BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • g78 8/3 pp. 16-20
  • Mantenha-se limpo mantenha-se saudável!

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • Mantenha-se limpo mantenha-se saudável!
  • Despertai! — 1978
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • Disseminação por Contato
  • Alimento e Água
  • Insetos e Pragas
  • Transportadas Pelo Ar
  • Doenças transmitidas por insetos — um problema crescente
    Despertai! — 2003
  • Doenças e moléstias — cessarão alguma vez?
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1974
  • Seis maneiras de proteger a saúde
    Despertai! — 2003
  • Por que voltaram?
    Despertai! — 2003
Veja mais
Despertai! — 1978
g78 8/3 pp. 16-20

Mantenha-se limpo mantenha-se saudável!

Do correspondente de “Despertai!” nas Filipinas

A LUTA do homem para permanecer saudável tem sido travada quase que desde o raiar da história. Mas, tem sido uma ‘batalha perdida’ contra a doença, as pragas e as epidemias. Apesar dos progressos científicos e médicos, as pessoas continuam a adoecer e morrer.

Houve tempo em que se pensava que as doenças eram causadas por espíritos ruins, e os médicos combatiam tal influência com encantamentos ou feitiços, até mesmo com sangria. Às vezes usavam-se ervas, sem dúvida com maior proveito. Foi a descoberta dos germes, contudo, que resultou em tratamentos mais eficazes dos doentes. E isto levou à compreensão da relação existente entre a boa saúde e a limpeza.

Atualmente, entende-se que muitas doenças — as doenças transmissíveis — são resultado de três fatores: o agente, o ambiente, e o hospedeiro. O agente é a causa original da doença. Os agentes transmissores de doenças incluem as bactérias (que provocam doenças tais como a febre tifóide e a cólera), os protozoários (que causam doenças tais como a disenteria amebiana), os vírus (que provocam a poliomielite, a hepatite infecciosa, etc.), os parasitos (que causam a malária, etc.), e os fungos (responsáveis por problemas como o pé-de-atleta). Há também agentes não microbianos, como o chumbo e o mercúrio, que podem provocar envenenamento.

Os agentes mórbidos existem no que são chamados de focos. Estes podem ser uma pessoa já enferma, um portador (alguém que alberga o agente, mas que não apresenta sintomas da doença), um animal, ou até mesmo uma parte dum ambiente inanimado. Quando o agente é expelido do foco — pela tosse, espirro, ou de algum outro modo — poderá ser captado e transportado até um hospedeiro em potencial, isto é, alguém suscetível de contrair a doença. Caso o agente encontre a devida porta de entrada no hospedeiro, o resultado será a doença. A importância da porta de entrada do agente é vista no caso do tétano. Se o germe penetrar pela boca, será inócuo. No entanto, se penetrar por um corte profundo na pele, o hospedeiro provavelmente adoecerá.

Atualmente, os homens tentam romper esta cadeia de transmissão de doenças por meio da profilaxia. Por tal meio, empenham-se em controlar o ambiente, de modo a impedir que o agente infeccioso penetre num novo hospedeiro. O êxito relativo deste enfoque pode ser visto em muitos países em que se dá a correta destinação final ao lixo, tratam-se os esgotos e o governo consegue fornecer água limpa. Nestes países, doenças tais como a febre tifóide, a cólera e as epidemias quase que foram eliminadas. Mesmo nas nações mais desenvolvidas, contudo, as pessoas caem vítimas de doenças transmissíveis, tais como a influenza. Isto se dá, em especial, em épocas de crise, quando os serviços públicos entram em colapso e as doenças assomam de novo a superfície. Tais fatos sublinham que a profilaxia não é apenas uma responsabilidade do governo. Todos nós devemos estar cônscios de como a doença é transmitida e o que nós, individualmente, podemos fazer para impedir isso.

Disseminação por Contato

O mundo hodierno acha-se nas garras de uma pandemia de doenças venéreas, disseminada quase que inteiramente pelo contato direto através das relações sexuais. Estas infecções transmitidas sexualmente acham-se entre as principais doenças transmitidas por contato.

Controlar as doenças venéreas é, principalmente, uma questão de limpeza moral, ao passo que a limpeza física ajuda a impedir a disseminação de muitas outras moléstias. (1 Cor. 6:9, 10) No tocante a estas, disse certo médico: “Lavar as mãos depois de usar o vaso sanitário e antes de comer deve ser algo tão automático quanto o respirar.” Aliás, a disseminação de doenças por contato devia ser a mais fácil de a pessoa evitar.

Alimento e Água

Os humanos usam carros ou ônibus como veículos para viajar. Similarmente, os agentes infecciosos podem viajar em veículos — água, leite, ou até alimentos. Chama-se a isso de transmissão por veículos. O leite, tão bom para crianças em fase de crescimento, poderá ser um transmissor de doença se provier dum animal sujo ou infetado, razão pela qual, nos países ocidentais, o leite tem de ser pasteurizado. Muita gente prefere ferver o leite caso haja alguma dúvida quanto a ele. O alimento pode transmitir doenças se for preparado com mãos sujas ou se tiver estado em contato com roedores ou insetos. Mas, talvez, o meio mais comumente contaminado seja a água. Não podemos viver mais do que quatro ou cinco dias sem ela, mas, se nossa água potável estiver contaminada, será um veículo de penetração, em nosso corpo, de incontáveis milhões de agentes etiológicos. E que agentes infecciosos podem ser veiculados pela água? Bactérias, protozoários, helmintos ou vermes, vírus e venenos não microbianos.

Nos dias atuais, muitas cidades modernas dispõem de fornecimento de água quimicamente tratada; mas a água potável jamais deve ser considerada como sendo necessariamente boa, em especial em ocasiões de enchentes, terremotos ou outras crises similares. Em caso de dúvida, é sábio tratar a água talvez com cloro, ou, se este não estiver disponível, pela tintura de iodo. Na falta de tais substâncias, ela pode ser esterilizada pela fervura durante pelo menos dez minutos. Lembre-se, porém, que a água pode ser contaminada depois de fervida, assim como antes. Portanto, a água esterilizada deve ser guardada num lugar limpo e protegido até ser usada.

No interior, em especial nos países em desenvolvimento, as famílias dependem de diferentes fontes de água que têm de ser protegidas da contaminação. Os que usam a água da chuva, por exemplo, devem assegurar-se de que nenhuma sujeira penetre no tanque de armazenagem junto com a água da chuva. Também, o tanque deve ser protegido dos insetos, roedores e outros animais. As pessoas que dependem das águas de superfície, tais como correntes ou riachos, quase que certamente bebem água poluída. É quase impossível protegê-las da contaminação por animais ou pelas águas de escoamento (águas da chuva que procedem da superfície do solo). A única exceção seria uma corrente ligeira, alimentada por uma fonte, em que a água pareça limpa e reluzente, e onde não haja moradores na bacia do riacho que lancem poluição nela.

As fontes naturais são melhores, embora a maioria dos moradores construam uma tampa de concreto sobre elas, para protegê-las dos animais e das águas que escorrem pela superfície. Possivelmente, porém, as melhores fontes são os poços, em especial os profundos. Os poços rasos precisam ser examinados para se assegurar de que não estejam contaminados pela fossa de alguém. Até mesmo poços profundos podem ser poluídos pela água de escoamento da superfície. Portanto, muitos donos de poços constroem pequena plataforma ao redor do poço, para impedir que as águas de superfície penetrem nele.

Lembre-se, também, de que a água limpa pode ser facilmente poluída. Mesmo que provenha dum poço limpo, a água não é apropriada para ser bebida se for transportada num vasilhame sujo ou entrar em contato com mãos sujas.

Outra classe de veículos que podem transportar germes são chamados fomes. São objetos (tais como toalhas ou xícaras) que entram em contato com um doente, e então com outrem. O novo manuseador ou usuário herda a carga de agentes infecciosos deixada pelo indivíduo anterior. Os fomes devem ser lavados em água fervente para os tornar inofensivos.

Insetos e Pragas

Entre os anos 1347 e 1350 E. C., cerca de um quarto à metade da população inteira da Europa morreu devido à Peste Negra. Esta moléstia, também chamada de peste bubônica, é uma das doenças transmitidas pelo que é chamado de transmissão por vector. “Vector” significa “portador”, e, no campo da saúde pública, indica um animal ou inseto que transporta o agente infeccioso para novo hospedeiro. Na maioria, os vectores são insetos. Alguns, como as pulgas de ratos que disseminam a peste bubônica e os mosquitos que transmitem a malária, realmente injetam a doença no novo hospedeiro por picar ou furar a pele. Outros, tais como moscas e baratas, andam sobre áreas contaminadas, especialmente o excremento humano, e então andam sobre alimentos, ou em áreas em que os alimentos são preparados. Desta forma podem disseminar doenças tais como a cólera e a febre tifóide.

Para proteger-se dos mosquitos transmissores da malária, muitas pessoas, nos trópicos, dormem sob um mosquiteiro. Os governos tentam limitar a proliferação de tais mosquitos por eliminar seus focos germinativos. Os moradores podem cooperar com tais empenhos por remover ‘focos’ potenciais em suas casas ou nas proximidades delas — coisas tais como garrafas com água no fundo, poças estagnadas ou até mesmo canos de esgoto que não estejam devidamente cobertos.

Certos insetos constituem um problema maior. Em alguns lugares, criaturas tais como baratas e moscas não são tidas como inimigas, mas como simples incômodos. Mas, verdadeiramente, constituem riscos para a saúde, e seu movimento numa casa deveria ser impedido ao máximo possível. Cozinhas sujas, porém, com rachaduras ou buracos em que os insetos possam esconder se, são como um parque de diversões para eles. Lixo não devidamente tampado constitui um convite aberto para moscas, baratas e pragas. Também, a criação de porcos perto da casa estimula o ajuntamento de moscas. Por todos os meios, devem-se manter os insetos e roedores bem longe dos membros da família e dos alimentos. Jamais se pode dizer por onde andaram!

Hábitos limpos, então, ajudarão a romper este elo na cadeia de infecção. Outra forma de reduzir o dano potencial dos vectores é por certificar-se de que se dê a correta destinação final aos dejetos humanos ou excrementos. Para as pessoas que moram em cidades que dispõem de devidos sistemas de esgotos sanitários, isto talvez não pareça constituir um problema. Mas, em muitas partes do mundo, doenças tais como a cólera, o tifo e a disenteria são espalhadas pela incorreta eliminação dos dejetos. Neste respeito, quando os israelitas vagueavam pelo deserto, receberam ordens de ir a um lugar privativo, fora do acampamento, cavar um buraco com um tarugo, e enterrar seu excremento ali. (Deu. 23:12-14) Deve-se notar que, quando alguém escava o solo, os primeiros palmos de terra pululam de microorganismos que rapidamente atacarão os dejetos e os tornarão inofensivos. Caso os dejetos sejam deixados à superfície, porém, é possível que insetos se arrastem sobre eles e transportem as doenças de novo para a família. Também, se forem deixados sem tratamento e usados como fertilizante, os agentes infecciosos tais como as amebas e os vermes, provavelmente se transfiram para a safra de alimentos que são adubados.

Assim, enterrar os dejetos é o melhor meio de lidar com este problema, caso não haja sistema de esgotos sanitários. Naturalmente, se houver uma família que more em certo lugar, e que não esteja se mudando de um lugar para outro, como os israelitas, será necessário algo um pouco mais aprimorado do que apenas um tarugo ou pedaço de pau para cavar um buraco! É surpreendente, contudo, quão simples é fazer um vaso sanitário. Um buraco escavado de cerca de dois metros de profundidade, e de um metro de cada lado, erguido um pouco acima do solo para impedir que as águas de superfície penetrem nele, com o chão coberto, e um assento que possa ser coberto, para impedir que insetos e roedores penetrem nele, servirá satisfatoriamente por alguns anos a uma família. Naturalmente, caso haja dinheiro disponível, podem-se usar aparelhos mais aprimorados. Mas, há uma coisa a vigiar. Tais instalações devem ser construídas bem longe (e, se possível, em local mais abaixo) de qualquer fonte de água.

Transportadas Pelo Ar

Depois do trauma da primeira guerra global, em 1918, o mundo encarou outra experiência triste. Em um ano, dez milhões de pessoas a mais morreram durante a gripe espanhola do que durante toda a guerra. A maioria dos que contraíram a doença provavelmente a pegaram do próprio ar que respiravam. A influenza é uma de tais doenças transmissíveis por meio do que é chamado de transmissão aérea. Quando alguém infetado espirra ou tosse, espalha no ar gotículas de água que pululam de germes que apenas aguardam a oportunidade de penetrar num novo hospedeiro. Felizmente, a luz solar e a secura do ar tendem a matar a maioria dos germes. Enquanto ainda estão vivos, porém, podem ser inalados do ar. Além da influenza, algumas doenças que podem espalhar-se desta forma são a tuberculose, o sarampo, a pneumonia, a escarlatina e a coqueluche. Todavia, a disseminação destas doenças pode ser grandemente reduzida por hábitos pessoais de limpeza, tais como usar-se um lenço de papel ou de pano ao espirrar (e jogar no lixo tal lenço de papel de forma sanitária) e não cuspir indiscriminadamente.

Sim, deveras, hábitos sanitários ou limpos têm uma parte a desempenhar na questão de manter-se saudável. Em muitos casos, naturalmente, os bons hábitos que temos podem impedir que nossa doença se espalhe para outrem, ao passo que outros talvez não mostrem tal consideração. No entanto, o princípio de se ‘amar ao próximo como a si mesmo’ certamente guiará um cristão neste sentido. (Mat. 22:39) Na verdade, alguns se tornam fanáticos na questão de limpeza e condições sanitárias; de modo que também é preciso ter-se o espírito de mente sã. Podemos manter nossa higiene, mas não podemos viver num ambiente anti-séptico. Ademais, Jeová Deus proveu o maravilhoso poder, bem dentro de nossos corpos, de suportar os ataques da maioria das doenças. Todavia, é sábio e amoroso ser razoavelmente limpo e higiênico, e, assim, não espalhar germes desnecessariamente.

A atenção à higiene e limpeza nos ajudará, embora isto não remova a doença da terra. Para isso, os cristãos aguardam pacientemente a nova ordem de Deus, em que Jeová removerá a doença e outras aflições da humanidade. Nessa ocasião, haverá a plena realização da promessa da Bíblia de que “nenhum residente dirá: ‘Estou doente’”. (Isa. 33:24) Daí, por fim, a luta do homem, de permanecer saudável, terá sido vencida.

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar