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  • Amor — o sinal que identifica
    A Sentinela — 1965 | 15 de fevereiro
    • Amor — o sinal que identifica

      “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” — João 13:35.

      1. Pode-se dizer que o amor é eterno? Por quê?

      “O AMOR é eterno.” A aliança dada por Abraão Lincoln à noiva tinha esta inscrição. Exatamente qual o sentido que deram a essa frase não é bem certo, mas tais palavras contêm a essência da verdade. “Deus é amor”, diz 1 João 4:8, e Deus sempre existiu. “O número de seus anos é incalculável.” (Jó 36:26, CBC) Assim, Jeová e a qualidade de amor remontam ao passado infinito. Ademais, por toda a eternidade existirá o amor, pois o próprio Deus não tem princípio nem tem fim. — Sal. 90:1, 2; Rev. 10:6; Hab. 1:12.

      2. Por que é possível aos cristãos mostrar amor? Por quanto tempo poderão os fiéis cristãos demonstrá-lo?

      2 O homem, criado à imagem de Deus, possui o atributo do amor. (Gên. 1:26) Por certo, nem todos os homens manifestam esta qualidade em seus tratos diários. Os cristãos, porém, são guiados pelo espírito de Deus. Mostram realmente amor, “porque o amor de Deus tem sido derramado em nossos corações por intermédio do espírito santo, que nos foi dado”. (Rom. 5:5) Em verdade, os cristãos têm a perspectiva de vida interminável e assim, se forem fiéis para sempre a Deus, poderão demonstrar eternamente o verdadeiro amor. Mas, o amor que manifestam faz com que se destaquem agora mesmo neste velho mundo desamoroso, identificando-os como seguidores de Cristo.

      3. (a) Que qualidade identifica os discípulos de Cristo, e que evidência dela entre os primitivos cristãos apresentou Tertuliano? (b) Como se obrigaram as testemunhas de Jeová a mostrar amor fraternal?

      3 “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos”, disse Jesus, “se tiverdes amor entre vós”. (João 13:35) O amor permeou as atitudes e tratos dos primitivos cristãos. Tão verídico era isto que, entre os pagãos, os cristãos primitivos eram especialmente conhecidos pelo seu amor fraternal. Em sua Apologia, Tertuliano cita os comentários de tais mundanos: “‘Observe’, dizem, ‘como amam uns aos outros . . . e como estão prontos para morrer uns pelos outros.’” este mesmo amor fraternal é evidente entre os verdadeiros seguidores de Cristo na atualidade; serve para identificá-los. Diante de todo o mundo, no meio de seu tumulto e da sua falta de amor, na Assembléia Internacional da Vontade Divina, em 1958, as testemunhas de Jeová, aos milhares, endossaram uma Resolução que declarava, em parte: “Falando-se figuradamente, já transformamos nossas espadas em relhas de arado e nossas lanças em podadeiras, e que, embora sejamos de muitas nacionalidades, não levantaremos espada uns contra os outros, porque somos irmãos cristãos e membros da uma só família de Deus, nem aprenderemos mais a guerrear uns contra os outros, mas andaremos em paz, união e amor fraternal nas veredas de Deus.” As suas ações têm sido coerentes com sua firme decisão e em harmonia com a admoestação de Paulo: “Em amor fraternal, tende terna afeição uns para com os outros.” (Rom. 12:10) O amor que as testemunhas de Jeová sentem umas pelas outras as identifica como sendo seguidores de Cristo. Mas, como é que são também comparáveis aos primitivos cristãos?

      DEMONSTRANDO AMOR FRATERNAL

      4. Indiquem uma coisa que revela que o vínculo de amor tem existido entre os cristãos nos tempos antigos e em nossos próprios dias.

      4 Em coisas grandes e em pequenas, os primitivos cristãos mostravam genuíno amor e preocupação de uns para com os outros. Por exemplo, quando Pedro, Paulo ou João escreveram cartas inspiradas aos companheiros crentes, não enviaram eles as suas próprias saudações cristãs? Sim, mas o que dizer dos outros? Ora, os cristãos em Roma, em Corinto, em Filipos e em todas as partes pediram aos escritores das cartas, divinamente orientados, que incluíssem suas amorosas saudações aos conservos de Deus em outras partes do mundo. (Rom. 16:21-23; 1 Cor. 16:19-21, 24; Fil. 4:21, 22; 1 Ped. 5:13; 3 João 14) Tudo isto revela o vínculo de amor que existia entre os primitivos cristãos. Mas, não é dessemelhante dos vínculos unificadores entre as hodiernas testemunhas de Jeová. É com freqüência que seu amor cristão tem sido enviado de uma congregação para outra, até mesmo atravessando os oceanos, circundando o globo! Certamente, assim como nos tempos antigos, assim também, em nossos próprios dias, os verdadeiros cristãos têm intenso amor uns pelos outros. — 1 Ped. 1:22.

      5. (a) Segundo alguns, o que eram as “festas de amor”? Eram obrigatórias? (b) Que oportunidades existem em nossos dias para os cristãos se reunirem em amor?

      5 Os primitivos cristãos às vezes realizavam o que eram conhecidas como “festas de amor” (Judas 12, Al, margem) A própria Bíblia não as descreve. No entanto, alguns dizem que eram ocasiões em que os cristãos materialmente prósperos realizavam banquetes para os quais convidavam seus companheiros crentes pobres. Juntos, os órfãos, as viúvas, os ricos e os menos afortunados participavam de lauta mesa, no espírito de fraternidade. Estas “festas de amor” aparentemente foram muito patrocinadas até mesmo pelos cristãos apóstatas até que, por causa de abusos que a elas se associaram, foram completamente abandonadas. Todavia, entre os verdadeiros cristãos primitivos, em geral, podemos estar seguros de que, seja qual tenha sido a sua natureza, o amor fraternal fazia sentir a sua presença em tais festas. Não, não eram obrigatórias. As Escrituras não fazem com que sejam e, por isso, tais “festas de amor” não foram renovadas pelos verdadeiros cristãos na atualidade. Mas, em nosso próprio tempo, em congressos das testemunhas de Jeová, existem oportunidades de irmãos e irmãs espirituais se reunirem em amor, de fazerem juntos as suas refeições em restaurantes tipo expresso e, especialmente, de partilharem em comum de rica porção espiritual. — Mal. 3:10.

      6. (a) Descrevam as reuniões dos primitivos cristãos. (b) Que proveito duplo resultou das associações cristãs?

      6 Os cristãos primitivos realizavam reuniões congregacionais e, quando se reuniam, encorajavam uns aos outros. (Heb. 10:24, 25) A sua associação nestas reuniões era agradável e altamente proveitosa. Tertuliano, que foi convertido por volta de 190 E. C., escreveu a respeito dos cristãos de seus tempos: “Encontramo-nos em reuniões e na congregação para nos aproximarmos de Deus em oração . . . Encontramo-nos para ler os livros de Deus.” Por certo, os primitivos cristãos reconheciam o valor da associação nas reuniões, bem como em outras ocasiões. Ora, qual teria sido a experiência dos cristãos coríntios, por exemplo, se se tivessem associado socialmente com os muitos habitantes imorais de sua cidade? Sobre Corinto, The Encyclopedia Britannica declara: “As tradições de licenciosidade e sensualidade associadas com a adoração de Afrodite . . . aumentaram as tendências naturais duma grande cidade para a iniqüidade e a luxúria desenfreada:” (11a. edição, Volume 7, página 151) Assim era Corinto nos dias de Paulo. Os verdadeiros cristãos ali, que agiam com sabedoria, certamente tomaram a peito as suas palavras inspiradas: “Não sejais desencaminhados. Más associações estragam hábitos úteis.” (1 Cor. 15:33) Mantinham associações cristãs e isto lhes trouxe duplo benefício. Serviu qual proteção e também indubitavelmente resultou num caloroso espírito familiar, de afeição fraterna, entre tais primitivos cristãos.

      7. (a) Por que devem os cristãos vigiar as suas associações no dia de hoje? O que produzirão as boas associações dentro da congregação cristã? (b) Ofereçam sugestões que sejam de proveito se aplicadas quando os cristãos se associam de modo social.

      7 Hoje em dia, as cristãs testemunhas de Jeová se reúnem regularmente na assembléia congregacional para considerarem as Santas Escrituras. Destarte, ajudam e animam umas às outras. E, visto que vivem num mundo cheio de imoralidade, vigiam as suas associações. Ao passo que más associações corrompem costumes úteis, as boas associações promovem bons costumes. Tais associações servem qual proteção e produzem caloroso espírito familiar dentro da congregação cristã hodierna. Ao se associarem socialmente os cristãos, de vez em quando, devem considerar coisas edificantes. Quando visitam uns aos outros, por que focalizar a atenção unicamente no aparelho de televisão? Por que não partilhar experiências, participar em jogos bíblicos ou de quebra-cabeças bíblicos? Talvez as pessoas casadas, jovens e idosas, e seus filhos, tenham prazer em passar juntos uma agradável noite, de vez em quando. Ótimo! Que maravilhosa oportunidade para estudarem em grupo a Palavra de Deus, talvez preparando-se para o estudo semanal de A Sentinela da congregação! Agradável? Naturalmente! E, também servirá para unir mais tais pessoas no amor cristão. Mas, nunca permitam que estas reuniões se transformem em ocasiões pesarosas, que desonrem a Deus! — 1 Cor. 10:31; Efé. 5:3-5.

      8. (a) Que fator contribui para o amor fraternal e caloroso espírito familiar entre as testemunhas de Jeová? (b) Que incidente, envolvendo Paulo, mostra se os cristãos têm ou não amor fraternal?

      8 Outro fator contribui para o amor fraternal e o caloroso espírito familiar entre os cristãos. Qual é? Todos os servos de Jeová oram a Ele, o único e verdadeiro Deus. Seja onde for que estiverem na terra, suas idéias e suas vozes ascendem ao único Pai celeste, em oração. Não é de admirar que sejam unidas! (Efé. 4:4-6) Oram do mesmo modo, mediante Cristo, a respeito de assuntos aprovados por Deus. (João 14:6, 14) Por conseguinte, têm a certeza de que, “não importa o que peçamos segundo a sua vontade, ele nos ouve”. (1 João 5:14) Os cristãos dos dias atuais amiúde mencionam uns aos outros em oração, como o fizeram os primitivos cristãos. (Col. 1:9; 2 Tes. 1:11; 2 Cor. 9:14; Fil. 1:3-5; Filêm. 4; Rom. 1:9, 10) Não só mencionou Paulo os companheiros crentes em suas súplicas, mas também fez apropriadamente este pedido: “Fazei orações por nós.” (Heb. 13:18; 2 Cor. 1:11; Rom. 15:30) Por certo, assim como fazem os cristãos hodiernos, os crentes do primeiro século uniam-se em oração quando se congregavam. Por exemplo, em certa ocasião, quando Paulo se encontrou em Mileto com os anciãos da congregação de Éfeso “ajoelhou-se com todos eles e orou”. Agora, observem o profundo amor demonstrado, ao continuar o registro: “Deveras, irrompeu muito choro entre eles todos, e lançaram-se ao pescoço de Paulo e o beijaram ternamente, porque estavam especialmente condoídos por causa da palavra que ele falara, de que não mais iam ver o seu rosto.” Será que os cristãos manifestam amor fraternal? Deveras, de modo eloqüente, este incidente responde Sim! Quão intensamente mostraram aqueles superintendentes cristãos o seu amor pelo fiel apóstolo Paulo! — Atos 20:16-18, 36-38.

      O AMOR PREVALECE SOBRE O SOFRIMENTO

      9. Entre os primitivos cristãos, que amor teve o primeiro lugar? Que certeza tinham eles?

      9 Mediante o amor e a oração, os primitivos cristãos mantinham-se unidos e permaneciam fortes apesar da perseguição e das dificuldades. Ora, até chegaram a fazer da questão do amor um assunto de oração a Jeová. Notem as palavras de Paulo aos filipenses: “Pois Deus é minha testemunha de que tenho muita saudade de todos vós, em terna afeição tal como Cristo Jesus tem. E isto é o que continuo a orar: que o vosso amor abunde ainda mais e mais com conhecimento exato e pleno discernimento.” (Fil. 1:8, 9) Que o amor abundava em verdade entre os fiéis cristãos do primeiro século é inquestionável. No entanto, será que se preocupavam mais com a família e amigos do que com a integridade e constância em fazerem a vontade de Deus? Nunca! Acima de tudo estava o seu amor a Deus. Junto com este, havia a disposição de dar a própria vida em fidelidade, se as circunstâncias os obrigassem a tal sacrifício. Não, não era fácil testemunhar a morte sangrenta ou ardente dos amados companheiros cristãos, ou enfrentar pessoalmente a mesma. Mas, em tudo que sofreram, aqueles cristãos primitivos tinham a certeza do amor de seus irmãos, e, especialmente, do amor todo-importante de seu Deus fiel, Jeová.

      10. Como foi que o incêndio de Roma, em 64 E. C., influiu sobre os cristãos?

      10 A populaça em geral considerou Nero responsável pelo incêndio de Roma, em 64 E. C. Ele, por sua vez, tentou lançar a culpa sobre os desprezados cristãos. Diz Tácito em seus Anais: “Nero prosseguiu com seu usual subterfúgio. Achou um grupo de pobres coitados, depravados e abandonados, os quais foram induzidos a confessar-se culpados, e baseando-se na evidência de tais homens, vários cristãos foram condenados, não por certo com evidência clara de terem incendiado a cidade, mas, antes, por causa de seu ódio taciturno contra a inteira raça humana. Foram mortos com requintada crueldade, e aos seus sofrimentos Nero adicionou a zombaria e o desprezo. Alguns foram cobertos de peles de animais selvagens, e abandonados, para serem devorados pelos cães; outros foram pregados na cruz; vários foram queimados vivos; e muitos, cobertos de matéria inflamável, foram acesos, quando o dia declinava, para servirem como tochas durante a noite.”

      11. Que amor não poderiam perder os fiéis cristãos? Como foi que Paulo expressou isto? O que dizer dos cristãos hodiernos?

      11 Isto não é senão um exemplo da terrível perseguição pela qual passaram os seguidores de Cristo, do primeiro século. Todavia, embora sofressem e morressem, com seu inabalável amor a Deus, tais cristãos fiéis jamais perderam o amor que Deus tinha por eles. Para eles, bem como para os seus irmãos e suas irmãs na família cristã do século vinte, aplicam-se as palavras de Paulo, escritas aos crentes em Roma, cerca de oito anos antes da grande conflagração: “Pois estou convencido de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem governos, nem coisas presentes, nem coisas por vir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criação será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rom. 8:38, 39) Hoje em dia, também, os cristãos sofrem. Mas, embora sejam objetos de oposição no lar, embora se definhem na prisão do inimigo, embora suportem dificuldades em algum campo de trabalho escravo na Sibéria, embora sejam tratados de forma brutal pelos seus perseguidores, de volta de toda a terra lhes chega o amor de seus conservos de Jeová e, desde os céus, o infalível amor de Deus. Nem mesmo a morte em fidelidade pode separá-los do amor de Deus. Em face de tudo isto, que adversário pode realmente prevalecer? — Mat. 10:28.

      12 Como consideram os cristãos uns aos outros? Qual foi o testemunho de Tertuliano neste respeito?

      12 Não só quando no ponto crucial da perseguição mostram os cristãos preocupação e amor uns para com os outros. Nos seus afazeres diários, sob toda e qualquer circunstância, dão evidência do seu amor mútuo, de sua afeição fraternal. Os primitivos cristãos se consideravam irmãos e irmãs. (Atos 9:17; 21:20; 1 Cor. 1:1; 16:12; Rom. 16:1; Tia. 2:15; Heb. 13:23) Comentando a atitude indignada dos descrentes para com os cristãos em seus dias, Tertuliano diz: “Sim, a sua indignação para conosco por usarmos entre nós mesmos o nome de ‘Irmãos’ não deve provir, penso eu, senão de que entre eles próprios todos os nomes de parentesco, no que toca à afeição, são falsos e fingidos:’ Como nos dias primitivos do Cristianismo, assim, hoje em dia, os verdadeiros seguidores de Cristo consideram uns aos outros como irmãos e irmãs. Mostram respeito pelos companheiros cristãos, idosos ou jovens. (1 Tim. 5:1, 2) Entre eles, as barreiras de nacionalidade ou de raça não existem. Na verdade, têm “intenso amor uns pelos outros”. — 1 Ped. 4:8.

      COMO O AMOR EDIFICA

      13. (a) Como é que o marido cristão mostrará amor? Com que resultado? (b) Que espécie de provisor será o marido cristão?

      13 “O amor edifica”, escreveu Paulo (1 Cor. 8:1) Considerem agora como isto se dá. No lar, o marido e cabeça cristão mostrará exemplar amor, virtude e espiritualidade. Se manifestar amor à justiça, será virtuoso. Não será desonesto, dando assim mau exemplo para sua esposa e seus filhos. Se tiver verdadeiro amor a Jeová e aos princípios justos da Palavra de Deus, será homem de inclinação espiritual. Seus conceitos e suas decisões se basearão nas ordens e nos princípios bíblicos. A atmosfera de espiritualidade envolverá literalmente a sua casa. O marido amoroso terá consideração para com a esposa. Não fará observações depreciativas sobre ela, como fazem alguns homens do mundo a respeito das esposas deles, até mesmo em público. Ao invés disso, o marido cristão edificará a esposa. Ele a elogiará quando ela preparar ótima refeição e em outras ocasiões. Será considerado quanto às limitações físicas dela, procurará o bem-estar dela e se esforçará de mantê-la em dia com ele, de modo espiritual. Não ficará tão ocupado, preparando discursos, empenhando-se no ministério, desincumbindo-se de deveres teocráticos e fazendo outras coisas, que negligenciará a esposa e os filhos, de forma desamorosa. Com amor inextinguível, será bom provisor das coisas materiais e espirituais. — 1 Tim. 5:8; Efé. 5:25-29.

      14. Como pode o cristão cuidar das necessidades espirituais de sua família? Que efeito terá isto?

      14 Como pode o marido e pai cristão cuidar das necessidades espirituais da esposa e família? Um meio é por organizar e aplicar uma tabela razoável e exeqüível para o estudo familiar. O que pode ser mais maravilhoso e edificante no lar do que a família se reunir regularmente na paz e quietude do seu lar a fim de estudar a Palavra de Deus? Este costume certamente se harmoniza com a admoestação bíblica. (Deu. 6:4-9; Efé. 6:4) O estudo familiar da Bíblia e das publicações cristãs, junto com a oração, resultará num sentimento de união que produzirá verdadeira felicidade. O amor abundará e a verdadeira alegria prevalecerá em tal família.

      15. Como pode a esposa cristã demonstrar seu amor?

      15 A esposa amorosa é devotada e leal. Se for verdadeira cristã, ela seguirá o conselho de Paulo: “De fato, assim como a congregação está sujeita ao Cristo, também as esposas estejam aos seus maridos, em tudo. . . . a esposa deve ter profundo respeito pelo seu marido.” (Efé. 5:24, 33) A diligência da boa esposa em realizar as tarefas domésticas é um dos meios de demonstrar o seu amor. Outro é de cooperar com o marido em treinar os filhos. Ao trabalharem juntos os pais nesse sentido, aumentará o amor. Permeará a casa e servirá bem aos interesses espirituais da família. — Pro. 31:10-31.

      16. De que maneira podem os filhos cristãos edificar os pais? Como podem demonstrar seu amor a Deus e seu respeito à sua Palavra?

      16 Os filhos, porém, também podem edificar amorosamente os seus pais. Podem realizar serviços, conforme a orientação dos pais. Podem ser prestimosos e assim manifestar amor. Daí, então, se aprontarem suas Bíblias e publicações cristãs para o estudo regular da família, pensem no deleite que isto causará aos pais! Os filhos podem mostrar quanto amam a Jeová pela sua obediência aos pais. Por meio dela, mostram que têm amor e respeito a Deus e à sua Palavra. Portanto, “filhos, em tudo sede obedientes aos pais, pois isso é bem agradável no Senhor”. — Col. 3:20.

      17. (a) Com respeito às reuniões cristãs, o que fará o amor? Por quê? (b) Quando estamos numa reunião congregacional, como devemos reagir se alguém passar por nós sem falar conosco?

      17 O amor também edifica na congregação. Atrai-nos às reuniões e nos faz participar delas. Por quê? Porque nelas podemos aguçar-nos uns aos outros de modo espiritual. Nossa presença anima a outros. Nossos comentários os fortalecem e edificam. (Pro. 27:17; Ecl. 4:9-12; Mat. 18:20) No entanto, suponhamos que, quando estivermos numa reunião congregacional, alguém passe por nós sem falar conosco. Será que ficaremos logo ofendidos, ou manifestaremos amor? Talvez aquela pessoa tenha grave problema. Talvez esteja pensando profundamente. Então, realmente, o que ela precisa? Não da sua frieza, por certo, mas de seu calor, de seu amor. Sejam amorosos e discernidores. Isto é muito melhor do que pensar ou falar mal de nossos irmãos! — Col. 3:12, 13.

      18. Temos nós de ter muitas coisas em sentido material para mostrarmos hospitalidade? Como podemos edificar outras pessoas por sermos hospitaleiros?

      18 Podemos também demonstrar amor por prestarmos ajuda material, se nossos irmãos estiverem necessitados. Podemos manifestar amor por ser hospitaleiros. Mostrar hospitalidade, contudo, não exige necessariamente que tenhamos muito no sentido de coisas materiais. Pensem em como alguém que esteja sofrendo como cristão apreciaria tanto um pouco de associação espiritual. Não nos devemos envolver em assuntos que sejam estritamente pessoais. Podemos relatar experiências animadoras e falar das bênçãos de Deus agora e das que virão. Não se precisa de dinheiro para dar de nós mesmos desta forma. E, todavia, o que é mais precioso do que isso — nosso amor demonstrado para com nosso irmão? Daí, também, alguns são espiritualmente fracos. Por mostrar-lhes amor, talvez possamos suscitar em seus corações apreciação mais profunda de seus privilégios. Talvez possamos estudar a Bíblia e publicações cristãs com esses ou treiná-los no ministério. Portanto, esteja alerta para aproveitar as oportunidades de continuar a mostrar amor fraternal. — Heb. 13:1, 2.

      CONTINUEM A MOSTRAR AMOR

      19. Por que devemos apegar-nos à organização de Deus? A atitude de quem devemos partilhar?

      19 Acima de tudo, devemos manter amor leal para com Deus. Devemos aderir à organização que Ele usa. Jamais a abandonem, pois, na realidade, não há nenhum outro lugar a que possam ir. A verdade de Deus não pode ser encontrada em nenhuma outra parte. Que nossa atitude seja sempre como a expressada por Pedro numa ocasião em que muitos abandonaram a Cristo. O relato nos conta: “Devido a isso, muitos dos seus discípulos foram embora para as coisas atrás e não andavam mais com ele. Portanto, Jesus disse aos doze: ‘Será que vós também quereis ir?’ Simão Pedro respondeu-lhe: ‘Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens declarações de vida eterna; e nós cremos e viemos a saber que tu és o Santo de Deus.” (João 6:66-69) Sejam leais, demonstrem amor, e continuem a edificar caloroso espírito familiar dentro da organização cristã. Os que fazem parte duma família amorosa se deleitam em estar juntos, de fazer as coisas juntos. Quão apropriado, então, é que os verdadeiros cristãos hodiernos trabalhem, orem e permaneçam juntos, amorosamente, como uma única família debaixo de Deus!

      20. O que será necessário nos difíceis dias adiante?

      20 Nos difíceis dias adiante, ao se aproximar cada vez mais este mundo de seu fim, como cristãos, temos de ter os corações voltados para Jeová e corações abertos completamente para os novos e antigos companheiros cristãos. Paulo disse aos coríntios: “A nossa boca abriu-se para vós, coríntios, o nosso coração alargou-se. Não estais comprimidos, quanto ao espaço no nosso íntimo, mas estais comprimidos quanto ao espaço nas vossas próprias ternas afeições. Assim, como recompensa dada em troca — falo como a filhos — alargai-vos também.” (2 Cor. 6:11-13) Que todos demonstrem verdadeiro amor, com corações bem abertos.

      21. Quão valioso e duradouro é o amor, segundo a moça sulamita?

      21 Lembrem-se da bela e profética história de amor da moça sulamita e seu namorado pastor, registrada no Cântico de Salomão. Que palavras colocou Salomão nos lábios da donzela! Aplicam-se aptamente ao amor do restante dos seguidores ungidos de Cristo para com ele, mas, há muita coisa nelas que todos os cristãos devem avaliar. Que magnífica apreciação do amor infalível e leal temos nas palavras da sulamita: “Põe-me como um selo sobre o teu coração, como um selo sobre os teus braços; porque o amor é forte como a morte, a paixão [devoção exclusiva] é violenta como o scheol. Seus ardores são chamas de fogo, os seus fogos, o fogo do Senhor [Já]. As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir. Se alguém desse toda a riqueza de sua casa em troca do amor, só obteria desprezo.” (Cânt. 8:6, 7, CBC) Quão verdadeiramente valioso e duradouro é o amor!

      22. Que dívida possui todo o cristão? Poderá ser paga completamente? Por quê?

      22 Cada cristão deve algo ao próximo, algo que jamais poderá pagar completamente. “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma”, disse Paulo, “exceto que vos ameis aos outros; pois, quem ama o seu próximo tem cumprido a lei”. (Rom. 13:8) Durante toda a sua vida, deverá amor aos outros. Portanto ande nos caminhos do amor, a qualidade que identifica os verdadeiros cristãos. Lembre-se, o amor durará para sempre. Como cristão, mostre verdadeiro amor agora e será sua possessão eterna para expressá-lo na maravilhosa nova ordem prometida pelo amoroso Deus, Jeová.

  • “O amor nunca falha”
    A Sentinela — 1965 | 15 de fevereiro
    • “O amor nunca falha”

      “O AMOR NUNCA FALHA.” — 1 COR. 13:8.

      1. Com o quê pode ser comparado o amor? O que tem de ser feito a fim de aumentar a sua beleza?

      O AMOR é como uma pedra preciosa de incalculável valor, um diamante de muitas facêtas. É belo, não importa de que modo olhe para ele. Em verdade, tem-se dito em verso: “A juventude passa, a beleza é como a flor, mas a jóia que conquista o mundo é o amor.” Como diamante de numerosas superfícies que brilham, o amor tem muitos aspectos, todos bons, todos desejáveis, todos comoventes e alentadores. Mas, no princípio, pode-se comparar o amor a uma pedra sem polimento, embora preciosa. A habilidade latente de atrair as outras pessoas, de abençoá-las, de acalentá-las, existe, num estado não polido. Como podemos dar-lhe polimento, a fim de aumentar o seu brilho? Como cristãos, como podemos pegar este diamante como que em estado bruto, e fazê-lo brilhar em fulgurante beleza? Bem, primeiro precisamos fazer a luz da Palavra de Deus brilhar sobre a gema do amor.

      2. (a) Apesar do quê tem Jeová demonstrado amor? (b) Como têm Deus e Cristo demonstrado amor em relação com o resgate?

      2 Jeová prima em demonstrar amor. Durante milhares de anos e apesar da obstinação da humanidade, o Criador tem demonstrado, fiel e infalivelmente, este atributo superlativo — tudo isto, embora seja imerecido. Jeová “faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos”. O Altíssimo tem sido “benigno para com os ingratos e os iníquos”. Tudo isso pôde Jesus Cristo atestar em seu sermão da montanha. (Mat. 5:45; Luc. 6:35) Realmente, tanto Jeová como Cristo têm demonstrado grande amor em relação com o resgate. “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) E Jesus disse a seus seguidores: “Ninguém tem maior amor do que este, que alguém entregue a sua alma a favor de seus amigos:” (João 15:13) Jesus Cristo fez justamente isso para os semelhantes a ovelhas, em harmonia com suas próprias palavras: “Eu sou o pastor excelente . . . entrego a minha alma em benefício das ovelhas.” (João 10:11, 15) Que maravilhosos exemplos de amor temos em Jeová e em Seu Filho!

      3. A fim de termos o favor de Jeová, que qualidade temos de mostrar e para com quem?

      3 Para termos o favor de Jeová, temos de mostrar amor, semelhante a Deus e a Seu Filho. (1 João 3:21-23) Os verdadeiros cristãos, portanto, regem-se pelos dois grandes mandamentos enunciados por Cristo: ‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua mente: iate é o maior e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’” (Mat. 22:37-39) É possível aos cristãos mostrar tal amor, pois têm o espírito de Deus e produzem os frutos do mesmo, um dos quais é o amor. — Gál. 5:22.

      4. O que é o amor, segundo Paulo?

      4 O amor é uma qualidade que carece de descrição. Desafia a definição cabal. Todavia, sob inspiração, Paulo escreveu sobre ele: “O amor é longânime e benigno. O amor não é ciumento, não se gaba, não se enfuna, não se comporta indecentemente, não procura os seus próprios interesses, não fica encolerizado. Não leva em conta o dano. Não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade. Suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas. O amor nunca falha.” (1 Cor. 13:4-8) É fácil de se ver que o amor jamais poderá repelir, mas tem de atrair. Atrairia naturalmente, aproximando as pessoas. Foi isto o que certamente fez na sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová, unificada como ela é, mundialmente. Mas, examinemos agora com cuidado os vários aspectos, as diversas facetas desta gema, o amor.

      “O AMOR É LoNGÂNIME E BENIGNO”

      5. (a) Para muitas pessoas, o que tem significado a longanimidade de Jeová? Será que Ele tolerará infinitamente as más ações? (b) Quais são os meios de nos mostrarmos longânimes?

      5 Paulo disse: “O amor é longânime e benigno: “Sermos longânimes significa, que suportaremos as fraquezas e imperfeições dos outros. Jeová faz isto, e, para muitas pessoas, tem significado a salvação. (Rom. 2:4; 2 Ped. 3:9, 15) Naturalmente, não tolerará infinitamente as más ações. Paulo disse aos idólatras atenienses: “É verdade que Deus não tem tomado em conta os tempos de tal ignorância, no entanto, agora ele está dizendo à humanidade que todos, em toda a parte, se arrependam. Porque ele fixou um dia em que se propôs julgar em justiça a terra habitada, por meio dum homem a quem designou.” (Atos 17:29-31) Seguindo o exemplo divino, devemos ser pacientes com outras pessoas que talvez sejam mais vagarosas física ou mentalmente, talvez por causa de idade avançada. O amor procura meios de mostrar consideração simpática. Isso não significa que precisemos tolerar continuamente as más ações ou que nós mesmos violaremos os princípios bíblicos. No entanto, algumas coisas podem ser feitas de um modo ou de outro. Nenhum princípio bíblico está envolvido. Por que insistir que o nosso modo é o único que serve, em tais casos? Isso talvez apenas leve a ações desamorosas, a disputas e à perda de felicidade. (1 Cor. 9:22) Que devemos ser pacientes e perdoadores foi destacado por Jesus, o qual disse a Pedro que perdoasse “não . . . Até sete vezes, mas: Até setenta e sete vezes”. (Mat. 18:21, 22) Portanto, bem podemos perguntar a nós mesmos: “Será que eu realmente tenho paciência? Demonstro simpatia? Coloco-me no lugar dos outros? Perdôo?” Se for longânime e puder responder Sim, esta faceta do seu amor tem de brilhar reluzentemente!

      6. (a) Dêem exemplos de “humanitarismo”. (b) Por que se pode dizer que a vida dos cristãos é cheia de bondade?

      6 Mas, o que dizer da benignidade? O amor é benigno. Há obras de benignidade humana e, em ocasiões de desastre, as pessoas agem amiúde de forma humanitária. Os habitantes de Malta mostraram aos náufragos, Paulo e outros, “extraordinário humanitarismo”. (Atos 28:2) No entanto, não fizeram isso por ser Paulo um ministro de Jeová Deus. Simplesmente mostraram beneficência, embora de maneira abundante. Hoje em dia, quando assola a calamidade, muitas pessoas agem com “humanitarismo”. Ajudam ao próximo que sofre. Por exemplo, em fevereiro de 1953, o desastre assolou os Países-Baixos, quando os diques se romperam e o país sofreu inundação. Certo escritor disse, recapitulando isto e ocorrências semelhantes: “As vezes; pode acontecer que o público seja generoso demais. Suficientes cobertores foram doados às vítimas das inundações nos Países-Baixos para cobrir a inteira nação holandesa durante um ano:” Quando as dificuldades afligem seus irmãos e suas irmãs espirituais, em alguma parte do mundo, a benignidade e o amor movem os verdadeiros cristãos a agir. Coisas materiais, roupa e itens necessários são doados pelos companheiros crentes dos países não afetados. Mas, os cristãos fazem com que mostrar benignidade seja um trabalho vitalício, não só de modo material, mas, em especial, de forma especial, de forma espiritual. Usam seu tempo e seus recursos, utilizam suas energias, em ações de benignidade e de amor, ajudando as pessoas de forma espiritual, mediante o seu ministério. Portanto, o cristão dedicado não se limita à filantropia ocasional ou ao humanitarismo temporário, a ‘benignidade humana’ passageira. A sua vida é cheia de benignidade. — 1 Tim. 4:16.

      7. Dêem ilustração que mostre a necessidade de bondade.

      7 Agora, suponhamos que esteja no local de reuniões da congregação, o Salão do Reino. Ao olhar em volta de si, o que vê? Saudando-o acham-se rostos alegres. Só ocasionalmente talvez perceba outro sentimento quase imperceptível. Com coragem, a sua irmã cristã que vive numa casa dividida esconde a dor que experimenta. Quando voltar para casa, talvez a espere algo desagradável. Talvez a sua presença nesta reunião pacífica, espiritualmente edificante, tenha ocorrido à custa de não pouca infelicidade. Ela chorou muito antes de sair de casa por causa dum cônjuge opositor, embora talvez jamais o perceba. Quanto amor e apreciação expressaria para com essa pessoa das “ovelhas” de Deus, se apenas soubesse quais eram as circunstâncias dela! Como daria todo o seu coração por ela! Por certo, não a desperceberia nem diria algo rude, num momento de irreflexão. Ó, esta irmã talvez até ache necessário diminuir um tanto a sua freqüência às reuniões, por causa das exigências do marido, embora ela não deixe completamente de se reunir com seus companheiros cristãos. Será que começamos a olhar para ela de forma desprezível? Não devemos, pois, se ela está fazendo o melhor que pode, Jeová sabe disso e não se sente desagradado. Lembre-se, Deus “olha o coração”. (1 Sam. 16:7, CBC) Não seria bondoso, realmente, achar faltas nela. Ela precisa de ajuda, não de ser desanimada; de benignidade, não de crítica. Quando lhe falarmos animadoramente, acalentaremos o coração dela, faremos com que se sinta verdadeiramente feliz por ser parte de tal organização maravilhosa e amorosa. E, ao mostrar benignidade, estamos polindo outra superfície da gema do amor.

      8. Como mostramos bondade em nosso ministério?

      8 A benignidade também é expressa quando explicamos pacientemente a verdade às pessoas em nosso ministério — isto, embora de início tenham dificuldades de compreender algumas coisas ou de aplicar os princípios bíblicos à sua vida e ao seu modo de pensar. Mas, quer em casa, quer no ministério, quer nas reuniões congregacionais, é essencial expressarmos benignidade. É importante aspecto de nosso amor. Portanto, somos admoestados: “Mas, tornai-vos benignos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos liberalmente uns aos outros, assim como também Deus vos perdoou liberalmente por Cristo.” — Efé. 4:32.

      O AMOR NAO É INVEJOSO NEM JACTANCIOSO

      9. (a) Como devemos agir quando se confia a alguém uma posição de responsabilidade na congregação? (b) Visto que “o amor não é ciumento”, como devemos considerar a inveja?

      9 “O amor não é ciumento:” Por isso, a inveja não nos engolfará, se tivermos amor. Não permitiremos que nosso amor se extinga se se confiar a outra pessoa uma posição de responsabilidade na congregação cristã. Não negaremos a ela o nosso apoio ativo por motivo de inveja. Ao invés, agradeceremos a Jeová de poder o nosso irmão espiritual usar suas boas qualidades e habilidades para o adiantamento da organização terrestre de Deus. Regozijar-nos-emos com seu êxito. Reconheceremos a inveja como sendo o que é — pecado. O conselho de Gálatas 5:26 achará lugar em nosso coração: “Não fiquemos egotistas, atiçando competição entre uns e outros, invejando-nos uns aos outros.”

      10. Por que devemos jactar-nos de Jeová, e não de nós mesmos?

      10 Mas, suponhamos que ocupemos uma posição de responsabilidade. Temos razão de nos jactar de nossas consecuções? O amor “não se gaba”. Não temos nada que não recebemos. (1 Cor. 13:4; 4:7) Podemos ser pastores, exercer a supervisão, mas, lembremo-nos, jamais perdemos a posição de ovelhas em razão de tal designação. Como ovelhas, todos devem jactar-se, não de si mesmos, mas de quem? Primeira aos Coríntios 1:31 responde: “Quem se jactar, jacte-se em Jeová.” Quão apropriado é que todas as ovelhas se jactem do Grande Pastor de todas as ovelhas! E por que não jactar-se de Jeová? Podemos plantar e regar, como o fizeram Paulo e Apolo, “mas Deus o fazia crescer; de modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que o faz crescer”. (1 Cor. 3:6-9) Daí, então, o que dizer do amanhã? Se nos jactarmos hoje e confiarmos apenas em nós mesmos, isto talvez seja fatal. Note o aviso do apóstolo: “Conseqüentemente, quem pensa estar de pé, acautele-se para que não caia.” (1 Cor. 10:12) Não se esqueça de que “se alguém acha que ele é alguma coisa, quando não é nada, está enganando a sua própria mente”. (Gál. 6:3; Rom. 11:18) Portanto, então, se nos jactarmos de Jeová, e não de nós mesmos, agiremos de modo amoroso, não orgulhosamente. Estaremos assim polindo e abrilhantando ainda outra faceta do amor. Como assim?

      11. (a) Como pode uma pessoa demonstrar ‘disposição mental voltada para a carne’? (b) Que atitude devemos ter para com as outras pessoas?

      11 O apóstolo indicou ademais que o amor “não se enfuna”. Não podemos desperceber isto, um dos muitos aspectos do amor. A pessoa talvez seja ambiciosa ou se leve muito a sério. Talvez creia que deve endireitar as coisas na vida dos outros. Francamente, talvez pense que é superior ao próximo. Mas, não seria falho nisto o seu amor? Sim, pois teria ‘disposição mental voltada para a carne’. (Col. 2:18) Naturalmente, isto não significa que o superintendente deva desperceber as oportunidades de ajudar as pessoas espiritualmente ou que as outras pessoas devam deixar de assim fazer. Mas, algumas coisas são pessoais e devem ser deixadas assim. (Gál. 6:5) Eis o conselho de Colossenses 3:12, muito apropriado: “Concordemente, como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade.” Verifique a sua roupa espiritual. Aja de modo amoroso, “com humildade mental, considerando os outros superiores a vós”. — Fil. 2:3.

      O AMOR NAO É INDECENTE NEM EGOÍSTA

      12. Visto que o amor “não se comporta indecentemente”, como devemos proceder?

      12 Enquanto estamos polindo esta faceta da gema do amor, faremos bem de lembrar-nos de que o amor “não se comporta indecentemente”. Isto significa que teremos bons modos em casa, na congregação e no ministério. Não seremos rudes e anticristãos. Nem agiremos de modo imoral, procurando de forma egoísta corromper a outrem. (1 Cor. 10:8; 2 Ped. 2:9, 10) Mas, precisamos pensar de modo correto a fim de agir de modo correto. Temos de evitar a obscenidade. Aos efésios, foi dito: “A fornicação e a impureza de toda espécie, ou a ganância, não sejam nem mesmo mencionadas entre vós, assim como é próprio dum povo santo; nem conduta vergonhosa, nem conversa tola, nem piadas obscenas, coisas que não são decentes, mas, antes, ações de graças.” (Efé. 5:3, 4; Col. 3:5-8) Os cristãos estão num palco. Somos espetáculo teatral diante dos homens e dos anjos. (1 Cor. 4:9) Que espécie de personagens seremos no presente drama, se esquecermos de fazer o que é amoroso, se, em nossa falta de consideração, trouxermos vitupério sobre Jeová, a quem devemos amar em primeiro lugar e acima de tudo? Que isto jamais aconteça!

      13, 14. (a) Considerando que o amor não “procura os seus próprios interesses” de modo egoísta, o que significa isto para um superintendente? (b) Que exemplo não devem olvidar os superintendentes? (c) Movidos pelo amor como podem os cristãos buscar bem os interesses dos outros?

      13 O amor não “procura os seus próprios interesses” de modo egoísta. No caso dum superintendente, por exemplo, isto significa gastar-se. Exige que ele seja acessível sempre. Jamais deve estar ocupado demais para ajudar a outrem. Se as pessoas na congregação tiverem problemas que não possam resolver, e precisarem de ajuda, não devem sentir-se livres de pedir a ajuda do superintendente maduro? E não deve ser ele amoroso e considerado? Ora, pensemos em Jesus. Quão ocupado estava! Todavia, as pessoas podiam aproximar-se dele. Ele pregava a elas. Ele lhes ensinava. Ele as curava. Ele mostrava compaixão por elas. Ele lhes tinha amor! Deu o exemplo perfeito, exemplo que os superintendentes maduros e amorosos não olvidarão. — Mat. 4:23; Mar. 1:21, 22; 2:13; Luc. 7:13; João 13:34; 15:9, 12.

      14 O amor fará com que sacrifiquemos nossos próprios direitos, às vezes, e sejamos tolerantes para com os costumes que, em si mesmos, não sejam antibíblicos. Os cristãos coríntios ficaram imaginando se deveriam comer carne comprada no açougue mas que procedia dos animais oferecidos aos ídolos. Não havia objeção direta de comer da mesma, enquanto a pessoa não estivesse comendo uma refeição sacrificial na adoração dos deuses demoníacos representados pelos ídolos. Todavia, se comer tal carne fizesse outrem tropeçar, Paulo aconselhou a abstinência. Disse: “Todas as coisas são lícitas; mas nem todas as coisas são vantajosas. . . . Que cada um persista em buscar, não a sua própria vantagem, mas a da outra pessoa.” (1 Cor. 10:23-33) Semelhantemente, hoje em dia, o cristão considerado, por exemplo, se refreará de tomar bebidas alcoólicas numa comunidade em que se considera desprezível fazer isso. Tem o direito bíblico de beber com moderação, mas abstém-se porque não deseja fazer alguém tropeçar. Preocupe-se, então, no bem-estar e na edificação das outras pessoas. Dê polimento a esta faceta da gema do amor. Busque, não seus próprios interesses egoístas, mas os interesses e o bem-estar dos outros. O amor fará com que aja assim porque o amor jamais falha. — Fil. 2:4.

      OUTRAS FACETAS DO AMOR

      15. O cristão maduro adotará que conceito sobre a ira e de guardar ressentimento? Por quê?

      15 O amor “não fica encolerizado” nem “leva em conta o dano”. Não só a ira prejudica as relações, mas também é prejudicial à saúde, fazendo o coração ficar tenso. Disse Salomão: “Um coração tranqüilo é a vida do corpo:” (Pro. 14:30, CBC) Portanto, aceite o conselho: “Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente isso acabará mal.” (Sal. 37:8, ALA) A ira é obra da carne degenerada. (Gál. 5:19, 20) E guardar ressentimento lhe prejudica. É anticristão. (Mat. 5:22; Lev. 19:17, 18) Certa vez, Paulo e Barnabé tiveram uma diferença. Mas, fechou-se a brecha e não guardaram ressentimentos. (Atos 15:36-41) Não sustente nenhuma animosidade, portanto, nem procure imaturamente um meio e uma ocasião de retribuir a algum ofensor. Não fique provocado nem retenha lembrança de injúrias. Lembre-se, estas facetas da gema do amor também têm de ser, polidas. — Rom. 12:17.

      16. Com o quê não se regozija o amor? Com o quê realmente se regozija? Comparem os cristãos e os que têm más inclinações mentais neste respeito.

      16 O apóstolo disse ademais que o amor “não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade”. (1 Cor. 13:6) O cristão não acha prazer na injustiça, mesmo que a sofram os opositores. (Pro. 29:27) No entanto, os que têm más inclinações, Satanás, os demônios e os homens maus, se regozijam com a injustiça, considerando que “o fim justifica os meios”. Este foi um dos fatores que trouxe sobre a terra e seus habitantes as horríveis devastações da guerra mundial nesta geração. Cidades foram transformadas em montões de cinzas, os lares em pó, certa medida de felicidade em pranto e dor — e, para milhões de pessoas, veio a morte. Estas e outras causas do sofrimento foram trazidas pelos que se regozijam com a injustiça, os que odeiam o que é correto. Os cristãos, contudo, se regozijam em Jeová, no triunfo da verdade, não na injustiça de qualquer espécie. Assim, para eles, o futuro reserva verdadeira grandeza. Semeiam o amor, não o ódio, e continuarão a colher o amor de Deus junto com felicidade agora e na nova ordem prometida por ele. — 2 Ped. 3:11-13; Gál. 6:7-10.

      17. Citem um modo em que o amor “suporta todas as coisas”.

      17 O verdadeiro amor “suporta todas as coisas”. Por isso, se surgirem dificuldades, os cristãos exercerão o perdão. Terão presente as palavras de Cristo: “Outrossim, se o teu irmão cometer um pecado, vai expor a falta dele entre ti e ele só. Se te escutar, ganhaste a teu irmão.” (Mat. 18:15-17) Este primeiro passo para resolver dificuldades é um ato de amor, pois a tagarelice não encherá o ar, mas o próprio ofensor é procurado em particular. Se necessário, podem ser dados passos adicionais, mas quantos problemas são bem facilmente resolvidos deste modo, pelo amor! São considerados pelo que são — pequenas ofensas pessoais que podem ser ràpidamente esquecidas e perdoadas. Os verdadeiros cristãos não permitem que seu amor esmoreça. Preferem “viver pacificamente”, resolver amigavelmente os seus problemas. — 2 Cor. 13:11.

      18. (a) Tendo amor, como consideraremos a verdade? (b) Que atitude devem assumir os cristãos para com o alimento espiritual servido pelo “escravo fiel e discreto”?

      18 O amor não nos permitirá rejeitar a verdade. Tem-se dito que “a verdade é . . . mais estranha que, a ficção”. Todavia, se for a verdade, o amor a aceitará. Por quê? Porque o amor “acredita todas as coisas”. Ainda assim, o amor não engole tudo, nem é crédulo. Se algo for impróprio ou inverídico, o amor não nos permitirá aceitá-lo. O amor, no entanto, nos fará receber com apreciação as verdades registradas na Palavra de Deus. Mover-nos-á a aceitar o alimento espiritual provido mediante o “escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45-47) Não seremos céticos a respeito do mesmo. Ora, se tivermos dúvida neste respeito, seremos como as inquietas e turbulentas ondas do mar. Já observaram as ondas que bramem, talvez levadas pelos ventos transformadores? O seu movimento não tem direção. Bem, se formos céticos, seremos como as ondas. Assim, para nosso benefício, Tiago escreve: “Portanto, se alguém de vós tiver falta de sabedoria, persista ele em pedi-la a Deus, . . .e ser-lhe-á dada. Mas, persista ele em pedir com fé, em nada duvidando, pois quem duvida é semelhante a uma onda do mar, impelida pelo vento e agitada. De fato, não suponha tal homem que há de receber algo de Jeová.” — Tia. 1:5-8.

      19. O amor “espera todas as coisas”. Quais são as coisas?

      19 O cristão tem de também ter esperança em todas as coisas da Palavra de Deus. Os tessalonicenses receberam a admoestação: “Mas, quanto a nós os que pertencemos ao dia, mantenhamos os nossos sentidos, estando vestidos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação:” (1 Tes. 5:8) O soldado que entrar em combate sem o equipamento apropriado ou cobertura protetora, dificilmente poderá esperar sobreviver. Se nosso amor falhar, que espécie de soldados espirituais seremos nós? Não teremos a “couraça da fé e do amor” ou o capacete vitalmente necessário, “a esperança da salvação”. Apropriadamente, então, o amor “espera todas as coisas”, todas as coisas que estão na Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada e verdadeiramente baseadas nela. — Joâo 17:17.

      20. O que o amor nos ajudará a suportar?

      20 Outra faceta da gema do amor é que “persevera em todas as coisas”. O amor a Deus torna possível a perseverança debaixo de perseguição. Até mesmo depois de os apóstolos terem sido fustigados e desonrados a favor do nome de Cristo, “cada dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo, Jesus”. (Atos 5:40-42) Com a força suprida por Deus pode-se suportar o sofrimento em virtude da perseguição. (Fil. 4:13) Mas, o que dizer se recebermos reprovação de Deus mediante sua Palavra ou organização? Então, lembre-se deste sábio conselho: “Meu filho, não desprezes a correção do Senhor [Jeová], nem te espantes de que ele te repreenda, porque o Senhor [Jeová] castiga aquele que ele ama, e pune o filho a quem muito estima.” (Pro. 3:11, 12, CBC) Não permita que seu amor esmoreça. Aceite correção. Jamais permita que esta lhe afaste da organização de Deus, ou que sufoque seu amor a ela ou a Jeová. — Sal. 141:5.

      21. (a) A fim de mostrar amor, em que devem confiar os cristãos? (b) Por que se deve prezar o amor?

      21 Admitidamente, nem sempre é fácil exercer amor. Portanto, tem de aprimorá-lo e tem de confiar no espírito de Jeová. Se fizer isso, ser-lhe-á possível mostrar amor, pois é fruto do espírito de Deus. (Gál. 5:22, 23) Determine demonstrar o amor que atrai. E tenha presente o seguinte: “Em todo o tempo ama o amigo, na desgraça, ele se torna um irmão:” (Pro. 17:17, CBC) Ao resumir seu conceito inspirado do amor, disse Paulo:”Agora, porém, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.” (1 Cor. 13:13) O amor é àquela grandiosa qualidade que permeia a congregação cristã. O amor sobreviverá ao Armagedom, assim como os verdadeiros cristãos que o demonstram. (Rev. 16:14, 16) Portanto, apegue-se firmemente à gema do amor. Não a perca. Não deixe que ninguém lha roube. Preze-a! Sempre provará ser-lhe uma bênção, também para seus irmãos cristãos e para todos com quem tiver tratos. Mostre-o agora e para sempre. Lembre-se: “O amor nunca falha”! — 1 Cor. 13:8.

  • Pasmados
    A Sentinela — 1965 | 15 de fevereiro
    • Pasmados

      Nas Ilhas Salomão, surgiram dificuldades entre dois povoados, um dos quais é composto de testemunhas de Jeová e pessoas que estudam com as Testemunhas. Antes de aprender a verdade de Deus e ser batizado, o chefe do povoado de Testemunhas tinha a reputação de ser homem muito duro. Quando veio o dia de se ter uma reunião para endireitar as coisas, todos os homens do outro povoado vieram com suas lanças, facões de abrir mato e cassetetes de guerra, para o caso de algo acontecer. Quão surpreendidos ficaram quando as Testemunhas e seus amigos chegaram, não levando nada que sequer tivesse aparência de uma arma! Sentaram-se para procurar uma solução para seu problema, pacificamente. Os aldeões que não eram Testemunhas ficaram pasmados.

  • “Não podemos fazer nada contra a verdade”
    A Sentinela — 1965 | 15 de fevereiro
    • “Não podemos fazer nada contra a verdade”

      Um ex-espírita conta como deixou-se guiar pelo espírito de Jeová, livrando-se da influência das forças espirituais iníquas: “Alguns membros da minha família já eram testemunhas de Jeová, quando comecei a dar atenção à sua mensagem. Certa Testemunha me visitou por várias vezes, apesar do que isto não me fazia sentir bem. Apesar de pedir à esposa que solicitasse a ele não mais me visitar, veio mais uma vez, em companhia de ainda outras pessoas. Sendo médium, recebi um ‘espírito’, havendo grande perturbação. ‘espírito’ não se foi até que as Testemunhas foram embora. Então começaram os atritos com minha esposa, ela sempre usando de jeito para que eu aceitasse a verdade. Mesmo assim, desentendi-me com meu irmão, também Testemunha. Comecei a sentir terrível medo, medo de tudo. Principalmente, medo de fazer as pazes com meu irmão e sofrer dos ‘espíritos’ as suas ameaças. Naquelas circunstâncias, resolvi abandonar a minha religião. Comecei a estudar e a entender a verdade. Progredi, freqüentando o estudo congregacional e já saío nas atividades de pregação. Enfim, tornei-me Testemunha. Hoje, com bastante compreensão, e com a ajuda de Jeová, entendo que nada é mais poderoso que o espírito de Jeová e que não se pode fazer nada contra a verdade.” Isto se deu na Guanabara, Brasil.

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