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Waldsterben — é um problema seu, também!Despertai! — 1987 | 22 de junho
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evidentemente, está matando nossas árvores? Um estudo feito na Alemanha afirma ter descoberto uma correlação entre a disseminação e a extensão do Waldsterben e o grau e a extensão das doenças do sistema respiratório humano. Cita-se um médico da Universidade da Califórnia como dizendo ‘que, se não se achar a cura do câncer nos próximos 75 anos, muita gente sofrerá, mas, a menos que encontremos algum meio de preservar a natureza nos próximos 15 anos, todo o mundo sofrerá’.
O Dr. Albert Hofmann, da Suíça, afirma que “se não existe nenhuma diferença básica no modo como as árvores da floresta, e as árvores frutíferas, ou outras plantas comestíveis, os cereais, etc., assimilam o bióxido de carbono”, o que evidentemente não existe, “então é preciso que se considere uma possibilidade real que, no futuro previsível, as plantas utilizadas como alimento pelo homem também comecem a morrer”. Em conclusão, ele diz: “Com a morte de nossas florestas, a própria base de toda a vida terrestre está correndo grave perigo.”
Em vista da gravidade da situação, certamente não é exagero quando o livro Unser Wald Muss Leben (Nossa Floresta Tem de Viver) afirma que nossas florestas moribundas apresentam-nos “o maior desafio de nossos tempos”.
Não sem razão, tem-se dito: “Primeiro morrem as florestas, e então as pessoas.” Há algo que se possa fazer?
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Podem as florestas ser salvas?Despertai! — 1987 | 22 de junho
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Podem as florestas ser salvas?
“COM golpes repetidos, os mais altos carvalhos são abatidos.” Assim escreveu o autor inglês John Lyly, do século 16. São palavras bem proféticas quanto à República Federal da Alemanha, onde o número de carvalhos doentios da Alemanha continua a crescer. Naturalmente, esta não é a primeira vez que as árvores ficam doentes, e morrem. Ainda assim, as florestas conseguiram sobreviver durante séculos. Então, por que toda essa agitação?
Caracteristicamente, as doenças das florestas atacam apenas determinada espécie. Mas, desta feita, cada uma das espécies principais da Europa Central está envolvida. Nunca antes o Waldsterben ocorreu em tantos locais, ao mesmo tempo, ou se disseminou com tanta rapidez. Nunca antes a intensidade dos danos foi tamanha, as árvores sendo indiscriminadamente atingidas, quer cresçam em solo deficiente quer em solo rico, em solo alcalino ou ácido, a baixas ou a grandes altitudes.
Ademais, antigamente, as causas eram facilmente determinadas — uma seca, uma praga de insetos, um fungo. Ou, se a poluição atmosférica causada por uma indústria vizinha era a culpada, detectava-se prontamente a substância venenosa específica que causava o problema. Assim, quando as autoridades florestais notaram a primeira evidência de doença, em fins da década de 70, estas causas “normais” ficaram obviamente sob suspeita. Mas, daí, elas viram a doença espalhar-se, de forma a abranger cada vez mais espécies: os abetos-brancos; então as espruces e os pinheiros; mais tarde as faias, os carvalhos, os bordos e os freixos. Alarmadas,
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