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  • Por que não amamenta no peito o seu bebê?
    Despertai! — 1976 | 22 de outubro
    • Por que não amamenta no peito o seu bebê?

      COMO mãe de quatro filhos, verifiquei que amamentar um filho resulta em mais do que em prover nutrição ao neném. Ajuda a moldar uma relação calorosa e amorosa entre a mãe e seu filho. Um bebê tem necessidade de que sua mãe o aperte em seus braços, de sentir a textura da pele dela, de ouvir as batidas rítmicas do coração dela e que ela lhe fale suavemente. Que melhor meio existe para isso do que a mãe segurar seu bebê junto ao seio e amamentá-lo?

      Atualmente, contudo, em muitos lugares, tornou-se raro ver a mãe aleitar seu filho. Por que será que tão poucas mães modernas decidem nutrir seus filhos deste modo? E por que fracassam muitas mães que começam a amamentar no peito seus bebês? Tenho pensado a fundo sobre tais perguntas. O que aprendi pela experiência e pela pesquisa talvez lhe seja de ajuda, em especial se for do tipo de mãe que duvida de sua capacidade de amamentar seu bebê.

      Tenho Bastante Leite?

      Esta era uma pergunta que costumava propor a mim mesma. Eu me preocupava, porque não compreendia que os bebês choram por outros motivos além de por sentir-se famintos. Os bebês às vezes choram por estarem molhados, ou por terem gases. Ou, um pouco de carinho é, amiúde, tudo de que necessitam. Tal afeição pode ser tão importante para eles quanto o alimento.

      Em realidade, não é preciso recear que não tenha leite suficiente. Por quê? Porque a produção de leite funciona segundo a lei da oferta e procura. Assim, quanto mais seu bebê mamar, tanto mais leite seus seios serão estimulados a produzir. Mesmo que tenha gêmeos, o estímulo do mamar moverá seus seios a prover leite suficiente para ambos os bebês. Trata-se realmente de maravilhoso sistema em que a oferta satisfaz a procura, sistema este delineado por um Criador todo-sábio.

      Uma forma de saber se seu bebê está mamando o suficiente é por meio de suas fraldas freqüentemente molhadas. Algo tem de entrar dentro dele para que molhe essas fraldas! Também, se seu bebê se sente feliz na maior parte do tempo e está ganhando peso numa taxa razoável, ele está mamando o suficiente. Um ganho médio de uns 450 gramas por mês, ou de uns 115 a 200 gramas por semana, é suficiente.

      Horário de Amamentação

      Talvez tenha ouvido falar que um bebê deve ser alimentado num horário regular, digamos, a cada três horas. Crendo nisto, tentei amamentar meu primeiro filho pelo relógio, e não pela sua barriguinha faminta. Se ele acordava e queria mamar antes da hora programada de amamentação, eu ficava transtornada e nervosa. Não conseguia entender como ele não sabia que ainda não era hora de mamar.

      No entanto, na ocasião em que chegou nosso quarto filho, eu já tinha decidido que, no que tangia à hora de amamentação, não existia esse negócio de relógio. Para minha surpresa, verifiquei que tinha um bebê contente e isso me descontraía. Experimente-o e veja se dá certo em seu caso.

      Por outro lado, se tem um bebê sonolento, talvez seja necessário acordá-lo para mamar. Não é incomum o bebê dormir cinco horas seguidas ou até mais, felizmente à noite. Mas, se dormir por tanto tempo assim durante o dia, seria aconselhável acordá-lo, talvez aleitando-o em intervalos de três horas. É provável que venha a observar que não demorará muito até que ele faça sua própria tabela.

      É Preciso Determinação

      Visto que tão poucas mães, hoje em dia, amamentam no peito, muitos médicos não dispõem de grande experiência com este método de amamentação. Os médicos sabem, naturalmente, que o leite humano é melhor alimento para os bebês do que o leite de vaca. As publicações médicas deixam isso bem claro. Mas, visto que a mamadeira se tornou popular, um médico talvez a desestimule de amamentar no peito simplesmente por não estar familiarizado com tal método. Que fazer, então?

      Há outros médicos. Converse com mulheres que amamentaram no peito seus bebês e pergunte-lhes a que médico consultaram, e, se ele realmente as apoiou no seu desejo de aleitar no peito. Se as apoiou, vá ter uma conversa com ele, falando-lhe do seu desejo de amamentar no peito. Faça isso antes que seu bebê nasça. Procure um médico de que goste.

      Se seu bebê vai nascer num hospital, é importante que deixe bem claro que está determinada a amamentar seu bebê. Por quê? Porque, como diz o Dr. Jean Mayer, professor de nutrição da Universidade de Harvard: “Nos hospitais dominados pelos homens, desencoraja-se oficialmente a amamentação no peito. A menos que a nova mãe tenha claramente expressado seu desejo de amamentar o bebê no peito, ministra-se-lhe uma injeção de estrogênios, antes mesmo de passar a anestesia, de modo a ‘secá-la’.” Mas, mesmo que lhe sejam dadas injeções para “secá-la”, a amamentação pode restaurar um bom suprimento de leite.

      A seu pedido, alguns hospitais permitirão que seu bebê permaneça em sua companhia durante sua estada no hospital. Se o hospital não dispõe de tal programa de o bebê ficar no mesmo quarto, peça que lhe tragam seu bebê, pelo menos a cada três horas, ou sempre que ele tenha fome. Isto, naturalmente, significa que também trarão o bebê para mamar à noite. Peça que não dêem nenhuma mamadeira suplementar no berçário do hospital, visto que isso inibirá o apetite dele, e, daí, interferirá em sua produção de leite.

      Alguns médicos permitem que suas pacientes amamentem seus bebês recém-nascidos lá mesmo na mesa do parto. Trata-se duma prática recomendável, visto que a produção de leite é estimulada pelo mamar do recém-nascido. Mas, serve para outro fim — estimula o útero da mãe a contrair-se e pode ajudar a reduzir o sangramento.

      Se surgir algum problema clínico em seu aleitamento, certifique-se de que o médico compreenda seu profundo desejo de continuar a amamentar. Pesquise você mesma um pouco esse problema. Isto mostrará ao médico que se interessa o bastante pela amamentação no peito a ponto de aprender a enfrentar os obstáculos que possam surgir. Se, por algum motivo clínico, o médico insistir em que deixe de amamentar, sugira que só deixará de fazê-lo temporariamente. Daí, para manter sua produção de leite, bombeie o leite de seus seios enquanto o bebê não está mamando. Mais tarde, quando melhorar a situação, poderá continuar a amamentá-lo.

      Sua determinação de ter êxito em amamentar seu bebê no peito tem suas recompensas. Por exemplo, as mães que amamentam no peito apresentam menos casos de câncer da mama. Também, se for pessoa nervosa, sentar-se periodicamente no decorrer do dia para amamentar a ajudará a descontrair-se. Amamentar faz com que seu corpo produza hormônios que têm efeito calmante. E, também, em vista destes tempos perigosos, em que pairam ameaças, poderíamos perguntar a nós mesmas: “Poderia meu filho sobreviver em tempos difíceis com rações de emergência sem o leite materno?”

      Uma palavra dirigida aos maridos: Visto que sua opinião sobre como seu bebê deva ser alimentado provavelmente signifique mais para sua esposa do que a de qualquer outra pessoa, dê-lhe todo apoio que possa, no empenho dela de amamentar seu bebê no peito.

      Cuidado com os Mamilos

      Há mulheres que têm dificuldades com mamilos doloridos, em especial as mulheres de cabelos vermelhos e as de tez clara, e isto as move a deixar de amamentar. No entanto, um programa de condicionamento iniciado antes de o bebê nascer usualmente evitará tal problema.

      Primeiro, sugere-se que se use esparsamente sabonete, se for usado, nos mamilos, visto que tende a ressecar a pele, que então fica mais suscetível a rachaduras. Para manter flexíveis os mamilos, recomenda-se um programa diário de puxá-los com firmeza várias vezes, mas não até doerem. Faça este exercício uma ou duas vezes por dia. Depois disso, é bom usar uma substância oleosa, tal como a lanolina, em seus mamilos.

      Para abrir os ductos lácteos e assim reduzir o ingurgitamento do seio, que às vezes ocorre após o parto, recomenda-se que, cerca de seis semanas antes de seu bebê nascer, comece a tentar remover por compressão manual algum colostro de seus seios. O colostro é a secreção amarelada que se apresenta antes de surgir seu leite real.

      Para expelir o colostro, segure o seio com a mão em forma de concha. Coloque seu polegar acima e o indicador abaixo do seio, nas bordas da área escura. Daí, brandamente, comprima juntos o polegar e o indicador, tendo cuidado de não deixar o indicador e o polegar escorregarem em direção ao mamilo. Gire seu indicador e polegar em torno do mamilo algumas vezes, a fim de alcançar todos os ductos lácteos e assim ajudar a abri-los. De início, apenas diminuta gota, se é que tanto, talvez seja expelida, mas não se preocupe. Isso não tem efeito algum sobre a quantidade de leite que terá.

      Se sentir os mamilos doloridos depois de o bebê nascer, não se desespere. Verifiquei que expor os mamilos ao ar, tanto quanto possível, é de ajuda. Assim, após aleitar, certifique-se de dar aos seios tempo para se secarem antes de os cobrir. Verifiquei que a Vitamina E aplicada à parte dolorida fazia maravilhas, ao passo que outros recomendam a lanolina ou ungüento de vitaminas A e D.

      Se seus mamilos ficarem doloridos, talvez pense que será de ajuda reduzir a amamentação. Mas, o contrário usualmente acontece. Amamente com mais freqüência, digamos, a cada duas ou duas horas e meia. Isto manterá os seios confortavelmente vazios. Também, o bebê não mamará vorazmente, devido à fome, o que pode irritar os mamilos. Será bom, também, limitar a amamentação a dez minutos em cada seio, enquanto os mamilos estiverem doloridos.

      Manter a Produção de Leite

      Para manter seu suprimento de leite é importante amamentar seu bebê em ambos os seios em cada aleitamento. Se o aleitou na última vez no seio esquerdo, então, no próximo aleitamento, comece pelo seio esquerdo. Depois de ter esvaziado esse seio, mude-o para o direito. No aleitamento seguinte, comece com o seio direito. Eu usava pequeno alfinete de segurança para me lembrar em que seio começar na amamentação seguinte. Simplesmente o prenda em sua roupa de baixo.

      Talvez verifique que, quando seu bebê tiver cerca de seis semanas, e, novamente, quando tiver cerca de três meses, ele ficará desassossegado e desejará mamar com mais freqüência. Isto significa apenas que está crescendo, e este é o modo dele de aumentar seu suprimento de leite. Amamente-o quando ele quiser mamar, e verificará que, dentro de um dia ou dois, voltará à sua tabela regular.

      Quando Começar a Alimentação com Sólidos

      É aconselhável não se precipitar em dar a seu bebê alimentos sólidos. Seu leite é tudo de que ele necessita nos primeiros meses da vida dele. Nem sequer precisa de água, visto que o leite que mama suprirá sua necessidade de líquidos.

      Em geral, seu bebê a fará saber quando chegou a hora de alimentá-lo com sólidos. Fará isso por aumentar subitamente sua demanda alimentar. Se tentou aumentar o número de amamentações por um período de cerca de cinco dias e isto não satisfaz seu apetite voraz, então o bebê lhe está dizendo que já está pronto para alimentos sólidos. Comece a lhe dar sólidos, um de cada vez, e lentamente. Deste modo, se ele apresentar alguma erupção da pele, ou quaisquer reações alérgicas, poderá dizer que alimento é o culpado.

      Comecei a alimentar de sólidos o meu caçula quando ele tinha cinco meses. Até então, só mamava meu leite, e estava gordinho. Quando comecei a lhe dar sólidos, verifiquei que ele conseguia sentar-se ereto e enfrentar essa nova experiência muito melhor do que os bebês mais jovens. Também verifiquei, como efeito colateral surpreendente, que economizáramos muito dinheiro, visto que não tínhamos comprado nenhum alimento para bebês durante aqueles meses. Nem tivemos de comprar qualquer leite em pó especial nem mamadeiras! Com cinco meses, simplesmente comecei a pegar alimentos em nossa mesa, e triturá-los o bastante para que o bebê os assimilasse.

      Por Quanto Tempo se Deve Amamentar no Peito?

      Significa isso que, quando começar a dar sólidos a seu bebê deve cessar de amamentá-lo no peito? De jeito nenhum! Simplesmente suplementa a dieta de leite de seu bebê com alimentos sólidos. Assim, quando deve parar de amamentá-lo no peito?

      As mães israelitas aleitavam seus filhos por dois anos e meio a três anos, ou mais. A Bíblia revela que Sara, idosa esposa de Abraão, não desmamou seu filho Isaque senão quando ele tinha cinco anos. Relata-se que outras mulheres têm amamentado por mais tempo. Saturday Review of the Sciences, de maio de 1973, observa:

      “Os primitivos índios criam que, quanto mais uma criança mamasse no peito, tanto mais viveria. Não era incomum, portanto, que as crianças mamassem até à idade de oito ou nove anos. Tão recentemente quanto 40 anos atrás, as mães chinesas e japonesas aleitavam seus filhos até aos 5 ou 6 anos.”

      Bem, talvez esteja pensando: “Quem deseja amamentar por tanto tempo? Os outros iriam pensar que havia algo de errado comigo.” Na verdade, vivemos em tempos diferentes. Mas, talvez, pudéssemos perguntar a nós mesmas se não seria de benefício para nós e nossos bebês se os amamentássemos por mais tempo que a hodierna sociedade dita que devíamos. Não é estranho ver, nestes dias, uma criança, que aprende a andar, tomando sua mamadeira, assim, por que seria tão estranho continuar a amamentá-la, digamos, por um ano ou mais, pelo menos? No livro Touching (Toque), Ashley Montagu declara:

      “As vantagens do aleitamento no peito durante o primeiro ano de vida para o desenvolvimento subseqüente e a idade adulta têm sido demonstradas por vários pesquisadores. A evidência indica que o bebê deve ser alimentado no peito pelo menos durante doze meses, e isso só deve terminar quando o bebê estiver pronto para tal, por meio de passos graduais em que os alimentos sólidos, que podem começar a ser dados aos seis meses, passem a servir de substitutos do seio. A mãe em geral sentirá quando o seu bebê está pronto para ser desmamado.”

      Amamentei no peito nosso caçulinha até que começou a dar os primeiros passos, e verifiquei que, pouco a pouco, ele estava deixando de lado as caraterísticas dum bebê e se tornava um garotinho.

      Não há dúvida de que sempre recordarei esse tempo da minha vida e agradecerei ao meu Criador, Jeová Deus, por esta dádiva que ele dá às mães que amamentam — esta linda relação que tenho tido para com meus filhos. — Contribuído.

  • O oceano, gigante benévolo, porém indômito
    Despertai! — 1976 | 22 de outubro
    • O oceano, gigante benévolo, porém indômito

      JÁ ESTEVE alguma vez em pé, numa praia oceânica, gozando o salpicar do sal, observando as vagas se chocarem contra as rochas ou se desmancharem ao correr sobre a praia arenosa e então recuarem? Já se admirou com a amplidão do oceano, sua força e seu mistério?

      São poucos os que não conseguem ter prazer em passar horas junto ao oceano. Há um fascínio envolvido no oceano, e seu ruído incessante jamais se torna irritante, antes, porém, conduz ao sono pacífico.

      É impossível captar a imensidão da força do oceano. A maioria dos seus segredos ainda não foram desvendados. Os homens têm feito pouco para aproveitar sua energia, e, quando fica bravo, nada que o homem possa erguer consegue suportar sua fúria.

      Um Só Oceano, mas Tão Variado Quanto as Áreas Terrestres

      Os oceanos cobrem cerca de 71 por cento da superfície terrestre. Dizemos “oceanos”, mas, realmente, só existe um Oceano Mundial. É usualmente dividido pelos geógrafos em três: o Pacífico, o Atlântico e o Índico. No entanto, todos se juntam, especialmente no Antártico. Todavia, diferentes áreas do oceano têm suas caraterísticas distintivas, assim como as várias regiões do solo. Com efeito, alguns países são o que são devido às caraterísticas da parte do oceano que banha suas praias.

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