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A base duma fé seguraA Sentinela — 1981 | 15 de dezembro
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sideral com telescópios ópticos e têm escutado com radiotelescópios os sons dos recantos distantes do universo. Este conhecimento maior tem aumentado os motivos de se ter fé em Deus.
O físico Wernher von Braun, ex-diretor dum centro de vôo espacial da NASA (Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço) dos E.U.A., escreveu: “Os materialistas do século dezenove e seus sucessores marxistas do século vinte tentaram dizer-nos que, ao passo que a ciência nos fornecesse mais conhecimento sobre a criação, poderíamos viver sem fé num Criador. No entanto, até agora, com cada resposta nova, descobrimos perguntas novas Quanto melhor chegamos a entender . . . o plano-mestre das galáxias, tanto mais motivos temos encontrado para admirar a maravilha da criação de Deus.”
Poderá chegar à mesma conclusão se deixar de lado o imenso universo e examinar os aspectos minúsculos de nosso próprio corpo. Davi sentiu-se induzido a exclamar sobre Deus: “Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste no ventre de minha mãe. . . . Tudo o que fazes é estranho e maravilhoso.” (Sal. 139:13, 14, Salmos na Linguagem de Hoje) No decorrer de seus anos como neurocirurgião, o Professor Robert J. White, M.D., teve a oportunidade de examinar o cérebro humano bem de perto. Ele conta:
“As minhas experiências com os meus pacientes e a minha pesquisa neurológica, na tentativa de desvendar os mistérios do cérebro, deixaram-me mais do que nunca admirado do cérebro. E não tenho outra escolha senão reconhecer a existência dum Intelecto Superior, responsável pela projeção e pelo desenvolvimento da incrível relação entre o cérebro e a mente — algo muito além da capacidade de compreensão do homem.”
Se estivesse em condições de investigar até mesmo a própria constituição da célula humana, encontraria amplos motivos para ter fé no Criador. A célula é o componente básico de cada coisa vivente na terra. Você tem uns 100.000.000.000.000 de pequeníssimas células que constituem o seu corpo. Mas cada uma delas é espantosamente complexa e bem projetada.
Por exemplo, em cada uma das células de seu corpo você tem dezenas de milhares de genes, bem como o muito divulgado ADN, que diz à célula como deve funcionar e se reproduzir. Ele determina a cor de seu cabelo, quão rapidamente você cresce e inúmeros outros detalhes. Pergunte-se: Como é que toda esta informação pode estar contida no ADN de cada uma das minhas células?
O Dr. Zev Zahavy, no seu livro De Onde e Por Quê? (1978, em inglês), fala sobre uma conversa ocorrida numa aula de bioquímica na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Cornell (E.U.A.). O professor estava falando sobre “as moléculas programadas do ADN”. Lemos:
“A classe constituía-se de estudantes jovens criados na era da tecnologia de computador, e, por isso, estavam bastante familiarizados com o papel necessário do programador na formulação dum programa computadorizado. A menção de ‘moléculas programadas’ provocou uma indagação atenta de um dos estudantes.
“‘Se as estruturas do ARN e do ADN são programadas para atuar e produzir em conformidade com os seus padrões designados’, perguntou ele, ‘donde vêm os próprios programas?’
“O professor respondeu com um sorriso peculiar: ‘Ora, do Gerador da Diversidade [“Generator of Diversity”], é claro.’
“O estudante intrigado exclamou com curiosidade: ‘O Gerador da Diversidade? Quem é ele?’
“‘Bem. acho que Ele é melhor conhecido pelas Suas iniciais’, veio a resposta do mentor cordial.”
O professor referia-se, naturalmente, as letras G O D (DEUS, em inglês).
Sim, a investigação dos aspectos muito grandes ou muito pequenos da criação fornece uma base sólida para uma fé segura em Deus. No entanto, talvez ainda se pergunte: É prático ter tal fé nos dias e na era atuais?
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A fé é práticaA Sentinela — 1981 | 15 de dezembro
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A fé é prática
TESTEMUNHO DOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO
CAMPOS de concentração. O que lhe lembra isso?
Talvez se recorde de fotografias de pessoas amedrontadas tiradas de vagões de carga e encaminhadas para a sua morte. Ou de presos esfomeados, sobrecarregados de trabalho, obrigados a viver com o seu próprio excremento e sofrendo de doenças. Ou de experiências médicas desumanas, ou de fornos que cremaram incontáveis corpos humanos.
Essas coisas fazem parte do quadro desses campos terríveis.
Contudo, há outra coisa a considerar. Horríveis como eram os campos nazistas, centenas de milhares de homens e mulheres neles estavam procurando viver. Lutavam dia após dia para se manterem vivos, apesar de doenças, espancamentos, exaustão e matanças indiscriminadas. Procuravam comer, manter-se aquecidos e evitar doenças. Tinham de trabalhar, dormir e lidar com os em volta deles.
Assim, apesar dos seus horrores — ou talvez por causa deles — os campos de concentração nazistas são lugares para procurarmos neles evidência da qualidade realmente prática da fé. Embora pessoalmente talvez nunca enfrentemos a vida em tais campos, podemos tirar proveito das lições tiradas deles.
MUITOS PERDERAM A FÉ
Um grande efeito dos campos foi a perda de fé. O escritor Philip Yancy explicou: “Alguns sobreviventes perderam a sua fé em Deus. Especialmente os judeus foram suscetíveis a isso: criados para crerem que eram o povo escolhido, de repente descobriram que, conforme um judeu disse dolorosamente: ‘Hitler foi o único que cumpriu as suas promessas.’”
Elie Wiesel descreveu o efeito de presenciar o enforcamento dum rapaz. As SS reuniram os presos diante da forca. Enquanto o rapaz morria devagar, um preso gritou: “Onde está Deus agora?” Wiesel disse: “E eu ouvi uma voz dentro de mim responder-lhe: ‘Onde está Ele? Ele está ali — Ele está ali pendurado nesta forca . . .’”
Também muitos dos que afirmavam ser cristãos perderam a fé. No periódico The Christian Century, Harry J. Cargas expressou nas seguintes palavras os sentimentos de muitos dos que iam à igreja: “O
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