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Abraão — “pai de todos os que têm fé”A Sentinela — 1961 | 1.° de fevereiro
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que Abraão fosse além disso. Um anjo de Jeová clamou para impedir a mão de Abraão e providenciou um carneiro em lugar de Isaac. — Heb. 11:19; Gên. 22:3-14.
Depois de Abraão ter oferecido este carneiro, o anjo de Deus disse-lhe: “Juro por mim mesmo, é o proferimento de Jeová, que, em razão do fato de que fizeste esta coisa . . . certamente te abençoarei e certamente multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há na praia do mar, e . . . por meio de tua semente, todas as nações da terra se abençoarão certamente.” Sara morreu pouco depois, e Abraão tomou por esposa Quetura da qual teve milagrosamente mais seis filhos. — Gên. 22:16-18; 25:1, 2, NM.
GENEROSO E HOSPITALEIRO
Deveras havia boa razão de Abraão ser chamado “pai de todos os que têm fé” e de “amigo de Jeová”. Que exemplo para todos os cristãos foi a sua vida de fé! Não só na questão da fé, mas também em generosidade, em hospitalidade e em estar livre do amor ao dinheiro mostrou Abraão ser exemplar. Deixar a sua pátria e ir para um lugar desconhecido, certamente foi um sacrifício financeiro nada insignificante, porque o país em volta de Ur era extremamente fértil por ser irrigado pelo Eufrates; mas, assim que Abraão chegou a Canaã, ele teve de ir ao Egito por causa da fome na terra de Canaã. Quão isento do amor ao dinheiro foi o seu trato com seu sobrinho Lot! Embora fosse o mais velho e o chefe do grupo, Abraão deixou que Lot escolhesse as melhores pastagens e ficou com o que sobrou! Mais tarde, depois de livrar seu sobrinho Lot dos reis invasores, Abraão não só recusou aceitar nem mesmo um cordão para sandálias como despojo, mas ofereceu um décimo de tudo o que tinha ao Rei-Sacerdote Melquisedec.
E quão generosa foi a sua hospitalidade demonstrada para com os três estranhos que certo dia passaram por ali, aparentemente por acaso! Ele instou que aceitassem os confortos do seu lugar, enquanto mandasse matar um boi tenro e bom, e fazer sua esposa Sara cozer uns bolos redondos de fina farinha, pondo então tudo isso, junto com leite e manteiga, diante dos seus hóspedes; ofereceu-lhes o melhor. — Gên. 13:5-13; 14:17-23; 18:2-8; Heb. 13:1, 5.
CHEFE EXEMPLAR DE FAMÍLIA
Abraão deu também um belo exemplo como chefe de família. Em harmonia com as instruções que Jeová deu mais tarde tanto ao Israel natural como ao espiritual, Abraão ‘ordenou aos seus filhos e à sua casa que guardassem o caminho de Jeová’. Não há dúvida de que treinou seu filho Isaac no caminho certo, senão Isaac nunca se teria submetido a que seu idoso pai lhe prendesse as mãos e os pés para imolá-lo como sacrifício! E, como pai sábio, Abraão preocupava-se profundamente que seu filho se casasse com uma mulher crente, não com uma pagã. — Gên. 18:19; 24:3, 4.
Quando seu sobrinho Lot foi capturado, junto com a família dele, Abraão assumiu a responsabilidade de libertá-lo. Com 318 de seus servos ele caiu sobre o inimigo de noite, para libertar a Lot e os que estavam com ele. Abraão tornou-se assim, sem dúvida, o primeiro guerreiro de Jeová e travou o que bem pode ter sido a primeira das batalhas registradas no “livro das Guerras de Jehovah”. Também, quando o juízo adverso de Jeová ameaçou o território inteiro onde residia Lot, Abraão rogou a Jeová: “Não fará justiça o Juiz de toda a terra?” Abraão mostrou ser a espécie correta de chefe de família, quer envolvesse o uso de armas de guerra, quer a oração a Deus! — Gên. 14:13-16; 18:25; Núm. 21:14.
Longe de ser um marido dominado pela mulher, conforme alguns altos críticos insinuaram, Abraão foi chamado por Sara, sua esposa, de “senhor”. Ainda mais, ela aceitou prontamente a sua sugestão de apresentar-se como sua irmã, a fim de salvar a vida de seu marido. Visto que Abraão, em parte alguma, é censurado por adotar esta estratégia, e uma vez que em ambos os casos em que adotou este proceder Jeová manobrou as circunstâncias de modo a proteger Sara contra dano, somos impedidos de culpar Abraão neste respeito. Tanto Abraão como Sara reconheciam o fato de que as mulheres, naqueles tempos, eram consideradas dispensáveis. — Gên. 18:12; 12:11-20; 1 Ped. 3:6.
PARTICULARIDADES PROFÉTICAS
A vida exemplar de Abraão serve também como luz para a nossa vereda no sentido de que está cheia de significado profético. Ele é usado repetidas vezes para representar a Jeová Deus. Ser engrandecido o nome de Abraão e tornar-se ele uma bênção representava que Jeová engrandeceria o seu próprio nome e que Ele seria uma bênção. — Gên. 12:2; Mal. 1:11.
Outrossim, da mesma maneira como Sara continuou por muito tempo estéril, assim também a Jerusalém celestial de Deus, sua organização semelhante a uma esposa, continuou por muito tempo estéril, até produzir Jesus como a ungida ‘semente da mulher’. E assim como Abraão em duas ocasiões ocultou a sua relação com Sara, assim também parecia que Jeová Deus tivesse negado a sua organização-esposa ou tivesse ocultado a sua relação com ela por um longo período de tempo, tentando assim os agentes de Satanás a violar os seus representantes na terra. — Isa. 54:1-8.
Assim como Abraão, teve dois filhos por duas mulheres, assim também Jeová Deus teve dois povos, os judeus naturais por meio duma organização terrestre e os judeus espirituais por meio duma organização celeste, a Jerusalém de cima. Assim como Agar, a escrava, serviu numa qualidade temporária, assim também a nação de Israel, em escravidão ao pacto da lei, serviu numa qualidade temporária. Assim como Sara, a livre, deu à luz a semente prometida, assim também a livre Jerusalém celestial deu à luz o Herdeiro prometido. — Gál. 4:21-31.
Apresentar Abraão a seu filho Isaac como sacrifício representava como Jeová sacrificaria o seu Filho unigênito. E, finalmente, enviar ele Eliezer para procurar uma esposa para Isaac representava como Jeová enviaria o seu espírito santo, a partir de Pentecostes, para procurar uma noiva espiritual para seu Filho. — João 3:16; Gál. 3:16.
Deveras, o registro bíblico a respeito das vidas de homens tais como Abraão salienta o fato de que a Bíblia é realmente uma lâmpada para o nosso pé e uma luz para o nosso caminho!
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O nome de DeusA Sentinela — 1961 | 1.° de fevereiro
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O nome de Deus
No Tratado N.o 12 publicado por sacerdotes católicos em La Paz, Bolívia, eles admitem inadvertidamente que o nome de Deus é Jeová. As traduções católicas costumam omitir o nome Jeová, mas aqui há uma citação do tratado católico:
“Este preceito [o 2.° mandamento] ordena-nos a não abusar do nome de Deus. Os judeus do Velho Testamento tinham tanto respeito pelo nome de Deus, que começaram a evitar a pronúncia deste nome. Lemos no livro de Levítico: ‘Todo aquele que amaldiçoar o nome de Jeová será punido com a morte.’ Assim, a punição para ‘tomar o nome de Deus em vão’ era a morte. Foi por esta razão que Moisés ordenou que os blasfemadores, que tomassem o nome de Deus em vão, fossem apedrejados pelo povo.”
Acha-se o nome de Deus na versão da Bíblia que tem em casa? Seu nome aparece nas Escrituras Hebraicas originais mais de 6.300 vezes.
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