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“Amou-os até o fim”A Sentinela — 1980 | 15 de março
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reino. Paulo disse àqueles primitivos cristãos que eles estavam sendo “salvos nesta esperança”, a celestial. Ele falou também sobre a esperança da “criação”, os outros da família humana, que estão “esperando a Revelação dos filhos de Deus”, com a perspectiva de eles mesmos usufruírem “a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”, como seus filhos terrestres, restabelecidos. — Rom. 8:18-25.
De modo que cada um tem de ser salvo em certa esperança. Deve ser uma esperança absorvente e ela deve ser bem real para você. Depois de um exame honesto, se sentir qualquer grau de incerteza, ou se reconhecer que foram fortes sentimentos emocionais que o induziram a concluir que havia recebido a chamada celestial, ou talvez que tal chamada de algum modo o colocava à parte, como diferente e um pouco superior aos outros, dando-lhe direito a tratamento e respeito especiais, então tem um bom motivo para reavaliar a sua situação. Não hesite em pedir a Deus, com sinceridade e humildade, que lhe dê sabedoria e orientação, e lhe ajude a fazer a Sua vontade. Ele não o censurara. “Deus vos trata como a filhos” que ele ama. — 1 Cor. 11:28; Heb. 12:4-11; Tia. 1:5-8.
Todos os que verdadeiramente são como ovelhas e que assistem à “refeição noturna do Senhor”, quer como observadores, quer como participantes, agradam-se de estar presentes “em memória” de tudo o que Jesus fez para provar seu amor leal ao seu Pai e também a todo aquele que exerce fé nele. Assim como Jesus “amou-os até o fim”, mostremos nós o mesmo espírito de perseverança e lealdade até o fim. João falou que os seguidores de Jesus estavam “no mundo”. Para o nosso encorajamento, Jesus concordou com isso, e acrescentou: “No mundo tereis tribulação, mas, coragem! eu venci o mundo.” (João 13:1; 16:33) Portanto, que todos nós, conforme exortou Paulo, diariamente “guardemos a festividade . . . com os pães não fermentados da sinceridade e da verdade”. — 1 Cor. 5:8.
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A alegria de participar na adoração verdadeiraA Sentinela — 1980 | 15 de março
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A alegria de participar na adoração verdadeira
PARTICIPAR com outros na adoração verdadeira é uma fonte de indizível alegria para os servos devotados do Altíssimo. A intensidade dos seus sentimentos é refletida nas palavras iniciais do Salmo 122, onde lemos: “Alegrei-me quando me disseram: ‘Vamos à casa de Jeová.’” (V. Salmos 122:1) A mera idéia de ir ao santuário de Jeová produzia no salmista sentimentos de alegria e paz.
O cabeçalho atribui o Salmo 122 a Davi. A Versão Septuaginta, porém, omite as palavras “de Davi”. Isto e certas palavras usadas neste salmo levaram vários eruditos a concluir que este não foi escrito por Davi, mas por outra pessoa. Não obstante, o Salmo 122 pode ser entendido sem dificuldade se aceitarmos o cabeçalho que aparece no texto hebraico.
Davi, que era temente a Deus, encontrou grande alegria em subir à casa de adoração de Jeová. A dimensão de sua alegria evidencia-se no que ele fez quando a arca sagrada foi transferida para o Monte Sião. A Bíblia nos diz: “Davi estava dançando diante de Jeová, com todo o seu poder.” Ele e “toda a casa de Israel faziam subir a arca de Jeová com gritos de alegria”. — 2 Sam. 6:14, 15.
A julgar pelo que se segue, porém, o Salmo 122, sem dúvida, foi destinado a expressar os sentimentos de qualquer adorador subindo ao santuário de Jeová. Lemos: “Nossos pés mostraram estar postos dentro dos teus portões, ó Jerusalém. Jerusalém é aquela que é construída como cidade, coligada em união, à qual subiram as tribos, as tribos de Já, como advertência a Israel, para dar graças ao nome de Jeová.” (Sal 122:2-4) Assim, este salmo representa os adoradores como que vindos de fora de Jerusalém e então parando imediatamente após entrarem pelos portões para contemplar a cidade. Com o que os olhos deles deparavam? Jerusalém era uma “cidade, coligada em união”. As casas eram construídas umas junto das outras, como que ‘coligadas em união’. Esta era a disposição usual das cidades nos tempos antigos. Compacta e rodeada de fortes fortificações, tal cidade era mais fácil de proteger do que uma metrópole grande e esparsa. Os defensores da cidade não tinham de cobrir uma área extensa, deixando certas partes vulneráveis ao ataque do inimigo. Além disso, Jerusalém era cercada ao leste, ao sul e ao oeste por montanhas e por vales escarpados, limitando grandemente o espaço disponível para construção. Visto que os habitantes da cidade viviam bem juntos, e dependiam da ajuda e da proteção de uns dos outros, a proximidade física poderia representar bem a unidade espiritual de toda a nação, quando todas as tribos de Israel se reuniam para adorar. Darem “graças ao nome de Jeová” significava que agradeciam ao Altíssimo, Aquele representado pelo nome.
Jerusalém não era somente o centro da adoração verdadeira, mas a cidade era também a sede do governo. O salmista continua: “Pois ali estavam assentados os tronos para julgamento, tronos para a casa de Davi.” (Sal. 122:5) Como capital, Jerusalém era o local dos julgamentos decisivos. O Rei Davi ocupou a posição de juiz e assim fizeram outros de sua casa. A Bíblia relata: “Quanto aos filhos de Davi, tornaram-se sacerdotes.” (2 Sam. 8:18) Serem eles chamados “sacerdotes” significava que eram ministros do estado ou autoridades e, nesta qualidade, devem ter executado julgamentos.
Em vista da importância de Jerusalém, o salmista continua: “Pedi a paz de Jerusalém. Os que te amam, ó cidade, ficarão livres de cuidados. Continue a paz dentro do teu parapeito, a despreocupação dentro das tuas torres de habitação.” (Sal. 122:6, 7) Seria muitíssimo apropriado que os israelitas orassem pela paz e pelo bem-estar de Jerusalém como a capital da nação e o centro da adoração. O amor pela cidade, em vista do que ela era, estaria em harmonia com a vontade de Deus. Portanto, todos os amantes da cidade, isto é, todos os amantes da verdadeira adoração e da justiça, poderiam estar seguros do favor divino, desfrutariam segurança e ‘ficariam livres de cuidados’ e de ansiedade. A expressão piedosa do salmista era de que houvesse paz dentro dos baluartes ou das fortificações de Jerusalém, e que o bem-estar da cidade estivesse seguro. Esta segurança incluiria as torres de habitação ou as fortificadas residências reais.
Principalmente porque a cidade era o centro da adoração de Jeová, era nos melhores interesses da nação que desfrutasse da paz. Assim, por orar pela paz de Jerusalém, o israelita estava buscando os interesses de co-israelitas. Isto é evidente nas seguintes palavras do Salmo 122: “Agora vou falar por causa dos meus irmãos e dos meus companheiros: ‘Haja paz em ti.’ Por causa da casa de Jeová, nosso Deus, vou continuar a procurar o teu bem.” — Vv. Salmos 122:8, 9.
A verdadeira adoração, hoje, não está mais associada a uma cidade específica ou a uma localidade geográfica especial. Jesus Cristo disse à mulher samaritana: “Vem a hora em que nem neste monte [Gerizim], nem em Jerusalém, adorareis o Pai. . . . Não obstante, vem a hora, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade, pois, deveras, o Pai está procurando a tais para o adorarem.” — João 4:21-23.
Sendo assim, ao invés de orarem por um lugar em especial, os servos de Deus oram corretamente uns pelos outros e pela paz da congregação cristã como um todo, a qual hoje em dia exalta a verdadeira adoração ante outros. Quando se trata das reuniões desta congregação, os seus sentimentos são iguais àqueles do salmista? Alegra-se por estar com outros de fé igualmente preciosa? Preocupa-se com o bem-estar da congregação tanto quanto o salmista se preocupava com a paz de Jerusalém? Se este for o caso, está vivendo em harmonia com o espírito do Salmo 122.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1980 | 15 de março
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Perguntas dos Leitores
● Por volta de 25 de dezembro, ouve-se muito falar sobre ‘três reis magos’ ou ‘três sábios’ levados a Jesus por uma estrela. Mas, foram visitá-lo em Belém ou mais tarde em Nazaré?
Lucas nos diz que José e Maria viajaram de Nazaré, na Galiléia, para Belém, na Judéia, ao sul de Jerusalém. Jesus nasceu ali num estábulo e foi deitado numa manjedoura. Por meio dum anjo, Jeová Deus anunciou o nascimento a pastores, que deviam encontrar a “criança [em grego: brefos]” em Belém. No oitavo dia, José e Maria fizeram com que Jesus fosse circuncidado. No fim do período exigido de 40 dias de purificação, eles “trouxeram . . . o menino [em grego: paidion]” ao templo de Jerusalém. Simeão e a profetisa Ana viram ali a Jesus. — Luc. 2:1-38; Lev. 12:2-4.
Logo o versículo seguinte da narrativa de Lucas, Lucas 2:39, acrescenta: “Tendo assim executado todas as coisas segundo a lei de Jeová, voltaram a Galiléia, à sua própria cidade de Nazaré.” Mas, que dizer dos ‘três reis magos’? Quando visitaram Jesus, e onde?
Mateus relata que, “depois de Jesus ter nascido em Belém”, vieram alguns homens do Oriente a Jerusalém. A tradição afirma que eram três (possivelmente por causa dos três tipos de presentes: ouro, olíbano e mirra). Mas a Bíblia não diz isso. Nem os classifica como “reis”. Antes, chama-os de magoi (relacionado com a palavra portuguesa “magos”). (Mat. 2:1) Em vez de isso significar “sábios”, o Professor A. T. Robertson explica:
“Aqui, em Mateus, a idéia parece ser antes a de astrólogos. Babilônia era o lar da astrologia.” — World Pictures in the New Testament, Vol. 1, p. 15.
Mateus nos diz que estes astrólogos, depois de pararem em Jerusalém e consultarem o Rei Herodes, foram “a Belém”. Tendo dado os seus presentes, deviam voltar a Herodes e deixá-lo saber o paradeiro do menino. Mas Deus interveio, fazendo com
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