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LeiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Não se podia ficar, como garantia, com a mó manual ou sua pedra superior (A pessoa não podia então moer o cereal para si mesma e sua família. Assim, ‘tomaria em penhor uma alma’.) (Deut. 24:6)
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LéiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LÉIA
[talvez, cansada, ou, vaca brava]. A filha mais velha de Labão, o sobrinho-neto de Abraão. Léia era prima de Jacó, uma vez que Labão era irmão de Rebeca, mãe de Jacó. (Gên. 22:20-23; 24:24, 29; 29:16) Léia não era tão bela quanto Raquel, sua irmã mais moça, sendo especialmente registrado que seus olhos não brilhavam, ou eram opacos ou fracos. (Gên. 29:17) No caso das mulheres orientais, olhos brilhantes ou lustrosos são especialmente considerados como evidência de beleza. — Compare com O Cântico de Salomão 1:15; 4:9; 7:4.
Léia se tornou a primeira esposa de Jacó porque Labão tapeou Jacó quando, de noite, deu-a a Jacó como esposa, em vez de Raquel, a quem Jacó amava. Jacó protestou por ter sido enganado, mas Labão argumentou que não era costume local dar a filha mais moça em casamento antes da primogênita. (Gên. 29:18-26) Léia provavelmente usava um véu, segundo o costume oriental de recobrir com um espesso véu a noiva prospectiva, e isto, sem dúvida, contribuiu para o êxito do estratagema. Jacó já tinha servido sete anos, pensando em Raquel, mas, por tal trabalho, recebeu Léia. Raquel lhe foi concedida depois de ele celebrar uma semana de sete dias com Léia, mas Jacó teve de trabalhar outros sete anos como paga por Raquel. — Gên. 29:27, 28.
O relato nos diz que Léia era “odiada”. (Gên. 29:31, 33) Mas também narra que, depois de Jacó ter finalmente obtido Raquel, ele “expressou . . . mais amor por Raquel do que por Léia”. (Gên. 29:30) Sem dúvida, Jacó não sentia ódio malicioso por Léia, mas encarava Raquel de forma mais amorosa, como sua esposa favorita. Ele continuou a cuidar de Léia e a ter relações sexuais com ela. Ser Léia “odiada”, portanto, significaria simplesmente que Jacó a amava menos do que a Raquel. — Veja ÓDIO.
Léia tornou-se a mãe de sete dos filhos de Jacó — de seis de seus filhos homens: Rubem, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulão, e duma filha, Diná. (Gên. 29:32-35; 30:16-21) Assim sendo, Léia é citada, em Rute 4:11, junto com Raquel, como uma das pessoas que “construíram a casa de Israel”. Léia teve a honra de dar à luz Levi, que se tornou o fundador da tribo sacerdotal de Israel, e Judá, que se tornou o pai da tribo real daquela nação.
Léia e seus filhos acompanharam Jacó quando ele deixou Padã-Arã e voltou a Canaã, a sua terra natal. (Gên. 31:11-18) Antes de Jacó se encontrar com Esaú, no caminho, Jacó dividiu de forma protetora os filhos de Léia e os de Raquel, e os de suas servas, colocando as servas e seus filhos em primeiro lugar, seguidos por Léia e os filhos dela, e Raquel e José na retaguarda. (Gên. 33:1-7) Os filhos de Léia acompanharam Jacó em sua ida para o Egito, mas o relato da Bíblia não diz que ela o tenha feito. (Gên. 46:15) Não se fornecem a época, o local e as circunstâncias da sua morte, mas é possível que ela tenha morrido em Canaã. Seja como for, o patriarca fez com que o corpo dela fosse levado para o sepulcro da família, a caverna situada no campo de Macpela. As instruções de Jacó quanto a seus próprios restos mortais indicam que foi seu desejo ser sepultado onde Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, e Léia, tinham sido sepultados. — Gên. 49:29-32.
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LeiteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEITE
O produto das fêmeas dos mamíferos para nutrir seus filhotes, sendo usado pela humanidade em geral como alimento. (Gên. 18:8; Juí. 4:19; 5:25) A palavra hebraica traduzida leite geralmente significa “leite fresco”, e, via de regra, diferencia-se das coalhadas, do queijo e da manteiga. (Deut. 32:14; 2 Sam. 17:29; Jó 10:10; Pro. 27:27) Nenhuma distinção, contudo, é feita entre o leite de vaca, de ovelha e de cabra. (Eze. 25:4; 1 Cor. 9:7) O leite azedo ou coalhado era amiúde misturado com mel e era considerado uma bebida refrescante. Davi levou “dez porções de leite” (“queijo”, Vg; “queijos”, BJ; CBC; PIB) ao “chefe dos mil”, quando levava comida para seus irmãos no acampamento do exército. Tais porções podem ter sido em forma de queijo fresco. A versão de Rotherham, em inglês, diz: “dez pedaços de queijo macio.” — 1 Sam. 17:17, 18.
COZINHAR UM CABRITINHO NO LEITE DA MAE
Cozinhar um “cabritinho no leite de sua mãe” era violação da Lei mosaica. (Deut. 14:21) Tal proibição é mencionada duas vezes com relação à festa das primícias, realizada em torno de princípios de junho. (Êxo. 23:19; 34:26) Por conseguinte, muitos comentaristas crêem que tal lei foi dada porque os cananeus e outros povos observavam um ritual idólatra nessa época do ano. Uma publicação de autoria do professor de hebraico, do século XVII, o dr. Ralph Cudworth (que baseou suas conclusões num antigo comentário caraíta), é citado como segue: “Era um costume dos antigos pagãos, quando tinham ajuntado todos os seus frutos, pegar um cabritinho e cozinhá-lo no leite de sua mãe; e, então, de modo mágico, sair e aspergir com ele todas as árvores e campos, hortas e pomares; imaginando que, por tais meios, os tornariam frutíferos, para que produzissem mais abundantemente no ano seguinte.” [Clarke’s Commentary (Comentário de Clarke), Vol. I, pp. 421, 422; Cyclopcedia (Ciclopédia) de M’Clintock & Strong, Vol. VI, p. 257] É também digno de nota que um dos antigos textos de Ras Xamra se refere a se cozinhar um cabritinho no leite, com relação a certas ofertas pagãs, talvez as primícias da colheita.
NA PROFECIA
Predisse-se com respeito a Emanuel: “Devido à abundância da produção de leite, ele comerá manteiga; pois manteiga e mel é o que comerá cada um que se deixou sobrar no meio do país.” Esta circunstância seria resultado da devastação de Judá por parte dos assírios. Por causa desta devastação, a terra anteriormente cultivada ficaria sufocada de ervas daninhas. Assim sendo, os que se deixasse ficar na terra teriam de subsistir, em grande parte, à base de laticínios e de mel silvestre. Havendo amplos pastos, os animais que tinham sido preservados produziriam uma abundância de leite para a população grandemente reduzida. — Isa. 7:20-25; compare com 37:30-33.
EMPREGO ILUSTRATIVO
O leite é amiúde mencionado em sentido figurado ou ilustrativo. (Gên. 49:12; Cân. 5:12; Lam. 4:7) Os recursos das nações e dos povos são chamados de leite. (Isa. 60:16) Descreve-se reiteradas vezes a Terra Prometida como ‘manando leite e mel’, indicando abundância, frutescência e prosperidade, devido à bênção de Jeová. (Êxo. 3:8; Deut. 6:3; Jos. 5:6; Jer. 11:5; Eze. 20:6; Joel 3:18) O pastor de O Cântico de Salomão mencionou sua amada sulamita como tendo mel e leite sob a língua, querendo evidentemente dizer que a língua dela expressava palavras agradáveis. — Cân. 4:11.
Visto que o leite promove o crescimento físico à maturidade, assemelha-se a doutrina elementar cristã ao “leite” para os bebês espirituais, que os fortalecerá para que cresçam a ponto de poderem assimilar o “alimento sólido”, as verdades espirituais mais profundas. (1 Cor. 3:2; Heb. 5:12-14) O apóstolo Pedro, falando aos cristãos, afirma: “Como crianças recém-nascidas, ansiai o leite não adulterado pertencente à palavra.” Para que fim? Para que pudessem continuar crescendo, não apenas à madureza, mas “para a salvação”, isto é, para assegurar a sua chamada e a sua escolha. — 1 Ped. 2:2; 2 Ped. 1:10; veja também Isaías 55:1.
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LeitoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEITO
Veja CAMA (LEITO) .
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LeituraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEITURA
Desde priscas eras os homens se interessaram pela leitura. Fiéis servos de Deus, tais como Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés e outros, interessavam-se nas promessas e nos modos em que Deus lidava com outros, e familiarizaram-se muito bem com tais por lerem e ouvirem estas coisas de seus antepassados. Incentivou-se a nação de Israel a ler e a escrever. — Deut. 6:6-9.
Josué, sucessor de Moisés, como líder de Israel, achava-se sob a ordem de se empenhar na leitura das Escrituras “dia e noite”, regularmente, a fim de ter êxito na designação que Deus lhe dera. Para inculcar em Josué a importância da Palavra de Deus, e, sem dúvida, como ajuda para a memória, ele devia ler “em voz baixa”. — Jos. 1:8.
Os reis de Israel receberam a ordem divina de escrever para si mesmos cópias da Lei de Deus e de a lerem diariamente. (Deut. 17:18, 19) Deixarem de acatar esta ordem contribuiu para a negligência da adoração verdadeira naquela terra, resultando na desmoralização do povo, o que levou à destruição de Jerusalém em 607 AEC.
Jesus tinha acesso a todos os rolos inspirados das Escrituras Hebraicas que havia nas sinagogas, onde, em um caso registrado, ele leu publicamente o texto e o aplicou a si mesmo. (Luc. 4:16-21) Também, quando provado três vezes por Satanás, a resposta de Jesus, em todas as três ocorrências, foi: “Está escrito.” (Mat. 4:4, 7, 10) É óbvio que ele estava bem familiarizado com as Escrituras.
Os apóstolos, que constituíam as pedras secundárias de alicerce do templo espiritual, a congregação cristã, comprovaram que a leitura das Escrituras era essencial para o seu ministério. Citaram as Escrituras Hebraicas, e fizeram referências a elas, centenas de vezes em seus escritos, advogando a outros a leitura delas. (Atos 17:11) Os governantes judeus perceberam que Pedro e João eram in- doutos e comuns. (Atos 4:13) Mas isto não significava que não soubessem ler nem escrever, uma vez que as cartas escritas por tais apóstolos testificam que eles sabiam. Contudo, não tinham sido educados nos conhecimentos superiores das escolas hebraicas, aos pés dos escribas. Por motivos similares, os judeus ficaram perplexos com o conhecimento de Jesus, pois, conforme disseram: Ele “não estudou nas escolas”. (João 7:15) Que a leitura era bem difundida naquela época é indicado pelo relato a respeito do eunuco etíope, um prosélito, que estava lendo a profecia de Isaías, e de quem, por tal motivo, se aproximou Filipe. O eunuco foi galardoado por seu interesse na Palavra de Deus com o privilégio de se tornar seguidor de Cristo. — Atos 8:27-38.
A Bíblia enumera muitos dos benefícios derivados da leitura das Escrituras, entre eles achando-se os seguintes: a humildade (Deut. 17:19, 20), a felicidade (Rev. 1:3), e o discernir o cumprimento da profecia bíblica. (Hab. 2:2, 3) Ela avisa seus leitores para serem seletivos quanto à matéria de leitura: nem todos os livros publicados edificam e revigoram a mente. — Ecl. 12:12.
Para se obter verdadeiro discernimento e entendimento da Palavra de Deus faz-se mister a ajuda do espírito de Deus. (1 Cor. 2:9-16) A fim de obter entendimento e outros benefícios, a pessoa tem de ler a Palavra de Deus com a mente aberta, pondo de lado todo o preconceito e as opiniões preconcebidas; de outra forma, seu entendimento ficará ofuscado, como no caso dos judeus que rejeitaram as boas novas pregadas por Jesus. (2 Cor. 3:14-16) Não basta a leitura superficial. O leitor
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