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  • Um “Dia Nacional de Ação de Graças” — o sonho e a realidade
    Despertai! — 1977 | 22 de maio
    • esportivos. The National Observer mencionou um senhor que insistiu que sua esposa servisse a comida durante o intervalo de “meio tempo” duma partida de futebol americano. “Assim, depois da pobre senhora ter trabalhado por muitas horas, preparando o peru e os acompanhamentos, o marido deu graças, comeu o jantar, e voltou a ficar em frente do televisor — tudo em nove minutos.”

      Ao passo que se trata dum caso extremo, a ênfase crescente aos esportes e aos desfiles mercantilistas distancia cada vez mais pessoas de uma atitude de agradecimento. Mas, como se deu a “secularização” desse dia, como isso é delicadamente chamado?

      Tem que ver com o inteiro ‘quadro religioso’ da América do Norte. O conceito do público quanto à maioria das igrejas e seus clérigos com freqüência é de apatia e desdém. Assim como certo editorial bradou contra “o vazio que as igrejas cristãs falharam em preencher”, também atacou os líderes religiosos que “pareciam preferir encher suas ovelhas famintas da sorte mais conveniente de papinha política instantânea”.

      Junto com a desilusão com a maioria das igrejas norte-americanas, tem-se a realidade de uma população que não é mais agrícola. Menos de 6 por cento da população está agora envolvida na lavoura. Visto que os alimentos, como é óbvio, não crescem nos supermercados e nem simplesmente saltam de recipientes de plástico, os norte-americanos em números cada vez maiores acham que existem poucos motivos para contemplar uma festa da colheita.

      Naturalmente, para muitos, o feriado ainda é uma ocasião de reunir a família. E ainda há os que sinceramente consideram esse dia como de ação de graças a Deus. Mas, com a crescente maré esportiva, a freqüente glutonaria e bebedice, a tendência definitivamente caminha em outra direção. Para crescente maioria, saborear uma refeição especial é o que significa “celebrar” o Dia de Ação de Graças.

      Em vista de suas ligações passadas e da presente realidade, os que buscam a aprovação de Deus, obviamente, têm muito em que pensar quando este feriado se aproxima. A posição da Bíblia no que tange à bebedice e à glutonaria é bem conhecida. (1 Ped. 4:3; Pro. 23:20, 21) Mas, qual é o conceito bíblico quanto a esse dia nacional de ação de graças?

      Feriado Bíblico?

      Sarah Hale, ao fazer a campanha a favor duma festividade nacional, escreveu: “Não podemos então, seguindo a designação feita por Jeová da ‘Festividade das Semanas’, ou Festa da Colheita, estabelecer nosso Dia Anual de Ação de Graças?” Ao que se referia ela? A crença, que muitos ainda têm, de que observar um ‘dia de ação de graças’ é uma ordem bíblica, visto que Jeová Deus instituiu uma festa da colheita na lei mosaica fornecida aos judeus. (Lev. 23:15-17) Na realidade, todas as três festividades básicas de Israel estavam diretamente ligadas às colheitas. — Êxo. 23:14-17.

      No entanto, junto com os ensinos de Jesus Cristo surgiu novo conceito sobre as prescritas celebrações judaicas. Pouco antes de sua morte, Jesus só ordenou uma única celebração. Exigiu que seus seguidores comemorassem sua morte. Esta celebração se tornou ainda mais destacada por ser a única. — Luc. 22:19, 20.

      O apóstolo Paulo, com efeito, ficou preocupado com os cristãos judeus que ainda ‘observavam escrupulosamente dias, e meses, e épocas, e anos’. Comentou ele: “Temo por vós, que de algum modo eu tenha labutado em vão com respeito a vós.” (Gál. 4:10, 11) Por que Paulo estava tão preocupado? Porque, apesar de sua labuta árdua, estes antigos judeus se apegavam às celebrações religiosas que Deus não mais desejava. Fugia-lhes o “espírito” do cristianismo.

      Admoestou-se aos cristãos primitivos que aplicassem o princípio encontrado em Efésios 5:20. Em nome de Jesus Cristo, deviam ‘dar sempre graças por todas as coisas a nosso Deus e Pai’. Sim, repetidas vezes se sublinhou a atitude de constante apreço da provisão e proteção de Deus. As palavras “graças” e “agradecimento” são usadas mais de quarenta vezes nas Escrituras Gregas Cristãs.

      Inversamente, a idéia de um único dia de graças sem dúvida faria os cristãos primitivos lembrar-se dos romanos pagãos, que realizavam uma celebração anual de agradecimentos em dezembro. Um escritor do segundo século comentou: “Nós [cristãos] somos acusados dum sacrilégio menor, porque não celebramos, junto com vocês, os feriados dos Césares, dum modo proibido tanto pela modéstia e decência como pela pureza.”

      O que, então, é provável que o cristão moderno conclua, ao encarar este feriado nacional? Examinando muitas das atuais práticas, poderá lembrar-se de Segunda Coríntios 6:14, onde lemos: “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos. Pois, que associação tem a justiça com o que é contra a lei?”

      Naturalmente, muitos cristãos dedicados não estarão trabalhando no serviço secular naquele dia. Alguns talvez resolvam aproveitar esta oportunidade para associar-se com a família e amigos. Todavia, que “espírito” manifestará o cristão? É verdade que Deus criou os perus e outros alimentos, de modo que estes, em si, não são objetáveis. Mas, sem dúvida, quem for verdadeiro cristão desejará ter cuidado de não fazer outros tropeçarem.

      Considere o que diz o apóstolo Paulo, conforme registrado em Primeira Coríntios, capítulo dez. Ele arrazoa que os cristãos deviam, sabiamente, evitar comer diante de outros um alimento perfeitamente aceitável se isso os fizesse tropeçar. ‘Respeite a condolência de seu irmão’, é a mensagem.

      Assim, em 24 de novembro, o declarado “dia de ação de graças” em 1977, nos EUA, as pessoas ali terão de fazer decisões pessoais. Os cristãos dedicados por certo não desejarão transmitir a outros a idéia de que crêem na gratidão de um só dia por ano. Realmente, não deviam todos que professam o cristianismo incentivar o espírito espontâneo de agradecimento — provindo do coração — o ano inteiro?

  • A conferência sobre habitat — uma esperança para a humanidade?
    Despertai! — 1977 | 22 de maio
    • A conferência sobre habitat — uma esperança para a humanidade?

      Do correspondente de “Despertai!” no Canadá

      A PALAVRA “habitat” significa um lugar de habitação, onde vivemos. A habitação ou “lar” do gênero humano é, em geral, o planeta Terra, e, especificamente, a cidade ou o povoado, e a casa duma pessoa.

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