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    A Sentinela — 1970 | 1.° de julho
    • outro lado, se tem refestelado na luz da verdade e do favor de Deus. Devia ser assim, se vivesse à altura da afirmação de que é o domínio do verdadeiro cristianismo. Durante séculos, ela tem usufruído a divulgação do único Livro de Luz, A Bíblia Sagrada, que já tem uma circulação de dois bilhões de exemplares, em mais de mil e trezentos idiomas. Seus clérigos foram ordenados para pregar esta Bíblia, e designou-se-lhes o tempo e pagou-se-lhes dinheiro para ensinarem a Bíblia como pregadores vitalícios de tempo integral. É, pois, razoável de se esperar que isso tenha resultado em fazer da cristandade a mais inteligente com respeito à Bíblia Sagrada e a mais merecedora da luz do favor e da bênção de Deus. Mas o apóstolo João apresentou outro quadro!

      23. (a) O que salientaram as testemunhas de Jeová já há muito tempo quanto à condição da cristandade com respeito à verdadeira luz? (b) Como responderam à pergunta sobre o cristianismo e a cristandade?

      23 Iguais ao apóstolo João, as testemunhas cristãs de Jeová, da atualidade, salientam já há muito tempo que a situação religiosa da cristandade é outra. O caso não é que o “paganismo” não esteja em profundas trevas religiosas, mas é que se deveria esperar outra coisa da cristandade, em vista de suas afirmações. Ela devia ter usufruído de dia e de noite a luz da verdade e do favor de Deus. Com ela se dá agora o que Jesus Cristo disse: “Se, na realidade, a luz que está em ti é escuridão, quão grande é essa escuridão!” (Mat. 6:23) O esclarecimento religioso imaginário da cristandade é na realidade escuridão religiosa, para a sua própria grande decepção. As testemunhas cristãs de Jeová fizeram de direito a pergunta desafiadora: “A cristandade ou o cristianismo — qual é ‘a luz do mundo’?” A esta pergunta responderam francamente: Não a cristandade, mas o cristianismo! A cristandade se mostrou falsa ao seu nome. Não possuir ela a verdade bíblica é evidência de que não tem a luz do favor e da bênção de Deus. Sua luz lhe foi cortada, dia e noite. Seu futuro é tão tenebroso como o do resto do mundo da humanidade.

      TRIBULAÇÕES ADICIONAIS

      24, 25. (a) Sob a orientação de quem agiam evidentemente as testemunhas de Jeová, e que efeito teve sobre a cristandade o papel desempenhado por estas Testemunhas com relação a estas quatro trombetas? (b) O que viu e ouviu João a seguir?

      24 Visto que estas cenas proféticas mencionadas foram mostradas seguindo o toque das trombetas pelos primeiros quatro anjos de Deus, sem dúvida, os que Deus tem usado para salientar aos habitantes da terra os fatos cumpridos têm estado sob orientação angélica. (Heb. 1:14; Mat. 24:31) Para o povo, especialmente para a cristandade, já foi bastante penoso que as testemunhas cristãs de Jeová, como que por toques de trombeta de grande alcance, tornaram público o cumprimento moderno destes quatro quadros vivos, proféticos. De nada adiantaria à cristandade clamar: “Basta!” Ainda havia outros três quadros vivos, proféticos, que se precisava fazer as pessoas ver e sentir. O cumprimento destes últimos quadros vivos se destacaria como tribulações para as pessoas que moram na terra. A interrupção dos eventos, após o toque da quarta trombeta, permitiu que se proclamasse amplamente, com previsão de vista aguça a como a de águias, um aviso a respeito desta tribulação especial. Antes do toque da quinta trombeta, o apóstolo João escreve:

      25 “E eu vi, e ouvi uma águia, voando pelo meio do céu, dizer com voz alta: ‘Ai, ai, ai dos que moram na terra, por causa dos restantes toques de trombeta dos três anjos que estão para tocar as suas trombetas!’” — Rev. 8:13.

      26. Donde procedem estes ais adicionais, e quem não os precisa temer?

      26 Estes ais não são para os anjos do céu, mas para criaturas humanas, para os “que moram na terra”. Estes ais procedem de Deus, que autoriza e designa seus anjos a tocarem as trombetas que despertam a atenção. Os que estão em paz com Deus não têm nada que temer destes ais; apenas os inimigos da paz com Deus os precisam temer.

      A PRAGA DOS GAFANHOTOS ATORMENTADORES

      27. Quais foram os desejos e os esforços do clero da cristandade quanto às testemunhas do reino durante a Primeira Guerra Mundial, e até que ponto alcançaram seu objetivo?

      27 Já tão cedo como nos meados da primeira guerra mundial (de 1914-1918 E. C.), os clérigos da cristandade, junto com os seus aliados políticos e militares, decidiram que já tinham tido bastante tribulação religiosa com as testemunhas cristãs de Jeová Deus e Seu reino por Cristo. Aproveitaram-se das condições de guerra e das leis do tempo de guerra para matar as atividades públicas destas testemunhas. Não gostaram de ser avisados de que os “tempos dos gentios” haviam acabado no ano de 1914 e de que estas testemunhas foram vindicadas pelos eventos mundiais em terem apontado já por décadas aquele ano como o tempo para o reino de Deus por Cristo assumir pleno controle nos céus, com autoridade para expulsar da terra as nações gentias. O clamor do clero foi: “Matem as testemunhas!” Quer dizer: Façam que estes Estudantes Internacionais da Bíblia parem de ser testemunhas, em público, do reino de Deus, de seu Messias ou Cristo. Com a ajuda dos poderes políticos e militares conseguiram, por meio de detalhes técnicos da lei, ‘matar as testemunhas’, lá pelos meados do ano de 1918, poucos meses antes de terminar a Primeira Guerra Mundial.

      28. Que efeito teve isto sobre a atividade e a organização das “testemunhas”, e em que condição rebaixada vieram a estar figuradamente?

      28 Assim terminou a extensa obra de testemunho público, sendo até mesmo encarcerados os que estavam na dianteira da obra de testemunho, com sentenças longas, e a organização de testemunho também ficando seriamente interrompida, limitada. As “testemunhas” estavam assim como que na “cova do abismo”. Estando figuradamente em local tão rebaixado, estavam como que fora da vista e como que mortas, mortas quanto a serem testemunhas corajosas, organizadas e bem equipadas do estabelecido reino messiânico de Deus. Mas, não por muito tempo. Quem as soltou?

      29. Após o toque da quinta trombeta, quem mostra ser a “estrela” simbólica vista por João, segundo a submissão e seu nome?

      29 O quinto anjo anunciou com alto toque de trombeta a libertação das “testemunhas” do abismo e a obra delas que se seguiria. Havia de ser isso um “ai” para os que “moram na terra”? O apóstolo João ficou observando com visão profética. Veja! Havia caído uma “estrela”, não no mar, nem nas águas doces, mas na terra. Mas, esta queda não lhe foi desastrosa. Antes, esta “estrela” vem como Libertador de outros, pois “foi-lhe dada a chave da cova do abismo”. É também Rei, pois é “o anjo do abismo” e é o Rei dos que solta do abismo; em harmonia com isso os livrados usam o que para João “pareciam ser coroas como de ouro”. Esta “estrela” simbólica tem também um nome para esta ocasião. Em grego, seu nome é Apolion, que significa Destruidor. Em hebraico, é Abadon, que significa Destruição. Todas estas particularidades desta “estrela” simbólica revelam que é o glorificado Jesus Cristo. Quando ele, como homem na terra, há dezenove séculos, morreu como mártir pelo reino de Deus, desceu ao abismo. Deus o livrou no terceiro dia e o assentou à Sua mão direita.

      30. Que chave se deu a esta “estrela” simbólica, e a quem libertou, e quando?

      30 Deus tem dado a este ressuscitado e glorificado Jesus Cristo as “chaves da morte e do Hades”, para que as usasse como libertador. Tendo sido coroado como Rei reinante nos céus, no fim dos “tempos dos gentios” no ano de 1914, vem para livrar a certos de sua condição de restrição como que na ‘cova do abismo’. A quem? Aos do restante dos seus seguidores na terra, que são chamados para serem reis com ele no céu. (Rev. 1:6, 17, 18; 20:4-6) No ano de 1919, ele usou a “chave da cova do abismo” e abriu a cova, deixando sair o restante fiel e arrependido de seus co-herdeiros do Reino.

      31. Que aparência assumiram os deste restante liberto, segundo a descrição que João faz deles?

      31 Mas, que aparência eles assumem quando João os vê na visão profética! Saindo de uma grande fumaça que sobe do abismo e obscurece tanto o sol como o ar, parecem-se a uma espécie estranha de gafanhotos. João diz: “E as semelhanças dos gafanhotos pareciam cavalos preparados para a batalha; e nas suas cabeças havia o que pareciam ser coroas como de ouro, e seus rostos eram como rostos de homens, mas, tinham cabelo como o cabelo das mulheres. E os seus dentes eram como os de leões; e tinham couraças como couraças de ferro. E o som das suas asas era como o som de carros de muitos cavalos correndo à batalha. Também, têm caudas e aguilhões como os escorpiões; e a sua autoridade para fazer dano aos homens, por cinco meses, está nas suas caudas. Têm sobre si um rei, o anjo do abismo.” — Rev. 9:1-11.

      32. O que procuravam estes gafanhotos simbólicos, se não era a vegetação, e como se destacam em contraste com o alvo do seu ataque?

      32 O restante das testemunhas ungidas de Jeová, sob as ordens do seu Rei celestial, Jesus Cristo, saíram em 1919 como enxame de sua condição de restrição, semelhante a um abismo, inflamados de zelo piedoso, como que saindo duma fornalha. Estes gafanhotos simbólicos não procuravam devorar toda a vegetação verde da terra; seu alvo eram homens. Que homens? “Apenas àqueles homens que não têm o selo de Deus nas suas testas.” Mas não foram autorizados a matar estes homens específicos; apenas podiam atormentá-los por cinco meses, que é a duração da vida, o verão de atividade, dos gafanhotos literais. Estes gafanhotos simbólicos eram realmente os selados com “o selo de Deus nas suas testas”, pois eram o restante daqueles israelitas espirituais, 144.000 deles, que João viu passar por tal selagem, segundo a sua descrição em Revelação 7:1-8. Assim como mulheres de cabelo comprido são obedientes aos seus maridos, assim estes gafanhotos simbólicos estão sujeitos e submissos ao seu Rei, Jesus Cristo, seu prospectivo Noivo.

      33. A quem representam ‘aqueles homens’ sem o selo de Deus, hoje em dia?

      33 Quem são, então, ‘aqueles homens que não têm o selo de Deus nas suas testas’? Todos os homens não selados, inclusive a “grande multidão” no templo de Deus, que João viu e descreveu em Revelação 7:9-17? Não! Apenas aqueles homens dos quais esperaríamos que tivessem “o selo de Deus nas suas testas”, segundo a sua profissão religiosa na cristandade. Quem afirma destacadamente serem israelitas espirituais no novo pacto com Deus, por meio de Cristo, o Mediador, são os clérigos religiosos da cristandade, junto com os políticos profissionais, os “tubarões” comerciais e os grandes militaristas, que são membros de igrejas e recebem o maior destaque e consideração da parte dos clérigos religiosos. A conduta ‘destes homens’ prova que não estão produzindo os frutos do espírito de Deus, por meio do qual se aplica o selo identificador da propriedade de Deus, como que, na testa da pessoa, para todos verem. — Gál. 5:19-23; 2 Cor. 1:22.

      34. (a) Em que sentido específico são estes homens sem selo atormentados pelos gafanhotos simbólicos? (b) Por quanto tempo são estes homens obrigados a suportar o tormento?

      34 A estes é que os gafanhotos simbólicos atormentam, ferindo-os com a mensagem de julgamento da Palavra inspirada de Deus, de modo muito doloroso, como que golpeando-os com a cauda venenosa do escorpião. Esta mensagem de julgamento tem que ver especialmente com a organização internacional de paz e segurança mundiais, que os clérigos aclamaram como a “expressão política do Reino de Deus na terra”, mas que os gafanhotos simbólicos proclamam, de modo atormentador, ser apenas um substituto humano do reino messiânico de Deus, e, portanto, condenada a fracassar e a ser destruída pelo verdadeiro reino de Deus. Estes homens sem selo, da cristandade, gostariam de fugir deste tormento religioso por parte de tais gafanhotos simbólicos. Prefeririam morrer a ter de suportar isso por mais tempo. Mas os “gafanhotos” não receberam autorização de “matar” estes homens sem selo; por isso, tais homens continuam a viver. Os gafanhotos simbólicos também continuam a viver e a prosseguir com o tormento, pois têm autorização de fazer esta obra atormentadora por “cinco meses”, os quais, sendo a própria duração da vida do gafanhoto literal, simbolizam toda a vida dos gafanhotos simbólicos, até a guerra do Har-Magedon.

      35. Foi exagero aquilo que a “águia” chamou esta praga de gafanhotos?

      35 Não foi exagero que a “águia” voando pelo meio do céu proclamasse que isto seria um “ai” para os diretamente afetados por esta praga de gafanhotos. Então, qual seria o segundo “ai”?

      “O SEGUNDO AI”

      36. De que modo é a próxima tribulação da série um “segundo ai”?

      36 O “segundo ai” não começa necessariamente após o término do primeiro. É realmente mais um ai, um ai adicional, e ocorre paralelamente com o primeiro ai. Ajuda a tornar o primeiro ai ainda mais aflitivo, e numa área maior.

      37. O “segundo ai” anunciado pelo sexto anjo segue a que obra de libertação, a favor de quem?

      37 O “segundo ai” é proclamado alto pelo sexto anjo de Deus a tocar a trombeta. Este “ai” também é representado como seguindo a uma obra de libertação. Esta libertação trata de livrar ou soltar alguém de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião babilônica, falsa. Esta Babilônia Maior foi prefigurada pela antiga Babilônia imperial, situada junto ao rio Eufrates. Foi a esta Babilônia antiga que os israelitas naturais foram levados ao exílio, no sétimo século antes de nossa Era Comum. De modo igual, os do restante ungido dos israelitas espirituais foram levados ao exílio em Babilônia, a Grande, durante a Primeira Guerra Mundial. Em resposta a orações sinceras que ascenderam a Jeová Deus como fumaça de incenso, ele libertara os israelitas do exílio na antiga Babilônia, após a sua queda. De modo igual, o mesmo Deus respondeu às orações e livrou seu restante ungido da moderna Babilônia, a Grande, no primeiro ano do após-guerra, em 1919. O apóstolo João viu isso em visão e o descreveu, dizendo:

      38. Como descreve João a visão desta obra de libertação?

      38 “E o sexto anjo tocou a sua trombeta. E ouvi uma voz, do meio dos chifres do altar de ouro diante de Deus, dizer ao sexto anjo, que tinha a trombeta: ‘Desata os quatro anjos que estão amarrados junto ao grande rio Eufrates.’ E foram desatados os quatro anjos que têm sido preparados para a hora, e o dia e o mês, e o ano, para matarem um terço dos homens.” — Rev. 9:13-15.

      39. (a) A quem correspondem os “quatro anjos”, e por que é apropriada a designação “anjos”? (b) Em que tempo estão dispostos a servir, e qual é sua missão?

      39 O restante das testemunhas cristãs, ungidas, solto da escravidão babilônica em 1919, corresponde a estes chamados “quatro anjos”, no sentido de que a designação “anjos” literalmente significa “mensageiros”, e nem em todos os casos se refere a pessoas espirituais, celestiais. Mensageiros — então era isso o que os do restante solto deviam ser, mensageiros de Deus, para levarem a sua mensagem especial destinada para depois do fim dos Tempos dos Gentios e depois da conduta errada da cristandade durante a Primeira Guerra Mundial. Os do restante ungido, alegrando-se de que se lhes restabeleceu a liberdade para servirem novamente como mensageiros de Deus, sentiram-se dispostos a servir às ordens de Deus qualquer ‘hora, dia, mês e ano’ que ele designasse. Prepararam-se para estar prontos em todo o tempo e para todas as fases do Seu serviço do Reino. Qual era a sua missão para a qual tinham de estar “preparados” como os quatro “anjos” ou mensageiros soltos? A seguinte: “Matarem um terço dos homens.” Mas com que instrumentos?

      40, 41. (a) Constituiria esta obra um “ai”, e como muda o local para próxima cena? (b) Que descrição faz João da cavalaria?

      40 Matar um “terço dos homens” certamente seria um “ai”, e para mostrar como se faria isso para com a cristandade, o quadro passa instantaneamente da beira do Eufrates para uma tremenda carga de cavalaria em guerra. João descreve a carga, dizendo:

      41 “E o número dos exércitos de cavalaria era de duas miríades de miríades: ouvi o número deles. E é assim que eu vi os cavalos na visão, e os sentados neles: tinham couraças de cor de fogo, e de azul jacintino, e de amarelo sulfurino; e as cabeças dos cavalos eram como as cabeças de leões, e das suas bocas saía fogo, e fumaça, e enxofre. Por estas três pragas foi morto um terço dos homens, pelo fogo, e pela fumaça, e pelo enxofre que saíam das suas bocas. Pois a autoridade dos cavalos está nas suas bocas e nas suas caudas; porque as suas caudas são como serpentes e têm cabeças, e com estas fazem dano.” — Rev. 9:16-19.

      42. A que particularidade se refere a maior parte da descrição, e o que é simbolizado pelos “cavalos”?

      42 Nada se diz a respeito dos cavaleiros, exceto que tinham na frente couraças que sugeriam fogo, fumaça e enxofre capazes de causar uma destruição consumidora. A maior parte da descrição se refere aos cavalos montados por estes cavaleiros, e são estes cavalos que fazem a matança com as pragas que saem de sua boca e com as caudas semelhantes a serpentes. Portanto, aquelas “duas miríades de miríades” ou 200.000.000 de “cavalos” são os instrumentos pelos quais os quatro “anjos” soltos fazem a matança de “um terço dos homens”, os membros da cristandade. Visto que os cavalos são montados por cavaleiros, significa que têm orientação humana.

      43. (a) O que mais é simbolizado por estes “cavalos” estranhos? (b) De que modo se proveram tais meios, a serem administrados por quem?

      43 O que simbolizam, então, os duzentos milhões de cavalos? Simbolizam os instrumentos ou meios usados pelo restante ungido na proclamação do “dia de vingança da parte de nosso Deus”. Quais são estes meios? As Bíblias, compêndios bíblicos, folhetos, revistas e tratados que falam da ardente destruição total que vem sobre a cristandade hipócrita no dia da vingança de Deus, deixando também uma ferida, como de serpente, nos “homens” cuja susceptibilidade religiosa se feriu, mostrando que estão espiritualmente mortos. (Isa. 61:1, 2) Começaram a produzir-se enormes quantidades de publicações bíblicas, atualizadas. Para produzir tais simbólicos “cavalos” de modo independente de gráficas mundanas, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados montou as suas próprias oficinas gráficas e as ampliou com o passar do tempo. A distribuição de toda a literatura foi designada, não às livrarias comerciais, mas ao restante ungido.

      44. Proveram-se os 200.000.000 de “cavalos” simbólicos? E que orientação humana se proveu para eles?

      44 Desde o estabelecimento de sua primeira pequena gráfica, em 1920, a Sociedade Torre de Vigia, por meio de suas instalações maiores para a impressão, construídas no ínterim, tem produzido e lançado muito mais de duzentos milhões de “cavalos” simbólicos. Os do restante ungido assumiram a responsabilidade por estes “cavalos”, sendo que os membros individuais distribuíram cada um centenas e milhares de exemplares de publicações bíblicas por irem de casa em casa. Cada “cavalo” simbólico foi assim humana e inteligentemente orientado e guiado. Especialmente desde o ano de 1935, juntou-se ao restante ungido a “grande multidão” de pessoas dedicadas e batizadas, nesta obra de distribuição de Bíblias, o que se mostrou um grande “ai” para um “terço dos homens”, o rebanho da cristandade.

      “O TERCEIRO AI”

      45. Que reação mundana ao “segundo ai” tornou apropriado que João anunciasse o “terceiro ai”?

      45 Há dezenove séculos atrás, o apóstolo João viu que o “segundo ai” não desviou “os demais homens” do seu proceder pecaminoso, mundano. A aflição do “segundo ai” tampouco causou nestes dias modernos uma impressão tal sobre a humanidade, que desviasse quer a cristandade quer os demais homens do proceder que leva à destruição no dia da vingança de Deus. Eles se negam a fazer paz com Deus (Rev. 9:20) O apóstolo João viu a necessidade de um terceiro ai, para lidar com todos estes impenitentes. No momento certo, ele relatou: “O segundo ai já passou. Eis que o terceiro ai vem depressa.” (Rev. 11:14) Qual seria este terceiro ai? Seria visto depois de ser proclamado pelo sétimo anjo.

      46. O que descreve João como seguindo-se imediatamente ao toque da sétima trombeta?

      46 João escreve: “E o sétimo anjo tocou a sua trombeta. E houve vozes altas no céu, dizendo: ‘O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.’ E as vinte e quatro pessoas mais maduras, sentadas nos seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre os seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: ‘Agradecemos-te, Jeová Deus, o Todo-poderoso, aquele que é e que era, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar. Mas, as nações ficaram furiosas, e veio teu próprio furor e o tempo designado para os mortos serem julgados, e para dar a recompensa aos teus escravos, os profetas, e aos santos e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e para arruinar os que arruínam a terra.’” — Rev. 11:15-18.

      47. (a) O que se vê assim como sendo o “terceiro ai”? (b) Quando assumiu o Senhor Deus o seu poder e começou a reinar, e como?

      47 O que se vê aqui como sendo o “terceiro ai”? É o “reino de nosso Senhor e do seu Cristo”. É o reinado conjunto do Senhor Deus Jeová e do seu Messias ou Cristo. É o reino messiânico de Deus sobre todo o mundo da humanidade. Jeová Deus, o Todo-poderoso, assumiu ele próprio o seu grande poder e começou a reinar, e isso de direito, porque toda a terra lhe pertence e ele fez tanto a ela como os seus habitantes. Ele esperou que terminasse, no ano de 1914 E. C., a concessão de regência que permitira às nações não-judaicas ou gentias. Naquele tempo, as nações gentias negaram-se a reconhecer o fim dos “tempos dos gentios” e negaram-se a empossar o Messias ou Cristo de Jeová como rei sobre si. Deixou Jeová Deus a decisão quanto aos assuntos da terra entregue às nações gentias? Não, mas ele, na sua onipotência, assumiu o seu grande poder e o exerceu. Como? Por entronizar seu próprio Filho, Jesus, como o Messias ou Cristo, nos céus. Por meio deste golpe de estado estabeleceu seu reino messiânico. — Luc. 21:24.

      48. (a) Que perguntas se suscitam quanto a se este reino messiânico é um “ai”? (b) De que modo mostraram as nações terrestres serem inimigos da paz com Deus?

      48 De que modo, porém, é o reino messiânico de Deus um “ai”, o ai mais sério? Não se destina este reino a abençoar todo o mundo da humanidade? Não fazem os seguidores de Cristo a oração que ele lhes ensinou: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra”? (Mat. 6:9, 10) Sim, tudo isto é verdade. Mas, no fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, as nações mundanas não viram seus regentes imitar o proceder das “vinte e quatro pessoas mais maduras, sentadas diante de Deus”. Os reis do mundo não se lançaram de seus tronos, prostrando-se e adorando a Deus, dizendo: “Agradecemos-te, Jeová Deus, o Todo-poderoso, aquele que é e que era, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar.” (Rev. 11:16, 17) Ao contrário: “as nações ficaram furiosas”, e expressaram o seu furor por perseguirem os ungidos “embaixadores, substituindo a Cristo”, que pregavam as boas novas do reino messiânico de Deus. Estas nações, por estarem furiosas para com o reino messiânico de Deus, provaram que eram inimigas da paz com Deus.

      49. (a) Portanto, o que tem de tornar-se o reino messiânico de Deus para as nações? (b) Já por que proceder merecem as nações ser arruinadas?

      49 Nesta base, o “reino de nosso Senhor e do seu Cristo” tinha de tornar-se um Ai para as nações. O furor de Deus tinha de vir sobre as nações hostis. São elas as que realmente “arruínam a terra”. Arruínam a terra literal em sentido bem real, pelo modo em que exploram a terra e a tornam inabitável para a humanidade, ameaçando arruiná-la ainda mais com a sua guerra nuclear, bacteriológica e radiológica num terceiro conflito mundial. Só por esta obra ruinosa já merecem ser elas mesmas arruinadas, mesmo que o Deus Todo-poderoso não tome em conta a sua perseguição furiosa dos embaixadores ungidos do seu reino messiânico.

      50. Qual será o grande clímax deste “terceiro ai” sobre as nações?

      50 Que as nações arruinadoras não se enganem nisso: Terão de prestar contas a Jeová Deus, o Todo-poderoso, contra quem se enfureceram por ele assumir o “reino do mundo”. Ele as arruinará na guerra de todas as guerras, a saber, na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Rev. 16:14-16) Este será o grandioso clímax deste terceiro e último ai. O reino de Deus, por seu Messias, é o seu meio de infligir este ai às nações furiosas. Depois disso não se precisará de outro ai.

      51. (a) Para quem será este reino messiânico uma alegria? (b) Por que não poderão as nações acusar a Deus de não lhes ter dado advertência e aviso antecipados?

      51 Aquilo que para as nações mundanas e seu regente e deus invisível, Satanás, o Diabo, é um ai, será ilimitada alegria para todos, no céu e na terra, que agradecem a Jeová Deus, o Todo-poderoso, que ele assumiu o seu grande poder, no fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, e começou a reinar para sempre, por meio de seu Messias, que então foi entronizado. É a respeito de este Reino assumir o aspecto de um ai calamitoso para as nações furiosas, arruinadoras, no Har-Magedon, que estes gratos oram na oração que Jesus Cristo ensinou: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino.” (Mat. 6:9, 10) As nações foram avisadas. Não se pode acusar a Deus de não ter sido justo, por não as avisar e advertir de antemão. Seus sete anjos celestiais tocaram as suas trombetas neste “tempo do fim”. Os eventos anunciados e introduzidos por estes toques de trombeta ocorreram em cumprimento das coisas vistas na visão pelo apóstolo João, há quase dezenove séculos. O efeito destas coisas atingirá em breve seu auge, no “dia de vingança da parte de nosso Deus” sobre todos os inimigos da paz com Deus.

      52. (a) Quando virá o tempo devido para a profecia se cumprir concernente a Deus: “Veio teu próprio furor”? (b) Como trará Deus assim paz a terra e em harmonia com o desejo sincero de quem?

      52 Quando este dia vier, as nações expressarão o seu furor até o limite. Então será o tempo apropriado para Jeová Deus, que foi muito paciente, dar-lhes a sua recompensa. Conforme o expressa Revelação 11:18: “Veio teu próprio furor.” Ele não refreará para sempre o seu furor, mas o expressará no seu tempo devido contra todas as nações que desafiam o seu direito ao reinado do mundo. Desde o fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, tais nações são meros intrusos na terra. Desde então, Jeová Deus, o Rei legítimo, tem o direito legal de expulsá-las. Terá então chegado seu tempo para fazer isso. Fazer ele isso em furor significará a destruição delas. É somente por aniquilar estes inimigos da paz com Deus que ele introduzirá a paz nesta terra, paz duradoura, desejada tão ardentemente pelos que se reconciliaram com Deus. Somente os amantes da paz, que se reconciliaram com Ele por meio de seu Messias ou Cristo serão poupados vivos através daquele tempo de ai catastrófico para as nações furiosas.

      53. (a) Portanto, com quem iniciará Deus o novo sistema pacífico de coisas? (b) Como se lidará com os maiores perturbadores da paz, e o que fará então toda a criação terrestre?

      53 O furor de Deus não se dirige contra os que procuraram pacificamente a reconciliação com ele. Estes reconciliados serão os súditos terrestres com os quais ele dará início ao seu pacífico novo sistema de coisas para toda a humanidade remida. Satanás, o Diabo, e seus demônios, os maiores perturbadores da paz, serão presos com cadeias no abismo de isolamento e restrição, completamente fechado, não constituindo mais “céus” iníquos sobre o mundo da humanidade. Quem regerá serão os “novos céus” do reino de Deus por seu Messias. Toda a criação terrestre, não mais sendo arruinada ou poluída, regozijar-se-á em paz e amor fraternal, e dará louvor e agradecimentos a Deus.

      [Ao terminar este discurso “Tribulações Finais dos Inimigos da Paz com Deus”, nas Assembléias “Paz na Terra” das Testemunhas de Jeová, de 1969/70, apresentou-se à assistência a seguinte Declaração para ser adotada:]

  • Declaração
    A Sentinela — 1970 | 1.° de julho
    • Declaração

      1. As testemunhas de Jeová, reunidas na Assembléia “Paz na Terra”, acharam a ocasião propícia para que ato público?

      NÓS, as testemunhas cristãs de Jeová, reunidas na Assembléia “Paz na Terra” em (nome da cidade e do país), neste dia (data), aproveitamos esta ocasião favorável para especificar a nossa posição e atitude, neste período dos mais turbulentos e perigosos da história humana:

      2. (a) Qual é a chave da paz duradoura da humanidade, e o que se exige para ser filho de Deus?

      2 PAZ COM o Criador do céu e da terra, por meio do seu há muito prometido reino de seu Messias — isto é o que consideramos ser a chave para haver paz duradoura para todo o mundo da humanidade. Quando mantemos paz com Deus, nunca podemos estar em guerra com os nossos próximos que são criaturas de Deus como nós; a paz com Deus e a paz com o nosso próximo estão intimamente ligadas. Para sermos filhos de Deus e súditos leais do seu reino messiânico, somos obrigados a ser pacificadores. (Mat. 5:9) Por isso repudiamos toda e qualquer relação com o domínio que professa ser cristão, conhecido como cristandade, pois a sua história prova que ela é fomentadora de guerra carnal até mesmo entre concrentes da mesma religião, manchando as suas vestes com o sangue deles. Ela tem perseguido com tortura e morte violenta os que divergiram dela na questão de consciência religiosa. Ela não tem promovido os interesses do reino messiânico de Deus, tendo fracassado notoriamente neste sentido desde o irrompimento da Primeira Guerra Mundial em 1914. Não podemos ter parte nela, pois se manifesta agora claramente que os julgamentos de Deus, conforme expressos na Bíblia Sagrada, se dirigem contra a cristandade e serão em breve executados nela.

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