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O amor constante duma moçaA Sentinela — 1980 | 15 de outubro
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A Palavra de Deus É Viva
O amor constante duma moça
O AMOR constante entre um homem e uma mulher é algo realmente belo. Quando este amor perdura apesar de enormes pressões de outras fontes para desfazer tal profunda afeição, até mesmo os observadores ficam emocionados.
Tome o caso duma moça oriental de Suném, ou Sulém. Ela se enamorou dum bonito pastor. No empenho de proteger a sulamita contra a tentação, os irmãos dela impediram que aceitasse o convite de seu namorado para dar um passeio com ele, num lindo dia de primavera. Mandaram que protegesse os vinhedos contra os estragos causados por pequenas raposas. — Cântico de Salomão 1:6; 2:8-15.
Durante este tempo, o Rei Salomão veio em esplendor régio para acampar perto do lar da sulamita. Assim chegou a observá-la, enquanto ela cuidava de seus deveres. Por causa de sua beleza, ela foi levada ao acampamento do Rei e se viu confrontada com os cortejos dele. — Cântico de Salomão 6:11, 12; 1:2-4.
Causou isso impressão na sulamita? Vacilou no seu amor? Não. Sem se envergonhar, expressou que almejava seu amado pastor. Mas, Salomão não estava querendo deixá-la partir, continuando a fazer expressões de amor e prometendo mandar fazer preciosos ornamentos para ela. A sulamita, porém, falou sobre o seu imorredouro amor pelo seu pastor. Mais tarde, o pastor entrou em contato com ela, e ambos trocaram palavras de carinho. — Cântico de Salomão 1:7-17; 2:1, 2.
Voltando a Jerusalém, o Rei Salomão levou consigo a sulamita. Ali, na cidade, o pastor achou um meio para vê-la. (Cântico de Salomão 3:6-11; 4:1-5) Salomão, depois de fracassarem todos os seus empenhos para granjear o amor da sulamita, finalmente lhe permitiu voltar para casa. (Cântico de Salomão 8:5a) Que triunfo para a sulamita!
Esta camponesa certamente se destaca como nobre exemplo de constância no amor, um amor que não podia ser desviado. Tal é o amor que os membros genuínos da noiva espiritual de Cristo, bem como as suas “outras ovelhas”, têm ao seu “pastor excelente”. — Veja João 10:14, 16; 2 Coríntios 11:2; Efésios 5:25-32.
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‘Amor tão forte como a morte’A Sentinela — 1980 | 15 de outubro
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‘Amor tão forte como a morte’
“O amor é tão forte como a morte . . . Suas labaredas são as labaredas de fogo, a chama de Já.” — Cân. 8:6.
1, 2. Como surgiu o primeiro casamento, e por que se apegariam marido e mulher um ao outro?
ERA seu dia feliz de casamento. E ocorreu no paraíso. O que poderia ser mais alegre? Jeová induzira no primeiro homem, Adão, um profundo sono. Daí, Deus tirara do homem uma costela, fechara a ferida e usara a costela como base para formar a primeira mulher.
2 Quando esta perfeita e bela ajudadora, e complemento, foi levada a Adão, ele ficou encantado — mas não ficou sem fala. Sentiu-se tão emocionado, que fez uma expressão poética, dizendo: “Esta, por fim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne. Esta será chamada Mulher, porque do homem foi esta tomada.” (Gên. 2:20-23) Não somos informados sobre como a mulher se sentiu naquele dia de casamento, embora se dissesse mais tarde a respeito da esposa pecadora e imperfeita: “Terás desejo ardente de teu esposo.” (Gên. 3:16) Portanto, na sua perfeição, a primeira mulher, Eva, certamente se deve ter agradado de seu cônjuge. Tendo sido tomada do próprio corpo do homem, eles se apegariam um ao outro. Conforme Deus expressou isso: “Por isso é que o homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne.” — Gên. 2:24; Mat. 19:4, 5.
3. Por que não foi o matrimônio apenas um arranjo formal, despido de emoção?
3 O casamento, instituído pelo Criador no jardim do Éden, foi projetado como união permanente. Provia companheirismo e ajuda mútua, e seu objetivo básico — a reprodução e a nutrição dos membros da família humana — era uma perspectiva deleitosa. (Gên. 1:27, 28; Mat. 19:6-9) Mas o matrimônio não devia ser apenas algum arranjo formal, despida de emoção. Os humanos foram criados com a capacidade de expressar amor — no caso da união conjugal, a profunda afeição por alguém do sexo oposto que provê o incentivo emocional para a união matrimonial, bem como o cordial afeto que consolida a família.
4. Em vista dos problemas maritais de hoje em dia, que perguntas se poderiam fazer a respeito do amor e do matrimônio?
4 O casamento no paraíso pode parecer hoje bastante idealístico. Afinal, na sociedade humana imperfeita, muitas famílias se desintegram. Assim, a afeição natural muitas vezes parece desaparecer e o vínculo conjugal se rompe. Portanto, a pessoa talvez se pergunte: É possível haver realmente profundo amor duradouro entre os unidos em matrimônio? Ou é ingênuo pensar que o amor e o respeito mútuos podem durar?
“O AMOR É TÃO FORTE COMO A MORTE”
5. Em suma, qual é o conteúdo do Cântico de Salomão, e o que revela este livro bíblico quanto ao amor entre homem e mulher?
5 O verdadeiro amor entre um homem e uma mulher pode ser extremamente forte, firme e inabalável. Quão bem isso foi demonstrado num livro poético das Escrituras Sagradas, composto há uns 3.000 anos pelo sábio Rei Salomão de Israel! Chamado de O Cântico de Salomão, fala sobre o amor constante que havia entre um pastor e uma moça da roça, da aldeia de Suném (Sulém). Este “cântico superlativo” revela também que o rei, com todo o seu esplendor e todas as suas riquezas, não pôde conseguir o amor daquela bela sulamita. — Cân. 1:1-14; 8:4.
6. Por que provê O Cântico de Salomão encorajamento aos membros da “noiva” de Jesus Cristo, ou sua congregação gerada pelo espírito?
6 Este “cântico superlativo” ilustra a beleza do amor contínuo e duradouro. Este amor constante é refletido na relação de Jesus Cristo com a sua “noiva” ou congregação gerada pelo espírito. (Efé. 5:25-32; Rev. 21:2, 9) Portanto, O Cântico de Salomão pode muito bem incentivar os que professam ser dessa “noiva” a permanecerem fiéis ao seu Noivo celestial. (2 Cor. 11:2) No entanto, este livro inspirado é muito significativo quanto à afeição casta que pode haver entre um homem piedoso e uma moça.
7. Os solteiros devotados a Jeová deviam considerar que fatores ao procurarem um cônjuge?
7 Como ilustração: O Cântico de Salomão indica claramente que não é possível sentir amor romântico simplesmente por qualquer pessoa. Por exemplo, a sulamita não se sentia atraída pelo Rei Salomão, e ela disse: “Eu vos pus sob juramento, ó filhas de Jerusalém, pelas fêmeas das gazelas ou pelas corças do campo, que não tenteis despertar nem incitar em mim amor, até que esteja disposto.” (Cân. 2:7; 3:5) Quão sábio é, então, que a pessoa solteira espere até que surja alguém que ele ou ela possa realmente amar! E, quanto aos devotados a Jeová, este prospectivo cônjuge deve ser um homem ou uma mulher de similar dedicação e fidelidade a Deus. (Deu. 7:3, 4; Esd. 9:1-15; 1 Cor. 7:39) Assim, a adoração de Jeová será da máxima importância para ambos os cônjuges. Poderão enfrentar a vida juntos em união marital e espiritual, sem o que haveria um vácuo triste.
8. De que modo mostrara-se a sulamita igual a uma muralha, e não como uma porta?
8 Antes de se casar com um concrente, porém, aquele que deseja ter a aprovação divina precisa manter a castidade. Os irmãos da donzela sulamita ficaram preocupados com a virtude dela, mesmo já quando ela era ainda bastante jovem. Em anos anteriores, um dos irmãos da menina dissera a respeito dela: “Temos uma pequena irmã que ainda não tem peitos. Que faremos por nossa irmã no dia em que for pedida [em casamento]?” Outro irmão respondeu: “Se ela for uma muralha, construiremos sobre ela um parapeito de prata; mas se ela for uma porta, nós a bloquearemos com uma tábua de cedro.” O Rei Salomão procurara granjear o afeto da sulamita, mas ela não se mostrara inconstante em amor e virtude, como se fosse uma porta de gonzos, que tivesse de ser fechada com uma tábua para não se abrir para alguém indesejável ou impróprio. Ela não cedera aos engodos dum rei, mas mantivera-se como uma muralha contra todos os atrativos materiais, provara o seu valor e podia agora ser reconhecida como moça madura, de princípios virtuosos. (Cân. 8:8-10) Um belo exemplo para moças solteiras, piedosas, da atualidade!
9. A sulamita era considerada de que maneira pelo pastor que a amava?
9 A humilde sulamita era despretensiosa, mas aos olhos do pastor, que a amava, era alguém especial. “Sou apenas um açafrão da planície costeira, um lírio das baixadas”, observou ela. Mas não para o pastor, que respondeu: “Como o lírio entre as plantas espinhosas, assim é minha companheira entre as filhas.” (Cân. 2:1, 2) Não era mera paixão. A moça servia a Jeová, era habilidosa e linda, e muita coisa a recomendava. Não há nisso uma indicação de que as moças cristãs, solteiras, devam aprender a assumir as responsabilidades de mulher, ao mesmo tempo empenhando-se também a aumentar sua espiritualidade?
10. Como estimava a sulamita o pastor?
10 Mas, veja como a sulamita estimava o pastor. “Como a macieira entre as árvores da floresta”, disse ela, “assim é meu querido entre os filhos”. (Cân. 2:3) Ele não era apenas mais uma das muitas árvores da floresta. O pastor dela era devotado a Jeová, tinha qualidades e aptidões desejáveis, e certamente deve ter sido um jovem de inclinações espirituais. (Veja 1 Coríntios 2:6-16) Sim, para a bela sulamita, ele era “como a macieira entre as árvores da floresta”. Não devia o cristão solteiro empenhar-se de modo a ser algum dia encarado assim pela sua querida amada?
11. Em harmonia com as palavras da sulamita, de que modo é o amor genuíno comparável à morte e ao Seol?
11 Não há dúvida de que a sulamita e o jovem sentiam amor de todo o coração um pelo outro. A moça certamente expressou bem a questão ao dizer ao seu querido pastor: “Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é tão forte como a morte, a insistência em devoção exclusiva é tão inexorável como o Seol. Suas labaredas são as labaredas de fogo, a chama de Já [Jeová]. Mesmo muitas águas não são capazes de extinguir o amor, nem podem os próprios rios levá-lo de enxurrada. Se um homem [como Salomão] desse todas as coisas valiosas de sua casa em troca de amor, as pessoas positivamente as desprezariam.” (Cân. 8:6, 7) Quão veraz isso é! O amor não pode ser comprado com coisas materiais. Mas o amor genuíno é tão forte como a morte, a qual reivindica infalivelmente a vida da humanidade condenada. Sim, e na sua insistência na devoção exclusiva, tal amor é tão inexorável como o Seol, ou o domínio da sepultura, em demandar seus cadáveres. Mas, que dizer da “chama de Já”? Um erudito bíblico disse certa vez que “as chamas do amor acesas no coração humano emanam de Jeová”, o Deus de amor, que deu aos humanos esta esplêndida faculdade. (1 João 4:8) De fato, o verdadeiro amor não falha, é leal e duradouro. (Veja 1 Coríntios 13:8.) Quão sábio é que os que pretendem casar-se esperem e se empenhem em prol ‘dum amor tão forte como a morte’!
COMO O AMOR AUMENTA
12. Que experiências ou fatores na vida podem fazer o amor aumentar entre marido e mulher?
12 No entanto, o amor pode aumentar ao passo que as vidas do marido e da mulher ficam cada vez mais entrelaçadas. Isaque, à idade madura de 40 anos, não era nenhum jovem apaixonado quando aceitou por esposa, não uma mocinha, mas uma “moça”, Rebeca. “E ele se enamorou dela”, somos informados. (Gên. 24:57-67) Com o passar dos anos, os cônjuges piedosos compartilham entre si coisas espirituais. Enfrentam unidos as provações e os problemas da vida. Seus empenhos mútuos acumulam lembranças prezadas, que os fazem achegar-se ainda mais um ao outro. Até mesmo coisas simples — talvez uma palestra agradável, durante um passeio por um parque ou pelos campos — tornam-se memoráveis. Ora, a bela sulamita ansiava caminhar com seu pastor pelos campos! (Cân. 2:8-14) E depois de casados, devem ter feito isso muitas vezes.
13. Por que tem o marido motivos para amar a “esposa capaz”?
13 Mas, naturalmente, o amor aumenta também por outros motivos sólidos. “A esposa capaz é uma coroa para o seu dono”, seu marido, o qual certamente tem motivos para amá-la. (Pro. 12:4) Nas palavras do Rei Lemuel (possivelmente as de Salomão), “a esposa capaz” é mais preciosa do que ornamentos muito prezados e feitos de corais coloridos. Ela é fidedigna e recompensa seu marido “com o bem e não com o mal, todos os dias da sua vida”. (Pro. 31:1, 10-12) Com mãos dispostas, ela talvez faça vestimentas quentes para a sua família. (Pro. 31:13, 19, 21-24) É igualmente conscienciosa em cuidar de que a sua família tenha alimentos sadios. (Vv. Pro. 31:14, 15) Muitos aspectos da administração da casa podem ser entregues a ela com confiança, porque ela é diligente e realmente capaz. (Vv. Pro. 31:16-18, 27) Tal esposa fala com bondade, é generosa e faz o bem, mesmo aos de fora da sua família. (Vv. Pro. 31:20, 26) Portanto, caso se desvaneça um pouco a beleza da esposa temente a Deus, com o passar dos anos, sua beleza íntima aumenta e a torna prezada aos seus queridos. “O encanto talvez seja falso e a lindeza talvez seja vã”, observou Lemuel, “mas a mulher que teme a Jeová é a que procura louvor para si”. — Pro. 31:30; 1 Ped. 3:3, 4.
14. Que caraterísticas do marido piedoso induzem a esposa cristã a respeitá-lo profundamente?
14 Por outro lado, o marido piedoso assume plenamente as responsabilidades pela chefia, mas não é tirano. (Gên. 3:16; Mal. 2:14-16; 1 Cor. 11:3) Continua amando sua esposa e demonstra isso de várias maneiras. Por exemplo, não se ira amargamente com ela. (Col. 3:19) Trabalha arduamente para prover as necessidades físicas e espirituais de sua esposa, e de outros íntimos e queridos. (1 Tim. 5:8) De fato, o marido piedoso exerce o mesmo cuidado amoroso para com a esposa que Jesus Cristo tem para com a Sua congregação. (Efé. 5:25-32) Que esposa cristã não respeitaria profundamente tal marido?
15. Por manterem as normas bíblicas para o casamento que espécie de relação usufruirão marido e mulher?
15 A conservação das normas que se acabam de citar requer constante esforço, aplicação das Escrituras e confiança em Jeová, com oração. Mas, no ambiente matrimonial assim produzido, o amor aumentará com toda a certeza. O marido não terá de exigir respeito. Este virá de modo natural de sua esposa bem tratada e de inclinações espirituais. Ela tampouco se queixará: ‘Você não me ama!’ Que marido cristão poderia deixar de amar a esposa capaz e piedosa? (Contraste Juízes 14:15-17 com Rute 3:11.) Numa família assim, em que cada cônjuge desempenha o devido papel bíblico, não é difícil acatar o conselho apostólico: “Cada um de vós, [maridos,] individualmente, ame a sua esposa como a si próprio; por outro lado, a esposa deve ter profundo respeito pelo seu marido.” — Efé. 5:33.
“ALEGRA-TE COM A ESPOSA DA TUA MOCIDADE”
16. Como exorta o capítulo 5 de Provérbios a fidelidade ao cônjuge?
16 O casamento foi instituído para dar alegria aos humanos. Mas, se esta há de existir e se o amor conjugal há de permanecer, precisa haver fidelidade para com o cônjuge. As Escrituras, em linguagem figurada, usam a expressão “fonte de água” para indicar uma fonte de satisfação sexual, algo que não deve ser buscado fora do matrimônio. Naturalmente, o amor entre esposo e esposa inclui corretamente a relação conjugal, mas todos os de fora da união marital precisam ser excluídos de sua intimidade. Diz-se apropriadamente ao marido: “Bebe água da tua própria cisterna . . . Porventura se deviam espalhar teus mananciais portas afora . . .? Que mostrem ser somente para ti e não para os estranhos contigo. Mostre-se abençoada a tua fonte de água e alegra-te com a esposa da tua mocidade, gama amável e encantadora cabra montesa [uma possível alusão à graça]. . . . Que te extasies constantemente com o seu amor.” — Pro. 5:15-23; 7:6-23.
17. Que efeito terá a ternura mútua sobre os unidos em matrimônio?
17 Os unidos em matrimônio têm a obrigação bíblica de conceder um ao outro os direitos maritais. Esta é uma maneira de expressar profundo amor, e quando vem em resultado natural de afeição provinda de coração, dentro da união marital, pode ser comparada a um belo quadro. Quão vital é, então, que os cônjuges piedosos evitem estragar a cena e que repudiem as práticas que maculariam o leito conjugal! (Heb. 13:4) A ternura mútua, em tais assuntos íntimos, ajudará a impedir um doloroso rompimento do matrimônio e servirá também de proteção contra a queda na imoralidade. — 1 Cor. 7:1-5.
18. Ao passo que o marido piedoso procura satisfazer as necessidades emocionais e relacionadas da esposa, de que deve ele aperceber-se?
18 Portanto, o marido piedoso procurará com consideração satisfazer as necessidades emocionais e relacionadas de sua esposa, mas com o recato próprio de alguém que tem o espírito de Deus e demonstra seu fruto do autodomínio. (Gál. 5:22, 23) O marido cristão, tomando em consideração as limitações físicas e biológicas de sua esposa, assim como fez Jeová na Lei que deu a Israel, agirá “segundo o conhecimento”, concedendo à esposa “honra como a um vaso mais fraco, o feminino”. — Lev. 18:19; 20:18; 1 Ped. 3:7.
19. (a) É uma bênção criar filhos em que tipo de ambiente doméstico? (b) Os filhos requerem que espécie de disciplina?
19 Com o tempo, a união marital pode resultar em filhos, “uma herança da parte de Jeová”. (Sal. 127:3) É uma bênção quando estes são criados num ambiente doméstico que se destaca pelo forte amor entre os pais e pela alta consideração para com as coisas espirituais. É verdade que os jovens precisarão de conselho e correção, “mas aquele que . . . ama [seu filho] está à procura dele com disciplina”. (Pro. 13:24) Haverá grandes benefícios quando a disciplina parental, baseada na Bíblia, é administrada em amor.
IMITE A SULAMITA NA DEVOÇÃO EXCLUSIVA
20. O amor entre homem e mulher é ultrapassado por que amor e devoção?
20 O amor que a sulamita tinha ao seu pastor era “tão forte como a morte”, e o amor das pessoas piedosas unidas em casamento hoje pode ser igualmente tão profundo assim. Mas aquela moça disse também: “A insistência em devoção exclusiva é tão inexorável como o Seol.” (Cân. 8:6) O amor que Jesus tem ao corpo de seus seguidores ungidos ultrapassa o existente entre qualquer homem e mulher, e a devoção desta congregação a Cristo é tão inexorável como o Seol. Todavia, Jesus não morreu amorosamente apenas pelos que se tornarão sua “noiva” celestial, mas, também pelas suas “outras ovelhas”, agora representadas por uma “grande multidão”, que têm a perspectiva de vida eterna na terra. — João 10:16; Rev. 7:9.
21. (a) Que notável exemplo deu a sulamita? (b) Que proveito tiramos de meditar sobre o que Jesus fez por nós?
21 A todos estes servos de Jeová, a sulamita deu um exemplo de devoção exclusiva especialmente digno de nota. Quando meditamos no que Jesus fez por nós por meio de seu sacrifício resgatador, e quando consideramos suas expressões e promessas amorosas, aumenta nosso amor por ele. Isto, por sua vez, protege-nos contra empenhos egoístas, materialistas, não espirituais. Fortalece também nosso vínculo com Jeová, o Deus que tornou possível que os humanos tenham um ‘amor tão forte como a morte’.
[Foto na página 10]
O Criador projetou o casamento como união permanente.
[Foto na página 12]
O verdadeiro amor entre um homem e uma mulher pode ser extremamente forte.
[Foto na página 13]
“E ele se enamorou dela.”
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O amor — “caminho que ultrapassa” tudoA Sentinela — 1980 | 15 de outubro
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O amor — “caminho que ultrapassa” tudo
“Ainda vos mostro um caminho que ultrapassa isso.” — 1 Cor. 12:31.
1. Com que conselho resumiu um historiador idoso seu estudo dos eventos humanos?
‘AMAI-VOS uns aos outros.’ Um historiador de 92 anos de idade resumiu o seu extenso estudo dos eventos humanos com este breve conselho. “Minha derradeira lição da história”, declarou Will Durant, “é a mesma de Jesus. . . . experimente-a. O amor é a coisa mais prática do mundo.”
2. O que disse Jesus Cristo, quando deu aos seus seguidores “um novo mandamento”?
2 Na última noite de sua vida terrestre, Jesus Cristo disse aos seus seguidores: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:34, 35) Então, qual seria a principal qualidade identificadora dos verdadeiros seguidores de Jesus? Evidentemente, amar-se-iam mutuamente, teriam notável amor entre si. Mas, em que sentido era este “um novo mandamento”? Como deviam amar-se uns aos outros assim como Jesus os amara?
ASSIM COMO JESUS AMOU SEUS DISCÍPULOS
3. Em que sentido era “novo” o mandamento de Jesus a respeito do amor?
3 Pouco antes de dar o “novo mandamento”, Jesus lavou humildemente os pés de seus apóstolos. Sua ação, nesta ocasião, mostra aos cristãos que devem servir amorosamente seus concrentes, mesmo por realizarem tarefas humildes em seu favor. (João 13:1-16) Mas, não era só isso o que estava envolvido no “novo mandamento”. Este mandamento sobre o amor era “novo” no sentido de que ia mais longe do que a lei dada aos israelitas por meio de Moisés, sob a qual Jesus e seus discípulos se encontravam naquele tempo. Aquela lei especificava: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” (Lev. 19:18; Mat. 22:39) Exigia amor ao próximo, mas não amor abnegado que fosse ao ponto de dar até mesmo a vida a favor do seu semelhante.
4. Como mostrou Jesus a espécie de amor que é exigida pelo “novo mandamento”?
4 “Ninguém tem maior amor do que este”, disse Jesus, “que alguém entregue a sua alma a favor de seus amigos”. (João 15:13) No entanto, isto foi o que Jesus fez ao dar a sua vida como resgate a favor da humanidade imperfeita, pecadora e morredoura. (Mat. 20:28; João 3:16; 10:14-18; Rom. 5:12; 6:23) De fato, a vida terrestre de Jesus e sua morte exemplificam ambas o amor demandado por este “novo mandamento”. Sob a direção de Cristo, o cristão não deve fazer o bem apenas quando surge a ocasião, mas deve tomar a iniciativa de ajudar outros em sentido espiritual e de outro modo.
5. Qual é uma das maiores expressões de amor?
5 Sim, o seguidor de Jesus Cristo deve trabalhar ativamente para o bem de seu próximo. E qual é uma das maiores expressões do amor? Ora, é a pregação e o ensino das “boas novas” aos outros, porque isto pode resultar em obterem a vida eterna! Quanto a isso, o cristão deve ‘não só conferir as boas novas de Deus, mas também a sua própria alma’ ao trabalhar com os que aceitam esta mensagem e ao ajudá-los. (1 Tes. 2:8) De fato, deve estar pronto para entregar sua alma ou vida a favor deles. — 1 João 3:16.
6. Até que ponto deviam os seguidores de Jesus amá-lo?
6 Ao agir com amor, Jesus não adotava a lei do menor esforço. Antes, ‘os vitupérios dos que vituperavam a Deus caíam sobre ele’, e ele seguia firmemente a vereda do maior esforço contra a resistência oposta por Satanás e seus agentes. (Rom. 15:3) De modo que a vida não ia ser fácil para os verdadeiros seguidores de Cristo. Quanto a isso, Jesus indicou que deviam amá-lo mais do que a seus familiares mais chegados e até mesmo mais do que a sua própria alma. (Luc. 14:25-27) Os discípulos de Jesus certamente teriam de amar os seus companheiros no serviço de Jeová e teriam de produzir frutos espirituais, mesmo em face de intensa perseguição. — Mar. 10:29, 30; João 15:8.
PAULO INDICOU “UM CAMINHO QUE ULTRAPASSA” TUDO
7, 8. Qual era o ‘caminho que ultrapassava’, mencionado pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12:31, e ele ultrapassava o quê?
7 O apóstolo cristão Paulo salientou a importância do amor, quando escreveu a concrentes em Corinto. Naqueles dias, havia poucos exemplares das Escrituras em existência, e o conhecimento delas era transmitido na maior parte verbalmente. De modo que os dons milagrosos do espírito (conhecimento especial, falar em línguas, e assim por diante) eram vitais para a congregação. “Contudo”, escreveu Paulo, “ainda vos mostro um caminho que ultrapassa isso”. (1 Cor. 12:4-11, 27-31) Qual é este “caminho que ultrapassa” tudo?
8 É o caminho do amor, e sua importância foi salientada nas seguintes palavras: “Se eu falar em línguas de homens e de anjos [sendo que os espíritos têm a sua própria língua], mas não tiver amor, tenho-me tornado um pedaço de latão que ressoa ou um címbalo que retine [superficialmente]. E se eu tiver o dom de profetizar e estiver familiarizado com todos os segredos sagrados e com todo o conhecimento, e se eu tiver toda a fé, de modo a transplantar montanhas [quer obstáculos montanhescos, quer montanhas literais, se fosse da vontade de Deus], mas não tiver amor, nada sou. E se eu der todos os meus bens para alimentar os outros, e se eu entregar o meu corpo, para jactar-me, mas não tiver amor, de nada me aproveita.” — 1 Cor. 13:1-3; Mar. 11:23.
9. Se não vivermos segundo o amor, o “caminho que ultrapassa” tudo, o que se dará quanto ao nosso serviço a Deus?
9 Sim, até mesmo atos que de outro modo seriam valiosos tornam-se “obras mortas”, se a motivação para eles não for o amor a Deus e ao próximo. (Mat. 22:37-39; Heb. 6:1) “Labor amoroso” é essencial. (1 Tes. 1:2, 3) Todos os nossos esforços e sacrifícios no serviço de Deus não resultam em nada, se não vivermos de acordo com o ‘caminho ultrapassante’ do amor. Nem todos os primitivos cristãos podiam realizar obras poderosas, curar, falar em línguas e traduzir sob a influência do espírito de Deus. (1 Cor. 12:29, 30) Mas todos eles podiam demonstrar amor, um dos frutos do espírito santo de Jeová, que todos os cristãos devem cultivar. — Gál. 5:22, 1 João 4:16.
MODELOS DE AMOR A SEREM IMITADOS POR NÓS
10. Como nos deu Jeová um exemplo na demonstração de amor?
10 Tanto Jeová Deus como seu Filho Jesus Cristo deram-nos exemplos de demonstração de amor. Considere o seguinte: A criação física é uma manifestação do amor de Deus, porque apresenta evidência abundante do cuidado com a saúde, o prazer e o bem-estar da humanidade. Os humanos não foram criados para meramente existirem. Usualmente podem saborear alimentos, cheirar flores fragrantes, observar as diversas cores e belezas da criação, usufruir a associação de seus semelhantes e rir das momices de animais brincalhões, sem se falar das muitas outras delícias da vida. (Sal. 139:14) As manifestações de como Jeová dá altruistamente em amor incluem a criação do homem à Sua imagem e semelhança, com a faculdade do amor e da espiritualidade. (Gên. 1:26, 27) A provisão dum lar paradísico e a promessa certa dum paraíso terrestre restabelecido também mostram o amor de Deus, assim como o mostra revelar-se ele à humanidade por meio de sua Palavra inspirada e de seu espírito santo. (Luc. 23:43; 1 Cor. 2:10-13) E, naturalmente, o amor de Jeová é também revelado por ele providenciar a redenção da humanidade do pecado e da morte resultante. — Rom. 5:7, 8.
11, 12. De que modo demonstrou o Filho de Deus seu amor à humanidade?
11 O Filho de Deus gostava da humanidade já durante a sua existência pré-humana. Ele é identificado sob a figura da sabedoria personificada como o “mestre-de-obras” que serviu com prazer e disse: “As coisas de que eu gostava estavam com os filhos dos homens.” (Pro. 8:30, 31; João 1:1, 14) Tendo assim em mente a necessidade da redenção da humanidade, Jeová escolheu alguém que gostava especialmente da humanidade — Seu Filho unigênito, o qual “se esvaziou e assumiu a forma de escravo, vindo a ser na semelhança dos homens”. (Fil. 2:5-7) Sim, o Filho de Deus mostrou ter amor abnegado ao se tornar homem.
12 O amor evidenciou-se também no ensino de Jesus Cristo e na sua terna consideração para com os outros. Quando viu uma grande multidão, “teve pena deles e curou os seus doentes”. “Porque eram como ovelhas sem pastor”, Jesus sentiu-se comovido e “principiou a ensinar-lhes muitas coisas”. (Mat. 14:14; Mar. 6:34) Naturalmente, Jesus Cristo mostrou amor sublime por morrer numa estaca para prover um “resgate em troca de muitos”. — Mat. 20:28; Fil. 2:8) Nestas e em outras maneiras, tanto Jeová como Jesus forneceram modelos de amor a serem imitados pelos cristãos. — João 13:34; 1 João 4:10.
‘TENHA INTENSO AMOR’ PELOS CONCRENTES
13. (a) Pedro exortou seus concrentes a terem que espécie de amor uns aos outros, e há evidência de que tal amor existia entre eles? (b) Que efeito tem o amor nos cristãos da atualidade?
13 O amor mostra-se na disposição de dar de si mesmo e é básico para a vida piedosa. (Sal. 110:3) O apóstolo Pedro exortou os companheiros na adoração de Jeová a terem “intenso amor uns pelos outros”. (1 Ped. 4:8) Que tal amor existia entre os primitivos cristãos é demonstrado pelas suas expressões, porque é conhecido que se chamavam ou dirigiam uns aos outros com palavras de carinho, “meus filhos amados”, “o amado, a quem amo verdadeiramente”, e assim por diante. (1 Cor. 4:14; 3 João 1) Um amor similar existente hoje entre os verdadeiros cristãos é animador, provendo apoio durante provações. Ele “edifica”. (1 Cor. 8:1) Apesar de adversidade e perseguição, não estamos sem amigos num mundo sem amor. Os cristãos sabem que seus irmãos e suas irmãs espirituais realmente os amam, e este “perfeito vínculo de união” os ajuda a enfrentar o futuro com confiança. — Col. 3:14.
14. (a) Como é o amor epitomado por Paulo em 1 Coríntios 13:4-8? (b) Que perguntas podem ajudar o cristão a demonstrar amor em harmonia com as palavras de Paulo?
14 Mas, a questão é: Quão bem mostramos pessoalmente o amor pelos concrentes? O divinamente inspirado epítome do amor, apresentado pelo apóstolo Paulo, ajuda-nos a testar a qualidade de nosso amor uns aos outros. Queira ler 1 Coríntios 13:4-8. Daí tome tempo para refletir sobre estas palavras à luz das seguintes perguntas:
Sou eu “longânime e benigno”, mostrando tolerância paciente em situações desfavoráveis?
Evito o ciúme, como quando sou passado por alto e outro irmão recebe certos privilégios na congregação?
Sou humilde, em vez de me gabar do que Jeová talvez me tenha permitido fazer no seu serviço?
Comporto-me “indecentemente” nos modos ou na maneira em que trato certos concristãos?
‘Procuro os meus próprios interesses’, como no assunto relativamente pequeno de avançar na frente de outros nas assembléias cristãs?
Por exemplo, como ancião, fico “encolerizado”, só porque outros deixam de acatar prontamente o conselho bíblico?
‘Levo em conta o dano’, ofensas de anos atrás, ou perdôo aos meus irmãos e irmãs na fé, assim como eu desejo receber perdão?
Mostro, pela minha conversação, que evito a injustiça mundana e me alegro antes com a verdade?
‘Suporto todas as coisas’, sem esperar perfeição da parte de concristãos imperfeitos?
Sou alguém que “acredita todas as coisas”, não imputando injustamente motivação errada aos concrentes?
‘Espero todas as coisas’, realmente aguardando tudo o que a Palavra de Deus diz, e baseiam-se minhas esperanças realmente nela?
Tenho a espécie de amor a Deus que me habilitará a ‘perseverar em todas as coisas’, inclusive em perseguição por ser cristão?
Perguntas tais como estas podem muito bem ajudar ao cristão nos seus esforços de demonstrar amor.
15. O amor induz os do povo de Jeová a fazer o que para com concrentes necessitados?
15 São deveras numerosas as maneiras em que se pode mostrar amor a concrentes. Por exemplo, o amor nos induz a ajudá-los de modo material quando surge tal necessidade. (Tia. 2:14-17) Por conseguinte, os do povo de Jeová ajudaram os co-adoradores necessitados em terras assoladas pela guerra, após a Segunda Guerra Mundial. Demonstrou-se amor durante uma campanha de socorros, de dois anos e meio, em todo o mundo, em que Testemunhas de Jeová nos Estados Unidos, no Canadá, na Suíça, na Suécia e em outros países doaram roupa e dinheiro para comprar alimentos para os cristãos na Alemanha, na Áustria, na Bélgica, na Bulgária, na China, na Dinamarca, na Finlândia, na França, na Grécia, na Holanda, na Hungria, na Inglaterra, na Itália, na Noruega, na Polônia, na República das Filipinas, na Romênia e na Tchecoslováquia. Além disso, no decorrer dos anos, as Testemunhas de Jeová, de bom grado, têm provido ajuda material, sempre que necessária, quando seus concrentes foram vítimas de calamidades naturais.
16. Que efeito deve o amor cristão ter sobre os anciãos designados na congregação?
16 O amor cristão faz também com que os anciãos congregacionais, designados, sejam acessíveis e compreensíveis. Deve ser assim quando imitam os modos de Jeová, a respeito de quem se disse: “Assim como os céus são mais altos do que a terra, sua benevolência é superior para com os que o temem.” (Sal. 103:10-14) A atitude humilde e amorosa induz os superintendentes cristãos a fazer empenhos diligentes de ajudar espiritualmente os concrentes.
17. Como se pode mostrar amor a cristãos idosos ou doentios?
17 Todavia, o amor cristão induzirá todos os piedosos, e não apenas os anciãos designados, a serem cooperadores e prestativos nos tratos com co-adoradores de Jeová. Por exemplo, o amor pode induzir-nos a fazer as compras para cristãos idosos ou doentios. Pode induzir-nos a ler para eles a Bíblia e publicações cristãs, se necessário. Sim, e pode haver oportunidades de ajudá-los com as tarefas caseiras, de acompanhá-los no serviço de Deus e de ter associação agradável com eles em outras ocasiões. O amor nos motivará de diversas maneiras a fazer o bem aos outros — jovens ou idosos — sem que se nos peça isso.
PRATIQUE O AMOR PARA COM A FAMÍLIA E OS VIZINHOS
18. Para mostrarmos amor, será que precisamos de regras para abranger cada aspecto da vida?
18 O apóstolo Paulo escreveu: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto que vos ameis uns aos outros.” (Rom. 13:8) De fato, os cristãos devem aos outros o amor. Mas, para fazermos uso dessa qualidade, não precisamos de regras que abranjam cada aspecto da vida. Palavras e atos de amor nos são sugeridos pela consciência humana e pela sabedoria piedosa, baseada nas Escrituras. (Rom. 2:14, 15) Portanto, em geral, nós, como cristãos, sabemos se fomos amorosos em certa situação. Não obstante, uma coisa é saber que devemos mostrar amor, mas é algo bastante diferente praticá-lo.
19. O que nos ajudará a mostrar amor dentro da família, e de que maneira pode ser demonstrado?
19 Na família, às vezes podemos estar inclinados a ser irascíveis e desamorosos. Por quê? Porque conhecemos bem os membros da nossa família e talvez tenhamos menos paciência com eles do que com outros. No entanto, os mesmos princípios bíblicos, básicos, aplicam-se tanto dentro da família como nos nossos tratos com outras pessoas, tais como as da congregação cristã local. Certamente, podemos e devemos pedir em oração a ajuda de Jeová em praticarmos o amor para com os membros de nossa família. Seremos ajudados nisso, se nos lembrarmos de que Jeová Deus se agrada quando os maridos mostram amor à esposa “como aos seus próprios corpos”, quando as esposas amam o marido e os filhos, e quando os filhos têm amor aos pais, obedecendo a eles. (Efé. 5:28; 6:1-3; Tito 2:4) Até mesmo filhos crescidos podem mostrar amor aos seus pais idosos, não por não fazerem caso deles, mas por cuidarem deles espiritual e materialmente conforme houver necessidade. A devoção piedosa inclui assumir esta responsabilidade. E, naturalmente, demonstra amor quando os maridos cristãos se certificam de que sua família é cuidada de maneira espiritual e material. — Veja Provérbios 19:26; 1 Timóteo 5:4, 8.
20. Como podem especialmente os cristãos mostrar amor ao próximo?
20 Pode-se mostrar amor ao próximo por meio de atos humanitários, em diversas circunstâncias. Os habitantes de Malta trataram o apóstolo Paulo e outras vítimas de naufrágio com “extraordinário humanitarismo”. (Atos 28:1, 2) A consciência destes ilhéus pagãos induziu-os a agirem assim. Quanto mais devia a consciência biblicamente treinada dos cristãos induzi-los a mostrar amor ao próximo! É este amor ao próximo que nos move de modo especial a lhes divulgarmos as “boas novas”. Não poderíamos fazer nada melhor ou mais amoroso do que ajudá-los a ter uma boa condição perante Jeová. — 1 Tim. 1:8-11.
ACIMA DE TUDO, MOSTRE AMOR A DEUS
21, 22. (a) Qual é a maneira principal de mostrarmos nosso amor a Jeová? (b) Portanto, que perguntas podemos fazer a nós mesmos e que determinação devemos ter como “amantes de Jeová”?
21 Deveras, uma das maiores expressões de amor aos nossos semelhantes é ensinar-lhes as “boas novas”, ajudando-os assim a terem uma boa condição perante Jeová Deus. E quanto ao cristão, esta atividade é um dos principais modos de mostrar amor por Aquele que o merece mais — nosso amoroso Deus Jeová. O Filho dele disse: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força, e de toda a tua mente.” — Luc. 10:27.
22 Permanecemos ‘constantes como que vendo o Invisível’? (Heb. 11:27) Levamos seu nome sem igual, Jeová, como suas fiéis testemunhas? Deleitamo-nos de coração em falar sobre ele e seus propósitos? De fato, não é este um dos motivos básicos de nossa existência como congregação de seu povo? Deveras, é! Sob a influência de seu espírito santo, podemos continuar a seguir o “caminho que ultrapassa” tudo, o amor ao próximo. Mas, acima de tudo o mais, podemos destemidamente proclamar os louvores de nosso Deus, amando o que é bom e alegrando-nos nele como “amantes de Jeová”, que mantêm a integridade. — Sal. 97:10-12.
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