-
Respeite a propriedade dos outrosDespertai! — 1973 | 22 de setembro
-
-
O que ajudará ao leitor e a todos nós a melhorar o respeito pelos direitos de propriedade dos outros? Ler regularmente a Bíblia Sagrada. Para começar, ela não só condena que nos apoderemos em secreto daquilo que pertence a outros — em palavras claras, roubando-o — mas até mesmo condena que o desejemos, que o cobicemos. — Êxo. 20:15, 17; Efé. 4:28; Col. 3:5
A Palavra de Deus não nos dá apenas ordens negativas, mas também positivas. Jamais poderíamos melhorar a “Regra de Ouro” que apenas Jesus promulgou em sua forma positiva: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles; isto, de fato, é o que a Lei e os Profetas querem dizer.” Diretas ao ponto são também algumas palavras do seu apóstolo Paulo: “O amor . . . não procura os seus próprios interesses.” “Que cada um persista em buscar, não a sua própria vantagem, mas a da outra pessoa.” Levar a peito tais admoestações nos ajudará a contrabalançar a tendência egoísta do mundo, por respeitarmos sempre os direitos de propriedade dos outros. — Mat. 7:12; 1 Cor. 13:4, 5; 10:24.
-
-
Milhões que agora vivem jamais nascerãoDespertai! — 1973 | 22 de setembro
-
-
Milhões que agora vivem jamais nascerão
Do correspondente de “Despertai!” na Suécia
MILHÕES de bebês que se acham agora no ventre de suas mães jamais nascerão. Não terão oportunidade de ver ou de conhecer seus próprios pais, ou de usufruir sua herança genética e legal. Serão destituídos de tudo. Por quê? Primariamente, porque vieram à existência sem serem desejados, e aqueles que não os querem resolveram livrar-se deles. Chama-se aborto à execução de tal decisão.
Embora muitos países não conservem estatísticas sobre os abortos, há evidência de que milhões de abortos “legais” e ilegais são feitos no mundo a cada ano. Cerca de meio milhão de abortos “legais” foram feitos nos Estados Unidos em 1971. Na Tchecoslováquia, Hungria, Polônia e Iugoslávia, há mais abortos do que nativivos. E por volta de 744.000 abortos foram feitos por médicos especialmente designados no Japão, em 1969.
A Liberalização das Leis de Aborto
Quase em toda a parte; aumenta o número de gravidezes indesejadas. O clamor em muitos países é a favor da liberalização das leis de aborto. Exemplo disso é a Suécia. Apesar de certas exceções, devido a circunstâncias especialmente angustiantes, a legislação atual da Suécia proscreve o aborto. Mas, muito mais mulheres desejam abortos por motivos outros que não os permitidos por lei. Milhares de mulheres grávidas se dirigem a países vizinhos, que têm leis menos rigorosas para fazer abortos. Muitas outras conseguem abortos ilegais. Isto levou à liberalização em se aplicar a lei atual e ao número crescente de exceções feitas. Tudo isto fornece base para se considerar uma nova legislação. Por conseguinte, já em 1965, uma comissão oficialmente nomeada de especialistas na Suécia começou a preparar um relatório, estabelecendo recomendações para essa nova legislação. Em 1971, o relatório foi submetido ao chefe do Departamento de Justiça e ao público. A comissão recomendava que a comunidade deveria proteger a mulher “por lhe fornecer o direito legal de ser operada tão cedo quanto possível, e sempre pelo processo que menos exigisse
Por Que as Mulheres Querem Abortos
Nos países em desenvolvimento, a pobreza, a doença e o excesso demográfico são os principais fatores que motivam os abortos. Mas, na Suécia, e em outras terras mais tecnicamente avançadas, as circunstâncias individuais são a principal consideração em elas quererem abortos. Talvez seja a debilidade física, não gostar de crianças, o medo do parto, a idade avançada, a pouca idade, o estupro, a infidelidade de qualquer dos cônjuges, os atrasos que ter o bebê causaria à educação, o pai desconhecido ou vários possíveis pais, a pressão dos genitores, a vergonha e coisas semelhantes. A chamada revolução sexual, com sua promiscuidade e o precoce despertamento sexual dos jovens, conduziu ao tremendo aumento de gravidezes indesejadas, em especial sem casamento. Isto, também, aumentou a demanda de maior facilidade em obter abortos.
Não obstante, o problema das gravidezes
-