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  • O que aconteceu à “Revolução verde”?
    Despertai! — 1981 | 22 de fevereiro
    • dramático na produção de alimentos salvará a situação? Os peritos estão pessimistas.

      A Monthly Letter [Carta Mensal], publicação do “Royal Bank” do Canadá, declara: “Embora a revolução verde tenha feito maravilhas, ninguém imagina que seja a completa solução para o problema alimentar que agora confronta a humanidade.” Acrescentou: “Não se pode esperar que a ciência sozinha realize a tarefa.”

      U. S. News & World Report perguntou a Lester Brown: “Existem algumas brechas de saída à vista, que possam aumentar dramaticamente a disponibilidade de alimento no futuro?” Ele respondeu:

      “Eu gostaria de poder dizer Sim, mas as possibilidades são contrárias.

      “A julgar pelo que há nas mesas de projetos, é muito difícil ver qualquer coisa que leve a um salto quantum [grande] do tipo que tivemos desde a Segunda Guerra Mundial — com processos tais como a hibridização do milho, o enorme aumento no uso de fertilizantes químicos, a rápida expansão na irrigação e o trigo e arroz de alta produtividade.”

      Significa isso que não há solução? De modo algum. Ela existe, e é uma que virá sem falta, que se revelará completamente satisfatória. Contudo, até que chegue tal dia, podem algumas pessoas se beneficiar por saberem o que outros usam como alimento?

  • O que as pessoas estão dispostas a comer
    Despertai! — 1981 | 22 de fevereiro
    • O que as pessoas estão dispostas a comer

      QUANDO se fala em matéria de comida, as pessoas em certas partes do mundo pensam em coisas tais como carne, pelo menos uma vez por dia, em vegetais e frutas variados, e em vários tipos de sobremesas e bebidas.

      Contudo, centenas de milhões de pessoas talvez vejam pouca ou nenhuma carne durante sua vida inteira. Têm uma dieta fixa de apenas uns poucos alimentos, tais como de arroz, três vezes por dia, junto com alguns vegetais. Vez por outra talvez comam um pedaço de carne de peixe ou outra carne. O caso é que uma melhor dieta não lhes está disponível ou são pobres demais para comprá-la.

      Mas, as pessoas ao redor do mundo comem muitas coisas que poderiam ajudar algumas pessoas famintas em algum outro lugar.

      O Que É Alimento?

      Alimento é definido como “material nutritivo absorvido ou ingerido no corpo de um organismo com vistas ao crescimento ou à recuperação”. É “algo que nutre, desenvolve ou sustenta”.

      Devido a esta definição, parece que virtualmente não há fim no que se pode chamar de alimento, no mundo das plantas, animais e insetos. No mundo vegetal, por exemplo, a humanidade infelizmente depende para alimento, atualmente, de apenas poucas culturas básicas. Mas, numa ou noutra época da história, as pessoas usaram como alimento vários milhares de tipos de plantas diferentes.

      Certo grupo de cientistas falou de 30 espécies de plantas tropicais, pouco conhecidas, que poderiam ajudar a alimentar as pessoas, mas que não estão sendo usadas no momento. Um cientista africano observou milhares de espécies de plantas, na África, mas apenas umas poucas estavam sendo utilizadas, tais como milho, arroz e batatas-doces. E tais foram “emprestadas” de outras culturas.

      Alimentos Diferentes

      Alguns dizem que outros alimentos, pouco conhecidos, são muito exóticos para serem comidos. Mas, um cientista respondeu: “Lembre-se, quase tudo é comido por alguém, em alguma parte.”

      Por exemplo, um cientista sugeriu minhocas misturadas com outros alimentos, como rica fonte de proteína. Está apavorado com esta sugestão? Bem, Science Digest publicou que uma mulher, formada em economia doméstica numa Universidade da Califórnia, “come insetos regularmente, sendo seus favoritos o cupim, o louva-a-deus, a abelha, e o marimbondo ou besouro”.

      Um painel de provadores selecionou algumas de suas “iguarias”. Qual foi sua impressão? Após provar seu petisco de cupim, sopa won ton de abelha e um tal pão jiminy (que inclui grilos ou louva-a-deus moídos) o painel reagiu entusiasticamente. Um membro disse: “Meu favorito foi o petisco de cupim.”

      O antropologista americano Aubrey William selecionou uma amostra de “pizzas de peixe”, feitas com resíduos de bacalhau [depois de ter sido extraído o óleo], também lagartas, louva-a-deus torrados, borboletas, minhocas e biscoitinhos de abelhas. Sua reação? “Eu sei que isto às vezes soa como sendo de mau-gosto, mas quando parar de pensar nisso, verá que não é muito diferente de se comer caracóis. E tirar a pele de um gafanhoto ou barata, para se comer, não é muito diferente de descascar um camarão.”

      As Atitudes Variam

      Visto que as pessoas em toda parte são biologicamente iguais, seus corpos podem ser sustentados com as mesmas espécies de nutrientes. Por que, então, nem todos comem tudo o que os outros comem?

      Bem, como se sente quando ouve falar sobre pessoas em alguma parte que comem cachorro, gato, rato, camundongo, cobra, rã, minhoca, cavalo, macaco ou elefante? Sente um enjôo no estômago? Não importa quais sejam seus sentimentos, lembre-se de que aquilo que você preza como prato favorito pode ser considerado repugnante por alguém em outra parte.

      Portanto, o problema talvez não esteja relacionado com o que se usa como alimento. Pode depender de onde você nasceu e do tipo de alimento que foi acostumado a comer desde a infância. Poderia depender, também, de suas convicções religiosas ou formação cultural.

      Por exemplo, pode parecer revoltante para uma pessoa criada na América do Norte ouvir falar que pessoas em certas partes da África saboreiam minhocas. Do mesmo modo, poderia ser repugnante para um indivíduo criado em certas partes da África saber que algumas pessoas na Europa ou na América gostam da carne de rã.

      Uma pessoa na Índia talvez fique irada ao ouvir falar que os europeus e americanos usam a carne de vaca como alimento. Para um muçulmano, comer carne de porco é sacrilégio. E alguns europeus achariam engraçada a idéia de usar milho como alimento para adultos, porém, certos tipos de milho são muito desejáveis para outras pessoas.

      Conceito Equilibrado

      Assim, o fato de que certas pessoas usam alimentos que outros consideram incomuns ou repugnantes é, em grande parte, questão de sugestão. Desde que as pessoas podem comer e ser sustentadas por tais coisas numa parte do mundo, qualquer um poderia também se nutrir por meio delas, do ponto de vista físico.

      O homem está rodeado de todos os tipos de alimentos. Mas seu caráter exigente originou seus gostos e desgostos. Isso talvez seja muito bom em época de fartura, mas, em tempos de fome priva-o da nutrição.

      Concernente à provisão original de alimento para o homem, a Bíblia diz, de modo interessante: “Eis que [eu, Deus] vos tenho dado toda a vegetação que dá semente, que há na superfície de toda a terra, e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente. Sirva-vos de alimento.” (Gên. 1:29) Mais tarde, Deus acrescentou: “Todo animal movente que está vivo pode servir-vos de alimento. Como no caso da vegetação verde, deveras vos dou tudo. Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer.” — Gên. 9:3, 4.

      É evidente que Deus proveu grande variedade de vida vegetal, animal e de insetos que pudesse ser comida para sustentar a vida. É por isso que nos é dito mais tarde na Bíblia que “cada criação de Deus é excelente, e nada deve ser rejeitado [como alimento] se for recebido com agradecimento”. — 1 Tim. 4:4, 5.

  • Qual é a solução real?
    Despertai! — 1981 | 22 de fevereiro
    • Qual é a solução real?

      POR certo, mais coisas poderiam ser comidas pelas pessoas, do que estão sendo agora. Mas, sendo realistas, não podemos pensar que todo mundo de repente vai começar a gostar do que não quer comer. Este é o motivo por que alguns continuarão a passar fome quando por perto talvez exista uma fonte de nutrição, mas diferente demais do que costumeiramente comem.

      Tampouco, conforme já observado, um grande passo à frente nos esforços humanos resolverá o problema. Se tais avanços tecnológicos tivessem sido possíveis, não haveria agora 1.000.000.000 de pessoas indo toda noite dormir com fome. Assim, não podemos fugir ao fato de que, apesar das sinceras e nobres soluções propostas, a corrida para alimentar a parte mais pobre da população da terra está sendo perdida.

      O Dr. Walter Santos, da Sociedade Brasileira de Nutrição disse: “Há quase uma frustração geral em todos os países desenvolvidos com relação ao que foi prometido e previsto e o que foi alcançado. Por toda parte existe um desejo, uma necessidade de profundas alterações nas estratégias de desenvolvimento até agora adotadas, pois elas, longe de atenuar as desigualdades sociais e econômicas, as têm agravado.”

      Por que tem sido assim? Porque a solução para o problema alimentar está além do alcance do que os homens podem realizar. Os mais brilhantes cientistas, os mais sábios líderes políticos, os mais inteligentes economistas não têm sido capazes de resolver o problema depois de todo tempo, esforço e dinheiro investidos. Nem o serão no futuro.

      O egoísmo e a ganância do homem, sua sede de poder, sua disposição de lucrar enquanto outros sofrem, tudo atrapalha o caminho. E tais são apenas alguns dos profundamente enraizados problemas que bloqueiam a possibilidade de uma solução permanente.

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