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Mantenha-se atento com o “escravo fiel e discreto”A Sentinela — 1961 | 15 de janeiro
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21 Mantenha-se desperto com o restante que se encontra agora num tempo de alegria e de ascendência. Jesus fez este elogio do “escravo fiel e discreto”: “Muito bem, escravo bom e fiel! Foste fiel nas poucas coisas. Nomear-te-ei sobre muitas coisas. Entra no gozo do teu senhor.” (Mat. 25:21, NM) Permaneça com o restante no seu serviço régio do Reino. Participe com ele nas alegrias do Reino, que trazem enorme força. Mantenha-se atento com o “escravo fiel e discreto”, debaixo de Cristo, a fim de viver para sempre.
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Precisa pagar o dízimo?A Sentinela — 1961 | 15 de janeiro
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Precisa pagar o dízimo?
PAGAR o dízimo, que significa dar uma décima parte de sua renda com o objetivo de promover a adoração religiosa, foi um fator da vida diária no que se refere aos antigos israelitas. Não se sabe se as nações pagãs adotaram ou copiaram dos hebreus o costume de pagar dízimo. Eles tinham um sistema para prover o sustento dos seus sacerdotes e deuses. Não se chegou a saber com certeza se o seu sistema era semelhante ao dos judeus. É muito improvável que tenha sido semelhante.
Os egiptólogos Sayce e Petrie lançaram bastante luz sobre o assunto. O Professor Sayce escreveu: “Embora se fizessem donativos em grande escala aos templos egípcios, não há nada para indicar que pagassem dízimos.” O Professor Flinders Petrie disse: “Eu não me lembro de nenhuma alusão ao dízimo. . . . O sistema egípcio das rendas sacerdotais era por meio de bens de raiz, e não por impostos ou dízimos.” Os professores Mahaffy e Grenfell eram ambos da opinião de que no Egito se reservava “uma sexta parte” para os templos e os deuses.
Embora o Dr. Theophilus G. Pinches, anteriormente do Departamento Assírio do Museu Britânico, tivesse declarado que “há informação quase certa de que na Babilônia se pagavam dízimos aos templos dos deuses anterior a 2000 A. C.”, contudo, o Dr. Wallis Budge, do Museu Britânico, chegou à conclusão, baseada nos seus estudos de escritos cuneiformes originais, que tais dízimos eram mais da natureza de “ofertas voluntárias do que o pagamento literal duma décima parte como obrigação”.
Havia outras classes de pessoas no vale do Eufrates e em outras partes, que ofereciam anualmente dádivas aos seus deuses. Os antigos gregos pagavam dízimos dos despojos de guerra a Apolo, e os romanos a Hércules. Isto se fazia parcialmente como questão de obrigação e parcialmente era voluntário. “A bem dizer”, explica H. W. Clarke no seu livro A História dos Dízimos, em inglês, estes dízimos “não eram a espécie de dízimos mencionados na lei mosaica. Eram apenas votos e ofertas arbitrárias; mas, não se pode tirar disso a conclusão de que se tratava de dízimos porque se dava uma décima parte. Os pagãos ofereciam às vezes mais e às vezes menos de um décimo”.
A Bíblia contém a história mais antiga e mais fidedigna dos hábitos e dos costumes da raça humana. Encontramos ali a primeira menção de dízimo em Gênesis 14:20, onde se diz que Abraão deu a Melquisedec o dízimo ou o décimo dos despojos. Não há registro, porém, de que jamais oferecesse novamente dízimos ou que ordenasse aos seus descendentes que pagassem dízimos. Em Gênesis 28:20-22 lemos a respeito de Jacó, neto de Abraão, que votou a Jeová, se Deus lhe desse prosperidade e lhe concedesse uma viagem segura, que ‘certamente daria o dízimo’ dos seus bens a Deus. A declaração mostra que seu voto foi uma oferta voluntária e não obrigatória segundo algum mandamento de dízimo anteriormente especificado.
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