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  • Iguarias nas Filipinas
    Despertai! — 1971 | 8 de abril
    • Iguarias nas Filipinas

      Do correspondente de “Despertai” nas Filipinas

      MANILA, cidade internacional em sua composição e gosto, é um lugar onde se pode obter quase qualquer tipo de prato estrangeiro que se possa imaginar. A população aqui se compõe de muitas raças, sendo produto de diversas culturas. A raça malaio-polinésia foram acrescentadas generosas porções de variedades chinesas, espanholas e estadunidenses, bem como de outras raças. Em resultado, somos orientais com apelidos estadunidenses, nomes de família espanhóis, e falamos tegalo, inglês e um pouco de espanhol, para não mencionar os mais de oitenta dialetos locais.

      Com esta mistura de fundo e cultura, seria apenas de esperar que os paladares variassem. Dos chineses, por exemplo, temos escabeche ou peixe agridoce; dos espanhóis, bife mechado ou sauté; o nosso nilagang manok, ou galinha cozida, faz lembrar o francês pot-au-feu; e simplesmente prezamos cachorros quentes e hamburgos.

      Embora muitos destes pratos estrangeiros tenham sido confortavelmente naturalizados, os pratos simples nativos ainda retêm seus atrativos. Um destes, o adobo, é quase colocado como nosso prato nacional. O que é? É uma combinação de galinha e fatias de carne de porco bem temperadas com grãos de pimenta e dentes de alhos esmagados brandamente para ressaltar o aroma. Adiciona-se também o vinagre nativo. Quando lhe for oferecido este prato pela primeira vez, talvez ache que o cheiro pungente é uma barreira grande demais. Mas, simplesmente poderia surpreender suas papilas gustativas.

      Do norte do país vem o papait ou pinapaitan. Realmente tem melhor gosto do que talvez pareça quando o não iniciado lê a nossa receita: Tome um cabrito, alimente-o com bastantes folhas de tamarindo para limpar seu estômago, mate-o e então chamusque-o no fogo ardente até que a superfície fique preta. Raspe-a e limpe a pele. Corte a pele em pedaços junto com as partes limpas da carne, esprema a bílis, tempere com condimentos e sirva com basi, um licor ardente nativo que é feito de suco fermentado de cana de açúcar.

      No sul poderá verificar que o kinilaw tem lugar honroso a mesa. Trata-se de peixe cru cortado em cubinhos do tamanho desejado e lavado com vinagre duas ou três vezes. Cebola, gengibre, vagens ardidas nativas e alho picado são então acrescentados. Suco de limão e vinagre são derramados na mistura. Leite de coco pode ser acrescentado, também, bem como sal.

      Um símbolo da hospitalidade filipina é o lechon ou leitão assado por inteiro. Seja qual for o motivo para uma refeição comunal, a festa não é considerada completa sem o leitãozinho assado enfeitando o centro da mesa festiva, com suas folhas verdes de bananeira.

      A dona de casa de Luzon Central é conhecida por seu engenho e por ser cheia de recursos. Pode preparar pratos que agradem o coração do homem e ao mesmo tempo estejam ao alcance de seu orçamento. Há, por exemplo, a humilde camote ou batata doce. As raízes são usadas da mesma maneira que a batata inglesa. As folhas, também, são usadas como legume ou transformadas em salada. Não raro são cozidas junto com peixe ou outra carne. Daí, junto com fatias de tomate, cebolas, ovos cozidos e vinagre, a camote se transforma em deliciosa refeição.

      A banana é outro favorito. Quando madura, torna-se excelente sobremesa. Caso contrário, pode ser cozida, fritada, tostada, adoçada ou cozida junto com leite de coco.

      Quanto ao método de cozinhar, dispomos de grande variedade. Muitos afirmam que os pratos cozidos em vasos de barro têm melhor sabor. Em Iloilo, vão um passo adiante. Para cozinhar a galinha binakol, usa-se um tubo de bambu verde. Depois de todos os ingredientes terem sido colocados lá dentro, sela-se a abertura com capim-limão, e estes receptáculos são colocados diagonalmente sobre brasas vivas, com a extremidade para cima, para impedir que o conteúdo escorregue para baixo.

      Onde há abundante feno seco, como em Bulacan, a cozinheira traspassara estacas de bambu pontiagudas pelos pedaços de galinha, dum modo bem parecido ao de se fazer churrasco na brasa. Mas, ao invés, ela enterra as pontas e então as cobre com uma caçamba ou lata grande. Empilha-se feno seco por cima e por toda a volta da caçamba e então põe-se fogo. Em dez minutos está tostadinha.

      É interessante experiência familiarizar-se com os alimentos de outros povos, e é ainda mais deleitoso chegar a conhecer as próprias pessoas. Há pessoas de outras nacionalidades em sua comunidade? Por que não faz o esforço de conhecê-las?

  • É a “semana santa” para os cristãos?
    Despertai! — 1971 | 8 de abril
    • “A Tua Palavra É a Verdade”

      É a “semana santa” para os cristãos?

      AO SE aproximar a “Semana Santa” em El Salvador, pessoas de todas as idades falam sobre ela. Para alguns, estes oito dias da “Cuaresma” ou Quaresma, que nos países latino-americanos caem nos meses de março e abril, são sem comparação alguma os dias mais sagrados do ano. Por conseguinte, instilam em muitas pessoas religiosas uma sensação temporária de piedade. Para outros, contudo, trata-se apenas duma ocasião de entregar-se à diversão que não raro conduz à conduta dissoluta.

      Nessa semana, é digno de nota que a moral entra em colapso e a anarquia e a desordem são lugares comuns. Por exemplo, um jornal de destaque, La Prensa Gráfica, em seu número de 27 de março de 1967, noticiou: “70 MORTOS, 986 FERIDOS NA SEMANA SANTA.” São estatísticas atordoantes até mesmo para um pequeno país como El Salvador, em especial visto que este foi um tributo colhido em um período de apenas quatro dias.

      O costume religioso de abster-se de carne é observado por muitos nessa época. Assim, na maioria dos lares católicos, é comum, durante a “Semana Santa” comer peixe salgado e secado ao sol.

      Também, os adoradores começam a economizar dinheiro com meses de antecedência da “Semana Santa”, a fim de comprarem fazendas custosas, usualmente de cor púrpura e negra, com que fazem vestes compridas, semelhantes às sacerdotais. São usadas durante os principais desfiles religiosos na “Quinta-feira Santa” e na “Sexta-feira da Paixão”, este último sendo o dia mais destacado da “Semana Santa”. Os mais jovens e menos devotados também economizam, mas visam em especial os feriados que usualmente vão de quinta-feira ao “Domingo de Páscoa”.

      A cerimônia de “Sexta-feira da Paixão” começa com a remoção da imagem de Jesus de uma cruz na igreja. A imagem corpórea é ungida com perfume muitíssimo custoso e colocada, com suas feridas plenamente visíveis, num caixão de vidro. Então começa a procissão. Milhares de pessoas chorosas acompanham a imagem, que é cuidadosamente colocada no alto de pesada plataforma de madeira. Quanto mais pesada a plataforma, tanto melhor é considerado o sacrifício feito por aqueles que a carregam pelas ruas.

      A procissão gasta o dia inteiro percorrendo a cidade, e as pessoas chorosas, vestidas de compridas vestes negras, seguem atrás dela. Quarteirão após quarteirão, os carregadores, que talvez atinjam até cinqüenta, são substituídos por outros. Cada carregador paga até vinte cruzeiros para ter o privilégio de carregar a imagem de Jesus por um quarteirão. Em cada parada, que a procissão faz, e faz diversas em cada quarteirão, as pessoas estouram fogos de artifício, misturando seus suspiros de tristeza com sons de regozijo.

      É interessante, também, os desenhos coloridos de pó de serra que englobam grandes despesas também. Cidades como Antigua, na Guatemala, e Sonsonate em

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