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BrasilAnuário das Testemunhas de Jeová de 1974
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arduamente em procurar as pessoas que desejam adorar a Deus com espírito e verdade.
Assim, vemos que a mensagem do Reino cobriu todo o país, e agora fica um desafio aos publicadores, através do Brasil, de atingir as áreas ainda mais remotas, e levar a boa-nova do Reino, procurando os que são dignos. Podem ver que muitos foram aqueles a quem Jeová se agradou de usar para realizar esta grande obra de pregação neste imenso país, alguns deles sendo de outros países, outros sendo naturais do país, mas todos animados pelo mesmo espírito de devoção e de apreço a Jeová por todas as suas bondades maravilhosas. Todos reconhecem que, por si mesmos, pouco poderiam ter feito. Mas, atribuem a Jeová mesmo toda a glória e honra pela grandiosa expansão da obra do Reino no Brasil. Compreendem que foi ‘Deus que a fazia crescer’. — 1 Cor. 3:6.
Em vista dos esplêndidos frutos do Reino produzidos nas últimas cinco décadas, as fiéis Testemunhas no Brasil contemplam o futuro com alegria e expectativa. Sabem que Jeová completará sua grandiosa obra de procurar aqueles que querem adorá-lo com espírito e verdade. Estão confiantes de que, mesmo com o vasto influxo de pessoas de coração honesto para a organização teocrática até agora, ainda há mais que virão, e, assim, com verdadeira confiança, vão adiante em sua obra de pregação, e, ao fazerem isso, proclamam unicamente: “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existem e foram criadas por tua vontade.” — Rev. 4:11.
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Ilhas BritânicasAnuário das Testemunhas de Jeová de 1974
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Ilhas Britânicas
QUANDO dois passageiros transatlânticos saltaram de seu navio em Liverpool, Inglaterra, em setembro de 1881, mal podiam imaginar que tinham o privilégio de iniciar algo que iria crescer de maneira extraordinária e trazer muita alegria aos britânicos tementes a Deus. J. C. Sunderlin e J. J. Bender eram dois associados do bem-conhecido “Pastor” Charles T. Russell, de Allegheny, Pensilvânia, EUA, e tinham vindo para organizar a distribuição de uma publicação de 162 páginas, intitulada “Alimento Para Cristãos Refletivos”.
Cada um tinha seu plano de ação já delineado, e, pouco depois Sunderlin estava a caminho de Londres, ao passo que Bender viajava para o norte, para Glasgow. O plano era escolher cidades de bom tamanho, empregar um homem apropriado para recrutar auxiliares, inclusive meninos, para distribuir os livros às pessoas a medida que elas fossem saindo das igrejas. Deveria ser um trabalho rápido, levado a seu término em dois domingos sucessivos. Sunderlin recrutou quase quinhentos garotos mensageiros para distribuir as publicações em Londres. Em Glasgow, Bender colocou um anúncio no jornal e apanhou um trem para Edinburgo, onde procurou um homem para cuidar do trabalho ali. Logo que conseguiu fazer isto, viajou para mais longe, organizando a distribuição em cidades tais como Dundee e Aberdeen. De volta a Glasgow, fez um contrato com uma das dezoito pessoas que responderam ao seu anúncio, para a distribuição de trinta mil publicações.
Daí, ziguezagueando para o sul, Bender organizou o trabalho em Carlisle, Newcastle à beira do Tyne, Liverpool, Manchester, Hull, Leeds e outras cidades no cinturão industrial do algodão da católica Lancashire e nas cidades laníferas da Yorkshire protestante. Ao todo, 300.000 destas excelentes publicações bíblicas fora reservadas para a distribuição na Grã-Bretanha.
Embora a Grã-Bretanha estivesse no zênite de sua potência comercial, todavia, em Londres e em outras grandes cidades, bordas de rapazotes pálidos, em trapos e sem sapatos ou meias, perambulavam pelas ruas, procurando nas sarjetas e nos monturos de lixo alguns restos de comida. Mocinhas eram escravas, em quartos abafados, de máquinas de costura barulhentas e de ferros de passar roupa que se aqueciam num fogão malcheiroso, trabalhando quase sem parar a troco de uma ninharia. Havia multidões de pessoas que necessitavam muitíssimo da mensagem bíblica de conforto. A publicação Alimento Para Cristãos Refletivos se provaria de real conforto para muitos, e em especial para a classe de pessoas assoladas pela pobreza que morava, na maior parte, em favelas, que tinha grandes dificuldades em conseguir o bastante para comer.
Muitas destas pessoas vieram a ter esperança, e grupos de Estudantes da Bíblia logo começaram a surgir, em resultado desta atividade ampla. Tom Hart, de Islington, Londres, escreveu pedindo três opúsculos, e os recebeu. Também recebeu regularmente a Torre de Vigia de Sião por nove meses, gratuitamente — nova experiência no campo religioso. Dali em diante, tornou-se assinante regular. Ficou abismado com o tema que se desenvolvia em cada número, a saber, “Saí dela, povo meu” — uma chamada bíblica para deixar os grupos religiosos da cristandade e seguir o ensino da Bíblia. Ele e seu colega ferroviário, Johnathan Ling, começaram a estudar juntos. Isto levou à demissão formal de Hart da capela, em 1884, sendo seguido logo depois por Ling e uma dúzia de outros que começaram a se reunir juntos. Parece que este é o primeiro registro de reuniões regulares desse tipo na Grã-Bretanha. Muitos que participavam de tais reuniões
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