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  • Por que a escassez de gasolina?
    Despertai! — 1973 | 8 de dezembro
    • Planeje o uso de seu carro, alistando o várias coisas que pode fazer em uma única saída. Quando possível, use o transporte público. Ou, ande — isso talvez lhe faça bem.

      Tais sugestões podem ou não aliviar a escassez geral de gasolina. Mas, quer o façam quer não, podem ajudá-lo pessoalmente a enfrentar a escassez de combustível.

  • Existe vida após a morte?
    Despertai! — 1973 | 8 de dezembro
    • Existe vida após a morte?

      “PARA onde vai a alma logo depois da morte? Perdemos um filhinho e gostaríamos de saber.” Estas foram as palavras que pais profundamente perturbados dirigiram a um dos mais destacados clérigos estadunidenses. Como respondeu? Escreveu: “Para mim, as palavras de Jesus, ditas ao ladrão arrependido, são significativas — ‘Hoje estarás comigo no Paraíso.’ Penso em seu filho . . . como estando com ele.”

      Não há dúvida de que este clérigo crê que a vida continua após a morte. Era nisso também em que criam os antigos gregos e romanos. Assim, Sócrates declarou: “As almas de todos os homens são imortais.” Platão seguiu seu mestre, Sócrates, e, por isso, diz-se que esta crença sobre a alma é um ensino platônico.

      Por que tais homens criam de tal forma? Um de seus argumentos era que a mente humana era maravilhosa demais para ter o mesmo destino que a criação irracional. Afirmavam, também, que se a morte terminasse com tudo, as coisas seriam favoráveis aos perversos. E o antigo ensaísta e orador romano, Cícero, argumentou que ele mesmo, assim como outros nobres, só sofria e agüentava isso por causa da esperança de vida após a morte. Portanto, referiu-se ao dia de sua morte como o “dia glorioso” em que deixaria essa terra para associar-se com “a assembléia divina dos espíritos que partiram.

      Os primitivos “padres” da igreja deixaram-se influenciar por esta crença grega pagã, e, em resultado, ela se tornou parte de muitos credos da cristandade. No entanto, as razões fornecidas pelos gregos para sua crença mostra que criam dessa forma, não por causa de fatos observáveis, mas apenas porque era assim que queriam que fosse.

      O Que Ensina a Bíblia?

      É a idéia de que o homem tem uma alma distinta e separada de seu corpo, e que vive para sempre, ensinada na Bíblia? Não é, não. Assim, a New Catholic Encyclopedia (Vol. 13, p. 449), sob o verbete “Alma (na Bíblia)”, declara: “Não existe nenhuma dicotomia [divisão] do corpo e da alma no V[elho] T[estamento]. . . . O termo nepes, embora traduzido pela nossa palavra alma, jamais significa alma conforme distinta do corpo.” Assim, também, a New American Bible (tradução católico-romana), em seus Termos Teológicos Bíblicos, sob o verbete “Alma”, declara: “No Novo Testamento, ‘salvar a alma’ (Mar. 8:35) não significa salvar alguma parte ‘espiritual’ do homem, em oposição ao seu ‘corpo’ (no sentido platônico), mas a inteira pessoa, com ênfase no fato de que a pessoa está viva, desejando . . . em adição a ser concreta e física.”

      Similarmente, o Dr. H. M. Orlinsky, um dos mais destacados peritos em hebraico dos EUA, disse a respeito do uso da palavra “alma”: “A palavra hebraica em questão aqui é ‘néfes’. . . . A Bíblia não diz que temos uma alma. ‘Néfes’ é a própria pessoa.” Que a Palavra de Deus deveras assume essa posição é visto de Gênesis 2:7:a “Então o Senhor Deus formou o homem com o pó da terra e lhe insuflou nas narinas um hálito de vida, e com isso tornou-se o homem uma alma [néfes] vivente.” (Outras traduções rezam “pessoa” ou “ser”.) Visto que isto se dá, segue-se que, quando o homem morre, a alma morre. E, assim, lemos: “A alma que pecar, perecerá.” — Eze. 18:4, 20.

      É deveras de interesse que, nos anos recentes, um teólogo após outro decidiu apoiar este entendimento. O Professor Milton Gatch, em seu livro Death: Meaning and Mortality in Christian Thought and Contemporary Culture (Morte: Significado e Mortalidade no Pensamento Cristão e na Cultura Contemporânea), declara: “Não só os escritores bíblicos como um todo não têm nenhum conceito de uma alma como elemento separável da existência humana, mas também há acordo de que a morte é a . . . terminação da existência e que não existe tal coisa como a vida individual após a morte.” Escrevendo no mesmo sentido, há o Professor O. Cullmann, teólogo das Universidades de Paris e da Basiléia. Em seu livro Immortality of the Soul or Ressurrection of the Dead? (Imortalidade da Alma ou Ressurreição dos Mortos?), declara: “Nenhuma outra publicação minha provocou tanto entusiasmo ou tão violenta hostilidade.” Neste livro, ele sublinha que a esperança do homem quanto ao futuro não reside em ter alma imortal mas numa ressurreição.

      A Questão: Vida ou Morte

      Quando o Criador colocou o homem no jardim do Éden, não colocou diante do homem as alternativas de vida em felicidade ou a vida em tormento, mas simplesmente ás alternativas de vida ou morte: “No dia em que dela [da árvore proibida] comeres, morrerás ao certo.” (Gên. 2:17) Assim, também, Jeová repetidas vezes pôs a mesma coisa diante de Israel: “[Eu] vos propus a vida e a morte.” — Deu. 30:19.

      Segundo a idéia grega, os iníquos têm imortalidade. Mas, a Bíblia mostra que a vida é uma dádiva: “O salário do pecado é a morte, ao passo que o dom gratuito de Deus é a vida eterna.” (Rom. 6:23) Uma dádiva é algo que pode ser aceito ou recusado, rejeitado. De outra forma, não se poderia dizer que é uma dádiva. Se aqueles que recusarem a dádiva de vida eterna hão de ser atormentados para sempre, não se pode mais dizer que a vida seja uma dádiva, pois não se tem escolha. Deus, porém, oferece uma escolha. Qualquer pessoa que recusar a dádiva de Deus, de vida eterna, simplesmente escolhe um estado de inexistência. A inexistência foi a escolha de Adão, como Deus lhe disse, ‘do pó ao pó’. — Gên. 3:19.

      Consideradas as Objeções

      O Professor Cullmann declarou que seu livro suscitou “violenta hostilidade” da parte de alguns. Sim, muitos cristãos professos estão bem seguros de que o homem tem uma alma imortal. Como o clérigo que procurou consolar os pais tristes, consideram que as palavras de Jesus ao ladrão arrependido apresentam tal esperança: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.” (Luc. 23:43) Mas, apresentam mesmo?

      Notemos primeiro que, visto que a Bíblia não se contradiz, deve haver algum mal-entendido. A realidade é que Jesus mesmo não foi para o Paraíso naquele dia, pois a Bíblia diz que foi para o hades, a sepultura comum da humanidade, e foi ressuscitado no terceiro dia. (Atos 2:23-32, veja referência marginal do v. 27) O próprio Jesus declarou que, “assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um monstro marinho, assim estará também o Filho do homem, três dias e três noites, no coração da terra”. (Mat. 12:40) É por isso que, depois de sua ressurreição, Jesus disse a Maria que ainda não subira para o céu, para seu Deus. — João 20:17.

      Daí, então, como podemos entender as palavras de Jesus? Não como se ele dissesse: “Hoje estarás comigo no paraíso”, mas, antes, “Na verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso.” (Luc. 23:43, Trinitária, 1883; Rotherham, em inglês; veja também a Tradução do Novo Mundo.) A solução reside na pontuação correta. Jesus, naquele dia, dizia ao malfeitor arrependido que, em algum tempo futuro, este estaria no Paraíso. Isso se harmoniza com o restante das Escrituras. Mas, pode-se mudar a pontuação? Certamente que sim. Por quê? Porque a pontuação era desconhecida quando a Bíblia foi escrita, sendo primeiramente sistematizada no século dezesseis de nossa Era Comum. Assim, fica ao critério do tradutor da Bíblia fornecer a pontuação, e a razão ditaria que qualquer texto que possa receber a pontuação em mais de um modo receba tal pontuação de modo a harmonizar tal texto com o restante da Bíblia.

      Outra objeção comum levantada quanto a os mortos estarem realmente mortos, inconscientes, é o relato do homem rico e Lázaro. Diz que o homem rico morreu e foi para o hades, e que, no hades, ergueu os olhos, estando em tormento. (Luc. 16:19-31) Aparentemente, isto ensina a vida após a morte, mas é histórico tal relato? Aconteceu realmente ou é simples alegoria? Foi escrito que Jesus “sem parábolas não lhes falava”. (Mat. 13:34) Como bem observa A New Testament Commentary (1969), considerá-la histórica “é ignorar o elemento de simbolismo bem evidente na história”, tal como “o seio de Abraão, o grande Abismo fixo e suas chamas”. Também é significativo que Jesus nada disse sobre o homem rico ser iníquo ou o homem pobre ser bom. Considerada como parábola, não pode ser usada para provar a vida após a morte.

      Outra objeção suscitada é que, repetidas vezes, no livro de Revelação (Apocalipse), são vistas “almas”, tais como “as almas dos que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que dela tinham dado”. (Rev. 6:9; 20:4) Mas, novamente nesse caso, não lidamos com simbolismos, de que está repleto o Livro de Apocalipse (Revelação)? Por certo que sim! (Veja, para exemplificar, Revelação 9:7-10; 12:3.) Em vista do que diz Levítico 17:11 sobre a vida ou alma estar no sangue, é bem evidente que as palavras de João aqui significam que viu o sangue dos cristãos fiéis que foram mortos por causa de sua fidelidade a Deus e a sua Palavra. Note-se que há uma explicação razoável para toda outra objeção supostamente baseada na Bíblia, tal como o fato de que parece que alguns conseguiram falar com os mortos.

      Comunicações com os Mortos

      Um aparente caso em pauta é o registro do infiel Rei Saul, quando mandou que uma feiticeira chamasse o falecido profeta Samuel. Na verdade, a feiticeira de Endor pretendeu ter entrado em contato com o falecido profeta Samuel, mas será que o fez realmente? Não poderia tê-lo feito, pois os mortos estão inconscientes, dormindo no túmulo. (Sal. 146:3, 4; Ecl. 9:5, 10) Daí, a quem viu a feiticeira?

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