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  • Uma demonstração de união num mundo dividido
    A Sentinela — 1961 | 15 de maio
    • Uma demonstração de união num mundo dividido

      “Em união os estabelecerei, como rebanho no redil, como rebanho no meio do seu pasto; serao barulhentos por causa de homens.” — Miq. 2:12, NM.

      1, 2. (a) Para que fim deve servir a demonstração de verdadeira unidade na terra? (b) Com respeito às grandes organizações, que grandes grupos afirmam estar unidos, mas o que mostram os fatos quanto à sua afirmação?

      UMA demonstração de união — onde se pode encontrar tal coisa hoje em dia na terra? Se pudéssemos achar tal demonstração de verdadeira unidade, valeria a pena servir de modelo para toda a humanidade. Existem hoje grandes coisas que são chamadas de “unidas”. Tome, por exemplo, as Nações Unidas. Ora, têm um rol de membros de mais de noventa nações, e, em vista da sua grandeza, deveriam certamente impressionar toda a humanidade com a sua unidade. Mas, estão realmente mais unidas do que apenas de nome? Certamente não estão mantendo o mundo unido, antes, o bloco ocidental de nações, o bloco oriental de nações e o bloco neutro de nações levam para esta organização as suas diferenças de idéias e objetivos políticos, sociais, raciais e religiosos.

      2 Outra coisa grande é o bloco comunista dê nações. Em junho de 1960 reuniram-se em Bucareste, na Romênia, os representantes do bloco de países soviéticos; e, em 27 de junho, os doze partidos comunistas dominantes, inclusive os chineses vermelhos, emitiram um comunicado em que reafirmavam a sua unidade de objetivo e de ação. “Os participantes da conferência”, dizia o último parágrafo, “declaram que os partidos comunistas e operários continuarão a fortalecer a coesão dos países do sistema mundial socialista, e preservarão, como menina do olho, a união na luta pela paz e pela segurança de todos os povos, para o triunfo da grande causa do marxismo-leninismo”. Mas, há verdadeira união naquele bloco grande, que abrange uma terça parte da população do mundo? Os fatos refutam as afirmações, mas existe o temor de que com a unidade que possam impor entre si mesmos sejam capazes de pelo menos impor o seu domínio, sobre todos os homens.

      3, 4. (a) Em contraste com as coisas grandes, onde se demonstra verdadeira união, e com que possibilidade? (b) Neste respeito, a que coisa realmente pequena nos referimos, e qual foi seu principio e seu primeiro crescimento?

      3 Não se falando de coisas grandes, até mesmo em coisas pequenas, tais como uma família, composta de marido, mulher e filhos, é hoje difícil de manter a união. Mas, há uma coisa pequena em que podemos ver demonstrada a união que devia existir entre todos os homens, para o seu bem. Também, de algo pequeno pode surgir algo grande, que, com o tempo, poderá abranger todos os “homens de boa vontade”, tudo por causa desta união. Tal coisa pequena é o “pequeno rebanho”, conforme o Bom Pastor, o profeta de Nazaré, chamou o grupo dos seus seguidores. — Luc. 12:32; Mat. 21:11.

      4 Não, não nos referimos à cristandade dos últimos dezesseis séculos. A cristandade nunca foi um “pequeno rebanho”. Ela professa hoje incluir 848.659.038 professos cristãos, o que é aproximadamente um terço da população da terra inteira. A: cristandade, com os seus católicos romanos, seus membros das igrejas ortodoxas orientais e seus protestantes, não está unida, nem política nem socialmente, para não se falar da religião, apesar das suas afirmações de ser cristã. O recente apelo do papa da Cidade do Vaticano em prol da união das igrejas da cristandade, em ligação com o seu concílio ecumênico, é uma flagrante admissão da desunião existente entre os religiosos cuja falta de união refuta o seu cristianismo e é a sua vergonha. Não, nós nos referimos a algo que sempre foi pequeno, limitado, isto é, à verdadeira igreja ou congregação cristã. Esta começou com apenas 120 membros na terra, em Jerusalém; e, por causa dum milagre realizado por Deus com respeito a ela, esta congregação aumentou naquele um dia de Pentecostes, no ano 33 E. C., a “quase três mil almas”. Algum tempo depois, relatou-se que o número tinha aumentado a “quase cinco mil”. — Atos 1:15; 2:1-41; 4:4, NTR.

      5. No seu inicio, como estabeleceu a congregação o padrão correto quanto à sua condição interna, e como é isso demonstrado pelo registro?

      5 Estabelecendo o padrão correto para a única verdadeira igreja cristã daí por diante, a congregação dós seguidores de Jesus Cristo começou em união e paz. O registro bíblico a respeito dela, depois de ter aumentado para três mil membros, prova este fato: Depois de terem sido batizados em água, em nome de Jesus Cristo, “continuaram a devotar-se ao ensino dos apóstolos e à associação íntima, à participação de refeições e a orações. Deveras, o temor começou a cair sobre toda alma, e muitas maravilhas e sinais começaram a, ocorrer por meio dos apóstolos. Todos os que se tornaram crentes tinham juntos todas as coisas em comum, e foram vender suas posses e propriedades, e foram distribuir os proventos a todos, à medida que qualquer um tivesse a necessidade. E dia após dia assistiam constantemente no templo, de um só acordo, e tomavam suas refeições em lares particulares e participavam do nutrimento com grande regozijo e sinceridade de coração, louvando a Deus e achando aceitação entre todas as pessoas”. — Atos 2:42-47, NM.

      6, 7. (a) Como resistiu esta união à perseguição religiosa? (b) Que aconteceu a esta união, quando a congregação deixou de ser exclusivamente constituída de judeus naturais e de prosélitos circuncisos?

      6 Esta união foi mantida apesar da oposição dos inimigos religiosos. O registro diz: “Todos eles ficaram cheios do espírito santo e falavam a palavra de Deus com intrepidez. Além disso, a multidão dos que creram tinha um só coração e uma só alma, e nem mesmo um dizia que qualquer coisa que possuía era sua própria, mas eles tinham todas as coisas em comum.” A união talvez fosse uma questão simples e fácil quando toda a congregação se compunha de judeus naturais e de prosélitos circuncisos; mas o que aconteceu quando os crentes não-judeus, incircuncisos, foram admitidos na congregação?

      7 Houve então um ajuste na sua compreensão da questão, e a união da congregação interracial e internacional sobreviveu. Os crentes e prosélitos judaicos acolheram de bom grado os gentios e se regozijaram que Deus estendia a sua misericórdia, aos não-judeus. “Eles anuíram, e glorificaram a Deus, dizendo: ‘Pois bem, Deus tem concedido arrependimento, com o propósito de dar vida também às pessoas das nações.’” — Atos 4:31, 32; 11:1-18, NM.

      8, 9. (a) Que aviso de Paulo e de João mostra como surgiu a cristandade dividida? (b) Como foi que Pedro avisara disso com antecedência? E o que disse ele sobre a maneira em que falariam da verdade os que não atendem o aviso?

      8 Como surgiu, então, a cristandade dividida, tornando-se por fim berço do próprio comunismo marxista? Porque houve uma “apostasia” ou separação rebelde da parte de muitos do “pequeno rebanho” da verdadeira congregação, exatamente como predito. (2 Tes. 2:3) Numa despedida dirigida a certos superintendentes de congregação, o apóstolo cristão, Paulo, avisou: “Eu, sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos opressivos que não tratarão o rebanho com ternura, e dentre vós mesmos se levantarão homens e falarão coisas deturpadas para atrair após si os discípulos. Portanto, ficai despertos.” (Atos 20:29-31, NM) Perto do fim do primeiro século, João, co-apóstolo de Paulo, escreveu aos verdadeiros cristãos com o espírito de Deus: “Esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos.se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora. Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fôssem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos. Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento.” — 1 João 2:18-20, NTR.

      9 Os mais de dezoito séculos que decorreram desde então permitiram que muitos se desviassem do “pequeno rebanho”, que lobos hipócritas entrassem e devorassem egoistamente muitas ovelhas espirituais, que surgissem homens dentro do pequeno rebanho, falando coisas pervertidas, tradições e meras doutrinas e mandamentos de homens, para arrastar consigo muitos dos verdadeiros discípulos e guiar centenas de milhares dos que nunca se tornaram realmente discípulos. O apóstolo Pedro escreveu num aviso: “A profecia, em tempo algum, foi produzida pela vontade do homem, mas os homens falaram da parte de Deus conforme eram impelidos por espírito santo. Todavia, surgiram também falsos profetas entre o povo [judeu, israelita], como também entre vós [cristãos] haverá falsos instrutores. Estes mesmos introduzirão quietamente seitas destruidoras e repudiarão até o dono que os comprou, trazendo sobre si mesmos uma rápida destruição. Ademais, muitos se desviarão do caminho e seguirão seus atos de conduta desenfreada, e por causa destes se falará abusivamente do caminho da verdade.” (2 Ped. 1:21 a 2:2, NM), Segundo esta profecia, o “pequeno rebanho” atual e seu “caminho da verdade” seriam difamados pelos que se desviaram do caminho verdadeiro e seguiram líderes religiosos, sectários.

      10. Portanto, como não perderemos tempo ao olharmos em busca da demonstração de união?

      10 Não se deve esperar que o “pequeno rebanho”, ou o fiel restante deste, seja popular. Não obstante, deve-se encontrar verdadeira união entre este “pequeno rebanho”, esta pequena coisa ou organização da atualidade, do mesmo modo como no primeiro século da nossa Era Cristã. Por isso desperdiçaríamos o nosso tempo e voltaríamos os olhos na direção errada se olhássemos para aquela grande organização, a cristandade, cheia de centenas de milhões de membros, em. busca da demonstração de verdadeira união para toda á humanidade.

      11, 12. Que oração em prol da união fez Jesus a Deus, e para onde devemos olhar para ver a união identificadora, conforme orientados por esta oração?

      11 Para acharmos esta união que distingue a única verdadeira congregação cristã, por que não olhamos logicamente para o “pequeno rebanho”, conforme representado pelo seu restante atual? O próprio Líder e Chefe do, “pequeno rebanho” orou a Deus que esta união persistisse. Ouça-o conforme ele ora entre os seus fiéis apóstolos pela última vez antes de seu martírio e de sua ressurreição dentre os mortos:

      12 “Faço solicitação, não a respeito destes somente [os apóstolos], mas também a respeito daqueles que depositam fé em mim através da palavra deles, para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em união comigo e eu em união contigo, que também eles estejam em união conosco, para que o mundo creia que tu me enviaste. Também lhes dei a glória que me deste, para que, sejam um, assim como nós somos um. Eu em união com eles e tu em união comigo, de modo que sejam aperfeiçoados em um, para que o mundo tenha o conhecimento de que me enviaste e que os amaste assim como me amaste.” — João 17:20-23, NM.

      13. Visto que Jesus fez esta oração em prol da união, por que, não mostrou a cristandade nenhum proveito tirado desta oração?

      13 Em toda a sua história, até ó tempo atual, a cristandade não atingiu nem demonstrou o cumprimento da oração de Jesus em prol da união do seu “pequeno rebanho”. Por que não? Porque Jesus Cristo não orou pela ‘cristandade, de mais de mil seitas. Ele não orou a favor de pessoas culpadas de se desviar da verdade, pessoas que seguem homens que falam coisas deturpadas, para atrair após si os discípulos, desviando-se de Cristo. Ele estava orando pela contínua união do seu pequeno rebanho, ao passo que este absorvia mais ovelhas espirituais no rebanho sob Cristo, seu Pastor.

      14. Que disse Jesus na sua oração pela união, que mostra por que ele orou por isso desta maneira?

      14 A razão por que orou assim foi que ele mesmo estava voltando para o céu, depois da sua ressurreição dentre os mortos, e estava deixando suas ovelhas aos cuidados de seus subpastores nomeados, durante a sua ausência no sentido visível. Por isso falou na oração: “Não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo e eu vou para ti. Pai santo, vigie sobre eles por respeito a teu próprio nome, que me deste, de modo que sejam ‘,, um, assine como nós o somos. . . . agora vou para ti, e estou falando estas coisas no mundo, de modo que possam ter minha alegria em si próprios na inteireza. Assim como me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.” — João 17:11, 13, 18, NM.

      15. (a) A quem se referia Jesus com a expressão “Pai santo”? (b) Em que transformou ao pequeno rebanho o uso que Jesus fez do nome de seu Pai, e que oração de Jesus se cumpriu neste rebanho?

      15 Note a expressão “Pai santo”. Jesus não se dirigiu com ela a algum potentado religioso, blasfemamente chamado de “santo padre”, na Cidade do Vaticano, em Roma. Jesus se dirigia Aquele que Pedro chamou de “Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. (1 Ped. 1:3, ARA) Jesus orou ao seu Pai, Santo, pedindo que guardasse o pequeno rebanho de ovelhas por respeito ao seu próprio nome, nome que Jesus manifestara aos homens que o Pai Santo lhe dera do mundo, o pequeno rebanho de discípulos. O nome do Pai Santo de Jesus Cristo é Jeová. Em prova deste fato, o Salmo 2:7, 11, 12 diz, com referência profética ao Pai Santo e seu Filho: “Falarei acerca do decreto: Jehovah disse-me: Tu es meu filho; eu hoje te gerei. Servi a Jehovah com temor, e regosijae-vos com tremor. Beijae ao filho, para que não se ire, e pereçaes no caminho, porque em breve [facilmente, NM] se ascenderá a sua ira.” (Veja-se também Atos 4:24-30, NM.) O rebanho a quem Jesus Cristo manifestou o nome de seu Pai Santo precisa ser, portanto, testemunhas cristãs de Jeová. (Isa. 43:10-12; também NA, Young, Darby, NM) De respeito por seu próprio nome, Jeová, o Pai Santo, tem vigiado sobre eles até o presente, e os tem trazido à união pela qual Jesus Cristo orou. É neles que encontramos hoje a demonstração de união num mundo dividido.

  • Prometida a união de todos os homens de boa vontade
    A Sentinela — 1961 | 15 de maio
    • Prometida a união de todos os homens de boa vontade

      1. (a) De que maneira se destacou especialmente Miquéias como profeta de Jeová? (b) Que profecia proferiu Miquéias quanto ao rebanho de Jeová e Seu pastor para ele?

      UM DOS profetas de Jeová, antes do tempo de Cristo, foi. Miquéias de Moreset, no território tribal de Judá. O próprio nome de Miquéias significa: “Quem é semelhante a Jeová!” Miquéias destaca-se especialmente por ter predito o nascimento de Jesus Cristo em Belém de Judá. (Miq. 5:2, NM) Depois de predizer o nascimento de Jesus ali, Miquéias acrescenta: “E ele certamente estará de pé e pastoreará na força de Jeová, na superioridade do nome de Jeová, seu Deus. E eles, certamente, continuarão a habitar, pois ele será então grande, até os confins da terra. E este tem de tornar-se paz.” (Miq. 5:4, 5, NM) Ao predizer as experiências do restante do pequeno rebanho das ovelhas espirituais de Jesus, Miquéias, como porta-voz de Jeová, disse: “Positivamente ajuntarei a Jacó, todos os de ti; reunirei sem falta os remanescentes de Israel. Em união os estabelecerei, como rebanho no redil, como rebanho no meio do seu pasto; serão barulhentos por causa de homens.” — Miq. 2:12, NM.

      2. (a) Em que sentido especial haviam de ser os remanescentes de Jacó ou Israel reunidos e estabelecidos em união? (b) A quem se aplica então realmente esta profecia de Miquéias sobre a união?

      2 Para entendermos esta profecia, precisamos lembrar-nos de que Jacó e Israel são nomes da mesma organização, visto que Jeová Deus apelidou o patriarca Jacó de Israel. “Israel” significa “Contendedor (Perseverador) com Deus”. (Gên. 32:28, NM margem) Está claro que os remanescentes de Jacó ou Israel, a quem Jeová Deus prometeu que os ajuntaria e reuniria como rebanho de ovelhas num redil, haviam de ser estabelecidos em união, no favor do Governante que havia de nascer em Belém de Judá e que se havia de tornar “governante em Israel, cuja origem é desde tempos primitivos, desde os dias de tempo indefinido”. É favor de todo este restante de Jacó ou Israel que ele “estar’ de pé e pastoreará na força de Jeová, na superioridade do nome de Jeová, seu Deus”. Conseqüentemente, esta profecia de Miquéias 2:12, referente à união, precisa realmente aplicar-se à congregação cristã do “Israel de Deus”, o Israel espiritual. — Gál. 6:16.

      3. Que profecia de Isaías identifica com mais clareza este “Israel de Deus”?

      3 Outro fato que identifica mais claramente que é na realidade este “Israel de Deus” encontra-se em Isaías 43:1, 10, onde Deus se dirige a Jacó ou Israel, dizendo: “Assim diz Jehovah que te creou, ó Jacob, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque te redimi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Vós sois as minhas testemunhas, diz Jehovah, o meu servo a quem escolhi.”, Deus repete esta identificação de quem é Jacó ou Israel, dizendo, no versículo 72: “Não houve deus estranho entre vós: portanto, vós sois minhas testemunhas, diz Jeová, e eu sou Deus.” (NA) Por isso, “Israel de Deus” refere-se, não à cristandade, mas à congregação das testemunhas cristãs de Jeová Deus. Estas precisam demonstrar união.

      4. Que observação a respeito do universo nos fornece uma garantia quanto à união da congregação das testemunhas cristãs, e o que mostram os fatos com respeito à resposta à oração de Jesus?

      4 Há uma união existente em todo o universo observável. Agora, se Jeová, o Deus Altíssimo e Todo-poderoso pode unificar e fazer funcionar um universo, em todos os bilhões de anos-luz do espaço, certamente pode unificar também a congregação das testemunhas cristãs nesta pequeníssima terra, embora as suas atuais testemunhas na terra ascendam a centenas de milhares. Ele prometeu, na sua Palavra profética, unificá-las e mantê-las unidas. Os fatos realizados da atualidade provam que ele fez isso, assim como Jesus orou.

      5, 6. (a) De que congregação de testemunhas de Jeová tornou-se Jesus Cristo o Chefe? (b) Por que foi o povo de Israel afligido pela desunião depois da morte de Salomão? O que foi realmente responsável por isso e que dificuldade causou isso a Israel?

      5 Antes de existir a congregação das testemunhas cristãs de Jeová, houve a congregação das testemunhas judaicas ou israelitas. Jesus Cristo nasceu como membro desta congregação anterior de testemunhas de Jeová, mas ele se tornou o Chefe da congregação posterior das testemunhas cristãs. (João 18:37) Usando a sua congregação de testemunhas judaicas como exemplo histórico, Jeová prometeu unificar as suas testemunhas cristãs. Depois da morte do Rei Salomão, de Jerusalém, em 997 A. C., o povo de Israel foi afligido pela desunião, por 460 anos. Tudo isso se deu por causa do desvio da adoração pura de Jeová Deus por parte do Rei Salomão. A nação de Israel sofreu uma revolta de dez das suas doze tribos, e surgiram dois reinos, um de Judá e outro do Israel setentrional. O Reino de Israel, setentrional, rompeu politicamente com Jerusalém e sua linhagem real de Davi; mas, pouco depois, separou-se também em sentido religioso. Estabeleceu a adoração falsa de ídolos, primeiro de bezerros de ouro e posteriormente de imagens do deus pagão chamado Baal.

      6 Quanta dificuldade causa afastar-se da adoração pura do único Deus verdadeiro e vivo! Em 740 A. C., o reino do Israel setentrional foi destruído pela potência mundial da Assíria, e a maior parte dos israelitas sobreviventes foram levados ao cativeiro, para o país distante da Assíria. O reino gêmeo de Judá não se deu por avisado, mas desviou-se para a adoração falsa.. Desviou-se de Jeová Deus, e ele se afastou dele. Ele permitiu que Jerusalém e seu templo fossem destruídos e que os judeus sobreviventes fossem levados cativos para a terra dos seus conquistadores, Babilônia.

      7. Que expressão da parte de Deus foi o exílio de Israel em Babilônia? Mas, na sua misericórdia, que fez ele para a sua esperança e conforto?

      7 Assim, a partir de 607 A. C., o povo de ambos os reinos, o de Israel e o de Judá, estava no exílio na “terra do inimigo”. Este cativeiro de todas as doze tribos, em Babilônia, foi a punição deles por parte de Jeová, por se terem desviado, em desobediência, da única religião pura e imaculada. Mas, Jeová Deus é misericordioso para com os que o temem. (Sal. 103:13) Para manterem vivas as suas esperanças e para consolá-los durante os setenta anos, enquanto Jerusalém e à terra de Judá jaziam desoladas, em ruínas, Jeová Deus predisse, por meio dos seus profetas, que seriam libertados de Babilônia e restaurados em Jerusalém, a fim de renovar ali a adoração unida de Jeová Deus.

      8-10. (a) Que moveu Deus a restaurar o restante de Israel, e qual foi o motivo correto para eles neste assunto? (b) Em que profecia predisse Jeremias o motivo de voltarem para casa?

      8 A independência e soberania nacional de Israel não eram o motivo de Deus libertar de Babilônia o fiel restante de suas testemunhas judaicas. O restabelecimento de sua adoração verdadeira, na cidade a que dera seu nome — este foi o motivo de Deus ‘reunir os remanescentes de Israel’ e trazê-los misericordiosamente de volta à cidade do seu nome, para reconstruírem nela o templo de sua adoração. O desejo de renovar a adoração do verdadeiro Deus no seu lugar designado foi o motivo de os “remanescentes de Israel” saírem de Babilônia, a “terra do norte”, e fazer a caminhada de volta a Jerusalém e a Judá. Observe como Jeremias, profeta de Jeová, predisse tanto a sua restauração na pátria deles como o motivo todo-absorvente de desejarem voltar para casa:

      9 “Naquelle tempo chamarão a Jerusalem o throno de Jehovah; nella se reunirão todas as nações, em nome de Jehovah, e não andarão mais após a obstinação do seu coração maligno. Naquelles dias a casa de Judah andará com a casa de Israel, e virão juntamente da terra do Norte para a terra que dei em herança a vossos pães.” — Jer. 3:17, 18.

      10 “Naquelles dias e naquelle tempo, diz Jehovah, virão os filhos de Israel, juntamente com os filhos de Judah, seguirão o seu caminho chorando, e buscarão, a Jehovah seu Deus. Tendo os seus rostos voltados para, lá, indagarão acerca de Sião, dizendo: Vinde, e uni-vos a Jehovah com uma alliança sempiterna que nunca será. esquecida. O redemptor delles é forte; Jehovah dos exércitos é o seu nome; certamente defenderá em juizo a causa delles, para dar descanço á terra, e para inquietar os habitantes de Babylonia.” — Jer. 50:4, 5, 34.

      UNIFICAÇÃO — ANTIGA E MODERNA

      11. (a) Quando e como se cumpriu a profecia de Jeremias em pequena escala? (b) Quando se deu o cumprimento completo, e com que efeito sobre as nações?

      11 A República de Israel certamente não foi estabelecida em 1948 do modo como Jeremias descreveu. A volta dos judeus naturais à Palestina e à República de Israel não é cumprimento daí profecia de Jeremias. O primeiro cumprimento real desta profecia ocorreu em 537 A. C., depois da queda de Babilônia diante dos medos e persas conquistadores. Naquele ano, o Rei Ciro, o Persa, publicou um decreto, deixando um restante das testemunhas judaicas de Jeová partir de Babilônia e reconstruir o templo de Jeová em Jerusalém. A Bíblia Sagrada registra este cumprimento em pequena escala da profecia de Jeremias. (2 Crô. 36:20-23; Esd. 1:1 a 3:13) Este evento histórico foi em si mesmo um quadro profético do cumprimento completo, total, da profecia de Jeremias, em 1919 E. C., depois do fim da Primeira Guerra Mundial. Tratava-se do caso do restante das testemunhas cristãs de Jeová. Esta é a razão porque antes do ano de 1919 nenhum grupo de cristãos professos se apresentou firmemente como testemunhas de Jeová. Desde então, e especialmente desde o ano de 1931, o nome destes cristãos dedicados e batizados tem ficado conhecido em todo o globo. Ele é até temido na Rússia comunista e nos seus países satélites, onde, por causa do trabalho oculto das Testemunhas, a imprensa soviética as compara a “aranhas”.

      12. Como foram as testemunhas de Jeová levadas ao cativeiro, como procuravam o Seu favor e até que ponto ficaram unidas?

      12 Durante a Primeira Guerra Mundial, de 1914-1918, conspiradores religiosos aproveitaram-se do frenesi da guerra para destruir estes cristãos que estudavam a Bíblia. As testemunhas de Jeová foram assim levadas ao cativeiro das nações da ‘cristandade, semelhante ao das testemunhas judaicas em Babilônia, de 607 a 537 A. C. Mas, no primeiro ano do após-guerra (1919) foram libertos, de tal cativeiro babilônico. Realizaram naquele ano uma, assembléia internacional, que foi como o reajuntamento de milhares delas e as preparava para a maior obra cristã, de dar testemunho de Jeová Deus, que já se efetuou em toda a história humana. Procuraram Seu rosto de favor com lágrimas nos olhos. Estavam decididas a manter seu pacto com ele, a “alliança por meio de sacrificios” feita com Jeová, o novo pacto baseado no sacrifício humano de Jesus Cristo. (Sal. 50:5; Al) Embora as Testemunhas procedam de muitas nacionalidades, raças, cores e línguas do mundo, e especialmente de muitos sistemas religiosos, dentro e fora da cristandade, ainda assim foram consolidadas numa unidade que se mostrou inquebrável diante de perseguidores fascistas, nazistas, comunistas e religiosos.

      13. A que proceder se deve a sua inigualável união?

      13 Sua união sem igual deve-se ao fato de se manterem separadas da política deste mundo e de ‘buscarem primeiro o reino de Deus e a Sua justiça’, conforme Jesus Cristo mandou que seus verdadeiros seguidores fizessem. (Mat. 6:9, 10, 33) Estão unidas em dar a sua lealdade integral e indivisa ao único Rei a quem Jeová Deus escolheu e empossou para governar por Ele sobre toda a humanidade, a saber, Jesus Cristo. Seu tempo para tomar posse do seu reino celestial, à destra de Deus, veio em 1914. A união das Testemunhas, em submissão a ele, “o filho de Davi”, foi predita pelo profeta Ezequiel.

      14. Em face de que evento impendente profetizou Ezequiel, e por que não deixaram as suas profecias os judeus em desespero?

      14 Ezequiel foi contemporâneo do profeta Jeremias. Cem anos antes de Ezequiel, o reino do Israel setentrional, sob o domínio da tribo de. Efraim, filho de José, tinha sido destruído e os israelitas sobreviventes tinham sido levados ao exílio. O Reino de Judá, sob o domínio da casa real de Davi, estava então prestes a ser destruído. Ezequiel profetizou esta ruína iminente do reino e a destruição do templo de Jeová em Jerusalém, e como os judeus sobreviventes seriam levados ao exílio, em Babilônia. Suas profecias, porém, não deixavam os judeus e israelitas em desespero, pois ele predisse a sua volta unida de Babilônia, para a restauração da adoração de Jeová na sua pátria amada. Ele predisse quê os israelitas do norte e os judeus do sul fossem reunidos como uma só nação, debaixo de um só líder, o filho de Davi. Ouçamos, agora, Ezequiel contar como eles voltariam dos seus túmulos de esperanças perdidas, em Babilônia, e se reuniriam na sua pátria dada por Deus, debaixo de um só governante davídico!

      15, 16. (a) Como ilustrou Ezequiel a reunião do Israel dividido? (b) Que se mandou que Ezequiel dissesse em explicação do sinal?

      15 Para ilustrar esta reunião, Ezequiel recebeu ordens de tomar duas varas, uma a ser marcada “por José, vara de Efraim”, e a outra “por Judá”, representando os antigos dois reinos do único povo, Israel. Diante dos olhos dos homens destas tribos, Ezequiel devia juntar as duas varas, que se tornariam milagrosamente uma só vara comprida na sua mão. Para explicar este sinal milagroso, ordenou-se que Ezequiel, dissesse:

      16 “Assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu tomarei a vara de José, que esteve na mão de Efraim, e as das tribos de Israel, suas companheiras, e as ajuntarei à vara de Judá, e farei. delas uma só vara, e elas se farão uma só na minha mão. . . . Eis que eu tomarei os filhos de Israel de entre as nações, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, é os levarei à sua terra. E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles; e nunca mais serão duas nações; nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos. E meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor; e andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão. . . . e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente [por tempo indefinido]. E farei com eles um concerto de paz; e será um concerto perpétuo [de duração indefinida].” — Eze. 37:19, 21, 22, 24-26, Al; NM.

      A REUNIÃO DURADOURA

      17. Quem foi hoje unido numa única vara simbólica, e debaixo de que rei único?

      17 Os judeus naturais da atualidade não estão unidos, nem mesmo na causa do sionismo político. Tampouco tem a República de Israel, sob a presidência dum primeiro-ministro, a Jesus Cristo, o Filho de Davi, como Rei e Pastor. Mas, o que se pode dizer do restante do “Israel de, Deus”, os israelitas espirituais, as testemunhas cristãs de Jeová Desde o seu livramento do cativeiro babilônico da primeira guerra mundial, eles foram restabelecidos no lugar do favor e da aprovação de Deus. Neste estado espiritual., eles têm um rei, o Filho ungido de Jeová, Jesus Cristo, o Filho de Davi. Apesar das diferenças na sua origem política, social, racial e religiosa, o Deus Todo-poderoso fez deles uma só nação espiritual santa, sob, um só Pastor-Rei, o entronizado Jesus Cristo. Não estão divididos, como se fossem duas varas, iguais ao antigo povo de Israel, que tinha um rei mo norte, em Samaria, e outro rei no sul, em Jerusalém. Uma vez que as testemunhas cristãs de Jeová aceitaram o seu Rei, Jesus Cristo, como seu Governante e Pastor, não têm mais nada que ver com os assuntos políticos deste mundo. Não se deixam dividir pelas orientações políticas e por eleições, levantes e rebeliões. O poder onipotente de Jeová fez deles “uma só vara”, “uma nação”, debaixo de “um rei”. São uma só vara ou instrumento na sua poderosa mão, para fazer o seu trabalho.

      18-20. (a) Apesar de que fatores há união entre as testemunhas de Jeová, e em que resulta isso? (b) Como foram esta união e este aumento preditos por Oséias e a quem aplica Pedro a profecia de Oséias?

      18 Relata-se agora que as testemunhas de Jeová trabalham como Seu instrumento em 179 países e territórios diferentes, e assim estão em contato coro muitas nacionalidades, raças, cores, línguas, grupos sociais e costumes locais. No entanto, estas testemunhas, muito espalhadas, crêem, agem e pregam todas do mesmo modo e se apegam ao seu laço de união. Muitas pessoas semelhantes a ovelhas, em todos estes países, estão aceitando a mensagem do Rei e do reino de Deus, e assim está aumentando o número de testemunhas. Este aumento e união cumpre espetacularmente a profecia de Oséias, proferida há muito tempo, durante os dias do Israel dividido:

      19 “O número dos filhos de Israel terá de tornar-se como os grãos de areia do mar, que não podem ser medidos nela contados. E tela de ocorrer que, no lugar em que se costumava dizer-lhes: ‘Vós, homens, não sois meu povo’, se lhes dirá: ‘Os filhos do Deus vivo.’ E os filhos de Judá e os filhos de Israel serão certamente reunidos numa unidade e estabelecerão realmente para si mesmos um só cabeça, e subirão da terra [de Babilônia], porque grande será o dia de Jezreel.” — Osé. 1:10, 11, NM.

      20 Pedro aplicou a profecia de Oséias ao rebanho do Israel espiritual, de modo que sabemos que é correto que aguardemos seu cumprimento hoje, nas testemunhas cristãs de Jeová. — 1 Ped. 2:9, 10.

      21. Por que é tão maravilhoso que estas testemunha tenham sido reunidas numa unidade, e de que proceder resultou isso?

      21 Quão maravilhoso é que estas testemunhas, que antigamente estavam divididas em sentido religioso, político e social, tanto na cristandade como no paganismo, foram agora ‘reunidas numa unidade’! Isto se deu porque saíram deste sistema de coisas do mundo dividido, estabelecendo sobre si uma só cabeça, a saber, o Rei ungido e entronizado, Jesus Cristo. Esta devoção unida ao Governante escolhido de Jeová para o novo mundo de justiça teia tido a Sua aprovação e tem por isso resultado num aumento, num grande número de testemunhas, uma grande sementeira delas.

      22. Em que sentido mostrou este dia ser o grande “dia de Jezreel” e como se tornou o redil de união ‘barulhento por causa de homens’?

      22 Neste respeito é deveras um “grande” dia, pois é o “dia de Jezreel”. O nome Jezreel significa “Deus [El] Semeará Semente”. A semente que Deus semeou em toda a terra são as suas testemunha dedicadas. Ele faz crescer esta semente simbólica, de modo que produz mais semente. (1 Cor. 3:6-9) Por esta razão há um aumento no número das Suas testemunhas em toda a terra. Tornam-se muitas; e, visto que o seu número não fora predito, nem mesmo pelo próprio Deus, precisam tornar-se “como os grãos de areia do mar, que não podem ser medidos nem contados”. É por isso que, conforme predito em Miquéias 2:12, tornaram-se “barulhentos por causa de homens” no redil em que Jeová Deus os estabeleceu em união. O barulho alegre delas é ouvido cada vez mais alto em toda a terra.

      23. Que profecia proferiu Jesus a respeito do ajuntamento de ovelhas num só rebanho, e por que precisam essas ovelhas manter a união, apesar de todas as sublevações no mundo?

      23 Seu único Pastor-Rei, Jesus Cristo, falou há muito tempo sobre o ajuntamento duma grande multidão de “outras ovelhas”, em associação e cooperação com o “pequeno rebanho” do Israel espiritual. Ele disse numa profecia que tem agora ura cumprimento notável: “Eu sou o pastor correto, e eu conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e eu entrego a minha alma [ou: vida] em benefício das ovelhas. E tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; essas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz, e se tornarão um só rebanho, um só pastor.” (João 10:14-16, NM) Este “um só pastor” depôs a sua vida terrestre a favor de todas as ovelhas, quer do pequeno rebanho, quer do rebanho maior das,outras ovelhas. Todas elas devem a sua vida e salvação a ele, e não a algum pastor religioso ou governante político da cristandade. Em pagamento duma dívida de gratidão e em dependência total dele, quanto à vida eterna no novo mundo de Deus, elas precisam seguir o seu Pastor Correto, Jesus Cristo. Ao seguirem a tal Único Pastor, precisam todas manter-se em união, como “um só rebanho”, apesar de todas as sublevações no mundo.

      24. Que triste experiência teve a cristandade do século vinte quanto a seguir a líderes humanos, mas por que sobreviveram as testemunhas de Jeová a tais lideres?

      24 Visto que Jesus é o único pastor correto a seguir, ele avisou seus seguidores semelhantes a ovelhas contra seguirem a um líder humano. Durante muitos anos, grande parte da cristandade católica romana seguiu um Duce (“Líder”) italiano, certo Mussolini; e outra grande parte da cristandade católica romana seguiu um Fuehrer (“Líder”) alemão, certo Adolfo Hitler, “filho da Igreja”. Mas, as testemunhas de Jeová negaram-se a fazer isso, apesar de perseguição. Elas sobreviveram, mas esses líderes políticos humanos, apoiados por sacerdotes católicos romanos, não sobreviveram, deixando seus adeptos num estado deplorável. As testemunhas de Jeová obedeceram sabiamente à ordem de seu único Pastor: “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai [espiritual], porque Um só é vosso Pai, o Celestial. Nem sejais chamados ‘chefes’, pois o vosso Chefe é um só, o Cristo.” — Mat. 23:9, 10, NM.

      25. Em que assembléia internacional, durante a Segunda Guerra Mundial, expressaram-se as testemunhas de Jeová sobre a liderança humana, e quem foi que levantou a questão?

      25 Numa assembléia internacional de muitos milhares de testemunhas de Jeová, na América do Norte, elas se expressaram unidamente com grande clamor em oposição a qualquer líder humano, mesmo que seja um líder religioso. Isto se deu no verão de 1941, durante a Segunda Guerra Mundial e enquanto o sentimento católico romano, na América, estava muito a favor dos líderes das Potências do Eixo, Hitler e Mussolini. Esta assembléia internacional realizou-se de 6-10 de agosto de 1941, na Arena de S. Luís, Missúri, E. U. A. No dia final, domingo, apesar do rápido enfraquecimento de sua saúde, o então presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (de Pensilvânia), Joseph F. Rutherford, proferiu uma mensagem do Reino a uma vasta assistência, calculada em 115.000 pessoas. Depois proferiu o seu discurso de encerramento às Testemunhas reunidas ali, o que foi também seu último aparecimento público antes de sua morte em 8 de janeiro de 1942. O que o Presidente Rutherford disse naquele discurso final, dirigido às dezenas de milhares de testemunhas de Jeová, a respeito da liderança, é de interesse especial para o assunto em consideração. Deixamos que um observador interessado daquele acontecimento nos forneça um relatório, publicado no número de 15 de setembro de 1941 da revista The Watchtower (A Sentinela), página 288, parágrafo 6:

      26. De que maneira apresentou J. F. Rutheriord esta questão perante a Assembléia, e com que resposta?

      26 “A fim de refutar de uma vez para sempre as acusações falsas e as calúnias publicadas, no sentido de que ele [Rutherford] era o líder das testemunhas de Jeová, ele disse: ‘Quero que todos os estranhos aqui saibam o que vós pensais sobre um homem ser o vosso LÍDER, para que não esqueçam isso. Cada vez que alguma coisa surge e começa a crescer, eles dizem que certo homem é um líder cora muitos adeptos. Se houver alguma pessoa nesta assistência, que pensa que eu, este homem aqui, é o líder das testemunhas de Jeová, então que diga Sim.’ Mas, ouviu-se um enfático e unânime ‘Não!’. ‘Se vós, os que estais aqui, credes que sou apenas um servo do Senhor, e que trabalhamos ombro a ombro em união, servindo a Deus e servindo a Cristo, dizei Sim.’ O unânime ‘Sim!’ foi forte e inequívoco. ‘Ora, vós não me precisais como líder terreno, para fazer trabalhar uma multidão como esta: Ele os exortou então a voltarem para os seus lugares respectivos e, ‘porem mais fogo no trabalho . . . gastando o máximo tempo possível’. Proferiu então palavras de bênção.”

      27. A quem, então, seguem as testemunhas de Jeová como líder?

      27 Em pleno acordo com esta atitude teocrática assumida por esses dezenas de milhares de representantes reunidos em assembléia naquele ano de 1941, as testemunhas de Jeová tampouco seguem hoje a algum americano como líder, seja ele o presidente da Sociedade Torre, de Vigia ou outra pessoa. Não estão seguindo a nenhum líder humano. Seguem, em união mundial, o Único Pastor abnegado, Jesus Cristo, que agora reina à destra de Jeová Deus no céu. — 1 Ped. 3:22.

      28. Mesmo em que situação internacional desfavorável se refreariam em seguir qualquer pretenso líder humano, e por quê?

      28 Se as testemunhas de Jeová ficassem, por acaso, novamente de comunicações cortadas entre si, por causa das dificuldades e hostilidades em vários países onde se encontram, ainda assim continuariam a seguir apenas o um só Líder e Rei da escolha de Deus. Ninguém das testemunhas verdadeiras de Jeová se aproveitaria da interrupção das comunicações internacionais, tentando apresentar-se como líder nacional e estabelecer uma organização religiosa nacional. As testemunhas de Jeová foram todas bem ensinadas na crença da Bíblia e foram tão bem treinadas na pregação de sua mensagem, que todas elas continuariam na sua adoração e atividade teocrática, mesmo que ficassem separadas de seus irmãos em outros países. Não dariam ouvidos à voz de qualquer pretenso líder, mas reconheceriam e escutariam apenas a voz de seu Único Pastor. Ele está acima de todas as nações terrestres e ainda “ha de reger todas as nações com uma vara de ferro” e as despedaçará na, vindoura batalha do Armagedon, “a guerra do grande dia do Deus Todo-Poderoso”. — Apo. 12:5; 16:14, 16; João 10:4, 5; Sal. 2:8, 9.

      UNIÃO NO FALAR E NA AÇÃO

      29, 30. (a) Que unificador eficiente possuem as testemunhas de Jeová para manter unida a organização teocrática? (b) O que condena Deus na sua organização, e portanto, contra que homens nos avisa ele por meio de Paulo?

      29 Exceto no que se refere à oposição ao reino de Deus, o espírito deste mundo o está dividindo. Seu espírito divisório, porém, não contagiará o rebanho das ovelhas de Jeová, debaixo do seu Pastor Correto, Jesus Cristo. Além de as testemunhas de Jeová terem a única liderança supranacional do céu, elas têm o único unificador eficiente que mantém a sua organização teocrática unida no meio deste mundo. Este unificador é o espírito de Jeová Deus; e “os frutos do espírito são amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, autocontrole”. (Gál. 5:22, 23, NM) Não há nada superior ao amor cristão para manter unido o rebanho das ovelhas de Deus, pelo qual Seu Filho derramou amorosamente o seu próprio sangue. Num apelo em prol da união do rebanho de Deus, o apóstolo Paulo escreveu-lhes: “Revesti-vos do amor, pois é o perfeito vínculo de união. Também, deixai a paz do Cristo controlar vossos corações, pois fôstes, de fato, chamados a ela em um só corpo.” (Col. 3:14, 15, NM) Ao cultivarem o fruto do espírito chamado amor, o perfeito vínculo de união se tornará anais .forte na sua qualidade inquebrável. E onde há união ou unidade, ali há paz, ordem e harmonia. Deus convoca seu povo dedicado para ser um só corpo, uma só organização. Ele condena toda a desunião, desordem e divisão. Ordenou-nos por meio do apóstolo Paulo:

      30 “Observai aqueles que criam divisões e causas para tropêço, contrário ao ensino que’ aprendestes, e evitai-os. Porque homens dessa espécie são escravos, não de nosso Senhor Cristo, mas de suas próprias barrigas, e por meio de ‘conversa suave e linguagem lisonjeira seduzem os corações dos incautos.” — Rom. 16:17, 18, NM.

      31. (a) Como que espécie de aviso deve servir a guerra tribal no antigo Israel, e para quem hoje? (b) De que maneira deve a organização visível de Jeová ser como Jerusalém nos dias de Davi? Portanto, o que elimina toda a guerra tribal?

      31 Em alguns países de independência recente, e onde as potências coloniais imperialistas não exercem mais domínio, o governo nativo tem enfrentado grandes dificuldades por causa das lutas e guerras entre tribos, pondo em perigo a estabilidade do governo: A guerra tribal da antiga nação de Israel serve como aviso bíblico para o pequeno rebanho do Israel espiritual e todos os seus companheiros, o grande rebanho das “outras ovelhas”. Jesus advertiu: “Todo o reino dividido contra si mesmo será desolado, e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.” (Mat. 12:25) A organização visível das testemunhas do Reino de Jeová precisa ser como a cidade de Jerusalém nos dias do fiel Rei Davi, sòlidamente construída, e os reunidos nela sendo unidamente leais ao rei ungido,, sentado no trono de Jeová. O Rei Davi descreve esta Jerusalém à qual se reuniram fielmente as doze tribos de Israel para adorarem ali na casa de Jeová, dizendo: “Jerusalém é edificada como cidade que foi incorporada em unidade, à qual subiram as tribos, as tribos de Já, como lembrete para Israel, para louvar o nome de Jeová.” (Sal. 122:3, 4, NM) O que ligava estas doze tribos foi a adoração do único Deus verdadeiro e vivo, Jeová, e com isto se combinava uma fervorosa lealdade ao rei ungido de Jeová. Isto eliminou completamente toda a guerra entre tribos. Produziu a paz.

      32. O que revelam os esforços das forças inimigas quanto ao “deus deste sistema de coisas”, e como devem as testemunhas de Jeová enfrentar o ataque de Gog?

      32 Os esforços das potências comunistas e de outras forças inimigas demonstram que Satanás, o Diabo, “o deus deste sistema de coisas”, está agora especialmente decidido de romper e destruir a união exemplar da sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová. A profecia de Ezequiel (capítulos 38, 39) avisa-nos antecipadamente de que Satanás desempenhará o papel de Gog de Magog. Como tal, ele reunirá todos os seus aliados na conspiração, na terra, unindo-os num único ataque final e total contra o “Israel de Deus”, espiritual, e todos os seus leais companheiros, as “outras ovelhas”. Visto que será uma hoste combinada e unida com que Gog nos atacará, então seja com uma inabalável frente unida que enfrentemos a Gog e suas hostes, em toda a terra. Precisamos fazer isso, mesmo que fiquemos isolados, em sentido físico, de nossos irmãos em outros países e ninguém do corpo governante visível da congregação de Deus esteja conosco, vigiando-nos diretamente.

      33. Como convocou Paulo para uma frente unida de cristãos, e o que acontecerá diante de nossa frente unida contra Gog?

      33 O apóstolo Paulo convocou para uma frente unida contra o inimigo combinado, ao expressar o desejo de que, “quer eu, vá ver-vos, quer esteja ausente, ouça as coisas que se referem a vós, que estais firmes em um só espírito, com uma só alma, lutando lado a lado pela fé das boas novas, e que em nenhum sentido estais atemorizados pelos vossos oponentes. Esta mesma coisa é para eles prova de destruição, mas para vós de salvação; e esta indicação vem de Deus, pois vos foi concedido o privilégio, em favor de Cristo, de não somente depositar nele vossa fé, mas também de sofrer por ele”. (Fil. 1:27-29, NM) Cristo não nos abandonará, se sofrermos por causa dele. Cristo prometeu a nós, seguidores obedientes seus: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do sistema de coisas.” (Mat. 28:20, NM) Tendo-o conosco em todas as frentes, forçosamente seremos vitoriosos. O ataque unido das hostes de Gog entrará em colapso diante de nossa frente unida, quando o Deus Todo-poderoso se levantar em nossa defesa, lançando as forças de Gog em desunião, desordem, confusão e pânico, e causando a sua completa destruição.

      34. Como devemos manter íntegras as nossas fileiras, e o que exige o trabalho a ser feito agora?

      34 Nunca devemos permitir que ciúmes, invejas, ambições egoístas, rivalidades, competições e contendas pessoais, orgulho nacional, cor, educação ou cultura social, bem como o ressentimento, entrem no raleio de nós e nos dividam. Num mundo dividido em todos os., sentidos e em hostilidade para com o reino de Deus e suas testemunhas pregadoras, é preciso chie mantenhamos intatas as nossas fileiras, com os rostos voltados para o adversário. Temos um trabalho a fazer, apesar da piora atual da situação mundial, e este trabalho exige o esforço concentrado de todos nós, em toda a terra; a fim de o fazermos com eficiência, para a glória de Deus. Nossa expectativa, de ele se levantar para tomar conta dos nossos inimigos e perseguidores, não será desapontada.

      35. Que diz Jeová em Sofonias 3:8, 9, quanto a ele se levantar? Que mudança nos deu ele e por quê?

      35 Ele nos diz em Sofonias 3:8, 9 (NM): “‘Portanto, mantende-vos na expectativa de mim’, é o proferimento de Jeová, ‘até o dia em que eu me levanto para o despojo, pois a minha decisão judicial é ajuntar as nações, para eu reunir os reinos, a fim de derramar sobre eles a, minha denúncia, toda a minha ira ardente; pois toda a terra será devorada pelo fogo do meu zelo. Porque então darei aos povos a mudança para uiva língua pura, a fim de que todos eles invoqueis o nome de Jeová, para o servirem ombro a ombro [literalmente: com um só ombro]’.” Independente dos muitos povos diferentes de que nós Testemunhas viemos em dedicação a Jeová, ele nos deu agora uma mudança ‘para uma “língua pura” com um certo objetivo. Este objetivo é servir ombro a ombro a Jeová, em sólida formação de serviço. A ‘unidade da nossa “língua pura” a respeito do reino de Deus e seu novo mundo acaba com os mal-entendidos divisórios. Une-nos fortemente no falar e na ação.

      36. Como mostra o Salmo 102:18-22 de que maneira deve ser usada a liberdade que Deus dá aos prisioneiros condenados à morte, e em quem tem cumprimento esta profecia?

      36 O “Deus de paz” nos libertou do cativeiro babilônico. Ele nos introduziu na sua santa cidade, o equivalente moderno da antiga Sião ou Jerusalém, seu reino estabelecido sob o mando de Cristo. Ele deu a nós ex-prisioneiros liberdade religiosa com o objetivo de que usemos nossa liberdade de modo correto, em harmonia coma sua vontade expressa. O antigo Israel, ao ser liberto da antiga Babilônia, foi uma ilustração histórica disso; e a profecia que antigamente se aplicava a esta ilustração da antiguidade, aplica-se agora ao que é hoje ilustrado por ela. “Ficará isto registrado para a geração vindoura, e um povo que ha de ser creado, louvará a Jehovah. Pois olhou desde o alto do seu santuario, desde os céos olhou Jehovah para a terra, para ouvir o suspiro do encarcerado, para soltar os que são destinados á morte [pelo inimigo, de Babilônia]; afim de que declarassem em Sião o nome de Jehovah, e o seu louvor em Jerusalem, quando se ajuntarem os povos, e os reinos, para servirem a Jehovah.” (Sal. 102:18-22) O sionismo político, conforme está expresso na República de Israel, não é o cumprimento desta profecia, pois não leva o nome de Jeová; não declara seu nome, nem na antiga nem na moderna cidade de Jerusalém, nem o louva e nem o serve. Medida pelos fatos da atualidade, a profecia acha seu cumprimento nas testemunhas do Reino de Jeová, que foram ajuntadas dentre muitos povos e de muitos reinos políticos na terra.

      37. Segundo Isaías 52:8-10, que devem fazer os que observam e discernem a obra de libertação de Deus?

      37 Por causa desta libertação e restauração de suas testemunhas, é agora a ordem do dia que todos vigiem e discirnam esta obra de Deus, de publicar a salvação provida por ele. “Ouve! Os teus próprios vigias levantaram a sua voz. Continuam a clamar alegremente em uníssono, pois verão face a face quando Jeová voltar a Sião. Alegrai-vos, clamai alegremente em uníssono, vós, lugares devastados de Jerusalém, pois Jeová tem consolado o seu povo; ele tem comprado de volta a Jerusalém. Jeová desnudou o seu santo braço diante dos olhos de todas as nações, e todos os confins da terra têm de ver a salvação de nosso Deus.” — Isa. 52:8-10, NM.

      38. Em cumprimento desta profecia, o que vê hoje o mundo da humanidade na realidade?

      38 É por isso que o mundo da humanidade vê as testemunhas de Jeová ir até os confins da terra com a mensagem sobre o reino de Deus e suas bênçãos para todos os homens de boa vontade. A própria presença e atividade destas testemunhas em toda a terra é um testemunho vivo da libertação que o Deus Todo-poderoso lhes deu deste mundo babilônico, debaixo de Satanás, o Diabo. Para onde quer que vão, elevam a sua voz, proclamando alegremente as boas novas em uníssono. Não mais são como os lugares devastados da antiga Jerusalém, espiritualmente falado, mas abundam em frutos do reino de Deus. Em toda a parte clamam em uníssono, pois estão todas de acordo e mantêm a união.

      39. (a) De que modo é bom e agradável que os irmãos habitem juntos em união? (b) Por que é em união que devemos engrandecer a Jeová e exaltar o seu nome? (c) Como se vindicou ele na sua promessa a respeito da união?

      39 Quão maravilhoso e quão animador é este milagre moderno dos tratos de Jeová com seu povo dedicado para os que amam a Deus e estudam tal milagre! “Vê! Quão bom e quão agradável é que irmãos habitem juntos em união!” (Sal. 133:1, NM) Não é apenas agradável de ver. Habitarem assim juntos em união é algo de máximo proveito para estes irmãos espirituais, e faz as coisas agradáveis para eles, entre si mesmos. Juntos, podemos fazer a obra atual de Deus, fortalecendo-nos uns aos outros e sustentando-nos uns aos outros, garantindo assim o bom êxito. O espírito do salmista Davi empolga a nossa própria existência e nos faz clamar: “Engrandecei a Jehovah commigo, e todos á uma exaltemos o seu nome.” (Sal. 34:3) Sim, engrandeçamos a Jeová e exaltemos o seu digno nome, porque ele rompeu os grilhões do inimigo e nos reuniu, estabelecendo-nos como suas testemunhas, juntas, em união, como rebanho seu, no seu redil de segurança, sob Cristo. Ele prometeu a união de todos os homens de boa vontade neste mundo dividido, e a transformou numa bendita realidade, para a sua própria vindicação, preservando-a para o seu glorioso novo mundo.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1961 | 15 de maio
    • Perguntas dos Leitores

      ● Quais são os princípios bíblicos que governam a educação dos filhos em lares onde um dos pais é uma dedicada testemunha cristã de Jeová e o outro não é? — Baseado em muitas perguntas recebidas.

      Segundo as Escrituras, o marido e pai é o chefe da casa. Se ele for dedicada testemunha cristã de Jeová, recai sobre ele a responsabilidade de cuidar de que sua família receba provisões espirituais bem como materiais. (1 Tim. 5:8) Mesmo que sua esposa seja descrente, ele deve cuidar de que seus filhos recebam a devida educação cristã, treinando-os tanto em casa como no Salão do Reino e deverá fazer tudo ao seu alcance para ajudar a sua esposa a apreciar a verdade da Palavra de Deus. Por outro lado, deve conceder à esposa liberdade de adorar a Deus à maneira dela, e, às vezes, ela talvez insista em levar as crianças

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