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  • “O maior destes é o amor”
    A Sentinela — 1990 | 15 de novembro
    • “O maior destes é o amor”

      “Agora, porém, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.” — 1 CORÍNTIOS 13:13.

      1. O que disse certo antropólogo sobre o amor?

      UM DOS mais destacados antropólogos do mundo disse certa vez: “Compreendemos, pela primeira vez na história da nossa espécie, que a mais importante de todas as necessidades psicológicas humanas, básicas, é a necessidade do amor. Ela está no centro de todas as necessidades humanas, assim como o nosso sol está no centro de nosso sistema solar com os planetas orbitando em volta dele. . . . A criança que não foi amada é bioquímica, fisiológica e psicologicamente muito diferente daquela que foi amada. A primeira até mesmo se desenvolve diferente da segunda. O que sabemos agora é que o ser humano nasce para viver como se a vida e o amor fossem uma só coisa. Naturalmente, isto não é coisa nova. É a confirmação do Sermão do Monte.”

      2. (a) Como mostrou a apóstolo Paulo a importância do amor? (b) Que perguntas merecem agora consideração?

      2 Sim, como admitiu esse erudito não-religioso, esta verdade sobre a importância do amor para o bem-estar humano não é coisa nova. Talvez só agora venha a ser reconhecida por eruditos do mundo, mas ela já constava na Palavra de Deus mais de 19 séculos atrás. É por isso que o apóstolo Paulo pôde escrever: “Agora, porém, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.” (1 Coríntios 13:13) Sabe por que o amor é maior do que a fé e a esperança? Por que se pode dizer que o amor é o maior dos atributos de Deus e dos frutos de seu espírito?

      Quatro Tipos de Amor

      3. Que exemplos bíblicos temos de amor romântico?

      3 A capacidade humana de mostrar amor é uma expressão da sabedoria e do interesse amoroso de Deus pela humanidade. Curiosamente, os antigos gregos tinham quatro palavras para “amor”. Uma era é·ros, que denotava amor romântico relacionado com a atração sexual. Os escritores das Escrituras Gregas Cristãs não tiveram necessidade de usar é·ros, embora a Septuaginta usasse formas dessa palavra em Provérbios 7:18 e Pr 30:16 e existam outras referências ao amor romântico nas Escrituras Hebraicas. Por exemplo, lemos que Isaque “se enamorou” de Rebeca. (Gênesis 24:67) Exemplo realmente notável desse tipo de amor é o caso de Jacó, que pelo visto enamorou-se da bela Raquel à primeira vista. De fato, “Jacó passou a servir sete anos por Raquel, mas eles se mostraram aos seus olhos como apenas alguns dias, por causa do seu amor por ela”. (Gênesis 29:9-11, 17, 20) O Cântico de Salomão também fala de amor romântico entre um pastor e uma moça. Mas, nunca é demais frisar que esse tipo de amor, que pode ser fonte de muito contentamento e alegria, deve ser mostrado apenas em harmonia com as justas normas de Deus. A Bíblia diz que é somente com o amor de sua esposa legítima que o homem pode ‘extasiar-se constantemente’. — Provérbios 5:15-20.

      4. Que exemplos há de amor familiar nas Escrituras?

      4 Há também o forte amor familiar, ou afeição natural, baseado na relação sanguínea, para o que os gregos tinham a palavra stor·gé. Tal amor é responsável pelo ditado “o sangue fala mais alto”. Bom exemplo disso é o amor que as irmãs Maria e Marta tinham pelo seu irmão Lázaro. O quanto ele lhes significava vê-se do fato de que elas choraram muito a sua morte repentina. E quão alegres ficaram quando Jesus ressuscitou a Lázaro, a quem tanto amavam! (João 11:1-44) O amor de uma mãe pelo filho é outro exemplo desse tipo de amor. (Veja 1 Tessalonicenses 2:7.) Assim, para salientar quão grande era seu amor por Sião, Jeová disse que era maior do que o amor que uma mãe tem por seu filho. — Isaías 49:15.

      5. Como se evidencia hoje a falta de afeição natural?

      5 Um dos indicativos de que vivemos nos “últimos dias”, com seus “tempos críticos, difíceis de manejar”, é a falta de “afeição natural”. (2 Timóteo 3:1, 3) Devido à falta de amor familiar, alguns jovens fogem de casa e alguns filhos adultos negligenciam seus pais idosos. (Compare com Provérbios 23:22.) Outra indicação da falta de afeição natural é o prevalecente abuso de crianças — alguns pais espancam tão severamente os filhos que se faz necessária a hospitalização. A falta de amor parental evidencia-se, também, no fracasso de muitos pais em disciplinar os filhos. Permitir que as crianças façam o que bem entendem não é prova de amor, mas equivale, sim, a adotar a lei do menor esforço. O pai que ama mesmo seus filhos os disciplinará, sempre que necessário. — Provérbios 13:24; Hebreus 12:5-11.

      6. De exemplos bíblicos de afeição entre amigos.

      6 Há também o termo grego fi·lí·a, que denota afeição (sem conotação sexual) entre amigos, como entre dois homens ou duas mulheres. Bom exemplo disso é o amor entre Davi e Jonatã. Quando Jonatã foi morto em batalha, Davi pranteou-o, dizendo: “Estou aflito por ti, meu irmão Jonatã, tu me eras muito agradável. Teu amor a mim era mais maravilhoso do que o amor das mulheres.” (2 Samuel 1:26) Sabe-se também que Cristo tinha afeto especial pelo apóstolo João, conhecido como o discípulo “por quem Jesus tinha afeição”. — João 20:2.

      7. Qual é a natureza de a·gá·pe, e como tem sido demonstrado esse amor?

      7 Que palavra grega usou Paulo em 1 Coríntios 13:13, onde mencionou fé, esperança e amor e daí disse que “o maior destes é o amor”? A palavra aqui é a·gá·pe, a mesma que o apóstolo João usou quando disse: “Deus é amor.” (1 João 4:8, 16) Trata-se dum amor guiado ou governado por princípios. Pode ou não incluir afeição e predileção, mas é um sentimento ou emoção altruísta relacionado com fazer o bem a outros, independente dos méritos do beneficiário ou de quaisquer benefícios para quem o manifesta. Amor deste tipo levou Deus a dar o mais caro tesouro de seu coração, seu Filho unigênito, Jesus Cristo, “a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna”. (João 3:16) Como Paulo tão bem nos lembra: “Dificilmente morrerá alguém por um justo; deveras, por um homem bom, talvez, alguém ainda se atreva a morrer. Mas Deus recomenda a nós o seu próprio amor, por Cristo ter morrido por nós enquanto éramos ainda pecadores.” (Romanos 5:7, 8) Sim, a·gá·pe faz o bem a outros independente de sua condição na vida ou do custo para quem expressa tal amor.

      Por Que É Maior do Que a Fé e a Esperança?

      8. Por que é a·gá·pe maior do que a fé?

      8 Mas, por que disse Paulo que este tipo de amor (a·gá·pe) era maior do que a fé? Ele escreveu em 1 Coríntios 13:2: “Se eu tiver o dom de profetizar e estiver familiarizado com todos os segredos e com todo o conhecimento, e se eu tiver toda a fé, de modo a transplantar montanhas, mas não tiver amor, nada sou.” (Veja Mateus 17:20.) Sim, se os nossos empenhos em adquirir conhecimento e aumentar a fé visarem um objetivo egoísta, isto não nos trará benefícios da parte de Deus. Assim sendo, Jesus mostrou que alguns ‘profetizariam em seu nome, expulsariam demônios em seu nome e realizariam muitas obras poderosas em seu nome’, mas não teriam a Sua aprovação. — Mateus 7:22, 23.

      9. Por que é o amor maior do que a esperança?

      9 Por que é a forma a·gá·pe de amor também maior do que a esperança? Porque a esperança pode ser egocêntrica: a pessoa estaria preocupando-se principalmente com benefícios próprios, ao passo que o amor “não procura os seus próprios interesses”. (1 Coríntios 13:4, 5) Ademais, a esperança — como a de sobreviver à “grande tribulação” para o novo mundo — cessa quando aquilo que se espera acontece. (Mateus 24:21) Como diz Paulo: “Fomos salvos nesta esperança; mas a esperança que se vê não é esperança, porque quando um homem vê uma coisa, acaso está esperando por ela? Mas, se esperamos por aquilo que não vemos, persistimos em esperar com perseverança.” (Romanos 8:24, 25) O amor suporta todas as coisas, e jamais falha. (1 Coríntios 13:7, 8) Assim, o amor altruísta (a·gá·pe) é maior do que a fé ou a esperança.

      Maior do que a Sabedoria, a Justiça e o Poder?

      10. Por que se pode dizer que o amor é o maior dos quatro atributos fundamentais de Deus?

      10 Consideremos a seguir os quatro atributos fundamentais de Jeová Deus: sabedoria, justiça, poder e amor. Pode-se também dizer que o amor é o maior destes? Certamente que sim. Por quê? Porque o amor é a força motivadora por trás do que Deus faz. É por isso que o apóstolo João escreveu: “Deus é amor.” Sim, Jeová é a personificação do amor. (1 João 4:8, 16) Em parte alguma das Escrituras lê-se que Deus é sabedoria, justiça, ou poder. O que se diz é que Jeová possui tais qualidades. (Jó 12:13; Salmo 147:5; Daniel 4:37) Estes quatro atributos estão perfeitamente equilibrados Nele. Motivado pelo amor, Jeová realiza seus propósitos usando, ou levando em conta, os outros três atributos.

      11. O que motivou Jeová a criar o universo e as criaturas espirituais e humanas?

      11 Assim sendo, o que motivou Jeová a criar o universo e as criaturas espirituais e humanas inteligentes? Foi a sabedoria, ou o poder? Não, pois Deus meramente usou sua sabedoria e seu poder na criação. Por exemplo, lemos: “O próprio Jeová fundou a terra em sabedoria.” (Provérbios 3:19) Ademais, seu atributo de justiça não exigia que ele criasse seres dotados de liberdade moral. O amor de Deus moveu-o a partilhar com outros as alegrias da existência inteligente. Foi o amor que encontrou um meio de remover a condenação que a justiça impôs à humanidade devido à transgressão de Adão. (João 3:16) Sim, e foi o amor que induziu Jeová a desejar que a humanidade obediente vivesse no vindouro Paraíso terrestre. — Lucas 23:43.

      12. Como devemos reagir em face do poder, da justiça e do amor de Deus?

      12 Por causa do onipotente poder de Deus, não ousamos incitá-lo ao ciúme. Paulo perguntou: “‘Estamos incitando Jeová ao ciúme’? Será que somos mais fortes do que ele?” (1 Coríntios 10:22) Naturalmente, Jeová é “um Deus ciumento”, não no mau sentido, mas em ‘exigir devoção exclusiva’. (Êxodo 20:5; King James Version) Quais cristãos, assombramo-nos com as muitas manifestações da incomensurável sabedoria de Deus. (Romanos 11:33-35) Nosso grande respeito pela Sua justiça deve levar-nos a ficar bem longe do pecado intencional. (Hebreus 10:26-31) Mas a amor é, inquestionavelmente, o maior dos quatro principais atributos de Deus. E é o amor altruísta de Jeová que nos atrai a ele e faz-nos desejar agradá-lo, adorá-lo e participar na santificação de seu santo nome. — Provérbios 27:11.

      O Maior dos Frutos do Espírito

      13. Que posição ocupa o amor entre os frutos do espírito de Deus?

      13 Que Posição ocupa o amor entre os nove frutos do espírito de Deus, mencionados em Gálatas 5:22, 23? Estes são “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. Com bom motivo Paulo alistou o amor em primeiro lugar. É o amor maior do que a alegria, a qualidade seguinte que ele menciona? Sim, pois não pode existir alegria duradoura sem amor. De fato, o mundo é tão sem alegria por causa do egoísmo, a falta de amor. Mas as Testemunhas de Jeová têm amor entre si, e amor a seu Pai celestial. Portanto, é somente natural que sejam alegres, e foi predito que ‘gritariam de júbilo por causa da boa condição do coração’. — Isaías 65:14.

      14. Por que se pode dizer que o amor é maior do que outro fruto do espírito, a paz?

      14 O amor é também maior do que outro fruto do espírito, a paz. Por faltar amor, o mundo está cheio de fricções e de lutas. Mas o povo de Jeová tem paz entre si, em toda a terra. Aplica-se no caso deles as palavras do salmista: “O próprio Jeová abençoará seu povo com paz.” (Salmo 29:11) Eles gozam desta paz porque têm a marca identificadora dos cristãos verdadeiros, a saber, o amor. (João 13:35) Somente o amor pode vencer todos os fatores divisórios, sejam eles de natureza racial, nacional ou cultural. Ele é “o perfeito vínculo de união”. — Colossenses 3:14.

      15. De que modo vê-se o papel superlativo do amor em comparação com outro fruto do espírito, a longanimidade?

      15 O papel superlativo do amor vê-se também quando se compara com a longanimidade, ou seja, suportar pacientemente o mal ou a provocação. Ser longânime significa ser paciente, bem como vagaroso em irar-se. O que torna as pessoas impacientes e prontas a irar-se? Não é a falta de amor? Contudo, nosso Pai celestial é longânime e “vagaroso em irar-se”. (Êxodo 34:6; Lucas 18:7) Por quê? Porque nos ama e “não deseja que alguém seja destruído”. — 2 Pedro 3:9.

      16. Como se compara o amor com a benignidade, a bondade, a brandura e o autodomínio?

      16 Já vimos por que o amor é maior do que a fé, e as razões fornecidas aplicam-se aos demais frutos do espírito, isto é, a benignidade, a bondade, a brandura e o autodomínio. Todas estas são qualidades necessárias, nas não nos beneficiarão sem o amor, como Paulo observou em 1 Coríntios 13:3: “Se eu der todos os meus bens para alimentar os outros, e se eu entregar o meu corpo, para jactar-me, mas não tiver amor, de nada me aproveita.” Por outro lado, é o amor que produz qualidades como a benignidade, a bondade, a fé, a brandura e o autodomínio. Assim, Paulo acrescentou que o amor é benigno e que “suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas”. Sim, o “amor nunca falha”. (1 Coríntios 13:4, 7, 8) Tem-se dito acertadamente que os outros frutos do espírito são manifestações, ou variados aspectos, do amor, o primeiro mencionado. Assim sendo, dos nove frutos do espírito o amor é, deveras, o maior.

      17. Que declarações bíblicas apóiam a conclusão de que o amor é o maior dos frutos do espírito?

      17 Em apoio à conclusão de que o amor é o maior dos frutos do espírito de Deus, há as palavras de Paulo: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto que vos ameis uns aos outros; pois, quem ama o seu próximo tem cumprido a lei. Pois o código da lei. . . está englobado nesta palavra, a saber: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ O amor não obra o mal para com o próximo; portanto, o amor é o cumprimento da lei.” (Romanos 13:8-10) Mui apropriadamente, o discípulo Tiago chama esta lei de amar o próximo como a si mesmo de “lei régia.” — Tiago 2:8.

      18. Que evidência adicional existe de que o amor é a maior qualidade?

      18 Existe testemunho adicional de que o amor é a maior qualidade? Sim, existe. Veja o que aconteceu quando um escriba perguntou a Jesus: “Que mandamento é o primeiro de todos?” Talvez esperasse que Jesus citaria um dos Dez Mandamentos. Mas Jesus citou de Deuteronômio 6:4, 5 e disse: “O primeiro é: ‘Ouve, ó Israel: Jeová, nosso Deus, é um só Jeová, e tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua mente, e de toda a tua força.’” Daí, Jesus acrescentou: “O segundo é este: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ Não há outro mandamento maior do que estes.” — Marcos 12:28-31.

      19. Quais são alguns dos notáveis frutos de a·gá·pe?

      19 Paulo realmente não exagerou quando mencionou a fé, a esperança e o amor, e disse: “O maior destes é o amor.” Mostrar amor resulta em boas relações com nosso Pai celestial e com outros, incluindo os membros da congregação e de nossa família. O amor tem um efeito edificante sobre nós. E o próximo artigo mostrará quão recompensador o verdadeiro amor pode ser.

      Que Resposta Daria?

      ◻ Em que sentido é o amor maior do que a fé e a esperança?

      ◻ O que é a·gá·pe, e como é demonstrado tal amor?

      ◻ Por que é o amor o maior dos quatro principais atributos de Deus?

      ◻ Em que sentidos é o amor maior do que os outros frutos do espírito?

  • O verdadeiro amor é recompensador
    A Sentinela — 1990 | 15 de novembro
    • O verdadeiro amor é recompensador

      ‘Deus não é injusto para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome.’ — HEBREUS 6:10.

      1, 2. Por que o verdadeiro amor é recompensador para nós pessoalmente?

      O AMOR altruísta é a maior, a mais nobre e a mais preciosa qualidade que se possa expressar. Assim sendo, este amor (grego: a·gá·pe) exige muito de nós. Mas, visto que fomos criados por um Deus de justiça e de amor, constatamos que a amor altruísta é deveras recompensador. Por quê?

      2 Uma das razões de o verdadeiro amor ser recompensador envolve o princípio psicossomático, o efeito dos pensamentos e das emoções sobre o nosso corpo. Disse certa autoridade em estresse: “‘Ama o teu próximo’ é um dos mais sábios conselhos médicos já oferecidos.” Sim, “o homem de benevolência age de modo recompensador com a sua própria alma”. (Provérbios 11:17) De sentido similar são as palavras: “Far-se-á que a própria alma generosa engorde, e aquele que rega liberalmente os outros também será regado liberalmente.” — Provérbios 11:25; veja também Lucas 6:38.

      3. Como age Deus para tornar recompensador o verdadeiro amor?

      3 O amor é também recompensador porque Deus recompensa o altruísmo. Lemos: “Aquele que mostra favor ao de condição humilde está emprestando a Jeová, e Ele lhe retribuirá seu tratamento.” (Provérbios 19:17) As Testemunhas de Jeová agem em harmonia com essas palavras quando proclamam as boas novas do Reino de Deus. Sabem que ‘Deus não é injusto para se esquecer de sua obra e do amor que mostram ao seu nome’. — Hebreus 6:10.

      O Nosso Melhor Exemplo

      4. Quem fornece o melhor exemplo de que o verdadeiro amor é recompensador, e como tem ele feito isso?

      4 Quem é que dá o melhor exemplo de que o verdadeiro amor é recompensador? Ora, o próprio Deus! Ele “amou tanto o mundo [da humanidade], que deu o seu Filho unigênito”. (João 3:16) Dar ele seu Filho, para que os que aceitassem o sacrifício resgatador pudessem ter vida eterna, com certeza representou um alto custo para Jeová, mostrando claramente que ele tem tanto amor como empatia. Isto também se deduz do fato de que ‘durante toda a aflição de Israel no Egito, foi aflitivo para ele’. (Isaías 63:9) Quão mais aflitivo ainda deve ter sido Jeová ver seu Filho sofrer na estaca de tortura e ouvi-lo clamar: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” — Mateus 27:46.

      5. O que tem resultado de Deus amar tanto a humanidade que deu seu Filho como sacrifício?

      5 Achou Jeová ser recompensadora a sua própria expressão de verdadeiro amor? Certamente que sim. Em especial, que bela réplica podia ele dar ao Diabo pelo fato de Jesus ter sido fiel, apesar de tudo o que o Diabo lhe pôde fazer! (Provérbios 27:11) De fato, tudo o que o Reino de Deus realizará ao livrar o nome de Jeová de vitupério, restaurar o Paraíso na terra e dar vida eterna a milhões de pessoas, será porque Deus amou tanto a humanidade que deu como sacrifício o mais caro tesouro de seu coração.

      O Exemplo Excelente de Jesus

      6. O amor motivou Jesus a fazer o quê?

      6 Outro bom exemplo que prova que o verdadeiro amor é recompensador é o do Filho de Deus, Jesus Cristo. Ele ama seu Pai celestial, e esse amor induziu-o a fazer a vontade de Jeová independente do que isso lhe custasse. (João 14:31; Filipenses 2:5-8) Jesus mostrou continuamente seu amor a Deus, ainda que, às vezes, isso significasse rogar a seu Pai “com fortes clamores e lágrimas”. — Hebreus 5:7.

      7. De que maneiras constatou Jesus que o verdadeiro amor é recompensador?

      7 Foi Jesus recompensado por tal amor abnegado? Certamente que sim! Pense na alegria que ele derivou de todas as boas coisas que fez durante seu ministério de três anos e meio. Quanto ele ajudou as pessoas, espiritual e fisicamente! Acima de tudo, demonstrando que um homem perfeito podia manter perfeita integridade a Deus, apesar de tudo o que Satanás fizesse contra ele, Jesus teve a satisfação de provar que o Diabo é mentiroso. Ademais, como fiel servo de Deus, Jesus recebeu a grande recompensa da imortalidade, ao ser ressuscitado para a vida celestial. (Romanos 6:9; Filipenses 2:9-11; 1 Timóteo 6:15, 16; Hebreus 1:3, 4) E que maravilhosos privilégios ele terá no Armagedom e durante seu Reinado Milenar, quando o Paraíso será restaurado na terra e bilhões de pessoas serão levantadas dentre os mortos! (Lucas 23:43) Não há dúvida de que o verdadeiro amor foi recompensador para Jesus.

      O Exemplo de Paulo

      8. Que experiência teve Paulo devido ao seu verdadeiro amor a Deus e aos seus semelhantes?

      8 O apóstolo Pedro certa vez perguntou a Jesus: “Eis que abandonamos todas as coisas e te seguimos; o que haverá realmente para nós?” Em parte, Jesus respondeu: “Todo aquele que tiver abandonado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna.” (Mateus 19:27-29) Temos um exemplo notável disso no apóstolo Paulo, que obteve muitas bênçãos, conforme registrado em especial por Lucas no livro de Atos. O verdadeiro amor a Deus e ao próximo levou Paulo a desistir de sua carreira de honrado fariseu. Pense, também, no que Paulo suportou em forma de golpes, de situações em que por pouco não morreu, de perigos e de privações — tudo por causa do verdadeiro amor a Deus e a Seu serviço sagrado. — 2 Coríntios 11:23-27.

      9. Como foi Paulo recompensado por mostrar o verdadeiro amor?

      9 Recompensou Jeová a Paulo por ser ele um tão excelente exemplo em demonstrar verdadeiro amor? Bem, pense só em quão frutífero foi o ministério de Paulo. Ele estabeleceu congregações cristãs, uma atrás da outra. E que milagres Deus o habilitou a fazer! (Atos 19:11, 12) Ele foi também privilegiado de receber visões sobrenaturais e de escrever 14 cartas que fazem agora parte das Escrituras Gregas Cristãs. E, como ponto culminante, foi-lhe dado o prêmio da imortalidade no céu. (1 Coríntios 15:53, 54; 2 Coríntios 12:1-7; 2 Timóteo 4:7, 8) Paulo com certeza constatou que Deus recompensa o verdadeiro amor.

      O Verdadeiro Amor É Recompensador em Nossos Dias

      10. Que custo pode ter tornar-se discípulo de Jesus e expressar nosso amor a Jeová?

      10 As Testemunhas de Jeová da atualidade também constatam que o verdadeiro amor é recompensador. Expressarmos o nosso amor a Jeová por tomarmos o Seu lado e nos tornarmos discípulos de Jesus pode até mesmo custar-nos a vida quais pessoas de integridade. (Veja Revelação [Apocalipse] 2:10.) É por isso que Jesus disse que devemos calcular o custo. Mas não fazemos isso para determinar se ser discípulo é recompensador ou não. Antes, fazemos isso para estarmos preparados a pagar qualquer que seja o preço do discipulado. — Lucas 14:28.

      11. Por que alguns não se dedicam a Deus?

      11 Atualmente, muitos — sem dúvida milhões — crêem na mensagem que as Testemunhas de Jeová lhes trazem da Palavra de Deus. Mas, refreiam-se de dedicar-se a Deus e ser batizados. Seria isso porque lhes falta o verdadeiro amor a Deus que outros têm? Muitos deixam de dar os passos da dedicação e do batismo porque desejam permanecer nas boas graças de um cônjuge descrente. Outros não se achegam a Deus porque sua atitude é como a de certo empresário, que disse a uma Testemunha de Jeová: “Eu gosto do pecado.” Obviamente, tais pessoas não têm apreço por tudo que Deus e Cristo têm feito por elas.

      12. O que disse esta revista sublinhando as recompensas do conhecimento que nos aproxima mais de Deus em verdadeiro amor?

      12 Se tivermos genuíno apreço pelo que Jeová Deus e Jesus Cristo têm feito por nós, mostraremos isso por espontaneamente pagarmos o que for que nos custe servir ao nosso Pai celestial e ser discípulo de Jesus. Por causa do verdadeiro amor a Deus, homens e mulheres de todas as rodas da vida — bem-sucedidos empresários, destacadas personalidades dos esportes, e assim por diante, — trocaram carreiras de interesse pessoal pelo ministério cristão, como fez o apóstolo Paulo. E não trocariam por nada as recompensas de conhecer e de servir a Deus. Sobre isso, A Sentinela disse certa vez: “Perguntamos, às vezes: ‘Quem dos irmãos aceitaria mil dólares em troca do que conhece a respeito da Verdade?’ Nem uma única mão se levanta! ‘Quem aceitaria dez mil dólares?’ Nenhuma! ‘Quem aceitaria um milhão de dólares? Quem aceitaria o mundo inteiro em troca do que sabe a respeito do ser Divino e do Plano Divino?’ Ninguém! Daí, dizemos: ‘Não sois uma multidão altamente descontente, caros amigos! Se vos considerardes tão ricos que nada aceitaríeis em troca de vosso conhecimento de Deus, então, vós vos considerais tão ricos como nós nos consideramos.’” (15 de dezembro de 1914, página 377, em inglês) Sim, o conhecimento exato de Deus e de seus propósitos nos aproxima mais Dele em verdadeiro amor, que é deveras recompensador.

      13. Como devemos encarar o estudo pessoal?

      13 Se amamos a Deus, nós nos esforçamos em conhecer e fazer a Sua vontade. (1 João 5:3) Levaremos a sério o estudo pessoal, a oração e a assistência às reuniões cristãs. Tudo isso exige abnegação, pois tais atividades envolvem o dispêndio de tempo, energia e outros recursos. Talvez tenhamos de optar entre ver um programa de televisão e fazer estudo bíblico pessoal. Mas, quão mais fortes nos tornaremos espiritualmente, quão mais bem preparados para dar testemunho a outros e quanto mais proveito tiraremos das reuniões cristãs se levarmos a sério tal estudo e lhe reservarmos um tempo suficiente! — Salmo 1:1-3.

      14. Quão importantes são a oração e uma boa relação com Jeová Deus?

      14 Sentimos prazer em falar regularmente com nosso Pai celestial por ‘perseverarmos em oração’? (Romanos 12:12) Ou será que não raro estamos ocupados demais para aproveitar esse precioso privilégio? ‘Orar incessantemente’ é uma maneira vital de fortalecer a nossa relação com Jeová Deus. (1 Tessalonicenses 5:17) E não há nada melhor do que uma boa relação com Jeová para nos ajudar quando enfrentamos tentações. O que habilitou José a resistir quando foi tentado pela esposa de Potifar? E por que Daniel não cessou de orar quando a lei dos medos e dos persas proibiu-o de fazer petições a Jeová? (Gênesis 39:7-16; Daniel 6:4-11) Ora, uma boa relação com Deus ajudou esses homens a serem vitoriosos, o que também poderá acontecer no nosso caso!

      15. Como devemos encarar as reuniões cristãs e por quê?

      15 Também, quão seriamente encaramos o comparecimento às nossas cinco reuniões semanais? Permitimos que um pouco de cansaço, uma leve indisposição física ou um pouco de mau tempo interfira na nossa obrigação de não deixarmos de nos reunir com concrentes? (Hebreus 10:24, 25) Certo bem pago mecânico americano apercebeu-se de que seu emprego muitas vezes impedia a sua presença nas reuniões cristãs. De modo que mudou de emprego, com prejuízo financeiro, para poder assistir a todas as reuniões congregacionais regularmente. Nossas reuniões ajudam-nos a usufruir um intercâmbio de encorajamento e a fortalecer a fé uns dos outros. (Romanos 1:11, 12) Em tudo isso, não constatamos que “quem semear generosamente, ceifará também generosamente”? (2 Coríntios 9:6) Sim, demonstrar verdadeiro amor de tais maneiras é muito recompensador.

      O Verdadeiro Amor e o Nosso Ministério

      16. O que pode resultar de o amor nos induzir a dar testemunho informal?

      16 O amor motiva-nos a pregar as boas novas como povo de Jeová. Por exemplo, induz-nos a participar no testemunho informal. Talvez hesitemos em dar testemunho informal, mas o amor nos impelirá a falar. Sim, o amor nos fará imaginar maneiras jeitosas de iniciar uma conversação, conduzindo-a depois para o Reino. Para ilustrar: A bordo de um avião, certo ancião cristão estava sentado ao lado de um sacerdote católico-romano. De início, o ancião fez ao sacerdote uma série de perguntas discretas. Mas, quando chegou a hora de desembarcar do avião, o interesse do sacerdote havia sido estimulado a ponto de ele adquirir dois de nossos livros. Que excelente resultado de testemunho informal!

      17, 18. O amor nos induzirá a fazermos o que com respeito ao ministério cristão?

      17 O verdadeiro amor induz-nos também a participar regularmente na pregação de casa em casa e em outras modalidades do ministério cristão. Na medida em que for possível ter palestras bíblicas, traremos honra a Jeová Deus e ajudaremos os semelhantes a ovelhas a entrar na estrada da vida eterna. (Veja Mateus 7:13, 14.) Mesmo se for impossível termos palestras bíblicas, os nossos empenhos não terão sido em vão. A nossa simples presença nas casas das pessoas serve de testemunho, e nós mesmos nos beneficiamos do ministério, pois, ao declararmos verdades bíblicas forçosamente fortalecemos a nossa fé. É verdade que requer humildade ir de casa em casa, ‘fazendo todas as coisas pela causa das boas novas, para que nos tornemos compartilhadores delas com outros’. (1 Coríntios 9:19-23) Mas, por causa do amor a Deus e aos nossos semelhantes, humildemente nos esforçamos e somos recompensados com valiosas bênçãos. — Provérbios 10:22.

      18 Exige-se também verdadeiro amor da parte dos servos de Jeová para revisitar conscienciosamente os interessados na verdade bíblica. Dirigir estudos bíblicos por semanas e meses a fio é uma expressão de amor a Deus e ao próximo, pois isso exige o dispêndio de tempo, esforço e recursos materiais. (Marcos 12:28-31) Todavia, quando vemos um desses estudantes da Bíblia ser batizado e até mesmo entrar no ministério de tempo integral, não nos convencemos de que o verdadeiro amor é recompensador? — Veja 2 Coríntios 3:1-3.

      19. Que relação há entre o amor e o serviço de tempo integral?

      19 O amor altruísta motiva-nos a sacrificar confortos materiais pela causa do serviço de tempo integral, se nos for possível participar nessa atividade. Milhares e milhares de Testemunhas de Jeová podem atestar que expressar dessa maneira o seu amor é muito recompensador. Se as circunstâncias permitem-lhe participar no ministério de tempo integral mas você não se aproveita disso, você simplesmente não sabe que bênçãos está perdendo. — Veja Marcos 10:29, 30.

      De Outras Maneiras Recompensador

      20. De que modo o amor nos ajuda a sermos perdoadores?

      20 Ainda outro aspecto em que o verdadeiro amor é recompensador é que ele nos ajuda a ser perdoadores. Sim, o amor “não leva em conta o dano”. De fato, “o amor cobre uma multidão de pecados”. (1 Coríntios 13:5; 1 Pedro 4:8) “Uma multidão” de pecados significa um grande número de pecados, não é mesmo? E quão recompensador é ser perdoador! O perdão faz com que você e aquele que pecou contra você se sintam melhor. Mas, muito mais importante é o fato de que, a menos que já tenhamos perdoado os que pecaram contra nós, não podemos esperar que Jeová nos perdoe. — Mateus 6:12; 18:23-35.

      21. De que modo o verdadeiro amor nos ajuda a sermos submissos?

      21 Ademais, o verdadeiro amor é recompensador porque nos ajuda a ser submissos. Se amamos a Jeová, nós nos humilhamos sob a Sua mão poderosa. (1 Pedro 5:6) O amor a Deus também nos induzirá a nos submeter ao Seu instrumento escolhido, “o escravo fiel e discreto”. Isto inclui ser submisso aos que lideram na congregação, o que é recompensador, pois não fazer isso nos seria “prejudicial”. (Mateus 24:45-47; Hebreus 13:17) Naturalmente, este princípio de ser submisso também se aplica dentro do círculo familiar. Tal proceder é recompensador porque promove alegria, paz e harmonia familiar, ao passo que nos dá a satisfação advinda de sabermos que estamos agradando a Deus. — Efésios 5:22; 6:1-3.

      22. Como podemos ser verdadeiramente felizes?

      22 Claramente, pois, a maior qualidade que podemos cultivar é a·gá·pe, o amor altruísta, baseado em princípios. E não pode haver dúvidas de que o verdadeiro amor é recompensador. Assim, seremos realmente felizes se cultivarmos e expressarmos essa qualidade em medida ainda maior para a glória de nosso amoroso Deus, Jeová.

      Que Resposta Daria?

      ◻ De que maneiras Jeová Deus tem demonstrado verdadeiro amor?

      ◻ De que modo Jesus Cristo demonstrou amor?

      ◻ Que exemplo deu o apóstolo Paulo em mostrar verdadeiro amor?

      ◻ De que modo as Testemunhas de Jeová têm demonstrado amor?

      ◻ Por que diria que o verdadeiro o amor é recompensador?

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