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  • Os dias da cristandade estão contados
    “As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová” — Como?
    • financeiro e material ido povo. As igrejas religiosas dela e seus seminários relacionados, bem como outras instituições dela, sofrerão e perecerão por falta de contribuições e patrocínio; de fato, serão violentamente despojados. Não se alimentando e nutrindo com a doutrina sadia da Palavra escrita de Jeová, tanto os clérigos como suas organizações religiosas mostrarão estar espiritualmente doentes até a morte, atacados por uma epidemia de doenças venéreas resultantes de fornicação religiosa com os elementos políticos e seculares deste sistema impuro de coisas.

      49. Visto que Jeová é difamado pela cristandade, de que não a protegerá, e como levará Ele a cabo sua fúria em quaisquer sobreviventes hipócritas da destruição da cristandade?

      49 Visto que ela difamou a Jeová perante as nações, ele não a protegerá contra a violência às mãos de elementos mundanos aborrecidos. Ter-se-á completado o número dos dias dela. Será destruída tão certamente como foi Jerusalém lá em 607 A. E. C. Quaisquer associados da cristandade, que sobreviverem à destruição dela na “grande tribulação”, não passarão por ela para qualquer futuro melhor e de longa duração, assim como tampouco aconteceu com aqueles sobreviventes hipócritas da destruição da antiga Jerusalém. Enfrentam somente mais dificuldades e por fim a destruição na parte adicional e concludente da “grande tribulação”. A “espada” simbólica de Jeová, de execução judicial, será brandida contra eles na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, na situação mundial chamada Har-Magedon. (Revelação [Apocalipse] 16:14-16; 19:11-21) Assim lançará sobre eles seu furor justo contra a hipocrisia religiosa e a impiedade, até o fim.

      50. O que realizou em sentido religioso a desolação da terra de Judá e de Jerusalém lá naquele tempo, e assim, também, a que levará a remoção da cristandade em sentido religioso?

      50 Parece isso ser um quadro sombrio, destacando em pormenores nítidos as “endechas, e gemidos, e lamúria” escritos no “rolo” que Ezequiel comeu? Contudo, o quadro tem também um aspecto alegre! O que alcançou naquele tempo a desolação completa da terra de Judá e de Jerusalém? Eliminou completamente toda religião falsa daquela terra dada por Deus. A terra estava limpa para o restabelecimento da religião pura, no tempo devido de Deus. (Ezequiel 2:9 a 3:2) O mesmo se dá agora neste século vinte. Se a cristandade há de desaparecer na iminente “grande tribulação”, o mesmo deve acontecer com todo o resto da religião falsa. A terra inteira terá de ser purificada de toda religião falsa e de sua influência e poder aviltantes e corrompedores.

      51. Por que não haverá um vácuo sem Deus na terra em vista da destruição da cristandade e de todas as outras religiões falsas?

      51 Mas isto não deixará um vácuo religioso, um vazio sem Deus. A verdadeira religião do único Deus vivente e verdadeiro sobreviverá sob a sua proteção. Não havendo mais a oposição e a perseguição por parte dos promotores da religião falsa, ela florescerá sob a bênção divina e se espalhará por toda a terra. Depois da destruição de Jerusalém em 607 A. E. C., Ezequiel foi designado para profetizar sobre este futuro bendito de toda a humanidade. — Veja a profecia de Ezequiel nos capítulos Eze. trinta e seis a quarenta e oito.

  • A cristandade saberá — no seu fim
    “As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová” — Como?
    • Capítulo 7

      A cristandade saberá — no seu fim

      1. Qual é o propósito do Criador para com a terra, tornando assim a poluição dela algo de que Ele não gosta?

      O CRIADOR não gosta de ver esta terra poluída e profanada. É a criação dele e se destinava a dar-lhe crédito. Seu propósito original era que esta terra, como lar da humanidade, fosse em toda a parte um paraíso, de modo que tornasse este globo terrestre um ornamento na magnífica Via-Láctea celeste da qual é uma partícula minúscula.

      2. Que comparação há entre a atual condição da terra com a possível condição dela apresentada ao homem no seu original lar paradísico, e por isso, que perguntas surgem quanto ao prazer ou à ira do Criador?

      2 O primeiro casal humano teve seu início num paraíso que se ajustava belamente à sua perfeição humana. Tinham diante de si e de seus descendentes futuros a oportunidade de ampliar seu lar paradísico original para envolver completamente a terra. (Gênesis 1:26 a 2:25) Agora, veja-a, depois de seis mil anos da existência do homem na terra! Sua condição está longe de ser o paraíso feliz de vida, saúde e beleza que era do propósito de seu Criador. Isto dificilmente Lhe poderia dar motivo de prazer, assim como tampouco a nós humanos. De fato, tem Ele o direito de se irar com isso? Se Ele não tiver o direito de se irar com isso, quem é que teria?

      3. Que pergunta surge quanto à atuação do Criador quando sua criação é profanada pelas criaturas que moram nela?

      3 No entanto, o que faz um Criador quando sua criação foi profanada e sua superfície estragada e arruinada pelas criaturas que deviam tomar conta dela? Destrói ele toda esta criação, junto com as criaturas vivas nela?

      4. Em vista do que há de ser feito, por que se considera aqui a terra de Judá, e o que aconteceu àquela terra em 607 A. E. C.?

      4 Fazer isso seria um desperdício de sua atividade criativa e sinal de derrota. O que devia fazer e o que se propõe fazer foi ilustrado por ele naquilo que fez com a terra de Judá e Jerusalém lá no sétimo século antes de nossa Era Comum. Jeová havia levado seu povo à Terra da Promessa, no ano 1473 A. E. C. Ela era então, conforme disse Jeová, “uma terra que espiei para eles, uma terra que manava leite e mel. Era o ornato de todas as terras”. (Ezequiel 20:6, 15) A geração daqueles israelitas que Jeová levou a esta terra bela permaneceu fiel a Ele. Mas, seus descendentes começaram a profanar a terra por adotarem a idolatria e o derramamento injusto de sangue inocente. Seguiram-se repetidos expurgos religiosos, mas os israelitas sempre recaíam na idolatria. Por fim, em 607 A. E. C., Jeová eliminou todos os idólatras judeus e deixou assim a terra de Judá completamente desolada.

      5. Como permitiu Jeová que a terra de Judá passasse por um expurgo e como passou ela a ser usada novamente para o fim pela qual foi dada?

      5 A terra de Judá e Jerusalém não deixaram então de existir. Jazeram desoladas por setenta anos, sendo que Jeová não permitiu que nem mesmo idólatras pagãos, não israelitas, se mudassem para lá e continuassem a profanação dela. Jeová determinou que sua adoração pura fosse restabelecida naquela terra que passava por um expurgo. No fim dos setenta anos de desolação, Jeová trouxe de volta à terra um restante arrependido e purificado de israelitas, para ocuparem novamente a terra de Judá e Jerusalém e para restabelecerem ali a adoração pura de seu Deus. Jeová repovoou o país com seus adoradores, os quais o usavam em harmonia com o propósito sagrado pelo qual lhes havia dado a terra. Predisse isso por meio de seu profeta Ezequiel.

      6. Primeiro, que tarefa difícil tinha Ezequiel e por que mandou Jeová que Ezequiel falasse à própria terra?

      6 Ezequiel teve primeiro tarefa difícil de profetizar contra os habitantes da terra de Judá e de Jerusalém, que profanavam a sua propriedade dada por Deus. Jeová usou Ezequiel para falar à própria terra, a fim de indicar o que lhe aconteceria por causa de seus ocupantes idólatras, desafiadores de Deus. Ainda com referência ao ano 613 A. E. C., Ezequiel nos fala disso nas seguintes palavras:

      7, 8. O que se mandou que Ezequiel dissesse aos montes, aos morros, aos regos e aos vales a respeito do expurgo, e, por isso, o que teria de saber o país?

      7 “E continuou a vir a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: ‘Filho do homem, fixa tua face para os montes de Israel e profetiza a eles. E tens de dizer: “Ó montes de Israel, ouvi a palavra do [Soberano] Senhor Jeová: Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová aos montes e aos morros, aos regos e aos vales:

      8 Eis-me aqui! Estou trazendo sobre vós uma espada e hei de destruir os vossos altos. E os vossos altares terão de ser desolados e os vossos pedestais-incensários terão de ser destroçados, e vou fazer os vossos mortos cair diante dos vossos ídolos sórdidos. E vou por os cadáveres dos filhos de Israel diante dos seus ídolos sórdidos e vou espalhar os vossos ossos ao redor dos vossos altares. Em todas as vossas moradas, as próprias cidades ficarão devastadas e os próprios altos ficarão desolados, para que jazam devastadas e os vossos altares jazam desolados e sejam realmente destroçados, e realmente se façam cessar os vossos ídolos sórdidos, e se cortem os vossos pedestais-incensários, e se obliterem os vossos trabalhos. E os mortos hão de cair no vosso meio e tereis de saber que eu sou Jeová. — Ezequiel 6:1-7.a

      OS IDÓLATRAS TERÃO DE SABER QUEM ELE É

      9. O que queria Jeová que aquela bela terra fosse em sentido religioso e o que violava então a adoração exclusiva no seu templo?

      9 Altos idólatras, altares idólatras, pedestais-incensários idólatras, ídolos sórdidos — estas eram as coisas vis por meio das quais os habitantes infiéis dos montes, dos morros e dos vales, e das margens dos regos da terra de Judá poluíam sua propriedade dada por Deus. Ele queria que aquela bela terra fosse santificada como lugar de sua adoração pura, mas então, depois de oitocentos e sessenta anos de ocupação, veja o estado em que estava! Dessacrada por aqueles corrompidos altos, altares, pedestais-incensários e ídolos sórdidos, ao passo que o templo de Jeová era desconsiderado como único lugar certo de adoração, com a ajuda de seu sacerdócio ali!

      10. Por que trazia Jeová então a espada da guerra agressiva contra aquela terra?

      10 Não era de se admirar, portanto, que Jeová decidisse trazer a “espada” de guerra agressiva contra aqueles montes, morros, regos e vales da terra de Judá, para fazer com que os cadáveres dos idólatras abatidos caíssem em volta de seus ídolos que eram sórdidos como o esterco de animais. Seus altos, seus pedestais-incensários e seus altares, com que haviam realizado sua adoração idólatra, haviam de ser destroçados pelos invasores altamente militarizados que Jeová traria contra esta terra, para expurgar dela seus habitantes idólatras.

      11. Por que era necessária tal ação drástica com a espada da guerra, mas o que chegaria a terra a saber assim?

      11 Exigia tal ação drástica para livrar aqueles montes, morros, regos e vales da terra de Judá desses rebeldes contra a adoração pura do único Deus vivente e verdadeiro. Haviam decidido deixar Jeová fora de seus pensamentos e haviam feito com que os montes, morros, regos e vales da terra dada por Deus fossem identificados com a adoração falsa e os nomes de deidades falsas. Agora, por meio de sua obra de expurgo, ele faria com que estes montes, morros, regos e vales soubessem novamente quem é o verdadeiro Deus: “Tereis de saber que eu sou Jeová.” — Ezequiel 6:7.

      12. Como ficaram os israelitas culpados de imoralidade espiritual e segundo que regra era isso punível?

      12 A imoralidade física é impura. A imoralidade espiritual, ou fornicação espiritual, é ainda pior. A fornicação espiritual — era dela que estes antigos israelitas eram culpados, num grau chocante. Mediante o pacto que Jeová havia estabelecido por intermédio do profeta Moisés, em 1513 A. E. C., Jeová havia estabelecido com a nação de Israel uma relação marital. Ele era como um Marido celestial para a nação. (Jeremias 31:31, 32) Mas a nação não apreciava sua relação bendita com ele, porém, uniu-se a falsos deuses em adoração idólatra. Com isto a nação cometeu imoralidade espiritual. Era a fornicação física punível segundo a lei de Deus? Sim. Também a fornicação ou imoralidade espiritual era punível, pois significava infidelidade para com o pacto da nação com ele. Jeová passou a dizer por meio de Ezequiel como os israelitas desleais seriam punidos e sofreriam por causa de sua imoralidade espiritual:

      13. O que disse Jeová, por meio de Ezequiel, a respeito dos espalhados que escapassem da espada, e o que teriam de saber?

      13 “E quando acontecer, vou deixar-vos como restante os que escaparem da espada entre as nações, quando fordes espalhados entre as terras. E os vossos fugitivos hão de lembrar-se de mim entre as nações às quais terão sido levados cativos, porque fiquei quebrantado diante do seu coração fornicador que se desviou de mim e diante dos seus olhos que vão fornicando atrás dos seus ídolos sórdidos; e hão de ter aversão nas suas faces diante das coisas más que fizeram em todas as suas coisas detestáveis. E terão de saber que eu sou Jeová; não foi à toa que falei em fazer-lhes esta coisa calamitosa.” — Ezequiel 6:8-10.

      14. De modo comparativo, o que seriam os israelitas idólatras que escapassem, com que sentimento passariam a residir no exílio e o que teriam de saber?

      14 Os que escapassem da espada de execução lá na terra de Judá seriam apenas um restante daqueles fornicadores espirituais, idólatras. Mas seriam levados à escravidão, tirados dos montes, morros, regos e vales nos quais cometeram as coisas detestáveis a Jeová, Aquele com quem tinham sido casados pelo seu pacto nacional. Mas, seria apenas para a sua vergonha que eles passariam a residir nas terras de seus captores. Seus falsos deuses não se mostrariam salvadores deles. Visto que abandonaram a Jeová, a fim de seguir a imoralidade espiritual, ele os entregaria aos seus inimigos. O restante cativo dos fugitivos saberia então que ele é Jeová, a quem não se pode tratar com desrespeito quanto ao seu pacto matrimonial: Eles saberiam por dura experiência, nos países distantes de seus captores, que nos termos de Seu pacto com eles não falara em vão ao adverti-los de que traria sobre eles as conseqüências terríveis de terem abandonado a Sua adoração pura.

      15. De modo similar como comentou a cristandade imoralidade espiritual, o que lhe acontecerá quanto a ter um lugar no domínio chamado cristão e o que terá de saber a respeito de seu executor?

      15 Igual aos montes, morros, regos e vales da terra de Judá, o domínio da cristandade foi poluído pelas coisas religiosas que ela adotou dos pagãos idólatras, a fim de praticar sua imoralidade espiritual. Ela devia ter mantido seu domínio livre de toda adoração falsa, porque se apresentara perante todas as nações como sendo cristã e por isso estando no “novo pacto” com Deus, por intermédio do Mediador Jesus Cristo. Mas a sua condição de cristã aos olhos do mundo foi profanada por ela, por imitar os “pagãos” em idolatria religiosa, tanto no ensino como na prática. Ela assume erroneamente a condição de cristã. Não tem direito a ser chamada cristã. Tal condição e nome devem ser retirados dela. Jeová a privará de tal condição e nome na destruição dela. Todos os aderentes dela, que escaparem da execução quando ela for destruída, não têm perspectiva de vida livre no futuro. Serão tomados e submetidos ao controle dos elementos seculares deste mundo. Terão de saber que seu executor é realmente Jeová e que ele não falou à toa na sua Palavra sagrada, escrita, a Bíblia Sagrada.

      MEDIDAS DRÁSTICAS PARA FAZÊ-LOS SABER

      16, 17. Como no caso de Israel, de que modo terá de saber a cristandade que Ele é Jeová? E com que pormenores foi Ezequiel mandado descrever isso?

      16 O conhecimento de que Ele é Jeová terá de ser imposto aos fornicadores espirituais da cristandade, assim como teve de ser imposto no caso dos poluidores dos montes, morros, regos e vales da terra de Judá. Para enfatizar isso ainda mais, o Senhor Deus prosseguiu dizendo ao seu profeta Ezequiel:

      17 “Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘Bate palmas e bate com o pé, e dize: “Ai!” por causa de todas as más coisas detestáveis da casa de Israel, porque cairão à espada, pela fome e pela peste. Quanto ao que estiver longe, morrerá de peste; e quanto ao que estiver próximo, cairá à espada; e quanto ao que tiver remanescido e tiver sido resguardado, morrerá de fome, e eu vou levar a cabo o meu furor contra eles. E vós tereis de saber que eu sou Jeová, quando os seus mortos vierem a estar entre os seus ídolos sórdidos, ao redor dos seus altares, sobre cada morro alto, em todos os cumes dos montes e debaixo de cada árvore frondosa, e debaixo de cada árvore grande, ramosa, lugar onde ofereceram um cheiro repousante a todos os seus ídolos sórdidos. E vou estender minha mão contra eles e fazer do país um baldio desolado, sim, uma desolação pior do que o ermo na direção de Dibla, em todas as suas moradas. E terão de saber que eu sou Jeová.’” — Ezequiel 6:11-14.

      18. Por que se mandou que Ezequiel clamasse, batesse palmas e batesse com o pé, e por que não haveria para os fornicadores espirituais nenhum lugar seguro da execução do julgamento de Deus?

      18 Pensar em toda a destruição que havia de sobrevir aos habitantes da terra de Judá, pela fome, pela peste e pela espada de guerra, faz com que se exclame: “Ai!” Sim, faz com que se torne esta exclamação enfática por se bater palmas e se bater com o pé! Os culpados não poderão escapar da execução das decisões judiciais do Soberano Senhor Jeová. Se um fornicador espiritual escapasse de uma forma de execução, certamente o atingiria outra forma dela. Longe ou perto, não importaria onde a pessoa estivesse fisicamente, não estaria a salvo. Estaria marcada para o aniquilamento. E a fome e a peste que fariam suas vítimas não seriam pragas que sobreviessem à terra de Judá provindas de outras terras, mas tais desastres surgiriam de dentro dela, em resultado da atividade externa da espada do invasor agressivo. Somente pela plena execução da decisão judicial divina acabaria e se aplacaria o furor de Jeová contra eles.

      19. O aspecto dos cadáveres jazendo nos lugares de adoração idólatra atestaria silenciosamente o que, e salientaria o que a respeito dum pacto com Deus?

      19 E que aspecto apresentariam! Em toda a parte haveria cadáveres dos fornicadores espirituais em volta de seus altares idólatras, junto aos seus pedestais-incensários, sobre os quais ofereceram incenso de cheiro repousante aos seus falsos deuses, nos seus “altos” religiosos no cume dos morros e montes, e à sombra de árvores frondosas e de grandes árvores ramosas! Um horrível silêncio atestaria o fim lamentável dos fornicadores espirituais por parte do Deus que exige devoção exclusiva a Ele! Terão sido obrigados a saber que o único Deus vivente e verdadeiro é Jeová. Um pacto com Ele não é um mero pedaço de manuscrito, a ser rasgado e cancelado unilateralmente pela parte infiel ao pacto, em qualquer ocasião que queira! O pactuante não devia pensar que Jeová não se importa com seus pactos, que se esquece deles ou que não obriga o pactuante, bem como a si mesmo, a cumprir o pacto. Ele é fiel ao Seu pacto. Não só abençoa o pactuante fiel ao pacto, mas também pune o pactuante infiel ao pacto, segundo as punições especificadas no pacto.

      20. Portanto, como deveriam ser purificados os montes, os morros, os regos e os vales de Judá e como deviam descansar de todo o mau uso, e o que deveriam saber os violadores do pacto?

      20 Os cadáveres putrefatos de todos estes mortos seriam deixados atrás, quando o restante dos sobreviventes fosse levado embora, pelos seus captores, para países estrangeiros. Os montes, os morros os regos e os vales da terra de Judá ficariam limpos de toda a idolatria poluidora e de todos os fornicadores espirituais idólatras, por serem deixados desolados. Ora, a desolação seria pior do que o ermo que estende “na direção de Dibla”. (Ezequiel 6:14, NM; LXX; Al; Aramaica; Siríaca; Árabe) A terra seria considerada purificada e descansada de sua poluição, segundo o decreto de Jeová, por jazer desolada durante setenta anos, sem homem, nem animal doméstico. Ele estava obrigado a vindicar sua palavra inquebrantável. Tinha de defender a realidade de sua própria Divindade. Ele disse com relação àqueles violadores do pacto, àqueles fornicadores espirituais: “E terão de saber que eu sou Jeová.”

      21. Que cumprimento moderno terá este tipo antigo, resultando tudo em conhecimento vital para quem?

      21 Aquele tipo antigo não deixará de se cumprir no seu equivalente moderno e antitípico. A cristandade será desarraigada de sua posição profundamente entrincheirada durante dezesseis séculos. Seu domínio será desolado, sem haver seus clérigos hipocritamente cristãos, nem suas instituições eclesiásticas. Os homens olharão para o lugar onde ela costumava existir e florescer, e ela não existirá mais. (Salmo 37:9, 10) Igual ao seu tipo antigo, terá de sentir a plena força das palavras do Deus a quem ela desvirtuou: “E terão de saber que eu sou Jeová.” (Ezequiel 6:14) Sua adoração pura sobreviverá à destruição eterna da cristandade de cima da terra.

      O FIM DELA ESTÁ PRÓXIMO!

      22. Deve-se ter dó ou lástima em vista da destruição da cristandade? E com que resultado disso alegrar-se-ão os amantes da verdade e da justiça?

      22 Deve a destruição dum sistema idólatra de religião falsa, hipócrita, causar dó aos que amam a verdade e a justiça, ou mesmo causar pena ao Deus da adoração verdadeira? A grande opressão, a cegueira, o desnorteamento do povo que resultaram de tal religião falsa impedem que os amantes da verdade e da justiça sintam pena. Ao contrário, alegram-se com a limpeza do caminho para a prevalência da adoração pura e verdadeira em toda a terra. O próximo fim da cristandade não os enche de tristeza ou consternação. O próprio Soberano Senhor Deus não sentirá pena assim como tampouco sentiu quando causou a destruição de seu tipo antigo, os habitantes da terra de Judá e de Jerusalém. Em evidência disso, o profeta Ezequiel escreveu:

      23. Não sentindo dó nem lástima, Jeová pode trazer o que sobre os que fazem coisas detestáveis, e assim os fará saber o quê?

      23 “E continuou a vir a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: ‘E no que se refere a ti, ó filho do homem, assim disse o [Soberano] Senhor Jeová ao solo de Israel: “Um fim, o fim chegou para as quatro extremidades do país. Agora te sobreveio o fim, e eu terei de enviar a minha ira contra ti, e vou julgar-te segundo os teus caminhos e ‘trazer sobre ti todas as tuas coisas detestáveis. E meu olho não terá dó de ti, nem terei compaixão, pois trarei sobre ti os teus próprios caminhos, e no teu meio virão a estar as tuas próprias coisas detestáveis; e tereis de saber que eu sou Jeová.”’” — Ezequiel 7:1-4.

      24. Por que foi com precisão que Jeová disse que “um fim, o fim” havia chegado para o país, e a que deu realmente fim?

      24 Ainda era o ano 613 A. E. C., quando Jeová fez esta declaração. A destruição da cidade de Jerusalém e de seu templo profanado, portanto, estavam apenas a seis anos no futuro, os últimos seis anos dum período de quarenta anos de se levar o “erro” da casa de Judá. (Ezequiel 4:6) Jeová podia dizer, portanto, com bastante precisão, que “um fim, o fim” havia chegado para as quatro extremidades do país, o “solo de Israel”. Ele mesmo sentia a urgência do progresso dos acontecimentos, ao dizer: “Agora te sobreveio o fim.” Isto significa que chegara o tempo para ele tomar ação judicial para com o “solo de Israel”, até as suas quatro extremidades. Por isso ele acrescentou: “E eu terei de enviar a minha ira contra ti, e vou julgar-te segundo os teus caminhos e trazer sobre ti todas as tuas coisas detestáveis.” Não é com o “solo de Israel”, “as quatro extremidades do país”, que Ele acaba. O solo sem vida não tem responsabilidade perante Ele. De direito, é com o sistema religioso infiel que por mais de três séculos havia funcionado neste solo que Jeová acaba na sua ira justa.

      25. Que lei a respeito de conseqüências não será mudada por Jeová com respeito ao sistema religioso detestável, e o que terão de saber seus aderentes religiosos quanto aos seus pactos?

      25 Ele não se deixará refrear pelo dó e pela compaixão, de acabar com aquele sistema religioso, com suas coisas detestáveis. Ele não mudará a sua lei, de que aquilo que alguém ou alguma nação semeia também terá de ceifar. Devem sobrevir-lhe as conseqüências de seu próprio proceder infiel, para que o sistema religioso coma os frutos de seus próprios atos. Deste modo, os aderentes religiosos deste sistema terão de ser obrigados a saber que ele é Jeová, que ele é o mesmo Jeová que disse ao seu povo pactuado, pela boca do profeta Moisés: “Se não fizerdes assim, então certamente pecareis contra Jeová. Neste caso, sabei que o vosso pecado vos alcançará [vos há de achar].” — Números 32:23, NM; Almeida, atualizada.

      26. Quanto a discernir que se recebe o que se merece, o que é indicado pela observação feita por Nabuzaradã a Jeremias a respeito da destruição de Jerusalém?

      26 Mesmo os que Jeová usa como seus executores na terra talvez reconheçam que o sistema religioso detestável só recebe o que merece, e que não merece misericórdia. Veja o que o profeta Jeremias nos diz sobre o que um oficial do exército babilônico lhe disse, depois da destruição de Jerusalém no ano 607 A. E. C.: “A palavra que veio a haver para Jeremias da parte de Jeová, depois de Nebuzaradã, chefe de guarda pessoal, o ter enviado de Ramá, tomando-o enquanto estava preso com algemas no meio de todos os exilados de Jerusalém e de Judá, que estavam sendo levados ao exílio em Babilônia. O chefe da guarda pessoal tomou então Jeremias e disse-lhe: ‘O próprio Jeová, teu Deus, proferiu esta calamidade contra este lugar, para que Jeová a cumprisse e fizesse assim como falou, porque vós pecastes contra Jeová e não obedecestes à sua voz. E esta coisa vos aconteceu.’” — Jeremias 40:1-3.

      27. Como se compara a existência da cristandade com a de Israel na Terra da Promessa até a designação de Ezequiel, e o que estava prestes a lhe acontecer?

      27 Hoje em dia, a cristandade tem estado em existência por mais tempo do que os 860 anos que a casa de Israel havia existido na Terra da Promessa no tempo em que Ezequiel foi designado para profeta e vigia de Israel. Ela tem uma lista mais longa de coisas detestáveis cometidas no seu domínio religioso. Tem levado mais tempo para chegar ao seu dia de ajuste de contas. Mas agora, por fim, seus pecados a acharam, a alcançaram. O fim dela, que Jeová decretou, está prestes a vir sobre ela, e ela não pode esperar misericórdia Dele. Já está além de toda possibilidade de arrepender-se e converter-se a Ele.

      28. Conforme predito, qual tem sido o proceder religioso da cristandade, e faz-lhe Jeová alguma injustiça por trazer sobre ela os seus próprios caminhos?

      28 Assim como foi predito a respeito destes últimos dias, a cristandade tem mantido uma “aparência de piedade”, “uma forma de devoção piedosa”, mas ela tem estado “renegando sua verdadeira força”, ‘mostrando-se: falsa para com o seu poder’. (2 Timóteo 3:1-5, CT; NM) Por não permanecer fiel à Bíblia Sagrada, ela desconsidera o Deus apresentado na Bíblia, Jeová. Ele não lhe faz injustiça por trazer sobre ela as conseqüências de seu proceder e por mostrar-lhe quão detestável para Ele lhe são as suas coisas religiosas. No fim dela é correto que saiba que há deveras um Deus chamado Jeová, que dá a devida retribuição.

      29, 30. O que trará Jeová sobre o habitante do país, causando forçosamente uma calamidade, e saber-se-á que aquele que golpeia é quem?

      29 Nunca poderá a cristandade de direito clamar contra Jeová: “Agoureiro!” porque ele mandara Ezequiel dizer, com vistas a ela, bem como à casa infiel de Israel:

      30 “Assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘Eis que vem uma calamidade, uma calamidade única! Terá de chegar o próprio fim. Terá de chegar o fim; terá de acordar para ti. Eis que está chegando! A grinalda terá de chegar a ti, ó habitante do país, terá de chegar o tempo, o dia está próximo. Há confusão e não a exclamação dos montes. Agora, brevemente derramarei sobre ti o meu furor e vou levar a cabo a minha ira contra ti, e vou julgar-te segundo os teus caminhos e trazer sobre ti todas as tuas coisas detestáveis. Nem o meu olho terá dó, nem terei compaixão. Segundo os teus caminhos trarei isso sobre ti mesmo e as tuas próprias coisas detestáveis virão a estar bem no teu meio; e vós tereis de saber que sou eu, Jeová, quem dá o golpe.’” — Ezequiel 7:5-9.

      31. Que espécie de grinalda virá a estar sobre o habitante do país, e qual não será o motivo da gritaria?

      31 Não, não há engano no que ouvimos da primeira vez quando Jeová falou. Ele queria dizer isso mesmo. Portanto, para dar ênfase, ele se repete em muitos sentidos quanto ao fim, acrescentando alguns novos pormenores. De fato, uma “grinalda” terá de chegar ao habitante idólatra do país, mas rodeará a cabeça do habitante com coisas calamitosas, não com a bela ornamentação dum idólatra que está numa festividade. Não será um tempo para cerimônias bem programadas, mas de confusão, visto que a religião falsa não poderá unir as pessoas de qualquer modo útil a elas mesmas, nem mesmo contra um inimigo comum. A gritaria ouvida então será a de grande confusão, não a dos foliões nos “altos” religiosos, nas montanhas, nem os gritos de homens que pisam as uvas ajuntadas dos vinhedos nas faldas das montanhas. Haverá o barulho predito para este tempo pelo profeta Isaías:

      32. A que se deverá então o barulho, segundo Isaías 66:6?

      32 “Há o som de um rebuliço procedente da cidade [de Jerusalém], um som procedente do templo! É o som de Jeová retribuindo aos seus inimigos o que merecem.” — Isaías 66:6.

      33. Por que não se terá dó então, e a quem saberão que devem atribuir o fim calamitoso?

      33 Quando as pessoas, na sua grande aflição, finalmente clamarem para Jeová como último recurso para obter alívio, ele não as ouvirá. Seu olho não sentirá dó, nem terá compaixão com estes adoradores idólatras, que continuamente se refrearam de escutá-lo. Quando ele deixar de responder às suas orações, passarão a sentir que é contra eles. Ele predisse, por meio de seus profetas e pelos seus instrutores bíblicos, que este fim calamitoso sobreviria ao sistema religioso infiel. Por isso, quando vier sobre eles, só o poderão atribuir a ele, e a ninguém mais. É assim como ele disse aos religiosos obstinados e refratários: “Vós tereis de saber que sou eu, Jeová, quem dá o golpe.”

      O “BASTÃO” DE USO DIVINO NAQUELE DIA

      34. Que forças executoras tinha Jeová prontas para seu uso nos dias de Ezequiel?

      34 Lá nos dias de Ezequiel, Jeová tinha as suas forças executoras prontas e Ele predisse quem seriam, a saber, as forças militares da Terceira Potência Mundial da história bíblica, a saber, de Babilônia, cujo rei era então o poderoso Nabucodonosor. Concordemente, Jeová tem agora prontas as suas forças executoras visíveis, preparadas para golpear a cristandade, o equivalente hodierno da terra de Judá e de Jerusalém. Jeová se refere a elas nas palavras seguintes:

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