)

B. Profeta deixa cidade e, mais tarde, erige barraca, para observar o que aconteceria a Nínive (4:5)

C. Jeová ensina a Jonas uma lição de misericórdia por meio do cabaceiro-amargoso (4:6-11)

Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 146-148.

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