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  • Milhões indagam: “o que comeremos?”
    Despertai! — 1973 | 22 de dezembro
    • Austrália e Argentina, estão-se esgotando rápido . . . Para os que estão em condições de sentir a situação futura, há crescente apreensão. . . . O problema ficará especialmente agudo nos Estados Unidos, visto que somos vistos como o principal fornecedor de trigo . . . Quando a fome assolar e já não bastar a fonte de alimentos, então teremos de enfrentar a horrível questão de quem sobreviverá.”

      Em 1973, quando se perguntou a uma autoridade canadense em questões de trigo sobre continuar-se a suprir o mundo, ele respondeu: “Não se pode dar nem vender o que não se tem.

      A crise de alimentos encarada por toda a raça humana é real. Pode ser solucionada? Para respondermos tal pergunta, temos de determinar primeiro por que a fome agora espreita a humanidade.

  • Razões de tantos passarem fome
    Despertai! — 1973 | 22 de dezembro
    • Razões de tantos passarem fome

      “TODO DIA, quase 2 bilhões de pessoas acordam para encarar um mundo em que sua vida será dominada por um único desejo . . . o de comer”, observa L. R. Brown, do Conselho de Desenvolvimento do Ultramar. Milhões precisam de mais comida ou de melhor comida. É a terra culpada da carência do homem neste sentido?

      Não; a terra parece capaz de sustentar bilhões de outras pessoas, além dos atuais 3,7 bilhões que agora a povoam. Há autoridades que afirmam haver duas vezes mais terra arável para cultivo do que se tem usado nas décadas recentes.

      Tempo Impredizível Agrava a Escassez de Alimentos

      Mas, um dos fatores principais que limita grandemente a safra que pode ser obtida até mesmo do solo excelente é o tempo. “Não se encontrou ainda nenhuma solução”, diz um artigo de Newsweek, “para os caprichos do tempo”.

      Grande parte da fome na Ásia e na África se devia à seca. As monções em 1972 foram reduzidas demais ou chegaram muito tarde para beneficiar as safras de verão da Índia. As chuvas em Bangladesh estavam 40% abaixo das normais nos meses de crescimento. As irregularidades do tempo também influíram perigosamente nas safras das Filipinas. No norte, a colheita de arroz foi arruinada pelas piores enchentes do século; enquanto que, no sul, as safras foram limitadas pela seca.

      A Rússia, por outro lado, sofreu grandes perdas de cereais nos últimos dois anos por só ter ligeira camada de neve no inverno; as safras de cereais ficaram assim sujeitas aos danos das geadas. Na China, a agência de notícias Hsinhua afirma que não só a seca, enchentes e a geada, mas também vendavais, saraiva e os insetos devastaram muitas de suas colheitas. A atual crise de alimentos do mundo deveria relembrar realisticamente ao homem a sua debilidade diante dos elementos naturais.

      As incertezas do tempo cancelaram em grande parte os efeitos da “revolução verde”. Teme-se, contudo, que o êxito limitado da “revolução verde” possa ainda ficar mais reduzido. Por quê?

      Porque, quando certa área é plantada com uma variedade única de cereal, fica vulnerável a uma única moléstia devastadora das plantas. Similarmente, os insetos que vicejam numa variedade de cereal podem acabar com toda uma safra. Deveras, uma piada local do Paquistão diz que ‘o novo trigo milagroso fez surgir um novo gafanhoto milagroso’.

      A Tecnologia não Resolve a Escassez de Alimentos

      Ao passo que o controle dos elementos naturais está fora do alcance do homem, o que dizer da tecnologia? Embora tenha aperfeiçoado técnicas e equipamentos valiosos, também contribuiu muito para a atual escassez de víveres. A ‘civilização urbana’ traga grande parte de ótima terra para lavoura, ao crescerem as cidades do homem. A poluição industrial e o emprego errado de fertilizantes comerciais reduziram grandemente a fertilidade de incontáveis hectares de terra.

      Ademais, grande parte da pesquisa agrícola hodierna, ao passo que se centraliza em “safras rendosas”, esquece-se das reais safras de alimento das nações mais pobres. Certo artigo da revista Bio-Science indica que o problema alimentar do mundo persiste em especial nos trópicos. Todavia, a maioria dos estudos científicos é sobre safras que vicejam, não nos trópicos, mas nas zonas temperadas.

      Por conseguinte, a tecnologia moderna não resolveu a escassez geral de alimentos. Com efeito, em vários aspectos, contribui?’ para a crise atual. Outros fatores, também criados pelo homem, semelhantemente agravaram a escassez de víveres.

      Política e Fome

      As guerras políticas do homem — e não as ‘causas naturais’ — podem levar a culpa pelo sofrimento devido à escassez de alimentos agora mesmo em lugares como o Camboja e Bangladesh. Os sistemas agrícolas, as reservas de cereais e de água, bem como animais de tração, foram destruídos pela guerra.

      Como resultado, houve motins e saques em busca de alimentos, como em Phnom Penh, capital do Camboja. Os soldados que guardam as pontes estabeleceram “impostos do mercado negro” para os caminhões que levam alimentos para aquela cidade, duplicando o preço dos gêneros; os preços triplicaram em outros lugares do Camboja.

      Em Bangladesh, os alimentos não podem chegar aos portos bloqueados por minas ou navios afundados; muitas pontes naquele país ainda não podem ser usadas. Embora, em outubro de 1972, fosse enviado a Bangladesh Cr$ 6.500.000.000,00 em fundos de socorro, apenas um terço foi usado em alimentos. O restante foi necessário para restaurar os sistemas de transporte e comunicações daquela nação.

      O próprio sistema político amiúde mina os esforços de combater a fome. Observa Newsweek:

      “Na Indonésia, os burocratas são o problema. Sob um típico sistema indonésio chamado abs asal asal bapak senang (enquanto o papai ficar feliz), as autoridades agrícolas não só deixaram de relatar as más notícias de revezes na produção ao Presidente Suharto, mas também deixaram de aumentar os estoques governamentais de arroz.”

      De modo similar, Economic and Political Weekly (Semanário de

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